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taimatsu_kinjou Taimatsu Kinjou

- Então, Marik, você é gay? - perguntou num sussurro e Marik não conseguiu evitar o arrepio que subiu pela sua espinha. - Sim. - ele disse prendendo a respiração por alguns segundos. Bakura se afastou e ele pode ver um largo sorriso se forma novamente no rosto pálido. - Isso era tudo o que eu queria ouvir. (escrito em 2013)


Fanfiction Anime/Manga Sólo para mayores de 18. © Kazuki Takahashi

#songfic #oneshot #Yami Bakura #Marik Ishtar #lemon #sexo #yaoi #yu gi oh! #thiefshipping
Cuento corto
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Oneshot

Marik se esquivou através da multidão de pessoas bêbadas ou que estavam dançando animadamente ao som alto da boate. Com certa dificuldade ele finalmente conseguiu sair daquele lugar barulhento para respirar um pouco de ar puro. Estremeceu levemente quando o ar gelado da madrugada tocou o seu corpo suado e quente. Já se aproximava das três, mas ainda não se sentia cansado, mesmo que já estivesse dançando há algumas horas agora.

Se encostou a parede meio encardida da boate e levou aos lábios a meia garrafa de tequila que estava em suas mãos bebendo um longo gole. Respirou profundamente olhando para a saida da boate quando duas vozes altas ecoaram, franziu a testa revirando os olhos quando duas garotas passaram por ele se apoiando uma na outra para manterem o equilíbrio enquanto riam e cantavam alto de maneira alegre. Ele teve que morder o lábio para não rir delas. O que o álcool não faz a uma pessoa?

Bebeu outro gole de tequila se virando prestes a entrar novamente na boate e voltar a se divertir com seus amigos, mas algo chamou a sua atenção. Era um estalido suave e quase imperceptível. Se virou para ver se as duas garotas estavam voltando, mas não encontrou ninguém, apenas a rua deserta e a sua frente o bosque. Estreitou os olhos tentando ver se algum idiota estava tentando assusta-lo, mas a iluminação daquele lugar era péssima, apenas as luzes foscas da boate e o luar fraco.

Esperou por alguns instantes com curiosidade, logo pode ouvir outro estalido e um pequeno ponto laranja se acender e sumir rapidamente. O loiro não sabia se foi a pequena quantidade de álcool, se foi apenas a sua curiosidade ou ambas, que o incentivou a atravessar a rua para ver mais de perto o que era aquilo.

Se aproximou com certa cautela estreitando os olhos para o bosque a sua frente, mas é claro que não podia ver nada, nem se o Godzilla estivesse escondido ali ele seria capaz de ver. Suspirou balançando a cabeça com a certeza de que era apenas a sua imaginação embriagada, mas uma risada suave veio do meio das árvores o fazendo dar um meio sorriso. Ele não estava tão bêbado ao ponto de ter alucinações!

- A curiosidade matou o gato. - uma voz baixa e meio rouca falou num tom zombeteiro e deu um passo a frente ficando na meia luz do lugar. Marik estreitou os olhos tentando ver claramente, mas só conseguiu perceber que, quem quer que fosse, tinha os cabelos brancos e vestia um casaco longo e escuro - Bem, bem, agora estou curioso. Você é um cara ou uma garota? - a mesma voz perguntou.

Marik podia sentir o sorriso divertido na voz e isso o irritou. Cruzou os braços numa carranca e bufou - Eu sou um cara! Você não pode ver isso? - falou secamente lançando um olhar fulminante para a pessoa, que ele pode perceber que era um homem.

A pessoa nas sombras deu outro riso quase insano se movendo para frente, agora se tornando mais visível para Marik poder olhar. Pela aparência ele deveria ter a idade de Marik ou ate ser um ou dois anos mais velho, seu cabelo realmente era branco e longo, sua pele era pálida, mas não um pálido doente e seus olhos castanhos avermelhados meio desfocados, mas que ainda assim chegavam a cintilar a luz da lua.

Mas assim como a pessoa se mostrou a Marik ela se foi, voltando às sombras não dando tempo ao loiro de dar uma segunda olhada. O egípcio abriu a boca para exigir que a pessoa se mostrasse completamente, mas uma mão fria agarrou o seu pulso e o puxou para que ele também se escondesse atrás da árvore, consequentemente o fazendo estar muito mais próximo do outro rapaz do que ele considerava seguro.

- Alguém esta vindo. - o desconhecido sussurrou com um largo sorriso fazendo um movimento com a cabeça indicando a calçada - E me desculpe, mas não quero ser notado. - concluiu apoiando uma das mãos na árvore, bem ao lado da cabeça do outro.

Marik segurou a vontade de tossir quando um cheiro forte invadiu as suas narinas, aproveitou a proximidade para dar uma boa olhada no rosto do desconhecido, mas se arrependeu no mesmo instante sentindo seu rosto ficar vermelho por perceber somente agora que seus rostos estavam muito próximos.

Balançou a cabeça afastando esses tipos de pensamentos e resolveu falar para que o outro não notasse o seu nervosismo - Mas eu percebi você. - disse num tom meio abafado o olhando de canto.

