melsant clara gabriela bueno reis

Jungkook passou de um orfanato a um bordel e de um bordel a uma casa abandonada perto de uma pequena cidade, tudo isso até os 11 anos, a partir dai, tem que se virar sozinho (não muito diferente do que era antes) conseguir entrar em uma escola, conseguir um emprego e pagar as contas para alguém de menor e sem documentos e bem difícil, mas quem tem Yoongi ao seu lado, acaba conseguindo de tudo. Yoongi e seu irmão, Baekhyun, tem vários amigos pela cidade, um padeiro, um bailarino, um drogado, um valentão, uma lady, por que não um órfão pseudo prostituto?


Fanfiction Sólo para mayores de 21 (adultos).

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A vida após a vida

23/04/2003

Uma chuva forte e tenebrosa se derramava em Blakpool, um ótimo dia para as crianças do orfanato Happy Days tomarem chocolate quente e ouvirem a história contada pela Ama Whitney, “Ama” assim que as crianças chamavam as mulheres que cuidavam das pequenas pessoinhas de variadas idades que ainda não sabiam se um dia achariam uma boa família.

Esse não era um dia comum, realmente a chuva e os trovões eram de deixar as crianças assustadas e o dia inteiro havia sido frio e nublado.

Parecia que o dia tinha pegado um resfriado terrível e estava de cama, ou só resolveu tirar um tempo para não ser perfeito e quente para ficar descansando, afinal por que ele tinha que ser lindo toda vez? Todavia, pouco antes do jantar todos receberam uma surpresa, um pequeno menininho, todo encolhido em uma cesta, mais parecia uma bolinha de panos, um tanto moreno e seus olhos nem abertos estavam. Uma pergunta que sempre rondava algum membro novo do orfanato e logo não tardou a aparecer para o pequeno novato era:

-Quem será que o deixou aqui?

Mas essa pergunta nunca fora respondida, alguém o havia deixado ali na porta do orfanato, apertado a campainha e fugido. A criança estava bem agasalhada, mas estava um pouco molhada por conta da chuva, em seu pulso esquerdo tinha uma pulseira de ouro com letras formando a palavra Jungkook, seria o nome dele? Bem, se não fosse esse o nome já era tarde, acharam esse nome apropriado e a batizaram de Kook.

Alguns anos se passavam e à medida que Kook crescia era mais amado, com seus cabelos negros, pele um pouco morena e pálida pela falta de sol e seus olhos enormes e azuis das águas mais cristalinas, um azul tão claro que deixava-se demonstrar o quão frágil e inocente era o garoto. Seu aniversário fora estimado no dia 20/04 três dias antes de terem o acolhido, com o tempo a pulseira com seu nome já não lhe cabia no pulso então ele o colocara em um colar e nunca tirava, era seu maior tesouro, a sua única esperança de que um dia encontraria sua mãe a mulher que deu a pulseira.

Aos 4 anos recém completos ninguém o avia adotado ainda, crianças chegavam, crianças saiam, mas o pequena Bunnie (apelido carinhoso que lhe deram por ele lembrar um coelho por conta dos dentinhos salientes) continuava ali, sorrindo e fazendo cartas escondidas para sua mãe, que ele esperava ansiosamente encontrar. Pela pouca idade as cartas eram basicamente um desenho de uma mãe e um filho de mãos dadas e um “eu te amo” escrito em uma letra infantil e desastrosa, essas três palavras eram cuidadosamente soletradas por Ama Taeyon que o ajudava nas cartas e a única que sabia delas também, pois todas eram guardadas debaixo de uma tabua solta no chão que se encontrava abaixo da cama de Kook.

O orfanato acabou adquirido mais crianças do que podia, então, com uma quantia generosa que ganharam de algum famoso filantropo, se mudaram para uma casa maior, essa nova casa era em uma fazenda a 3 quilômetros da antiga, e tinha um espaço grande para as crianças brincarem, um lago, árvores e um modesto parquinho.

