(2018) Intimidade Seguir historia

alicealamo Alice Alamo

Intimidade: 1. Relação estreita ou convívio próximo entre duas ou mais pessoas; 2. Privacidade, vida pessoal ou íntima; 3. Característica do que é íntimo, descontraído ou informal; 4. Denominação atribuída a relações íntimas. Quatro definições que Sakura certamente conhecia.


Fanfiction Anime/Manga Sólo para mayores de 18. © Todos os direitos reservados.

#ua #Sasuke-Sakura #Itachi-Shisui #sasusaku #shiita #hentai #lemon #pwp
Cuento corto
18
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Capítulo Único

Notas Iniciais: Fic feita a pedidos de Paula Galvão e da Mikaela Kinomoto. Shipp Itachi/Shisui para a Vanessa Morgenstern, que ajudou lendo previamente a fic também <3


“Não se mova”, era o que Sasuke queria dizer ao apertar minha coxa. Obedeci. Seus dedos tamborilavam sobre minha coxa, e eu sabia, mesmo sem olhar para ele, que Sasuke estava impaciente. Sentada em seu colo, a tensão de seu corpo era evidente, nada fora do esperado, afinal, mesmo com a máscara, nós sabíamos quem estava à nossa frente.

O clube estava especialmente lotado aquela noite, algo a ver com a apresentação de novos dançarinos e uma promoção que o dono do estabelecimento fez para o evento. Eu e Sasuke não nos importávamos, conhecíamos Gaara há tempo o suficiente para que ele nos garantisse acesso à ala vip, no segundo andar, com um corredor direto para os quartos privados.

Usávamos as máscaras, como todos por ali, nomes não eram necessários, ninguém ia para aquele lugar conversar ou fazer amigos. Os que já entravam acompanhados não eram incomodados, e os que desejavam companhia ficavam preferencialmente no primeiro andar onde a música alta e a fraca iluminação permitia que dançassem sem inibição alguma.

Era um ambiente divertido, relaxante, e, naquele dia em específico, eu e Sasuke havíamos ido apenas porque Ino queria comemorar o fato de finalmente ela e Gaara terem noivado. Apesar das máscaras, reconhecêssemos alguns amigos e nos sentamos em uma das mesas mais afastadas do bar, próxima da beirada de onde podíamos observar o primeiro andar.

Tudo estava perfeitamente bem até o momento em que ele chegou. Itachi era o irmão mais velho de Sasuke e o mais recente jogo em nosso casamento, quer dizer, ele e o marido dele. Sim, o que vou contar de agora em diante vai te chocar, provavelmente a vergonha não te deixe continuar até o final, mas, bem, o problema será todo seu porque eu... é, eu vou ter aproveitado com toda certeza.

Não vou explicar como isso começou, foi em um dia qualquer, em um acidente envolvendo bebidas, muita bebida, o clichê de sempre, mas garanto que o que resultou disso foge de qualquer coisa que já tenha ouvido. Itachi não nos cumprimentou, passou por nossa mesa discretamente e apenas eu e Sasuke o tínhamos reconhecido. Alguns minutos depois, não foi difícil distinguir Shisui, o marido dele, fazer o mesmo trajeto.

Sasuke ainda me mantinha em seu colo, a boca fria pela bebida percorria minha nuca e minhas costas, a respiração quente contrastava e me fazia me remexer em seu colo incomodada pela demora. Apenas quando Ino saiu para atender à uma ligação, Sasuke retirou a mão de minha coxa, e eu sabia que essa era minha deixa. Levantei-me, sem chamar muita atenção, e segui pelo corredor. A música alta e as paredes à prova de som impediam que soubéssemos o que acontecia dentro dos quartos, e eu amava isso! Era como achar um lugar na terra onde não haveria olhos nem ouvidos para o que fizéssemos e, talvez, fosse só por isso que eu agora entrava no quarto onde Itachi e Shisui já se beijavam ardentemente.

