Strangers Seguir historia

raylanny Raylanny Alves

Quando eu acordo sozinho e estou pensando em sua pele, eu lembro do que você me disse. Disse que não somos amantes, somos apenas estranhos. Com a mesma maldita vontade, de ser tocado, de ser amado, de sentir qualquer coisa.



Fanfiction Anime/Manga Sólo para mayores de 18. © 2018 Os personagens não me pertencem, mas o enredo sim.

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Cuento corto
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Capítulo Único

NOTAS: A musica da fanfic é Strangers da Halsey ft. Lauren Jauregui. Recomendo que escutem ♥

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Aquele espetáculo de aparências que tanto me causava desconforto mal havia começado, e apesar de preferir estar em casa assistindo uma série qualquer na Netflix, eu sou obrigado a estar presente por ser um membro da família. Os presentes parabenizavam alegremente os anfitriões da noite que se mantinham simpáticos recebendo os convidados. Todos festejavam, afinal, não era todo dia que o herdeiro do grande império Uchiha celebrava seu noivado com a filha de um dos maiores empresários do Japão, não é mesmo? Para os outros, isso é apenas um belo casal celebrando seu amor, mas, para mim, é um show de sorrisos forçados e beijos sem sentimento. Tudo isso não é para celebrar o amor, mas sim as loucuras feitas em nome do poder.

Desde que cheguei a essa festa, a única coisa que me propus a fazer foi pegar o primeiro copo de conhaque que vi pela frente e me sentar em uma das mesas solitariamente, adiando a todo custo ter que cumprimentar os noivos, mas todos os convidados já haviam lhes desejado felicidades e mesmo contra a minha vontade eu também teria que fazer o mesmo.

Itachi estava exuberante em seu smoking preto de grife, com os cabelos amarrados em um rabo de cavalo baixo como de costume, ele exibia seu melhor sorriso e isso seria a mais bela visão naquele salão se ele não estivesse segurando a mão da garota de cabelos cor de rosa que ostentava um anel de diamantes recém colocado sobre seu dedo anelar. Itachi Uchiha não é o tipo de homem que se apaixona, apesar de ser extremamente possessivo. Ele não é do tipo que demonstra indiferença ao falar com a pessoa com quem se relaciona, e indiferença é a única coisa que ele oferece a sua noiva além de presentes caros. Como eu sei disso? Acho que seja pelo fato de sermos primos e amantes.

Tudo isso começou com a volta de Itachi para o Japão depois de passar cinco anos nos Estados Unidos. Sempre fomos muito apegados desde crianças, mas quando ele voltou muita coisa havia mudado e isso fez a nossa reaproximação se transformar em um caso amoroso. Itachi sempre deixou bem claro que tudo entre nós se resumiria em sexo sem compromisso e no começo, mesmo sem ser nada sério, nós ainda tínhamos uma relação aparentemente normal, mas, depois de assumir publicamente o seu namoro com a Haruno, ele ficou radical demais em relação a nós. Não havia mais beijos, telefonemas ou mensagens, ele não dorme mais na mesma cama que eu e sempre que o dia amanhece eu acordo sozinho, tudo porque ele acha que é íntimo demais para o que somos, então, ele simplesmente aparece quando quer na porta da minha casa, e eu, como sou um idiota totalmente fora de controle, o aceito de braços abertos. Eu sei que ele não sente a minha falta, ele só sente falta do meu corpo totalmente desnudo a sua disposição. Se ele não tivesse me dado um gostinho do paraíso para depois me jogar no inferno, com esse namoro arranjado eu não estaria apaixonado agora nem estaria nessa maldita festa de noivado enchendo a cara por vê-lo com aquela víbora interesseira que o exibe como um troféu e eu nem mesmo tenho o direito de falar algo.

Ele não me beija mais na boca

Porque é mais íntimo do que ele acha que devíamos ser.

Tomei todo o conhaque que havia no meu copo em apenas um gole, sentindo o líquido quente rasgar minha garganta e tomei coragem para cumprir meu papel de bom membro da família. Levantei-me, arrumando o smoking e segui em direção a eles que se despediam de Mikoto.

Assim que percebeu minha presença, Itachi se mostrou indiferente, enquanto Sakura nem se dava ao trabalho de fingir gostar de mim. Ela poderia não saber com certeza sobre nosso caso, mas a troca de farpas entre mim e Itachi em sua presença realmente a fazia desconfiar de algo e isso não me incomodava nem um pouco.

—Então você veio, Shisui. Pensei que estaria na Europa cuidando de negócios. — disse alheio.

— Claro, que primo eu seria se não estivesse aqui para celebrar a sua felicidade Itachi-kun— disse exibindo meu mais belo sorriso falso. — Espero que a união de vocês seja repleta de felicidade e amor.

