Sem Defesas Seguir historia

tiatatu Tatu Albuquerque

E ele sabia bem que Lee era importante mas não sabia o porquê. Lee fora o primeiro a tocar seu corpo em uma luta, sobrepondo sua tão aclamada defesa absoluta, mas também fora o primeiro a tocar seu coração e foi graças a esse toque que Gaara viu que estar com ele era o mesmo que estar sem – e não precisar de – defesas. Capa feita por xHasashi


Fanfiction Sólo para mayores de 18.

#naruto #naminhamesafns #fns #GaaLee #Gaara/Lee
Cuento corto
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Ah, Lee

Ventava e o vento produzia sons que se assemelhavam ao uivar de lobos, ao assobio humano, ou aos sussurros dos demônios que levavam qualquer um à perdição, mas não era o caso, não naquele dia, não naquele quarto. A janela aberta que fazia com que um pouco da areia do deserto que cercava o oásis que era Suna entrasse por ela juntamente ao vento, era um sinal de ousadia, ou, melhor dizendo, afronta.

Lee sempre fora afrontoso. Ele sempre lhe afrontou. Quem em sã consciência teria sido tão perspicaz ao ponto de lhe enfrentá-lo, tantos anos antes, em Konoha, no auge da escuridão de seu ser? Naquela época, sua velocidade foi capaz de afrontar a tão forte defesa que sua mãe exercia por meio da areia. Lee afrontou seu ódio um dia e, naquele momento, naquela cama, ele afrontava sua sanidade.

— Lee… - não foi um gemido, foi um clamor.

Clamou para que os braços do mestre em taijutsu o abraçassem mais forte e lhe acalentassem. Demorou anos até saber o que era sentir-se amado, o que era amor, ainda hoje não o entendia bem, mas achava que era o que tinha ali, entre eles.

Por um minuto, enquanto suas mãos deslizavam pelo corpo talhado à treinos rigorosos e o acariciavam tão cuidadosamente e sua boca o beijava da boca ao pescoço, recordou daquele fatídico exame, daquela noite em que aqueles que hoje eram seus amigos mais próximos lhe impediram de matá-lo e sentiu seu peito apertar.

Talvez ser tragado por sua areia em um Caixão fosse menos doloroso e sufocante que o simples pensamento de imaginar como não seria se Lee um dia soubesse daquela tentativa frustrada – ainda bem –, de assassinato e por isso o abraçou mais forte, precisava senti-lo vivo, senti-lo seu.

A missão era sobre esmagar Konoha mas, no dia de hoje, a única coisa esmagada com aquelas lembranças era o seu coração.

Ou talvez não, e aquela janela aberta deixava esse “talvez” em aberto.

Sua mão direita apertou a mão esquerda dele. Mesmo que fossem tão diferentes, aparentemente falando, cada um era como o espelho da alma do outro e isso era o mais confortável naquela relação: a cumplicidade.

Aquela janela, a ousadia que era a janela do Kazekage estar aberta enquanto ele se deitava com seu amante demonstrava que medos e receios estavam sendo, esmagados ali, assim como os dedos pareciam se esmagar.

Suspiros mais ousados e teimosos saíram de sua boca quando se chocaram no mais íntimo. Ele sabia que era errado, ele sabia que era secreto, mas então porque não conseguia manter a boca fechada?

Era mais uma defesa sua que por ele era rompida. Ele acabava com sua discrição, sempre que estava ali, em seus braços, entrelaçando suas pernas nas dele, afagando seus cabelos negros como a noite que era testemunha daquelas verdadeiras loucuras.

Ele era o Kazekage, estar ali, com um amante de outra vila, às vistas de todo o povo adormecido de sua vila era uma afronta.

Mas Lee gostava de afrontar e, surpreendentemente, Gaara também.

Era um sinal bom da rebeldia passada, remanescente. Muitas coisas boas foram retiradas daquela situação frustrada. Alguns diziam que Suna havia voltado humilhada, mas Gaara não cria nisso, ele cria que haviam tido a maior vitória: os laços criados.

Sempre seria grato à Naruto por ter sido seu primeiro amigo, sempre julgaria a todos daquela aldeia como importantes para si. Mas Lee era mais e ele não sabia o porquê.

