Brain Seguir historia

ksutaguo Louise Alves

"A mão do Senju pousou na base do pescoço de Madara. Mesmo quando os olhos ônix frígidos, típicos dos Uchihas, tornaram-se incandescentes, Hashirama não se afastou. Não se sentiu ameaçado, não como deveria. Madara tentou adverti-lo, mas ao mesmo tempo não moveu um músculo sequer para afastar a mão forte em seu pescoço. Da mesma forma, Hashirama não ousou se afastar. 'Eu te odeio' 'Eu sei.'"


Fanfiction Sólo para mayores de 18.

#Hashimada #Madara Uchiha #Hashirama Senju #Português #Gay #Hentai #Ecchi #Yaoi #Lemon #Brain #Naruto #Fanfic
13
7.5mil VISITAS
Completado
tiempo de lectura
AA Compartir

Capítulo Único - Predador

Estavam no país do fogo. Não importava exatamente o lugar, o tempo, o ambiente, mas sim a figura que estava ali, bem na frente de Hashirama. Pôde ver que estava cansado, mas o Senju sabia que ele nunca iria admitir. Deus, ele pouco havia mudado. Praticamente nada. Nem o tempo – cruel em separá-los – parecia ter envelhecido o homem dos olhos escarlates. Aqueles olhos que liam o Senju como um livro. Ora negros, frígidos; ora vermelhos, incandescentes.

Hashirama ouvia-o esbravejar frases que, apesar de seus ouvidos serem bem treinados para saber o quão perto estava do perigo, não surtiriam um efeito diferente de água quente no seu corpo. Nem mesmo o rosnado impaciente dele impediu que o hokage se aproximasse. Nem quando a lufada de vento chicoteou as roupas dos dois shinobis, mostrando, enfim, aqueles símbolos demoníacos dos seus respectivos clãs. Hashirama não parou.

Aquele símbolo maldito dos Uchiha. Só Deus sabia o quanto amaldiçoara aquele homem por ser um deles. O quanto amaldiçoara o próprio clã... Prestou atenção quando seu nome saiu do fundo da garganta daquele homem.

– Eu não vou ficar aqui.

– Imaginei que não ficaria.

– Mito não gostaria de tolerar mais Uchihas na vila...

– Minha esposa é uma mulher formidável, Madara, deveria conhecê-la melhor...

– Hunf! – Madara cruzou os braços – Você caiu de boca nos encantos dela? – Hashirama sorriu debochado.

– Não só nos encantos... – Madara revirou os olhos, novamente negros, desgostoso.

– Me poupe, Hashirama – O Senju soltou um risinho, mas que logo se obliterou.

– ... Sinto sua falta.

Madara, que antes olhava o rosto do moreno com sua visão periférica, passou a encarar diretamente os olhos castanhos. Hashirama conseguiu observar os cabelos longos e cheios de frizz do Uchiha balançarem com o vento. Estava mantendo contato visual com os orbes negros tão profundos.

– Volte para a sua casa.

– Os Uchiha não pertencem mais a este lugar.

– Pro inferno o que nossos clãs acham, Madara. Ou que qualquer pessoa que não sejamos Eu ou Você ache – involuntariamente ele deu mais um passo em direção ao shinobi e sua voz rouca começou a vacilar. – Eu estou aqui com você e vou estar sempre ao seu lado. Por que você não consegue enxergar isso? – de repente, a voz transbordava aquele sentimento que ficara reprimido por anos e, finalmente, vinha à tona.

As mãos de Hashirama tremeram. Ele não era nenhum adolescente, sabia exatamente o que estava sentindo naquele momento pelo Uchiha e, como aquela poderia ser a última vez que o veria, desistiu de lutar contra seus desejos, deixando que seus sentimentos o dominassem aos poucos.

Madara, no entanto, nada proferiu. Continuou ali, estático como uma pedra, analisando a longa e pesada cascata de cabelos de Hashirama dançar harmonicamente com o vento.

– Eu quer...

– Cale essa maldita boca, Hashirama.

Ele obedeceu. Mas isso não o proibiu de agir.

