A love criminal Seguir historia

teylla

KibaIno ✖ UA Ino sempre seguiu fielmente sua convicção de que se é necessário compartilhar os drogos — energia sustentável e renda da população — com todos, sem descriminação, mesmo estando no ano de 3040 as coisas não andam perfeitamente bem no planeta AKB 0010, vivendo numa ilusão de que está tudo bem, Kiba mal sabe das situações que envolve seu planeta, mas uma ladra o faz descobrir a verdade.


Fanfiction Sólo para mayores de 18.

#UA #Universo Alternativo #science fiction #Kiba #Ino #Hentai #Sci-fi #Fanfiction #Naruto #KibaIno
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Capítulo único

 A love criminal

Capítulo único

Por Teylla



Kiriut até poderia ser considerada uma das cidades mais escuras de AKB 0010, se não fosse pela iluminação nas pistas aéreas que continham os veículos voadores de diferentes tipos, marcas, cores e iluminações, pelo rio que era envolto a um tubo iluminado abaixo, os prédios altos de vários formatos diferentes, esteticamente bonitos, feitos pelos arquitetos mais famosos e outras construções, em especial o palácio do presidente, aquele de longe e de perto era o mais iluminado.

Uma mulher estava sentada na sacada do prédio, seu cabelo solto estava balançando pelo vento forte e frio, tinha uma mochila nos ombros e trajava uma roupa colada de cor preta, feita especialmente para ela, foi desenhado para que ninguém conseguisse identificá-la e que pudesse sair por aí camuflada, claro que se a Força Inteligente do planeta descobrisse sobre isso, facilmente conseguiriam fazer algo que desativasse o dispositivo da roupa.

Passou o dedo pelo sensor ao lado do seu olho, permitindo que desse um zoom em sua visão, analisando de mais rápido a entrada e saída do palácio e logo ao lado um galpão, aonde guardava-se uma parte de drogos que pessoas do conselho escondiam como extra que facilmente foi descoberta por ela.

A mesma sorriu, atravessando uma ponte em direção a estação de metrô, pegou o elevador de vidro que parou ao outro lado horizontal, de acordo com o botão que pediu e logo chegou em um estacionamento, avistou sua moto espacial preta e subiu na mesma, clicando no painel para ligar, enquanto um scanner passava no seu rosto, reconhecendo a dona e logo segurou nos guidões, aumentando a velocidade.

Aproveitou que as pistas estavam livres para poder ir além, do modo que gostava, sentir o vento na pele, tocando levemente sua face, o gosto da liberdade, de não ter preocupações no momento, apenas aquilo ali e acabou.

Foi em direção ao galpão que havia sido abandonado e usou sua visão noturna para ver através das paredes se tinha alguém, o qual não havia, logo pulou o muro e pisou levemente na grama, ninguém poderia imaginar que alguém invadiria o espaço, por ser próximo ao Palácio e por ninguém conhecer.

Mas lá estava ela, prestes a cometer um roubo e muito feliz por isso, não podia negar, era muito fácil invadir o galpão ou qualquer outro lugar, havia trocado as cenas das câmeras discretamente por uma hora, era o tempo que precisava.

Abriu a porta, esperando-a descer e assim que entrou, ela se fechou.

— Kiba — disse e assim as luzes se acenderam na mesma hora, iluminando totalmente o local.

No centro havia um espaço grande e espaçoso, tinha uma mesa no centro com mapas e outras coisas, que dava para acomodar vários objetos pesados e máquina que não serviam mais e na verdade, foi para isso que o galpão foi criado, porém pessoas trocaram sua funcionalidade.

Era tudo em tons de cinza, um clima bem morto, o frio que exalava do chão e das paredes era de congelar, no local havia três portas, uma delas levava para o subsolo, onde teria vários drogos presos na parede, cuidadosamente foi andando até a porta da esquerda, a mais isolada e abriu o painel de código, ajeitou sua luva e começou a digitar os números que abririam a porta.

A porta brilhou em tons esverdeados ao descer, por conta da iluminação e energia que emanava dos drogos, ela sorriu.

— Isso aí! — comemorou, entrando na caverna, pegou um laser pequeno dentro da mochila e começou a usá-lo ao redor das rochas para que os drogos caíssem no chão e ela os pegasse, pegou uma boa quantidade e guardou todos.

Escutou um barulho de porta se abrindo e congelou, não estava esperando alguém ali naquele momento, havia estudado sobre as pessoas que entravam e saíam dali por um tempo e não tinha porque ninguém naquele momento estar ali.

Porra! — xingou baixo.

Agachou-se, e clicou no sensor de suas lentes, pela movimentação proporcionada, tinha apenas uma pessoa, a mesma estava indo para a porta do meio e logo entrou, quando ela percebeu isso, decidiu sair dali.

A porta à sua frente se abriu e ela pôs-se a correr com destreza e silêncio, colocou uma máscara no rosto, para caso houvesse alguém lá fora, não a reconhecesse.

Por um minuto olhou para trás, avistando o Presidente sair da porta do meio cabisbaixo, estava com o cabelo rebelde e castanho, um blusão cinza e uma bermuda preta, bem simples, parecia ter ido apenas para checar algo.

Kiba viu a mulher e logo surpreendeu-se, aninhou as sobrancelhas, seguro de que quase ninguém tinha acesso a esse galpão e rangiu os dentes, ela deu um sorriso e se pôs a correr, subindo em sua moto.

☾ ��☽


Ino estava com sua saia social preta justa e uma blusa branca por dentro, seu cabelo loiro estava em um coque perfeitamente feito, com duas mexas soltas em forma de cacho e os óculos, segurava alguns equipamentos para a reunião.

A loira era da família Yamanaka, eram originalmente gregos e são considerados os mais belos, uma das famílias nobres de AKB 0010 que desde sempre ajudou de todo modo possível o crescimento do planeta, e, como descendente, precisava continuar o lema da família.

Seu pai, Inoshi, sempre dizia que deveriam cuidar de todos igualmente, distribuir para que ninguém passasse por necessidades e lutou por sua convicção por bastante tempo, ele não queria que acontecesse o mesmo que ocorreu com o planeta Terra e por muito tempo ele conseguiu manter a igualdade.

Mas entraram algumas pessoas no conselho que estavam mudando isso e queriam matá-lo, Ino sabia, mesmo com apenas 14 anos, ela entendia bem o que estava acontecendo e guardou sua convicção para utilizá-la posteriormente.

Ninguém precisava saber de verdade as coisas que ela acreditava fielmente e assim continuaria, isso evitava problemas e dores de cabeça.