Mas como julgá-lo por não saber o que era o que sentia sendo ele a pessoa que, como o maior e talvez único referencial de amor tinha uma cabaça de areia fundida ao espírito de sua mãe? Lee entendia, bastava a ele que se doasse, ao menos nos momentos em que estavam juntos, e ele cumpria essa sutil exigência.

Cumpria com maestria.

Uma mordida em seu pescoço foi quase que um golpe baixo. Seu corpo estava quente, era uma febre e sua cura era Lee. Ah, e como Lee gostava disso!

Ele amava, a situação e também Gaara. Ele também se doava e entregava, sonhava que eram um casal de forma aberta e de conhecimento público. Sabia que era errado sonhar com coisas impossíveis, mas se ele, que sonhou ser shinobi mesmo sem conseguir dominar ninjutsu ou genjutsu o conseguiu com trabalho duro, porque não conseguiria isso também? Mas, naquele momento, não era apenas o trabalho que seria duro.

Peço perdão ao tom cômico, pois essa situação não é cômica, longe disso, ela é luxuriosa, proibida, doce e ardente na mesma proporção.

Gaara se virou, ficando de costas, mas ainda assim acariciando seu corpo e se permitindo ser tocado. Nos braços, nas coxas, ali… Ele afrontava seus desejos ao lhe tocar mas não lhe ter. Precisava implorar? Era isso?

Um dia o quis de joelhos à sua frente, implorando pela vida que, naquela situação ele julgava insignificante. Hoje era ele quem estava prestes a estar de joelhos, implorando por perdão à coisas das quais Lee sequer sabia, implorando por clemência ao seu desejo.

O que eram as provações da guerra ninja comparadas à provações daquele pecado? Quando Lee mordeu sua orelha e tocou-lhe o traseiro, o apertando, perdeu parte da sanidade. Mas aquele com certeza era um bom motivo para enlouquecer e uma boa loucura.

Estava indefeso à mercê daquele homem cruel que lhe negava o que mais queria. E ainda assim gostava!

— Por favor… - implorou ao sentir da íntima massagem que lhe relaxava.

Se entregava tranquilamente à ele. Sem ressalvas ou defesas. Não precisava delas, precisava de Lee e ele o tinha.

Se agarrou aos lençóis, mordeu-os quando o teve. Sorriu assim que tudo se tornou mais confortável. Gemeu quando tudo se tornou mais poderoso.

Ah, Lee, se antes Gaara fora seu algoz, agora era ele sua vítima, sua presa e era ele o predador feroz que o devorava entre beijos e estocadas.

A pele tão branca agora tinha marcas avermelhadas como os cabelos de seu dono. Ah, foda-se que ele não poderia tê-las, o manto de Kazekage que as cobrisse!

Se privava de muitas coisas na relação com Gaara, mas daquelas ali não abriria mão jamais.

Ele era seu, eram um do outro e, mesmo sem poder, ambos adoravam evidenciar isso. Nem que fosse com uma mísera marca de chupão.

Lee lhe apertou a coxa sensualmente, a ergueu, a fez encaixar em seu quadril, puxando-a pra trás, indo forte apesar do carinho que sempre fora a marca da intimidade entre os dois, despejando seu desejo como já havia despejado seu amor.

O vento amenizava o calor dos corpos. O suor molhava a cama. O cheiro do sexo pesava o ar, mas isso não importava. Eles eram o oxigênio um do outro e, naquela situação, mal pensavam em respirar.

Pensavam em se entregar, em amar… Maldito fôlego que os atrapalhava, malditos protocolos que os separavam, malditos três dias de distância que os afastavam.

Gaara se perguntava por quanto tempo Lee suportaria toda aquela situação, toda aquela confidencialidade. Logo ele, tão falante, não pode emitir um único som sobre aquela relação. Era incômodo, mas a Lee mais valia ter sua companhia, ter seu prazer, tê-lo latente em seus lábios, ter seu amor.

Provou todos os seus sabores e mesmo depois de tantos anos eles ainda lhe eram deliciosos. Jamais seriam enjoativos. Isso valia para os dois.

Era uma noite memorável. Era uma única noite. Era uma única oportunidade. Era uma única jura de amor, dita não com os lábios, mas com as peles, com os beijos, com os olhos.

