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Não era como se Yuri e Otabek tivessem planejado ter uma família. Toda a rotina cansativa que os acompanhava junto dos dois filhos havia acontecido de repente, assim como todo o seu relacionamento. Mas talvez fosse esse o seu segredo de sucesso. Talvez fosse essa a melhor parte. >ABO<


Fanfiction Sólo para mayores de 18.

#fanficsotaconda #Otayuri #Yaoi #Romance #Lemon #Family #Mpreg #Omegaverse #Otabek/Yuri #YuriOn Ice
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Together

Essa história surgiu de um jogo de imagens lá no otaconda, espero que gostem.
Avisando que é ABO e Mpreg, então quem não gosta... Não lê. 

Desculpem qualquer erro, não foi revisado, e boa leitura.


Estava exausto.

Mas, finalmente a sexta-feira havia chegado, e com o fim do expediente, a ansiedade de estar logo em casa.

Tudo que precisava era estar perto de Yuri e seus filhos. Bastava um sorriso do pequeno Mikhail para que todo o cansaço acumulado durante a semana se esvaísse.

O pequeno de apenas dois meses tinha ficado a última noite acordado, as cólicas o faziam chorar sem parar, e Yuri se culpava.

Isso porque havia comido Katsudon a alguns dias, seu prato favorito, mas como era feito de porco, seu leite acabara ficando forte demais, fazendo com que o bebê sofresse. Otabek tentava ser o mais prestativo que podia. Cuidava do filho mais velho, Dimitri, enquanto o loiro acalentava o menor.

Podia ver como o ômega estava cansado, e isso fazia que si próprio se sentisse culpado.

Yuri tinha que cuidar dos dois filhos, e da casa. Teve que sair do emprego de professor que tanto adorava, quando teve problemas na gestação de Mikhail. Otabek preocupava-se de que o loiro perdesse a essência que tanto amava. Que a família o sobrecarregasse e o sufocasse ao ponto de não se reconhecer.

Apesar de serem completamente loucos pelos dois filhos, nenhum do dois tinha de fato sido planejado. Quando a gravidez aconteceu, eles apenas se abraçaram e choraram de felicidade, pois sabiam que estando juntos, dariam conta. E quando Dimitri estava para completar três anos, Yuri precisou de antibióticos por causa de uma inflamação na garganta, o que acabou cortando o efeito de seu anticoncepcional, e então tiveram Mikhail. E mais uma vez, eles souberam que tudo ficaria bem, porque tinham um ao outro. Mesmo quando os problemas gestacionais surgiram, e Yuri teve medo de perder o filho.

O problema era que nunca tinham falado sobre aquilo.

Desde que se conheceram as coisas foram intensas demais, tudo aconteceu de forma precoce.

Se conheceram em uma festa, Otabek era o dj, e lá de cima das pick ups se perdeu nos olhos verdes tão fortes, olhos de soldado. Quando deu por si estavam no apartamento do loiro, seu cheiro forte de alfa se intensificava na presença do outro, o que acarretou seu cio. O ato fora tão intenso que o nó de Otabek se formou, e naquele momento, quando estavam atados e beijaram-se com ternura, souberam que se pertenciam.

Dali em diante, nunca mais se separaram. Veio o namoro, e logo estavam morando juntos e dividindo a vida.

Com as coisas correndo tão rapidamente, nunca conversaram sobre o futuro e família, e quando perceberam, já tinham duas crianças a tiracolo.

Otabek não se arrependia de nada. Aquelas crianças eram muito mais do que um dia imaginou ter, eram a razão pela qual acordava todos os dias, e o motivo de seus sorrisos no meio da tarde, quando Yuri lhe enviava uma foto dos pequenos fazendo alguma peripécia.

Entretanto, não sabia como Yuri se sentia com aquela situação. E precisava fazer algo pelo seu ômega. Nessas horas sentia-se estúpido por não tê-lo marcado em uma das centenas de vezes que o loiro pedira. Mas era inseguro. Queria que Yuri estivesse consigo porque o amava, não porque era preso por uma marca.