Ele não me olha mais nos olhos

Com muito medo do que ele vai ver, alguém me abraçando.

—Obrigada, Shisui — falou Sakura tentando ser simpática e falhando miseravelmente.

—Bom, espero que tenham uma noite agradável, a festa está esplêndida e mais uma vez lhes desejo felicidades. Com licença — falei me distanciando e, mesmo estando de costas, podia sentir o olhar cortante de Itachi me seguindo pelo salão.

Procurei outro garçom urgentemente, pegando duas taças de champanhe e bebendo a primeira de uma só vez, na esperança de ficar não tão sóbrio até o jantar que logo começaria. Vaguei pelo salão por mais algum tempo e me encostei sobre uma das muitas pilastras do salão, apenas para observar as pessoas que pareciam não se cansar de falar sobre suas vidas de luxo, envolvidas em sua bolha de riqueza. Itachi havia dito para eu não vir a essa festa e o fato de eu não ter seguido sua ordem o irritou a ponto de fazê-lo me fuzilar todas as vezes que nossos olhos se encontravam, mas não é como se eu pudesse escolher, já que Madara me arrastou para cá.

—Se não parar de encará-lo assim, vai acabar tendo problemas — disse Sasuke, tirando-me de meus pensamentos ao se encostar ao meu lado.

Durante todo o tempo que estou com Itachi, Sasuke foi o único que acabou descobrindo nosso envolvimento. Ele nos flagrou aos beijos no apartamento de Itachi e apesar de ficar surpreso com a descoberta, acabou virando nosso cúmplice e me aconselhando muito sobre seu irmão, principalmente sobre o fato de ele ser uma pessoa que não se prende a ninguém.

—Não é minha culpa se o seu irmão é um idiota, Sasuke — falei tomando mais um longo gole de champanhe.

—Devia parar de responder aos rosnados dele e olhar melhor o que acontece á sua volta. Itachi não é o único homem nesse salão, querido primo— disse, voltando para o meio das pessoas.

Fiquei confuso no início, mas entendi o que ele queria dizer assim que percebi um loiro de cabelos longos e olhos azuis me encarando descaradamente do outro lado do salão. Ele estava encostado a pilastra oposta á minha e portava um sorriso no canto dos lábios. Ficamos nos encarando por alguns segundos e sem perder tempo ele logo atravessou o salão para vir ao meu encontro, parando a apenas alguns centímetros de mim.

—Olá, sou Deidara — disse sorridente — Deidara Namikaze.

—Shisui Uchiha, prazer em conhecê-lo — falei simples.

—O prazer é todo meu — insinuou-se — Você não parece muito contente aqui, porque não saímos para tomar um pouco de ar?

—Não preciso de ar, mas, preciso de mais bebida— sugeri ao perceber que a minha taça estava vazia. — O que acha?

O loiro sorriu satisfeito com a proposta e assim seguimos para o bar. Pedimos nossas respectivas bebidas e nos sentamos em um pequeno sofá próximo dali. Ele me falava sobre como achava esse tipo de evento chato e do seu amor pelas artes plásticas, jogando suas cantadas, vez ou outra, me fazendo rir em meio toda angústia que aquele ambiente me passa. Conversamos desde trabalho até hobbies de fim de semana e certamente o loiro era uma pessoa bem interessante. Eu não ligava nem um pouco para os olhares raivosos de Itachi sobre nós. Aquela altura do campeonato, pouco me importava se ele estava se corroendo por me ver com outro, afinal, na opinião dele nós éramos apenas estranhos com desejos carnais um pelo outro. A culpa de eu estar bebendo com um estranho que nitidamente quer me levar para a cama no final da noite é totalmente dele.

Quando eu acordo sozinho

E estou pensando em sua pele

Eu lembro, eu lembro do que você me disse

Disse que não somos amantes

Somos apenas estranhos.

—Você está bem empenhado em beber hoje. Quem você está tentando esquecer?— falou apontando para Sakura e Itachi me fazendo arregalar os olhos.

—Isso não importa — desconversei.

—Então você não nega — disse arqueando uma das sobrancelhas. — Deixa eu te ajudar com isso.

—Ajudar? Como você pode me ajudar? —Perguntei curioso.

Deidara se levantou, tirou o copo das minhas mãos e sem me dar tempo para pensar juntou nossos lábios em um beijo suave que não durou mais que cinco segundos. O loiro separou nossos lábios e voltou a se sentar enquanto eu permanecia atônito, processando o que acabou de acontecer. Apesar de não ter nada sério com Itachi desde o momento em começamos a nos relacionar, eu não havia beijado ou ido para cama com alguém que não fosse ele. Não faço isso por ele ser extremamente possessivo, mas sim porque eu não consigo pertencer a duas pessoas diferentes e desde o dia que eu me vi apaixonado por ele tudo isso só piorou, pois nenhum outro alguém parecia poder me fazer sentir o que eu sinto quando estou com ele.