Já vestido, Lee tocou seu rosto carinhoso e o beijou. Um beijo carinhoso, um beijo provocante, um beijo que deixava um gosto de quero mais, um beijo que deixava a deixa para uma próxima vez.

E então ele se foi pela janela aberta. Sumiu pela escuridão da noite e Gaara ficou só com aquelas lembranças, com a boa sensação de ter tido seus braços em volta de si.

Karura que lhe perdoasse, ele a amava, mas devia admitir que se sentia até mais protegido quando fazia morada no abraço do mestre do taijutsu que então, naquele início de amanhecer, partia para casa.

Seu corpo partia para casa, seu coração morava com Gaara.

E a saudade morava com os dois.

Mas a vida de Kazekage tem suas responsabilidades e seus sacrifícios, não ter Lee era um desses. E era grato pela compreensão.

Suspirou apaixonado apesar da leve raiva sentida ao ver um chupão marcado ali em seu pescoço, tocou-o saudoso e então vestiu seu chapéu e o manto, que cobriam sua pele mas não seus sentimentos.

Que protegiam sua pele, mas não seu coração.

As defesas eram ineficazes naquelas situações. Lhe acalentava que fosse assim.

Suspirou revigorado ao estar em sua sala, mas ainda sentia saudade, mas ela passaria. Haveria uma próxima vez um dia, não haveria? Tinha fé que sim.

E então o esperava voltar para a “próxima missão especial de rank S para qual o Kazekage em pessoa o escolheu”, ficava com as lembranças daquela noite, mesmo tendo sido só aquela noite, havia sido com amor, havia sido íntimo, havia sido belo, havia sido inesquecível.

Pousou o queixo sobre o dorso da mão, apoiando seu cotovelo sobre a mesa, com um sorriso no rosto apesar de tudo.

Se sentia indefeso nos braços de Lee, se sentia livre de muitas coisas e era disso o que gostava, pois de Lee sabia que não precisava se defender pois ele poderia romper várias coisas, mas jamais romperia o seu coração.

26 de Febrero de 2018 a las 17:16 5 Reporte Insertar 9
Fin

Conoce al autor

Tatu Albuquerque Mãe de Konohamaru, madrinha de Hanabi, adepta da Fé do Sagrado KonoHana. Você tem 5 minutos pra ouvir a palavra da minha igreja? Kaiten no cu e gritaria, kore!

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Juh Lucena Juh Lucena
Baixa uma lei permitindo ao Kazekage casar com um ninja de outra vila, pelo amor de Deus! Não deixa esse homem escapar, menino! ❤ Linda história!
27 de Marzo de 2018 a las 19:08

  • Tatu Albuquerque Tatu Albuquerque
    SE AGARRA NESSE HOMEM KAZEKAGE-SAMA! Que bom que gostou, brigada! 27 de Marzo de 2018 a las 19:23
Políbio Manieri Políbio Manieri
Puta que pariu caralho eu tinha lido esse negócio na época da treta do spirits então todo mundo se espalhou e eu lembrei agora que não deixei comentário cacete Juliana de deus mulher, que narrativa foi essa Você pensa que vai abusar dos plots gaalee envolvendo saudade, mas como que abusa? Parece que a beleza dessas coisas não acaba nunca! Felizmente ship dono e proprietário da saudade e da afronta. Eu acho lindo quando você dá esses toques um pouco menos explicativos e mais emocionais às histórias. Fica uma leitura leve e tão sentimental. Simplesmente adorei a experiência, eu to mais do que feliz de ter autoras tão maravilhosas trabalhando com tanto carinho em cima do meu OTP <3
15 de Marzo de 2018 a las 20:21

  • Tatu Albuquerque Tatu Albuquerque
    Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa olha que comentário lindo, tem coisa melhor que receber comentário da Mama elogiando seus GaaLee, não tem! Felizmente, reis da distância. Aaaaaaaaaa eu TO em surto! 16 de Marzo de 2018 a las 17:52
  • Tatu Albuquerque Tatu Albuquerque
    Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa olha que comentário lindo, tem coisa melhor que receber comentário da Mama elogiando seus GaaLee, não tem! Felizmente, reis da distância. Aaaaaaaaaa eu TO em surto! 16 de Marzo de 2018 a las 17:52
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