Casados por engano Seguir historia

xhasashi Hasashi Rafaela

Las Vegas, bebida de procedência duvidosa, um quarto de hotel, uma capela no meio da cidade, Elvis e um casamento feito de um jeito impulsivo. Essas são todas as informações que Mito e Hashirama teriam que lidar no dia seguinte.


Fanfiction Anime/Manga Todo público.

#fns #Na-Minha-Mesa-FNS #Mito-Uzumaki #Hashirama-Senju #naruto #hashimito
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Capítulo único

Sua cabeça latejava, a claridade passou a incomodá-la mais do que poderia suportar. Maldito seja a criatura que abriu a porra da janela! Ou melhor, porta da varanda...mas que seja, que esse ser desgraçado fosse para o inferno por isso.

Quando começou a se acostumar com toda aquela luz, abriu de vez seus olhos; primeiro mirou o teto, encarando o lustre bonito do quarto em que estava. Aliás, quarto que não era seu…

Por Kami! Onde estava?

Sua segunda percepção foi sentir-se à vontade demais, então finalmente levantou um pouco o corpo cansado e percebeu a própria nudez. Oh, agora sim as coisas estavam ainda mais bizarras.

Sentou na cama se cobrindo com o lençol, ajeitou os longos cabelos vermelhos, olhou para o lado e...viu um amontoado de cabelo.

Puta que pariu, Mito Uzumaki.”

Teria dormido com uma mulher? Bom, não seria a primeira vez e não se importava com isso, porém, passou a perceber que o corpo era grande demais para ser feminino. É, era um homem. E um bem grande.

Os cabelos pretos e longos caíam sobre os ombros dele, Mito não conseguia deixar de analisar o quanto seus braços eram grandes e fortes. É, seria muito ruim atacá-lo dessa vez sóbria? Bom, deixa pra lá.

Havia ido a Las Vegas para verificar os documentos da empresa que trabalhava a um tempo como advogada, se recordou de beber muita coisa de procedência duvidosa e provavelmente foi isso que aconteceu: Dormiu com um desconhecido.

Em situações como essa, se levantaria delicadamente para não acordar o bendito fruto do seu orgasmo da noite anterior e iria embora. Entretanto, ficou curiosa sobre o rosto do seu companheiro; respirou fundo, juntando toda a cara de pau que tinha dentro de si e cutucou o ombro dele.

– Ei…- Falou um pouco baixo, e nada. – Ei…- Agora, aumentou seu tom de voz...e nada. – Porra, a noite deve ter sido muito boa pra você não acordar, né? – Murmurou para si mesma. – EI! - Gritou, dessa vez ouvindo uma reclamação.

– Só mais cinco minutos. – Oh, a voz era bonita. Que o rosto não fosse uma completa desgraça.

– É sério, acorda. - Dessa vez, usou seu melhor tom mandão. O desconhecido balbuciou algumas palavras incompreensíveis, mas finalmente se levantou ainda sem jeito e sentou-se na cama.

Agora, o homem olhou para o lado ainda tentando se proteger da claridade com a mão no rosto, aos poucos, tentou se acostumar com a luz até finalmente conseguir enxergar a figura de cabelos vermelhos e olhos verdes ao seu lado o encarando.

– Mito Uzumaki. – Estendeu uma das mãos para ele, que a segurou e finalmente conseguiu observar a mulher bonita ao seu lado. Ou melhor, maravilhosa!

– Hashirama Senju. – Quando conseguiu finalmente ver o rosto do homem quase explodiu de orgulho de si mesma.

Que homão da porra” - Pensou e deixou um leve sorriso de canto escapar.

É, realmente estava considerando um remember sóbria com o deus ao seu lado.

– Bom, Hashirama…- “Vamos relembrar a noite?”, pensou em dizer, mas deixou pra lá.– Você lembra de alguma coisa?

Ele pareceu respirar fundo e encará-la.

– Você se ofende se eu dizer que não? - Respondeu sem jeito. - Quer dizer, você ficaria...chateada se eu dissesse que de fato não me lembro de nada?

– Estou mais chateada de não me lembrar que te peguei, sinceramente. – Mito o encarou com uma sobrancelha arqueada e percebeu um sutil sorrisinho de canto. – Quer dizer, a noite parece ter sido boa, gostaria de me lembrar sobre ela.