- Sim, mas nem todos podem ver a faísca de um isqueiro do outro lado da rua. Ainda assim, não quero correr o risco disso acontecer novamente. - o outro disse sem desviar o olhar da rua, onde um grupo de três pessoas estavam passando, ou pelo menos tentando passar, já que estavam bêbados e quase caindo.

O loiro franziu a testa - Então por que você não vai mais para o fundo da floresta? - perguntou num sussurro esticando o pescoço para poder olhar também. O outro soltou um baixo tsc quando um dos rapazes que estava passando olhou diretamente para onde eles estavam e se pressionou mais contra Marik o fazendo tentar se afastar por seu espaço pessoal estar sendo invadido daquela forma.

- Porque se eu não conseguir ver a rua, provavelmente não vou poder encontrar o caminho novamente. - ele sussurrou bem próximo a orelha bronzeada. Os olhos lavandas de Marik se arregalaram minimamente e os cabelos da sua nuca se arrepiaram ao sentir o hálito quente contra a sua pele. Mordeu o lábio para evitar que qualquer tipo de som acabasse escapando da sua boca.

Ele tentou a todo custo se afastar do estranho, dessa vez foi bem sucedido, cambaleou alguns passos para trás, mas não pôde se mover mais, pois os três rapazes que estavam passando por ali estavam bem próximos. Olhou para o seu companheiro de esconderijo e ele estava pressionando o dedo indicador nos lábios sinalizando para ele se manter em silêncio. Prendeu a respiração, ele não se atreveria a fazer algum movimento ate que os três patetas estivessem em uma distancia consideravelmente segura.

Suspirou aliviado quando se afastaram e olhou para o estranho recostado na árvore, seus olhos se cruzaram e foi então que ele pôde perceber que eles estavam vermelhos, não um vermelho natural, mas apenas vermelhos e de repente o loiro se deu conta do motivo. O cheiro forte, a falta de vontade de ser visto, os olhos vermelhos e desfocados. Como ele podia não ter reparado naquilo antes? Era óbvio! Aquilo explicava o sorriso preguiçoso, o riso e o contato físico em excesso. E para confirmar as suas suspeitas, o outro levou a boca o que parecia ser um cigarro e deu uma longa tragada deixando o ar lhe escapar lentamente.

- Qual o seu nome? - a voz rouca tirou o egípcio de seus devaneios o fazendo olhar novamente para o seu estranho companheiro, que ainda mantinha aquele sorriso preguiçoso nos lábios o olhando com uma sobrancelha erguida em diversão. Marik poderia jurar ter ouvido um tom sedutor na voz dele, mas balançou a cabeça afastando esse pensamento, deveria ser apenas impressão.

O loiro encolheu os ombros decidindo se seria uma boa ideia em dizer seu nome, mas depois de tudo, talvez aquele estranho nem se lembrasse dele na manhã seguinte, então não havia mal nenhum - Marik. - ele disse esperando que o outro também se apresentasse, mas isso não aconteceu. Ficaram em silêncio por algum tempo, o estranho albino ficou apenas ali encostado a árvore tragando de vez em quando - Você não vai me dizer o seu nome? - Marik perguntou cruzando os braços, o que fez o outro sorrir.

- Você não me perguntou. - disse dando de ombros, aquilo fez o temperamento do loiro se alterar um pouco - Bakura. - disse por fim dando uma tragada. Inconscientemente Marik acompanhou o movimento das mãos dele com atenção, para não dizer interesse, o que fez Bakura rir - Espero que isso não te incomode. - disse erguendo uma sobrancelha.

Marik o olhou piscando algumas vezes - E se eu me incomodar? - perguntou num tom presunçoso sorrindo.

- Então você pode ir se foder, porque eu estou aqui pra isso e ninguém no inferno vai me parar. - o albino respondeu num grunhido antes de um sorriso de canto se formar - Nem mesmo um cara afeminado. - concluiu deslizando pelo tronco da árvore se sentando no chão de maneira desleixada, as pernas dobradas e os braços apoiados sobre os joelhos.

O loiro revirou os olhos preferindo ignorar o insulto - Tendo problemas para se manter de pé? - perguntou com leve diversão na voz, mas isso pareceu não incomodar Bakura.

- Sim. - o albino respondeu sorrindo - Quer se juntar a mim? - perguntou estendendo a mão com o cigarro para Marik. O egípcio olhou para Bakura, depois para a mão estendida e franziu a testa ligeiramente.

Nunca havia pensado em tentar algo do tipo, mas de alguma forma aqueles olhos brilhantes e aquele sorriso tortuoso e sensual, o incentivaram a pegar o cigarro entre os dedos. Olhou para aquilo entre seus dedos por alguns momentos antes de leva-lo aos lábios meio inserto do que fazer.

Fechou os olhos puxando o ar para os seus pulmões, sentindo a fumaça quente queimando a sua garganta e pulmões. Rapidamente ele afastou aquilo dos lábios deixando o ar lhe escapar e junto com a fumaça veio a tosse. Começou de maneira silenciosa, mas logo se tornou mais alta e seca, e para o seu desespero não importa o quanto se esforçasse, não conseguia parar.