Eles não pararam quando entrei. E por que parariam? Retirei o salto enquanto não conseguia desviar o olhar da cena. Itachi era parecido com Sasuke, os cabelos eram mais compridos, a expressão mais adulta e menos séria, mas, ainda assim, parecido. Shisui possuía certa semelhança com eles também, mas não tanta, ele era um pouco mais baixo que Itachi, possuía os mesmos olhos e cabelos escuros, mas os mantinha curtos, longos apenas o suficiente para que Itachi os pudesse puxar para trás enquanto beijava seu pescoço.

O quarto era apropriado para o que fazíamos, nada de espelhos, uma cama que possuía o dobro, ou quase, do tamanho de uma cama de casal normal, nas gavetas dos cômodos havia preservativos, lubrificantes e algumas outras coisas que pudéssemos precisar, algumas bebidas estavam prontas sobre um minibar, um banheiro estava à disposição e a música que tocava no ambiente externo era transmitida em um volume menor para nós.

Engoli em seco quando ouvi Shisui gemer. As máscaras estavam no chão, e eu podia ver sem dificuldade algum o modo como o rosto dele ficava corado de acordo com o que Itachi lhe sussurrava. As mãos corriam pelos corpos, sem pudor, na tentativa de uni-los ou senti-los ao máximo. As camisas que vestiam foram arrancadas como se o calor da pele precisasse ser sentido, como se isso aliviasse o desejo que transbordava em cada uma de suas ações.

Shisui gemeu e abriu os olhos de repente, olhou para mim de soslaio e sorriu malicioso antes de sentar na cama e puxar Itachi pelo cós da calça para a sua frente. Nessa hora, Sasuke entrou no quarto.

Minha expressão certamente me entregava, pois Sasuke me sorriu ladino assim que me viu. Ele olhou para onde o irmão e o marido estavam, bem a tempo observar o modo como Itachi arfou deliciado quando Shisui puxou para fora da calça aberta seu membro ereto.

Mordi o lábio, Sasuke se aproximou de forma felina, os dedos tocaram meu rosto e deslizaram de forma a retirarem minha máscara. O olhar desejoso pesava, transpassava minha pele e disparava as batidas do meu coração. Ele era um ímã, e eu o seu metal de maior atração. Um de frente para o outro, passei meu braço pelo pescoço dele e suspirei com a força com que apertava minha cintura.

Ri, baixo, e retirei sua máscara apesar de considerá-la um charme. Ele me observava com desejo, era nítido, e eu amava essa sensação. A mão dele subiu para minha nuca, seus dedos se infiltraram em meus cabelos enquanto ele os puxava de maneira firme, mas não bruta. Meu pescoço exposto foi o alvo de seus primeiros beijos à medida que eu andava para trás, puxando-o junto para mais perto da cama. Virei o rosto, a língua de Sasuke serpenteava pela minha pele, os dentes puxavam o lóbulo do meu ouvido, e os gemidos roucos de Itachi me arrepiavam.

Olhei-os. Shisui apertava com vontade a bunda de Itachi, a calça dele já estava nos joelhos enquanto Shisui o chupava com gula. Uma das mãos de Itachi seguravam o cabelo do marido, mas ele não empurrava, não, eu já havia entendido que Shisui não se deixava controlar, ele gostava de ditar o ritmo, de surpreender, e Itachi se contentava em puxar os fios de leve de vez em quando ou em acariciá-los enquanto soltava um ou outro palavrão.

Cai na cama. A movimentação do colchão fez Itachi nos olhar. A pele branca agora possuía as marcas do prazer, as bochechas rubras, o cabelo desarrumado, os lábios entreabertos. Os olhos ébrios estavam fixos aos meus, mas por pouco tempo uma vez que preferiram acompanhar a mão de Sasuke que agora descia do meu rosto pela lateral do meu corpo. Gemi baixo com o aperto em meu seio e, em pouco tempo, a boca de Sasuke já estava colada à minha enquanto ele me erguia para me colocar mais ao centro da cama e se ajoelhava entre minhas pernas.

