Rooosevelt: A história do Conde Mackenzie Seguir historia

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(Inglaterra, 1528.) Roosevelt é um rapaz estudioso, calmo e gentil. Filho primogênito do consagrado Conde Escocês Ryan R. Mackenzie, Roosevelt cresceu repleto de responsabilidades, e uma vida monótona, até seu pai falecer. Jovem demais e sem credibilidade perante a sociedade inglesa, Roosevelt é aprisionado em um casamento arranjado e às pressas com a disputadíssima filha do Duque William Collins. Alana Collins aparenta ser o sonho de todo jovem; educada, atenciosa, elegante e habilidosa. No entanto, longe dos olhos atentos da sociedade, Alana é repulsiva, amarga e mesquinha. Destilando um ódio sem proporções por seu novo marido, Alana enlouquece Roosevelt, cada dia mais e mais.


Romance Todo público.

##TrianguloAmoroso ##Violência #Forçado #Drama ##Romance
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Prólogo

Londres, Inglaterra, 1528.

No período de 1485 à 1551 a soberana Inglaterra dobrou seus joelhos ao surto epidêmico que devastou suas cidades, deixando cerca de 3 milhões de pessoas entre a vida e a morte. Pior que a peste negra, a Sudor Anglicus ou Doença do Suor, como era popularmente chamada, era uma patologia cruel que não fazia distinção entre sexo, idade ou mesmo classe social, apoderando-se desde os mais pobres aos mais afortunados. De causa misteriosa e assemelhante a qualquer doença conhecida, era o verdadeiro pressagio da morte. Foi em 1528, no entanto, que o surto chegou ao seu verdadeiro ápice, se espalhando pela Europa, e fazendo o maior numero de vítimas em um curto período de tempo.

Naquele verão ameno, quando a doença retornou pela terceira vez os cidadães Londrinos se trancafiaram em suas casas, dominados pelo medo. Poucos se arriscavam a caminhar pelas ruas. Os tradicionais encontros para o chá se tornaram menos frequentes, e até mesmo as confraternizações nas igrejas aos domingos foram canceladas.

A Condessa Evelyn Mackenzie era conhecia por sua bondade e educação, sempre cautelosa e amorosa quando o assunto era a segurança da família, havia proibido seus dois filhos Roosevelt e Carlisle, e seus funcionários de deixarem as dependências da mansão. Montando um estoque de providências para os próximos seis meses, a despensa mais se parecia com uma de guerra. Outras casas montaram estratégias semelhantes, optando pelo confinamento. Valia de tudo para evitar a perda de seus entes queridos.

Roosevelt Mackenzie achava que nada disso estava sendo muito eficiente, pois as pessoas continuavam a morrer.

O sol se escondia dentre as nuvens e o véu da noite estava quase caindo quando a carruagem do Conde Ryan Mackenzie adentrou os portões. Seu pai havia viajado para Escócia antes do terceiro surto da doença eclodir à negócios e, assim que soube que a saúde de sua família estava ameaçada ele retornou, mesmo sob os protestos de sua esposa, Evelyn. Não queria arriscar de estar longe caso um de seus filhos precisasse dele.

Ele não sabia, mas foi justamente seu ato de preocupação e amor que o condenou.

Roosevelt folheava um livro próximo à janela de seu quarto, aproveitando-se dos últimos momentos de claridade, quando percebeu o característico barulho do trotar dos cavalos. Ele esticou o pescoço e viu sua mãe segurar o vestido e descer correndo os degraus que levavam ao jardim. Ryan desceu da carruagem e sorriu para sua amada, um sorriso fraco e triste que mal lhe atingia os olhos. Ela fez menção de abraçar seu marido, mas ele a afastou, tossindo e suando. Era a maldita doença atacando outra vez.

Evelyn escondeu o rosto com as mãos e Roosevelt soube que em menos de vinte e quatro horas seu pai seria apenas mais um cadáver frio dentre os tantos que Londres enterrara.

O médico da família havia sido chamando e examinado o Conde dos pés a cabeça, entretanto pouco havia a ser feito. Ryan o dispensou agradecendo aos serviços e apreciou sua linda família em volta a sua cama, feliz por poder vê-los uma ultima vez.

Fitou sua esposa tentando se manter forte perante os filhos, queria tocar-lhe a face vermelha e dizer que tudo ia ficar bem, no entanto tinha medo de contagiá-la. Voltou seus olhos para seu filho mais novo, Carlisle, chorando de rosto virado. Sempre tão teimoso e enérgico, era de se esperar que recusasse que seu pai morresse desta forma. E então por último encarou seu filho mais velho, lembrando do dia em que ele nascera, lembrando o modo belo como os olhos cor de mel encontraram os seus ao se abrirem pela primeira vez. Calmo e bondoso, ele era o que mais lhe lembrava sua amada Evelyn.

Ryan suspirou, não sabia como explicar a seu filho o que tinha feito, contanto precisava falar antes que não pudesse mais.

- Roosevelt, venha aqui.

Ele obedeceu, sentando-se na beira da cama. Era tão obediente, inteligente e forte! Ryan tinha esperanças que ele fosse se sair bem.

- Não tão perto garoto, se não sua mãe me mata. - Ryan sorriu, disfarçando a vontade de abraçá-lo e tristeza em sua garganta. - Creio que chegou a hora de você assumir meu lugar na família, e o título de conde. Os bens e os negócios da família estarão em suas mãos agora. Queria que fosse um pouco mais tarde, no entanto amparado pela razão, sei que não vou passar desta noite, então... - Roosevelt abriu a boca, mas seu pai o impediu de falar. - É uma grande responsabilidade para alguém e dezoito anos, espero que seja prudente, tenho muita fé em você. É também um grande desafio e um grande perigo. Tentarão te ludibriar, e roubar. Um conde da sua idade não tem muita credibilidade em nosso meio...

