Tempo Perdido (songfic) Seguir historia

kamaniac Ka chan

Vidas separadas, Existências desoladas, Até o dia em que o amor pôde reflorescer É uma songfic baseada na música Tempo Perdido do Legião Urbana. Contém cenas gay/yaoi: homemxhomem


Fanfiction Anime/Manga Todo público.

#sasuke-uchiha #sasunaru #narusasu #sasuke #naruto #Naruto-Uzumaki #yaoi #song-fic #Universo-paralelo
Cuento corto
6
5.4mil VISITAS
Completado
tiempo de lectura
AA Compartir

Somos tão jovens...

“Todos os dias quando acordo

Não tenho mais o tempo que passou”

Era uma rotina tão exaustiva, não entendia como ainda se submetia àquilo para se manter naquele emprego, sem expectativas ou prazer, qualquer outro poderia cumprir sua função. Em qual momento ele havia perdido a motivação para viver? Estava apenas existindo, repetindo dia após dia, preso na atmosfera da indiferença e do desprezo.

Todos os dias antes de dormir

Lembro e esqueço como foi o dia

Levantou a cabeça na tentativa de apreciar o céu límpido, mas a luz o cegou, como podia ter esquecido, o sol sempre o lembraria de seus maiores erros, sua maior fraqueza, soltou um longo suspiro. Terminou de comer aquele lanche frio feito com o pão amanhecido que sobrara em casa.

Ele errou, aceitou a dura realidade, mas e agora? O que faria? Nada lhe restou, perdeu tudo que lhe importava, ou melhor, perdeu a única coisa que lhe importava, sempre fora uma pessoa apática e indiferente a tudo, nunca se importou em formar laços com sua família adotiva, nunca quis ter amigos, só atravessava as quatro estações do ano como se fosse sua sina. 

Não havia nascido para ser feliz, nem ser algo grande, na realidade não chegava nem a ser algo relevante, era um ser desprezível e desnecessário, sua consciência lhe implorava pelo alívio de sua alma, e estava quase cedendo à tentadora proposta quando tudo mudou.

Aquele grande sol entrou em sua vida sem pedir passagem, impôs sua presença, o moreno tentou-o afastar de todos os modos, xingou, lutou, e ignorou. Percebeu que apenas o última de fato feria o loiro, então continuou, mas os meses de passaram, e sem que percebesse teve sua alma purificada pelo mesmo sol que odiou quando conheceu, aquele homem representava tudo o que mais desprezava, era alegre, simpático, carismático e bondoso.

Cedeu, suas barreiras cairam uma a uma diante da força da luz, quis fugir, tentou, mas o loiro o perseguiu, o protegeu de si mesmo, sabia que agora não estava mais sozinho para enfrentar seus demônios interiores, naquele momento experimentou pela primeira vez o doce sabor da esperança e do amor.

Fez seu primeiro amigo com dezessete anos, continuou com sua postura apática, mas em seu peito um calor aconchegante surgia toda vez que o loiro se aproximava, não percebeu quando começou a apreciar ouvir aquela voz, apesar dela ter um tom levemente irritante, não importa porque era a voz dele, a voz de Naruto. As novas sensações até então desconhecidas tornaram-se parte de sua vida, não as compreendia, sua insegurança e temor acharam a oportunidade que tanto ansiavam.

Passou a evitar o loiro, fugia toda vez que ouvia sua voz, ou o via de longe, tinha medo do que estava sentido, “sentir” lhe assustava, não devia, era errado. Como quis ter tido sucesso em sua missão particular, mas os bons ventos da primavera trouxeram seu sol de volta, este estava revoltado, nunca compreendeu seu afastamento, queria saber o que havia feito de errado para causar a repulsa no moreno.