Beijar Sasuke era único, um momento em que tudo simplesmente desaparecia. O beijo era forte, condizia com a personalidade dele. Não era bruto, não era autoritário, era apenas forte, como se os lábios dele quisessem dizer de forma muda o quanto ansiavam pelos meus. Eram macios, quentes, não invadiam minha boca de súbito, eles permaneciam apreciando o primeiro contato e esperavam que eu fizesse o convite para que pudessem me virar do avesso, desvendar cada pequena área do meu corpo, deixando rastros de prazer por onde passavam. E eu nunca demorava a ceder...

Era um vício! Uma necessidade! Os beijos começavam sempre exigentes, queríamos tudo um do outro, tudo aquilo que conseguíssemos pegar, todos os gostos, as sensações, os ofegos, os gemidos, tudo! As línguas deslizavam uma pela outra, e eu me entregava mais um pouco quando Sasuke mordia meu lábio inferior e o sugava. Minhas mãos, ansiosas, amavam sentir as costas dele, e eu não me fazia de rogada. Conforme os beijos aumentavam sua intensidade, maior era meu desejo por mais, apertava o tecido da camisa que ele ainda vestia, arranhava suas costas e nuca como se quisesse mostrar que tudo aquilo me pertencia. E, quando isso já não era o suficiente, ele se afastava, ficava de joelhos na cama e arrancava a camisa por cima, jogando-a em qualquer lugar.

— Alguém está com pressa, Tachi. — Ouvimos Shisui provocar.

— Você não parecia muito diferente quando cheguei — respondi, e Sasuke sorriu de canto ao voltar a se abaixar e beijar meu pescoço.

O que quer que fosse que Shisui responderia morreu na boca de Itachi, que o tinha puxado para cima, ficando os dois ajoelhados um de frente para o outro. Itachi marcava, assim como Sasuke, eles gostavam de apertar, de tatuar em nossas peles o desejo que sentiam, e Shisui parecia amar toda vez que as unhas do marido desciam por toda a extensão de suas costas. Ele gemia, a boca se abria rendida enquanto a cabeça se inclinava para trás e Itachi aproveitava para descer os beijos pelo tórax desnudo.

Arfei. A boca de Sasuke sobre meus seios ainda cobertos pela roupa. O tecido da blusa que vestia era fino, a língua e os dentes de Sasuke não demoraram nada a encontrar os bicos eretos dos meus seios. Ele sentia prazer em vê-los por baixo da roupa, gostava da marca que faziam, mas não hesitava em arrancar minha blusa quando aquela brincadeira já não era suficiente.

Eu mesma tirei meu sutiã, puxei Sasuke pela nuca em minha direção, ávida por sentir a boca dele em minha pele. Ele sugava um dos meus seios enquanto a mão massageava o outro, um som depravado escapava de sua garganta de vez enquanto, e isso me excitava.

E ele sabia disso. Os olhos não desviavam de mim, Sasuke gostava de me observar, era constrangedor ao mesmo tempo em que despertava em mim uma vontade maior de que ele me tocasse, de que não perdesse tempo e me tomasse para si. Era um magnetismo maldito, uma atração igual a que sentimos na primeira vez, era simplesmente luxúria.

A saia longa que usava começou a ser erguida, e elevei o quadril e gemi de antecipação por entender o intuito dele. Segurei o tecido leve para cima, na altura da cintura, e abri as pernas. Shisui riu, Itachi parou o que fazia para me arquear a sobrancelha e Sasuke mordeu o lábio ao deslizar dois dedos pela minha umidade em meu sexo.

— Não vou me incomodar se começar a andar sem calcinha em casa também, sabe? — Sasuke lambeu os dedos sem pressa.

Ele se abaixou, as mãos seguraram primeiro minhas pernas, acariciando-as e apertando meus quadris logo em seguida. Parte da demora nos atos era para o show, sabíamos que éramos assistidos, e isso nos excitava de uma forma que nunca, jamais, iríamos imaginar! A boca dele seguiu pela minha coxa, pequenas mordidas me faziam erguer o quadril em ansiedade. Eu estava molhada, a excitação incomodava, fazia com que eu almejasse contato, qualquer que fosse, mas Sasuke mantinha minhas pernas separadas e, como um bom cretino, assoprou meu sexo devagar, somente para me ver grunhir frustrada.

