Meu nome é Loki Seguir historia

emily-christine8811 Emily C Souza

Loki cresceu a sombra da grandeza do irmão. Todos lhe tratava como um monstro, uma aberração. Nunca soube o porque, mas todas as mentiras um dia vem a tona e, ao saber a verdade, Loki não sabe mais quem ou o que é. Essa fanfic faz parte do desafio inkdisney do grupo inkspired brasil Estranhos como eu, Tarzan Thorki Universo Natural Marvel


Fanfiction Anime/Manga Sólo para mayores de 18.

#romance #yaoi #angst #disney #drama #marvel #thorki #thor #loki #inkdisney
Cuento corto
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Estranhos como eu

NOTAS INICIAIS

Essa fanfic faz parte do desafio Inkdisney do grupo Inkspired Brasil

A musica escolhida é Estranhos como eu do filme Tarzan

Casal (subtendido) Thor X Loki

Universo Natural

Agradeço minha Esposa Laia por toda a ajuda.

P.S.: Fanfic não revisada, o farei mais tarde.

~~~~~*****~~~~~


Caminhou com cautela; os passos leves e silenciosos, seu único olho bom inspecionando atento o local, verificando se havia mais algum daqueles malditos seres de gelo.

Escutou um pequeno ganido à sua direita. Virou o rosto, os grandes corredores frios não deixava visível o que tinha no final. Andou se esgueirando pelas paredes feitas de rocha, a guarda alta e sua desconfiança gritando.

Uma voz fina se fez presente, e Odin andou rápido não acreditando no que seu olho via. Um bebê. Em cima de uma pedra havia uma criança pequena de mais para pertencer a raça gigantes de gelo, porém ainda assim com uma aparência incomum para um asgardiano. Ele tinha a pele azul e os olhos vermelhos.

O ser pequenino não chorava mesmo estando coberto por somente uma pequena tanga, sendo que a espécie de sala coberta com uma fina camada de gelo. Pegou-o com suas mão, o corpo minúsculo cabendo nelas perfeitamente.

Observou incrédulo a criatura se transformar; de olhos vermelhos e pele azulada para olhos azuis e pele parda, como um asgardiano ou até mesmo um humano.

Olhou ao redor, não encontrando ninguém para proteger o bebê. Em toda sua caminhada até o local atual, Odin não encontrou nenhum Gigante se quer. Não sabia dizer se os outros haviam morrido na guerra ou se eles estavam escondidos, e naquele momento não interessava.

Pecou o delicado ser e o escondeu em seus braços, saindo do castelo de rochas geladas. Cuidaria dele, protegê-lo-ia, e nunca mais ele poderia ser tomado de si.

O bebê soltou um gritinho contente, seus dedinhos gordinhos brincando com os longos cabelos brancos, sem saber nada do que acontecia a sua volta. Odin sorriu fechado, seu coração quente pelo sentimento agradável que o preenchia.

Seu novo filho tinha cabelos negros e olhos azuis.

— Quem é este, meu Rei?

— Meu filho, Loki.


OITO ANOS DEPOIS



Abraçou os joelhos e escondeu seu rosto por entre os braços cruzados. Ao longe pode ouvir as risadinhas contentes e eventuais gargalhadas, que proviam de uma brincadeira qualquer entre seu irmão e os amigos dele.

Mamãe mandou disse que devia estar brincando com eles, mas Loki em sabia que eles não gostavam quando se juntava na brincadeira. Mesmo com Thor para repreende-los ao estudar as piadinhas maldosas, Loki não se sentia à vontade na presença de outras crianças além do irmão.

Apertou sua calça, sentindo-se isolado e confuso sobre o tratamento dos outros para consigo. Não consiga compreender o porque de Thor ter sorrisos e companhias alegres quando tudo o que Loki recebia era olhares atravessados e sussurros carregados de maldade.

Seu próprio pai se valia de tal comportamento, dando mais atenção, carinho e prioridade a tudo que se relacionava a Thor. A única que não se portava assim era Frigga, sua gentil mãe que sempre se preocupava consigo e lhe fazia companhia.

Uma imensa tristeza tomou seu coração e Loki deixou algumas lagrimas caírem. Thor tentava estar próximo de si, mas do que isso adiantava quando o seu irmão talentoso estava sempre cercado de pessoas?

Devia ser bom ser o primogênito, herdeiro do trono. Thor sempre foi uma criança carismática e sorridente. Bom, não devia ser difícil sorrir quando todos lhe amavam e paparicavam.

Loki, por sua vez, jamais receberia esse tipo de tratamento privilegiado. Nunca recebeu um sorriso sequer de outro que não fosse Thor ou sua mãe, e as outras crianças o importunava pelo seu jeito retraído e silencioso.

Ele só queria saber o porquê. Por que era inferior a Thor? O que seu irmão tinha que o tornava melhor? Mais digno?

— Loki?

Levantou a cabeça com pressa, o susto fazendo seu coração bater mais rápido. Perdido em pensamentos, Loki não percebeu a aproximação do irmão. Passada a surpresa inicial, os olhos azuis de Loki caíram e ele voltou a abraças suas pernas.

— Irmão, o que faz sozinho nessa caverna?

Curioso, Thor se abaixou e sentou engatinhou, sentando de frente para o irmão. Loki continuou olhando para o chão da caverna, descontente de que Thor houvesse lhe encontrado. Seu lugarzinho seguro foi comprometido e teria de achar outro, e isso era ruim, já que gostava por demais de ficar ali a noite toda olhando para as estrelas de Asgard, estas que brilhavam mais que todo o ouro do Reino.

