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BAEKSOO - Kyungsoo tinha um problema sobre proteções energéticas com defeito, umas notas vermelhas e um garoto chato da sua sala que precisava de ajuda. (fanfic também postada no spirit/wattpad, com os users @baekwing e @yixng-, respectivamente)


Fanfiction No para niños menores de 13. © todos os direitos reservados

#baekhyun #kyungsoo #boyxboy #exo #baeksoo #bruxaria
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Baekhyun tinha um estranho desejo

A primeira vez que Baekhyun colocou os olhos em Kyungsoo, teve a impressão que o garoto podia desaparecer a qualquer momento. Tipo, literalmente; sua presença parecia existir em uma linha tênue e algo nele gritava para que Baekhyun olhasse para outro lugar, como uma proteção natural.


Mas o negócio era que Baekhyun não queria realmente tirar os olhos dele. Achava o mais novo encantador, com olhinhos arregalados, uma boca carnuda e traços fortes; era estranho para um coreano, mas bonito.


Sem falar que o mais velho não podia ignorar os boatos que seguiam aquele tico de gente pra lá e pra cá; de sacrifícios humanos até despachos perto do cemitério, tinha todo um catálogo que fofocas que faziam Kyungsoo ser um serzinho curioso, digno de uma pulguinha atrás da orelha, louca pra saber quais das fofocas eram reais.


Baekhyun, então, jurava de pé junto que o dongsaeng poderia ajudá-lo com seu probleminha e, de quebra, poderia dizer o que era verdade; e não achou que realmente haveria problema em perguntar isso pra ele.


Só que, para Kyungsoo, havia muito problema em ter contato com alguém como Baekhyun. Havia muito problema em ter contato com qualquer pessoa daquela escola.


O baixinho nunca teve muita habilidade com seres humanos. Desde cedo, era alguém reservado, que preferia brincar sozinho e, como explicava aos outros, gostava de conversar com a natureza e com seus seres – o que, claro, era bonitinho até seus seis anos; depois era só estranho e digno de uma ida ou duas até o psicólogo.


Por isso, ele se fechou numa pequena bolha de conforto onde poucas pessoas poderiam entrar, se mantendo invisível e continuando, sem que ninguém soubesse, com suas crenças.


Kyungsoo, meus caros, era wiccano. Um bruxo que usava apenas magia natural e estava de boas com isso, muito bem, obrigado. E não tinha problema nenhum, realmente, não até ele resolver se apaixonar por um estúpido jogador de futebol americano. Um clichê.


Porque Jongin era um otário, daqueles bem escrotos, que não entendia de nada que Kyungsoo fazia e, depois de levar um pé na bunda – porque se apaixonar é show, mas o Do era capricorniano com vênus em sagitário e nunca durava muito num relacionamento – resolveu espalhar um boato que sabia que Kyungsoo não iria conseguir desmentir.


Mas, tá, okay, isso o fez se fechar mais em sua bolha de proteção natural, fim do papo. Ele podia sobreviver à boatos até o ano letivo acabar se o deixassem em paz. Só que Baekhyun – aquele maldito! – tinha que incomodá-lo bem na aula de filosofia, com aquele dedinho que não parava de cutucá-lo, chamando sua atenção.


"O que é?!" perguntou, irritado, arrumando a armação redonda dos óculos sobre a ponte do nariz. Conhecia o mais velho de cabelos vermelhos desde que haviam feito um trabalho de história juntos, mas o contato não passara de uma apresentação rápida e algumas mensagens sobre como estava o desenvolvimento dos cartazes, os quais o Do havia ficado responsável por fazer.


"Preciso da sua ajuda." disse, simplesmente, sorrindo doce como que para conquistá-lo.


"Eu não faço caridade." e virou-se novamente, querendo prestar atenção na professora que falava sobre filósofos famosos, citando os pensamentos de Nietzsche e falando sobre a vida do condenado, por mais que não fosse muito interessante.


"Eu sei coisas sobre você..." quis ameaçar, cutucando-o novamente. Kyungsoo quis rir do bico que se formava nos lábios alheios. O Byun não parecia realmente empolgado para usar aquele truque.


"Me conte sobre uma pessoa nessa escola que não diga saber algo sobre mim, então, Baekhyun."


E o outro garoto se calou, emburrado, sem saber o que responder.



♡♡♡



Mas não era que Kyungsoo não queria ajudar, pelo contrário; gostava de ser gentil com as pessoas no geral, e achava que não custava nada ajudar os outros – menos, claro, quando era alguém da sua escola. Daquele povinho infernal cheio de hormônios Kyungsoo queria apenas distância. E ele teria conseguido continuar vivendo sua vida sem ajudar Baekhyun se não fosse um pequeno probleminha.


Um probleminha chamado notas vermelhas. E ele sabia bem que o de cabelos tão vermelhos quanto seu boletim poderia ajudá-lo. Aquele maldito gênio de exatas do caralho.