— Se demorar mais, otouto, ela vai arrancar sua cabeça fora — Itachi disse.

E eu olhei para ele. Nu, completamente nu, sentado na cama de forma displicente enquanto Shisui retirava a calça e permanecia apenas com a boxer escura. Eles eram bonitos, verdade seja dita, eles eram lindos. Itachi não malhava tanto quanto Sasuke, mas, apesar disso, tinha um corpo invejável, não era à toa que Shisui sentia ciúmes toda vez que o marido se exibia pelado. Ele puxava Itachi para si com possessividade, sentava em seu colo, de lado para nós, e cobrava a atenção que lhe era devida.

Eles possuíam sintonia, a forma como os corpos se encaixavam parecia perfeita, quente, e ver que aquilo descontrolava Itachi era delicioso. A calma e a serenidade tão típicas do irmão de Sasuke sumia, ele controlava o beijo lascivo, Shisui gemia incontido, rebolava com os quadris exatamente em cima da ereção de Itachi e, quando fazia isso, Itachi o apertava, deixando a marca de seus dedos na pele clara.

E então Sasuke finalmente me lambia. O gemido alto pegou até a mim de surpresa. Uma mão de Sasuke separava os grandes lábios e a boca dele explorava com fome toda a minha intimidade. Meu sexo latejava, eu podia sentir a pulsação, o sangue que corria para o meu clitóris que era deliciosamente estimulado pela língua de Sasuke.

Fechei os olhos, era bom demais para conseguir mantê-los abertos. A língua percorria da vagina ao clitóris, me penetrava de vez em quando, mas, diferente de Shisui, Sasuke não se incomodava quando eu ditava o ritmo ou o local onde queria atenção, por isso, puxava-o pelo cabelo negro. Os lábios pressionavam o clitóris, um de seus dedos circundava minha vagina, espalhando a lubrificação e me penetrando conforme meus gemidos imploravam. Os anos juntos faziam de Sasuke o maior conhecedor do meu corpo, ele sabia ler cada tremor que se apossava de mim quando movia seu dedo em meu interior e sorria convencido quando atingia o bendito ponto que me fazia gemer rendida.

Minhas mãos seguravam ora os lençóis ora o travesseiro, meus quadris moviam-se ao encontro da boca de Sasuke, minha voz falhava e minha respiração era tão barulhenta que chegava a me ser um incômodo. Era prazeroso, era uma sensação êxtase e aflição, era a vontade de querer aquilo sempre e contraditoriamente desejar que o ápice chegasse logo.

Sasuke introduziu um segundo dedo. Gemi alto, abri os olhos, segurei o travesseiro com as duas mãos e mordi o lábio. Shisui me olhava. Ajoelhado na cama, ele mantinha os olhos em mim e em Sasuke enquanto a mão impulsionava a boca de Itachi contra seu membro. Os cabelos longos de Itachi estavam presos pela mão de Shisui, que o tinha de quatro, um pouco abaixado à sua frente, chupando-o enquanto se equilibrava e apertava as cochas dele.

Os gemidos roucos de Shisui aumentavam de volume e frequência quando Itachi ia fundo, uma fina camada de suor começava já a cobrir nossas peles, mas era hipnotizante o modo como as costas de Itachi brilhavam, formavam um arco, o quadril empinado, as pernas abertas de forma que o membro ereto tocava o lençol.

Engoli em seco e olhei para Shisui, com certeza ele sabia o que se passava na minha mente, lia cada pensamento impuro que eu tinha quando lhes assistia daquela forma.

— Parece que alguém vai gozar, Sui — Itachi disse ao se afastar e lamber os lábios, e era a forma como eu gemia e me contorcia sob a boca e as mãos de Sasuke não deixavam dúvida que era a mim que ele se referia.