O sorriso no rosto pálido se alargou. Bakura se levantou com certa dificuldade e se aproximou de Marik o empurrando contra uma das árvores o fazendo tossir mais ainda. Se aproximou mais, seus corpos quase se tocando, pressionou um dedo na garganta do loiro, quase de maneira dolorosa, o deslizando para baixo. Para a surpresa de Marik aquilo fez a sua tosse diminuir ate que parou totalmente.

- Obrigado. - ele disse meio a contra gosto, ainda podia sentir sua garganta arranhar um pouco. Ele observou o rapaz albino se afastar dele sorrindo, balançando suavemente de um lado para o outro, como se estivesse muito tonto para se manter equilibrado.

Bakura riu balançando a cabeça, se deixou cair novamente contra a árvore e levou a garrafa de tequila aos lábios bebendo um grande gole. Sorriu largamente ao ver os olhos lavandas arregalado quando o outro percebeu somente agora que aquela era a sua garrafa de tequila.

- Como você fez isso? - o loiro perguntou com certa curiosidade na voz e um pouco de irritação por não ter reparado antes.

- Isso o que? - Bakura perguntou soltando uma gargalhada alta e tomou outro gole de tequila antes de olhar para Marik com os olhos desfocados sorrindo de canto - Sou um ladrão. Eu tenho os meus caminhos.

- Você me distraiu, não é mesmo? Quando eu estava tossindo. - o loiro disse com um estreitar de olhos, que só fez o outro rir.

O albino continuou com aquele sorriso e isso fez Marik querer soca-lo - Sim. E você poderia ter me falado que era a sua primeira vez. Eu poderia ter te ensinado e tudo isso não iria acontecer. - ele disse levando a garrafa de tequila novamente aos lábios bebendo outro gole para mostrar o seu ponto.

Ele colocou a tequila no chão ao seu lado olhou para Marik de maneira penetrante. Sem aviso agarrou o braço bronzeado o puxando para baixo fazendo o loiro cair sobre si. Marik gemeu se apoiando ao chão com uma mão de cada lado do corpo do albino e ergueu o rosto olhando para o outro com indignação, mas Bakura apenas continuou sorrindo.

- O que diabos foi isso? - perguntou estreitando os olhos.

Bakura deu de ombros casualmente movendo as pernas e somente agora Marik percebeu a posição em que estavam. Ele estava caído entre as pernas do outro! Se moveu para se afastar rapidamente, mas foi impedido por uma mão pálida segurando seu braço com força. O olhou com uma sobrancelha erguida e o albino lhe estendeu o cigarro novamente - Que tal tentar novamente?

Marik olhou desconfiadamente para ele, mas acabou suspirando e se apoiando em um braço para poder pegar o lhe foi oferecido. O levou aos lábios hesitante, olhou para Bakura, que ria levemente.

- Quando você fumar tome uma respiração profunda. - Bakura disse passando as mãos pelos cabelos - Mantenha a inalação depois de tira-lo da boca, assim a fumaça vai entrar em seus pulmões sem maiores problemas. Depois expire e se você sentir vontade de tossir, pare. Segure a vontade ou tome um gole de tequila ou qualquer outra coisa, mas não comece a tossir, porque se você começar, você não vai conseguir parar mais. - ele instruiu.

O loiro assentiu se colocando ajoelhando entre as pernas do albino. Respirou profundamente puxando a fumaça para os pulmões e fez como lhe foi dito, continuou puxando o ar e sentiu a fumaça ir mais fundo em seus pulmões. Deixou a fumaça sair lentamente. Ainda sentia vontade de tossir, mas se forçou a parar e levou o cigarro a boca novamente repetindo o mesmo processo.

Olhou para Bakura, que o observava sorrindo entre alguns goles de tequila - Quanto tempo vai demorar? Antes de...?

- Depende. - Bakura o cortou - Algumas pessoas têm maior tolerância que outras. Apenas espere. - ele disse vasculhando o seu bolso e retirando de lá outro cigarro daquele. O levou aos lábios e usou o isqueiro para acende-lo. Deu uma longa tragada antes de soltar a fumaça sorrindo.

Marik observou os movimentos dele por algum tempo antes de fazer o mesmo que ele, sempre se lembrando das instruções que Bakura tinha lhe dado antes. Ainda podia sentir a vontade de tossir depois de cada tragada, mas se continha ou apenas bebia um gole de tequila. E todas as vezes ele ganhava um sorriso de aprovação do albino.

Ficaram daquela forma por um tempo, tragando em silêncio e compartilhando a tequila. Marik já sentia mais facilidade em fazer aquilo e quase não havia mais aquela vontade chata de tossir. Sentiu seus olhos ficarem um pouco desfocados e por algum motivo, que ele desconhecia, estava se sentindo mais feliz. Não sabia muito bem se realmente era os efeitos da erva ou se era apenas a tequila, mas era uma sensação boa.

Bakura sorriu vendo o loiro expirar a fumaça de maneira lenta e se moveu ficando de frente para ele - Aqui. Vou te mostrar outra maneira de fazer isso. - ele disse ganhando um olhar um pouco confuso do outro, mas Marik assentiu esperando que ele mostrasse. O albino segurou o rosto bronzeado com firmeza com uma das mãos, para evitar que Marik se afastasse, e aproximou seus rostos.