A mão do Senju pousou na base do pescoço de Madara. Mesmo quando os olhos ônix frígidos, típicos dos Uchihas, tornaram-se incandescentes, Hashirama não se afastou. Não se sentiu ameaçado, não como deveria. Madara tentou adverti-lo, mas ao mesmo tempo não moveu um músculo sequer para afastar a mão forte em seu pescoço. Da mesma forma, Hashirama não ousou se afastar.

– Eu te odeio

– Eu sei.

Foi então que a mão de Hashirama subiu para o meio da nuca do moreno. Porém, a surpresa veio quando as mãos de Madara agarraram-se as suas vestes, acabando com o pouco espaço entre os corpos e selando as bocas ávidas.

Nenhum dos dois foi gentil. Tinham pressa, sede. Tinham lava escorrendo nas veias. Tinham assuntos inacabados. Assuntos que eles tanto ocultaram e tanto negaram a eles mesmos; mas não ali, não naquele momento.

Hashirama segurava-o pelos cabelos quando sentiu uma dor aguda nas costas. Não tinha percebido como Madara o empurrara para um paredão de rochas. O Uchiha pressionava o corpanzil a sua frente contra as pedras, entorpecido e totalmente entregue ao desejo que ardia no canto mais obscuro de sua mente e que ocupava cada pedacinho do seu corpo. As mãos pálidas eram firmes, agarravam com raiva a gola das vestes negras e macias de Hashirama, porém, sua vontade era de rasgá-las e deixá-lo nu. O Senju tinha os lábios tomados pela língua quente do rival que nem mesmo pedira passagem. Simplesmente serpenteou para dentro, como se ali ele fosse rei.

Mas Hashirama não conteve a própria raiva, tampouco o desejo. Puxou com violência os cabelos bagunçados de Madara para trás, deixando aquele maldito pescoço exposto. Firme e claro. Uma gota de suor escorria abaixo da orelha do Uchiha e Hashirama fez questão de lambê-la com volúpia, descendo desde o alto do pescoço pálido até o pomo de adão, traçando um caminho de saliva e marcas de dentes que eram depositadas enquanto o som rouco que saía da boca pálida era ouvido e apreciado. Eles mantinham os olhos fechados.

Madara utilizou uma quantidade mínima de chakra para enfraquecer as correntes da sua armadura, que foi prontamente arremessada para o canto, enquanto o Senju trocava as posições. O baque nas costas fez com que Madara soltasse um gemido rouco mínimo, mas o suficiente para retirar metade dos poucos fios de sanidade na cabeça de Hashirama que desatava habilmente um nó na cintura de seu tão querido inimigo, afrouxando as vestes de samurai. Meteu ambas as mãos dentro da roupa de Madara e a retirou pelos ombros enquanto mordia-lhe o queixo. O Uchiha mal tivera o tórax despido e já rasgava completamente a parte superior das vestes de Hashirama. Ele se afastou.

– Espere.

– Não.

– Agora.

– O que caralhos foi agora?

– E se alguém nos vê, Madara?

– Pois que vejam.

– Madar...

Era tarde demais.

O Uchiha o imobilizou com sagacidade, travando o corpo do outro quando o tomou pelos longos cabelos com destreza e empurrou-o para baixo. O peso das mãos de Madara fizeram-no se ajoelhar. Não que Hashirama não pudesse contê-lo, longe disso; Ele apenas não queria lutar mais contra seus desejos. E por Deus, como desejava esse homem.

Estava cansado das próprias desculpas e questionamentos que, felizmente, encontraram-se findados no momento exato em que, como um furacão, Madara instigou-o a dar entrada ao membro duro que logo ocupava cada canto dentro da boca quente do Senju. Hashirama relutou de início, sufocado pela ereção impaciente (e pela surpresa do rival ter um falo tão grosso). Empurrava as coxas do outro com a firmeza que lhe faltava anteriormente, fincando nelas as unhas pouco compridas enquanto buscava o fôlego roubado. A saliva escorreu pelo lábio inferior até o queixo enquanto Madara apertava as longas mechas, provando do calor do seu melhor amigo do jeito que mais necessitava. Seus olhos apertavam-se enquanto rosnava pelo prazer tomado, sucumbindo ao instinto que o fez estocá-lo ainda mais fortemente, fazendo a cabeça de Hashirama esmurrar a parede por trás de si com violência. Era como um animal devorando sua presa, não deixando dúvidas de quem venceria naquele jogo.