– Eu entendo você. – Hashirama deu de ombros. – Bom, acho que...– Ia continuar dizendo algo, até olhar para o lado e encontrar uma fotografia jogada ao chão.

X

Naquela noite, Mito havia ido para um dos Cassinos mais famosos de Las Vegas, já havia visitado a cidade em outros momentos, para lazer, mas dessa vez estava a trabalho. Como gostava de ser cautelosa, resolveu ir na sexta-feira a noite para não correr o risco de encontrar algum problema de última hora, sua reunião seria na segunda-feira e tinha certeza que seria um verdadeiro pé no saco, por isso teve a brilhante ideia de beber alguma coisinha no final de semana.

Nunca achou ruim estar sozinha, mas suas amigas lhe faziam uma falta muito grande naquele momento. Estava sentada no banco do bar do Cassino bebendo algo da qual preferia não saber o que tinha dentro, ou melhor, apenas sabia que o gosto era maravilhoso mas não iria exagerar. Olhava para o celular distraidamente até perceber uma figura grande sentando ao seu lado, olhou de soslaio.

Podia até ser feio, mas o perfume que veio de encontro a ela já havia atraído a sua atenção.

Continuou como estava, exceto por cruzar as pernas de maneira sugestiva naquele banco um pouco desconfortável e percebeu um olhar sobre si.

– Esse drink é bom? – Ele perguntou, mas olha só: A voz era maravilhosa. – Ouvi vários elogios.

Olhou para o lado voltando suas atenções para o homem, definitivamente o aparelho em suas mãos havia ficado extremamente entediante. Antes de responder, por alguns minutos observou o rosto, os cabelos compridos, o sorriso bonito…

Mito concluiu que os pais desse desgraçado estavam muito inspirados quando o fizeram. Teve certeza que ditado de “azar no jogo, sorte no amor” era real. porque não era possível um Deus desse parado ao seu lado assim gratuitamente, principalmente após ter perdido em todas suas tentativas de aposta.

– É sim, quer experimentar? - Estendeu a taça para ele, que abriu um pequeno sorrisinho malicioso e pegou. Bebeu um pouco e devolveu a ela a bebida.

– De fato é muito bom. Muito prazer, Hashirama. - Estendeu a mão para se apresentar.

– Mito. E o prazer é todo meu. - Correspondeu ao cumprimento e abriu um sorriso de canto em seguida.

X

Hashirama se debruçou sobre a cama pegando o pequeno pedaço de papel que estava no chão, olhou para aquela ele é fez o melhor semblante de dúvida antes de estender a foto para Mito.

Foi inevitável não rir ao vê-la com um vestido branco, usando um véu, segurando um buquê e no colo de Hashirama; mas o que a fez gargalhar foi a presença de um Elvis na foto.

– Kami-Sama, o que tinha naquela bebida? - Colocou as mãos no rosto e riu ainda mais.

–Não sei…- Hashirama respondeu desconfiado, mas riu em seguida.

Mito ainda tentava encontrar uma maneira de lidar com a situação constrangedora que estava. Pegou sua bolsa que estava ao lado, abriu e segurou seu celular; passou a olhar as mensagens até uma em específico lhe chamar atenção:

Bom dia, senhora Senju. Aqui está o vídeo que nos pediu da noite anterior.

– Senhora Senju?! - Sua voz de indignação foi tanta que acabou saindo alto demais e Hashirama a olhou desconfiado.

X

– Agora me diz, por que eu não te encontrei antes? Você é incrível! - Hashirama falou, abraçado a ela.

– Ah, querido...você que é maravilhoso! - Se agarrou no pescoço dele, e o beijou.

Estavam bêbados, completamente sem noção do que faziam, mas tinham certeza que eram a alma gêmea um do outro. Quer dizer, o álcool havia dado essa percepção a eles.

– TÃO VENDO? ESSE AQUI É O AMOR DA MINHA VIDA! - Gritava, e então ela ria ainda mais, se atracando ao pescoço dele e o beijando em seguida.

– VOCÊ QUE É O AMOR DA MINHA VIDA! - O Senju falava ainda mais alto. – EU DEVERIA TER ENCONTRADO VOCÊ ANTES! - A voz era meio mole devido a bebida, mas tinha certeza que estava sóbrio.