— Devia retornar para seus amigos, irmão.

Thor cruzou as pernas e aproximou o rosto, olhando com atenção o semblante triste de Loki. Colocou a mão direita nos cabelos negros e acariciou os fios, buscando o queixo do mais novo. Levantou gentil o rosto dele e sorriu quando Loki o olhou desconfiado.

— Eu estava o procurando para brincarmos.

— Não vou brincar com seus amigos arrogantes.

— Eu quis dizer sé nós dois, você e eu.

Loki desviou os olhos, corando pela atenção espontânea recebida. Pigarreou escondendo a vergonha e deus de ombros, fingindo desinteresse.

— E o que você quer fazer?

Thor segurou o queixo, sinal de que estava pensando seriamente nas opções. Loki encarou o gesto, se perdendo no quanto Thor ficava fofo quando fazia isso; que já havia virado mania.

— Mamãe disse que você foi aprender algumas magias com ela, — Thor disse feliz. — O que você aprendeu?

Loki soltou suas pernas e as cruzou, como seu irmão fizera outrora. Colocou uma mexa pra trás da orelha e mordeu os lábios de leve, ficando sem graça com a intensidade dos olhos azuis de Thor.

— Aprendi a me transformar em outras coisas, — murmurou completamente encabulado.

— Oh, isso é muito legal! — Thor se agitou, — Pode me mostrar?

Loki remexeu uma mão contra a outra. De vagar assentiu, fechando os olhos e se concentrando da forma que sua mãe o ensinou. Sentiu uma forte energia tomar forma do seu corpo e visualizou mentalmente em que seu corpo deveria tomar forma.

Thor assistiu maravilhado pequenos pontos de luz arroxeada rodear seu irmão, e a cada volta ela parecia ficar mais forte. Em uma explosão fraca da luz, o corpo de Loki mudou para a forma de uma cobra. O réptil tinha o tamanho de um filhote e sua pele era rajada nas cores de verde escuro e claro e o branco.

Thor sempre amou cobras, em sua concepção elas eram animais magistrais e espertas, a beleza muitas vezes incomparáveis a qualquer outro bicho. Acariciou a cobra de leve, a transformação ainda mais completa do que pensou, já que podia sentia a pele escamosa e fria, exatamente como uma verdadeira cobra. Entusiasmado, Thor a abraçou, esfregando com carinho a sua bochecha contra o rosto do animal.

Assustado, Loki perdeu o controle da magia e voltou a sua aparência original. Encarou seu irmão que ainda lhe prendia pela cintura. Thor não entendeu os olhos arregalados e as bochechas vermelhas de Loki.

Apressado, Loki empurrou Thor e voltou para seu lugar; seu coração batia em um ritmo rápido de mais e Loki temeu que ele explodisse em seu peito. Até sua respiração estava ofegante e Loki não soubesse o que acontecia no seu próprio corpo.

— Foi um belo truque, irmão. — Thor elogiou.

Loki negou, — Mamãe disse que eu preciso de muito mais treino. Agora eu não consigo manter a transformação por muito tempo e a cobra também tem o tamanho de um mero filhote.

Thor concordou, porém sorriu gentil. — Ainda assim, você se saiu muito bem, — garantiu. — Nunca vi algo assim, Loki.

Os olhos azuis, que normalmente estão melancólicos ou tristes, brilhavam, e Thor ficou ainda mais satisfeito por ter o procurado. As vezes tinha a impressão que nem Loki e nem as pessoas ao redor dele, percebiam o quanto ele é precioso e Thor sentia cada vez mais que precisava cuidar dele.

— Príncipe Thor, o Rei Odin lhe chama na sala do trono.

Um guarda apareceu na entrada da caverna. Ele olhou de relance para Loki e escondeu, de forma falha, a careta de desgosto ao vê-lo. Thor cruzou os braços e fechou a cara, exigindo com uma postura altiva, que o guarda se curvasse para seu irmãozinho, um legitimo Príncipe igual a ele.

O guarda, claramente contra a vontade, se curvou. Thor acenou satisfeito. Loki, por outro lado, abaixou a cabeça, escondendo o rosto entre os fios negros. Seu olhar caiu, sentiu uma profunda tristeza.

— Vamos irmão, nosso pai quer falar conosco.

Antes que Loki pudesse dizer algo, que seria sobre obviamente que apenas Thor foi chamado, o guarda se apressou em interromper.

— Odin deixou claro que quer somente o presença do Príncipe Thor.

Jogou uma rápida olhadela de nojo em direção a Loki, e voltou a encarar Thor. Claro que Thor iria discutir, mas Loki o não queria mais estar na presença do homem hostil.

— Apenas vá, irmão.

Thor ainda lhe encarou em silencio, dividido entre ir ou não. No fim, ele saiu da caverna, logo sendo acompanhado pelo guarda que murmurou um “monstrinho” antes de o seguir.

Em silêncio, Loki chorou mais um pouco, ainda sem saber o porque de ser tratado assim.

~~~~~*****~~~~~

— A concentração é a base de todo feitiço, — Frigga remexeu suavemente as duas mãos, alguns pontos de luz saíram entre os dedos e uma outra Frigga apareceu do lado da verdadeira. — Quando você usar sua energia e mente para criar o feitiço, você deve estar concentrado o suficiente para que ele dure.

Loki assentiu, o rosto infantil animado e os olhos fascinados com a uma magia encantadora que era a da sua mãe. Frigga sorriu, agraciada com a felicidade estampada no rosto do seu menino.