Apenas Sakura e Tenten sabiam do seu ponto de vista, era amiga de infância da Mitsashi, mas enquanto a morena quis ir para classe de Guerreiros, Ino era uma nobre e foi direcionada para a classe de Faz tudo — umas das classes mais importantes de Kiriut —, policial da equipe Tristas e celebridade, mesmo que odiasse o terceiro cargo.

Sakura era de outra cidade, mas sonhava em ser chamada para Kiriut e ser uma astronauta muito famosa.

A loira sentou-se na cadeira, sua sala era clara, parede de vidro, os móveis eram todos brancos com detalhes preto, tinha uma escrivaninha, uma cadeira rotativa, um quadro atrás, uma instante no canto, no centro tinha dois sofás e um tapete no meio, e, próximo a porta, tinha um vaso com uma planta bem verde, a única coisa que dava uma vivacidade no lugar.

Ela tirou os óculos, massageando as têmporas, precisava descansar, esses dias estavam sendo uma loucura para ela, jogou o acessório em cima da escrivaninha e debruçou-se sobre o móvel, olhando para a parede de vidro, analisou os carros quase voando e as motos com uma velocidade maior que o normal, talvez tivesse acontecendo uma perseguição.

O presidente Kiba havia falado com a polícia que uma mulher apareceu no galpão e que queria saber quem é, ela era a encarregada do caso.

Deu um sorriso maldoso de canto.

Ela tinha um plano e iria cumprir perfeitamente.

— Kiriu — disse e logo uma tela apareceu em sua frente, clicou no jornal e viu que nada havia sido divulgado sobre o roubo de ontem, talvez ele nem soubesse que algo havia sumido do lugar e logo passou a mão pelo holograma, fazendo-o desaparecer.

Conhecia Kiba de muito tempo, cresceram juntos, mesmo que precocemente ele tenha que ter amadurecido mais cedo e cumprido com obrigações bem complicadas, mas eles eram… amigos.

Atualmente não se falavam e mesmo que Kiba despertasse sensações quentes de forma intensa que nunca sentiu por outro homem, não tinha a decência de falar com um presidente que ela considerava… hipócrita, de certa forma.

Escutou uma batida na porta e disse “entre”, a porta foi aberta, revelando um homem e logo fechou-se.

— Yauh, Ino! — disse um policial Neji com uma voz séria que causava vários calafrios na loira, o homem estava com o cabelo longo meio preso, uma calça militar justa, uma regata branca e o colete dos Tristas, ela suprimiu um sorriso de canto e apenas levantou-se, empurrando a cadeira para trás.

— Yauh, Neji! — rebateu e foi para perto dele, ambos levantaram a mão e as tocaram, girando-as logo após para um cumprimento. — Qual o problema?

— Você está sendo convocada pelo Kakashi — respondeu.

— Hm… Pelo Kakashi… ou… — disse e puxou-o pela regata, jogando-o no sofá com brilho nos olhos. — Por você?

Ele deu um sorriso de canto e a segurou pela cintura, beijando-a de forma intensa, puxando o prendedor do cabelo dela, soltando-o e jogando os fios loiros para o canto e depositando beijos no pescoço alvo da mesma, ela meneou a cabeça para o lado, tendo a alça da blusa caindo pelo ombro.

— Você me enlouquece, Ino — disse Neji, fitando-a com um olhar apaixonado, ela riu e o beijou.

A porta foi aberta e a loira xingou-se na mesma hora, apenas uma pessoa tinha como abrir as portas dos locais sem ser perguntado ou precisar de permissão para entrar.

Essa pessoa era unicamente e exclusivamente do Presidente Kiba Inuzuka.

Ele arqueou a sobrancelha, vendo a cena no sofá, ajeitou a bainha da manga do paletó, analisando.

— Achei que este fosse um lugar de trabalho — disse com um sotaque arrastado, demonstrando indiferença.

— Oh, e eu achei que você teria o mínimo de bom senso para entrar aleatoriamente na minha sala — Ino retrucou, se ajeitando e levantando-se, prendendo novamente o cabelo, ela olhou para o moreno que recebeu um olhar feio de Kiba e saiu, puto da vida.

— Não esperava que estivesse numa situação assim, eu esperava mais dos trabalhadores de Kiriut, por isso tenho a permissão de ir e vim, porque… tecnicamente deveriam estar… trabalhando — avisou.

— Ah, claro — resmungou. — Não sou um robô, Kiba e posso fazer o que quiser na minha sala, então da próxima vez tenha mais cuidado.

Ele surpreendeu-se por estar sendo desafiado e entreabriu os lábios, logo sentou-se no sofá.

— De qualquer forma, vim discutir sobre ontem — avisou. — Sobre a mulher que eu vi, ela não aparece nas câmeras e em nenhum registro… — começou a usar um tom mais sério. — Você andou fazendo roupas para alguém, Ino?

— Roupas? — ela franziu o cenho, estranhando a pergunta. — Eu parei de costurar desde aquele dia. Por quê?

— Porque a roupa dela, estranhamente parecia com aquele modelo da roupa de sua Heroína favorita, e, tinhas as fibras perfeitas com uma mescla que só você conhece, principalmente por não aparecer nas câmeras — concluiu, levantando-se e indo até a loira.

— Não — respondeu firmemente. — Isso é impossível, Kiba, você deve estar ficando louco — ela disse.

— É, talvez — disse e virou-se. — De qualquer forma, amanhã à noite iremos nos reunir de novo para ver as provas que conseguiu coletar, estarei às 20h em frente ao galpão do Konnect, é próximo a aquela cafeteria.

— Sim, eu sei onde é — avisou.

— Te espero lá então — Saiu dirigindo-se a porta.

— Ah, Kiba… — ela chamou, de costas, apoiando os dois punhos na mesa. — Por que veio se poderia apenas aparecer por holograma?

— Porque gosto de te ver — respondeu e saiu.

— Ah, claro… como sempre, imprevisível — resmungou e sentiu o seu aparelho de se comunicar vibrar.

Abriu-o e viu uma mensagem do grupo, avisando que todos iriam para a plataforma 37 e ela sorriu.

A noite logo veio, deixando os ambientes mais brilhosos e iluminados na cidade, ali se gastava bastante energia de drogo, um exagero que ajudaria outras cidades pequenas que as pessoas esqueceram da existência.

A loira colocou sua saia rodada rosa, com uma blusa e o casaco militar com o sinal dos Tristas do lado, logo pegou seu carro e o pôs no automático, para chegar mais rápido no lugar ordenado, no momento não queria o manual.