Os dois andavam pelas ruas movimentadas de Las Vegas abraçados, enquanto gargalhavam e se beijavam. Quem olhava para ambos, obviamente percebia que estavam fora de si, porém, a primeira impressão era de um casal apaixonado e quem sabe em sua lua de mel.

– Sabe, amor. – Hashirama se ajoelhou em frente a ela. – Não tenho anel, mas tenho meu amor por você. Quer se casar comigo?

X

Mito encarava o vídeo em seu celular embasbacada demais, não sabia o que dizer e menos ainda o que sentir. Hashirama olhava para ela preocupado e envergonhado, nunca havia saído do controle de tal forma.

Na filmagem em questão, ela estava de vestido branco, um buquê de rosas em mãos e entrava em um lugar que parecia ser uma capela. Ao fundo, tocava Love me tender cantado pelo próprio Elvis, ou melhor, a imitação dele. Uma bem ruim, diga-se de passagem.

– Até que ele não canta tão mal. - Hashirama disse, dando de ombros e Mito revirou os olhos.

O Senju a esperava próximo ao altar, estava com um terno branco e parecia chorar um pouco, de fato, uma cerimônia emocionante. Passaram a assistir aquela filmagem indignados demais sobre aquilo estar acontecendo, não era possível que fosse real; qual foi momento que haviam perdido a noção e sua sanidade?

– Espera um pouco...a gente...se casou? - A ruiva perguntou o óbvio e o homem ao seu lado a olhou com seu melhor semblante apavorado.

– Não, nós estávamos bêbados e isso foi uma brincadeira. Não é possível…- Tentou convencer a si mesmo de algo que estava na cara que não era real, no caso, o seu não casamento.

Por Kami-Sama, como chegou a aquele ponto? Hashirama quis chorar naquele momento apenas imaginando os xingos que sua mãe lhe daria por ter feito uma besteira como aquela...como explicaria um divórcio assim, do nada, com um dia de casamento?

Ele nem gostava de se envolver casualmente com ninguém, porém, foi seduzido por aqueles belos olhos verdes que o observava com malícia naquele maldito bar do cassino.

A cada surto interno de ambos, o vídeo rolava ainda deixando mais evidente o que os dois não queriam aceitar: Que sim, estavam casados.

– Nem casar eu queria, mas que merda. - Mito revirou os olhos. – E nem pra eu lembrar da nossa noite de núpcias! Mas que saco!

– Bom...já que estamos aqui, podíamos fazer isso sóbrios. - Hashirama respondeu, dando de ombros...mas recebeu um olhar furioso da mulher ao seu lado.- Ok, desculpe. Eu quis descontrair um pouco.

Claro que ela pensou na possibilidade, já estava fodida mesmo...o que era ficar ainda mais e no bom sentido? De qualquer forma, precisava pelo menos ter um pouco de dignidade e principalmente ser racional naquele momento. Onde foi que colocou o seu juízo quando precisava dele? Tentava encontrar palavras para descrever a vergonha que estava passando (ao som de Elvis), se casando com um homem da qual não sabia nem quem era; queria ao menos ter lapsos de memória que fosse para saber o que houve na noite anterior.

Mito se levantou ainda atormentada, se cobrindo com o lençol e olhando para o tal Hashirama extremamente preocupada.

– Tá, precisamos agora encontrar a capela que nós casamos. - Suspirou. - Não é possível que não deram nenhum certificado de casados. – Olhou em volta, até encontrar um papel branco que mais parecia um diploma de faculdade e respirou fundo.- “Senhor e Senhora Senju” - Leu em tom de desdém e revirou os olhos.

– Ei, não fale assim do meu sobrenome. - Hashirama cruzou os braços e bufou.

– Nada contra ele, a questão é que não tenho interesse em abrir mão do meu Uzumaki. Além disso, por que nós temos que colocar o sobrenome dos homens? Casamento não é de igual para igual? Pois então, se meu marido quiser, que coloque o meu.

– Nesse caso, seu marido sou eu. Se eu soubesse, teria feito sua vontade. - E então, ele riu alto, de um jeito que só ele sabia. Mito se aproveitou do momento de fragilidade, pegou um travesseiro e jogou em sua direção, acertando em seu rosto. - Nossa, que mulher bruta! - Revirou os olhos e cruzou os braços.