— Me mostre o que você já sabe fazer.

Loki respirou fundo acalmando seu ânimo. Fechou os olhos procurando esvaziar a mente e deixar sua energia fluir sem medo. Mexeu seus dedos lentamente, concentrado na forma que sua magia deveria tomar. Foi incrível sentir seu feitiço se formando em uma projeção astral. Abriu os olhos para observar seu outro eu.

Ouviu palmas e olhou para a entrada do grande salão. Seu irmão sorriu e andou em sua direção. Rapidamente Loki desviou os olhos, seu rosto corando furiosamente.

— A apenas um ano atrás você não conseguiu manter uma pequena cobra por míseros minutos, e olhe só pra você, irmão — apontou com a cabeça a representação exata de Loki, — Consegue fazer projeção como a mamãe faz.

Loki continuou mantendo sua atenção no seu corpo projetado. Se focasse nas falas de Thor, aconteceria o mesmo da caverna.

— Ele evoluiu rápido, meu filho. Mais alguns anos e Loki poderá fazer uma projeção Astral perfeita, tanto que ninguém poderá dizer qual é o verdadeiro.

— Você será o feiticeiro mais poderoso de Asgard, Loki — Thor disse com completa certeza.

Antes que Loki respondesse, um guarda real adentrou o salão. Ele se curvou, pedindo permissão para falar. Frigga acenou, observando o comportamento dele.

O ultimo guarda que olhou atravessado para Loki foi exilado, o que serviu de alerta para o comportamentos dos guardas. Nenhum deles ousou falar algo ou olhar de forma hostil. Entretanto, nenhum deles sequer olhava para si, ignorando sua presença e falando consigo somente quando necessário.

Solitária, essa era sua vida. Loki senta-se diferente, e é exatamente assim que todos lhe tratam. Tirando seus pais e Thor, Loki não tinha absolutamente mais ninguém.

— Rei Odin está chamando ambos os Príncipes, minha Rainha.

Frigga olhou carinhosa para Loki. Fez uma leve caricia na lateral do rosto dele, sorrindo orgulhosa.

— Continuaremos amanhã.

Loki assentiu, seu semblante antes alegre tornou-se desanimado. Sempre ansiava pelo seu treinamento, a companhia da sua mãe era a mais agradável e Loki conseguia sentir o amor emanando dela. Claro, seu amor pelo pai é inquestionável, mas nada se comparava ao seu amor pela mãe.

— Sim, mamãe.

Thor assistiu contente seu irmão interagir com sua mãe. A única que conseguia um sorriso de Loki era ela, nem Thor conseguiu tal feito.

Despediu-se da mãe a acompanhou Thor para a sala do trono, onde Odin, seu pai, aguardava. Thor jogou seu ombro contra si e Loki fez uma careta de indignação. Devolveu o gesto com ainda mais força e fez uma expressão muito convencida quando Thor fez uma careta de dor. Thor abriu um sorriso esperto e praticamente se jogou contra o irmão.

Ambos caíram, Thor por cima de Loki. Levantaram rindo e Thor se perdeu um pouco na bonita risada que Loki tem e nunca mostra. Teria elogiado, contudo Odin já os esperava no corredor.

— Sigam-me, meus filhos.

A brincadeira junto as risadas acabaram. Thor foi para o lado direito do pai e Loki manteve-se atrás deles, sentindo mais uma vez um abismo entre ele e o pai. Bom, já havia se acostumado, de qualquer forma. Conseguia fingir que o fato escancarado das preferencias de Odin por Thor não lhe incomodavam, escondendo assim sua dor em uma expressão estoica. Nem Thor, que antes se preocupava com tais sentimentos tolos, parecia lembra-se da dor que o esquecimento trazia a Loki.

Thor não mais tinha tempo para bobagens, ele estava ocupado de mais fazendo coisas de herdeiro, e Loki sentia cada vez mais que o abismo, originalmente existente entre ele e o pai, passou a fazer presença entre ele e o irmão.

Desceram para a parte mais reclusa do castelo. Odin abriu as enormes portas de ferro e desceram as escadas de pedra.

— O que estamos fazendo no cofre de armas?

Loki olhou com interesse para o pai, esperando a resposta da pergunta feita por Thor.

— Outrora, a humanidade precisou aceitar que não estão sozinhos nesse universo, — Odin parou e se virou para os filhos. — Alguns acreditavam que eram os deuses, outros sabiam que deviam temer. Vindos de um reino congelado, os Gigantes de gelo decidiram conquistar os outros reinos colocando-os em uma era de gelo. Porém a humanidade não estava sozinha e nos, asgardiano, protegemos os outros reinos dessa ameaça maligna. Foram anos de guerra e, depois de muito sangue derramado, nossos exércitos os expulsaram para o seu reino original. — Odin encarou Thor e depois Loki, conferindo que ambos prestavam atenção, ele voltou a andar. — O custo foi alto, e o rei deles acabou derrotado. Essa foi a última guerra, e desde então nos estamos em uma era de paz.

Depois de andar todo o longo corredor, Odin parou em frente a uma misteriosa caixa portando uma luz azulada que tremulava como se estivesse viva.

— Essa caixa é a fonte do poder dos Gigantes de gelo, foi com ela que eles puderam andar entres os reinos sem a Bifrost. — voltou-se aos filhos. Thor estava animado com a historia de bravos guerreiros, enquanto Loki parecia temeroso.

— Os gigantes de gelo estão vivos? — perguntou, a voz tremula.

