Akai Ito Seguir historia

glory_neko

[final alternativo • capítulo 545] "Murchei em seus braços, desfalecendo em seu agarro e plena em deleite. Porque sabia que quando abrisse os olhos novamente, encontraria os dele, igualmente arrebatadores quanto agora, me causando o mesmo calafrio que somente ele era hábil a provocar. E nada mais importava, porque agora possuía a convicção delirante que eu o amava, e Natsu amava-me de volta." Porque há o acalento e felicidade até para os bêbados desafortunados.


Fanfiction No para niños menores de 13.

#Capítulo 545 #Natsu/Lucy #NaLu #Fairy Tail
Cuento corto
9
7.1mil VISITAS
Completado
tiempo de lectura
AA Compartir

Capítulo Único

AKAI ITO

Capítulo Único

Acabar absorta em uma ressaca não era algo na qual eu fosse me orgulhar, no entanto, não era como se Cana fosse dar créditos ao meu mínimo capricho.

Ela acreditou veementemente de que concentrar múltiplas bebidas distintas em um único copo era uma ideia incrível e, embora eu mesma não concordasse ou não tivesse dado corda, Cana achou melhor ainda me fazer de cobaia para provar seu mais novo experimento alcóolico. Eu estava iluminada ontem — o completo oposto de hoje de manhã, posso assumir —, e aceitar o drinque oferecido por ela não me pareceu ser uma medida tão insensata.

Dito mentalmente, com todas as letras e regras gramaticais, de que ficar chapada foi de longe a melhor ideia que já tive, porém, dizer que esse erro não se repetiria seria uma baita mentira da minha parte. Uma mentira bem cabeluda. Essa era a terceira — ou quarta? Eu realmente não faço a mínima ideia — vez em que perco a noção do bom senso ao encher a cara, e, claro, Natsu me auxiliou em todos esses episódios embaraçosos. Parecia-me ser uma opção bem tentadora agradecê-lo pela assistência dada não somente ontem, mas por todas as vezes que viriam. Ele sempre vai estar lá, sei disso, mesmo que eu vomite cachaça em seus sapatos.

Despertar no que aparentava ser o meio da tarde não me surpreendeu, muito mesmo encontrar um sujeito esparramado sobre o tecido de algodão — agora imundo de batatas industrializadas — de minha poltrona, que já havia se tornado seu trono oficial. Somente para não perder o costume, me vi protestando a quatro ventos contra a invasão descarada em meu leito. E, obviamente, me recordei de chamar a atenção do infeliz felino azul, que, é claro, afiava as unhas em algo que, casualmente, era o meu mais novo troféu recém ganhado.

— Você desabou e eu acabei de trazendo para casa. — Natsu pontuou, metódico, explicando aquilo como se fosse a vigésima vez. E eu não duvidava de que realmente fosse.

Um frissom me consumiu após escutar a frase que me trouxe uma enchente de recordações. Boa parte delas aparentou ser de origem indiscutivelmente constrangedora — como quando, de acordo com as lembranças de raízes duvidosas, fiquei nua diante de Natsu e Happy, implorando por algo que nem sequer pude distinguir —, e a outra parte continha um apagão, e eu não soube se gostaria de me recordar das memórias perdidas ao acaso.

Não reconheço o motivo, nem mesmo os princípios que me levaram a dissolver tão facilmente quando pousei os olhos de encontro àqueles que me acalentavam o âmago. Natsu retorquia algo que dizia respeito a selecionar alguma missão, ou algo do gênero. Não pude deixar de estudar sua face calorosa, na qual eu conhecia tão mais perfeitamente quanto a palma da minha própria mão, enquanto sorria de modo sincero e cordial, exibindo a expressão que tantas vezes reservou somente para mim. Me sentir especial não era uma opção, porque eu sabia, ou esperava saber, de que eu demonstrava algo significativo para ele. Uma amiga, que fosse, no entanto, para mim era o suficiente.