– Não é hora para brincadeiras, Hashirama! - Falava isso, mas sua vontade de rir era maior que tudo. - De qualquer forma….- Olhou para o papel em sua mão, enquanto tentava não ficar completamente nua na frente do marido desconhecido. - Deve ter algo que…- Visualizou uma pequena frase ao final do papel. - Em caso de dúvidas, procurar a Capela em 48 horas. - Leu em voz alta. - Bom, aparentemente estamos nós estamos hospedados no mesmo hotel. Vou pro meu quarto, me arrumo em 40 minutos e iremos até esse lugar para ver o que podemos fazer, certo?

– Tudo bem…- Ele respondeu ainda atordoado demais com todas as informações que haviam sido jogadas em sua cara.

Ainda eram dez da manhã de um sábado que deveria ser sua folga, mas então se casou na noite anterior com uma desconhecida, a sua “esposa” era uma completa chata, mandona e que parecia não estar dando a mínima para a situação, ou melhor, não aparentava estar à beira de um colapso nervoso assim como ele. Mas que desgraça de bebida foi aquela? Nunca passava do ponto, jamais havia tido um caso de uma noite e agora isso! E então, se sentiu um tremendo hipócrita por chamar seus irmãos Kawarama e Tobirama de cretinos. É, ser um era mesmo de família.

Além de todos os problemas, não conseguiu parar de encarar Mito se arrumando. Observou cada pedaço daquele corpo bonito, a tatuagem de raposa próximo a costela, os cabelos longos e vermelhos, a lingerie vinho que aquele demônio de mulher vestia. Que inferno, cogitou seriamente tentar argumentar a respeito da noite de núpcias.

– Te encontro no saguão do hotel em 40 minutos. - Antes que o Senju pudesse dizer algo, ela saiu rapidamente porta à fora do quarto.

Deitou em sua cama novamente, suspirando pelo furacão que havia passado por sua vida e feito dela uma verdadeira bagunça em menos de vinte e quatro horas.

X

Vos declaro, marido e mulher.

Essa foi a última frase que os dois ouviram antes de saírem caminhando porta a fora daquela pequena igreja até onde estavam hospedados.

Naquela fatídica noite de verão, assim que chegaram ao seu destino, Hashirama sugeriu que eles fossem até seu quarto; Mito topou de muito bom grado, ainda mais porque agora os dois precisavam aproveitar a lua-de-mel.

Não sabia o que havia naquela bebida, mas teve certeza que era afrodisíaca no momento que os dois entraram no maldito elevador, não houve controle, aliás...em algum momento ele existiu?

Mito puxou Hashirama pela gravata do terno, o aproximando ainda mais de seu corpo; sorriu de um jeito malicioso e se beijaram. Deveria ser crime um homem ser tão maravilhoso como ele, ter tudo na medida perfeita que definitivamente deixaria qualquer mulher aos seus pés. E bom, agora ele era dela.

– Se acalma, esposinha. - Lhe sorriu de um jeito cafajeste. – Nós temos o tempo todo.

– Não sei se tenho paciência, maridinho. - Ironizou, já arrancando o blazer do terno que o Senju vestia.

Os dois chegaram ao andar esperado aos beijos, não sabiam ao certo como conseguiram abrir a fechadura e muito menos como, por um milagre, acertaram o número do quarto.

As roupas passaram a ser jogadas no chão, junto com o último resquício de sanidade e noção que tinham. De fato, quem olhasse de fora pensaria que os dois eram um casal de apaixonados que veio a Las Vegas se casar e aproveitar o melhor daquela cidade incrível proporciona.

x

Os dois caminhavam pelo dia ensolarado de Las Vegas lado a lado, Hashirama hora ou outra acabava olhando para a mulher de óculos escuros que o acompanhava, podia até não se lembrar da situação do dia anterior, mas não podia negar o quanto Mito era bonita. Entretanto, não apenas ele tinha esses pensamentos...ela também.

A Uzumaki tentava a todo custo não se deixar abalar pela situação, estava muito plena e resolveria tudo de alguma forma...bom, conhecia a lei e provavelmente daria um jeito de cancelar aquele casamento. Entretanto, Hashirama era tão bonito...queria ao menos se lembrar da noite que tiveram para poder guardar uma boa lembrança.

