The Student Seguir historia

senhorasolo Elane Santiago

Aquele que nunca se apaixonou por quem não deveria, que atire a primeira pedra. O amor não escolhe cor, idade, condição, hora certa ou momento oportuno. Não liga para o que a razão julga ser certo ou errado. Rey se apaixonou por seu professor; uma paixão platônica, que ela não imagina ser recíproca. Ben não quer ceder ao desejo de se envolver num relacionamento proibido. Mas toda a sua resistência será em vão quando descobrir que, no fundo, nunca quis resistir a tentação. ▶ É uma fanfic Reylo, se você não gosta do shipp, por favor, não leia; ▶ Universo Alternativo.


Fanfiction Películas Sólo para mayores de 18.

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Prólogo

O pó do giz fê-lo espirrar, o que provocou uma curta risada entre a turma. Ele teria se irritado e feito uma carranca para demonstrar que não tinha achado graça, mas ao vê-la sorrir também, acalmou-se. Afinal, era somente um espirro. Riu-se também e, depois de apagar o que estava escrito na lousa negra, escreveu mais alguns apontamentos, e sentou-se em sua mesa.

Correu os olhos pela turma. Em trinta alunos, sendo um diferente do outro, a jovem sentada na terceira cadeira da segunda fila se destacava.

Rey era uma estudante dedicada, inteligente, vivaz, esperta, com caráter e potencial para liderança, tanto que era a chefe da turma. O professor a admirava e entre todos os seus alunos, ela era a sua predileta. Todavia, tentava não demonstrar, tratando-a como qualquer outro estudante.

E além de todas as suas características anteriormente citadas, a moça ainda era dona de uma beleza sem igual.

Tão jovem! Deveria ter dezoito ou dezenove anos. E a sua formosura o entontecia.

Cabelos castanhos, olhos amendoados e expressivos com pestanas longas, os lábios rosados e bem desenhados, nariz arrebitado, com algumas sardas em volta dele. De altura mediana, o seu corpo bem torneado, mas sem excessos. Bela, forte, destemida, delicada.

Mas era sua aluna, quase dez anos mais nova. Não repreenderia carinho, mas todo sentimento que passasse disso deveria ser vigorosamente repudiado. Seu emprego, sua reputação, e até a sua própria saúde mental dependiam disso.

Percebeu que encarava a jovem por mais tempo que deveria e descobriu o olhar da jovem em si. Olhava-o de esguelha, mas agora descobria que ela tinha conhecimento de sua atitude.

Juntou os papéis que estavam sobre a mesa (as provas corrigidas) e a chamou:

— Chefe de turma. – E apontou para ela os papéis que segurava.

Ele não precisava explicar, ela sabia o que tinha que fazer. Levantou-se sem pressa, pegou as provas e entregou uma a uma para seu respectivo dono.

Odiava quando ele a chamava de "chefe de turma". Era como se ela não passasse disso e o cargo fosse a única coisa que a tornava diferente dos seus colegas. Gostava de ouvi-lo dizendo o seu nome, mas na maioria das vezes Ben preferia sempre esse tratamento seco. Admirava-o tanto, mas sofria com a sua frieza, embora soubesse que o professor não olhava para da mesma forma como olhava para as outras alunas. No fundo entendia que aquele era o seu jeito, sério e rude, e que ele não poderia tratá-la da forma como ela bem gostaria. Entender, entendia... Mas não significava que gostasse.

Na verdade, ela o amava em secreto. Desde o primeiro período do curso de contabilidade, nutria por seu professor favorito sentimentos românticos que ela tinha plena consciência que eram errados.

Ele, o seu professor, um homem mais velho, sisudo, misterioso, frio; ela, uma estudante sonhadora, ingênua, imatura, apaixonada por quem não deveria. Mas quem não já amou quem não devia amar, tem direito a atirar a primeira pedra.