– M... MADARA!

O último esforço veio num tom sufocado, arrastado e acompanhado da saliva que escorria grosseiramente pelo que restou das vestes. Tossiu por alguns segundos. Seu rosto era o retrato fiel da impaciência e da lascívia do oponente. Os cabelos, antes alinhados sobre os ombros, haviam tornado-se um emaranhado desconexo nas mãos do Uchiha que o fitou meramente. O dominador permanecia com uma das mãos na cabeça do submisso, e mesmo depois da violência que usara para ter o pênis lustrado, estava afagando os fios emaranhados impaciente. Ele estava verdadeiramente louco para possuir o Senju.

Fez uma pequena pausa, levando a destra à base do falo ao qual Hashirama havia dado um tom a mais pela fricção em sua garganta apertada, e como era apertada...

– O que é? Nem com uma pica nessa boca você consegue parar de reclamar? Francamente, Hashirama.

O riso cínico emergiu no semblante extasiado enquanto o Uchiha pressionava o membro lustroso junto à face do outro, passando pelos lábios como se os delineasse e criando fios de saliva que se arrebentavam quando ele o distanciava e retornava a fazer Hashirama recebê-lo sobre a língua que deixava no samurai seus rastros.

Quentes como fogo, Hashirama se obrigou a fitar os olhos negros do rival, mesmo desejando tomá-lo de novo -dessa vez, do seu jeito- só para ouvir os rosnados prazerosos do homem de pé..

– Madara, seja sensato…

E com esta declaração o Uchiha voltou a sucumbir ao ódio.

– Sensatez? Não é isso que vocês desse clã imundo esperam de Uchihas... Miserável!

A mão que guiava o pau tomado em veias aparentes encaixou um tapa na face direita de Hashirama quando então Madara apoiou um dos pés sobre uma pedra sobressalente ao paredão e as mãos firmaram num rabo de cabalo improvisado no rival e pressionava a cabeça de Hashirama contra o próprio corpo, obrigando-o a engoli-lo inteiramente, enterrando-se na garganta que o fez arfar dividido entre excitação e ódio. Ele queria sensatez? Não teria. Era o esperado de um clã jogado para escanteio, afinal de contas. As estocadas tornavam-se insuportáveis. Madara bombava com força, obrigando Hashirama a sucumbir à submissão. Seus olhos, ora negros, flamejavam.

– Você quer sensatez quando nem mesmo você tem vontade de ser sensato no momento. Um hipócrita como o resto!

O tom grave e falho misturava-se aos arfares tanto de um quanto de outro, emergidos no som úmido do membro grosso rasgando sua garganta. Uma melodia de guerra, a melhor que poderiam travar. Entretanto, ainda tonto por quebrado uma pedra com a cabeça, Hashirama não tinha opção além dessa; tentou sibilar algo mesmo com a boca completamente ocupada pelo mastro do rival e espalmou as mãos no paredão.

No mesmo instante, brotaram toras e troncos de madeira das pedras, todos enroscando os braços e pernas do Uchiha, livrando seu conjurador da submissão. Madara enfureceu-se, tentando livrar-se das amarras de madeira que enlaçavam seus membros, mas elas eram fortes e foi forçado a ajoelhar diante do Senju.

Hashirama limpou a boca com um pedaço do finado casaco. Olhava dentro dos olhos do Uchiha de forma impassível. Ele estava muito apetitoso olhando para o shinobi com a cara vermelha de ódio e excitação. Nem quando se rendera a submissão aquele maldito pau amoleceu. Ambos estavam ali, ajoelhados e se fulminando com os olhos. Hashirama sentira o peso das palavras de seu oponente.

– Eu não disse que queria essa maldita sensatez, seu imbecil – a mão bronzeada passou pela nuca pálida a sua frente e agarrou com força os fios negros. – Mas eu me forço a ter, porque eu queria muito jogar toda essa merda pro alto e te caçar até no inferno... – a outra mão de Hashirama arrastava-se pela cintura quente de Madara, chegando bem perto da base do pênis do Uchiha, enquanto sua cabeça se aproximava do ouvido dele –... E te foder toda vez que o encontrasse... – Madara sentiu cada pelo de seu corpo se arrepiar com aquela declaração.