Tinha saído do supermercado, onde comprou as fraldas e frutas que Yuri pediu por mensagem, e finalmente se encaminhava até em casa.

As luzes do andar de cima estavam apagadas, o que indicava, ou que os pequenos estavam na sala, ou já tinham adormecido. Esperava que a primeira opção, já que queria brincar um pouco com os dois antes de dormirem.

— Cheguei! — anunciou assim que cruzou a porta de entrada.

— Papai! — Dimitri correu em sua direção, pulando em seu colo, agarrando seu quadril com as pequenas perninhas.

— Oi meu amor, como você está?

— Ligado no 220 - Yuri respondeu, pausando o filme que passava na tv, recolhendo o bebê que estava sobre um cobertor ao chão e indo em direção do marido.

— Como Mikhail passou o dia? - perguntou assim que deu um selo casto nos lábios do ômega - A cólica melhorou?

— Eu dei mais uma dose do remédio de manhã, e ele dormiu boa parte do dia, só acordou pra mamar.

— E você Yura? Conseguiu dormir um pouco? - estava genuinamente preocupado. — Você ficou até de madrugada com o Mikhail...

— Eu estou bem! - respondeu se aproximando um pouco e abraçando o alfa, gostava de sentir seu cheiro. Otabek acariciou sua nuca com a mão livre, e Yuri soltou um gemido, estava tenso, podia sentir os nervos atrofiados do seu pescoço. — Dimitri, deixe seu pai tomar um banho e jantar para continuarmos o filme.

Fazendo um biquinho o moreno menor deixou o colo do pai e voltou até a almofada no chão onde estava anteriormente.

Minutos se passaram até que Otabek terminasse seu banho e retornasse até a sala.

Yuri estava sentado sobre uma almofada, Dimitri em seu colo, ao seu lado, Mikhail esperneava sobre um cobertor, querendo atenção. Otabek sentou-se perto do bebê e começou a fazer-lhe carinhos nas perninhas gordinhas, era o carinho preferido do menor.

— Qual o nome do filme? - perguntou dando então, atenção a grande tela a sua frente.

— Rei leão - Dimitri quem respondeu - Com a boca suja de chocolate do croissant que comia.

— De novo! - replicou Yuri, fazendo carinho entre os cabelos do alfa, que fechou os olhos, apreciando.

O filme estava em suas cenas finais, e Otabek agradecia por Yuri e os filhos terem dormido. Não precisava que o vissem chorando. Colocou uma almofada abaixo da cabeça de Yuri, e ajeitou Dimitri em seu colo, antes de pegar o pequeno Mikhail nos braços e seguir até o quarto que ele dividia com o irmão. O pequeno dormia tranquilamente, mesmo Otabek lhe trocando. Aconchegou-o no berço com cuidado, beijando-lhe a testa, e voltou até a sala, repetindo o mesmo processo com Dimitri. Este lhe pediu uma mamadeira, e esperou paciente enquanto Otabek ia até a cozinha e preparava. Ao retornar, antes de entregar o leite ao menor, lhe perguntou se este precisava ir ao banheiro, ao que recebeu um aceno negativo e um levantar de mãozinhas, pedindo pela mamadeira. Otabek riu de seus olhinhos pidões, eram iguais aos de Yuri, ainda que castanhos. Deu o objeto ao pequeno que fechou os olhos enquanto sugava de sua bebida. O alfa foi até o armário, retornando com uma fralda e a colocou no filho mais velho, que não protestou. Estavam em fase de desfralde, mas dormindo Dimitri ainda não sabia se segurar.

Quando finalmente tinha os dois pequenos dormindo tranquilamente, era a vez de cuidar de se gatinho mimado.

Yuri dormia do mesmo jeito que havia o deixado, encolhido, de lado, abraçava uma almofada, os cabelos compridos espalhados por toda parte. Otabek pensava que ele não poderia ser mais perfeito.

Aproximou-se lentamente, virando o de costas, dando selinhos por seu rosto e pescoço.