Mas Kook não gostou da ideia de mudar de casa pois suas cartas estavam na outra, então algumas vezes ele dava uma fugida da fazenda e ia para o antigo orfanato, ele pegava a chave de lá. Na cozinha, em cima da mesa havia um pote de cera em forma de coração, era onde a chave ficava, ele a pegava e corria para seu antigo lar sem que ninguém lhe notasse, era pequeno. Foi difícil achar o caminho certo da primeira vez, mas apesar da pouca idade era extremamente inteligente (e só existia uma estrada que saia poucas ruas a cima do antigo lar) e hoje não foi diferente, para Kook o dia estava com febre, ele estava derretendo de calor e colocou um short fresco com uma blusa do homem de ferro, colocou um chinelo, daqueles que tem uma tira de elástico atrás para não sair do pé.

Pegou sua cartinha que tinha feito na noite passada, nela tinha escrito "Kook ama mamãe" e vários corações que podiam ser facilmente confundidos com bolas de futebol, mas ele tinha ficado feliz com o resultado. Desceu rapidamente as escadas com suas perninhas pequenas e grossas e seus cabelos balançando de um lado para o outro, ele estava feliz, passou pela sala e foi até a cozinha, pegou uma rosquinha em cima da mesa e desejou que fosse aquele pão que Alice come no filme para crescer, pegou uma cadeira e a arrastou até a mesa subiu nela e pegou a chave no mesmo lugar em que vira da última vez, ele nunca pensara se o antigo orfanato seria vendido ou não, tais pensamentos não eram tão importantes para a mente maravilhosa de uma criança, com a chave em uma mão e a carta noutra ele foi até a janela da sala e viu todos lá fora brincando, sorriu e se encaminhou até a porta dos fundos.

Andou até chegar ao laguinho, se aproximou a ele e passou seus dedinhos pequenos por lá, após uns segundos se levantou e fez uma careta, a água, sempre de um tom azul escuro e simpática, hoje deveria estar irritado porque não parecia nem um pouco amigável, balançou os ombros e continuou seu caminho lentamente, saltitando e parando para conversar com os bichinhos na estrada de terra.

Até achar a casa, a que escondia seus medos e segredos, a casa que antes era inteira em tons quentes como um dourado fosco e um vermelho nublado, agora tinha uma aparência assustadora, mas Kook se considerava corajoso e entrava lá sem dificuldades, foi até a porta e ficou na ponta dos pés, teve que dar pulinhos para chegar a maçaneta, a abriu com sua chave, entrou depois trancou a porta de novo e ficou com a chave. Olhou em volta, estava escuro e com cheiro de mofo, mas ainda era sua casa.

A primeira porta dava para a sala de estar, que era a de jantar também então era enorme, onde antes ficavam todos os brinquedos e decorações da casa haviam agora poucos moveis velhos que não acharam relevante levar na mudança.

Kook foi até o final da sala e subiu as escadas para os quartos, ao lado da escada havia uma porta que se direcionava a cozinha. Foi até o quarto que dividia com os colegas, entrou, empurrou sua antiga cama com dificuldade e foi pisando nas tabuas até uma gemer, se abaixou e a puxou para cima, todas suas cartas estavam lá, ele sorriu e colocou mais aquela que se encontrava em sua mão. Observou seu antigo quarto e se sentiu triste com a falta de seus coleguinhas. Mas resolveu fazer algo que sempre lhe agradara. Ele gostava de fingir que conversava com sua mãe, lhe fazia bem.

-Mais uma mamãe- disse com sua voz incrivelmente rouca, às vezes se assustavam com o tom de sua voz, como um menino de quatro anos teria essa voz tão rouca e grossa? - Quando eu te ver, vou te entregar -uma lagrima desceu pela sua bochecha, ele não se preocupou em seca-la – todas as que eu fiz, foi com amor, espero que goste mamãe.

