The Green Man Seguir historia

ksutaguo

Durante todos os séculos de poder sobre o Reino Unido uma coisa sempre foi comum a todos os integrantes da Monarquia Inglesa: Você nasce preso. Sua vida está para sempre fadada a não pertencer a você, cada dia da sua existência, desde a concepção, as algemas das responsabilidades e dos deveres reais prendem seus descendentes a um ciclo elitizado de compromissos com o povo e é sua obrigação honrar essa responsabilidade. Príncipe "Neji" sempre se rebelou contra as regras Reais, renegando seu próprio nome em prol de uma nobreza mais justa e menos hipócrita. Entretanto seu desejo pela liberdade poderia acabar com a vida de todos que amava. E quando foi forçado a seguir na linha, um passado sombrio estava para ser descoberto por uma súdita astuta, venenosa e deslumbrante.


Fanfiction Sólo para mayores de 18. © Parte dos personagens são da autoria de Masashi Kishimoto. Fanfiction criada de fã para fã, sem fins lucrativos.

#Inglaterra #Ginger Club #The Green Witch #Hacker #Dançarina #Rei #Príncipe #Realeza Britânica #Universo Alternativo #Tenten #Neji Hyuuga #Naruto
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I don't wanna be me

“O pequeno Príncipe ataca novamente”

“Extra: Herdeiro do trono é preso por agressão!”

“Policiais encontramo filho de nossa Majestade portando drogas”

Os jornais tinham seu rosto estampado na primeira página, escandalizando a maldita realeza britânica. O príncipe jazia deitado no chão de uma cela em Whitechapel, vislumbrando o teto escuro completamente distorcido graças ao álcool que circulava em suas veias. Ele nem sentia o corpo doer a quantidade de porrada que levou pelo etanol.

Ouviu um barulho estridente da porta de ferro se abrir e ver uma silhueta muito conhecida.

— Que agradável surpresa, minha doce e amável prima. Veio me resgatar.

— Eu sempre venho né.

O príncipe estava com os cabelos emaranhados e sujos espalhados pelo chão e o rosto real. Os primos compartilhavam o cumprimento dos fios negros e o tom azul fantasmagoricamente claro dos olhos, genes que comprovavam a linhagem de dois dos indivíduos mais importantes de todo o Reino Unido. Entretanto, os súditos depositavam mais respeito a ela que a ele. Prova disso era a onda de meninas que apareceram de franja logo após a mulher aparecer com uma. Parecia uma boneca.

— Conversei com minha irmã e ela conseguiu a ordem de soltura — Ela disse seca, diferente do seu casual tom amoroso — Não vou pedir para parar com isso, pois será inútil, mas pode ser um pouco mais sutil da próxima vez?

Vossa alteza se levantou ainda tonto, finalmente avistando os dois guardas que a acompanhavam para soltá-lo.

— Eles que partiram pra cima de mim... Eu estava bem, fumando minhas coisas e bebendo minha cerveja... Avagabundade alguém deve ter sentado no meu colo...

— Ok, chega. Vou te levar pra casa. Depois vamos ligar para Rose, preciso saber o que ela está fazendo de tão urgente que não abafou mais esse caso.

Os primos andaram pela delegacia em silêncio, mesmo o herdeiro do trono bêbado e com as pernas um tanto bambas conseguiram atravessar boa parte do lugar. Ele permanecia com as mãos nos bolsos esperando um policial aparecer com alguns documentos para ele e sua salvadora assinarem e pegar seus pertences. Um relógio, uma caixa de cigarros, o celular de tela trincada (malditos iPhones frágeis) e a carteira.

Ela estendeu uns óculos. Já sabia o que viria pela frente e suspirou desgostoso.

— Ponha. E arrume o cabelo antes de sair.

Ele obedeceu. Assim que abriram as portas, vários flashes apareceram, iluminando a rua fria na madrugada.

“Abutres”.

Eles entraram no carro desvencilhando a gritaria histérica dos repórteres. O rebelde pôs a mão para fora da pequena fresta que abriu da janela e mandou o dedo do meio para aquela multidão de fotógrafos.

҉

— Eu não vou nem perguntar...

— Faz bem, Charles. — O Príncipe disse, praticamente tombando na cama.

— Você não toma jeito, não é?

Charles sabia de todos os sonhos de vossa alteza desde que ele era uma criança, sabia que ele não iria descansar até ser livre das amarras do mundo dourado da realeza; o mordomo era mais pai dele que o rei.