Achou engraçado a maneira da qual ele tentava manter-se sempre tão calmo, apesar de ser perceptível que estava apavorado, quer dizer, ela também estava; porém, de alguma forma, encontrava algum pensamento positivo de que as coisas dariam certo.

– Então...nós temos que ir para lá. - Mito apontou para o lado esquerdo. - Aparentemente, a capela é a duas quadras daqui. – Suspirou e pensou que de fato, havia um deus que cuidava dos bêbados...porque não era possível terem conseguido ir andando até o hotel.

– Tudo bem. - Hashirama apenas assentiu, e olhou para ela. – Mito...como você pode estar tão tranquila com essa situação toda?

– Eu sou advogada. - Confessou. - Eu sei sobre leis e bom...vou tentar encontrar alguma forma de cancelarem esse casamento sem precisar constar um divórcio em nosso passado.

O Senju apenas abriu um sorriso e a observou. Não sabia se deveria, mas foda-se; enlaçou sua mão com a dela e recebeu um olhar surpreso e indignado em seguida.

– Você ainda é minha esposa, então me deixe te exibir. - Claro que começou a rir da maneira escandalosa de sempre, ela revirou os olhos, mas foi inevitável não rir em seguida. Ao menos, ele era alguém engraçado e agradável para se estar.

– Até que você não é um marido tão ruim, Hashirama. - Acabou rindo, mas prosseguiu. - Pena que tem um sobrenome horrível e a gente se encontrou nessas circunstâncias.

– Pois é, adoraria lembrar da noite de núpcias. - Confessou, e novamente a fez rir.

– É, digo o mesmo. - Mito deu de ombros, mas recebeu um olhar malicioso em seguida.

– Se quiser...a gente pode voltar pro hotel depois do divórcio e resolver isso. - Apesar do tom de brincadeira, não custava tentar. Porém, recebeu uma revirada de olhos e um olhar que definitivamente o colocava medo.

– Nós só cometemos esse tipo de erro uma vez, Senhor Senju. - Olhou de soslaio, e apenas acabou gargalhando novamente com ele.

Não se sabia ao certo se todas essas risadas eram de felicidade ou nervoso, de qualquer forma: Era admirável que os dois conseguiram manter o respeito e o diálogo em uma situação como essa, aliás, principalmente por terem mantido a calma.

Talvez ainda estivessem sob efeito de álcool ou qualquer droga que havia naquele maldito líquido vermelho que ingeriram.

Prosseguiram em silêncio até finalmente encontrarem uma pequena igreja no final da rua, aliás, agradeceram por finalmente estarem ali. E novamente: Amém deus dos bêbados.

Assim que chegaram na porta, já era possível avistar um homem de cabelos quase lilás, seus fios estavam para cima e ele tinha uma barba um tanto quanto peculiar. Mito olhou para a foto que estava em suas mãos e tentou se convencer que estava louca ao ter achado uma semelhança entre ele e o tal Elvis.

– Ora, se não é o casal apaixonado! - E então, ele riu e o “casal” se olhou. - O casamento de vocês foi um dos mais bonitos que fiz, sinceramente.

– Bom...receio que você terá que desfazê-lo. - A Uzumaki disse, com o tom mais sério que tinha. - Aliás, como vocês fazem casamento de bêbados? Estão loucos?! - Reclamou, e o homem gargalhou.

– Por favor, moça...entre aqui comigo. Os dois. - Virou de costas e passou a entrar na pequena capela.

Hashirama e Mito se entreolharam, mas resolveram fazer o que o “Elvis” pediu, aos poucos, a memória de ambos começou a mostrar alguns flashs da noite anterior mesmo que tudo fosse um completo mistério. Ela se lembrou do lugar e ele de estar a esperando no altar, por alguns instantes o Senju sentiu-se triste: Sempre fora alguém sonhador que tinha até um ideal romântico demais de como encontraria a mulher de sua vida e teve um lapso de ideia de que quem sabe, aquilo daria uma linda história de amor.

Era ridículo e Hashirama sabia, mas quem podia julgá-lo?