Aquele era o último período do curso, a formatura estava chegando, como também chegaria o tempo em que ela deixaria de vê-lo todos os dias. Precisava pensar numa forma de fazê-lo perceber que o desejava como homem. Mostrá-lo que poderia satisfazê-lo como mulher. Sair daquela zona de conforto que eram os olhares trocados entre ambos, para algo mais... carnal.

Provas entregues, sentou-se. Olhava para a sua própria prova, analisando as observações do professor. Reparou também que uma das questões estava erroneamente avaliada. Buscou a apostila na bolsa para checar a resposta e viu que ela tinha mesmo acertado a questão, mas que Ben assinalou como incorreta.

— Professor? – chamou-o. – Professor. Pode vir até aqui?

Ben levantou-se e foi até Rey, no caminho mandava a turma resolver alguns exercícios da apostila para complementar a média mensal. Parou ao seu lado. O pequeno decote de sua blusa atraiu o seu olhar, mas rapidamente focou nos olhos da moça.

— Algum problema? – ele perguntou.

— Na verdade sim, professor. O senhor corrigiu a questão sete como errada, mas eu conferi na apostila. Respondi corretamente.

Ele se inclinou e colocou uma das mãos sobre a mesa dela, e a outra no apoio de sua cadeira dela, analisando o exame e a questão apontada. Leu atentamente, e percebeu que o erro fora de fato seu. Mas antes que pudesse falar qualquer coisa, sentiu os dedos da moça acariciarem a sua mão sobre a mesa. Não tinha sido um toque acidental, ela fizera de propósito. Fitou as duas mãos, a sua e a dela, e Rey continuava com a carícia. Ela levantou a cabeça e encarou o par de olhos negros de Ben. Ele parecia não compreender a sua atitude, mas ela esperava que seu sorriso e olhar penetrante dessem a devida clareza.

Os olhos dele foram novamente atraídos para o decote, mas forçou-se a focar somente na prova. Disse:

— Tem razão. O erro foi meu. – Tirou a mão da mesa, cuja ainda era afagada pelos dedos delicados da estudante, e pegou uma caneta azul do bolso. Assinalou novamente a questão, agora como correta. - Pronto.

— Obrigada. – Ela sorriu para ele.

Ben sorriu-lhe de volta e quase se esqueceu de retornar para sua mesa. Ele não deveria cometer o erro de deixar que os outros alunos percebessem e achassem aquilo estranho. Mas ninguém pareceu se importar, estavam muito ocupados com suas próprias conversas e exercícios.

Ben olhou para Rey de seu lugar, ela ainda o fitava. O que o desconcertou. Por que aquela jovem tão linda que estava presente nos seus mais profundos pensamentos, desejos e sonhos encarava-o daquela forma? Queria enlouquecê-lo? Logo ele, que nunca foi o melhor exemplo de autocontrole. Mas precisava ser firme. Desviou o olhar para o plano de aula na mesa, lendo, relendo e adicionando mais anotações no papel. Ignorando-a, embora ainda sentisse o olhar da jovem em si.

O sinal tocou, encerrando a aula. Logo, todos os alunos estavam deixando a sala. Ele mesmo organizava as próprias coisas para ir embora, mas quando estava de levantando, percebeu que Rey tinha ficado.

De repente ele sentiu as mãos gelarem ao vê-la vir em sua direção.

— Precisa de mais alguma coisa? - ele perguntou.

— Só preciso que o senhor me explique esse exercício para complementar a nota mensal. – ela falou, trazendo consigo a apostila e o caderno e pondo na mesa dele.

— Não há nada para explicar, só precisa fazê-lo e trazê-lo respondido na próxima aula. – ele retrucou, um pouco incomodado; não com ela, mas com a situação. Estavam sozinhos.

— Oh... Claro. – Ela não sabia bem o que fazer ou o que dizer para prolongar aquilo, mas não poderia deixá-lo passar por ela e ir embora. Talvez, se fosse direta... – Ben?