Minha pele estava úmida, o suor escorria pela minha barriga, meu coração batia desesperado contra o peito como se fosse um relógio a marcar os segundos que faltavam para meu orgasmo. O nome de Sasuke saía sussurrado de meus lábios num misto de ordem e súplica que ele atendia. Meu corpo tremia e, de repente, foi como se tudo em mim desligasse para que apenas o clímax se manifestasse e tomasse conta do meu ser. Eu gozei e gemi alto, segurando os cabelos de Sasuke e pedindo para que ele não parasse ainda.

Ele não parou. Meu corpo vibrava em prazer, e a língua dele colhia cada gota disso.

Minha respiração ainda estava acelerada, meu corpo todo relaxava e entrava em torpor. Sasuke beijou meu ventre, puxou a saia finalmente para baixo, retirando-a, e subiu as mãos pelo meu corpo. Ergueu-se para descer o zíper da calça que ainda vestia e a tirou junto da boxer.

— Shisui...

Ah, havia começado... Itachi estava de quatro, voltado para nossa direção, a cabeça abaixada e apoiada nos braços, Shisui estava atrás dele, as mãos separavam as nádegas e a cabeça surgia e desaparecia por entre elas. Eu já havia visto Itachi fazendo um beijo grego nele uma vez, era sempre incrível ver de perto as reações, as faces, ouvir a voz que parecia enfim livre de qualquer entrave. Era estranho porque os via em uma posição íntima demais, vulnerável demais, e isso me incendiava.

O lubrificante aberto sobre a cama não deixava dúvidas de que Shisui já tinha começado a preparar o marido para recebê-lo, e isso me fez gemer e inverter as posições com Sasuke.

Eu queria ver aquilo. O modo como Shisui beijava a pele de Itachi era quase devoto, os dedos entravam com lentidão, e eu sempre quis saber o que se passava na mente dele para que ele sorrisse depravado enquanto Itachi arfava.

Sasuke riu, puxou-me para um beijo intenso enquanto aceitava ser deitado na cama. Deixei-o com a cabeça virada para Itachi, uns dez centímetros os afastavam, e Shisui jogou alguns preservativos para perto de mim quando olhei ao redor procurando o criado mudo mais próximo.

Sasuke gemeu, segurou meus quadris e me sentou sobre seu membro ereto sem me penetrar. Rebolei e gemi quando ele me puxou e chupou meu seio. Nossas bocas se encontraram, a malícia nos sorrisos tornava tudo mais quente.

Deslizei um pouco para baixo, apenas o suficiente para segurar-lhe a ereção e masturbá-la. O sexo quente sob minha mão pulsava, e Sasuke gemia enquanto tentava se decidir entre aproveitar o prazer e abrir o preservativo. Ri com aquilo. Aproximei-me para lamber-lhe os lábios e tomar para mim o pacote para abri-lo. Enquanto deslizava o preservativo pelo membro, ouvimos Shisui xingar alto.

Itachi apertava os lençóis, os olhos marejados focavam o nada enquanto a voz repercutia pecaminosa pelo quarto a cada estocada que Shisui lhe arremetia. Eu podia sentir, esquisito dizer isso, mas era verdade! Era como se eu pudesse sentir o impacto dos corpos, o membro de Shisui abrindo o caminho pelo corpo de Itachi, a dor que acompanhava o início daquele sexo...

O modo como Itachi se movia lembrava a mim mesma. Ele rebolava, empinava o quadril de forma a facilitar os movimentos de Shisui e a buscar o próprio prazer, e, quando Shisui lhe acertava a próstata, o meu corpo se arrepiava com o gemido que Itachi soltava enquanto se agarrava ainda mais aos lençóis.

— Sakura... — Sasuke gemeu, o desejo tão evidente nos olhos escuros que não demorei a obedecê-lo.

Apoiei as mãos em seu peito e desci sobre seu membro. A satisfação de tê-lo dentro de mim só não foi maior que a dele por finalmente sentir o calor ao seu redor. Ele apertou minhas coxas, arranhei seu peito, e assim comecei a me movimentar no mesmo ritmo que Shisui estocava Itachi bem à minha frente. Era uma competição, admito, Shisui e eu tínhamos essas coisas. Infantil, eu sei, mas era assim... Não tinha apenas a ver com o nosso prazer, tinha a ver o de nossos parceiros também, como se quiséssemos ver quem levaria o outro ao limite mais rápido.