Sequer fui apta a conciliar o instante que meus braços já não mais jaziam às laterais de minha estrutura, e, ao invés disso, envolviam um corpo abrasador e esguio, petrificado perante minha ação inesperada. Escutei Natsu arfar, sua respiração confusa indo de encontro aos meus cabelos, acalorando a região. Eu o conhecia o bastante para ter plena consciência de seu rosto desorientado, e não me dei ao trabalho de aguardar seus braços me circundarem em retorno. Chorei em seu peito, como muitas vezes já havia feito, e me acalentei ao notar que a sensação de segurança não havia mudado.

— Do fundo do meu coração... Obrigada. — fui capaz de balbuciar, a despeito de todas as vezes que Natsu e Happy haviam estado ao meu lado, como meu braço direito e, subindo mais um pouco, meu ombro amigo.

— Ei, Lucy. Eu também quero te dizer algo. — Natsu sentenciou e parei de respirar, e ainda que quisesse fazer o contrário, era como se meus pulmões entendessem o oposto.

Senti suas mãos deslizando de uma forma gostosa pelos meus braços, antes de encerrarem seu caminho e as palmas se pregarem com força num lugar específico. O contato de seus olhos obliquos fizeram-me derreter, como se eu fosse sensível demais diante de sua chama, e fechei os meus próprios antes que notasse. Seu calor compartilhava cumplicidade às minhas bochechas ferventes, e, como se em tese, fui capaz de sentir Natsu se afastar, sem encarar-me de modo direto, e berrar algo como: "Devemos ir pegar um trabalho!"

Acreditei que não fosse preciso verbalizar minha iminente frustração, porque minha expressão converteu-se numa prole de uma decepção genuína. Minha face ainda queimava quando fui arrastada para o exterior do meu lar, resmungando quanto ao fato de Natsu ser um tremendo pé no saco quando queria, tendo-o rindo de modo infantil da minha indignação que o encarava com olhos estreitos e sentenciadores. Gostaria de ter reclamado um lote a mais, lhe dado um tapa na orelha ou qualquer outra atitude que me livrasse da vergonha e desilusão de uma rejeição, mas um deja-vú ocupou-se de apaziguar minha fúria, emergindo de minha lista mental de memórias perdidas uma recordação da noite anterior:

"Meus olhos pesavam como se as pestanas estivessem tomadas por chumbo. A garganta, em segundo plano, mas não menos importante, aparentava estar mais quente do que o usual. Eu tinha plena consciência de minha embriaguez, e ao invés de irritar-me quanto meu andar manco e vertigem, desfiz-me num riso contínuo. A sensação de euforia temporária me parecia ser um tanto quanto divertida, trazendo um sorriso à minha face quente com facilidade.

— Lucy! — escutei Cana, chamando-me com a voz ressoando à todo pulmões — Aqui, preparei algo novo dessa vez. Tem licor.

Eu ri, lenta, com o copo em minha mão sem me recordar de ter erguido o braço para apanhá-lo. Virar a bebida não me pareceu algo trabalhoso, visto que o sabor alcóolico assemelhava-se à soda em seus primeiros goles, o que me fez abrir mão da preocupação quanto aos meus lábios levemente corroídos em retorno à bebedeira. Eu também possuía uma outra lista, minunciosamente separada em grades, em relação às minhas preocupações. Primeiramente, eu não tinha ideia de onde havia abandonado meu troféu reluzente, muito menos minhas chaves de casa.

Mas, óbvio, aquilo não me pareceu ser tão relevante. Até porque o foco de meu interesse não partiu para uma busca ao troféu perdido, mas sim para um sujeito tão conhecido, parado, rindo calorosamente com Happy, enquanto bebia de forma ajuizada de uma taça de champanhe. Natsu parecia não gostar muito daquilo, e eu não via problema algum em esvaziar o copo por ele.

— Hey, Natsu! — murmurei, os pés confusos, com um dos saltos faltando, rumando ao ser que despertara minha curiosidade. Cambaleei até ele de forma desengonçada, e Natsu aguardou minha chegada com toda paciência do mundo.

— Bêbada... De novo. — concluiu, olhando-me com as sobrancelhas franzidas. Happy fez piada de algo, pousando as patas na altura da boca, rindo da própria chacota.