—Porque você fez isso? —perguntei, olhando disfarçadamente na direção onde Itachi estava não o encontrando mais lá.

—Porque me deu vontade e porque sua boca estava muito atraente — respondeu descaradamente, dando de ombros.

—Não faça isso aqui — disse em tom de reprovação.

—Então, se não for aqui, eu posso te beijar de novo? — Insinuou-se, mas eu apenas decidi ignorar.

—Está quase na hora de servir o jantar— disse, olhando meu relógio de pulso e logo me levantando — É melhor irmos para os nossos lugares. Foi um prazer conhecê-lo.

—Já disse que o prazer foi todo meu. Até depois, gatinho — despediu-se, me direcionando uma piscadela.

Andei a passos lentos até a grande mesa redonda, onde ficaria toda a família Uchiha e Haruno e me sentei ao lado de Madara. Todos já estavam sentados á mesa, conversando sobre coisas insignificantes, com exceção dos noivos e Sasuke que não demorou a chegar sentando-se ao meu lado.

—Estava se pegando com Naruto por aí e se atrasou Sasuke? —perguntou Madara de forma zombeteira.

—Está querendo que eu revele seus segredos aqui, tio? — rebateu desafiador se referindo ao caso dele com Hashirama.

—Eu só estava brincando, pirralho, não precisa vir com quatro pedras na mão — respondeu adverso.

—Quem você está chamando de pirralho? — perguntou irritado.

—Da para vocês dois calarem a boca, eu estou com dor de cabeça — falei, massageando as têmporas.

—NINGUÉM LIGA, SHISUI — falaram em uníssono, me fazendo suspirar em frustração.

—Aliás, não era você que estava se agarrando com um loiro bonitão há algum tempo atrás, Shisui? Você não é muito diferente do Sasuke, a diferença é que você é pontual — alfinetou Madara.

—Cala a boca, tio, você só não está no mesmo barco que nós porque o Hashirama não veio — rebateu Sasuke.

—Seu pirralho... — falou estreitando os olhos.

—Dá para vocês pararem de brigar na minha festa de noivado?! — disse Itachi, chamando a atenção e fazendo os dois cessaram a discussão.

—Ele que começou Nii-san — respondeu Sasuke, apontando o dedo acusadoramente para Madara.

—Não interessa quem começou, apenas parem — esbravejou se sentando bem a nossa frente ao lado da noiva.

—Desculpe — disseram em uníssono, logo permanecendo calados.

O jantar foi servido, e a maioria apenas comia em silêncio enquanto eu tentava avidamente manter toda a minha atenção no prato de porcelana caríssimo a minha frente. A comida mal passava pela minha garganta por eu ter bebido um pouco demais apesar de parecer não ter sido o suficiente para que eu conseguisse olhá-lo como se nada estivesse acontecendo, mas, eu só preciso aguentar por mais algum tempo e logo vou poder ir pra casa para beber mais e ter uma bela ressaca amanhã.

—Então Sakura, quando você e Itachi pretendem me dar netos? — disse Mebuki chamando a atenção de todos e quase me fazendo engasgar com a pergunta repentina.

—Você está bem Shisui? — Sussurrou Sasuke para que só eu pudesse ouvir.

—Hai — Assenti me recompondo ao perceber Itachi me olhar surpreso devido a minha reação.

—Mãe, nem nos casamos ainda e eu sou muito nova para ter filhos— respondeu voltando a comer.

—Sakura, querida, eu só era dois anos mais velha que você quando engravidei de Itachi, nunca é cedo para ser mãe e eu adoraria ter netinhos — disse Mikoto empolgada.

—Vocês terão netos na hora certa, está bem? —falou a rosada, enquanto Itachi apenas permanecia em silêncio.

Eu achava que já estava no fundo do poço, mas sempre tem um jeito de piorar as coisas afinal. Minha cabeça latejava enquanto as idéias de um filho de Itachi com Sakura rondavam a minha cabeça e isso estava me irritando profundamente. Os garçons serviram a sobremesa e todo o meu corpo vibrava em ansiedade para ir embora logo.

Assim que todos terminaram, foi impossível esconder o meu sorriso de satisfação quando algumas pessoas começaram a se levantar. Permaneci na mesa conversando com Sasuke e Madara sobre coisas banais até que um garçom nos interrompeu.

— Com licença, senhor Shisui, me mandaram lhe entregar isto — disse o garçom, me entregando um pequeno pedaço de papel.