— Sasuke...

A expressão de Sasuke era excitante, o modo como os olhos pareciam perdidos e o prazer coloria as maçãs de seu rosto me incentivavam a subir e descer mais rápido. Rebolava, gostava de sentir minha intimidade em contato com o seu corpo, arrastando-se pela pele, o clitóris úmido pela lubrificação atritando contra os pelos curtos da pélvis dele. As mãos em meus quadris me ajudavam, eu amava a pressão de seus dedos em minha carne, da voz rouca que se arrastava por mim, como se fosse uma corrente elétrica em minha pele.

— Mais rápido — eu pedia, demandava, implorava...

Shisui beijava as costas de Itachi, inclinava-se pelo corpo dele e afastava-lhe o cabelo comprido da nuca onde mordia e chupava. Uma das mãos se entrelaçou com a de Itachi, as bocas se uniram num beijo erótico enquanto Shisui aumentava a força com que se chocava com o corpo alheio. Vi Itachi revirar os olhos, Shisui ria baixo contra a pele dele, lambendo para depois se afastar e se erguer com a cabeça jogada para trás.

O ar me faltava, a vontade de cavalgar mais rápido em Sasuke tornava meus movimentos afobados. Sentia meu corpo quente, minhas pernas reclamavam do esforço, mas não importava, estava bom demais para deixar que aquilo me interrompesse.

— Puta merda, Itachi...

Sasuke olhou para trás, a voz de Shisui estava particularmente alta e nós sabíamos o que aquilo significava. Vimos Itachi sorrir antes de olhar para o marido por sobre o ombro, Shisui mordeu o lábio e se curvou para frente e, então, veio. O grito rouco e alto denunciou o clímax enquanto ele ainda fazia questão de mover-se dentro de Itachi, a respiração descompassada e o sorriso satisfeito fizeram Sasuke rir antes de me chamar para mais perto.

Deitei sobre ele, Sasuke segurou meu cabelo e colou nossos lábios enquanto me girava na cama. Minhas pernas pareciam já saber o que fazer e, parecendo automático, circundei a cintura dele e o deixei voltar a me invadir, fundo, rápido, como nós tanto desejávamos.

A movimentação na cama me fez espiar, Shisui lambia os lábios ao se deitar com as costas no colchão, assim como eu, com a cabeça quase tocando a minha. As mãos dele seguravam as pernas, abertas e erguidas, enquanto Itachi vestia o preservativo com pressa. Gemi junto de Shisui quando Itachi o penetrou, lembrava-me da primeira vez que tinha visto isso e do choque que havia sido assistir Shisui cavalgando Itachi como se nada mais importasse.

Itachi segurou as pernas de Shisui ele mesmo, e Shisui segurou os lençóis ao lado da cabeça.

— Fundo, Itachi...

A boca de Sasuke em meu pescoço distribuía marcas de que reclamaria pela manhã, mas ele também teria meus arranhões em sua nuca para cobrir, era justo. A fome em suas ações me deixava envaidecida, o barulho dos nossos corpos se chocando junto de sua voz baixa, como se só eu pudesse e devesse ouvi-lo gemer de prazer, era a mais viciante das sinfonias.

— Ah, Sakura...

Eu queria isso, tudo isso, todo esse calor, esse erotismo, essa luxúria, essa insanidade com que nos amávamos. O rosto dele se aproximou do meu, as testas coladas, as respirações mescladas, os beijos roubados na ânsia de nos fundirmos cada vez mais.

Segurei-me nos lençóis, uma das mãos de Shisui apertou a minha, e eu não soltei, aquela conexão arrematava tudo, era a síntese de tudo o que fazíamos e sentíamos naquele quarto.