Deu um suspiro e ouviu barulhos lá em baixo, depois outro bem alto, a porta avia sido arrancada, se assustou então se escondeu debaixo da cama.

-Vai ser aqui- ouviu uma voz grossa falar, deu uma espiada avia dois homens armados cheios de desenhos nos corpos, tinham uma aparência saudável, mas não lhe agradaram nada, principalmente pelas armas.

-Tem certeza Byung? - o de aparência mais nova perguntou ao segundo, um cara de aparência carrancuda e satisfeita ao mesmo tempo.

-Sim, a propriedade é da prefeitura, mas não tem chance de eles colocarem algum órgão aqui, é muito longe do centro, bom, vantagem para a gente - disse e eles riram, Kook pegou seu colar e apertou, deveria ir embora agora?

Um retrato: pense em dois caras totalmente opostos menos na feição, um era magro e alto, jovem, cabelos castanhos claros e levemente ondulados nas pontas por estarem grandes, já o outro, era baixinho e troncudo, cabelos negros e lisos, porem o rosto deles...

Não eram parecidos, longe disso, porém havia algo ali, algo que misturava toda a sujeira e escória do mundo.

Eles deram uma olhada no lugar, mas não acharam o menino, abriram às janelas mexeram nos restos de um guarda-roupa que haviam ali, desceram e subiram as escadas, mas só depois de um tempo acharam o Kook. Ele ouvia passos chegando mais perto da cama, mas não estava com medo, por incrível que pareça seu medo passou assim que ele lembrou que estava com o colar e achava até engraçado dois homens desse tamanho não terem o achado ainda, para o moreno isso não passava de esconde-esconde, se fosse realmente isso seu futuro após esse dia não seria tão cruel, ou, tão brilhante.

-Olha, olha Byung o que temos aqui? - falou o mais magro e puxou o menino pelos cabelos para que ele saísse debaixo da cama. Kook ficou apreensivo pelo modo bruto que o home tinha lhe tratado, então não ousou soltar sequer um gemido de dor apenas fez uma cara emburrada mostrando que não aprovava os modos dos rapazes, mas quando o moço puxou com mais força seus cabelos fazendo sua cabeça inclinar para trás um “aai” escapou de sua boca.

O outro, cujo seu nome era Byung se aproximou com um sorriso sarcástico no rosto.

-Olha um ratinho- zombou do garoto que agora se encontrava com um bico em sua feição.

-Me solta, quero ir para casa- ele gritou, mostrando sua impaciência, se não chegasse logo em casa ia levar uma enorme bronca de Ama Hyoyeon. O que lhe segurava pegou sua arma para lhe dar uma coronhada.

-Não grite seu...

- Chen! Olhe os modos com a mocinho, traga os meninos e os leve para o sótão, vou ter uma conversa com nosso anfitrião- Byung, que parecia ainda achar graça de tudo, deu as ordens para o “fiel seguidor” que assentiu com sua cara carrancuda, jogou o menino aos braços de Byung e foi porta a fora, assim que saiu do campo de visão de seu chefe fez uma cara de nojo e murmurava “Ele sempre fica com a melhor parte.” “O que Gong Yoo vai dizer desse lugar? Está caindo aos pedaços.” Seu desprezo por seu comandante provisório era nítido, já sua idolatria por Gong, o verdadeiro líder, não era de se negar. Seguindo o caminho até a van que lhe esperava com pobres almas perdidas, ou suas mercadorias como ele pensava, ele tropicou algumas vezes e se irritou facilmente quando pisou em um ursinho de pelúcia que espirava um ar dócil e liberava um som irritante, franziu a testa e pegou um isqueiro que carregava no bolso para ascender seus cigarros, olhou para o urso que ainda imitia sons fez sua famosa cara de desprezo e ateou fogo no urso, ainda segurava ele na mão quando saiu do orfanato e o jogou na rua para que terminasse de queimar, Chen estralou o pescoço, abriu a porta da van e deu instruções para que os outros companheiros levassem os meninos até o sótão e eles assim o fizeram, Chen se sentou no meio-fio e inclinou sua cabeça para que escorasse nos joelhos deu um suspiro e observou a rua deserta.