—Ah, obrigado — Agradeci lendo o bilhete em seguida.

Irei embora daqui 30 minutos, se quiser carona estarei te esperando no jardim.

Deidara.

—Hmm, olha só, Sasuke, parece que o loiro quer terminar o que eles começaram mais cedo — falou Madara sorrindo sugestivo para Sasuke.

—Hmm, parece que alguém vai transar hoje — disse sorrindo maliciosamente de volta, caindo na gargalhada com Madara.

—Prefiro quando vocês gastam o tempo de vocês brigando ao invés de encher o meu saco — esbravejei sem paciência.

—Se acalme sobrinho querido, não precisa se exaltar — disse Madara entre gargalhadas — Eu ia lhe oferecer carona de volta já que você veio comigo, mas parece que encontrou uma companhia melhor.

—Muito melhor por sinal — disse Sasuke voltando a cair na gargalhada. — Sem ofensas, tio.

—Eu vou sair daqui antes que eu seja contagiado pela idiotice de vocês — falei me levantando e só assim notando que Itachi estava bem atento a nossa conversa.

—USEM CAMISINHA — gritou Madara, quando eu já estava a certa distância da mesa me fazendo amaldiçoá-lo por todas as pessoas em um raio de 10 km também terem ouvido aquilo, incluindo Itachi.

Sai da grande mansão Uchiha depois de ser parado por vários membros da família que insistiam em perguntar o porquê de eu estar indo embora tão cedo e sentei-me em um dos bancos que ficavam no jardim. Suspirei aliviado por saber que logo estaria em casa, mas, apenas dez minutos haviam se passado desde que recebi o bilhete, o que indicava que o loiro ainda demoraria um pouco para chegar. Pensei na possibilidade de simplesmente chamar um táxi e sair logo dali e fechei os olhos começando a pensar em tudo que estava acontecendo, chegando à conclusão de que apesar de descarado, Deidara é uma pessoa legal, simpática e interessante, não há motivo algum para que eu o dispensasse assim, além de eu realmente precisar estar e pensar em alguém que não seja Itachi Uchiha de agora em diante.

Faltavam poucos minutos para o horário marcado quando o loiro chegou e assim que me viu não pareceu estar nem um pouco surpreso.

—Sabia que você viria — disse convencido.

—Não fique se achando por isso — falei ao revirar os olhos levantando do banco. — Como sabia que eu estava sem carro?

—Sasuke me disse — respondeu simples. — Não fique bravo com ele, eu tive que chantageá-lo por essa informação.

—Então vocês são cúmplices? — Perguntei ao perceber do tudo se encaixar.

—Não exatamente — Sorriu sem jeito —Eu já pedi que o manobrista pegasse o meu carro, podemos ir?

—Já devíamos ter ido — disse, começando a andar, logo sendo seguido por Deidara.

Chegamos à entrada da mansão e o manobrista já nos esperava com a chave da Ferrari em mãos. Entramos no carro e ouvimos um alto som de motor. A Lamborghini preta de Itachi passou por nós em alta velocidade, me deixando preocupado inicialmente, pois ele não é de ficar fora de controle em público, mas logo varri esse pensamento da minha mente. Ele só deve ter se cansado de brincar com sua noiva de mentira e decidiu sair um pouco para relaxar.

Dei o meu endereço para Deidara e passamos o caminho inteiro conversando sobre coisas aleatórias e em menos de 20 minutos já estávamos parados na frente do meu prédio. Antes que eu descesse do carro ou agradecesse pela carona, Deidara me puxou para seus braços me envolvendo um beijo calmo e intenso. Sua boca era macia, e diferente da de Itachi, tinha um gosto cítrico, o que era muito atrativo. Nossos lábios se moviam em perfeita sincronia e em nenhum momento eu pensei em afastá-lo ou recusá-lo, mas logo nos separamos pela falta de ar. Ficamos em silêncio por algum tempo, apenas nos encarando. O loiro exibiu um sorriso galante para mim, mas, apesar de ter gostado, eu não poderia deixá-lo subir, não hoje.

—Deidara... Eu não quero usar você... — suspirei tentando lhe explicar que eu não estava preparado sentimentalmente para aquilo.

—Não precisa explicar nada, eu entendo — falou compreensivo.

—Que bom... — disse sorrindo fraco — Obrigado pela carona.

—Não foi nada. Mas, Eu adorei conhecer você e espero conhecer ainda mais se você deixar, então, por favor, fique com o meu número. — falou pegando um pequeno cartão no porta luvas e me entregando.

—Está bem — assenti pegando o cartão e descendo do carro logo em seguida. — Obrigado mais uma vez.