Thor não deixou com que Odin respondesse. — Quando eu for rei destruirei todos os monstros, — fez um gesto como se batesse em algo segurando uma arma poderosa. — Exatamente como você, pai.

Odin sorriu contido, gostando do seu pequeno guerreiro.

— Um rei sábio nunca busca a guerra, mas deve estar sempre pronto para ela. — Odin falou com ar de sabedoria. — Um de vocês será o responsável de manter a nossa paz.

Ambos os irmãos se olharam. Thor estava ansioso para ser rei, enquanto a certeza que jamais seria escolhido preencheu o coração angustiado de Loki.



DOZE ANOS DEPOIS



Thor, com toda a prepotência de um Deus, ergueu o Mjolnir empunhado na sua mão direita, e bradou contente. Todos os Asgardianos seguiram o brado em comemoração a coroação do novo Rei.

O pátio do grande castelo no centro de Asgard estava repleto com todo o seu povo. Um tapete vermelho foi estendido em frente ao pedestal onde sua mãe, seu pai, Loki e seus confiáveis amigos aguardava por Thor.

Passou desfilando, olhando para os guardas nas laterais do tapete vermelho. Vestido como um guerreiro em sua armadura completa, Thor exibia um enorme sorriso e um ar completamente arrogante.

Loki quase ficou doente ao ver aquilo; a idolatria desmedida e a arrogância que seu irmão tão bem desenvolveu. O irmão atencioso e preocupado morrera e, no lugar dele, nasceu um garotinho mimado e pretensioso, cheio da sua própria grandeza.

Depois de contar a fantástica historia da guerra sangrenta contra os Gigantes de Gelo, Odin concentrou ainda mais, se é que isso era possível, seu tempo para tornar Thor em um guerreiro honrado e um Rei digno. Como Loki já sabia, nunca houve espaço para ele no trono de Asgard, mesmo quando sua mãe atestou o quão forte ele é como feiticeiro.

A dor maior não vinha da indiferença do pai ou da sua indignidade para ser rei. Não. Sua maior dor foi assistir seu irmão se transforma no ser soberbo e presunçoso que não se importava com nada além da fama de guerreiro invencível e da gloria de Herdeiro do trono.

Ao receber o Mjolnir, com apenas treze anos, Thor pareceu esquecer da sua existência. O relacionamento de ambos foi comprometido muito antes, porém. Entusiasmado, Loki chamou o irmão para ver como estava melhor na metamorfose. Com muito custo, Thor lhe dispôs tempo para assistir a evolução do irmão. Por infortúnio do destino, Loki perdeu o controle da magia e o atacou. Ninguém lhe disse absolutamente nada sobre sua culpa, mas a acusação estava no silencio pesado e no clima tenso.

Agora Loki assistia a coroação do irmão como a um desconhecido, a mágoa e a raiva consumindo seu peito.

Thor parou sua caminhada ao chegar no pedestal. Ajoelhou-se e colocou o martelo ao seu lado direito, no chão. Retirou o elmo com asas, sua marca registrada que gritava superioridade.

Odin, sentado em seu trono, assistiu à caminhada exibida do filho em silencio. Também vestido com sua armadura de batalha e seu elmo com um tapa-olho, parecia pensar muito mais afrente do que os acontecimentos presentes.

O Pais de todos se levantou do trono e bateu com a sua lança no chão, silenciando as palmas e a agitação dos cidadãos de Asgard. Thor deixou de olhar para seus amigos e sua mãe e concentrou-se em seu pai, que o encarava sério, mas orgulhoso.

— Thor, filho de Odin. Meu herdeiro. Meu primogênito. — A voz de Odin tremeu levemente, as emoções ameaçando tomar o velho Deus.

Loki fitou o chão, mordendo os lábios, a indignação pulsando em suas veias. Sempre Thor, nunca ele. Também era filho dele, então por que parecia tão insignificante? Era quase como se não pertencesse ali, muitas vezes se sentindo como um intruso. O que, pelos deuses, o fazia menor do que Thor?

— Desde muito cedo lhe foi confiado o poderoso martelo Mjolnir, forjado no coração de uma estrela em extinção. O poder dele não tem igual, como arma para destruir quanto ferramenta para construir. Companheiro perfeito para um rei. — Odin continuou, — Eu defendi a vida em Asgard, e de todo o povo inocente nos Nove Reinos, desde o grande começo. E, apesar de ter chegado o grande dia, não posso deixar de me preocupar, pois é meu filho.

Loki fechou os olhos, um embrulho no estomago acompanhado pela queimação na garganta. Nunca recebeu ou jamais receberia tais palavras do seu próprio pai. Para ele parecia que no meio do caminho de ser seu pai, Odin se perdeu na grandeza do filho Thor. Ter dois filhos era uma informação que o cérebro de Odin não pode filtrar e, assim, todas as preocupações e a atenção que Odin deveria dar a Loki caíram no esquecimento.

Frigga olhou preocupada para o filho mais novo, bastante ciente do complexo que ele tinha por causa de Thor. A culpa, no entanto, é de Odin. Seu marido não deu atenção ou amor para o caçula e Loki sentia o menosprezo do pai cravado na pele. Odin pegou Loki para criar, mas esqueceu dele quando Thor, o primogênito, cresceu e se tornou o filho que Odin sempre desejou. Tentou alertar o marido, mas Odin não quis ouvir. Seu coração pesava por ver os dois irmãos longe um do outro.

— Você jura guardar os nove reinos?

