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kokorotsuki Kokoro Tsuki

Para Yuuri Katuki, houveram dois momentos em que o mundo da patinação parou para focar nele. O primeiro foi quando se tornou o primeiro homem trans a ser certificado pelo JSF como patinador masculino. E o segundo foi quando o pentacampeão mundial, Victor Nikiforov, resolveu ser seu técnico. No entanto, após ser derrotado no Grand Prix, e como consequência se separar de Victor sob o pretexto de que o russo sentia falta de competir — coisa que ele não conseguiu negar —, Yuuri voltou ao Japão, mas antes, ele e Victor chegaram aos "finalmentes". E agora, quatro anos depois, um pedaço deles dois cresce, e por uma ironia o destino pode uni-los novamente em nome dele: Yukiteru Katsuki. |Victuuri|


Fanfiction Anime/Manga No para niños menores de 13.

#Otabek/Yuri #Yukiteru #Transgeneridade #Victor/Yuuri ##YurionIce
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Yukiteru

 

ERA um dia frio, extremamente frio, o que era de se estranhar por estraem no meio do outono, tanto que, quando Yuuri acorou, ele chegou a estranhar por estar nevando em pleno outubro. Mas naquele momento, havia algo mais importante para lhe acusar estranhamento, este era o fato de não ter sido acordado por aquelas mãozinhas gordas, e nem pela voz infantil. Esfregou os olhos castanhos e soltou um longo bocejo, cansado. para se levantar em seguida e caminhar até a pequena cama ao lado, que estava vazia. Yukiteru já havia se levantado.

Sorriu, e brincando com os próprios fios escuros, decidu que já era o momento de deixar o quarto. Suspirou, e passando por cima das roupas jogadas no chão, roupas dele e de seu filho. Aos vinte e oito anos de idade, Yuuri Katsuki já havia deixado muitas paixões para trás, incluindo a patinação competitiva, quando se aposentou após o último Grand Prix que participou.

Sua jornada havia sido difícil, nascido com uma genitália considerada feminina, mas sempre sabendo ser um homem, passou por diversos julgamentos em sua carreira, e também em Hasetsu, sua pequena cidade nata, ainda mais quando sua gravidez veio à tona, logo depois de sua derrota. Apenas com o apoio de sua família e amigos, ele se sentiu sozinho, tentado ao aborto por diversas vezes, até a primeira ultrassom, quando ouviu o coraçãozinho pequeno bater pela primeira vez.

Até aí ele nunca sentiu tanto amor em sua vida.

E foi nessa época, quando descobriu que carregava um menino em seu ventre, que parou de tentar falar com Victor Nikiforov. O japonês não sabia dizer ao certo o porquê do russo ignorar suas ligações e o bloquear nas redes sociais. Ele tentava enteder se o outro, seu antigo ídolo e ex-técnico, criara ódio de si por conta da feia discussão que tiveram, quando Yuuri resolveu "acabar com tudo". Depois de tudo aquilo, nunca mais haviam se falado. E também, não era para menos. O Katsuki se lembrava de ter gritado, chorado, e mesmo dito que jamais queria ver o Nikiforov novamente.

Tudo isso porque não queria mantê-lo preso a si, a sua ansiedade e suas falhas. Victor precisava voltar ao rinque, mas não foi isso que o platinado fez. Um ano depois, ele anunciou a aposentadoria, e começou a treinar Yuri Plisetsky, quando Yukiteru tinha apenas três meses, e o "outro pai" sequer sabia de sua existência.

E por vezes, Katsuki preferia assim, afinal, o que Victor diria se soubesse que escondeu um filho dele durante quatro anos? Yuuri sempre foi de guardar muita coisa para si, mas aquilo seria um cúmulo, esconder uma criança do próprio pai. Na realidade, eram poucos os que sabiam da paternidade de Yukiteru, apenas sua família, Minako, os Nishigori e Phichit — fora um grande sacrifício fazer com que o tailandês não postasse nenhuma foto do menino em seu Instagram —. Nem mesmo Chris, com quem ainda mantinha contato, sabiam da existência de seu filho.