O egípcio estava meio atordoado com essa ação, seu cérebro estava lento demais para pensar em algo para fazer ou dizer, então preferiu apenas deixar que o albino fizesse o que queria. Apertando um pouco as bochechar dele, Bakura fez com que o loiro entre abrisse um pouco os lábios e riu ao perceber o tom ligeiramente vermelho no rosto dele.

Com a outra mão ele levou o cigarro aos lábios, mas ao invés de ser do modo normal, ele colocou o cigarro quase que completamente dentro da boca e com o lado aceso para dentro, tomando todo o cuidado para não queimar a língua, deixando apenas um pedaço da outra ponta para fora. Marik teve uma vontade imensa de rir disso, mas se controlou e apenas esperou que o outro continuasse.

O albino o puxou para mais perto, seus rostos a centímetros de distância e seus lábios a milímetros. Marik ficou tenso com a proximidade e, pela segunda vez naquela noite, os cabelos de sua nuca se arrepiaram de modo alarmante, teve o impulso de se afastar, mas a mão pálida o segurava firmemente no lugar. Bakura deu um meio sorriso antes de soprar contra a boca do egípcio o fazendo tragar aquela fumaça.

Marik fechou os olhos e inspirou profundamente, sentindo a fumaça passar por sua garganta ate os seus pulmões. Podia sentir o mundo girar ao seu redor. Era uma sensação diferente de quando fazia aquilo de maneira normal, mas não era ruim, ate mais prazerosa.

Quando o albino se afastou retirando o cigarro da boca, Marik ainda permanecia de olhos fechados e com um pequeno sorriso nos lábios. Depois de alguns segundos (ou eram horas?), ele abriu os olhos lentamente, sentia uma sensação inebriante tomar conta de seus sentidos, mas isso não o incomodava nem um pouco.

Eles apenas sorriram um para o outro antes de voltarem as suas posições iniciais. Bakura bebeu mais um gole da tequila e jogou a cabeça contra a árvore a virando ligeiramente para o lado observando Marik, que já estava com o olhar mais desfocado que antes. Sorriu largamente antes de quebrar o silêncio - Você é gay? - ele perguntou sem enrolação.

Marik virou a cabeça para olha-lo, mas parecia não ter ouvido a pergunta, ele apenas sorriu um pouco - Você sabe, eu gostei dessa outra maneira de fazer isso. - comentou sorrindo. Já podia se sentir muito, muito alto.

- Não foi isso que eu perguntei, Marik. - o albino disse o nome do egípcio num tom rouco e lentamente fazendo o outro estremecer um pouco - Você não esta tentando evitar o assunto, esta?

O loiro apenas o olhou por um segundo - Não. - disse de maneira simples, mas não conseguia evitar o tom vermelho em seu rosto - Por que você acha que eu sou gay?

- Porque... - Bakura sussurrou se inclinando mais perto dele e agarrou o pulso bronzeado - Você não me impediu de fazer isso... - ele disse lentamente aproximando seus lábios da orelha de Marik, deixando sua respiração tocar a pele quente dele. Marik estremeceu momentaneamente antes de sentir um calor subir pelo seu corpo - Ou isso... - o albino passou suavemente um dedo frio pela garganta bronzeada - Ou isso... - pela segunda vez naquela noite, Bakura puxou Marik para mais perto o fazendo cair sobre o seu corpo - Ou então isso... - disse segurando o queixo dele com uma das mãos e aproximou seus rostos.

Marik arregalou os olhos com a proximidade repentina, aquilo o deixou sem reação. Se sentia estranho em ter aqueles olhos avermelhados tão próximos de si. Podia sentir a respiração quente em seu rosto, o cheiro de tequila em seu hálito e o cheiro forte que havia sentido a primeira vez que Bakura o havia empurrado contra uma árvore.

- Se você fosse hetero eu esperava que você perguntasse sobre a minha sexualidade, mas você não o fez ate agora. - Bakura disse lentamente cerrando os olhos e sorrindo - Você gosta de flertar comigo.

O loiro não respondeu, apenas ficou ali parado, atordoado demais para pensar em uma resposta a altura. Depois de alguns segundos, ou minutos, ele finalmente conseguiu pensar um pouco mais claramente - E você gosta de flertar comigo? - perguntou franzindo um pouco a testa. Aquelas palavras tinham soado um pouco melhor em sua cabeça, mas em voz alta pareciam apenas defensivas.

Bakura sorriu mais largamente - Sim, eu gosto. - ele disse em hesitar.

- Então você é gay? - Marik perguntou se xingando mentalmente pela pergunta estúpida, mas foi a única coisa que conseguiu pensar no momento.

- Sim... - o albino meneando a cabeça parecendo ponderar a resposta - E não. - concluiu sorrindo de canto.

- Bi? - o loiro ergueu as sobrancelhas um pouco surpreso e apenas recebeu um aceno lento confirmando. Ele podia ver a diversão nos olhos avermelhados do outro.