— Eu juro. — Thor respondeu com confiança.

— E você jura preservar a paz?

— Eu juro.

— E você jura, — Odin falou com mais entonação, — Que abandonará toda ambição egoísta e se comprometerá apenas com o bem dos Nove reinos?

— Eu juro! — respondeu firme.

— Então, a partir desde dia, eu lhe nomeio Rei de Asgard.

Odin se aproximou do filho e lhe passou a lança. Thor olhou para o pai com os olhos transbordando emoção, os dedos segurando firme seu legado. Olhou para sua mãe, para seus amigos e para Loki, seu querido irmão. Este, porém, não estava olhando para si e sim para o chão. Seu sorriso esmoreceu um pouco e seu cenho franziu. Com a intenção de conversar com o irmão, Thor se virou, contudo parou ao ter Odin do seu lado. Ambos se viraram para a plateia, e orgulhoso Thor levantou a lança. O brado foi em uníssono.

Thor se esqueceu de falar com o irmão. Loki, afogando em seus ressentimentos e insignificância, sai tão logo quando seus pais seguiram para o banquete em homenagem ao grande dia do grande rei, o Deus dos trovões.

No meio da noite, Loki teve um sonho estranho. Sentiu sua energia, sempre tão equilibrada, destoante com seu corpo. Acordou assustado, não podendo lembrar do seu sonho com clareza, porém com a sensação esquisita ainda presente no seu peito.

Teve a impressão de ser chamado, como se fosse um ferro atraído pelo ima. Balançou a cabeça para esquecer algo trivial e se concentrou em aguentar o dia que vinha por aí.

A mesa do café da manhã estava posta, e todos comiam em absoluto silencio. Thor não tirava o sorriso da cara e esse fato causava ânsia em Loki. A cada dia que passava, seus sentimentos aversivos ao irmão, que um dia foi tão querido para si, aumentava em níveis alarmantes.

— Gostaria de mostrar ao seu irmão os novos feitiços que aprendeu, Loki?

A voz calma e gentil da sua mãe, que sempre lhe acalmava e alegrava, causou uma grande irritação. Thor não tinha tempo para isso, deixou bem claro quando não foi a sua cerimonia de maior idade. Nada que vinha de Loki valia o precioso tempo do Herdeiro, e Loki jamais passaria por aquela humilhação.

Basta os olhares de nojo e os risos debochados que sempre recebia. Sua cota de rejeição era grande o suficiente para ter de lhe dar com o pai e o irmão.

— Tenho certeza que Thor está ocupado de mais para bobagens.

Thor pareceu ofendido com a fala de Loki, mas antes que ele pudesse dizer qualquer coisa, Odin interrompeu.

— Loki está certo. Thor precisa focar no que é importante, ser Rei requer comprometimento total.

Tendo escutado o bastante, Loki saiu da mesa e seguiu para a sala onde sempre treinava seus feitiços e seu manuseio de espadas e adagas. A vida de Príncipe é bastante monótona quando não se é o herdeiro, e Loki basicamente treinava o dia todo, voltando para as áreas movimentadas do castelo para se juntar a linda família e jantar.

Loki teve o desprazer de escutar Thor falando da gloriosa vida de Rei. O jantar não foi saboroso e logo ele desistiu de fingir que alguma coisa ali o agradava. Sem dizer nada, saiu da mesa e foi para seus aposentos.

Sua mãe ainda tentou conversar consigo antes que fosse dormir, mas Loki não deu chance para ela abordar o comportamento recluso que Loki adotou desde que feriu o irmão.

Na escuridão e no silencio do seu quarto, Loki tentou lembrar quando foi que as coisas saíram tanto do controle. Foi quando Thor ganhou o Mjolnir? Ou foi quando ele feriu sem querer o irmão? Seria por causa da distância que os afazeres de herdeiro impôs no relacionamento já fragilizado?

Loki riu alto com cinismo. Ora, como se a vida toda Loki não houvesse sido ignorado por todos. E ali estava o problema, pois mesmo quando era criança, Loki não se preocupava com o abandono, ter sua mãe e irmão ao seu lado era o suficiente.

As coisas mudaram de significado quando Thor deixou de ser seu pilar para ser o algoz que destruía suas estruturas. A intensidade dos seus sentimentos puros, virou totalmente contra si e corrompeu seu coração com angustia e ódio.

Loki não passava de um recipiente de pensamentos ruins e sentimentos negativos. E mesmo que quisesse, jamais veria a salvação do poço no qual se afundou.

Inquieto, Loki se remexeu na cama. Um arrepio forte percorreu seu corpo, a sensação de estar sendo chamado marcou presença e Loki não pode ignorar algo de tamanha intensidade.

Vestiu suas vestis comuns e se deixou guiar pela sua energia dissonante. Com os olhos fechados se concentrou apenas em visualizar mentalmente o caminho que percorria.

Espanto, Loki se viu diante da caixa que seu pai mostrou muitos anos antes. Com os dedos trêmulos segurou nas alças. Sua cabeça levantou e seus olhos arderam, porém não por vontade de chorar. Sentiu a tremenda conexão com o objeto, sua energia se misturando com ela até virar uma só.

Sentiu terror do que aquilo poderia significar. Voltou seus olhos para a caixa e suas mãos que a segurava, não ficando surpreso por elas estarem azul. A verdade sim, era assustadora.

— Pare! — a voz altiva de Odin causou um breve susto em Loki.

Com uma calma que não existia, Loki colocou a caixa de vagar no mármore.