Sequer haviam fotos de Yukiteru nas redes sociais, na verdade, Yuuri havia sumido completamente da internet. Seu último login em alguma coisa havia sido no Facebook, há um ano. Como pai, e atualmente professor de patinação, seu tempo era completamente sugado.

No entanto, tudo valia a pena para ver o sorrisinho enfeitar os lábios daquele a quem dedicava todo o seu amor.

"Yuuri" ouviu a voz de Mari lhe chamar, e se voltou a irmã. Atualmente, a mais velha dos Katsuki estava encostada no batente de uma das portas da pensão. "Depois das aulas, você pode me ajudar com as termas? Eu preciso fazer uma limpeza lá."

"Ah, claro." respondeu quase que automaticamente, dando de ombros. "Aliás, você viu o Yuki?" perguntou, chamava o filho pelo apelido carinhoso, que fora dado pouco após o nascimento da criança. Na realidade, ele começara a ser chamado assim porque segundo Minako, Yukiteru era um nome muito longo para alguém tão pequeno. "Não o vi ainda."

"Ele acordou cedo." ao contrário do pai, pensou, mas não chegou a verbalizar. "E como a Minako estava aqui, ela resolveu levá-lo a Ice Castle, disse que você não se importaria."

Yuuri deu de ombros.

"E eu não me importo." não mentia. Se havia algo que o filho parecia ter herdado dele e de Victor ao mesmo tempo, era o amor pela patinação. "Só gostaria que tivessem me avisado antes. É estranho acordar sem o Yuki me chamando, ou sem ele em cima de mim."

"Mas um dia você terá que se acostumar com isso, de qualquer coisa." a mais velha disse, e soltou um longo suspiro, como se tivesse mais alguma coisa que desejasse dizer. "Yuuri, eu sei que já conversamos sobre isso várias vezes. Mas você não acha que já está na hora d-"

"Não é como se ele quisesse me ouvir." disse, interrompendo sua irmã. Não queria mais ser obrigado a falar sobre aquilo. Era imensamente agradecido a Mari, desde pequeno quando começou a se descobir, fora ela quem comprara suas primeiras roupas masculinas, que conversara sobre os pais e era ela quem o protegia das piadas transfóbicas dos demais. Mas naquele momento, não desejava ter aquela conversa novamente. Já tomara sua decisão. "Ele me bloqueou de todas as formas há quatro anos. Não consigo nem mandar uma mensagem."

"Mas o Yuurio-"

"Ele está muito ocupado com a ascenção dele na patinação." respondeu e deu de ombros, a interrompendo por uma segunda vez. "Desculpe, mas essa é uma decisão que já está tomada há muito tempo."

Mari suspirou, resignada. Yuuri sempre fora cabeça dura, até demais. No entanto, estavam falando do filho dele, e esse assunto não lhe dizia respeito. Por mais que soubesse que talvez o irmão mais novo se arrependesse demais.

"Bem, é melhor você ir ver o Yuki." ela falou, e deu as costas ao irmão, que apenas assentiu. Porque mais do que qualquer um, os dois sabiam que aquela conversa seria maçante, e que poderia acabar numa grande discussão.

E o que Yuuri menos queria era discutir com alguém que amava.


—...—


As lâminas deslizavam lentamente pelo gelo, indo reto, fazendo giros, e até mesmo, "saltos" quando o corpo pequeno era retirado do chão, em meio a altas risadas agudas, quando Yuko o permitia fazer o triple axel ao girar o corpo pequeno em seus braços. Yukiteru desde muito novo, com apenas três anos e um mês, mostrava um talento exepcional. Para a mulher de cabelos castanhos avermelhados, ele logo seria o novo talento maduro do Japão, assim como o pai. Ou talvez, uma lenda viva da patinção, como Victor. Mas isso não era algo que dizia a Yuuri.

Sabia como qualquer palavra podia afertar negativamente o amigo.