Uma Descrição:

Para Chen hoje o dia estava estilo macarrão instantâneo: não é a melhor coisa do mundo, mas é necessário para conseguir dormir sem estar com a barriga vazia. Ou seja, ele não amava tudo isso, mas era necessário para não ficar pior para si mesmo.

Já para Kook o dia meio sorvete de creme tinha virado um wisky, amargo e insuportável para uns, ótimo para outros. Ele estava sentado em uma cadeira com a arma de Byung apontada para ele, Chen já tinha cogitado várias vezes apenas matar o garoto, só que não aparece novatos assim tão fáceis todos os dias, é tão trabalhoso enganar garotos de 19 a 27 anos para acabar nas mãos de Gong e parar no mundo da prostituição, com eles o negócio funciona assim:

Os garotos são drogados durante o dia só o suficiente para não darem trabalho até de noite abrirem a boate e satisfazerem seus clientes, muitos tentaram fugir, todos morreram. Não se sabe ao certo quantos traficantes trabalham ali, é realmente uma coisa muito organizada, pois existem clubes como esse, espalhados por todo Reino Unido e um em Las Vegas. Existe um chefe, os subchefes como o Gong que recebem os comandos do chefe para seu clube e executam, cada subchefe tem seu Conan os que assumem o comando quando ele se ausenta tais como o Byung e os "pau mandos" que fazem todo trabalho sujo como matar os garotos, drogá-los, abrir a boate, e cuidar para que a mercadoria não fuja, tais como o Chen. Mas como Chen é um cara esperto, um tanto falso e muito puxa saco, Byung o considera como seu braço direito e quase não tinha de fazer nada.

-Olha menino, eu bem que podia te matar agora, mas tenho planos melhores para você- soltou um riso debochado- planos melhores para mim.- Quando Byung ia executar seu plano que era realmente matar o pequeno, sim, ele só queria que ele tivesse esperanças pois esse seria realmente seu fim, foi interrompido.

-Vejo que temos visitas. Como se chama? – a muito tempo Kook não executava sequer uma ação, havia entrado em estado de choque segundos após Chen sair do quarto, suas lagrimas desciam, mas seu rosto não apresentava nenhuma expressão.

-Ele apareceu aqui do nada e...

-Eu falei com o garoto.

-Mas Gong eu...

-Quieto. Como se chama? - Kook olhou bem para o homem a sua frente, ele era parecido com algum avô, (veja, Jungkook não via muitos homens mais velhos no orfanato, só crianças como ele, então, seu senso de idade era meio fora de ordem) sua barba aparecia, mesmo aparada, e podia se ver alguns cabelos brancos .

-Kook- sua voz estava rouca e sua feição era de surpresa, não de medo, não de susto, apenas surpresa talvez pelo fato de terem homens em sua antiga casa que até pouco tempo não tinha ninguém.

-Bom Kook, fique ai que eu e meu amigo vamos ter uma conversa ali fora- os dois saíram calmamente e Bunnie pensou “como ele acha que vou sair daqui amarrado nessa cadeira?” Um tempo depois os homens voltaram e lhe contaram o que fariam com ele, Kook agora moraria com eles e faria tudo o que eles lhe mandassem. Kook negou claramente, mas levou um tapa no rosto, agora é hora de se apavorar, chorou, gritou, esperneou e se debateu, mas um pequeno garoto não teria chance com esses rapazes, logo ele foi mandado para o sótão junto com os outros garotos e é aqui que o inferno começa.

27 de Febrero de 2018 a las 03:20 0 Reporte Insertar Seguir historia
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