Nunca é tarde demais Seguir historia

ceeline Celine Sulenta

Ele já não tinha mais esperança. O mundo para ele era branco e cinza. Ele não se sentia amado... E sim odiado. Estava sozinho... Com frio... E com medo. E quando ele pensou que era tarde demais.... Uma luz no fim do túnel apareceu.


Drama Sólo para mayores de 21 (adultos).

##Violência
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Minha luz no fim do túnel

Eu não tinha mais esperança.
O mundo era branco e cinza.
Não me sentia amado... E sim odiado.
Estava sozinho... Com frio... E com medo.
Mas eu tive uma luz... No fim do túnel, quando eu pensei que era tarde demais.

˜

Tudo começou quando eu tinha oito anos, tinha perguntado ao meu pai sobre minha mãe, mas ele me disse que ela foi embora por não me amar, então vivi sem o amor de uma mãe, então eu pensei, terei o amor de meu pai, mas eu estava muito errado. Todo dia ele chegava bêbado em casa e me agredia constantemente, eu achei que era só uma fase, então acabei criando essa falsa esperança, sempre tive que inventar desculpas na escola, mas com o tempo piorou com meus dezesseis anos algo aconteceu.

Era num domingo estava chovendo, tinha deixado à casa toda limpa sem nenhum grão de pó, para que ele não tivesse um motivo a mais para me bater. Estava deitado na cama tentando dormir, quando ele chegou.

Nick: MARK... MARK – Ele gritava lá debaixo, tenho que descer, mas tenho medo... Perdido nos meus pensamentos acabou que não percebi que demorei, e quando menos espero ele arromba minha porta e de lá vejo meu pai parecido comigo, moreno de olhos azuis raivosos, atlético forte, e o cheiro de álcool insuportável. – Quando eu chamo você deve vim imediatamente – Ele chegou perto de mim e puxou meus cabelos, tento resistir, mas é inútil meu corpo ainda dói da agressão de sábado, ele me joga perto do guarda roupa e me acerta uma sequencias de socos e logo em seguida um chute no estomago, me fazendo cuspir sangue, estou zonzo logo perderei a consciência, foi então que olhei pra cima, e me arrependi, ele estava tirando sua cueca e deixando seu membro exposto.

— Não... Não – Digo arregalando os meus olhos, tento me mover, mas ele me chuta de novo, sinto uma dor terrível e logo perco a consciência.

˜

Acordo atordoado tento me levantar, mas sinto uma dor horrível e me lembro da noite passada, mas tenho que levantar preciso ir pra escola, ignoro a dor e vou reto pro banho. Enquanto a banheira enche, me olho no espelho e vejo meu reflexo meus cabelos bagunçados, meus olhos azuis e opacos sem vida, tiro minha roupa e entro na banheira sinto meu corpo relaxa, e subitamente pego a lamina da gilete e começo a me cortar como sempre, mas a dor é muito grande da noite anterior o tempo passa e vejo a banheira ficando rosa graças ao meu sangue, me levanto deixo a banheira se esvaziar, começo a enfaixar meus pulsos, vou até meu guarda roupa pego minha blusa comprida cinza, minha cueca minhas meias e minha calça jeans preferida, me visto e desço para o andar debaixo, olho as horas e vejo que falta uma hora pra começar as aulas, vou direto a cozinha e abro à geladeira e pego a maça e vou indo pra escola comendo ela.

˜

Chego à escola e ainda faltam 15 minutos, acho que vim muito devagar, olho para o meu lado esquerdo e vejo Agata conversando com as amigas dela e vindo em minha direção, seus lindos cabelos loiros que parecem ouros voam, seus olhos verdes cheio de esperança, sua pele pálida e seu corpo escultural, olhando-a parece um anjo, eu a amo, mas sei que não é reciproco, o que ela veria em mim, alguém sem esperança, sem nada, antissocial, perdido nos meus pensamentos escuto uma voz doce me chamando.

Agata: Bo... Bom di... Iia – Ela me cumprimenta gaguejando e corada, suas amigas estão rindo baixo não entendo essa reação.

— Bom dia Agata – Vejo-a ficando mais corada e sem jeito, não entendi sua reação, mas parece que suas amigas entenderam já que a levaram pra longe, eu podia jurar que estava até saindo fumaça da cabeça dela de tão vermelha que estava.

Continuei meu trajeto até a sala de aula, me sento no fundão e olho para a paisagem pela janela, onde acabei me perdendo nos meus pensamentos e nem percebi que dormir. Senti alguém me fazendo cafuné, e acabei soltando um sorriso, um que pensei que tinha desaparecido há anos, levanto minha cabeça e vejo Agata me olhando corada e gaguejando.