Então, não custava nada pedir ajuda, não é? Além da sua dignidade. Coisa que ele já não tinha muito, então não faria muita diferença.


"Baekhyun..." chamou, sem jeito, indo abordá-lo enquanto o outro guardava alguns livros dentro do armário.


O mais velho o olhou de cima a baixo, então, com um maldito sorriso ladino no rosto, como se já soubesse o que Kyungsoo ia pedir. O mandaria ir se danar pelas feições convencidas, mas realmente precisava da sua ajuda, principalmente porque suas piores notas eram em exatas e Kyung definitivamente era um daqueles esteriótipos de humanas, principalmente quando começava a falar sobre chackras.


"Oi, Soo, o que foi? Tem alguma coisa pra pedir?" Baekhyun perguntou, ainda mais convencido. Quando havia lhe dado intimidade de o chamar por apelidos como aquele?


Respira, Kyungsoo, e não bate na cara desse infeliz, pensou, tentando se controlar.


"Cale a boca" resmungou, o que fez o ruivo rir. "Pelo visto você já sabe do meu boletim..."


"... E agora você precisa da minha ajuda pra recuperá-lo antes do fim do ano, certo? Mas eu não faço caridade, e aí?" Kyungsoo bufou pela fala, as bochechas vermelhas de raiva, o que o outro interpretou erroneamente como vergonha, e acabou achando fofo.


"Eu te ajudo com o seu problema e você me ajuda com o meu, pode ser?" disse rude, finalmente, arrumando os óculos em cima do nariz nervosamente. "Assim ninguém faz caridade. Mas eu preciso saber de que tipo de ajuda você precisa, primeiro."


"Pra saber se vale a pena?" o mais velho perguntou, recebendo um aceno. De repente, suas bochechas se tingiram de um vermelho forte, o que Kyungsoo achou engraçado. "É que, você sabe, eu preciso de uma mandinga, feitiço, sei lá, pra conquistar alguém..."


Instantaneamente, Kyungsoo quis rir. Estranho era para si ter uma das pessoas mais bonitas da escola lhe pedindo ajuda para ficar com alguém, quando ele mesmo poderia chegar e jogar um charme.


"O galã da escola não consegue roubar um mísero coração?"

Baekhyun ficou tão sem graça que parecia que queria se fundir com o chão naquele momento.


"Essa pessoa é diferente... Ele não presta muita atenção em mim e eu não posso soltar algumas cantadas tão livremente assim." ah, Kyungsoo pensou, "ele", é um garoto.


"Tudo bem, eu ajudo" pegou um papel qualquer de dentro da mochila, então, anotando seu endereço "Aparece na minha casa pelo fim de semana, leva seus cadernos e uma ou duas velas, e não conta disso pra ninguém."


"Ok, ok" Baekhyun sorriu bonito, quase radiante. "Obrigado, Kyungsoo-ah!"


"Cale a boca, pelo amor da Deusa." revirou os olhos "Também preciso da sua ajuda, de todo jeito."


E saiu rapidamente, a ansiedade lembrando-o que não era de falar tanto. Eu só posso estar louco, falou para si mesmo, pensando em como explicaria que não podia fazer exatamente o que Baekhyun queria.


Se tivesse mais juízo, sequer concordaria com algo que acabaria expondo mais ainda suas preferências pessoais, de todo jeito. Só que Kyungsoo não tinha juízo nenhum e a situação era a prova.



♡♡♡



Se alguém falasse pra Baekhyun que no fim de semana passaria um dia na tão temida casa de Kyungsoo — ou Satansoo, como o haviam apelidado maldosamente — ele riria na cara da pessoa, perguntando depois se ela estava bem. Não, a maioria das pessoas tinha medo de Kyung (incluindo Baekhyun, que também o achava um pouco fofo, mas eram sentimentos conflitantes) e jamais pisariam em sua humilde residência.


Bem, olha onde ele estava agora.


Outra surpresa daquele dia, então, foi notar que a casa de Kyungsoo não era uma espécie de mausoléu mau assombrado, com pinturas em devoção aos pecados capitais e ossos espalhados pelo chão, e que o mais baixo não era uma espécie de Drácula da modernidade. A casa, contrastando totalmente com os pensamentos anteriores, tinha bastante janelas e um óbvio acúmulo de quinquilharias em forma de estátuas bonitinhas com seres de contos de fada, como fadinhas bem modeladas e gnomos nem-um-pouco-assustadores, que o garoto lhe disse que tinham anos de existência, já que sua mãe comprou quando ele ainda era um bebê. E, o que o surpreendeu mais ainda, o quarto de Kyungsoo era ainda mais claro e confortável, com a parede pintada em tons de amarelo e branco, estantes e mais estantes de livros gastos, alguns pôsteres de grupos de kpop e alguns enfeites que pareciam indígenas, com um grande pegador de sonhos enfeitando a janela.