Suspirou, e em seguida pegou a criança em seu colo, sob as reclamações do pequeno e em seguida riu baixo, acariciando os cabelos de um tom negro. Com o menino, e com as lâminas deslizando sobre o gelo, deixou o rinque assim que ouviu a sineta balançar na entrada.

"Só um minuto!" exclamou, fazendo menção de colocar os protetores nas lâminas.

"Não precisa, Yuko." a voz que ressoava era inconfuncível. Yuko riu. "Yukiteru está aí?"

"Sim, e já estava pedindo por você."

A mulher ouviu Yuuri rir, e o acompannhou conforme ele se aproximava, e colocou o menino no chão, que imediatamente correu em direção aos braços do pai, que o envolveu e girou no ar. Yuuri nunca havia amado tanto alguém quanto amava seu filho. E Yuko entendia perfeitamente isso, afinal, ela amava as trigêmeas na mesma medida."Espero que ele não tenha dado trabalho."

"Ora Yuuri, você sabe que não." a mais velha riu. "O Yuki é o tipo de criança sensacional, que se comporta bem. Na verdade, nós estávamos patinando agora a pouco."

E apenas naquele momento Yuuri reparou nos patins nos pés do filho e sorriu. Aquela era uma paixão antiga — ainda que não esquecida —, e o fato de tê-la passando a Yukiteru o agradava de um jeito peculiar, quase estranho.

"Esse é meu garoto!" o Katsuki exclamou, erguendo a criança que riu alto. Yukiteru parecia se divertir. "Logo você estará fazendo um flip quádruplo com perfeição!"

"Como Victor?"

Era a primeira vez naquela manhã que ouvia a voz fina e infantil de seu filho, mas apesar de tudo, as palavras, principalmente o nome pronunciado por ele o fez sentir uma dor maior do que se fosse atingido com um soco na boca do estômago. O sorriso que antes decorava seus lábios se esvaiu, e o japonês sentiu sua pernas amolecerem, como se fosse começar a tremer; E de repente, uma tensão recaiu ali.

Assim como o próprio Yuuri, o pequeno crescia fã da patinação, que parecua estar por toda a Hasetsu, e durante todos os seus curtos três anos, vivera assistindo vídeos de competições no gelo, fossem de seu pai, fossem de outros patinadores. E como encontrar em um site como o YouTube qualquer vídeo de patinação sem passar por algum do Nikiforov? E com isso, logo as paredes do quarto se tornaram cheias de postêres do de cabelos platinados, e o Katsuki sentiu como se estivesse voltando aos seus doze anos de idade.

"Que tal como o seu pai?" foi a voz de Yuko que o tirou de seus devaneios, o fazendo erguer a cabeça para fitá-la, e escutar direito o que ela dizia a Yukiteru. "Ele também sabe fazer o flip quádruplo." a viu juntar as mãos, como se estivesse animada com algo, e logo se via sendo encarado pela de cabelos castanho avermelhados. "Yuuri, por que não faz a coreografica do seu programa livre com ele? Aquele de quando você ficou em segundo no Grand Prix? Eu ainda tenho a música."

O moreno entreabriu os lábios, pronto para rejeitar a sugestão, mas logo se pôs a ponderar. Afinal, quantas vezes pôde patinar alguma coreografia junto de seu filho? E bem, pelo olhar que o pequeno lançava a si, esperançoso, ele sentiu que não havia como negar.

Sorriu a ambos ali, colocando a criança no chão e tomando a mão pequena enquanto caminhava em direção ao rinque, onde seus patins sempre ficavam no canto direito da entrada, ao passo que Yuko corria até a caixas de som, procurando pela música que marcara sua curta jornada com patinador competitivo: Yuuri!!! On Ice.

E, assim que terminou e amarrar os patins, tomou novamente o filho no colo, deslizando até o centro do rinque quando a música começou a tocar, e no mesmo momento, notou que as trigêmeas entravam. Deu de ombros.

Não havia nada que poderia dar errado, afinal.

27 de Febrero de 2018 a las 22:49 0 Reporte Insertar 4
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