Entretanto, o homem que jazia na cama já tinha adormecido. Ele sempre teve sono pesado... Charles afagou os longos cabelos do seu eterno pequeno príncipe — mesmo o rapaz ter crescido até os dois metros de altura.

Lembrou de quando o príncipe era uma criança, assistia desenhos japoneses na calada da noite muitas vezes durante toda a madrugada. Ele adorava aquelas crianças e adolescentes ninjas, até hoje ele assistia aquele desenho. A realeza deveria apoiar a cultura nacional, não estrangeira; então os funcionários eram treinados para desestimular as crianças reais a usufruir de produtos estrangeiros. Mas Charles não conseguia tirar o pequeno do mundo shinobi, logo entendia o porquê.

Aquelas crianças eram livres, corriam para onde quisessem, os adultos lhe ensinavam lições valiosas, e personagens que estrearam no Anime como péssimos ninjas, no final dele aqueles mesmos ninjas desempenhavam papéis cruciais para salvar vidas e se tornaram lendas daquele mundo. Eles vinham do barro e com muito esforço e treino se transformaram em ouro.

Charles tirou a jaqueta de couro do corpanzil adormecido e as botas, cobriu seu “ninja”, apagou as luzes e saiu do quarto. Finalmente podendo descansar.

— Permita-me saciar minha curiosidade, Duquesa.

A mulher moveu os olhos praticamente descoloridos ao fiel mordomo da família real, parada perto da porta do quarto do primo. Sua franja leve roçou nos cílios.

— Se sua curiosidade tem alguma coisa a ver com a prisão dele eu posso resumir em: ele é um babaca, infelizmente. E babacas fazem coisas babacas e vão pra cadeia.

— A senhorita não acha que vossa alteza não tem nenhum envolvimento com a máfia, não?

— Por Deus, Charles! Ele não seria tonto a esse ponto...

— Permita-me lembrá-la do episódio anterior, quando aquele traficante o chamou de “verde”.

— ”Homem Verde”. — A duquesa suspirou pesadamente — Só quero que ele fique bem e não faça nada tão grave...

Naquele dia Logan Presley, um traficante de drogas procurado pela polícia disse que o príncipe comprava drogas com ele. Não sabia se era verdade ou não pois o mesmo foi assassinado na cadeia, por um dos seus antigos fornecedores que foi preso por culpa de Presley; fora que nenhuma evidência que ligasse o homem ao herdeiro do trono ao traficante foi encontrada. Mas mesmo assim Charles ficou desconfiado.

O mordomo assentiu e pediu licença. Quando concedeu, reverenciou a jovem duquesa e começou a rumar ao próprio quarto, mas foi parado pelo assobio da jovem.

— Ele ainda me chama de “Hinata”, não é?

O mordomo sorriu.

— Tanto que até hoje me chama de “Kakashi”. Pelo cabelo.

Eles riram e seguiram seus caminhos pela fortaleza real.

҉

— Achei que você tava preso!

— Estava. Até minha prima me tirar de lá...

— Olha, com todo respeito, irmão — O barman chegou mais perto do príncipe — Sua prima é uma deusa. Deveria trazê-la mais vezes.

— Ora, ela é a única coisa que presta naquele puteiro dourado. Jamais irei arrastá-la aqui pra você comê-la.

O loiro bufou descontente.

— Você é um pau no cu, Neji.

— Igualmente, meu chapa.

— EU DISSE, ESSE DESGRAÇADO NÃO IA DURAR DUAS HORAS NA CADEIA! — O velho dono do bar berrou ao dar de cara com o príncipe sentado no banco do bar.

— Na verdade fiquei três horas lá dentro — disse assim que o velho grisalho e pançudo lhe deus vários tapas nas costas, o cara já estava bêbado — Sua esposa sabe que você está nesse estado às sete da noite, George?

— George, não! Aqui dentro eu sou Jiraya! O ninja tarado! GLUP! — O velho se sentou ao lado de Neji — E você, Naruto, me serve o verdinho.

— De novo essa merda de “Naruto”? Achava que isso era piada. — O barman loiro disse pegando a garrafa de absinto, mas logo parou e olhou o príncipe — Sem ofensas.

— Você se parece com ele, mesmo. Loiro de olhos azuis, com merda na cabeça e louco pra comer minha prima.

— A HINATA? HAHAHAHA!

— EU VOU ME DEMITIR DESSE CU DE BAR!