“Nosso suor sagrado

É bem mais belo que esse sangue amargo

E tão sério”

Esse era o problema, ele não havia feito nada de errado, o problema era consigo, era quebrado, defeituoso, não se sentia merecedor de tanto apresso e carinho. O loiro não aguentou ouvir tais palavras deixarem os lábios pálidos do moreno, o quis calar, e assim o fez, tomando seu lábios num selar de lábios desajeitado e estranho, fez por impulso, sentiu os dentes sob os lábios se chocarem de forma dolorosa assim como seus narizes, mas não desistiu, continuou firme, abraçou o outro, impondo novamente sua presença, não deixaria aquela estrela se apagar, não permitiria jamais, precisava dela, poderia ser o próprio sol, a maior das estrelas, mas jamais poderia sobreviver pela eternidade solitário.

O moreno não entendia o que se passava, só sentia aquele calor que quase o sufocava, não conseguia respirar, ofegava como um animal assustado, queria fugir, estava desesperado, mas aqueles braços firmes o impediram, o fazendo sentir o cheiro da pele bronzeada, lembrava uma estranha mistura do cheiro do mar com laranja, era aconchegante e refrescante. Mais uma vez cedeu, se entregou aos toques, foi amado com toda sinceridade que o corpo cheio de hormônios do loiro permitia, sentiu-se pleno, uma mistura de dor, prazer e carinho. Sua pele quase translúcida ficou por longas semanas marcada, mordidas, roxos e vermelhos de todos os tons, seu corpo era a própria aquarela.

“O que foi escondido

É o que se escondeu

E o que foi prometido

Ninguém prometeu”

Do ápice ao foço, a realidade lhe cobrou seu tempo, sua família adotiva se mudou as pressas da cidade, não conseguiu conversar com o loiro, não trocaram de quer uma frase após a aquela noite, havia acordado em plena madrugada nu nos braços bronzeados, eles o seguravam com firmeza, como se tivesse medo que o perdesse, mas infelizmente precisava voltar para casa, sua família adotiva avisou que precisam conversar seriamente naquela manhã, partiu rumo a casa, sem deixar qualquer recado ao loiro, acreditava que no dia seguinte fossem conversar e formar o eclipse novamente, mas o destino era um velho sádico.

Estava preso naquele carro por quase 16 horas, a cidade era longe, muito longe. Não sabia o telefone do loiro, não sabia o endereço dele de côr, não o contatou, chorou na primeira vez em sua vida, havia provado um pouco da felicidade para ela então ser tomada de suas vísceras em uma violência brutal, se fechou, a estrela sem seu sol já não mais queria brilhar, e assim a vida foi firmada , aceitou sua insuficiência e nada fez para mudar seu destino solitário.

Veja o sol dessa manhã tão cinza

Vinte e um anos depois, o presente e atual, se tornara um homem mau amado, ranzinza, desprezado. Se arrependia, o que não daria para poder voltar àquela época? Poder tocar novamente Naruto, ouvir sua voz ou apenas a apreciar a companhia raramente silenciosa do loiro.

Foi tirado de seus pensamentos com o barulho do apartamento vizinho, aparentemente um novo inquilino chegara, não se deu ao trabalho de cumprimentá-lo, foi tomar banho, um banho gelado, vestiu-se, tomou um café preto e foi dormir, não sentia fome, lembrar de seu passado lhe gerava náuseas.

“A tempestade que chega é da cor dos teus olhos”

Acordou irritado por causa da campainha que tocava incessantemente, olhou pela janela, o sol estava alto até, devia ser entre nove a dez horas da manhã, acreditou que poderia dormir até mais tarde em seu dia de folga, mas estava enganado. Sem tentar disfarçar a raiva eminente, abriu a porta violentamente, quando levantou o rosto e viu quem estava ali ficou estatístico, pânico, pânico estava estampado em sua face, assim como na do homem em sua porta.

- Sa-.. Sasuke? É você mesmo? – perguntou com os olhos azuis arregalados.

