La vie en rose Seguir historia

lady_giovanni Lady Giovanni

"Olhos que fazem baixar os meus, um riso que se perde em sua boca. Aí está o retrato sem retoque do homem a quem eu pertenço." La vie en rose.


Fanfiction Anime/Manga Sólo para mayores de 21 (adultos). © Todos os direitos reservados.

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Cuento corto
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La vie...

As roupas espalhadas pelo chão como uma trilha até a cama, denunciavam o que estava acontecendo naquele momento… naquele quarto.


Completamente insanos com o ritmo cadenciado daquele vai e vem frenético, aquário deslizava as mãos pelo peito dourado e peludo de seu companheiro de armas.


Tudo que podia ser ouvido naquele era o ranger das molas do colchão. Os gemidos escapavam entre um movimento e outro. Os corpos molhados pelo suor davam sinais de que estavam em seus limites.


As mãos calejadas percorriam o corpo do mais novo, enquanto contemplava a imagem de satisfação em seu rosto. Sem pensar, desceu as mãos pelos quadris do parceiro fazendo-o rebolar sobre si.


Camus mordeu o lábio e apoiou as mãos sobre o peito do cavaleiro, repetindo algumas vezes o movimento. Abriu os olhos e DM fechou os dele, pendendo a cabeça para trás. Um gemido rouco foi ouvido do italiano e teve certeza que o ruivo havia chegado ao ápice. O ruivo se inclinou e selou os lábios do amante, deitando sobre seu peito, enquanto ouvia os batimentos acelerados. Soltou um sorriso e sentiu os cabelos úmidos serem afagados.


— Madonna mia… — balbuciou, ofegante. — Esto fica melhor a cada notte.


Camus levantou a cabeça e encostou o queixo sobre suas mãos apoiadas no peito do cavaleiro.


— Fica é? — sorriu de canto e sentiu as mãos do italiano lhe puxarem para mais perto. Os dedos alheios percorreram seu rosto, arrancando um sorriso do mais velho e trocaram um beijo intenso.


Aquela já era a segunda noite da semana que passavam juntos na casa de câncer, porém, nenhum queria assumir o quanto estavam envolvidos. Aquário sabia da fama de Máscara da morte e fazia o possível para curtir apenas o que se ouvia falar daquele cacamano.


Já o mais velho, ficava intrigado com a simples presença daquele tido como o mais racional entre os cavaleiros. Desceu uma mão pelas costas dele e se pegou perdido em seus pensamentos, tentando desvendar o silêncio por trás de seu amante. Afundou o nariz entre os fios vermelhos se perdendo no perfume misturado ao cheiro natural dele e apertou os dedos na pele gelada.


— Camus… Perché… — sussurrou e viu o cavaleiro ressonando aninhado em seus braços. Passou o polegar pelo contorno do rosto dele e beijou sua testa. — Buonanotte, mio francese… — voltou a sussurrar e fechou os olhos.


Acabaram sem se ver nos próximos dias, tendo contato apenas nos treinamentos diários na arena do coliseu. Ninguém desconfiava de que ambos estavam há algum tempo juntos e Camus pediu para que o italiano não comentasse pois tinha sua reputação a zelar.


O italiano concordou com o pedido, mas com o tempo passou a ficar incomodado de ter de disfarçar, pois não se importava com o que pudessem pensar a respeito daquilo. Todavia, não era somente sua vontade em questão e como o ruivo nunca mais tocou no assunto, resolveu manter o silêncio, pois não queria perdê-lo.


Certo dia, Máscara pensou em se aproximar de Camus para convidá-lo a ir até sua casa (como costumava fazer, entre um intervalo de treino e outro), no entanto, Milo se aproximou antes de que pudesse chegar perto do aquariano. Disfarçou ao parar próximo de onde estavam, enquanto bebia uma garrafa de água gelada e tentou escutar o que o outro queria com o “seu” francês.


— Ei, Cam… o que acha de sairmos hoje até Rodorio? Eu fiquei sabendo que abriram um bar por lá e você sabe… é o ambiente perfeito para nós.


Camus arregalou os olhos ao perceber o italiano ali e tentou pensar rápido sobre como sair daquela situação, mas já era tarde. Ele havia saído e partiu rumo a saída do coliseu. Suspirou só de pensar no que o outro poderia estar pensando e olhou para Milo seriamente. O loiro ainda esperava por sua resposta e viu o amigo menear com a cabeça para os lados.


— Non… Non posso ir. Pardon. — deu um passo para descer os degraus, mas Milo insistiu.

— Por que não? Você tem certeza? Soube que vai estar cheio de gatinhas por lá e…


Camus parou e se virou para ele, sério.