Deidara deu a partida, logo dobrando a esquina e sumindo do meu campo de visão. Adentrei o prédio, cumprimentando o porteiro que sorria simpaticamente e chamei o elevador que logo abriu suas portas. Encostei-me em uma das paredes espelhadas afrouxando o nó da gravata vagarosamente e tirando-a junto com o blazer. Cheguei ao meu andar e andei despreocupadamente pelo corredor até chegar ao meu apartamento. Coloquei as chaves sobre a mesinha junto ao cartão de Deidara e acendi as luzes, dando de cara com uma cena no mínimo inusitada. Itachi estava sentado despojadamente em uma das poltronas da sala, claramente irritado. Havia sido um grande erro tê-lo dito onde ficava a chave reserva, apesar de que eu nunca imaginaria que ele viesse aqui enquanto eu estivesse fora.

—Ora, ora, não quis deixar o loiro subir, Shisui? — perguntou possesso.

—O que faz aqui, Itachi? — disse passando por ele e começando a subir as escadas.

—O que acha que estava fazendo quando se deixou ser beijado por outro na frente de todas aquelas pessoas? — esbravejou começando a me seguir. — E você ainda teve a capacidade de aceitar uma carona daquele loiro descarado.

— Eu não te devo satisfações da minha vida Itachi, não somos amantes, somos só estranhos e estranhos não dão satisfações um ao outro — disse já sem paciência para toda aquela cena.

Não somos amantes

Somos apenas estranhos

Com a mesma maldita vontade

De ser tocado, de ser amado, de sentir qualquer coisa.

—Você não pode ficar com ele — falou entre dentes me fazendo parar antes de entrar no quarto.

—Não posso? Sabe o que eu não posso?! — disse, me virando para ele ao sentir toda angústia e indignação transbordar em mim. — Eu não posso estar apaixonado por um idiota que me trata como um garoto de programa, que aparece quando quer sem dar a menor satisfação, que me trata como propriedade e vai se casar com uma vadia daqui a um mês só porque é bom para os negócios. É isso que eu não posso Itachi, e adivinha!? EU ESTOU! —gritei sentindo lágrimas se formarem em meus olhos — Apenas vá embora e não volte mais, eu sei que tudo que vai fazer falta para você é o meu corpo e isso você pode substituir. —cuspia as palavras enquanto a lágrimas já desciam sem pudor algum pelo meu rosto. — Você deveria ter acabado com isso a partir do momento em que começou seu relacionamento com a Sakura, mas já que você não teve essa capacidade eu estou tendo. Vá embora!

Itachi se mantinha petrificado á minha frente e sem me importar, eu apenas adentrei o quarto, fechando a porta, não lhe dando tempo de me impedir ou falar alguma coisa.

—Shisui, abra a porta, nós precisamos conversar — dizia batendo incansavelmente na porta.

—Estranhos não conversam, Itachi, eles só transam e eu não quero transar com você — falei me jogando na cama depois de limpar as lágrimas do rosto. — Já disse para ir embora.

—Você não entende, a barreira que eu coloquei entre nós foi para não nos fazer sofrer. — Suspirou parando de bater na porta. —Me deixe explicar.

Ele nunca ouve, diz que é inocente

Ele não me deixa mais ter o controle

Devo ter passado dos limites, devo ter enlouquecido.

—Fale logo o que tem para dizer e volte para a sua noiva, Itachi, sua festa de noivado ainda não acabou e você tem filhos para planejar — falei fechando os olhos numa tentativa falha de ignorá-lo.

—Abra a porta, por favor, não me faça perder a paciência. — esbravejou.

—Não — falei relutante. — Isso é tudo culpa sua, arque com as consequências.

—Se você não abrir essa porta agora, eu vou derrubá-la, entendeu — disse firme.

—Eu sei que não é verdade — disse confiante, mas logo me arrependi por ver a porta sendo colocada abaixo.

Itachi estava furioso. Ele entrou no quarto e sem aviso prévio me puxou bruscamente da cama para seus braços, começando um beijo calmo. Eu estava surpreso com o ato. Há um ano e meio Itachi havia começado seu relacionamento com Sakura e desde então eu não sentia os lábios dele nos meus. Já fazia tanto tempo, mas o gosto doce e viciante de seus lábios ainda eram o mesmo. Havia uma pitada de saudade e nostalgia naquele beijo, o que me fazia lembrar dos primeiros meses da nossa relação. Em um ano e meio muita coisa mudou e tudo era perfeito comparado ao que é agora.

Sua língua pedia passagem, que de início foi negada por mim, mas foi impossível resistir por muito tempo. Ele começou a explorar cada centímetro da minha boca com abstinência enquanto me prendia fortemente entre seus braços com medo de que eu fugisse. O ar se fez necessário e os nossos lábios se separaram relutantemente enquanto tentávamos normalizar nossas respirações.