Meu corpo cederia, sentia já o orgasmo próximo por mais que o tentasse atrasar. A voz de Shisui e de Itachi não ajudavam, ainda mais porque eu até mesmo já sabia identificar o padrão de seus gemidos, Itachi não demoraria a gozar, não com Shisui lhe dizendo aquela quantidade absurda de sacanagens.

Sasuke ergueu o olhar para eles com um sorriso irônico quando Itachi se debruçou sobre Shisui e escondeu o rosto na curva do pescoço dele ao atingir o clímax, mas logo sua atenção voltou a mim, e a forma como nos movíamos ao encontro um do outro me fazia rir embriagada.

Ele me beijou, no exato momento em que nossos corpos entraram em colapso e decidiram se render ao orgasmo. Os gemidos foram abafados, mas não o bastante para que Itachi e Shisui não os ouvissem. Nossas bocas demoraram para se afastar, aproveitando e se deliciando com a sensibilidade que o êxtase trazia.

Com cuidado, ele saiu de dentro de mim e jogou o preservativo longe, deitou a cabeça em meu colo e permaneceu ali até que nossas respirações se acalmassem, até que a euforia passasse.

Era engraçado. Deitada naquela cama, olhando para o teto e brincando com as mechas do cabelo de Sasuke, refletia sobre o que acabara de acontecer e das vezes que aquilo já havia acontecido. Quem diria que fôssemos gostar tanto de ver e sermos vistos em uma hora tão íntima...

— Tachi, o Sasuke tá morto depois de gozar uma única vez, acho que ele tá perdendo o jeito — Shisui provocou, soltando minha mão, e eu revirei os olhos já sabendo como aquilo acabaria.

— Deixa o Sasuke em paz, Sui — Itachi resmungou, mas Sasuke já tinha ouvido a provocação.

— Pelo menos eu não sou que nem você que é velho e vai embora depois de uma única foda — Sasuke rebateu com um sorriso maldoso. — Só to esperando a Sakura autorizar a próxima, e você? Vai tirar uma soneca ou ir para casa?

— Sasuke, não responda às provocações do Shisui... — Itachi tentava mediar.

— Eu não vou “tirar uma soneca”, seu pirralho!

E lá íamos nós mais uma vez...

17 de Marzo de 2018 a las 23:35 2 Reporte Insertar 7
Fin

Conoce al autor

Alice Alamo 23 anos, escritora de tudo aquilo em que puder me arriscar <3

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Vany-chan 734 Vany-chan 734
Se a one tem SasuSaku com hentai, a minha tendência a gostar é 80%, mas quando a autora enfia um hentai ShiIta junto....... AAAAAAAAAAA AI EU FICO LOUCA NA DROGA. Eu admiro sua capacidade de escrever dois hentais ao mesmo tempo na visão da Sakura apenas. Sério. Ficou ótimo como vc abordou os momentos certos, o que ela estava sentindo com o Sasukinho e o que ela sentia ao ver o outro casal, e como todo mundo ali estava devoto ao prazer, ao ponto de darem as mãozinhas <3 Uma fic incrível! Fiquei impactada aqui! Um beijinho e obrigada pelas notas! Agora não posso mais reclamar que você nunca fez algo pra mim HAHAHAHA P.S: Confesso que com a ideia das máscaras fiquei imaginando meu amorzinho (Ita) com uma máscara de corvo fodona... ai, eu amo esse homem.
17 de Marzo de 2018 a las 18:52

  • Alice Alamo Alice Alamo
    Oii! Mano, eu pensei muito em você na hora que fui colocar esse segundo casal. Eu coloquei e pensei na hora em te avisar porque casou certinho com o que você gosta hahahaha Nossa, como eu te disse, foi difícil, mas foi divertido, então tá valendo ;) Agora não pode mesmo reclamar, viu? Mas vou pensar com carinho em próximos pedidos, não se preocupe Itachi com máscara de corvo? hahahaha eu imagino muito o Itachi com uma máscara simples ou de algum felino <3 Obrigada pelo comentário Beijoss 23 de Marzo de 2018 a las 18:46
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