— Pede com mais jeitinho que eu assino sua demissão, otário!

“Naruto” rolou seus belíssimos olhos azuis e foi servir outro cliente.

O The Green Witch era o pub que várias moças e rapazes de boa índole deveriam evitar, mais pelo dono extremamente safado do que a clientela punk. No coração de Southwark o bar era conhecido como um berço para todos os amantes de um bom heavy metal, visto que toda semana tinha shows de bandas locais que, apesar do seu dono estar bêbado em todas as apresentações, ele sempre escolhia a dedo as bandas que entravam naquele palco de madeira. Praticamente todas as bandas que tocavam ali teriam sucesso em dentro de um ou dois anos. O velho tarado tinha um excelente gosto para bandas.

Ele acolheu o príncipe como um filho, sabia quem ele era e foi difícil manter uma amizade com aquele cabeludo carrancudo, mas ali no The Green Witch ele jurou ao Príncipe que dentro do pub ele seria apenas um cliente. Tanto que ele inventava vários nomes, para não chamá-lo de “Príncipe”, ou pelo nome verdadeiro.

“Me chame de Neji.”

“Me chame de Jiraya, o Ero Sannin”

“Você tá muito velho pra ficar assistindo anime, não?”

“E você era pra tá comendo alguma princesa no seu castelo, seu desgraçado, mas está no meu bar se enchendo de bebida barata! Sem contar que VOCÊ também é velho pra assistir desenho japonês!”

E assim firmaram uma bela amizade. Então espalharam apelidos do anime favorito dos dois entre os funcionários do bar, como Tom, o “Naruto”; o cozinheiro James era emo igual ao “Sasuke”, inclusive com a infeliz história do personagem sequelado com a morte dos pais — E de olho numa das barwoman de cabelo colorido, que facilmente chamou de “Sakura”; a ajudante de James na cozinha, Sandra, era elétrica e muito, muito amável, ambos concordaram de chamá-la de “Ino”, mesmo Sandra ser morena eles tinham que concordar que tanto a mulher quanto a personagem tinham um sex appeal gigantesco. E da esposa de George. Florence era a encarnação de Senju Tsunade em todos os aspectos. Sabia que eles tinham uma filha da idade de Neji, mas nunca a viu. Ela se mudou para a França onde passou no vestibular, com um esforço demoníaco, e está lá até hoje.

Sem contar que George (ou Jiraya) garantiu algo além do sossego dos paparazzi — que antigamente eram expulsos no soco, mas com o tempo, os frequentadores mais assíduos se juntavam ao velho para espantar os abutres da melhor forma de intimação — o velho garantiu ao Príncipe a realização de um dos seus sonhos: ele constantemente se apresentava no palco com sua guitarra e sua voz potente, perfeitos para o bom e velho metal. Com o passar do tempo as pessoas iam pro bar só pra ouvir o herdeiro do trono expurgar os próprios demônios no palco, colocando sua alma no microfone e o diabo na guitarra.

Consequentemente era difícil o moreno dormir em casa, tendo tantas moças pouco sutis em oferecer uma cama quente para abrigar o jovem de olhos claros.

Georgeapertou o braço forte do príncipe. O velho apontou o outro lado do bar. Uma loira sentada sozinha numa mesa praticamente encarava os olhos reais. Ele sorriu sorrateiramente, tirando sua velha jaqueta de couro e entregando ao “ero sannin”. A mulher sorriu quando Neji retribuiu o olhar se levantando e indo para a sua direção.

— Fui instruída a chamá-lo de “Neji” — Ela disse num tom sensual assim que ele se sentou na sua mesa.

— E eu fui instruído a ser educado com mulheres, mas devo confessar que não gosto muito de ser encarado — Ele descaradamente passou seus olhos fantasmagóricos pelo decote profundo do vestido dela — Mas posso abrir uma exceção pra você.

— Guarde seus encantos para quando a gente transar, querido, o que garanto que não vai demorar muito, mas estou aqui a negócios —Ela tirou um flyer vermelho da bolsa — Estou tentando convencer aquele velho a fazer uma parceria com meu clube, tanto aqui quanto lá temos a mesma política contra câmeras e temos uma clientela parecida.

— Um prostíbulo e um pub? Vocês já não têm bares no puteiro? — Neji disparou assim que leu o conteúdo do folheto, deixando a loira um tanto irritada.