— Vamos pra cama. — sussurrou recebendo um resmungo — Quer que eu te faça uma massagem? Você ‘tá tenso.

— Eu quero um banho, e quero você. — Yuri sentava-se e abria os olhos.

— O que você quiser senhor Altin.

***

As mãos grandes estavam em sua cintura, apertando a pele pálida, auxiliando nos movimentos de vai e vem que o loiro fazia em seu colo, os lábios percorriam o caminho de seus ombros, dando mordidas leves da clavícula até o pescoço, onde passava a língua levemente por aquela glândula que desprendia o cheiro que tanto amava. Yuri tinha as mãos sobre a borda da banheira, segurando-se como apoio para que pudesse se mover, as pernas rodeavam a cintura de seu alfa, fazendo com que as estocadas fossem ainda mais fundo. Otabek sussurrava palavras de afeto em meio algumas sacanagens, fazendo com que o loiro revirasse os olhos de prazer, notou que ele chegaria ao ápice a qualquer momento. Sentiu seu nó se formar, indicando seu próprio orgasmos. Desceu as mãos da cintura até as nádegas do loiro abrindo as bandas para que o nó entrasse em seu interior sem dificuldade. E então com o atar, sentiu-se derramar-se, Yuri veio logo em seguida, clamando por seu nome.

Ainda estavam atados, Yuri repousava a cabeça no ombro do marido, quase cochilava.

— Você está bem Yura?

— Estou, eu só preciso dormir um pouco e…

— Você está bem sobre a nossa família? — o loiro levantou a cabeça abruptamente, assustado. Que pergunta era aquela? — Quero dizer… Nós nunca falamos sobre filhos, e de repente você não pode mais trabalhar porque tem de estar em casa cuidando deles, eu… Não quero que se sinta sufocado.

— De onde tirou isso Beka?

— Eu não sei… Eu… — suspirou, levando alguns fios loiros que caiam no rosto do ômega para trás de sua orelha — Você está sempre cansado, e não pode fazer nada por você, porque está sempre tendo que fazer algo pelo meninos. Eu não sei como você se sente… E isso me assusta.

— Beka — Yuri levou as duas mãos para a face do moreno, fazendo com que olhasse fundo em seus olhos — Aqueles dois são a melhor parte de mim, e a melhor parte de você, eles são a coisa mais importantes e preciosas que eu tenho, assim como você. Eu me sinto sufocado sim, mas não é pelos motivos que você pensa. Eu me sinto tão cheio de amor, que eu poderia morrer. As vezes eu fico olhando-os enquanto dormem, e me pergunto o que eu fiz de tão bom para merecê-los. O que eu fiz para merecer você? Nós nunca falamos sobre ter uma família, mas eu não poderia ter escolhido algo melhor do que a nossa. E sim, eu estou cansado, estou exausto, e as vezes eu sinto vontade de me trancar no banheiro e chorar. Mas é assim que é ser pai. Porque quando eles me olham com aqueles olhinhos brilhantes, e me pedem colo, tudo vale a pena.

— Eu amo você Yuratcka!

— E eu você Otabek! — Yuri beijou algumas lágrimas silenciosas que desciam do rosto do alfa, sentia que o nó começava a se desfazer dentro de si. — Não tem nada no mundo que eu tenha mais certeza do que o amor que tenho por você e por nossos filhos, então, se você quer sentir o que eu sinto… — Afastou mais os cabelos, deixando que a glândula em seu pescoço ficasse amostra, enquanto desprendia seus feromônios sem o menor pudor — Sabe o que deve fazer.

E sem mais motivos que o impedisse de sentir seu ômega por inteiro, Otabek o marcou, finalmente percebendo que assim como para si próprio, para Yuri aquela família era A Melhor parte.

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Eh isto.
Espero que tenham gostado.
Até apróxima yay

5 de Marzo de 2018 a las 02:30 1 Reporte Insertar 15
Fin

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Mile Honorato Mile Honorato
28 de Noviembre de 2018 a las 19:29
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