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luisapoison Luisa Poison

Luisa, a amazona de prata de apus após a Batalha contra Hades deserta do Santuário. Que motivos levaram essa nobre amazona a tomar tal decisão? O que estará guardado em seu coração?


Fanfiction Anime/Manga Sólo para mayores de 21 (adultos).

#romance #Miluisa #milo #Os-Cavaleiros-do-Zodíaco #cdz #saint-seiya
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Don't Cry

Saint Seiya pertence a Masami Kurumada e empresas licenciadas.


Luisa caminhava lentamente pelo cemitério do Santuário. Ela depositava um pequeno ramalhete de flores silvestres em cada uma das lápides dos Cavaleiros de Ouro.

Ela tentou segurar as lágrimas, mas quando parou em frente a duas lápides em que leu os nomes Milo de Escorpião e Aldebaran de Touro seus joelhos fraquejaram e as lágrimas vieram em abundância. Ela não queria chorar, mas as lágrimas e a tristeza eram mais fortes.


Talk to me softly

(Fale comigo suavemente)

There's something in your eyes

(Há algo nos seus olhos)

Don't hang your head in sorrow

(Não abaixe sua cabeça na tristeza)

And, please, don't cry

(E por favor, não chore)


- Aldebaran meu irmão! - murmurou com a voz quase inaudivel - Eu sinto muito por te decepcionar.


Ela deslizou os dedos contornando o nome do dourado na lápide.


- Você que sempre me ensinou a ser forte, nunca desistir e principalmente a não abaixar a cabeça para ninguém. Agora estou prestes a fazer o contrário. Mas tenho fortes razões para isso e sei que irá me entender. Adeus grandão e siga me guiando aí de onde você estiver.


Ela beijou o pequeno ramalhete depositando logo em seguida perto da lápide.


- Milo! Fizemos tantos planos para quando a guerra acabasse, mas os deuses não permitiram que concretizássemos os nossos sonhos. Os momentos que passamos juntos foram os melhores da minha vida. Você foi e será meu único amor. Eu te amo para todo o sempre.


E assim como anteriormente ela beijou o ramalhete e depositou em seguida próximo a lápide.


Horas mais tarde:


A azulada estava em seu quarto. Parou em frente a cômoda abrindo a gaveta e retirando debaixo de suas roupas algumas fotos. Foi até sua cama e após sentar começou a olhar as fotografias. Tinha uma foto dela criança. Uma com Aldebaran. E outra dela e Milo. A foto havia sido tirada na mesma encosta que eles se encontravam. Luisa usava seu collant cinza de treino e Milo vestia uma calça e camisa também de treino. Ambos sorriam largamente.


A amazona sorriu minimamente e se lembrou de quando eles haviam finalmente se entregado e ouvido seus corações e declararam todo seu amor um ao outro.


I know how you feel inside

(Sei como você se sente por dentro)

I've been there before

(Já passei por isso antes)

Something is changing inside you

(Algo está mudando dentro de você)

And don't you know

(E você não sabe)


Numa encosta onde podia-se avistar uma das praias que ficavam em torno do Santuário. Luisa estava sentada na grama verdejante contemplando a lua cheia que brilhava linda e esplendorosa.


A azulada depositou sua máscara branca no chão para contemplar melhor a paisagem. Ela ficou ali perdida admirando o satélite natural que tanto fascínio exercia sobre si.


- Luisa - A voz marcante chamando seu nome faz a escorpiana se sobressaltar e recolocar sua máscara.


Era Milo. Luisa e Milo se conheciam desde que ela havia chegado no Santuário. Eles haviam se encontrado a primeira vez quando a brasileira tinha ido visitar Aldebaran. O taurino, que era como um irmão para ela. E o escorpiano estava lá conversando com o taurino.


Após aquele dia por ironia do destino os dois sempre se encontravam casualmente. Fazendo com que os dois passassem a se conhecer melhor e assim se tornando grandes amigos.


Milo sempre a observava de longe. Seu treinamento. As dificuldades e preconceitos que enfrentava. Ficava apreensivo sempre que ela saia em alguma missão e aliviado quando a via retornar.


Os dois mantiveram essa amizade em segredo. E logo essa amizade se tornou amor.


O dourado quem havia descoberto e mostrado esse belo lugar para a prateada e desde então passou a ser um ponto de encontro entre os dois. Ali eles conversavam e treinavam.


Mas nos últimos dias ela estava o evitando. Tal comportamento o deixou apreensivo e com medo que tivesse feito algo que a magoou de alguma maneira. E naquela noite ele foi atrás dela determinado a acabar com aquela dúvida que o consumia.


- Milo - Num rompante se pôs de pé - Você me assustou!


- Eu estava te procurando e imaginei que estivesse aqui.


Ele se aproximou da prateada e percebeu que ela estava tensa e com a respiração levemente alterada. Para um estranho poderia ter passado despercebido, mas para ele não. O dourado conhecia cada expressão corporal dela.