— Eu sou amaldiçoado? — perguntou suavemente.

— Não.

Loki abaixou a cabeça, seu peito palpitando; engoliu as lagrimas que queriam aparecer.

— O que sou? — perguntou com a voz fraca, ainda estando de costas para o pai.

— Meu filho.

— Mas essa não é toda a verdade, — finalmente se virou, os olhos vermelhos cheios de lagrimas não derramadas, sua pele completamente azul. — Não é?

Odin ficou em silencio. Depois de todos aqueles anos sendo rejeitado e finalmente Loki entendera o porque.

— Quando eu peguei a caixa, eu escutei sua voz e procurei por você. — Odin pareceu bastante vulnerável naquele momento. — Um bebê pequeno de mais para ser um Gigante de Gelo. Você é Filho de Laufey, e eu te trouxe com o proposito de manter nossa paz.

— Todos esses anos eu me perguntei o porque de todos me odiarem, — soltou uma risadinha cínica. — Agora tudo faz sentido! A sensação de que eu sou estranho, de que eu sou errado e não pertenço aqui é simplesmente a verdade que agora foi escrachada bem na minha cara!

Seu grito ressonou pelo remoto cofre de armas. Odin não moveu nenhum musculo. Continuava serio e calmo, como sempre.

— Você não preferia seu primogênito, você simplesmente preferia o seu filho. Eu não sou digno de governar Asgard porque não sou um Asgardiano e você, grande Odin, jamais deixaria um Gigante de Gelo sentar no trono. — Loki agarrou os fios negros, as lagrimas caindo sem permissão. — Tudo... eu sou uma mentira que você inventou para preservar a paz. Eu nem sei quem eu sou, — murmurou.

Odin negou, — Você é meu filho Loki, meu caçula, Príncipe de Asgard...

— Chega de mentiras! — gritou.

Odin se curvou, apertando o peito.

Transtornado, Loki passou por ele sem perceber o estado alterado do pai. Se apressou a sair do castelo, a vontade de deixar toda a mentira que viveu para trás. Correu o mais rápido que conseguiu para a Bifrost.

Heimdall, o eterno guardião da Bifrost, estava parado de frente para a entrada do casulo. Ele nada disse, seu poder de clarividência dando todas as informações necessárias sobre o propósito de Loki ali.

Conectou a espada a entrada e girou. A estrutura que lembrava um casulo rodou e a ponte de arco-íris apareceu, transportando Loki para o lugar que ele queria: Jotunheim, o reino gelado dos Gigantes de gelo; lugar esse que Loki poderia chamar de terra natal.

Nenhuma historia pode lhe preparar para o que seus olhos viram. Todo o reino vivia em uma eterna escuridão, não havia cores ou alegria, o gelo cobria todas as estruturas e o frio, que não lhe incomodava, dançava pelo ar.

Isolado, solitário, coberto por escuridão e ódio.

O choque de perceber que aquela era sua herança, que era dali que era Príncipe, de ter a verdade exposta nua e crua diante de seus olhos... Loki se sentiu sem chão, completamente abalado e sem saber o que fazer.

A desesperança rastejava sobre a sua pele causando arrepios. Desnorteado, Loki andou pelas rochas cobertas de neve. Não havia ninguém por ali, mesmo depois de muito andar.

Era o monstro que todos sempre diziam, uma aberração, um estranho que estava no lugar errado. Aquilo, aqueles reino rejeitado, era a verdade absoluta de si mesmo e Loki sentiu o desespero que pertencer a raça amaldiçoada causou em seu peito.

A vida toda sem saber o porque da rejeição... o porque de Thor ser melhor... A diferença que tanto questionou, entre ele e o suposto irmão, era gritante. Loki jamais seria digno de nada em Asgard, pois o lugar dele estava ali, por entre as paredes de gelo.

~~~~~*****~~~~~

Mesmo que andasse por todo o reino, Loki não encontraria ninguém para lhe ajudar. Ele só queria saber mais sobre a sua raça, sobre os seres que para si eram estranhos, mas que de alguma forma, Loki era estranho como eles. Queria que alguém lhe mostrasse as coisas em seu mundo, lhe dissesse tudo o que aconteceu, em todos os detalhes.

Porém, não havia nada ali além de neve e gelo.

Encontrou uma sala menor que as outras. Cansado de procurar em vão, Loki decidiu que preferia ver, através dos objetos ou paredes, o que aconteceu no local. Tocou com a mão direita a superfície e se concentrou.

Sua cabeça levantou e de seus olhos saiu uma forte luz branca. Viu, na sua mente, o rei Laufey correr e colocar um bebê em cima de uma pedra. Depois de um tempo, Odin entrou na sala e pegou a criança, levando ela embora consigo.

Insatisfeito com o pouco que viu, Loki sai do castelo, tocando a parede mais externa.

Não foi surpresa ver toda a guerra acontecendo. Morte em massa, muito sangue e violência. Odin não disse, mas agora Loki pode ver quantos asgardianos morreram pra conter a ganância e o ódio dos Gigantes.

Com pesar, Loki entendeu o porque do povo de Asgard odiá-lo. Era apenas um reflexo do que sua raça fez a eles.

Com a confusão atordoando sua mente, Loki se escondeu como costumava fazer quando criança. Em uma gruta qualquer, próxima ao castelo, Loki se encolheu.

Uma mistura de sentimentos tomou conta de si e Loki não soube o que sentir. Se perdeu nas lembranças da sua infância onde sofri com o ódio despejado em si, mas ainda tendo o apoio da mãe e do irmão, e nas fortes lembranças de um Loki já maduro e sem apoio algum.

Preso dentro das incertezas e da teia de mentiras que viveu, Loki não reagiu nas horas seguintes.

Quem ele era? Príncipe de Asgard ou Príncipe de Jotunheim?

Não sabia.

Irmão de Thor ou filho único? Filho de Odin ou de Laufey?

“Por favor, alguém me ajude” sua mente gritou.

Gigante de gelo ou Asgardiano?

Era alguém? Existiu ou foi criado?

Agarrou seu cabelo, tampando os ouvidos com os braços; o silencio ao seu redor gritando em seu ouvido.

Qual seu nome? Loki, o nome que seu pai Odin escolheu, ou nem ao menos isso poderia ter mais?

Não sabia.

Não sabia.

Não sabia.

Bateu seu corpo contra a parede da gruta onde suas costas estava encostada. Uma crescente agonia tomava seu peito e Loki não conseguia deixar de se chocar contra a superfície fria.

Quem era? Precisava saber quem era!

Gritou, negando com a cabeça. Não era ninguém. Ninguém.