— Já disse que non!! — falou alterado, chamando a atenção do outro.

— Calma, cara… não precisa gritar. — levantou as mãos e saiu dali de volta para a arena. — Não sei porque ainda insisto em convidar você, deveria ter falado com o Kanon! — resmungou em voz alta.


Camus colocou uma mão sobre o rosto e fechou os olhos. Voltou o olhar para a saída da arena e não viu mais o italiano. Pensou em ir até ele para esclarecer as coisas, porém, lembrou que não tinham nada um com o outro e não havia razão para o outro se incomodar. Todos o conheciam por ser sério e mal saía, ao contrário dos outros cavaleiros.


O ruivo seguiu para sua casa, pensando sobre como tudo aquilo estava evoluindo rápido e sobre o que faria com que estava sentindo. Desconfiava que o italiano pudesse sentir algo por ele e aquilo, de certa forma, o assustou. O pior disso, era lidar com seus próprios sentimentos. Havia tido apenas uma pessoa em seu passado e ao se decepcionar com ela, tinha medo que sofresse novamente. Talvez tivesse se permitido envolver com aquele italiano, que sempre o provocava deixando-o irritado, justamente para que não se apegasse. Ele era gostoso, mas além disso, não imaginava que o mesmo lhe surpreendesse ao ser gentil, amável… romântico. Sim, Máscara da morte era uma caixinha de surpresas e pensando que aquilo tudo pudesse ser uma nova armadilha para uma futura decepção, resolveu se afastar. Porém, isso não era nada fácil.



Ao chegar em seu quarto, Máscara olhou para sua cama e foi até ela, puxando o travesseiro. Sentiu o perfume do francês ali e fechou os olhos, apertando-o entre suas mãos. O rasgou no meio, espalhando as penas pelo quarto e jogou o tecido pela janela. Tudo que vinha em sua cabeça naquele momento era que Camus estava apenas o “cozinhando”. Não permitia que as coisas fossem além do ponto, pois podia ter outros planos, ou melhor, um certo alguém em seus planos.


Olhou seu reflexo no espelho, notando o quão nervoso estava e resolveu tomar uma ducha gelada. Sempre resolvia e esperava que desta vez funcionasse como nas outras.


Horas depois, foi até sua cozinha para lavar a louça acumulada de dias e sentiu a temperatura do ambiente cair bruscamente. Parou o que estava fazendo e se virou, vendo Camus na porta. Reagiu de modo inesperado, quando o francês deu alguns passos em sua direção e acabou por esquecer tudo que sentia naquele momento ao olhá-lo com paixão.


Camus parou de frente para ele e olhou para o corpo do italiano que estava com o torso desnudo, tendo apenas o avental amarrado a ele. O italiano não deixou de notar o olhar desejoso de seu amante e tocou as duas mãos sobre o rosto dele.


— Io non esperava por esto…

— Isso? — perguntou ao passar as mãos pelos braços e sentir toda a musculatura deles. Mordeu o lábio involuntariamente e olhou para o grisalho.

— Sì… non ia sair com scorpio? — o afastou e tirou o avental, jogando-o sobre a mesa.


Camus ficou surpreso com a pergunta e se aproximou, abraçando-o por trás. Encostou a cabeça em seu ombro e respondeu baixinho:


— Non… Je veux faire l'amour avec toi… ce soir…


Máscara ouviu as palavras do ruivo e tocou as mãos que repousavam em seu peito, abaixando sua cabeça. Não havia entendido uma palavra, a não ser o seu “non", o qual achava uma gracinha.


— Non capisco. — disse baixinho, arrancando um sorriso do francês.

— Significa que quero fazer amor com você essa noite. — sussurrou em seu ouvido e desceu a mão até o falo do outro.


DM se virou e levou a mão nos cabelos ruivos, puxando-o para perto. Camus olhou para ele e entreabriu os lábios, já sabendo o que estava por vir.


— Non devia brincar con me… — puxou e ouviu um gemido baixo do francês que apertou os olhos.

— Non… Non estou brincando. Você sabe que non. — voltou a olhar.


DM afrouxou os dedos e o beijou com sofreguidão, tendo-o novamente em seus braços. Camus retribuiu o beijo e desceu as mãos até a calça, apalpando o volume. Máscara gemeu entre o beijo e desceu a boca pelo pescoço dando alguns beijos molhados por sua extensão. Deixou uma marca, assim que sentiu a mão de Camus por dentro de sua cueca e notou a pele alva arrepiada.


— Ah, non… non me marque… hum. — suspirou.