Sorri de forma sincera, o efeito do porre fazendo-me liberar soluços solitários e espaçados entre si. Voltando meus braços curiosos rumo ao mago, puxei-o pela bainha do colete e grudei seu corpo ao meu, murmurando frases ininteligíveis, ao passo que ficava feliz quando perante ao seu calor que me envolvia como vapor de banho. Ele engoliu em seco, separando-me de si com extremo zelo — certamente hesitante quanto a possibilidade real demais de eu expor tudo de meu estômago em seu dorso — e encarou-me longa e intensamente, obviamente confuso do que fazer. Eu desconfiava que ele possuía duas alternativas, metricamente separadas em me abandonar aos cuidados de Wendy, ou me arrastar de volta para casa, o que significava sua própria saída da festa e óbvias investidas perversas de minha parte.

— Vou deixar você com Wendy. — ele murmurou, e, óbvio, eu estava correta. Mas não era como se a escolha dele virasse ao meu favor. Eu sentia uma necessidade crescente de permanecer envolta em sua presença abrasadora, e não era com Wendy que eu teria meus quereres.

Resmunguei, atrapalhada, sentindo-o passar o braço pela minha cintura. Ele ditou algo para Happy, lançando uma demanda que resumia-se a se o felino achasse a pequena maga, era para avisá-lo imediatamente. Natsu retirou-se com um de meus braços ganhando seus ombros, minha estrutura colada à lateral de seu corpo, enquanto ele andava lentamente, na tentativa — desajeitada, mas adorável — de acompanhar minhas passadas embriagadas e sem nexo.

— O que você está fazendo? — balbuciei, tropeçando e o sentindo aplicar mais força à pegada, mantendo-me erguida. Natsu fez um bico, me encarando por um tempo, antes de voltar sua atenção para sua dianteira.

— Procurando Wendy, oras.

— Me leve para casa. — choraminguei, sendo plenamente sincera desta vez, visto que a tontura havia se amplificado e eu sentia como se meu mundo girasse diante de meus olhos desfocados.

— Lucy... — resmungou, hesitante mais uma vez, como sempre ficava ao me ter em estado ébrio daquela forma. Olhou para os lados, mordendo o lábio e suspirando — Tudo bem, suba nas minhas costas.

Assenti, virando-me para olhá-lo. Natsu esperava, pacato, pelo meu avanço, abaixando-se levemente, com o intuito de deixar mais descomplicada a minha subida. Ele perdia a paciência restrita que possuía, e quando me coloquei em sua frente, e não às suas costas, senti-o bufar, indignado.

— Lucy!

— Natsu, obrigada... Por tudo. — funguei, o rosto ficando mais rubro. Se por efeito do álcool ou do constrangimento, eu não saberia dizer — Você sabe. Por me trazer até aqui... A guilda. — solucei — E por cuidar de mim; mesmo em seus métodos energéticos.

Ele franziu a testa, relaxando a posição tensa. Natsu sorriu abertamente, os olhos fechando-se com a veracidade de seu gesto, pousando uma de suas palmas largas sobre o topo de minha cabeça e bagunçando meus cabelos de maneira sutil. Eu poderia, naquele instante, prever exatamente o que ela faria. Recitaria algo relacionado à nossa amizade insubstituível, ao passo que riria descontraído, voltando aos seus afazeres de tomar conta de sua parceira de equipe mamada em bebida e completamente sem prudência. Há tempos eu queria alterar nossa linha de destino, e, agora, mergulhada sob o efeito de mil e uma doses, neguei com a cabeça.

— O que? — sussurrou com um fio de voz, preocupado.

— Mas não te quero... Assim.

Natsu uniu as sobrancelhas expressivas, intensificando sua expressão transtornada quando, soltando o ar e erguendo-me nas pontas dos pés, puxei-o para mais além do que a decência permitiria. Seu ar expelido pela boca infiltrou-se na minha quando conectei seus lábios aos meus, e senti-o recuar de leve, desistindo quando notou ser inútil, visto que eu não desistiria tão facilmente se considerarmos o aperto de meus dedos no colarinho negro. Seus lábios estavam fechados, culminando num beijo desajeitado, em união aos meus abertos em uma pequena brecha.