O Uchiha tentava, em vão, segurar seus gemidos roucos e soltar-se de sua prisão apenas pra socar a cara daquele desgraçado que abria um sorriso delicioso antes de morder o seu pescoço. Madara sentia os dentes de Hashirama em sua pele e amaldiçoou a si próprio por amar aquela sensação elétrica.

Entorpecido de desejo, quase ativou seu sharingan involuntariamente quando ambas as mãos fortes do Senju passaram a se arrastar pelo seu corpo. Hashirama queria tocá-lo, senti-lo arder pelo desejo tão eminente nos olhos escuros.

– Bom, minha vez. – disse mordendo o queixo do homem pálido e desatou o nó da própria calça.

Quando o shinobi pensou em dizer alguma coisa – ou ao menos rosnar minimamente – a boca já havia sido calada por um membro quente e pulsante.

Madara queimava de ódio. Não que isso fosse qualquer novidade, seu clã era a personificação desse sentimento, mas naquele momento ele parecia perder a batalha. Entretanto, por mais que sentisse uma quantidade inimaginável de raiva do homem que sugava, ele sentia mais ira de si por causa desse estranho comichão em seu cérebro. Ele estava adorando isso. Ele queria que Hashirama firmasse mais as mãos em seus cabelos e lhe mandasse chupar o pau com mais afinco.

Nunca havia pensado que poderia gostar da submissão. Que feliz acidente, pois parecia que o Senju não iria largar seus cabelos até seu orgasmo chegar. O homem da pele bronzeada não tinha o toque violento, mas era tão autoritário quanto o próprio Madara, fazendo sua boca invadida expelir uma quantidade generosa de saliva. Hashirama não escondia seus gemidos, sentindo a boca quente do seu oponente circundando sua glande.

— Sei que você não é, mas se tentar ser um bom menino, talvez eu te solte… Devagar… — Hashirama dava mais um dos seus sorrisos angelicais, apreciando a visão do rival.

“Des-gra-ça-do”

O Uchiha encarou as orbes amendoadas que fitavam-no do alto; desafiando seu dominador ele tornou seus olhos escarlates novamente. Não que Madara não quisesse levar isso adiante, muito pelo contrário, entretanto gostaria de tentar Hashirama. De ver até onde ele o manteria em seu domínio — e como faria isso.

Hashirama apertou ainda mais os cabelos negros do Uchiha com ambas as mãos e pressionou seu pênis em direção a garganta do seu homem.

— Não me desafie, Madara, você não está em condições de sequer fazer qualquer coisa, meu amigo. — o rosto bronzeado se abriu num sorriso mais travesso  —A menos que seja exatamente isso que você queira...

Ainda que submisso, tentou reagir, mas nada Madara pudera fazer, logo estaria engolindo toda a extensão rígida do seu melhor amigo, involuntariamente algumas lágrimas despencaram dos seus olhos, sua própria garganta se voltou contra ele mesmo tentando expulsar o shinobi dos cabelos castanhos de dentro dele.

Na verdade todo seu corpo o traiu desde quando sonhou com Hashirama pela primeira vez na adolescência, o que, nem de longe, a realidade se parecia com sua fantasia. Seu rival estava mais ativo e muito mais apetitoso do que sonhara.

Hashirama libertou os braços de Madara de alguma forma que o Uchiha não soube detalhar, apenas agarrou com força os joelhos do Senju, arranhando a parte posterior das juntas sob a calça. Ele também libertou uma de suas mãos do cabelo completamente emaranhado do homem ajoelhado para tirar alguns fios que insistiam em cair no rosto extasiado e furioso do Uchiha.

— Sabe, eu sempre imaginei como seriam nossas vidas se elas tivessem tomado rumos diferentes... — Ele puxou o cabelo negro para trás até Madara soltar seu falo — Bom, pelo menos teríamos uma cama grande, melhor que transar em cima desses pedregulhos...