— Não sei por que fico surpresa com seu machismo, Vossa alteza — Neji fechou a cara com o título ser estapeado na sua cara, enquanto a loira sorria felina — Nenhuma das minhas meninas tem obrigação de dar pra vocês, homens. Elas dão se quiserem, mas podem fazer um show particular, desde que os seguranças acompanhem.

— Jiraya tem os motivos dele para não se meter com esse negócio — e esse motivo tinha peitos grandes, cabelo loiro e um temperamento extremamente volátil.

— “Jiraya”? — A moça gargalhou — Achei que homens da sua idade não assistiam desenhos...

— Mas você assiste.

— Minha filha assiste, eu sou obrigada a assistir com ela. — Ela deu de ombros — Venha nos visitar no domingo à noite, quem sabe não conhece a minha melhor menina e convence esse velho estúpido a aceitar minha proposta.

— Bom, você ainda não explicou o motivo da sociedade.

O semblante da mulher mudou de repente, toda energia sexual que ela emanava dissipou-se em segundos.

— O que acontece a todos os estabelecimentos quando lhe é passado a perna. Infelizmente se George não aceitar minha proposta terei de fechar o clube e eu não sei o que vai acontecer com as minhas meninas, algumas são estudantes podem se virar, mas a maioria delas não tem nem onde morar — Ela levantou os olhos caramelo ao rosto impassível dele — E como a antiga clientela do Ginger vem aqui no Green Witch eu vim pedir socorro.

— O que aconteceu com o clube?

— Meu ex roubou muito dinheiro antes de sumir. Provavelmente está enrabando alguma apertadinha fora de Londres usando meu dinheiro — A loira tinha ódio na língua, os lábios carnudos carmesimse repuxavam, como se ela estivesse prestes a chorar — E aqui estou.

Neji se pôs a pensar. Se ela não tinha dinheiro para pagar as meninas, provavelmente não tinha muito dinheiro para pagar os fornecedores do bar, o que faria todo sentido fazer a parceria. Ela aliviaria suas contas, obviamente, mas de quanto exatamente ela estava falando?

Ela não respondeu quando ele perguntou, apenas sorriu devassa, empinando os seios e roçando propositalmente os dedos no pingente adoravelmente pousado antes dos montes carnudos dela. Foi impossível não fitar o busto farto da loira.

— Vamos parar de falar de dinheiro? Meu carro está estacionado aqui atrás, caso ainda queira um orgasmo.

Neji abriu um sorriso avassalador.

— Você não me disse seu nome.

— Me chame de... Madame Nora.

҉

— Toda vez que eu tento limpar a sua barra você se suja ainda mais, caralho cara!

— Você xingando no meio do Palácio me enche de orgulho, Hinatinha.

— Eu preciso por pra fora o quanto eu odeio inventar desculpas pro seu péssimo comportamento para a imprensa.

— Então não invente. E pare de me assessorar, isso não é trabalho pra você. — Ele abraçou a prima e depositou um beijo em cima da franja dela — Apesar de amar quando você aparece na prisão pra me tirar de lá, parece a Mulher Maravilha.

— Ah, me poupe. — Ela não conseguiu segurar o riso, porém este não se prolongou, visto que o rei adentrou o escritório da sobrinha dando de cara com seu herdeiro — Vossa Majestade! Que honra recebê-lo...

— Poupe-me de suas firulas, Dianna — O Rei, com a voz de trovão disparou; os olhos tão assustadores quanto os do filho,fitou seu único herdeiro—E que bom que você está aqui também, me economiza o trabalho de mandar Charles te caçar naquela garagem podre em Southwark.

— O que você quer?

— Lembrá-lo do seu dever com seu povo.Quer você queira ou não, você ainda é um príncipe e deve agir como tal pelo menos uma vez na sua vida. Irá na reunião com os chefes de estado, conhecerá talvez a sua futura noiva, umadas princesas da Espanha. O Reino Unido precisa diminuir os impostos dos produtos espanhóis e felizmente eles tem duas princesas dispostas a te aguentar pela eternidade...

— Que sorte teve a mamãe não? — O príncipe sibilou enquanto passava o dedo no porta-retratos perto de Dianna, com a foto da sua mãe com a prima em seus braços — Ela se livrou dessa merda de realeza do melhor jeito.

— Sua mãe foi assassinada brutalmente, como pode falar isso?

— Ela não precisa mais dessas mentiras, não precisa de mim e, Deus, imagino a felicidade dela de não ter de abrir as pernaspra você na hora que aquele fodido terrorista explodiu os miolos dela.