~~~~~*****~~~~~

Em algum momento entre seu ataque de autodestruição, Loki dormiu. Um sonhos nebuloso o acometeu e nele, Loki conseguiu ver com perfeição o rosto de Odin quando o encontrou.

Sem noção de onde estava ou do tempo que havia passado, Loki abriu os olhos com dificuldade. Se remexeu um pouco, descobrindo que se mexer era completamente impossível.

Em estado de alerta, buscou o que o prendia. Surpreso, Loki se encontrou nos braços de Thor.

— Ainda bem que acordou, fiquei preocupado.

Demorou para que entendesse o gesto e o significado dele. Fragilizado, Loki não encontrou forças para empurrar o irmão ou para fugir dele.

Estava tão cansado e perdido, precisando de um apoio e de alguém para lhe ajudar. Thor sempre foi seu alicerce, e agora ele estava ali, aquecendo se corpo gelado e seu acalentando seu coração ferido.

— Não sou seu irmão.

Thor suspirou, os braços fortes o puxando mais para perto. Loki se aproximou sem reclamar.

— O pai disse, — Thor resmungou. — Deixar você vim para cá sozinho...

— Ele esta bem? — perguntou preocupado.

— Oh sim, ele está descansando.

A noticia aliviou o peso em seu coração. Nunca se perdoaria se seu egoísmo machucasse seu pai. Mesmo com todas as mentiras, Odin ainda era seu pai e nada deixaria de ser.

— Eu não sei mais quem eu sou, Thor. Estou perdido.

Thor segurou seu rosto com delicadeza, os olhos fitando os seus intensamente.

— Você é Loki, Príncipe de Asgard e filho de Odin. Mas — aproximou os rostos, seu nariz tocando o de Loki. — Eu estou demasiadamente feliz por não ser meu irmão.

A confissão não foi bem recebida e Loki quase conseguiu sair dos seus braços tamanha a força que usou. Sempre apressado e impulsivo, Thor penou com um singelo sorriso nos lábios.

Puxou o teimoso irmão... Ah, não. Irmão não. Puxou Loki pelo braços, fazendo com que ele caísse em seu colo. Aproximou o rosto, prendendo os olhos azuis no seu.

A respiração de Loki ficou suspensa, completamente em choque sem acreditar no que Thor, que até minutos atrás era seu irmão, estava prestes a fazer.

O selar dos lábios não passou de um contato singelo e puro. Os sentimentos por trás do gesto, no entanto, não poderia ser descrito nem se Loki quisesse muito o fazer.

Perderam-se no olhar um do outro, sentindo o quanto suas almas e corações conversavam sem precisar de meras palavras.

— Venha comigo, Loki. — Thor se levantou, sua mão apertada contra a de Loki. — Em nossa verdadeira casa, não vai restar duvida de que você é o Loki.

E, confiando no que seu alicerce disse, Loki se levantou e o seguiu. Suas mãos entrelaçadas conectando uma alma a outra.

Agora Loki poderia se achar, sem mentiras ou manipulações. Mas, mesmo que eventualmente descobrisse algo a mais de si mesmo, Loki manteria a certeza em seu coração que ele é Loki, filho de Odin e Príncipe de Asgard.

“Eu quero fazer o que você faz!

Mostre tudo! Diga como é!

Não é estranho,

Mas não sei entender...

Sei que há tanto pra descobrir...

É tudo tão novo para mim...

Eu vejo tudo à minha volta,

É, mas eu sei que há muito mais pra se ver!

Quero entender! Conte tudo!

Quero saber sobre os estranhos como eu.

Fale mais!

Me mostre!

Quero entender esses estranhos como eu...”

