You are the one Seguir historia

ariane-munhoz Ariane Munhoz

Uma vez quando Vegeta era pequeno sua mãe havia dito: "Algum dia você vai se apaixonar por alguém". Ele nunca acreditou em suas palavras.


Fanfiction Sólo para mayores de 18. © Não copie

#hetero #Bulma #Vegeta #VeggieBulma #Dragon Ball #DBZ
Cuento corto
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My all and everything

Link da música: https://www.youtube.com/watch?v=xe1HGwZIbsU

Boa leitura!


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You are the only one for me

Year to year, in words and deed
In all this chaos the trace of clarity
You are the only one I see
My first and last, my all and everything
You are the One

Sentenced – You Are the One

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Uma vez, quando Vegeta era pequeno, sua mãe havia lhe dito:

“Algum dia você vai se apaixonar por alguém. E para tornar esse amor eterno, terá filhos. Algum dia, meu pequeno príncipe, você desejará a essa pessoa muito mais do que um planeta ou uma galáxia. Você desejará felicidade. Desejará que esteja sempre ao seu lado.”

Como sua mãe era idiota e ingênua. E por isso agora estava morta.

Como todo o seu planeta.

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Para ele, as coisas eram muito simples. A lei que prevalecia era aquela que dizia que o mais forte sobreviveria e o mais fraco deveria subjugar-se a ele ou morrer lutando.

Vegeta preferia quando eles morriam lutando. Ele gostava dos gritos de agonia, gostava do som das explosões.

Seu coração era puro. A mais pura maldade que poderia existir.

Era dessa forma que ele havia aprendido a sobreviver, depois de ver todo o seu planeta tomado por aquela criatura abominável que era Freeza.

Naquela época, ele achou que seu pai era o homem mais poderoso do Universo.

Ele não poderia estar mais enganado.

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Tudo cheirava a destruição e a terror. As pessoas corriam de um lado para o outro, desesperadas para sobreviverem. Era o que Vegeta imaginava, pois ele não estava lá.

Ele viu algumas pessoas tentarem proteger seu planeta, mas seu pai não estava entre eles. Ele estava morto, derrotado antes disso começar. E seu sangue não era azul como deveria ser o sangue da realeza.

No fim, todos sangravam vermelho. No fim, todos eram carne, músculos e fáscias. E ossos, e pele, e órgãos.

Mas Vegeta não era assim. Quando ele morresse um dia em batalha, ele sangraria azul. Ou simplesmente não sangraria.

Deuses não sangram ou morrem.

E ele certamente se tornaria um deus.

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Ainda assim, ele tinha esperanças de que seu planeta não fosse destruído. As lendas eram verdadeiras, aquelas que seu pai e sua mãe lhe contavam antes que fosse dormir.

Ele chegaria a tempo, ele os salvaria. Ele mataria Freeza.

Ele.

O Lendário Super Saiyajin.

Vegeta esperou por ele assistindo da janela da nave os desfecho da batalha. Ele viu, um a um, os guerreiros caírem em batalha para o poderio de Freeza. E então aquele golpe engolidor-destruidor de sonhos se formar nas mãos do alienígena.

O pequeno príncipe acreditou sinceramente que seu herói apareceria para salvá-lo.

Foi naquele momento que se corrompeu.

E aprendeu que contos de fadas não existem, mas ele era real.

Ele se tornaria um Super Saiyajin, não importava a humilhação pela qual tivesse que passar.

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Ele destruiu centenas de planetas e extirpou milhares de vidas. No começo, Vegeta contava as mortes que causava. Com o tempo, foi ficando tedioso. Não havia mais motivo para contar, os gritos já não lhe causavam o mesmo prazer de antes.

Porque um dia ele morreria.

E tudo isso acabaria.

Um príncipe jamais deveria morrer. Um príncipe deveria viver pela eternidade.

Vegeta deveria ser Deus.

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Um dia ele ouviu falar de uma lenda chamada Shen Long. Era um deus capaz de realizar desejos, qualquer desejo que a pessoa quisesse.

Esse Shen Long ficava aprisionado em sete esferas espalhadas em um planeta. Um planeta chamado Terra.

Vegeta iria para essa tal de Terra onde um saiyajin de baixa categoria chamado Kakaroto havia abatido seu irmão Raditz ao custo de sua própria vida.

Morrendo e sangrando vermelho.

Como os vermes devem fazer.

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Ele seria imortal e derrotaria Freeza. Ele seria imortal e, mesmo que não pudesse derrota-lo, esperaria por sua morte.

Mas Vegeta era orgulhoso demais para isso.