Dianna arregalou os olhos, repreendendo o primo usando o nome verdadeiro. O Rei Vincent já havia passado por poucas e boas com o filho desde a trágica morte da sua esposa, que na verdade ele nem dava tanta bola. Ele era um rei impecável, o que fez a sua assessoria se assustar com o passado sujo e escuro e trabalhar feito loucos para mascarar todos os fatos no passado do futuro pretendente da filha do Rei Arthur. Assim que se casou com Mary Anne e se tornou rei ele transformou-se da água para o vinho. Um vinho tinto escuro e envenenado.

Ele tinha o que queria na mão, todo o Reino Unido se curvava em direção aos novos Rei e Rainha, então pouco se importava o estado da esposa, queria a mulher bela para ser apresentada como um troféu e submissa para fodê-la com a força que quisesse. E num estupro do próprio marido, a Rainha concebeu seu único filho, sempre muito amado por ela e indiferente para ele.

Neji teve uma infância regada de amor pela mãe, mas sempre foi um rebelde, detestava com todas as forças as aulas de etiqueta, dança e história nacional; por que raios uma criança de nove anos precisava saber de política e diplomacia?

O príncipe também era muito perspicaz, pois sabia que aquelas marcas que mãe carregava no corpo não eram tombos e nem os gritos dela na madrugada não eram sonhos ruins. Ela suavizava todos os compromissos reais que eram obrigados a ir, sempre tentava se comportar para ver sua mãe feliz, mesmo detestando usar aquelas roupas pesadas e aqueles eventos chatos. E quem ensinou, secretamente, a tocar violão, junto a Charles.

Quando a mulher foi raptada por terroristas enquanto visitava um dos lugares mais pobres de Londres — O famoso Acre do Diabo — em um projeto de caridade e morta momentos depois do anúncio do sequestro, seu filho jamais fora o mesmo. O ódio pela realeza só piorou quando no funeral de sua mãe, nobres que nunca havia visto na vida vinham cumprimentá-lo com lágrimas falsas e empurrando suas filhas para o rei, agora com poder absoluto.

Desde então o filho adolescente jurou que iria se livrar daquela prisão que nasceu. Agora com quase 26 anos, o sonho não mudou, porém se complicou.

Se ele renunciasse o trono significaria que Dianna seria a próxima na linha sucessiva, e tal como ele a prima não queria viver aquela vida desgraçada da realeza, tentava por meios mais sutis quebrar a linha sucessória quando se deparou com outro problema: se um filho renunciasse a família real, toda a família direta — Pai, mãe e irmãos — eram automaticamente depostos com o deserdado; porém a regra não se aplicava a Neji, pois a lei se aplicava a família com monarcas mortos. Se o rei ainda estivesse vivo, ele não seria deposto pelo filho.

E para piorar, o pai de Dianna estava atolado até o queixo em dívidas que acumulava no vício de jogos de azar, enquanto a mãe era alcoólatra — em tratamento. Sem contar que para alguém ser chamado de “Vossa Majestade” esse alguém precisa estar casado. O que significava em: Se seu primo renunciasse o trono, ela seria obrigada a se casar com qualquer duque, ou príncipe para governar; e caso renunciasse a família perderia sua principal fonte de renda e, conhecendo os pais que tinha, o dinheiro facilmente iria escorrer das mãos feito água — Sem contar o escândalo que seria dois nobres vivendo na merda por seus vícios. Dianna e sua irmã eram advogadas e poderiam sustentar os pais por um tempo, mas sabia que os pais eram um fardo sem salvação.

Neji amava demais sua prima para deixá-la numa saia justa dessas e passou a aguentar um pouco mais a realeza.

— Pouco me importa o passado, sua mãe está morta. Aceite isso. O progresso desse país depende do sucesso desse jantar e eu tenho meus meios de fazê-lo aceitar essa merda de jantar, filho. Você irá, será cortês e galante, e nos dará o mínimo de orgulho que a porra da realeza deveria sentir de você, ingrato — Vincent olhou para Dianna — Você também irá. Quem sabe não arrumo algo pra você também além de virar babá do meu filho.

Bateu forte a porta quando saiu.

Os primos se entreolharam suspirando.

Não entendiam o motivo de Deus ter colocado os dois naquela jaula maldita que é a nobreza britânica.

27 de Febrero de 2018 a las 17:05 0 Reporte Insertar 0
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