Logo viu uma fogueira e algumas pessoas com bebidas na mão e várias latinhas de tinta ao redor.

Ela estacionou o carro e desceu, Neji estava escorado no murinho com uma regata que delineava seu abdome e deixava amostra seus braços fortes, além de vestir uma bermuda preta, assim que a viu, deu um sorriso.

— Yauh, pessoal! — disse, cumprimentando um por um e logo após foi para frente de Neji. — Yauh… Neji… — falou de forma cantante.

— Yauh, Ino — Deu um beijo na loira. — Ocorreu tudo bem com o Presidente? — perguntou e Ino fez muxoxo.

— Poderíamos falar de coisas boas? — questionou, empurrando-o para o muro.

— Preciso saber, me preocupo com você — iniciou.

— Ah — Ino se afastou, dando um longo suspiro. — Deu tudo certo sim, ele quer saber sobre uma mulher que invadiu o galpão dele, aparentemente a roupa era parecida com as que eu fazia antigamente — iniciou. — Ele quer me encontrar amanhã para que eu entregue pistas e coisas assim.

— Ora, mas é claro que não seria você — retrucou. — Só porque somos o lado rebelde não significa que faríamos algo assim, somos rebeldes apenas para lutar por nossos direitos e os dos outros — disse meio alterado.

— É, mas eu não sei se ele sabe quais são os membros dos Rebeldes, então… — disse e cruzou os braços. — Ele não deve saber que estamos contra algumas coisas de seu governo.

— Mas te acusar de algo que é impossível você fazer é errado, kitta¹! — resmungou.

— Sim, é, mas… vamos esquecer disso um pouco, viemos nos divertir, não é? — questionou, beijando-o.

— Ei, Ino! — chamou uma voz bem conhecida, assim que virou, sorriu, Tenten estava sentada com um spray vermelho na mão. — Você vai pintar hoje?

— Oh, isso é o quê? Uma comemoração por ter se tornado uma guerreira? — brincou, puxando Neji para perto da amiga.

— Nem me lembre, só de saber que terei que acompanhar aquele babaca do Deidara… Me dá vontade de morrer — resmungou, sacudindo o spray. — Não me esforcei a vida inteira para isso.

— O Deidara nem é tão ruim assim, Lokey² — Começou a rir, recebendo uma ameaça de volta, Tenten estava quase pressionando a tinta por se sentir ofendida.

— Odeio quando me compara a um Lokey, vaca! — retrucou. — E, você não conviveu com o Deidara para saber, ele é um saco! — grunhiu. — Não vamos tocar no nome dele, daqui a pouco aparece — fingiu se arrepiar.

— Yauh, pessoal — disse um loiro de cabelo grande que se aproximava, cumprimentando cada um ali com um sorriso no rosto que logo fechou quando viu a morena que mostrou seu descontentamento em estar vendo ele ali.

— Eu não disse? Coisa ruim sempre aparece quando a gente chama — resmungou, chutando uma pedra facilmente e indo para uma parede grande e extensa.

Ino riu e se abaixou para pegar um spray também, Neji fez o mesmo e ambos foram para perto de Tenten.

A música ambiente era tranquila, algumas pessoas estavam dançando e curtindo com outras, se beijando e afins.

A Yamanka começou a pichar o muro, fazendo um desenho de uma flor que crescia de cem em cem anos, representava sua família e gostava de vê-la sempre que possível.

Eles gostavam de marcar alguns lugares pare dizer que passaram por ali e dar o sinal de que estavam observando as pessoas.

Não demoraram muito para que escutassem o barulho do carro da polícia e como Neji e Ino eram do cargo, evacuaram todo mundo e se dirigiram para seus automóveis, dirigindo com bastante velocidade.

A loira estava com um sorriso enorme na cara, adorava sentir o vento bater em sua face, se sentia incrível, dona do mundo.

Logo parou em um lugar que não imaginou parar, uma tela apareceu no painel de seu carro, iluminando o ambiente, era uma mensagem do Neji.

“Para onde você foi?”, ela suspirou, olhando a mansão branca com um jardim imenso à frente.

Ela fechou a tela e desligou o carro, saindo dali.

Aquela casa era muito conhecida quando era criança, de uma forma que nem sabia como dizer.

Começou a andar em direção a uma casinha da árvore e subiu como seu pai havia ensinado-a, era de um tamanho mediano e ela adorava dormir ali, tinha um quarto, uma cozinha, um banheiro e uma sala, apenas ela e… Kiba conheciam o lugar.

E, não foi tão chocante quando ela percebeu que havia alguém na varanda, tomando um drinque misturado com drogo, para dar mais força.

Ela virou-se para sair.

— O que está fazendo aqui, Ino? — ele perguntou, virando-se para ela, terminou de beber o líquido e o depositou em cima do batente do murinho.

— Eu tinha esquecido algo meu aqui, Kiba, vim buscar — respondeu, mas era uma mentira.

— Hm… Claro — segurou um riso de deboche, ela esquecia que a bebida aumentava alguns sentidos e que podia claramente saber que estava mentindo.

Ela apenas arqueou a sobrancelha e desceu as escadas, deixando ele ali sozinho, não estava com paciência.

Foi até o carro e antes de ligá-lo, viu que Kiba ainda a encarava pela varanda.


☾ ��☽





Já eram quase 20h quando Kiba estava chegando no lugar marcado, esperava que Ino não demorasse para chegar, porque seria um saco ficar esperando.

O galpão era da família Uchiha e servia para armazenar vários projetos científicos, as pessoas achavam que era um galpão qualquer, mas isso evitava algumas conspirações.

Ele desceu do carro e encostou-se em uma árvore, sentando-se no asfalto, pegou um trevo de quatro folhas e começou a analisá-lo, enquanto esperava.

Havia guardando um gole de drogos em seu bolso e tomaria mais tarde.

A mulher de preto avistou Kiba chegando e deu um sorriso, arrodeou o galpão, ficando de costas para que ele não a visse, apertou no seu sensor para que suas lentes dessem zoom e viu que ele estava sozinho.

Sabia que ele viria com alguém, então estranhou.

Começou a andar bem devagar, optou pela sua bota amortecedora e subiu lentamente na árvore, com habilidade, sem mexer os galhos e ficou por cima dele, abriu um pote e aos poucos foi derrubando um pozinho que ao entrar em contato com o ar se tornava uma espécie de sonífero para quem respirasse, enfraquecendo-o.

Ao perceber que ele colocou a mão na cabeça, tentando se levantar, se pendurou no galho, dando um giro e jogou-se no chão, pousando no chão de forma sensual e segurou as duas mãos de Kiba para cima.