O moreno não reagiu, ficaram em silêncio por uns dois minutos se encarando, quando o moreno finalmente saiu de seu tampor tentou fechar a porta rapidamente, mas foi impedido pelo loiro que se jogou contra a porta, forçando passagem.

- Sasuke! Fala alguma coisa! Onde você esteve todos esses anos? Por que você sumiu seu imbecil?! – gritava o loiro enquanto grossas lágrimas escorriam por seu rosto.

O moreno ficou assustado, nunca vira Naruto chorando, nunca. Não sabia o que fazer, se encolheu recuando, batendo na parede da sala.

- Sasuke, fala alguma coisa, por favor! – pediu suplicante enquanto o puxava pelos ombros, o balanço bruscamente.

Então me abraça forte

E diz mais uma vez que já estamos

Distantes de tudo”

O moreno finalmente encarou aquele olhos azuis que atormentavam seus sonhos, sua perdição.

- Naruto... Eu.. me desculpe, me perdoe – pronunciou pela primeira vez, Naruto o largou, ficou ainda mais surpreso, Sasuke também estava chorando, isso nunca havia acontecido antes, não sabia o que fazer, agiu por impulso, seu corpo agarrou o moreno em um abraço apertado, sendo prontamente correspondido, pôde sentir o tremor daquele corpo, a respiração descompassada, nunca o havia visto tão exposto e desprotegido, o que aconteceu com seu menino? Acariciou os fios negros enquanto os beijava.

- Sasuke, fala comigo, o que aconteceu? Por que você sumiu? Me explica.

- Me desculpe, me desculpe – o moreno repetia como um mantra.

Tomou a face pálida entre as mãos, encarando aqueles olhos negros brilhantes devido as lágrimas. Estava feliz, sentira tanta falta daquele homem, mas não entendia seu sumiço, tentou odiá-lo mas falhou miseravelmente, mais a vida havia lhe dado uma nova oportunidade, e o loiro iria agarra-la com unhas e dentes.

Temos nosso próprio tempo

O loiro percebera o pânico do outro e decidiu que iria com calma dessa vez, não queria assusta-lo. Passaram-se dias, uma rotina havia sido formada, mas ela não era pútrida como antes, era revigorante, excitante. Naruto voltou a fazer parte de sua vida, não sabia dar palavras ao sentimento que lhe arrebatou, estava pleno, feliz, seu sol voltara a lhe aquecer, não o havia esquecido apesar dos anos passados.

“Nem foi tempo perdido

O trabalho tornou-se mais suportável, seu mundo foi tingido novamente, de um laranja berrante, como sentiu falta disso. Tinha tantas coisas que queria falar pro loiro mas as palavras não deixaram seus lábios, não estava pronto. O outro não o pressionou, respeitou seus limites, o tempo perdido formou alguns frutos, doces e amargos, a paciência fora um deles para o loiro.

Não tenho medo do escuro

Mas deixe as luzes

Acesas agora”

Sentia florescer aqueles sentimentos em dormência novamente em seu peito, o destino havia lhe dado trégua, seus sonhos mais profundos estavam se tornando realidade, voltara para os braços do loiros, mas ainda temia que fosse roubado novamente, não sabia se suportaria tudo novamente, estava exausto de tudo aquilo, só queria viver, viver ao lado daquele homem de quase 40 anos recém divorciado, viver o tempo perdido.

As primaveras passaram, o casal continuava inerte em seu universo particular, vivendo o amor, a adolescência, queriam recriar suas vidas, queriam experimentar do elixir da felicidade, não se importaram com os julgamentos e risos, nada mais importava, o sol e sua pequena estrela estavam juntas novamente, nada os separariam, nem mesmo a morte, afinal...

Somos tão jovens

Tão jovens 

Tão jovens”.

15 de Abril de 2018 a las 22:17 0 Reporte Insertar 3
Fin

Conoce al autor

Comenta algo

Publica!
No hay comentarios aún. ¡Conviértete en el primero en decir algo!
~

Historias relacionadas