1 de Junio de 2018 a las 14:15 8 Reporte Insertar 10
Fin

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Emily C Souza Não posso dizer que sou tudo aquilo que escrevo, mas tudo aquilo que escrevo tem um pedacinho de mim

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Nome: Meu nome é Loki Olá, eu sou a MRz do Sistema de Verificação do Inkspired. O sistema de verificação atua não só para ver a qualidade da história, como também para observar se a história está de acordo com as normas do site. Sua história está “em revisão”, porque o texto tem alguns erros de digitação que deixam as palavras erradas; há alguns “porquês” errados; algumas palavras faltam acentuação; e alguns erros de concordância. São erros pequenos que uma revisão já ajuda a encontrá-los. O Inskpired tem alguns blogs de gramática que dão algumas dicas ou você pode usar um beta reader disponibilizado no serviço de Autopublicação. Depois de corrigido esses erros, é só responder esse comentário para que eu faça uma nova verificação. De resto, a história está ótima! :)
13 de Marzo de 2019 a las 12:21
Narumi Lokidottir Narumi Lokidottir
coração sangra com toda indiferença que Loki sofre.Thor tem um longo caminho para reparar anos de distancia entre os dois... Ganbatte
16 de Octubre de 2018 a las 12:37
Inkspired Brasil Inkspired Brasil
Olá! Eu preciso te parabenizar pela sacada que você teve em relação ao título da história e sobre o conflito interno do Loki. Como ele mesmo é um gigante de gelo, essa crise de identidade se encaixa muito bem com o enredo original do universo dos Vingadores da MCU. A música que você escolheu tem muito potencial também, porém a música foi aplicada num contexto muito próximo ao do filme do Tarzan: um garoto que é de outra espécie, mas é criado por quem vive naquela terra e depois descobre que não é como os outros habitantes do lugar em que foi criado e se sente curioso em relação aos seus parceiros de espécie. Você não chegou a abordar a relação do Loki com os outros Gigantes de Gelo ou a curiosidade dele, eu sei, mas foi dessa forma que a música encaixou na história. Sobre a tua escrita, eu preciso te elogiar. Desde as primeiras histórias que você postou nos desafios até agora, você está melhorando sempre um pouquinho mais. Nós conseguimos ver isso tanto na forma como os sentimentos dos personagens usados quanto na escolha de palavras na hora de construir as cenas. Apesar disso, é preciso que você revise seu texto antes de publicá-lo. Há vários erros bobos de correção, como vírgulas, plurais ou mesmo concordância. Nesta história aqui, você alterou bastante a forma como o Loki era tratado quando criança em Asgard, o que foi interessante de ver, apesar de eu não ter entendido o porquê da aversão de todos em relação a ele. Ninguém sabia que ele é um Gigante de Gelo, então as motivações da população que o repudiava ficaram um pouco abstratas. Mas a sua escrita evoluiu muito e você conseguiu pegar aspectos da personalidade do Loki, como essa crise de identidade, que foram realmente muito bons. Obrigada por ter participado com tanta dedicação do desafio e parabéns por ter escrito tanto! <3
23 de Junio de 2018 a las 12:03
Way Borges Way Borges
Ai meu Odin! estou morrendo de amores por essa one <3 Serio, meu deus injustiçado estava perfeito, tão profundo e torturado, lutando contra os sentimentos ruins que existem dentro dele... A dor e a agonia do Loki firam tão explicitas, quase palpável. Nossa, e a Frigga? Perfeita, mãezona da porra. Toda a doçura e inocência do Loki quando criança foram lindas, eu amei ele ficando envergonhado. Deu uma imensa vontade de socar o Thor por se afastar do Loki e o Pai de Todos por agir de uma maneira tão indiferente ao seu filho mais novo. Meu amor por Thorki aumentou horrores depois de lê essa one, já era grande, mas agora, esta quase estratosférico... Bjs de luz para você
22 de Junio de 2018 a las 19:54
HikariNoHime Writer HikariNoHime Writer
É sempre tão difícil achar uma fic que retrate bem a personalidade do Loki. Talvez seja por ele ser um personagem complexo ou por ele ser amado demais e todos quererem uma versão mais doce dele nas histórias. Mas você conseguiu capturar a essência dele tão bem nessa história que estou encantada. A inocência deles enquanto crianças me cativou e esse beijo no final... céus, você quer me matar do coração?! Está tudo tão perfeito, o desenvolvimento, o clima que casou perfeitamente com a música... uma obra de arte, apenas. Saiba que você acabou de ganhar uma nova fã aqui :) Beijinhos de Chocolate ♥
19 de Junio de 2018 a las 06:52

  • Emily C Souza Emily C Souza
    Eu fiquei muito nervosa com essa fic por estar trabalhando com os personagens pela primeira vez. É facil julgar os outros, mas entende-los não. Esse Loki é uma pessoa que cresceu com o amor e proteção do irmão e mãe, mas com a hostilidade de todo o resto. Sempre nos perguntamos, em algum ponto, quem somos de verdade, e Loki era um estranho em um mundo estranho. Foi muito legal apresentar uma fic com esse ponto de vista. Você que ganhou meu coração com esse comentario, serio mesmo, ele esta lindo. Eu pretendo escrever mais sobre eles, então até a proxima. Você esta mais do que convidada a ler minhas outras fics <3 Obrigada pelo carinhos. Beijocas ^^ 19 de Junio de 2018 a las 10:10
Marina Tavares Marina Tavares
Minha nossa, como fazia tempo que não lia uma fanfic de Thor, e esta foi uma das melhores que já li. Adoro essas histórias que começa com algo fofo e depois termina em uma certa angústia XD A escrita e o desenvolvimento também estavam muito bons. Parabéns!
3 de Junio de 2018 a las 12:33

  • Emily C Souza Emily C Souza
    Inicialmente, essa fic seria um crossover, mas então eu vi umas tirinhas Thorki com o Loki azul e sofrendo e pensei "quem é o mais estranho em uma terra onde so há ele?". Foi ai que surgiu esse drama. Eu não ia deixar um final feliz, mas fui ameaçada kkkkkkkkkkk Obrigada por ter lido e por ter comentado. Espero escrever mais Thorki no futuro. Beijinhos ^^ 14 de Junio de 2018 a las 14:24
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