Sinto falta das manhãs com você deitada na minha cama

Sinto falta das memórias passando em minha cabeça

Sinto falta do pensamento de eu e você para sempre

Mas tudo o que você sente falta é do meu corpo.

—Escute bem, eu nunca imaginei que me apaixonaria por alguém e ficaria totalmente dependente desse sentimento como estou agora. Você sabe que esse casamento é apenas um desejo ambicioso do meu pai que eu teria que cumprir de qualquer jeito, estando com você ou não. —Suspirou enquanto eu apenas me mantinha em silêncio, processando tudo que ele dizia. — Tudo que eu impus a nós foi para que não nos apegassemos ainda mais, foi para evitar sofrimento, para que mesmo casado eu ainda pudesse ter você.

—Você é um idiota, egoísta. É claro que eu me apaixonaria depois de todos aqueles meses maravilhosos, mas você me jogou aos lobos com esse casamento — falei angustiado.

—No começo, a minha intenção era realmente não ter nada sério com você, uma relação sem satisfações ou sentimentos, apenas sexo, mas a partir do momento que eu me apaixonei e percebi que você poderia estar nos braços de outra pessoa quando quisesse, fazia uma parte de mim morrer e eu não tinha esse direito quando eu mesmo estava namorando outra pessoa, então, eu coloquei barreiras entre nós para evitar que esse sentimento aumentasse e no fundo também havia a esperança de que ele sumisse e não me fizesse sofrer.

—Então você se arrepende de ter se apaixonado por mim? — perguntei, sentindo o meu coração falhar uma batida.

— Não, claro que não. Todas as vezes que eu apareci na sua porta não foi porque eu sentia falta só do seu corpo, você não sabe quantas crises de abstinência eu tive ou o quanto era difícil não correr aqui todos os dias só para ouvir a sua voz ou sentir o seu cheiro, ou o quanto doía ter que ir embora antes de você acordar. Você me faz bem. — explicou enquanto uma expressão tristonha preenchia o seu rosto.

—Você não devia ter feito de mim seu amante para depois me transformar em um estranho — falei quase que em um sussurro.

—Desculpe-me por te fazer sofrer, você nunca reclamou da nossa situação e por isso eu achei que estava tudo bem — suspirou em arrependimento.

—Não é como se eu pudesse reclamar, Itachi, nós não temos nada sério — falei melancólico.

—Eu menti e fingi, eu fui um idiota por achar que nos afastar desse jeito me faria te esquecer e mais idiota ainda por não perceber o que você sentia, mas eu não posso perder você — lamentou.

—Talvez você já tenha me perdido, Itachi. — disse tentando sair de seus braços enquanto ele me prendia com mais força.

—Eu sei que não te perdi, ainda não — sussurrou próximo ao meu ouvido, mordendo suavemente o meu pescoço em seguida. — Não importa o que eu tenha que fazer, Shisui, eu não vou te perder.

O aperto de seus braços na minha cintura cedeu e em fração de segundos Itachi me jogou contra a parede colando nossos corpos e voltando a tomar os meus lábios. Instintivamente minhas mãos rodearam seu pescoço aprofundando ainda mais o beijo enquanto minha mente me repreendia por eu estar tão entregue, pois, eu deveria socá-lo até que seu rosto perfeitamente esculpido ficasse irreconhecível por tudo que ele me fez passar.

Itachi tirou o blazer do smoking agilmente e eu o puxei pela gravata juntando nossos lábios novamente, desabotoei seu colete e sua camiseta social sem separar nossas bocas e ele logo se livrou das peças que já haviam se tornado incômodas. Suas mãos começaram a passear pelo meu corpo enquanto sua boca marcava avidamente cada centímetro do meu pescoço e todos os meus pelos se eriçarem como resposta aos seus toques. Meu corpo já clamava para tê-lo dentro de mim o mais rápido possível.

Ele apertou fortemente a minha bunda juntando ainda mais os nossos corpos e friccionou nossas ereções já despertas, me fazendo suspirar em deleite. Tirei a pequena fita que prendia seu cabelo e brinquei brevemente com as pontas dos fios antes de puxá-los com certa força para dar continuidade ao beijo. A boca de Itachi vibrou sobre a minha assim que apertei o seu membro ainda por cima da calça o sentindo totalmente rígido, implorando por atenção. Adentrei sua calça começando uma masturbação lenta e torturante fazendo Itachi gemer baixo sobre o meu ouvido, encostou sua cabeça sobre o meu ombro e apoiando uma das mãos sobre a parede para e suspirou rente ao meu pescoço.

—Você quer mais Tachi? — perguntei aumentando a velocidade da punheta.