Bakura se inclinou mais perto, sua respiração fazendo cócegas no pescoço do egípcio - Então, Marik, você é gay? - perguntou num sussurro e Marik não conseguiu evitar o arrepio que subiu pela sua espinha.

- Sim. - ele disse prendendo a respiração por alguns segundos. Bakura se afastou e ele pode ver um largo sorriso se forma novamente no rosto pálido.

- Isso era tudo o que eu queria ouvir. - o albino sussurrou segurando firmemente o queixo do loiro, o puxou para mais perto pressionando seus lábios juntos. Marik viu o mundo a sua volta girar. Fechou os olhos tentando parar a sensação de tontura, ele não prestou muita atenção, mas o ritmo da musica de fundo que vinha da boate parecia ser perfeito para o momento.

I wish that I could fly

(Eu gostaria de poder voar)

Into the sky

(Ate céu)

So very high

(Assim, bem alto)

Just like a dragonfly

(Apenas como uma libélula)

Sentiu os dedos frios deixarem o seu queixo e deslizarem ate a sua nuca o puxando para mais perto, deixou um gemido escapar de sua garganta com a sensação da língua molhada do albino sobre o seu lábio inferior pedindo passagem. Qualquer defesa que ainda lhe restava foi completamente destruída quando um braço forte o puxou para mais perto fazendo seus corpos se chocarem. Ele entre abriu os lábios deixando a língua ansiosa do albino entrar em sua boca e timidamente retribuiu o beijo, podia sentir Bakura sorrindo.

Seus pulmões gritavam por ar, mas ele não queria parar, não agora que seu corpo estava começando a reagir. Passou os braços em volta do pescoço do outro segurando com força os fios desgrenhados e brancos, ouvindo Bakura gemer contra a sua boca. Podia sentir o gosto da tequila se misturando e tornando o beijo mais delicioso, o fazendo querer provar mais da boca do outro.

I'd fly above the trees

(Eu voaria sobre as árvores)

Over the seas in all degrees

(Sobre os oceanos em qualquer temperatura)

To anywhere I please

(Para qualquer lugar que quisesse)

Relutantemente se afastaram tomando respirações profundas, mas não demorou nem cinco segundos antes que suas bocas se chocaram uma contra a outra novamente num beijo desleixado e ansioso. Suas línguas se movendo juntas de modo impaciente buscando o contato uma da outra, assim como as mãos bronzeadas, que percorriam os braços e costas do albino, arranhando o pano do casaco preto, Marik estava começando achar irritante aquela peça de roupa.

Gemeu entre o beijo e novamente, naquela noite, os cabelos de sua nuca ficaram arrepiados quando Bakura arranhou a parte de trás do seu pescoço enviando choques elétricos pelo seu corpo. Sem se afastar dos lábios do albino, apoiou as mãos sobre os ombros dele, cegamente se moveu colocando uma perna de cada lado do corpo dele se mantendo nos joelhos.

Oh I want to get away

(Oh, eu quero me mandar)

I want to fly away

(Eu quero voar para longe)

Yeah yeah yeah

(Yeah, yeah, yeah)

Continuaram com aquele beijo ate que Bakura teve uma ideia bem interessante e se afastou do outro, que permaneceu de olhos fechados e o fez rir. Marik abriu os olhos lentamente confuso e um pouco irritado por Bakura estar rindo, mas logo foi substituído por curiosidade ao ver o albino pegar a garrafa esquecida de tequila e virar na boca o resto da bebida. Antes do seu cérebro poder processar uma pergunta uma mão pálida o puxou rudemente fazendo seus lábios se chocarem novamente.

Sem nem precisar pedir, o loiro entre abriu os lábios e pôde sentir a tequila invadir sua boca junto com a língua impaciente do outro, gemeu sentindo o gosto da bebida e de Bakura se misturarem, podia sentir a tequila escorrer pelos cantos dos lábios ate o seu queixo, mas essa era a sua última preocupação no momento, só queria continuar sentindo mais daquela sensação inebriante de estar beijando o albino.

I want to get away

(Eu quero me mandar)

I want to fly away

(Eu quero voar para longe)

Yeah yeah yeah

(Yeah, yeah, yeah)

Se pressionou mais contra o corpo a sua frente agarrando o casaco dele para evitar que o outro fugisse ou qualquer outra coisa que a sua mente entorpecida poderia imaginar que iria acontecer se ele se descuidasse. Ele não sabia quanto tempo já estavam assim, se beijando, mas poderia ser uma eternidade que ele não se importaria, para ele não existia mais o mundo a sua volta, apenas ele e Bakura.

As mãos frias e pálidas entraram dentro da sua blusa tocando a sua pele quente o fazendo gemer mais. Os dedos longos deixavam um rastro de fogo por onde passavam ou será que deixava um rastro frio? Ele não sabia e nem se importava, sua única preocupação era que desejava sentir aquilo em todo o seu corpo.