— Ei calma, respira – digo para ela se acalmar, de repente a vejo olhando pro lado e ela fazendo um biquinho, então ela me olha.

Agata: Desculpa-me se te acordei.

— Não tem problema, obrigado por me acordar – Coloco minha mão sobre seus lindos fios de ouro, então ela me olha e vejo um brilho maior nos seus olhos – Mas preciso ir. – Me levanto e aceno para ela e ela faz o mesmo.

Já é de noite, logo Nick chegará, estou com medo... Medo que se repita da noite passada, e quando menos espero, sinto lagrimas silenciosas descendo pelo meu rosto, eu não aguento mais, continuando a viver é inútil, ninguém se importara quando eu morrer, eu quero me sentir em paz, nem mesmo me cortando está me ajudando mais.

˜

Aconteceu à mesma coisa ontem, eu já não sei o que mais faço, eu não sei, andando pela rua distraindo acabo me esbarrando em uma loira, ela olha pra mim com seus olhos castanhos cheios de lagrimas e com um sorriso enorme em seu rosto, e quando menos espero, ela me abraça, e sussurrava “Eu te achei, finalmente te achei” Não sei quem é ela, mas me sinto bem em sua presença, então ela me solta e começa a me fitar e então ela cora, não entendi essa reação.

Senhora: Desculpe-me, que falta de educação, eu me chamo Laila, você não deve me conhecer, mas eu lhe conheço.

— Quem é você?

Laila: Sou sua mãe – Sabe quando alguém diz, que a pessoa que você mais ama morre e você entra em estado de choque, bom basicamente estou assim nesse momento, então começo a me lembrar de tudo o que meu pai disse sobre minha mãe não me amar, eu preciso ir embora daqui porque essa mulher resolveu aparecer, será que veio deixar minha vida pior do que já está? Saio correndo dali e ouço ela me chamar – MARK.

Estou no terraço da escola, estou desolado chorando escuto o sinal bater, mas não quero ir então continuo no mesmo lugar olhando pro céu, caminho até o parapeito e olho para baixo, é alto, se me jogasse iria morrer com certeza e isso seria bom, ficaria livre das agressões de tudo, mas aqui não é um bom lugar pra se jogar, mas sei de um, estou cansado de tudo, desço as escadas e vou correndo para o portão vejo Agata conversando com a Laila, não acredito que ela me achou, corro mais rápido e escuto ambas me chamando, mas não ligo, enquanto corro até o prédio abandonado, fico me lembrando de tudo, e de que como eu poderia ter acabado com tudo antes e não ter criando falsas esperanças, eu poderia ter entregado meu pai a justiça, eu teria ido pro orfanato, talvez eu tivesse sido mais feliz, ou quem sabe teria caído nas garras de alguém pior. Chego ao prédio e subo até o ultimo andar e me sento bem na berrada, um simples impulso e estarei livre, de tudo.

Quando eu ia me jogar, olho para baixo e vejo Laila, me olhando parecia apavorada, mas espera se ela está aqui então quer dizer que Agata veio junto, olho pra trás e vejo a porta se abrindo e arregalo os meus olhos, vejo ela se aproximando com cautela, como se tivesse medo que eu me jogasse antes de ouvi-la, então ela se senta ao meu lado.

— O que faz aqui? – Peço em um som quase inaudível, a vejo suspirar e me olhar com aqueles antes brilhosos olhos verde e agora opacos.

Agata: O que está fazendo?

— Acho que você já sabe – olho pra ela e a vejo assentindo – Você não respondeu minha pergunta... O que faz aqui?

Agata: Impedir-lhe de fazer a maior burrada de sua vida

— Eu não acho que é burrada, ninguém sentira minha falta. – Não percebi em qual momento ela se levantou, mas ela me puxou pra trás e me deu um tapa no rosto, está ardendo, mas continuo com o rosto virado, não tenho coragem de olha para ela, sinto algo molhado caindo em meu rosto e vejo que ela está chorando.

Agata: Seu idiota, eu vou sentir sua falta sua mãe também sentirá sua falta – ela diz soluçando.

— Ela não me ama – senti outro tapa.

Agata: Você chegou a ouvi-la? – Nem precisei responder, era obvio que ela sabia a resposta – Você não sabe o quanto ela sofreu, pra te rever de novo – Ela suspira sinto ela me puxar para me abraçar, então ela coloca minha cabeça em seu coração, está batendo rapidamente – Está ouvindo? – Assinto – É assim que você me deixa sempre, agora imagina você se suicidando e meu coração estivesse se quebrando em pedaços, era assim que ficaria sem você, quebrado e de sua mãe também, você me entende – Nego com minha cabeça não entendi, ela da uma risadinha baixa, então ela levanta minha cabeça e me olha nos olhos – você pode ser o mais inteligente da escola, mas é muito burro em relação a sentimentos, Mark Eu te amo e sempre te amei.