Roosevelt estremeceu por dentro, mas tentou não demonstrar a insegurança que o assolava naquele instante. Sentia os olhos de Carlisle e os sua mãe sob si.

- Entendi, não se preocupe pai. - Respondeu de forma firme.

- Foi pensando de forma... prática que o Duque Collin e eu estabelecemos um acordo antes de minha viagem; Combinamos que se caso um de nós viesse a falecer pela doença, você e a filha dele se casariam. Como meu ultimo desejo quero que cumpra o que eu prometi. - Ryan viu o sangue se esvair do rosto do filho. - Acredite filho, uma esposa lhe fará ser visto com outros olhos. - Ryan tossiu e sentiu seu pulmão arder. - Eu não faria isso se não fosse necessário...

- Alana Collin? - Carlisle indagou alto, fazendo o pai voltar a atenção para si. - Aquela ruiva que vinha aqui frequentemente?

- Sim, sim, esta mesmo, a segunda mais velha.

- Por que não a primeira mais velha, não seria mais adequado? - Questionou Roosevelt tentando se distrair. Para ele tanto fazia uma como a outra, não conhecia nenhuma delas. - Soube que Ana Collin tem minha idade.

- Ela morreu semana passada, por essa doença infernal. - A condessa Evelyn respondeu repleta de raiva, falando algo pela primeira vez. Ela se voltou para o marido com os olhos inchados e suplicantes. - Ryan, por favor poupe suas palavras e descanse um pouco. Quem sabe não acontece um milagre...

- Ah Evelyn meu amor, queria possuir sua fé...

Evelyn puxou Roosevelt, mas Ryan o segurou pelo braço, se assegurando de tocar-lhe somente o tecido. Não sabia como aquela doença maldita era transmitida, não podia arriscar transmiti-la a seu sucessor. Seu filho mais novo tinha somente quatorze anos.

- Prometa-me, Roosevelt. Preciso ficar ir sabendo que vocês ficarão bem..

- Tudo bem pai, se achas que é importante e é de seu desejo, me casarei com esta moça. Eu prometo. - Roosevelt suspirou contendo um soluço. - Se me der licença meu pai, irei deixá-los a sós.

Roosevelt se levantou e chegou mais perto de seu pai, permitindo que ele lhe olhasse uma ultima vez. Carlisle fez o mesmo, enxugando as insistentes lágrimas que temiam em correr por sua face.

- Eu amo vocês dois. Cuidem um do outro, e de sua mãe.

Assim que os meninos deixaram o aposento, Evelyn se jogou nos braços do marido soluçando e sentindo o corpo dele ardendo pela febre. Ryan virou o rosto para o lado tentando afastá-la, contudo não resistiu ao impulso de afagar-lhe os cabelos e sentir seu perfume. Queria carregar o cheiro da mulher com quem tivera uma vida feliz e plena pelo resto da eternidade.

- Vai ficar doente Evelyn! - Repreendeu-a em um tom de voz afetado, ao mesmo tempo que puxando-a mais próxima de si.

- Não importa. - Ouviu sua esposa soluçar alto. - Não quero viver sem você.. Eu te amo, Ryan.

- Também te amo muito, minha Condessa dos olhos de mel. Sou imensamente grato por todos anos de paz e felicidade que vivi ao seu lado, pelos lindo filhos que me deste, e irei levá-la comigo em pensamento para onde eu for. Mas Carlisle é uma criança ainda evelyn, precisa da mãe ao seu lado. Principalmente ele que tem um jeito meio... - Ryan não conseguiu achar uma palavra que definisse adequadamente a personalidade de seu filho. Ele soltou um suspiro cansado. - Ah, fico tão preocupado com ele, Evelyn. Roosevelt está bem encaminhado, mas Carlisle... Tem que cuidar dele, cuide do nosso filho, meu amor.

Evelyn assentiu, contudo não se moveu. Ela permaneceu deitada em silêncio nos calor de seus braços durante o adento da madrugada, até que antes dos primeiros raios solares o coração do conde enfim se rendeu e parou de bater.


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Olá gente! Estou começando mais uma história, e estou bem entusiasmada, mas gostaria de opiniões sinceras. Me contem o que acharam do capítulo, se devo continuar ou não! Estarei aguardando para escrever os próximos. Beijão!

11 de Marzo de 2018 a las 00:31 3 Reporte Insertar 2
Continuará… Nuevo capítulo Cada 30 días.

Conoce al autor

YMM Zaidan Olá pessoal! Bem vindos <3 Estarei postando aqui algumas de minhas histórias, espero que gostem. Os dias de postagem: O Inferno de Richard - Prelúdio das Sombras : Todo Domingo (Status: Em andamento, ainda estou escrevendo) Uma Estranha no Meu Quarto : Toda segunda-Feira (Status: Está concluída, as postagens serão certas) Qualquer coisa fiquem a vontade para entrar em contato comigo, seja para falar dos meus livros, oferecer criticas ou mesmo me fazer indicações de leitura. Beijão!!

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Megan W. Logan Megan W. Logan
Adorei a história, muito interessante, gostei muito da trama e da ideia, por favor, continue! Estou ansiosa para ler a continuação! Beijos!
15 de Mayo de 2018 a las 20:30
Gin Les Gin Les
Oi, claro que você deve continuar, é uma excelente história. Espero continuar a ler mais dela em breve. Saudaçoes do Mexico
14 de Marzo de 2018 a las 16:37
Maria Carvalho Maria Carvalho
Gostei muito. Continua
10 de Marzo de 2018 a las 23:07
~