– Bom…- O homem apareceu, com alguns papéis em mãos. - Primeiramente, me chamo Kizashi Haruno e sou o Elvis daqui, no caso, quem casou vocês. Vocês tiveram muita sorte de pararem aqui e terem cometido essa loucura, nós somos o único lugar que espera 48 horas para registrar de fato os casamentos que acontecem por saber que muitos encontram o amor da vida bêbados e se arrependem após a ressaca. Por isso, peço que assinem aqui. - Apontou para um lugar pontilhado. - E aqui. - Virou a página, e entregou uma caneta para ambos.

– Se importa se eu constatar a veracidade desse documento? - Mito arqueou uma sobrancelha e Kizashi revirou os olhos.

– Sim, minha senhora.

E então, agora com sua melhor postura de boa advogada, que era, passou a ler cláusula por cláusula daquele documento, analisando linha por linha de cada palavra ali descrita. Já havia cometido erros demais para apenas um final de semana, e não falharia novamente.

Após garantir que tudo estava correto, olhou para Hashirama e fez um pequeno aceno positivo com a cabeça. Pegou a caneta das mãos do “Elvis”, assinou rapidamente as duas folhas do documento e seu (agora ex) marido, fez o mesmo. Entregaram os papéis para o homem e um clima estranho se formou ali, muito estranho.

Agradeceram ao homem, deram as costas e saíram caminhando para o lado de fora sem dizer uma palavra; toda aquela situação havia sido extremamente constrangedora e o pior era o fato de não se recordarem de absolutamente nada que aconteceu.

Kizashi observava os dois que iam embora como se não houvesse acontecido absolutamente nada; sentiu um leve toque em seus ombros, olhou para o lado e encarou sua esposa, Mebuki.

– Poxa, eu jurava que eles estavam apaixonados. - A Senhora Haruno falou um pouco chateada.

– Eu também, amor. - Suspirou. – Mas deixe que o destino fale por eles.

X

Segunda-feira.

Mito terminava de arrumar as coisas para a reunião, havia acordado muito mais cedo do que o esperado; odiava a ideia de se atrasar ou chegar em cima da hora, por isso se esforçava o máximo possível para deixar tudo completamente arrumado no dia anterior e se adiantar o quanto pudesse em seus afazeres.

Apesar da preocupação com a reunião que sempre tinha, se pegava pensando nos três dias mais loucos de sua vida e na agonia que sentiu quando se imaginou casada com alguém que não amava. Porém, por mais irônico que parecesse, assim que se despediu de Hashirama também sentiu um pouco de...tristeza?! Não sabia ao certo o que era aquilo tampouco alimentou mais esses devaneios ridículos que havia feito. Provavelmente, estava vendo filmes românticos clichês demais.

Terminou de colocar o vestido bordô, calçou seus saltos, prendeu seus cabelos em um coque, checou sua bolsa para ter certeza que tudo estava ali e saiu quase em disparada do quarto com medo de se atrasar. Já havia traçado uma rota certa em seu celular, reservado um táxi que chegou pontualmente na porta do hotel às 08:30, como ela previu.

O trajeto não era longo, mas não sabia se poderia pegar trânsito ou algo do tipo; sua reunião era exatamente às 10:30 e tinha pavor de chegar próximo à hora marcada; um dos elogios que recebia era por sua pontualidade e não deixaria que nada estragasse. E obviamente acertou mais uma vez quando chegou às 09:15 na porta da empresa Konoha’s INC.

Após toda a burocracia chata, já estava caminhando pelos corredores do décimo nono andar; seus superiores estariam mais cedo para uma reunião com os donos da tal empresa que precisava analisar os contratos para uma possível parceria. A secretária simpática que parecia ter mais ou menos uns vinte e dois anos a levou para a porta da sala que seus chefes estavam.

Bateu levemente no pedaço de madeira para avisar sua chegada, e assim que olhou para o lugar, travou. Seu coração disparou e agradeceu a todos os deuses por seu autocontrole ser muito bom, seja para rir ou chorar da situação.

– Senhora Mito, que prazer tê-la sempre adiantada para os nossos compromissos. - Hiruzen, seu chefe falou. - Quero que conheça os donos da Konoha’s e, espero, nossos próximos sócios. - Apontou para um deles. - Esse é o Senhor Madara Uchiha. - Primeiro, cumprimentou um homem moreno de cabelos compridos. - O Senhor Tobirama Senju. - Agora, saudou o outro e um frio percorreu a espinha ao ouvir o sobrenome “Senju”. - E por fim, o Senhor Hashirama Senju. - Mito fez a sua melhor cara de paisagem para aquela situação terrível, ou melhor, tentou; mas ele não fez muita questão de disfarçar seus olhares.