— Olá, garotão — disse e ele arregalou os olhos, ela levou o dedo na boca e fez “shiu”, escutou barulho de carro no fundo e assustou-se, começou a puxar o corpo dele pela camisa, rastejando-o e viu que não daria certo, apertou em um botão de sua roupa para fortalecê-la e o carregou resmungando, foi rapidamente para seu automóvel que os levaria para uma cidade e trancou a porta.

Arranjou um modo de esconder o carro do presidente e foi até o seu, ligando-o.

— Abrir — disse e logo uma tela enorme apareceu, ela mexeu no mapa e clicou no lugar que queria ir e o carro começou a se mexer, indo na velocidade que ela sugeriu.

Sabia que não devia confiar totalmente no mapa feito por outras pessoas, mas no momento estava com pressa, então não se preocupou muito.

Respirou fundo, retirando a máscara que usava e fitou o corpo do homem no banco de trás pelo retrovisor.

A duração do efeito que o pó tinha dependia da quantidade jogada e ela não havia jogado muito, então logo ele acordaria.

Estava com medo de que a pessoa que ele deveria estar, descobrisse algo, logo colocou seu disfarce de novo.


☾ ��☽


Os raios de sol invadiam com violência a janela do banco traseiro, mesmo assim o ambiente era gélido por conta do ar-condicionado.

Kiba fechou os olhos pesadamente, resmungando. E logo foi abrindo-os lentamente, sentindo uma dor nas costas e assim que sua visão acostumou-se com o sol, franziu o cenho.

Ele estava num carro, no meio do nada.

Sentou-se de supetão, assustado e olhou para frente, vendo que uma mulher estava no volante.

— Eu não tentaria isso se fosse você — ela disse, ao perceber que ele ia tentar se soltar da corrente de energia. — Até que enfim acordou.

— Quem é você? — ele perguntou, semicerrando os olhos.

— Eu…? — Riu, virando seu banco para ele. — Sou Robin Hood feminina do planeta AKB 0010? — se perguntou ironicamente, mas era de fato a sua história favorita da Terra.

— Não há necessidade que exista um “herói” da Terra aqui, as pessoas não passam esses problemas — avisou com convicção e a mulher explodiu em risos.

— Você seria inocente… ou… você estaria preso em suas próprias ilusões? — perguntou, cruzando os braços.

Ele franziu o cenho, contrariado, não sabia aonde aquela conversa estava levando.

— O que você quer dizer? — retrucou.

— Oh, você realmente não sabe que em seu planeta há pessoas passando necessidade, Presidente? — questionou.

— Isso é impossível, eu distribuo a renda de forma igualitária e não deixo faltar nada para cada prefeito.

— Talvez eu devesse considerar você ingênuo então — disse pensativa, fingindo não ouvir o que ele falou.

— Não sou ingênuo, nós somos diferentes, não tem como haver desonestidade nesse planeta — rebateu.

— Não se engane, nós saímos da Terra, somos uma raça diferente, mas ainda corre sangue da raça humana em nós — avisou, puxando a manga de sua roupa e mostrando sua veia. — Ou você acha que houve limpeza sanguínea? Não, meu querido, somos todos quase humanos, não existe sangue puro ou original.

Ele debochou, recostando-se no banco.

— Não estou acreditando nisso.

— Não? Então não se preocupe, eu mesma irei mostrar — O carro parou na mesma hora. — Bem-vindo a Yutt, ou melhor dizendo, a cidade dos esquecidos, Presidente.

A porta se abriu, revelando para Kiba uma cidade desértica, sem quase nenhuma tecnologia, poucas pessoas andavam por estarem em cantos separados ou deitadas precisando de ajuda.

Ele saiu do carro e a mulher foi atrás dele, abrindo a corrente para deixá-lo livre.

— Quem… é o prefeito daqui? — ele perguntou, sentindo o sangue ferver de ódio.

As plataformas elevadas para as pistas aéreas não estavam concluídas, prédios caiam aos pedaços, o solo era quase rachado, não tinha uma área verde, o ar era sujo e o calor castigava terrivelmente o corpo dos morados de Yutt.

Velhos eram carregados por alguns jovens e crianças com blusões sujos.

— O prefeito daqui é o Hayate Gekko, mas ele não vive aqui — avisou. — Ele vive confortavelmente em Zutera — ela abriu a tela do seu aparelho móvel, mostrando fotos.

— Isso aqui parece com a Terra… É como se não tivéssemos evoluído em nada — comentou.

— A essência não nega quem somos, infelizmente, gananciosos, egoístas, preocupados com ter o melhor… — ela iniciou. — Por isso eu disse que o sangue da raça humana vive em nós. Não somos melhores que eles.

Kiba ficou em silêncio, a mulher foi no carro e pegou sua mochila, abriu e pegou um pote com amassador, jogou alguns drogos dentro e transformou em líquido, jogando num rio próximo que ao entrar em contato com o pouco de água que tinha, começou a puxar do solo e foi fluindo.

Depois andou até a área de hidrelétrica e jogou as pedras suficientes para durarem alguns meses no armazenamento, vendo que algumas coisas voltaram a ligar.

— Todos eles vivem assim? — ele perguntou.

— Sim — respondeu. — Eu venho de tempos em tempos para cá, doar alguns drogos que eu posso e essa não é a única cidade que é assim e muitas dessas pessoas estão doentes.

— Então você é realmente a heroína Robin Hood desse povo — riu, ainda desacreditado com o que estava vendo. — Mas quem é você? Como você descobriu essas coisas?

Ela deu um sorriso de canto.

— Isso é realmente importante?

Ele se calou, assentindo.

Kiba estava possesso, como ninguém nunca havia visto, ele não tolerava mentira e ser enganado, assim que voltasse para Kiriut mudaria muitas coisas no conselho e mandaria vários robôs para coletarem provas.

Ninguém enganava o presidente de AKB 0010, ninguém.

— Eles não tem energia para curar um ao outro, não é? — questionou e ela olhou para ele, apenas arqueando a sobrancelha como se fosse óbvio.

Em AKB 0010 eles tinham hospitais especializados para coisas mais graves, quando drogos pessoais acabam, mas os moradores podiam curar um ao outro com toques ao serem energizados pela energia verde.

Ele retirou o pote verde e foi até o rio, pegou água dali e derrubou um pingo do líquido verde.

A mulher foi atrás dele, surpreendendo-se com o que ele estava fazendo.

— Espero que mantenha segredo que sou o presidente, peça para que todos ou grande maioria faça uma fila, prioridade aos doentes — ordenou, arregaçando as mangas de sua camisa.