Sendo imortal, ele se tornaria o Lendário Super Saiyajin.

Ele varreria Freeza da face do Universo.

E finalmente ele seria o guerreiro mais poderoso. Ninguém jamais o faria abaixar a cabeça outra vez.

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Ele não entendia como havia perdido para Kakaroto. Ele com certeza era mais forte, mais bem preparado do que ele. Ninguém havia passado por seu sofrimento, por sua humilhação. Como alguém que sequer tinha orgulho de sua raça, que sequer conhecia sua origem, poderia derrota-lo?

Como alguém que não possuía sangue real, que era de classe inferior, poderia ser mais forte que ele?

Como um Saiyajin que abdicou de sua própria cauda poderia vencê-lo?

Vegeta não podia entender.

Por isso iria atrás dele novamente.

Vegeta o mataria. Aquele tal de Son Goku.

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Ele era o Super Saiyajin e não Vegeta. Seus olhos mal podiam acreditar no que viam, em como tudo conspirava contra ele.

Já estava cansado de se perguntar o motivo por Kakaroto ser tão poderoso. Ele não compreendia, não entendia, não queria. Esbravejou, estapeou, gritou, explodiu.

Então ele compreendeu, porque a resposta estava com ele o tempo todo.

A força de Goku vinha de outras pessoas. Não dele.

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Ela era irritante, aquela tal de Bulma lhe perseguindo para todo o lado.

Vegeta não tinha mais nada, nenhum lugar, nem mesmo um planeta para retornar.

Aquilo era para ser algo temporário, ficar naquela Corporação Cápsula. Na verdade, ele ia embora daquele planeta, buscaria força para derrotar Kakaroto quando ele retornasse.

Mas ela não parava de segui-lo e não o deixava partir.

E ele, por algum motivo, não partiu.

Porque, convenceu-se ele, seus treinos seriam mais eficazes com a tecnologia de Bulma.

Mal sabia ele que a verdadeira força ele conquistaria de outra maneira.

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Uma noite ela veio até o quarto onde Vegeta dormia por pura insistência dela. Por ele, ficaria bem na nave, mas na verdade era bom lembrar-se de como era ter conforto novamente depois de tantos anos preso às ordens de Freeza, em missões onde não sabia se voltaria vivo, dormindo em qualquer lugar que pudesse chamar de cama.

Ele não sabia o que ela queria, e sinceramente não dava a mínima.

Ela era só um verme como todos os outros. E só estava ao seu lado, pois ela tinha a chave para encontrar as esferas do dragão. Depois disso, a mataria. Destruiria todo aquele planeta.

“Uma vez você me perguntou de onde vinha a força do Goku, Vegeta.”

Ele olhou na direção dela, e seus olhos se arregalaram ao vê-la se despir tão completamente, livre de toda a vergonha que ele acreditava que uma mulher deveria possuir.

“A força do Goku vem das pessoas que ele deseja proteger e não apenas do que ele quer conquistar. E então, Vegeta, você quer essa força?”

Ele não entendeu naquele momento por que seu coração batia tão forte ou por que seu corpo se movia sozinho em direção a ela.

Não entendeu porque seus lábios encontraram os de Bulma com tanta urgência e necessidade, algo que ele nunca havia sentido por qualquer outra criatura viva até então.

E sem que percebesse, aos poucos a luz dela foi lhe envolvendo e dissipando um pouco de sua escuridão.

Por que ela fazia tudo parecer tão certo ao seu lado?

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Seria só aquela vez, Vegeta tentou se convencer. Não voltaria a acontecer novamente, pois havia sido um erro, um momento de fraqueza porque estava cercado de vermes. Esses vermes tentando a todo o momento influenciar ele, seus pensamentos. Aqueles malditos amigos de Kakaroto que insistiam em aparecer as vezes para saber como ele estava. Seus malditos amigos e seu filho.

Um filho.

Quem havia lhe dito que filhos eram a verdadeira imortalidade?

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Aconteceu de novo, mesmo ele dizendo que não aconteceria. Não uma ou duas vezes, mas todas as noites depois daquela primeira vez.

Ela simplesmente vinha ao seu quarto e lhe dominava. Ela vinha ao seu quarto e o fazia esquecer de quem era, de quais eram seus objetivos, a sua vocação.

As esferas do dragão já haviam recuperado sua carga, então por que ele continuava ali?

X

Aos poucos havia se tornado cômodo. Ter ela sempre ao seu lado, sempre observando seus treinos e melhorando a máquina para que se tornasse mais forte.

Nada parecia mais importante naquele momento.

Até o dia em que ela não apareceu em seu quarto.