Milo parou em frente a Luisa fitando-a em silêncio. E lá estava ele com aquele olhar que ela não conseguia decifrar. Seria admiração? Frustação? Desejo? Mágoa? E isso a incomodava porque não gostava de perder o controle.


Don't you cry tonight

(Não chore esta noite)

I still love you, baby

(Eu ainda amo você, querida)

Don't you cry tonight

(Não chore esta noite)

Don't you cry tonight

(Não chore esta noite)

There's a heaven above you, baby

(Há um paraíso acima de você, querida)

And don't you cry tonight

(E não chore esta noite)


- Você sabe que venho aqui para organizar as idéias. - A voz dela estava trêmula demonstrando que ela havia chorado- E também porque aqui é lindo!


- Sim… É linda! - o cavaleiro se referia a amazona - Linda demais!


Luisa sentia seu coração acelerado, mas tratou logo de pensar que ele se referia a lua.


A brasileira amava o dourado desde a primeira vez que o tinha visto, mas sabia que ele era um dos cavaleiros mais sérios e responsáveis além de ser orgulhoso e arrogante mesmo que com ela, ele se tornasse gentil e educado ela jamais imaginou que ele pudesse nutrir algo a mais que amizade. Por isso ela evitava o escorpiano sempre que podia.


- Eu já vou indo. - Ela deu as costas, mas teve seu braço preso pelo escorpiano.


A atitude dela o surpreendeu, mas também acendeu uma esperança que ele nunca havia acalentado.


- Por que está fugindo de mim Luisa? Fique por favor! - o tom de súplica na voz do cavaleiro fez a escorpiana estremecer.


- Fugindo!? - Ela retorquiu enquanto tentava soltar o braço sem sucesso fazendo o grego apertar mais o agarre.


Milo a puxou para si enlaçando sua cintura e a mão que antes segurava o braço agora afastava uma mexa do cabelo azul claro que teimava em cair sobre a máscara.


- Me solte, por favor.


- Não - Ele responde firmemente - Não vou deixar que você fuja mais de mim. Não hoje.


- O-O quê?

- Por que faz isso… - Os dedos de Milo deslizaram pela máscara prateada - comigo? Você sabe que eu sempre te amei Lu.


Luisa havia ouvido certo? Ele a amava também? Ouvir aquilo foi um bálsamo para seus ouvidos e ela permitiu-se relaxar e abraçar o dourado com toda força que conseguiu, sendo retribuída em seguida.


- Oh Milo! - Eu também te amo. Mas você sabe que não podemos. As leis….


- Que se danem as leis Luisa. Vamos viver o aqui e agora. Vamos nos permitir ter um momento de felicidade diante dessa sombra que nos espreita. Deixa eu te fazer feliz minha vida. Meu anjo azul. Não quero mais viver longe de você.


Ouvir essa declaração acabou com todas as defesas que a brasileira havia criado. Por que fugir se era tudo o que ela havia sonhado em ouvir dele durante anos? Sim, ela queria ser feliz ao lado dele e tudo o que mais almejava era fazê-lo feliz também.


Ela voltou a si quando sentiu os dedos cálidos do cavaleiro deslizando sobre a pele descoberta da máscara num pedido mudo para retirar a peça.


- Posso? - Ele pediu vendo-a assentir que sim.


Com delicadeza ele retirou a peça como se aquele ato pudesse lhe ferir de alguma maneira. Finalmente o rosto tão adorado que muitas vezes ele visualizou em seus pensamentos e sonhos estava livre.


Milo sorria enquanto seus olhos percorriam toda a extensão daquele rosto alvo. E com os dedos contornou os lábios carnudos e avermelhados., a bochecha sentindo toda a maciez daquela pele, o nariz afilado, a sobrancelha fina e bem desenhada e por fim nos grandes olhos azuis cristalinos.


O grego segurou delicadamente o rosto feminino e encostou a testa na dela.


Give me a whisper

(Me dê um sussurro)

And give me a sign

(E dê-me um sinal)

Give me a kiss before

(Dê-me um beijo antes de)

You tell me goodbye

(Me dizer adeus)


- Linda! - Ele sussurrou e antes que ela protestasse selou seus lábios nos dela.


O beijo era lento e calmo. Os dois demonstravam ali todo os anos de amor reprimidos.


- Você não tem ideia do quanto esperei por esse momento - Luisa falou assim que os lábios foram separados.


- Eu também Lu! - Ele falava entre vários selinhos que seus lábios inquietos e sedentos depositavam nos lábios doces até se tornar um beijo mais possessivo.


- São azuis. - Agora ele quem quebrava o silêncio vendo a fitar confusa - Por muitas vezes imaginei que cor seriam seus olhos. Se eram azuis da cor do mar. Verdes da cor do campo ou negros da cor do breu.


- Bobo - Ela tentou se afastar pois sentia suas bochechas esquentarem.


- Linda! Linda Linda!.


Ele riu por ela ter ficado sem graça com sua declaração. Sentou e num pedido mudo pediu que ela fizesse o mesmo. Os olhos azuis cristalinos de Luisa encontraram os azuis esverdeados de Milo.