Ele esqueceu do mundo lá fora quando ela o chamou pelo seu nome, e não por "professor". Gostou disso. Ficava muito melhor em sua voz. Rey chegou mais perto, tão perto que conseguia sentir o perfume de lavanda dos seus cabelos; tão perto que conseguia sentir o seu hálito agradável; tão perto que sentia pontadas de ereção.

— Na verdade... Não era isso que eu gostaria de lhe falar. – ela sussurrava num tom baixo e se encontrava perigosamente próxima de sua boca, e aquilo não era prudente; contudo, Rey não se importava com prudência.

— O que você quer? – perguntou, mas se arrependeu de ter feito isso. Porque o que ela fez foi aproximar-se ainda mais, ficando na ponta dos pés e roçando os seus lábios nos dele.

— Eu sei que você finge não de importar comigo, mas que me deseja no seu âmago. – ela falou. A cada segundo provocava beijá-lo, mas nunca fazia, deixando-o louco.

— Como pode ter tanta certeza? – indagou, com a voz igualmente baixa.

— Eu sinto, eu vejo em seus olhos, quando você me olha... Quando eu te toquei, você estremeceu.

— Rey. Afaste-se.

— Você quer que eu me afaste? – provocou novamente. Ele não queria, mas era o certo.

— Você é minha aluna... Não podemos.

— Eu não sou uma adolescente. Sou maior de idade, não há problema.

— Mesmo assim, Rey.

— Então você não me deseja. – Ela se afastou, decepcionada e envergonhada. Não acreditava que tinha sido tola a ponto de achar que o faria se interessar. Agora não conseguia olhar em seu rosto e sentia o coração sendo partido.

Contudo, Ben a segurou pelo punho e a puxou de volta. Fê-la olhar em seus olhos novamente. Ela estava a ponto de cair nas lágrimas e o seu rosto belo agora estava ruborizado. Deveria deixá-la ir e resistir, mas Ben descobriu que o que realmente queria era ceder a tentação.

— Eu a desejo. Mais do que imagina... – ele falou – Mas você precisa entender que eu não posso comprometer a minha carreira e a minha reputação.

— Eu entendo, Ben... Mas eu quero você. Eu preciso de você. – Ela o beijou após isso.

Era um beijo faminto e cheio de desejo. Ben deixou todo o seu falso autocontrole ruir e correspondeu o beijo de igual modo. Largou a bolsa no chão e puxou para mais junto de si, apertando sua cintura com firmeza.

Ela amolecia diante de seu toque e daquela língua bailando freneticamente dentro da sua boca. Colocou uma das mãos em seu rosto, só conseguindo pensar que aquilo era tudo o que sempre sonhou.

O beijo era bom, mas eles poderiam ter mais. Entretanto, ali não era lugar, não era hora. Alguém poderia aparecer e estragar o momento.

Com relutância, cortaram o beijo. Encaravam-se sem fôlego. Era visível a paixão em seus olhos, mas corriam risco. Ele colocou uma mecha do cabelo dela para trás da orelha e acariciou o seu rosto.

Rey aproximou-se novamente e depositou um beijo rápido em seus lábios. Relutantemente se afastou. Pegou, do bolso dele, a mesma caneta que Ben usou para corrigir a sua prova e, agarrando a sua mão, anotou algo na palma.

Sua próxima atitude foi pegar as suas coisas e sair, mas não sem antes fitá-lo outra vez. Nunca se sentiu tão feliz em toda a vida. Beijou-o! E ele correspondeu! Tocou os lábios inchados, para ter certeza de não tinha sido um sonho.

Ainda no mesmo lugar, Ben encarou a palma da própria mão, sorrindo ao ver os números de um telefone. O dela. O que significava que o próximo passo naquele relacionamento proibido era ele quem deveria dar.

30 de Junio de 2018 a las 15:52 2 Reporte Insertar 4
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Lyse Darcy Lyse Darcy
Essa fic é ... The Best Amooo
13 de Septiembre de 2018 a las 15:45

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