Let's go and see the stars

(Vamos ir e ver as estrelas)

The milky way or even Mars

(A Via Láctea ou ate Marte)

Where it could just be ours

(Aonde isso poderia ser só nosso)

Com muita relutância, ambos se afastaram. Respirações ofegantes, olhos semi cerrados e desfocados. O albino passou a língua nos lábios limpando a saliva que ainda estava ali e sorriu percebendo que Marik acompanhava seus movimentos. Com movimentos languidos ele pegou o resto do cigarro dando uma última tragada antes de joga-lo longe e sem nenhum aviso o egípcio aproximou seus rostos com a boca entre aberta inalando a fumaça que Bakura expirava.

O albino sorriu e pressionou seus lábios contra os do outro num beijo rápido e não gostando muito da posição em que estavam, ele se levantou puxando o loiro consigo o pressionou contra a árvore onde estava se apoiando antes. Marik não pode deixar de rir um pouco quando suas costas se chocaram contra o tronco áspero da árvore e o pensamento de Bakura ter algum tipo de mania em fazer isso, já era a terceira vez que isso acontecia, pelo que se lembrava, claro. Já não sabia o que era real ou não.

Let's fade into the sun

(Vamos desaparecer dentro do sol)

Let your spirit fly

(Deixe seu espírito voar)

Where we are one

(Aonde nós somo apenas um)

Just for a little fun

(Apenas por diversão)

Oh oh oh yeah!

(Oh, oh, oh, yeah!)

Soltou um pequeno gemido estremecendo quando os dentes do outro afundaram em seu pescoço, ele não conseguia dizer se era de dor ou prazer. Depois, como se fosse um pedido de desculpas, uma língua úmida deslizava pelas marcas de dentes cuidadosamente o fazendo estremecer agarrando os ombros de Bakura com força. Com certa irritação agarrou o pano do casaco e o puxou, querendo faze-los deslizar pelos braços do albino e rindo um pouco das tentativas frustradas dele, Bakura se afastou e retirou o casaco o estendendo no chão de maneira desleixada antes de voltar a dar atenção ao pescoço bronzeado, lambendo e espalhando beijos. Ainda podia sentir um leve gosto da tequila que escorreu pela pele dele.

Marik gemeu novamente quando uma de suas pernas foi rudemente puxada para cima e uma mão forte apertava sua coxa deslizando cada vez mais perto da sua bunda. Sem pensar muito, ele envolveu a outra perna na cintura do albino o puxando mais contra o seu corpo fazendo ambos gemerem quando suas semi-ereções se tocaram. Podia sentir a respiração ofegante de Bakura em seu pescoço e isso o fez sorrir divertidamente ao mesmo tempo em que se sentia quente.

I want to get away

(Eu quero me mandar)

I want to fly away

(Eu quero voar para longe)

Yeah yeah yeah

(Yeah, yeah, yeah)

O albino se afastou por alguns segundos retirando a própria camiseta e a jogando no chão, Marik aproveitou para fazer o mesmo com a sua blusa revelando seu corpo bronzeado. Ficaram assim por alguns míseros segundos, apenas admirando o corpo um do outro e o loiro não pode deixar de tocar o peito pálido arrastando suas mãos ate o abdômen dele. Podia ver Bakura o olhar com fome e riu quando ele lambeu os lábios de forma sedutora antes de seus olhares se cruzarem e suas bocas se chocarem novamente.

As mãos bronzeadas percorreram o corpo pálido, que Marik descobriu adorar, ate chegar a calça jeans que o outro usava. Arranhou levemente a pele perto dos quadris do albino o ouvindo grunhir entre o beijo, sorrindo ele repetiu a ação ganhando como resposta um movimento dos quadris do outro que fez ambos gemerem novamente.

Sem perder mais tempo começou a desfazer o cinto, xingando internamente sobre ser difícil desfaze-lo, mas depois de algumas tentativas frustradas finalmente conseguiu. Bakura riu um pouco e se afastou do corpo do egípcio, apenas para facilitar para o loiro abrir o botão de sua calça e o zíper, já que a posição em que estavam não favorecia muito. Antes de Marik poder fazer mais alguma coisa, já havia sido jogado no chão, mas para a sua surpresa Bakura o havia deitado sobre o seu casaco.

I want to get away

(Eu quero me mandar)

I want to fly away

(Eu quero voar para longe)

Yeah yeah yeah

(Yeah, yeah, yeah)

Olhou para cima encontrando os olhos avermelhados do albino o observando com luxuria e aquilo foi o suficiente para um choque elétrico percorrer o seu corpo ate chegar a uma certa parte entre as suas pernas. Bakura se inclinou mais perto o beijando com fome e desejo, suas mãos percorriam o corpo bronzeado abaixo do seu, apertando a carne macia e quente, deixando várias marcas vermelhas dos dedos.

Marik apenas conseguia gemer e mover mais o corpo contra o do albino. Cada toque era como se deixasse um rastro de fogo em sua pele fazendo seu corpo ficar cada vez mais quente. Podia jurar que mesmo com o frio da madrugada sentia o suor escorrer de seus corpos. Deixou um grunhido escapar quando o albino mordeu o seu lábio inferior com certa força o puxando apenas para depois começar a chupa-lo e como resposta enterrou as unhas nos braços pálidos deixando marcas profundas.