- Sabe Lu, nos últimos dias senti cada vez mais forte a necessidade de me declarar para você. Esse sentimento estava me sufocando. Precisava saber se você me amava. E por isso vim até aqui hoje.


Os dois permaneceram ali contemplando a paisagem e desfrutando da companhia um do outro. Conversando e fazendo promessas de que quando a Guerra Santa acabasse abdicariam de suas armaduras para casar[1]


And, please, remember

(E por favor, lembre-se)

That I never lied

(Que eu nunca menti)

And, please, remember

(E por favor, lembre-se)

How I felt inside now, honey

.(De como me senti por dentro agora, doçura)


E assim os dias passaram e sempre que possível eles se encontravam naquele lugar e cada vez mais a despedida se tornava mais dolorosa.


Uma noite antes da Guerra Santa estourar eles tiveram seu último encontro. A lua cheia estava maior e brilhava mais intensamente.


O casal de apaixonados trocavam beijos apaixonados e urgentes. As línguas se entrelaçando acendia o desejo em ambos. Milo desceu os beijos para o pescoço e colo da amazona que soltava tímidos gemidos deixando-a totalmente entregues as sensações que ele lhe proporcionava. E sem que ela percebesse ele a deitou delicadamente sobre a grama


- Espera - Ele falou deixando-a surpresa, mas logo entendeu o motivo. O dourado retirava a camiseta e colocava no chão para que ela deitasse em cima. Isso a surpreendeu por causa do cuidado que ele tinha com ela.


Milo se encaixou delicadamente sobre o corpo feminino voltando a atacar os lábios doces da amazona enquanto abaixada uma das alças do collant de treinamento que ela usava.


- Milo - ela suspirou profundamente - Acho que…


- Shhhh! Não fale só sinta. Nossos corpos chamam um pelo outro.


E tendo a lua como única espectadora os dois se amaram pela primeira vez.


Luisa voltou de seus pensamentos com as batidas insistentes na porta de sua casa. Era Marin que havia ido saber porque a brasileira estava faltando aos treinamentos.


- Não ando bem nesses últimos dias.


- Você está doente?


- Essa Guerra deixou uma ferida profunda que nunca cicatrizará Marin.


Luisa tenta se levantar, mas é acometida por um mal estar sendo prontamente amparada pela japonesa.


Marin fica confusa e intrigada com o estado da brasileira e após se certificar que ela estava melhor foi embora prometendo voltar no dia seguinte.


You gotta make it your own way

(Você tem que superar isso sozinha)

But you'll be alright now, sugar

(Mas você ficará bem, docinho)

You'll feel better tomorrow

(Amanhã você se sentirá melhor)

Come the morning light now, baby

(Com a luz da manhã, querida)


A madrugada já ia alta. A Vila das Amazonas estava silenciosa. Luisa arrumou seus poucos pertences em uma bolsa e colocou uma capa escura que cobria seu corpo todo. Ela lentamente caminhou até a caixa de sua armadura deslizando os dedos sobre o entalhe da ave que simbolizava sua constelação: apus a ave do paraíso.


- Estivemos juntas em muitas batalhas, mas agora teremos que nos separar. Me perdoe!


E com lágrimas nos olhos a azulada deu uma última olhada ao redor daquela casa que havia lhe servido de lar por muitos anos. Ocultou seu cosmo, colocou o capuz para cobrir sua face e se dirigiu a uma das saídas pouco conhecidas do Santuário se misturando na penumbra da noite.


Don't you cry, don't you ever cry

(Não chore, jamais chore)

Don't you cry tonight

(Não chore esta noite)

Baby, maybe someday

(Querida, talvez algum dia)

Don't you cry, don't you ever cry

(Não chore, jamais chore)

Don't you cry tonight

(Não chore esta noite)


Continua...


x.x.x.x.x


[1] Para quem não conhece a obra complementar “Shion Responde” feita pelo mestre Kurumada é uma obra com perguntas feitas por fãs e respondidas pelo autor sob o codinome de Shion. E em uma delas ele diz que os cavaleiros e amazonas não podem servir a Deusa e formar família ao mesmo tempo, caso eles optem por ter família eles devem abdicar de suas armaduras. Por isso utilizei esta referência na fic.

Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=-gmys4Lc4B4

Espero que tenham gostado do capítulo e espero vocês no próximo!

Luisa.

19 de Abril de 2018 a las 00:44 2 Reporte Insertar 3
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Megan W. Logan Megan W. Logan
Adorei a história muito boa! Que triste ela perder ele, fiquei com pena dela. Estou curiosa para ler a continuação! Beijos!
18 de Abril de 2018 a las 22:22

  • Luisa Poison Luisa Poison
    É Luisa perdeu duas pessoas muito queridas para ela de uma vez e isso é muito triste de fato, eu também fiquei com muita pena dela. Semana que vem já teremos o segundo capítulo. Fico feliz de verdade que tenha gostado da história e por isso agradeço o comentário. Até o próximo! Beijos! 19 de Abril de 2018 a las 07:16
~

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