— Kiba… A maioria te admira e viveram acreditando que um dia você olharia por eles, não tenho como esconder nada — ela disse e isso partiu o coração do moreno, ele apenas respirou fundo e assentiu, logo a loira foi organizar as pessoas que a tratavam com muito amor.

O Inuzuka levantou após terminar as misturas, bebeu um gole, sentindo a energia percorrer seu corpo, revitalizando-o.

Logo aproximou-se das pessoas, ele emanava verde e começou a abraçar as primeiras pessoas da fila, emanando o verde nas mesmas, envolvendo-os com a mesma energia, fechou os olhos e se concentrou em seus chakras, curando-as e logo após permitia que essas pessoas bebessem um pouco do líquido e curassem outras pessoas.

E o resto do dia foi assim, um ajudando o outro a se curar, sem se importar com quem era a pessoa, e assim que Kiba acreditava que o lugar perfeito para morar seria.

Ele parou e se encostou no carro, cansado, havia perdido muita energia ali.

— Obrigada, presidente… você é nosso herói, junto com a Robin Hood — disse uma senhora acompanhada de sua família, ele logo tratou-se de se levantar e curvou-se em respeito.

— Estou fazendo o que eu deveria ter feito a muito tempo, não se preocupem que logo Yutt voltará ser a cidade da água como antes — avisou e eles sorriram, esperançosos.

— Nós nunca deixamos de acreditar no Sr. — complementou e ele sorriu.

Saber que pessoas acreditavam nele, o fez lembrar o motivo dele ter almejado ser presidente de AKB 0010.

A mulher ainda estava terminando de ajudar algumas pessoas, mas estava visivelmente desgastada, ela começou a andar até o moreno.

— Como está se sentindo? — perguntou com uma voz fraca.

— Bem melhor que você, tenho certeza — ele respondeu. — Está tudo bem?

— Sim, claro — disse.

— Por que não parece? — retrucou e se levantou, limpando sua roupa de barro.

— Isso é o de… — ela não conseguiu terminar de falar, pois desmaiou, o moreno pegou o corpo dela antes que o mesmo caísse no chão e se agachou com ela em seus braços.

— Ei! — disse, dando leves tapas no rosto da mesma para ver se ela acordava, mas seu corpo estava realmente fraco, como se tivesse usado totalmente sua energia.

Ele tornou a carregá-la e abriu a porta do carro, abrindo espaço para que ela deitasse, sentou-se no banco do motorista que estava virado pro banco traseiro e fez algo que se arrependeu um pouco.

Retirou a máscara que ela estava usando e soltou o cabelo da mesma, os cílios longos, a boca levemente rosada, aquela cor única de cabelo… não tinha como ele não reconhecer.

Ino estava ali, na sua frente.

E estava quase sacrificando seu corpo para salvar aquelas pessoas.

Precisava ligar o carro para voltarem urgentemente para Kiriut, mas qual seria a senha que Ino usaria para ligar as funções mais importantes do carro?

Girou a chave e esperou o painel aparecer.

— Olá, Ino maravilhosa, para onde gostaria de ir? — iniciou. — Oh, Presidente — a robô disse, reconhecendo quem estava no carro.

— Ligue o ar e, por favor, vamos voltar para Kiriut — ordenou e virou-se para Ino, medindo suas batidas.

A viagem estava sendo tensa, e o pior era a chuva que estava ameaçando cair.

Normalmente as chuvas em AKB 0010 eram perigosas, Kiriut e outras cidades tinham uma proteção contra, mas duvidava que a estrada Yutt até lá fosse segura.

Estavam no meio do nada, havia algumas montanhas e outras cavernas grotescas.

— Para onde Ino costuma ir quando acontece problemas assim? — Kiba perguntou.

— Você deseja ir para lá?

— Sim, pelo menos até a chuva passar — avisou e o robô mudou a rota.

Os pingos de chuva começaram a cair lentamente, nada muito perigoso e seria até bom para que o rio enchesse de vez em Yutt, lembrou-se que eles não tinham uma proteção aparente para chuva e rezou com tudo para que Ino tivesse providenciado proteções.

O carro começou a se dirigir para uma área montanhosa e alta, ao lado onde pararam havia uma caverna aparentemente escura, o carro desligou e ele pegou Ino no colo, abrindo a porta com o pé, pegou alguns panos que viu, a mochila dela e foi até a caverna, pegando chuva.

Colocou-a com as costas encostadas na pedra e estendeu um lençol, pegou o resto de líquido drogo que tinha sobrado e bebeu um pouco, dando o resto para Ino que engolia com dificuldade, ele fechou os olhos se concentrando, retirou a blusa e começou a puxar o macacão colado de couro que ela vestia por saber que seria difícil a penetração da energia em seu corpo.

Logo ele a cobriu com sua blusa e abraçou seu corpo.

Kiba fechou os olhos, sentindo o coração de Ino bater perto do seu, respirou fundo, concentrando-se no interior de seu corpo, levando a energia verde por todo seu corpo, o líquido que ela bebeu, ajudaria na hora de espalhar, estava contando com isso.

Não usavam mais esse método por ser demorado, haviam conseguido máquinas que agilizassem o processo.

E, era de certa forma, desconfortável ficar com o corpo nu de Ino encostado no seu, o bico do peito roçava de leve em seu peitoral.

Procurou respirar fundo e se concentrar em manter a energia corrente no interior da mesma.

A chuva começou a aumentar, escutando apenas o barulho forte dos pingos sobre a caverna e o carro.

Kiba não soube dizer quanto tempo se passou desde que escutou Ino resmungar, os olhos foram abrindo lentamente, acostumando-se com a visão, viu que estava tudo escuro e abafado, logo levantou a cabeça e olhou para os olhos do moreno que estavam cheios de preocupações, afial, conhecia Ino desde criança.

O coração dele acelerou ao vislumbrar aquele par de safira que eram seus olhos, sonhou por dias com ele, e como havia sonhado.

— Você está se sentindo melhor? — ele perguntou, ainda abraçando-a.

— Estou… — ela respondeu e percebeu que estava nua, ficou constrangida. — Aonde estamos?

— Não sei, seu carro apenas nos trouxe para um lugar que você sempre vem quando chove — Kiba respondeu, olhando ao redor da caverna.

— Oh — No mesmo momento ela se levantou, vestindo a camisa dele e a abotoando. — Me siga então.

O Inuzuka pegou as coisas e seguiu a loira, evitando olhar para a bunda arrebitada que ela tinha, controlando-se de pegá-la por trás e beijá-la como sempre quis.