E Kyungsoo em si era ainda mais impressionante. Em casa, ele não tinha tanto assim aquela aura de "se afaste de mim ou morra, mortal",pelo contrário; seu sorriso, ainda que mínimo, era mais fácil, e ele usava roupas soltas e coloridas que o faziam parecer um hipster dos anos 80. Porém, naquele momento, Kyungsoo estava sério, olhando a foto do crush de Baekhyun pelo celular do mais velho, a luz refletindo em seus óculos, numa pose de índio meio estranha e um gato preto — o clichê dos clichês — se acomodando confortavelmente no seu colo.


"Eu preciso te falar uma coisa" o mais novo falou, mordendo o lábio inferior de nervoso. O coração de Baek acelerou sem ele nem perceber.


"O que? Vai dizer que na verdade não tem poder nenhum e não pode me ajudar? Porra, Kyungsoo, eu confiei em você e..." tinha começado a falar rápido demais, mas o outro o atrapalhou.


"Não, eu posso ajudar, mas não tão diretamente, não posso estalar os dedos e fazer ele gostar de você, não funciona assim" entregou-lhe o celular, se levantando (depois de tirar o gato, que ostentava uma coleira prateada com o nome Tyrion brilhando, do colo com a maior calma do mundo) e procurando algum livro no meio de uma das estantes "E saiba que eu estou confiando em você pra mostrar isso, principalmente porque você também vai me ajudar, e caso eu saiba que alguma coisa que você ver ou ouvir daqui saiu desse quarto..." apontou o mindinho ameaçadoramente para o de cabelos ruivos, que bufou.


"Ta bom, mas como assim não pode ajudar diretamente? 'Cê é tipo o Harry Potter do satanismo, não?"


Kyungsoo quis rir, mas se limitou a fazer uma careta, revirando os olhos.


"O quê? Eu sou wiccano, Baekhyun, não satanista. E, na minha religião, não existe a prática de colocar um feitiço em alguém para manipular a pessoa, isso é errado."


"Não seria uma manipulação..." o mais velho comentou, com um bico nos lábios. Sequer parecia ter 18 anos.


"Obrigar alguém a gostar de você assim é manipulação, sinto informar" falou distraidamente, enquanto parecia finalmente achar o que procurava na estante, o que se resumia a um caderninho gasto, com capa de couro sintética, que parecia ter saído de um filme sobre a era medieval. O garoto o abriu com um sorrisinho no rosto, revelando algumas gravuras de planta feitas a mão e uns rabiscos que nem Baekhyun conseguia compreender, por mais que sua própria letra fosse horrível. Na verdade, desconfiou que os rabiscos sequer estavam escritos em coreano, mas sim em um código muito parecido com a língua. "Mas com o que eu vou fazer vai dar certo. Confia em mim.


"Hm, tudo bem." deu de ombros. Se sentia mais confortável do que deveria dentro do quarto daquele ser estranho fazendo cosplay de hipster; como se já o conhecesse de tempos antes. Pra ser bem sincero, sentia-se confortável até com aquele gato rechonchudo, o pequeno Tyrion, se esfregando em sua perna, por mais que não fosse fã de gatos.


E a situação inteira era extremamente incomum.


"Você não se sente mal?" Kyungsoo perguntou do nada, desconfiado, mas ainda encarando o livro em seu colo. Havia sentado mais perto de Baekhyun; caso colocasse a perna mais pro lado, até tinha certeza de que seus joelhos se chocariam, e por algum motivo ficou ansioso por isso.

"Me sentir mal pelo quê?" perguntou, as mãos se cruzando e os dedos se batucando nervosamente.


"Eu afasto as pessoas com uma proteção ao meu redor, então normalmente isso as deixa se sentindo mal perto de mim, mas você até mesmo conseguiu me importunar na aula de filosofia."


Ah, então era isso, Baekhyun pensou, entendendo a sensação que tinha de que Kyungsoo poderia desaparecer a qualquer instante; ou, no caso, de que queria desaparecer.


"Eu sentia que você não era muito sólido sim, no começo era difícil de olhar pra você sem achar que você ia ficar invisível e sumir do nada." admitiu. "Mas agora eu não tenho mais tanto assim essa sensação. Na sua casa ela é menor ainda."


Kyungsoo assentiu, mas seu olhar indicava nervosismo. Ele não parecia achar realmente que aquilo era possível.


"Entendo. Enfim, vamos seguir com o plano. Por duas semanas, você vai ter que vir aqui em casa, tanto pra estudar quanto para fazer alguns pequenos rituais, tudo bem pra você?"


"Se você não vender minha alma pro Demo, tudo bem sim, Soo-ah" e Kyungsoo, mesmo irritado com o apelido, soltou uma risadinha contida.


E Baekhyun não entendeu direito porque o achou completamente adorável naquele momento, mas achou.


Só esperava que tudo valesse a pena, no final das contas.

3 de Marzo de 2018 a las 04:05 0 Reporte Insertar 6
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