– Bom, o prazer é meu em conhecê-los.- Respondeu sem jeito antes de se sentar rapidamente na cadeira lhe que foi indicada. Só queria sair logo daquele pesadelo. - Bom, quais são os papéis que tenho que olhar?

X

Uma hora trancada dentro daquela maldita sala fechada com o homem que havia sido seu “marido” por um dia e agora o novo sócio da Kurama’s Corp era demais para ela; inclusive, havia cogitado pedir demissão, porém concluiu que era uma enorme loucura fazer uma coisa dessas; sempre foi profissional o suficiente para saber separar todas as situações possíveis. Agora, se encontrava do lado de fora da empresa fumando o seu cigarro de cereja; não o usava com frequência, mas em situações de emergência utilizava-se dele para se acalmar

– . Eu não sabia que fumava. - O seu coração disparou pela voz que ouviu. Sentiu o mesmo perfume daquela maldita sexta-feira e respirou fundo sem ter a coragem o suficiente para encará-lo.

– Só fumo em casos especiais, como descobrir que o meu “ex-marido” é o futuro sócio da empresa em que trabalho. - Deu os ombros, e ele riu.

Um silêncio constrangedor se formou entre eles.

– Mito. - A chamou, se deslocando para frente dela. Sim, agora estava sendo obrigada a olhá-lo…e o cretino estava lindo, tanto quanto se recordava. Maldito. – Vou ser completamente franco com você. - Fodeu, ela pensou. – Claro que na situação que estávamos era ridículo qualquer coisa, mas…- Suspirou. – Não sou do tipo de pessoa que faz essas loucuras, mesmo bêbado. E bom..por alguma razão você me intriga e eu sinceramente gostaria de descobrir o motivo. – Maldito coração esse o dela, que agora batia descompassado por tais palavras. – Aceita sair comigo? Dessa vez, sem bebida alcóolica, apenas nós...sóbrios.

Mito ponderou algumas coisas, seu silêncio estava sendo quase mortal para ele que, por alguns momentos, tinha um medo absurdo perante a presença tão marcante da mulher em sua frente.

– Vou embora amanhã às dez da noite, se você estiver aqui...podemos sair para tomar um café assim que essas reuniões acabarem.

Um sorriso se abriu nos lábios dos dois naquele momento. É, quem sabe o destino daria um jeito de fazê-los se encontrar?

x

Uma leve melodia em um violão, uma música que conhecia a muito tempo e já havia sido a canção de muitos de seus dias; ou melhor, a mesma que era cantada para ela a exatamente três anos. Sua vida havia virado de ponta cabeça, morava agora em um apartamento em Nova Iorque desde que resolveu se mudar da Califórnia; de todo jeito, a vista das luzes nas noites escuras daquela cidade movimentada e cheia era agradável.

Love me tender, love me sweet. Never let me go...- A voz grossa cantava enquanto dedilhava alguns acordes no violão. - You have made my life complete and I love you so.

Sabia que estava sendo observada, mas insistia em olhar para janela querendo agradecer por aquela data em especial. Porém, ficava na dúvida se agradecia primeiro a Deus ou ao Elvis por proporcioná-la algo como aquilo. Se virou, olhando para um certificado na parede, já amarelado pelo tempo, que jamais perderia a graça. E finalmente, se virou para encarar o responsável pela música.

Love me tender, love me true… Tell me you are mine. - Um sorriso brotou nos lábios dele, enquanto ainda cantarolava a canção. - I'll be yours through all the years till the end of time.

Mito se aproximou, tirando o instrumento de suas mãos, sentando-se no colo de seu atual marido e o abraçando em seguida. Aquele mesmo perfume de antes, os mesmos braços fortes nos quais percebeu que amava estar acolhida.

– Hoje faz...quatro anos? - Ela perguntou com um sorriso.

– Sim, meu amor. - Hashirama respondeu, e em seguida a beijou na têmpora. – Se eu soubesse que você de fato era o amor da minha vida, teria poupado os esforços de fazer nosso “divórcio”.