Ele pigarreou e ela olhou para trás, com a sobrancelha arqueada.

— Então… O Neji é seu namorado? — perguntou.

— Isso realmente importa? — retrucou e ele mordeu a língua. — Não, ele não é meu namorado.

Kiba sentiu um alívio percorrer seu corpo que chega suspirou.

Logo chegaram em frente a uma porta mecanizada, passou um scanner na loira e abriu, os dois entraram e o Inuzuka se surpreendeu, era quase uma casa dentro da caverna, a cozinha era moderna, a sala tinha um grande aquário de mentira, além de várias telas de computadores com vigilância e seu laboratório de pesquisas, o quarto ficava quatro degraus acima da sala, mas todo o ambiente e móveis trabalhados no inox, cinza, preto e azul.

Ela sentou-se no sofá, recostando-se. Olhou para o teto de pedra que brilhava em tons diferentes, deixando o ambiente bonito, era quase como o céu.

— Interessante, você fez isso aqui sozinha? — ele perguntou, sentando-se ao lado dela com as pernas entreabertas e os cotovelos apoiados na coxa.

— Inicialmente meu pai, depois eu herdei e modifiquei para que ficasse mais a minha cara — respondeu. — Você está com fome? — ela perguntou e ele assentiu, ambos levantaram-se para irem a cozinha.

— O seu sistema de energia é incrível, o de água também — comentou observando.

— É quase igual ao de Kiriut, só modifiquei algumas coisas — disse.

— Você realmente sabe fazer várias coisas — apontou.

— É por isso que estou na classe Faz-tudo, né? — brincou e abriu a geladeira, pegando algumas coisas para cozinhar.

— Você gosta de cozinhar? — questionou.

— Tem coisas que é melhor não ser modernizada, não acha? — retrucou rindo.

— Eu lembro que você adorava cozinhar para mim — iniciou ao encosta-se na bancada. — Ainda é assim?

Ela não olhou para ele, não inicialmente, estava surpresa com o fato dele lembrar disso, achava que Kiba havia esquecido qualquer resquício de sua infância e pré adolescência com ela.

Ino largou a faca que segurava e olhou para ele com um misto de emoções.

— Talvez não — respondeu.

— Você está mentindo — ele apontou e ela respirou fundo, voltando a cozinhar, odiava o poder que ele tinha sobre ela, de saber o que ela estava sentindo, descobrir se estava mentindo e outras coisas.

Os dois ficaram em silêncio e Kiba pareceu estar pensativo.

— Você se lembra, Ino… de nossa promessa? — ele perguntou e ela congelou.

— Lembro — respondeu. — Como eu poderia esquecer?

Ino virou-se para ele e ele voltou a encarar aquele par de olhos cor de safira, no momento começou uma tensão no ar, a respiração de ambos começou a se tornar descompassada e dificultosa e só se escutava as batidas do coração.

Estavam concentrados um no outro, mal prestavam atenção ao redor, eles estavam hipnotizados e Ino não queria relembrar todas aquelas emoções que teve no baile.

Nenhum dos dois queria se mexer, ao mesmo tempo que só queriam se devorar.

Kiba deu um passo a frente, incerto de seus movimentos, mas se sentiu aliviado quando Ino também deu um passo a frente.

Ele se aproximou e já chegou passando a mão nas coxas desnudas, subindo lentamente até as nádegas, apertando-as com força, arrancando um gemido de Ino que sentia lá embaixo latejar, os dois em momento algum desvencilharam-se do olhar um do outro, ele estava sentindo a tensão que a Yamanaka causava nele, principalmente quando fazia cara de prazer ou gemia.

Eu… não consigo me segurar, Ino — avisou, encostando sua testa na dela em um sussurro, o hálito quente tocando levemente a face de Ino, excitando-a, ele subiu as mãos até o rosto dela e ela segurou as mãos dele.

— Não precisa — disse, elevando o rosto para que Kiba a admirasse mais um pouco, aquele cabelo solto e sedoso que ele só desejava emaranhar em sua mão e puxar.

O Inuzuka deu um sorriso de canto e não tardou a envolvê-la em um beijo, no momento em que os lábios se tocaram parecia que era algo que eles realmente precisavam, como se fossem morrer se não tivessem aquele momento.

Se havia uma palavra para descrever aquele beijo era: mágico.

O beijo estava sendo incrível, emoções escondidas que estavam sendo liberadas, o desejo proibido de beijar seu presidente, de sentir aquela boca aveludada na sua, enterrar sua mão no cabelo castanho do homem à sua frente.

Ele desceu a mão, deslizando de sua cintura para o quadril, apertando a região, Ino mordeu levemente o lábio inferior dele, olhando-o nos olhos logo após.

Ela precisava de Kiba, mais do que poderia imaginar, todo aquele sentimento guardado… não poderia ficar por mais tempo preso, ela queria extravasar.

A Yamanaka puxou-o para mais perto, arranhando a nuca dele, enquanto ele abria um pouco da perna da mesma, colocando a sua no meio das dela, roçando sua coxa em sua parte íntima, enquanto apertava sua bunda, fazendo a loira gemer pelo contato próximo ao ouvido dele.

Ele rosnou ao escutar o som, inebriado de prazer que aquela mulher o causava, era por isso que odiava gregos e seus encantos e Ino era uma descendente de gregos, a perfeição em pessoa.

Sem se controlar, ele a pegou pela cintura e a colocou em cima da bancada, fazendo um barulho das nádegas dela contra o inox, beijando-a e abrindo os primeiros botões de sua camisa com ferocidade, para roçar os bicos do peito dela em seu peitoral, o qual Ino fez questão de ficar bastante próxima, arranhou as costas dele, cravando suas unhas ali e fazendo-o gemer.

Foi subindo lentamente e voltando para a nuca dele e logo após explorando o peitoral dele, enquanto era abraçada por aqueles braços musculosos, ela suspirou de desejo.

Odiava aquela sensação que só Kiba conseguia causar nela.

O beijo estava selvagem, Ino começou a arranhar o maxilar levemente dele, enquanto aproximava sua intimidade da dele.

O Inuzuka mordeu o lábio inferior, estava com muito tesão no momento, passou o dedo levemente pelo clitóris dela, estimulando-a enquanto a torturava, ela fechou os olhos na mesma hora, ficando com a respiração curta, meneou a cabeça para trás e ele explorou o pescoço da mesma, beijando-o e mordendo-o.