Minha face queimava de vergonha, e a possibilidade iminente de ser rejeitada me desolou. Suspirei pelo nariz, nervosa e constrangida, de repente com a ânsia lancinante de vomitar, chorar e encolher-me em posição fetal. A ordem das ações não me importava. Apertei mais os olhos, fazendo menção de afastar-me dele, quase estatelando-me no chão em um tropeço.

Natsu ofegou, o braço enfim ganhando vida e rumando de encontro à minha cintura, visto que o outro tomou-se na função de ganhar minha cabeça, consumando o ato quando seus dedos infiltraram-se com força nos fios de meu cabelo desgrenhado. Estremeci em frenesi, amolecendo em seu agarro, sentindo-o apertar mais os próprios lábios aos meus quando aparentemente saiu de seu torpor. Abandonou minha cintura por um instante ao agarrar meu pulso e colocá-lo por sobre seus próprios ombros, numa ordem silenciosa para que eu o abraçasse em retorno.

Sentia todas as minhas sinapses entrando em pane, trabalhando ferrenhamente para processar a informação improcessável. E gemi levemente, ainda que não quisesse, quando seus lábios abriram-se e acompanhei seu movimento sem notar, porque, no instante que deveria estar começando a retomar a consciência — ou perdendo o último resquício dela — sua língua moveu-se rumo à minha, hesitante a princípio, e sem freios ou restrições quando passou a deslizá-la e enroscá-la em um fluxo intensivo. Vigoroso, ardente. Inebriante.

Seus dígitos entranhados em meu couro cabeludo criavam em consequência em eu obedecendo a forma com que Natsu queria ajeitar-me em meio ao beijo. Seu braço apertou-se em minha cintura, em uníssono ao rosnado que lhe escapou pelos lábios tomados pelos meus, quando sua cabeça virou-se ao lado oposto e o mago ostentou uma disposição ainda mais excessiva ao enlaçar-se a mim de maneira mais febril. Natsu passou a expor seu calor em ondas — ou era eu mesma a ferver sem que notasse? — e suspirou, evidentemente satisfeito.

Quando separou-se de mim lentamente, soltando o ar quente em minha boca, fui inapta em reprimir o sorriso preguiçoso. Não fazia a mínima ideia de como o havia beijado, se parasse para averiguar minha embriaguez, mas sua face avermelhada e respiração difícil fora o suficiente para afogar-me em satisfação.

Eu não me recordava de como aquilo tudo havia se finalizado. Não era necessário. Minha noite já estava feita, bêbada e contentada, cálida com o sabor alheio em meus lábios e seu olhar ardente sobre o meu.

Murchei em seus braços, desfalecendo em seu agarro e plena em deleite. Porque sabia que quando abrisse os olhos novamente, encontraria os seus, igualmente arrebatadores quanto agora, me causando o mesmo calafrio que somente ele era hábil a provocar. E nada mais importava, porque agora possuía a convicção delirante que eu o amava, e Natsu amava-me de volta."

27 de Febrero de 2018 a las 00:14 2 Reporte Insertar 4
Fin

Conoce al autor

Comenta algo

Publica!
Alice Alamo Alice Alamo
Olá! Notei que sua história é uma fanfic e, portanto, está na categoria errada do site. Fanfics devem ser postadas na categoria Fanfiction e os gêneros como romance, poesia, lgbt, etc, devem ser postados nas tags ;) Para alterar, basta ir em Editar configurações da história, ok?
1 de Marzo de 2018 a las 18:44
Geisy Hime Geisy Hime
Eu estou sem palavras, amei essa one... Simplesmente perfeita autora-chan obrigada por essa obra. Melhor One NaLu que já li. Com certeza vc ganhou uma fã. 😍😍😍😍😍😍😍😍😍😍😍😍
27 de Febrero de 2018 a las 21:17
~