Sem demora, Camus se ajoelhou, puxando a calça que o italiano vestia e pegou o mastro firmemente. Sentiu as mãos sobre seus cabelos ruivos e viu seu amante morder o lábio.


— Io estava sentindo fal… Ah! Hum! — gemeu e fechou os olhos com toque da boca e apertou a os fios avermelhados entre seus dedos.


Camus engoliu parte do mastro e passou a língua, umedecendo os próprios lábios com a glande úmida.


Máscara inclinou para segurar os cabelos do aquariano e estocou de leve a boca dele algumas vezes.


— Esto... Chupa... — disse com um tom de voz rouca da qual Camus se excitava só de ouvir.


O ruivo continuou os estímulos, ora lambendo a glande, ora toda sua extensão. Intercalou com as chupadas naquele mastro roliço, grande e rosado e deixou o italiano conduzi-lo por alguns momentos.


O italiano pendeu a cabeça algumas vezes e voltou o olhar para Camus. Ouviu seu gemido com boa parte enterrada em sua boca e chegou a sentir que iria gozar com aquilo. Aquele ruivo só tinha mesmo a cara de anjo, pois se transformava em outra pessoa entre quatro paredes. Nunca se cansava dele.


Camus chupou a glande e a beijou, olhando para ele. Se afastou de Máscara e viu o rosto parcialmente rubro do canceriano, que passou a se estimular e tocar em seu rosto.


— Me dê… você sabe que eu quero.

— Ah… tão safado. — continuou os estímulos e viu o ruivo aproximar a boca da glande e colocar a língua pra fora. DM aumentou o ritmo e fechou os olhos quando o gozo saiu farto, atingindo parte do rosto do aquariano.


Camus engoliu parte e passou os dedos retirando o restante do rosto e levando até sua boca. DM se apoiou na mesa, ofegante e sorriu.


— Zeus… assim non resisto a te.


Camus se levantou e deu um tapinha de leve sobre o rosto do maior.


— Talvez devesse… — disse e deu alguns passos até a saída da cozinha.

— Onde vai?


Camus parou na saída e olhou por trás dos ombros.


— Para minha casa. Onde mais? — disse e voltou a andar, saindo da vista do italiano.


Máscara olhou para a cena e soltou um riso.


— Figlio de uma putana… doppo te pego, francese… — disse para si e se inclinou para puxar a calça.


Camus seguiu, subindo as escadarias e por mais que tivesse vontade de voltar lá, continuou com seu plano, sabendo que aquilo não terminaria na casa de câncer.


Ao chegar em sua casa, se despiu propositalmente, deixando as roupas pelo caminho até o quarto e seguiu nu até o banheiro.


Abriu os registros de sua banheira e se olhou no espelho, passando as unhas compridas — pintadas de vermelho — pelo pescoço, observando a marca escura impressa em sua pele. Sorriu e pegou o frasco de sais, jogando o conteúdo do líquido dentro da banheira.


Como era esperado, instantes depois, Máscara entrou em aquário, sem permissão do mesmo, e caminhou até os aposentos do ruivo. Ao subir as escadas, viu uma sandália sobre um degrau e outra mais acima. As pegou e continuou, encontrando a calça que Camus usava na entrada do corredor. Se agachou, pegando o tecido e sorriu maliciosamente. Levantou e continuou os passos até o quarto, quando viu a camiseta no meio do corredor. Levou o tecido até o nariz e sentiu aquele perfume inebriante. Nem as rosas de Afrodite lhe deixavam tão atordoado, quanto o cheiro daquele homem. Continuou os passos e viu a última peça próxima da porta. Pegou a boxer azul clara e a colocou junto das roupas, enquanto entrava no quarto.


Ouviu a voz do cavaleiro vinda do banheiro, cantarolando baixinho e foi até lá. Parou na porta e se encostou no marco, observando a beleza única daquele ruivo. Seu corpo era definido, a pele clara com sardas que se entendiam pelos ombros, braços e parte de seu rosto. Seu abelo longo cobria parcialmente seu bumbum. Entreabriu os lábios e sentiu a boca salivar. Era mais do que tentador, Camus era seu vício.


O ruivo sentiu que estava sendo observado e levou as mãos até os cabelos, fazendo um coque com as próprias pontas para prendê-lo no alto. Parecia despreocupado. Se inclinou (propositalmente) para frente para espalhar os sais e logo sentiu as mãos grandes do italiano lhe tocarem o corpo.


— Hum… Non vi você aí… — disse ao tocar as mãos dele e roçar as nádegas sobre o quadril do canceriano.

— Io duvido molto… — beijou o pescoço e o virou, tomando aqueles lábios para si.