Logo foi aumentando a velocidade, estava amando explorar cada parte do corpo dela, ela começou a rebolar no dedo dele e logo ele foi descendo e penetrando um dedo nela, enquanto a beijava.

Ele mordiscou o lóbulo da orelha dela e foi fazendo uma trilha, desceu aos beijos pelo pescoço, seios, barriga, parou na virilha, segurando-a pelo quadril e se ajoelhou, apoiando as duas pernas dela em seus ombros, uma em cada lado, puxando-a para mais perto, foi beijando a região de suas coxas e olhou para ela, enquanto ela segurava seu cabelo.

Ele passou a língua pelo clitóris dela, fazendo-a arfar e desejar por mais, logo começou a lamber a região, percorrendo a extensão total de sua parte íntima e a cada lambida que era dada, Ino gemia, foi mordiscando devagarzinho os grandes lábios, chupando a região do clitóris e logo desceu a língua para o orifício vaginal, umedecendo-a lá dentro e a Yamanaka bateu a mão na bancada ao sentir o prazer que lhe era proporcionado e segurou com a outra mão o cabelo macio do homem em um ato involuntário, tombou a cabeça para trás, com os olhos fechados e mordendo o lábio inferior.

Ela elevou o quadril, aprofundando o toque e logo ele voltou a estimular o seu clitóris, começou a rebolar ao sentir que estava próximo a gozar e Kiba assistia a cena, logo enfiou dois dedos nela, penetrando-a enquanto a chupava com vontade.

Ele foi aumentando a velocidade, enquanto Ino arfava e gemia sem parar, as lágrimas foram brotando nos olhos dela de prazer, o orgasmo já estava próximo e Kiba já estava percebendo, logo o líquido começou a escorrer e ele foi descendo para lambê-lo totalmente, deliciando-se com o sabor dela.

Ino ficou com a respiração curta e rápida, as pernas estavam trêmulas e sem força, havia sido insano.

Agora o Inuzuka havia segurado-a pelo tronco e a deitado na bancada extensa, indo para cima dela, ele arrancou a camisa do corpo da mesma, arrancando os botões e jogou o pano no chão, em qualquer lugar.

Ino apreciou perfeitamente aquele corpo escultural, só queria arranhar suas costas e enterrar seu rosto naquele pescoço.

Ele passou o dedo pela barriga dela, fazendo-a arquear, segurou sua cintura com as duas mãos e voltou a beijá-la, enquanto a mesma passava a mão pelo maxilar e maçã do rosto dele.

Ela foi se erguendo, fazendo-o ficar de joelhos e logo ela abriu o botão da calça dele e o zíper, fazendo menção de tirá-la e Kiba sorriu de canto, a ajudando a tirar a peça de roupa que empatava os dois de se sentirem.

Logo subiu no colo dele e começou a rebolar lentamente, sentindo o contato do pau dele em sua parte íntima, a sensação quente e o desejo de ser penetrada por ele já era grande.

Ela segurou nos ombros dele, subindo e descendo, sem penetrar e ele a segurou pelo tronco, abaixando-a um pouco, rosnou e começou a se posicionar para penetrá-la.

Ino arfou enquanto o membro dele a invadia, ele estava amando sentir aquela região quente e tão acolhedora, a loira começou a subir e descer, enquanto mexia o quadril, o movimento era lento e sensual, isso estava enlouquecendo o moreno.

— Não seja um selvagem, Kiba — disse, olhando-o por cima, com certa superioridade e ele apenas olhou para baixo, com um sorriso de canto, voltando a olhá-la, enquanto mordia o lábio inferior, beijando-a logo após.

Ela segurou o rosto dele com as mãos, enquanto quicava com sua velocidade.

Logo após ele a segurou pelas nádegas, ajudando-a no movimento de sobe e desce, ela o abraçou fortemente, enquanto gemia alto, o ambiente estava contaminado com os sons de prazer que vinha dos dois.

Ino cravou as unhas nas costas dele, arranhando, deixando suas marcas no corpo do seu amado presidente.

Kiba a carregou na posição que estavam e foi levando-a para a cama, deitou-a lentamente, enquanto ela o abraçava com as pernas, para aproximar seu membro íntimo do dela, querendo senti-lo cada vez mais, havia odiado ter parado o movimento de antes.

Ele começou a estocá-la devagar e foi aumentando a velocidade, enquanto havia enterrado seu rosto no pescoço dela, escutando-a gemer.

Ki...ba… — chamou no calor do momento, explorando toda as costas dele.

— Fica de quatro pra mim, Ino — disse e ele viu o brilho no olhar dela, a mesma ficou de joelhos, beijando-o e foi virando lentamente, rebolando em cima do pau dele, Kiba gemeu, segurando com força o quadril dela.

Logo a mesma ficou de quatro, com o bumbum empinado, apoiou-se em suas mãos, arqueando o tronco, ele foi arranhando as costas dela a medida que ela ia sendo abaixada e na mesma hora Ino levantou a cabeça, jogando o cabelo para trás, olhou para ele.

O Inuzuka segurou seu membro e começou a passar pela entrada dela, fazendo-a gemer.

— Vai logo, Kiba — disse com uma voz autoritária que divertiu o moreno.

Ele voltou a penetrá-la, enquanto segurava suas nádegas com desejo, dando tapas altos e fortes após e Ino estava adorando, depois ele enterrou sua mão nos fios loiros dela e puxou-o lentamente, fazendo-a ficar mais arqueada.

O movimento era mais rápido e a penetração mais profunda, causando mais prazer no momento, Ino também ajudava no movimento e no rebolado, os dois sentiram que já iriam gozar e a Yamanaka sentou-se, empurrando o moreno para se deitar e foi par cima dele, quicando.

Queria vê-lo por baixo, a expressão de desejo que ele tinha.

O mesmo começou a segurá-la pelo quadril, apertando a região, outrora voltando para as nádegas e dando tapas ali, enquanto ela estava com a cabeça para cima, mexendo em seus seios.

A velocidade estava cada vez mais rápida, os gemidos estavam sendo mais alto e logo ele derrubou-a, indo por cima dela, voltando para a posição mamãe e papai, enterrou seu rosto no pescoço dela, enquanto metia com velocidade.

Ela voltou a arranhar as costas dele e mordeu o ombro dele ao sentir que teria outro orgasmo, ele não diminuiu a velocidade e continuou constante.

Logo os dois gozaram juntos, tendo uma explosão de sentimentos, Kiba debruçou-se sobre o corpo dela, respirando profundamente para tentar voltar com a respiração regular e Ino a mesma coisa.

— Tem como não ser apaixonado por você, loira? — perguntou, beijando-lhe o pescoço e encarando aqueles olhos tão lindos.