—Tsc — resmungou segurando a minha mão e a tirando de dentro de sua calça.

O empurrei na cama fazendo com que se deitasse e sentei sobre seu quadril com uma perna de cada lado de seu corpo, parando para observá-lo e chegando mais uma vez à conclusão de que Itachi era um exímio exemplo de perfeição. Sua boca estava entreaberta puxando o ar com força, os lábios vermelhos e levemente inchados devidos aos beijos, os fios da longa franja já se prendiam a sua face devido ao suor e a excitação que exalava de seu corpo, assim como do meu. Tudo isso o torna ainda mais belo do que ele já é.

Em um movimento rápido Itachi puxou minha camiseta arrebentando todos os botões de uma vez, logo se livrando da peça. Ergueu seu corpo ficando sentado na cama e começou a estimular um de meus mamilos. Ele apertava a ponta em movimentos circulares enquanto sugava o outro com gula me fazendo encravar as unhas fortemente em suas costas gemendo baixo. Suspirei ao sentir seu membro rígido pulsar abaixo de mim e o puxei pela gravata o trazendo para cima e mordente o seu lábio inferior.

—Parece que alguém gosta de gravatas — disse assim que soltei seu lábio com um sorriso malicioso nos lábios.

—Talvez — falei soltando a gravata e começando a rebolar lentamente em seu colo.

— Já pode se livrar da calça. — falou impaciente ao morder o meu queixo e levar suas mãos até minhas nádegas as segurando possessivamente.

—Depois — Disse fazendo uma trilha de beijos até a sua orelha e começando a rebolar mais rápido. — Essa é a minha vingança por tudo que você fez. — Sussurrei cínico.

—Não foi um pedido — rosnou me jogando na cama e prendendo meus braços em cima da minha cabeça com uma de suas mãos. — Mas, pode deixar que eu resolvo isso.

Arrancou a minha calça juntamente com a boxer, libertando meu membro que já doía por estar tão rígido e começou uma masturbação lenta e ritmada enquanto eu o xingava em meio aos gemidos e suspiros de excitação. Itachi se deliciava com as reações que causava no meu corpo continuando a me torturar e eu não suportaria aquilo por muito tempo. Não era eu quem deveria sofrer aquela noite.

—I-Itachi — disse com dificuldade —Pare!

—Eu só quero te recompensar — Falou parando de me masturbar e começando uma trilha de beijos do meu peitoral até a minha virilha.

—Não ache que vai ser assim tão fácil ter o meu perdão — disse sério.

—Sui, eu acabei de me declarar pra você, vamos esquecer essa briga só por hoje — Falou me dando um breve selinho, logo voltando ao que fazia.

—Não é assim que funciona Itachi Uchiha — disse sentindo uma mordida na minha coxa que com certeza ficaria marcada.

Sem se dar ao trabalho de responder Itachi segurou a base do meu membro e lambeu lentamente a glande com o intuito de tirar a minha concentração, obtendo total sucesso. Colocou todo o meu membro na boca e começou a chupá-lo em um ritmo constante sem desviar nem por um segundo seus ônix libidinosos dos meus. Ele era tão bom nisso que nem mesmo se engasgava quando meu membro adentrava sua garganta em movimentos rápidos. Pendi a cabeça para trás gemendo arrastado quando Itachi comprimiu suas bochechas aumentando a pressão sobre o meu membro, o tirando da boca e causando uma melodia obscena com o ato.

Levou dois de seus dedos até a minha boca para que eu os chupasse e assim que eles estavam bem lambuzados os levou até a minha entrada, circundando-a e os introduzindo com cuidado. Esperou até que eu me acostumasse com a invasão e gemi em deleite assim que os movimentos de vai e vem se iniciaram. Não havia dor, apenas prazer e logo o terceiro dedo foi introduzido me preparando para recebê-lo mesmo que não fosse necessário.

—Fica de quatro pra mim, Sui — disse mordiscando minha orelha, saindo de cima de mim e começando a tirar o resto de suas roupas.

Obedeci sem nenhuma objeção, e logo Itachi pegou o pote de lubrificante dentro da gaveta, despejando uma boa quantidade em seu próprio membro e se posicionando atrás de mim, começando a me penetrar lentamente.

—Aahh... — Gemi ao senti-lo todo dentro de mim — Pare de fingir ser cuidadoso, Tachi, não faz o seu perfil e eu quero ser fodido com força.

—Desde quando você é tão masoquista? — Perguntou, arqueando uma das sobrancelhas.

—Desde que você começou a foder a mim e ao meu coração sem dó nem piedade. — Disse o olhando por cima do ombro, começando a rebolar gemendo baixo.

