Insônia Seguir historia

luccy_ Swaturn

Porque estrelas faziam Nami se lembrar de sua terra natal, porém nenhuma delas possuía o mesmo brilho do sorriso de seu capitão.


Fanfiction Todo público.

#Fluffy #One piece #Lunami #Nami/Luffy
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Único;

As crises de insônia estavam assolando as noites de Nami há mais de 4 dias, passar a noite toda acordada já não era mais novidade para si, e sim sua rotina. Não foi diferente naquele dia: passava-se das quatro e meia da manhã e seus olhos pregados no teto, sem nenhum fechar de pálpebras. Sentia o cansaço se alastrando pelos seus ossos, mas mesmo assim não conseguia adormecer.
Toda a sua situação apenas aumentava sua fadiga, pois simplesmente não havia razão para aquilo estar acontecendo. Chegou na conclusão que insônia era algo extremamente perturbador, Nami tinha certeza.
Robin desta vez, sequer estava ali para fazê-la companhia — A ruiva cogitou que a amiga estivesse sofrendo do mesmo mal, mas logo se lembrou que provavelmente estaria com Zoro em algum lugar da casinha que estavam. Casinha na qual decidiram se alojar por conta dos habitantes da ilha gentilmente ofereceram. Naquela noite, se atracaram por ali e festejaram aos montes, como era de costume. Tudo era sempre animado quando se tratava daquele bando, não havia espaço para morosidade.

Todos estavam exaustos, o que confirmaria a ideia de todos já estarem nos seus aposentos dormindo, coisa que Nami gostaria muito de estar fazendo para se livrar da aflição crescente. Não possuía força de vontade para levantar da cama, mas decidiu por fim ir lá fora espairecer um pouco.

Quando se escorou-se à parede da casa, inspirou todo ar fresco que vinha em si, olhando para o céu estrelado. Não tinha tanta iluminação naquela vila e as luzes dos pequenos postes se apagavam em determinado horário, portanto, o céu estava salpicado de estrelas.

Fazia tempo que não olhava as estrelas, o mesmo tempo em que Bellemere partiu desse mundo. Quando as via em céu tão límpido como aquele, lembrava-se de quando as admirava com Nojiko e Cocoyashi, quando mais jovem, e se perguntava aonde todos aqueles pontos brilhantes no céu a levariam, caso os seguisse. Sempre nutriu um grande fascínio especial pelas estrelas — elas despertavam a parte de si que ainda permanecia em Cocoyashi, em sua família e seu lar, trazendo à tona as mais doces lembranças.

Fechou os olhos por um instante, deixando um pequeno sorriso aparecer em seus lábios. Era um tanto reconfortante se deixar levar por aqueles dias felizes com Bellemere e Nojiko; por agridoce da saudade. Deu um suspiro demorado.

— Nami! — alguém a chamou de forma animada, fazendo-a abrir os olhos pelo susto, a tirando de seus devaneios, a tempo de ver Luffy acenar em sua direção. Sem mais palavras, se sentou ao seu lado e a encarou por alguns instantes, em uma pergunta silenciosa acerca do que estava fazendo acordada.

A navegadora nada disse, ainda imersa no infinito sobre si. Decerto havia um quê de desalento provocado pela saudade de sua terra natal, mas, em paralelo, Luffy estava ao lado.

Naquele momento, não pôde deixar se pensar no quão importante ele era para ela. Luffy a resgatara, concedendo-a uma nova perspectiva de vida. Nami reaprendeu a perseverar e ganhou uma nova motivação para avançar em seu sonho. Não imaginava quando entrou para aquela triupulação deveras incomum, mas possuía uma segunda família agora. Possuía pessoas em quem confiaria e que também confiaria nela — todos unidos sob o mesmo propósito, todos almejando alcançar o que mais desejam e, ao mesmo tempo, fazer seu capitão, o rei daqueles mares.

— Luffy — chamou em tom suave — você gosta de estrelas?

Ele pareceu ponderar por um tempo, direcionando o olhar para o céu que também era universo. Permaneceu um bom tempo daquela forma, os traços cruzados atrás da cabeça e uma brisa sutil bagunçando os cabelos escuros sob o chapéu de palha.

Talvez houvesse um pouco de galáxia naqueles olhos dele, contemplativos, cujo brilho se fazia presente na iminência de questionar algo. Eram momentos raros os quais compartilhavam de tamanha quietude, ainda mais se tratando da personalidade dele ser barulhenta. Nami gostava de tudo o que ela serenidade oferecia.

— São bonitas — Luffy murmurou com um daqueles sorrisos de tirar o fôlego e cujo brilho tinha intensidade maior que a mais bela das constelações. Parecia genuinamente maravilhado — Você gosta muito de olhar para elas, né? Às vezes te vejo fazer isso no Sunny.

Nami sentiu-se um tanto constrangida em saber que ele já havia a pego naquele momento íntimo, mas mesmo assim assentiu.

— Sabia que dá para navegar se orientando pelas estrelas? — Ela comentou, desviando o foco da conversando antes que o aperto no peito ficasse insuportável e ela se visse consumida por aquela dor — As constelações ajudam na orientação.

— Sério?! — ele exclamou tão maravilhado e animado quanto poderia estar, desviando sua atenção para encarar sua navegadora.

Ela sorriu, pensando no quão contagiando era a euforia de Luffy — apesar de irritante quando ele resolvia perturbá-la até que ela o respondesse —, e em como ela admirava essa capacidade de se alegrar pelos mínimos detalhes e transferir tal alegria a outrem.

Eram esses detalhes envolvendo o capitão que Nami mais admirava e fazia questão de guardar consigo; a sensação quando se flagrava envolvida por suas observações a respeito de Luffy era morna, bem-vinda e atenuava a alma.

Gostava de estar com ele. E esperava continuar por quanto tempo fosse permitido, até que sobrassem memórias que lhe arrancariam sorrisos e suspiros em vez de lágrimas e saudade.

— Nami, tudo bem? Você ficou muito quieta, ‘tá doente? — Ele inquiriu após um breve silêncio, e só então ela percebeu que não havia o respondido. Sem aviso prévio, espalmou a mão sobre a testa da navegadora. — Ah, parece que não. Ainda bem, shi shi!

Luffy se pôs rapidamente de pé, espreguiçando os braços antes de se voltar para a ruiva mais uma vez. Com outro sorriso tão característico dele, ofereceu a própria mão a ela, aguardando pacientemente por um retorno.

Nami ficou rubra com a visão daqueles lábios curvados para si e envolveu a mão dele com a sua, secretamente desejando que nada abalasse a força daquele curvar de lábios enquanto se punha de pé.

Ao entrarem na casa, cada um se pôs a ir aos seus devidos aposentos. Naquele momento, tudo o que Nami sentiu foi uma segurança crescente, e se atreveu a transmitir tudo isso em um único sopro:

— Boa noite, Luffy. 

Pelo menos agora, talvez, poderia ter uma boa noite de sono.

10 de Marzo de 2018 a las 21:31 0 Reporte Insertar 2
Fin

Conoce al autor

Swaturn Sorrindo para o caos e abraçando a felicidade. Dona de mim mesma, só entro no jogo se a aposta for alta. Dinheiro? que nada! aqui se fala das coisas da alma.

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