Apenas ligue Seguir historia

ohhtrakinas Sasah Trakinas

E aquela foi a única forma que encontrou para resolver seu grande e deprimente problema, todavia, sabia que não era o certo a se fazer.


Fanfiction Todo público.

##ohhtrakinas ##yaoi ##katsudeku ##midoriya
Cuento corto
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one-shot

   Naquela noite gelada, tomava um whisky com pedras de gelo para tentar se esquecer de seus problemas, todavia, a conversa que estava tendo com seu melhor amigo, apenas o fazia lembrar da situação deprimente e angustiante que vivia.


   Com duas malas de viagem jogadas no chão ao lado de sua perna, Bakugo estava se preparando para mudar de estado, ir para um lugar longe.


   Não era a melhor pessoa para tomar decisões e resolver os problemas da vida, todavia, mudar de estado fora a única ideia útil que encontrara.


   Fugir...


  Pela primeira vez na vida estava admitindo a covardia, a derrota... Estava admitindo que iria fugir para outro estado.


   -Tem certeza disso? –Perguntou Kirishima que estava o acompanhando naquela mesa de bar –Sei que o que está passando é difícil mas, vai se arrepender mais tarde.


   -Não me importo –Bebeu mais um pouco da bebida, que apesar de gelada, descia quente –Simplesmente não posso encará-lo agora.


    -E não o encarará mais, Bakugo... É triste, isso, entenda!


     -Eu, melhor do que ninguém, entende, Kirishima...


   -Mas não comparecer nem no velório? Esteve ao lado dele desde quando eram crianças, cresceram juntos!


   -Eu tinha coragem para ficar do lado dele, não para o ver partir, porra! –Bravejou, desviando o olhar cansado do amigo ruivo para encarar o vidro abafado da janela. As luzes foscas dos carros passavam apressados.


   -Tem que ter coragem para fazer isso –Murmurou, Kirishima, cruzando os braços. Encarava o copo vazio que estava na sua frente, pensativo –Tem que ter muita coragem para abandonar uma pessoa querida bem nos últimos momentos da vida.


   -Não chamo isso de coragem –Por fim, virara o copo de uma vez, esvaziando o mesmo –Eu sei que sou um covarde filho da puta –Bateu com o copo na mesa.


   -Deveria pelo menos ligar no hospital.


   -E falar o que? Dizer que estou mudando de estado porque não consigo olhar na sua cara? Por favor, não.


   -Para se despedir, cara...


   -Eu estou tentando não sofrer.


   -Tentando?


   -Sim.


   -Mas com certeza, Midoriya ficaria feliz em receber uma ultima ligação sua.


  -Anos atrás eu disse á Deku que não gostava de velórios, detestava. Ver pessoas em estado terminal era uma das piores coisas que eu poderia ver. Não fui no velório nem da minha avó, acha que iria no dele?


   -Respeito a sua opinião, cara, apenas se acalme. Mas... É o Midoriya!


   -E por ser ele não suportaria vê-lo deitado numa cama em fase terminal.


   -Então apenas ligue... Só ligue para ele...


   Por fim, Bakugo respira fundo, cansado daquele encontro que teve com o melhor amigo. Olhou no relógio de pulso, percebendo que faltava pouco para a partida de seu avião.


   Sem comentar mais nada, levanta-se da cadeira, jogando alguns trocados suficientes para pagar a bebida na mesa e pega as duas malas que estavam no chão.


   -Adeus, Kirishima –Diz seco, empurrando a porta do bar, escutando o sininho fazer barulho.


   Kirishima, por enquanto, ficou ali por mais alguns minutos. Era triste ver Bakugo agir daquela forma para com alguém querido, todavia, entendia o que o loiro estava passando.


   Na rua, Bakugo andava em direção ao aeroporto que estava algumas quadras de distancia dali.


   Com a cabeça cheia de pensamentos negativos, mal prestava atenção na rua, que por sorte, por causa do horário, estava pouco movimentada.


   Assim que passou ao lado de um orelhão, parou por alguns segundos, encarando o telefone público como se fosse a coisa mais interessante do mundo. As mãos pressionaram as alças das malas, nervosas, transparecendo a guerra mental que travava dentro de si.


   “Então apenas ligue...”


   Tal fala de Kirishima martelava em sua cabeça.


   “Vai se arrepender mais tarde”


   -... Merda.

   Num impulso, deu alguns passos até o orelhão, jogando as malas mais uma vez no chão.


   Relutava, segurando o telefone rente a orelha, pensando se deveria mesmo ligar para Midoriya e dizer adeus...


   -Apenas ligue, idiota... Ligue... –Murmurava a si mesmo, com os dentes apertados, com o corpo tremendo levemente.


   -Covarde de merda, ligue!


   Não demorou muito para finalmente começar, de vagar, apertar os números do telefone.

Os dedos tremiam, apertando com força cada número.


   Sabia que o que estava fazendo não era o certo, mas ainda assim continuou.


   -Por que estou fazendo isso? –Disse a si mesmo, quando começou a escutar a chamando –Por que não estou seguindo o conselho de Kirishima?


   No final das contas, era apenas um covarde...


   “-Err, você ligou para Midoriya e-


   -Para a família Bakugo!

   

   -Kacchan, não somos uma família.


   -Estamos casados!


   -Ahh, chega! Enfim, você ligou para a família Bakugo e no momento não estamos em casa, então deixe um recado após o sinal!” 

25 de Febrero de 2018 a las 22:09 2 Reporte Insertar 5
Fin

Conoce al autor

Sasah Trakinas Alcoólatra triste.

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Misayama Misayama
toda vez que leio essa one fico refletindo sobre a vida, é tão boa de se ler que mds
February 27, 2018, 00:00

~