— Olha, eu também acho que é impossível — respondeu e ele revirou os olhos, rindo. — Talvez eu também seja — disse e beijou-o, um beijo calmo, sereno e terno.

Kiba saiu de cima dela e deitou-se ao seu lado, enquanto ela virou-se para apoiar sua cabeça e o braço no peitoral dela, na mesma hora ele começou a fazer carinho no cabelo da mesma.

— Você ainda quer, Ino? — ele perguntou, olhando para o teto rochoso que agora estava brilhando em tons roxos e azuis.

— O quê? — questionou, franzindo o cenho.

— Ser a minha primeira-dama?

A Yamanaka ficou chocada, não estava esperando que ele realmente se lembrasse da promessa de que ela seria a primeira-dama.

— Você não esqueceu… — ela disse.

— Como eu poderia? — rebateu e olhou para ela. — Você quer?

— Teria como eu negar isso? — retrucou sorrindo e beijou-o.

☾ ��☽


Kiba chegou com óculos escuros em Kiriut, estava dirigindo, enquanto Ino estava ao seu lado, segurando sua mão que estava livre, o Inuzuka havia marcado uma reunião com o conselho inteiro e precisava reorganizar algumas coisas.

Assim que chegaram, estacionaram o carro e desceram.

Ino estava com um vestido colado e decotado preto e uma luva curta da mesma cor, seu salto tinha detalhes dourados e usava o colar de primeira-dama, além de ter em sua pele a tatuagem com o símbolo da família de Kiba e a marca da promessa que apenas as mulheres dos Presidentes e Reis tinham, a promessa de que amaria apenas aquele homem para o resto de sua vida, seu cabelo estava solto e partido para o lado, seus lábios estavam marcados pelo batom vermelho e os óculos escuros.

Kiba estava com seu paletó novinho, combinando com sua primeira-dama, a qual havia aberto seus olhos pela primeira vez para enxergar a verdade de como estava o planeta em que comandava.

O braço dela estava entrelaçado no dele e chegaram desfilando juntos.

Entraram na mansão branca e foram direto para a sala de reunião, todos que estavam sentados pareciam sorridentes, como se tudo estivesse bem.

— Yauh, Presidente! — disseram todos.

Kiba olhou para Ino que assentiu e ficou ao seu lado ao ficarem no centro da mesa.

— Acho que vocês sabem o por que eu estou aqui, né? — perguntou, batendo as duas mãos com raiva na mesa.

As pessoas do conselho pareciam assustadas e Ino segurou um riso.

Ele ligou o holograma, mostrando a situação de cada cidade que não estava sendo cuidada de verdade e deixou ligado.

— Preciso explicar alguma coisa? — tornou a perguntar. — Eu acho que já está bem claro o porque marquei essa reunião, e, não quero saber de argumentos ou desculpazinhas, vocês quiseram mentir para mim e me enganar e se não fosse por Ino — Olhou para a mulher de forma apaixonada. — Ainda estaria cego.

— Ora, você acreditou nessa mulherzinha fingida nobre que mal conhece nossa economia? Com um pai que ela teve? — Hayate se pronunciou.

— Cuidado com o que você fala para a primeira-dama ou você pode se dar muito mal — ele avisou e Hayate engoliu em seco.

— Primeira-dama? — perguntaram assustados.

— Aliás, Hayate, você já perdeu seu cargo, você será substituído por… — Engoliu em seco antes de falar e olhou para Ino, respirando fundo. — Neji — finalizou com desprezo na voz e logo o homem de olhos perolados entrou na sala.

— O quê? Por um rakkudo³? — questionou irritado.

— Sim, por um rakkudo — respondeu e um robô entrou para tirá-lo da sala.

Kiba começou a chamar um por um que não estava cuidando realmente da cidade que lhe foi designada e trocando por novos, reorganizando novamente o conselho.

— Quero receber relatório todo final do mês e quero ver progressos — avisou de forma ameaçadora. — Se alguém acha que não consegue manter a promessa, saia — disse, mas ninguém se levantou. — Ótimo, finalizamos aqui nossa reunião, sejam bem-vindos aos novos participantes do conselho, conto com vocês para restaurarem Yutt e outras cidades.

Ele olhou para Ino e olhou para Neji que olhava para eles surpreso, o Presidente ofereceu a mão para sua primeira-dama que aceitou.

— Vamos? — ele perguntou e ela assentiu, saíram da sala e pegaram o elevador.

Ela empurrou-o na parede do elevador e começou a beijá-lo de forma provocante.

— Sabia que você fica muito sexy quando está sério? — perguntou, passando a mão pelo seu membro e ele sorriu.

— Não mais que você com esse vestido — respondeu, apertando sua bunda com vontade, beijando-a.

A porta se abriu e ela afastou-se, provocando-o, ele a puxou pela cintura e abraçou-a, andaram até a suíte presidencial e a primeira coisa que Ino fez foi ir até a varanda, aonde o via várias vezes quando estava de Robin Hood.

Ele aproveitou que ela estava de costas e a abraçou, vendo a dupla lua que estava no céu, AKB 0010 era de perto o planeta que tinha o céu mais lindo para se ver.

As estrelas brilhavam, ele depositou um beijo na bochecha dela e ela virou-se, envolvendo o pescoço dele com seus braços e deu um sorriso.

— Acho que não vai ser tão ruim assim ser sua primeira-dama — comentou e ele passou a mão pela tatuagem dela.

— Tarde demais, mesmo que não quisesse, você foi marcada e eu também — brincou e a beijou, começou a encará-la de forma apaixonada.

— Eu te amo, meu Presidente — disse.

— Eu também amo você, minha primeira-dama — retrucou, beijando-a.

Ali era o início de outras histórias que ainda viriam, muitos casos não resolvidos, mentiras escondidas e problemas que estavam por vir que só poderiam ser contado em histórias de outras pessoas.

E, nessas histórias, nosso Presidente e nossa Primeira-dama ainda estariam juntos.

14 de Marzo de 2018 a las 06:48 0 Reporte Insertar 1
Fin

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Escritora Teylla Alô, alô, graças a Deus, aqui quem vós fala é a Titia Tey, uma louca, uma feiticeira, sou demais, brincadeira hahaha Crackshippeira totalmente louca SasuSaku ☂ GaaHina ☂ NaruHina ☂ ShikaTema ☂ NejiTen ☂ DeiTen ☂ NejiIno ☂ SaiIno ☂ KibaIno ☂ SaiTen ☂ MadaMei ☂ MadaTsu

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