E naquele momento, Vegeta se deu conta de que precisava dela, tão intensamente, tão necessariamente que foi até seus aposentos. Um lugar onde nunca havia estado até então.

“Por que você não apareceu hoje? O que está fazendo aí na janela?”

Haviam cigarros apagados no cinzeiro, mas ele sabia que Bulma raramente fumava. Seu olhar estava distante e tudo o que ela vestia era uma camiseta curta demais para lhe cobrir os quadris.

“Lembra quando eu disse sobre a força do Goku?”

Vegeta acenou com a cabeça, acompanhando o percurso da mão de Bulma até seu ventre.

“Está aqui, Vegeta. Eu estou esperando um filho seu.”

Um filho.

Sua própria imortalidade em forma de fofura e dedinhos.

Ele não sabia o que fazer, então fugiu.

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Ele ficou ali por horas encarando as estrelas sem saber de verdade como lidar com a notícia. Não era fácil para alguém orgulhoso como ele aceitar tudo aquilo, o torvelinho de sentimentos que circundava Bulma, sua notícia e aquela criança que estava por vir.

Vegeta não sabia como era ser pai.

Vegeta não sabia como era amar alguém.

“Até que enfim eu achei você. Por que saiu correndo feito louco do quarto?”

Vegeta ergueu os olhos para o céu porque era mais fácil do que encarar ela.

“Não sei.”, confessou.

“Será que é demais para o grandioso Príncipe dos Saiyajins ter um filho comigo?”, Bulma soltou uma gargalhada ao notar o olhar feio de Vegeta e se sentou ao seu lado.

“Nunca planejei isso. Nada disso. Por que faz essas coisas comigo? Sabe que eu poderia mata-la, não sabe? Você e essa criança.”

“Poderia sim. Mas você não matou. Poderia ter matado assim que chegou aqui, sem ninguém para te parar pois Goku está longe, mas você não fez isso. Não fez nada disso e ainda continua aqui, Vegeta.”

É, ele continuava ali.

“Você sabe por que, Vegeta?”

Ele ficou em silêncio.

“Tenho certeza que sabe. E tenho certeza de que quando chegar o momento, você será um bom pai também.”

Ela recostou a cabeça em seu ombro, e Vegeta não a afastou.

“Você não devia ficar aqui fora nesse frio. Pode fazer mal à criança.”

Bulma abriu um sorriso singelo, enlaçando-se ao braço de Vegeta.

“Me leve para dentro então, Príncipe.”

Vegeta a olhou de canto, ignorando o rubor em sua face e a pegou nos braços, voltando com ela para o interior da casa.

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Um dia sua mãe havia lhe dito que se apaixonaria por alguém.

Ela estava certa.

Vegeta a odiava por isso, mas esperava sinceramente que ela pudesse ver seu pequeno pedaço de eternidade. O seu pequeno Trunks.

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N/A:

Esse casal nunca me cativou até uma amiga me convencer o quanto ele era maravilhoso. Vegeta melhor pai, melhor marido nesse anime. Sem mais.

E aí, gostaram? :)

1 de Marzo de 2018 a las 21:02 6 Reporte Insertar 7
Fin

Conoce al autor

Ariane Munhoz Dona de mim, escritora, louca dos pássaros, veterinária e mãe dos Inuzuka. Já ouviram a palavra Shiba hoje?

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Diana  Borges Diana Borges
eu amo muito essa fanfic , obrigada por postar flore beijos
March 01, 2018, 21:01

  • Ariane Munhoz Ariane Munhoz
    Uau, essa foi rápida! Eu nem anunciei, haha. Obrigada pelo comentário, foi o meu primeiro na plataforma! Tô muito feliz! March 01, 2018, 21:04
  • Diana  Borges Diana Borges
    eu sou compulsiva pra ler e conheço essa fic do Spirit , então claro que to muito feliz de ver ela postada aqui March 01, 2018, 21:07
  • Ariane Munhoz Ariane Munhoz
    Conhece do Spirit? Você tem o Link, por acaso March 03, 2018, 19:58
  • Diana  Borges Diana Borges
    sim tenho perfil no spirit, meu perfil antigo foi Banido, todas as minhas fanfics que eu tinha la postei aqui menos Denso, que to pensando em reescrever, meu perfil novo é Diana Borges, meu perfil antigo era Vica Mendes mesmo. March 03, 2018, 20:05
  • Ariane Munhoz Ariane Munhoz
    É que você disse que conhece essa história do Spirit. Ela não foi postada lá por mim. Eu postei ela apenas no Nyah March 03, 2018, 20:15
~