– Tudo aconteceu como deveria acontecer. - Respirou fundo e encaixou seu rosto no pescoço dele. - Mas que eu ainda queria saber o que houve nela noite...queria sim.

E então, ouviu a mesma gargalhada escandalosa tão típica dele; aquele que por uma breve coincidência era o amor de sua vida. Sempre acreditou em destino, e dessa vez...provou para si mesma que nada era em vão.

Por outro lado, o Senju-Uzumaki prometeu a si mesmo que cantaria Elvis para ela até seu último dia na terra, e que quem sabe, daqui alguns anos, voltaria a mesma capelinha de onde tudo começou...para se casar novamente com a mulher da sua vida.

9 de Mayo de 2018 a las 02:25 6 Reporte Insertar 5
Fin

Conoce al autor

Hasashi Rafaela Faço estágio de Scorpion nas horas vagas, principalmente quando Plano Terreno precisa de salvação. Tenho sangue Uzumaki e dou aula de como lidar com Senju Cretino, interessados chamar no probleminha. Apaixonada por Mortal Kombat e a mama da igreja HashiMito.

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Jenniffer Nascimento Jenniffer Nascimento
aaaaaaaaaaaa mano qi fufis
28 de Agosto de 2018 a las 10:48
brener Silva brener Silva
eu adorei toda a situação, dei risada com o jeito dos dois foi simplesmente incrível toda a situação é em como levaram tudo e como esse Hashirama é mais esperto que um outro hasirama que conhecemos já tratou de agir logo amei essa fic do começo ao fim
8 de Mayo de 2018 a las 22:04
Tatu Albuquerque Tatu Albuquerque
S O C O R R O! EU NÃO ACREDITO NO QUE EU ACABEI DE LER! PRIMEIRO, O QUE FOI ESSA ESTRUTURA DE ENTRE FLASHES PASSADOS E O PRESENTE? ESTOU IMPACTADA COM A HARMONIA ESTRUTURAL DA FIC, MAS PQP OLHA ESSE PLOT, OLHA ESSA MITO, OLHA OS BERROS QUE EU TÔ DANDO. OLHA ESSE PLOT TWIST MAGNIFICO DESSA FIC AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA MEU DEUS AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
8 de Mayo de 2018 a las 21:42

  • Hasashi Rafaela Hasashi Rafaela
    AAAAAAAAAAAAAAAH SUA ARROMBADINHA, OBRIGADA POR ME INTIMAR A FAZER ESSE PLOT! OBRIGADA E EU SÓ TE AGRADEÇO PORQUE NUNCA ESCREVI ALGO TÃO FELIZ. TE AMO SUA LINDA, FICO FELIZ QUE TENHA GOSTADO. ps: aqui a gente trabalha na base do grito 8 de Mayo de 2018 a las 22:03
Mandy Mandy
VOCÊ QUER UM CASAL LINDO? RAFA TE JOGA UM CASAL LINDO BEM NA CARA TODO FOFUCHO OLHA ESSA MITO TATUADA ADVOGADA GOSTOSA DONA DO MUNDOOOOOOOO ALÉM DE ÍCONE BISSEXUAL DOMADORA DE CRETINO ROMÂNTICO RAINHA DONA DE VOSSOS CUS Se eu gritei com Hashirama adotando o nome dela? Eu gritei! Se eu gritei com ela super descarada cruzando as pernas pra ele? Gritei! E quando ela acordou "que homão da porra" excelente definição sim não esperava menos AAAAAAAAA E ELE CANTANDO ELVIS PRA ELA RAFA DEIXA EU TE ENCHER DE AMOR
8 de Mayo de 2018 a las 21:28

  • Hasashi Rafaela Hasashi Rafaela
    EU SÓ SEI TE AGRADECER POR TER ME BETADO NESSA LINDEZA E SURTADO COMIGO. ESSE MULHERÃO DA PORRA QUE ABALA AS ESTRUTURAS DO NOSSO BABY CRETINO QUE É UM DOS MENOS CRETINOS DA FAMÍLIA. E ele não fez mais que a obrigação de ter adotado o nome dela, só acho isso. Miga, só sei te amar todos os dias. OBRIGADA PELA AJUDA <3 8 de Mayo de 2018 a las 22:06
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