I got to get away (get away)

(Eu consegui ir embora (ir embora))

Feel I got to get away (get away)

(Sinto que eu tenho que ir embora (ir embora))

Oh oh oh yeah!

(Oh, oh, oh, yeah!)

Logo Bakura se cansou disso passando a descer mais os lábios pelo pescoço bronzeado, deixando uma trilha de beijos molhados e marcas vermelhas. Lambeu a clavícula do loiro ate chegar ao peito se deliciando com os suspiros e gemidos que Marik não fazia questão de segurar. Sorriu maliciosamente antes de levar um dos mamilos sensíveis do egípcio a boca o chupando e mordendo, causando um estremecimento do outro. Podia se sentir ficar mais excitado a cada gemido que Marik deixava escapar, cada contato de seus corpos, era como um impulso a mais para continuar.

- Se apresse... - o loiro murmurou ofegando alto e ganhou apenas um aceno lento do albino com aquele sorriso preguiçoso. Bakura o fez diminuir o aperto de suas pernas em volta dele, deslizou as mãos sobre o peito e abdômen bronzeado, fazendo Marik gemer arqueando o corpo, ate chegar a calça começando a desfazer o botão e o zíper.

I want to get away

(Eu quero me mandar)

I want to fly away

(Eu quero voar para longe)

Yeah (with you) yeah yeah

(Yeah (com você) yeah, yeah)

Oh yeah!

(Oh, yeah!)

O egípcio estremecia gemendo alto cada vez que Bakura deixava a mão esbarrar no seu membro ainda coberto e podia ouvir um riso do albino. Fez um som de engasgo quando Bakura puxou o resto de suas roupas de uma vez só e sem cerimônia o deixando completamente exposto aos olhos vermelhos do outro. Ergueu a cabeça apenas para ter a visão do albino lambendo os lábios lentamente sem desviar os olhos do seu corpo, ele sorriu largamente - Apreciando a visão? - perguntou divertidamente.

O albino apenas o olhou de maneira faminta - Sim. - respondeu simplesmente se inclinando sobre o corpo bronzeado e voltando a beijar o loiro. Com certa dificuldade ele retirou as suas roupas naquela posição mesmo, não queria se afastar do corpo quente do outro.

I want to get away

(Eu quero me mandar)

I want to fly away

(Eu quero voar para longe)

Yeah (with you) yeah yeah

(Yeah (com você) yeah, yeah)

I got to get away!

(Eu consegui ir embora!)

Percorreu as mãos pelos lados do corpo de Marik o sentindo estremecer, arranhou as coxas deixando marcas vermelhas ate chegar a bunda bronzeada a apertando com força e fazendo o loiro gemer jogando a cabeça para trás. Com um sorriso ele o penetrou com um dedo sem avisar e isso fez o loiro gemer surpreso, moveu o dedo algumas vezes ate que Marik agarrou os seus braços enterrando as unhas neles.

- Foda-se a preparação...! - disse com a respiração ofegante o olhando nos olhos com desejo. Ele tinha certeza que se Bakura demorasse mais não iria suportar.

- Como você quiser. - o albino disse se inclinando mais perto e pressionando os lábios contra os dele. De maneira ansiosa Marik se agarrou a ele aprofundando o beijo, suas bocas e línguas se moviam de maneira desesperada, pedindo pelo contato. Quando ele estava suficientemente distraído, com um grunhido Bakura o penetrou com uma única estocada. Marik arregalou os olhos gemendo de dor e contraiu o seu interior o tornando mais apertado e isso fez o albino gemer sentindo mais prazer - Relaxa... - sussurrou contra o ouvido dele deslizando os dedos pálidos pelo pescoço, tentando acalma-lo.

I want to get away

(Eu quero me mandar)

I want to get away

(Eu quero me mandar)

I want to get away

(Eu quero me mandar)

I want to get away

(Eu quero me mandar)

Yeah!

(Yeah!)

Marik grunhiu apertando mais as unhas nas costas pálidas - Relaxa você. - disse com a respiração entre cortada - Não é você que tem uma coisa grande na sua bunda. - disse meio mal humorado.

O albino riu - Obrigado pelo elogio. Mas se você não relaxar vai sair daqui mancando. - disse divertidamente plantando vários beijos cálidos no pescoço bronzeado. O loiro respirou profundamente fechando os olhos, tentando relaxar e ignorar a dor que estava sentindo. Bem no fundo da sua mente ele sabia que se não relaxasse seria pior para ele mesmo.

Os beijos que Bakura deixava em sua pele pareciam deixar rastros de fogo pelo seu corpo, mas de alguma forma aquilo o relaxava e quando sentiu que estava preparado rebolou um pouco fazendo o albino gemer. Bakura moveu os quadris, quase retirando o membro todo só para depois se empurrar novamente dentro daquele corpo quente. Sorriu vendo o loiro gemer de olhos fechados e repetiu o movimento ganhando a mesma reação do egípcio.