Itachi sorriu sacana agarrando a minha cintura e estocando forte, nos fazendo arfar. Puxou meus cabelos me fazendo empinar ainda mais o quadril e logo as estocadas se intensificarem se tornando rápidas e fortes. O prazer já havia se tornado imensurável. Joguei minha cabeça para trás a pousando sobre seu ombro de Itachi enquanto ele mordia o meu ombro, reprimindo seus gemidos que haviam se tornado audíveis assim como os meus. Itachi mordeu meu pescoço arrancando um pouco de sangue do local ao dar duas estocadas fortes, acertando em cheio meu ponto sensível, me fazendo gemer alto.

—T-Tachi... Aahh... Mais — falei entre gemidos.

Levou uma das mãos até o meu membro o masturbando enquanto espasmos se espalhavam por todo meu corpo, indicando que eu logo gozaria. Itachi acertou minha próstata mais algumas vezes e eu puxei seus cabelos com força ao me desfazer em sua mão, gemendo arrastado em meio ao êxtase do orgasmo.

Sem dar tempo para que eu me recuperasse, Itachi deitou na cama me puxando para cima de si.

—Ainda não acabou — Disse com um sorriso sacana nos lábios.

Enterrou-se dentro de mim juntando nossos lábios para reprimir meu grito pela invasão brusca e cravou suas unhas na minha bunda, dando impulso para que eu começasse a rebolar.

—Me faça gozar como só você sabe— Falou ofegante ao separar nossos lábios.

Apoiei minhas mãos sobre o seu peito começando a rebolar o mais rápido que eu podia e logo o meu membro já estava ereto novamente. Itachi ofegava e gemia abaixo de mim com os olhos fechados em deleite e isso excitava profundamente.

—Sui... Aahh...— gemeu arranhando minhas coxas, deixando uma leve ardência no local.

—Você fica tão sexy gemendo assim, Tachi — falei mordendo seu lábio inferior.

Itachi colocou suas mãos sobre a minha cintura me ajudando a ir mais rápido. Todo o meu interior se contraia envolta de seu membro e não demorou muito para que eu sentisse o líquido de Itachi preencher todo o meu interior enquanto seus gemidos roucos ecoavam pelo quarto. Gozei pouco depois melando nossos abdomens e desabei sobre o corpo de Itachi que saiu dentro de mim com cuidado, depositando um beijo na minha testa e logo me aconchegando sobre o seu peito. Estávamos exausto, nossos corpos suados indicava que precisávamos de um banho, mas diferente das outras vezes, nenhum de nós se levantou para juntar suas roupas apressadamente. Nós apenas ficamos ali, deitados esperando que as nossas respirações se normalizarem. Mas muita coisa ainda precisava ser resolvida.

—Itachi... —suspirei cansado.

—Descanse, tivemos uma noite cheia — disse me puxando mais para si.

—Ainda temos que conversar — falei sério.

—Eu ainda vou estar aqui quando você acordar amanhã, Shisui. —disse fechando os olhos começando a afagar meus cabelos — Nós teremos bastante tempo para conversar.

—Está bem... —Sorri involuntariamente relaxando sobre seu peito.

Itachi logo pegou no sono e eu apenas me mantinha de olhos fechados aproveitando a sensação de tê-lo junto a mim. Provavelmente muita coisa vai mudar a partir de hoje, não será um relacionamento perfeito, mas só de saber que o que eu sinto é recíproco já é o bastante.

—Não somos estranhos, somos apenas amantes — Disse para mim mesmo com um sorriso bobo nos lábios antes de me entregar totalmente ao sono — Aishiteru.

De sentir qualquer coisa (você perdeu).

14 de Marzo de 2018 a las 04:29 3 Reporte Insertar 2
Fin

Conoce al autor

Raylanny Alves Estudante de arquitetura, amante incondicional de Uchihas e fã de Star Wars, com funcionamento a base de Toddynho e música vinte e quatro horas por dia. Tenho 18 anos e me tornei escritora por ter uma imaginação fértil demais e precisar compartilhar isso com o mundo. Bem vindo ao lado Raylannystico da força 🌈

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Marcela Jackson Marcela Jackson
Vim aqui so dizer que esse bb é meu, que eu ja li ela incontáveis vezes e to aqui lendo de novo porque sim. Porque eu posso! <3 Ja disse que amo essa fic? Não?! Hoje provável que não! aaaa eu amo eu amoo muitoo! Tinha que ser dedicada a mim essa maravilha soo eu ja li ela 62 vezes e ainda vou ler mais. Tem um extra me esperando nos 100, Te amo Ray. Minha fic da licença!
17 de Agosto de 2018 a las 10:36
Marcela Jackson Marcela Jackson
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA minha fic.
17 de Agosto de 2018 a las 10:33

~