Trocaram um beijo lascivo, assim como deslizavam as mãos, apalpando o corpo um do outro. Camus passou as mãos sobre o torso do italiano e puxou a camisa com as pontas dos dedos, rasgando-a no meio. Passou as mãos por ali e voltou o olhar para ele.


— Você é tão gostoso, italiano…

— Sonno io? O que sobra per te? — tentou beija-lo, mas Camus se afastou.

— Ainda non… — entrou na banheira, pé por pé e sentou, fechando os​ registros​. Olhou para ele e estendeu uma mão. — Vai ficar parado aí, ou vai entrar aqui comigo?


O mais velho soltou um riso e tirou as calças, expondo toda sua nudez. Entrou na banheira e se acomodou na outra ponta, olhando-o ansioso. — Agora é tua vez… vem.


Algum tempo depois, Camus repousava exausto no colo do italiano. Passou a esponja de leve sobre as costas do mesmo e o viu apertar os olhos com o toque sobre os arranhões.


— Pardon…

— Non tem problema… — beijou o ombro marcado e acariciou as costas dele, mantendo o abraço.


Camus sorriu e continuou passando a esponja até que ouviu a voz do italiano novamente:


— Non gosto de divisões…


Camus parou e soltou um suspiro. Colocou a esponja sobre a borda e se afastou para olhá-lo.


— O que quer dizer? — perguntou, mas no fundo já sabia do que se tratava.

— Io quero dizer que quero você… sole mio.


Camus entreabriu os lábios com aquela revelação. Está certo que desconfiava que ele poderia sentir algo, mas não que o mesmo gostaria de formar um compromisso. Não podia imaginar aquilo vindo do italiano e também não estava certo se estava falando a verdade ou não. De qualquer forma, por mais que não quisesse admitir a si mesmo, a única verdade que conhecia era sua atração por Máscara da morte.


— Sole… mon dieu… está me dizendo que…

— É! Io estou inamoratto per te…


Camus arregalou os olhos e saiu rapidamente da banheira. Alcançou o roupão e saiu do quarto, deixando-o ali.


DM suspirou e logo saiu da banheira alcançando a toalha. Se secou, enquanto pensava no erro de ter atropelado tudo e vestiu suas roupas. Olhou para seu reflexo no espelho e fechou o punho com raiva de si mesmo. O que faria sem Camus, agora que finalmente tudo havia ficado claro para ele? Só pensava em como os dias seriam difíceis com a presença de seu amado, sem poder tê-lo novamente em seus braços.


Assim que saiu do banheiro, viu o cavaleiro parado de costas, de frente para sua cama. Sentiu seu peito se comprimir e optou pelo silêncio, ao invés de entrar em uma possível discussão.


Estava prestes a sair pela porta, quando o ouviu:


— Onde você vai? — perguntou ao se virar para ele. Máscara parou e olhou por trás dos ombros.

— Mia casa…


Receoso do que o outro poderia estar pensando, Camus pensou em se aproximar, mas permaneceu ali.


— Entendo… Pardon. Eu… eu non sou bom com estas coisas… eu…


DM se virou e foi até ele, levando as mãos até seu rosto. Olhou para os olhos confusos e assustados e beijou sua testa.


— Non precisa dizer o mesmo… Io capisco.


Camus o abraçou forte, ouvindo um gemido de dor de resposta e se afastou.


— Pardon! Eu non…Eu non faço nada direito. Droga… — abaixou a cabeça.

— Non diga esto… — levantou o rosto dele. — Você é molto bom em molta cosa… principalmente em me aturar.


Camus olhou para ele e tudo que conseguiu fazer no momento foi rir.


— Ma che… Io parlo sério… — fez bico e sentiu o rosto ser tocado suavemente por aquelas mãos macias.

— Eu sei… é só… você é… Máscara da morte, você…


O amante segurou as mãos dele e as beijou, olhando em seus olhos.


— Giovanni.


Camus piscou os olhos com aquela outra revelação, já que ninguém nunca soube o verdadeiro nome do cavaleiro, e mexeu a boca algumas vezes, no entanto, não saiu nada.


— Non precisa dizer niente, só me dê um sinal de que você ainda me quer ao tuo lado… — disse baixinho, enquanto o abraçava.


Camus fechou os olhos e levantou o rosto. Beijou o queixo, numa tentativa de acertar a boca e escondeu o rosto no peito do italiano.


DM olhou surpreso e soltou um sorriso com o gesto. Sabia que tudo era uma questão de tempo e não o pressionaria até que estivesse pronto, como ele mesmo se sentia em relação ao seu, agora, amado “francese”.

4 de Abril de 2018 a las 23:54 0 Reporte Insertar 2
Fin

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