I want to get away

(Eu quero me mandar)

I want to fly away

(Eu quero voar para longe)

Yeah (with you) yeah yeah

(Yeah (com você) yeah, yeah)

I got to get away

(Eu consegui ir embora)

Rosnou entre dentes acelerando o ritmo das estocadas procurando a próstata do loiro egípcio. Seus corpos se chocando um contra o outro e o som que ambos deixavam escapar só faziam seu desejo aumentar, o fazendo querer ir mais fundo. Sorriu largamente sabendo que havia finalmente achado o que queria quando Marik deixou um gemido alto escapar arqueando o corpo contra o seu e agarrando os seus ombros com força.

- Ah, Bakura... Faça isso de novo...! - a mente entorpecida do loiro não fazia ideia do que Bakura havia feito, sabia apenas que precisava sentir aquilo novamente. Jogou a cabeça para trás agarrando o casaco com força quando sentiu aquela sensação maravilhosa novamente fazendo seu corpo inteiro estremecer com o prazer.

I want to get away

(Eu quero me mandar)

I want to get away

(Eu quero me mandar)

I want to get away

(Eu quero me mandar)

I want to get away

(Eu quero me mandar)

Yeah!

(Yeah!)

Envolveu as pernas em volta do albino movendo os quadris em sincronia com os movimentos dele, fazendo seus corpos se chocarem com mais força e intensidade. A respiração quente contra a sua pele pegajosa de suor, os gemidos roucos e as palavras desconexas só o fazia querer mais o albino se movendo dentro de si. Era uma sensação inebriante que fazia seu corpo ficar quente ao mesmo tempo em que se arrepiava, que fazia o seu sangue correr mais rápido em suas veias e fazia tudo a sua volta girar mais rápido.

- Oh, deuses... Eu vou...! - ele se interrompeu com um grito alto arqueando o corpo contra o do albino gozando sobre o abdômen de ambos. Seu corpo todo estremecia de prazer e sua mente ficou em branco com a sensação entorpecente que sentia. Gemeu baixinho quando Bakura rosnou contra o seu pescoço, sentiu seu interior ser preenchido com o sêmen do albino e ele desabar sobre si.

I want to get away

(Eu quero me mandar)

I want to fly away

(Eu quero voar para longe)

Yeah (with you) yeah yeah

(Yeah (com você) yeah, yeah)

Ficaram assim por um tempo, tentando normalizar a respiração e recuperar as energias. Como um pedido de desculpas pelas marcas de unhas que havia deixado pelo corpo pálido, Marik espalhava beijos no pescoço e ombros do outro o fazendo rir.

Depois de alguns minutos assim, sem dizer uma palavra, Bakura se retirou de dentro do loiro, ouvindo um gemido descontente deste, se colocando sentado sobre o seu casaco, passou as mãos pelos cabelos desgrenhados, retirou o suor que ainda escorria da testa e tentou limpar do seu corpo qualquer prova do que havia acontecido ali antes de se levantar em busca das suas roupas.

Marik suspirou ruidosamente, se sentia um pouco decepcionado? Ele mesmo não tinha certeza de mais nada naquele momento. Se sentou olhando vagamente para os lados procurando pelas suas roupas, as encontrando próximas de onde estava. Sem se levantar mesmo ele as vestiu, seu corpo todo parecia estar dormente por causa do prazer que havia sentido a poucos minutos atrás.

- Aqui. - olhou para cima encontrando Bakura com a mão estendida para ajuda-lo a levantar, sem pensar duas vezes ele aceitou, não tinha certeza se suas pernas estavam firmes o suficiente para fazer isso sozinho.

Quando estava face a face com o albino sentiu seu rosto esquentar, talvez os efeitos da droga e da tequila estivessem passando, mas agora não sabia o que dizer. Abriu a boca tentando pensar em algo, mas foi surpreendido pelos lábios do outro sobre os seus, uma das mãos pálidas segurando firmemente o rosto enquanto a outra deslizou algo no bolso da sua calça. Ele estava começando a apreciar o beijo lento e apaixonado quando Bakura se afastou com um sorriso malicioso no rosto.

É, parecia os efeitos da droga ainda não haviam passado, o seu cérebro demorou um pouco para processar o que havia acabado de acontecer, mas quando o fez ele levou os dedos sobre o bolso e franziu a testa. Não havia nada.

- Vá em frente. - o albino incentivou agarrando os dedos bronzeados e os emburrando dentro do bolso. Marik entendeu o recado e desordenadamente moveu a mão encontrando um pedaço de papel dobrado. Piscando algumas vezes ele o abriu e leu. Era um número de telefone! - Eu nunca dei isso a ninguém. - Bakura disse seriamente.

Marik não pôde deixar de rir com isso - Você nunca deu seu número para ninguém antes? - perguntou um pouco surpreso.

O albino encolheu os ombros levando uma das mãos ao bolso da calça retirando um maço de cigarros e o isqueiro, levando um dos cigarros aos lábios o acendendo. Marik pode perceber que esse não era do mesmo tipo dos outros dois, provavelmente eram cigarros normais - Eu nunca encontrei alguém que valesse a pena. - disse dando uma tragada e sorriu sedutoramente para o loiro - Ate agora.

~Owari~

27 de Febrero de 2018 a las 11:13 0 Reporte Insertar 0
Fin

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Taimatsu Kinjou Fanfics também no Nyah!; Spirit; fanfiction.net; ao3 e Wattpad

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