Eu estava alucinando só pode Agata me ama, meus sentimentos são recíprocos, quando eu deu por mim, sinto seus doces e macios lábios se encostando com os meus, estou em choque, pode ser um simples selinho, mas minha mente está entrando em colapso, vendo que eu entrei em choque ela me pede passagem com a língua, e sem mais nenhum segundo eu aceito, puxo ela pra mais perto de mim, como se tivesse medo que ela sumisse, sentimos nossos sentimentos através do beijo, assim que nos faz falta de ar nos separamos, ela está corada e com a respiração desregulada. Encosto minha testa com a dela e olho no fundo de seus olhos e digo

— Eu te amo – Ela sorri e me abraça então ela me olha de novo, mas com um olhar preocupado.

Agata: Você irá ouvi-la... Né? – Meu corpo fica tenso, sei que devo ouvi-la, e vou ouvir, mas tenho medo, vendo minha insegurança ela beija minha testa e diz – Tudo bem. Estarei aqui... Não irei te deixar



˜

Estamos sentados em uma cafeteria, Agata está do meu lado segurando minha mão e me passando confiança, Laila está na minha frente.

– O que quer me falar? – Ela suspira

Laila: Sei que Nick não deve ter sido um bom pai, mas quero que saiba que eu sempre te amei, mas infelizmente o destino foi injusto comigo. Eu ainda me lembro daquele dia quando você nasceu, estava em meus braços sorrindo...

“Deitada em uma cama de hospital se encontrava Laila, segurando seu tão amado filho Mark, deu lhe esse nome em homenagem ao seu pai, e ao seu lado seu marido Nick.
Nick sempre fora um marido atencioso e carinhoso, mas tinha seu lado negro, Nick estava convencido de que Mark não era seu filho e sim de seu grande e melhor amigo Josh. Nick acabou ficando cego da realidade. Pois Mark era uma copia exata de Nick, mas ele recusava a enxergar isso, então ele saiu do quarto e falou com um dos médicos, sobre sua esposa ser alguém com transtornos bipolar, e que já chegou a quase a abortar seu filho varias vezes, os médicos acreditando, chamaram os enfermeiros e levaram para um sanatório.
Anos se passaram e Laila conseguiu sair daquele lugar e foi investigar sobre o paradeiro de seu filho, ela acabou descobrindo as atrocidades que Nick fazia com seu filho”

Laila já se encontrava chorando, na verdade nós três estávamos provavelmente às pessoas da cafeteria pensaram que erramos um bando de loucos. Levantei-me da cadeira e abracei a minha mãe, que eu pensei que não me amava. Estou tão feliz, nunca pensei que teria uma felicidade.

Uma semana já tinha se passado, Nick foi preso e meus pesadelos acabaram. Estou em casa com minha mãe toda eufórica, eu tinha combinado de levar Agata pra ver o por do sol e pedi-la em namoro, estou nervoso e a dona Laila não ajuda em nada. A campainha tocou era ela, fui todo eufórico atender e ela estava magnifica, seus lindos cabelos preso em um coque, um vestido branco bem simples, mas pra ela fica maravilhoso e uma sapatilha preta, ela parece um anjo, parece não tenho certeza que ela é... Fomos até o prédio abandonado aonde ela me salvou, vimos o por do sol, e eu fiz o pedido pra ela, lembro-me que fiquei todo nervoso, mas eu fiz, ela se jogou pra cima de mim, por pouco ambos não caímos do prédio me senti o homem mais feliz do mundo...

˜

Hoje faz exatamente 17 anos que estamos juntos como uma família, dois anos depois do pedido de namoro eu pedi Agata em casamento, só faltou ela me esmagar em um abraço, e minha mãe, endoidou geral, começou a preparar todo o casamento, eu até me assustei. Mas a festa foi incrível, ela com aquele vestido de noiva, podia ser o mais simples de todos os vestidos, mas ela estava maravilhosa, com um buque de rosas vermelhas, ela estava magnifica... A festa foi bem cansativa, não via a hora de ir pra casa e tê-la em meus braços...

Depois de sete anos, a nossa anjinha nasceu, pelo que eu passei minha mãe, Agata resolveu colocar o nome dela de Tenshi, que significa anjo em japonês, a nossa pequena e maravilhosa anjinha...

Fico feliz que Laila tenha me seguido aquele dia até minha escola e conversado com Agata, se ela não tivesse feito aquilo, eu teria feito uma escolha errada da minha vida. Nunca precisei acabar com ela, só tinha que manter minha esperança de que tudo vai melhorar.

26 de Febrero de 2018 a las 12:13 0 Reporte Insertar 0
Fin

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