O Uchiha revirou os olhos, impaciente. Não é possível que esse desgraçado esteja divagando numa hora dessas. Num movimento rápido, Madara pressionou as dobras dos joelhos de Hashirama e conseguiu fazer o Senju sentar.

Uma das mãos pálidas segurou na nuca castanha e dourada puxando-a para si, tomando os lábios novamente.

O Uchiha não soube dizer com exatidão que momento as pernas dele foram libertadas do mokuton do Senju, mas o fato era que seu corpo tombou o corpanzil de Hashirama ao chão.

As mãos bronzeadas e fortes agarraram as nádegas pouco salientes do Uchiha. Os dois gruinham, mordiscavam um ao outro, dando tudo de si para terminar de cortar os fios de sanidade que haviam entre eles. Queriam, pelo menos naquela noite, jogar toda a merda dos clãs pro inferno. Não existia Tobirama, Mito, Uchiha, Senju, Konoha.

Não existia absolutamente nada ali além do fogo deles terminando de despir um ao outro, abençoados pela lua cheia.

Por um vacilo (proposital) Madara foi ao chão; as mãos de Hashirama passeavam e marcavam o corpanzil pálido, começando com a boca do Uchiha completamente vermelha e inchada, passando as unhas curtas pelo peito e deixando caminhos vermelhos deliciosos que Hashirama queria tanto repetir o trajeto com a língua. Beijava o pescoço do homem embaixo de si, que se contorcia enquanto as mãos Senju dedilharam o abdômen vermelho e rígido, chegando até a base do pênis ruborizado. De lá, ambas as mãos douradas percorreram caminho até atrás dos joelhos do samurai, fazendo com que o homem abrisse as pernas torneadas e fortes ainda mais para acomodar seu rival de melhor forma.

— Madara... — A voz grave de Hashirama quase parecia um rugido baixo de algum felino

— Anda logo, porra...

Eles não conseguiram segurar seus gemidos quando Hashirama finalmente entrou. Ele foi entrando devagar, como o gentleman que era, o Senju tinha cuidado para não machucá-lo. Mas tratar Madara como um adolescente inexperiente seria um erro.

O Uchiha espalmou uma das mãos nas nádegas grandes e roliças do rival, estimulando seu ativo a se mexer.

Hashirama aumentou o ritmo das estocadas enquanto ouvia Madara suplicar com seus gemidos. Involuntariamente tinha uma das mãos no chão, a outra apertava o pescoço do Uchiha, quase podendo sentir a aorta bombardear o cérebro daquele homem maldito de olhos negros.

Não que eles fossem virgens, muito pelo contrário, entretanto ali era a primeira vez de ambos em qualquer coisa juntos: o sexo, o beijo, o sentimento, e o óbvio: a relação presa e predador.

O Senju bombava forte, misturavam os gemidos altos com o puta calor que fazia aquela noite. Ele ousou deslizar dois dedos dentro da boca do rival, que foi prontamente sugado entre rosnados.

Um turbilhão de coisas passava pela cabeça do Uchiha; estava finalmente claro para ele, mesmo embebido de toda essa luxúria, que havia um coração dentro do seu corpo quase gélido, e que definitivamente não pertencia a si. E sim ao homem que o montava e dominava. E que mesmo com suas atitudes demonstrando o que para qualquer pessoa fosse óbvio, Madara apreciava e recusava em proporções iguais a sua bissexualidade. Tal como Hashirama.

Mas diferente do Senju, que sempre resolvia suas fantasias homoafetivas consigo mesmo em sua privacidade, o Uchiha procurava Hashirama em outros homens. Sempre procurava os cabelos castanhos longos, a pele bronzeada, os olhos da cor de madeira de Bordô, a voz grossa, o corpo grande e quente... Qualquer coisa que o remetesse ao seu rival.

Sentir o que estava sentindo naquele momento era infinitamente distante (e melhor) que tudo que havia experimentado e sonhado.

Hashirama puxou Madara pelo pescoço, fazendo-o se apoiar de bruços numa rocha. Ele deu um puxão na malha negra e desconexa dos cabelos do Uchiha. Afundou o mastro para dentro do trêmulo e ruborizado homem embaixo de si, fazendo a cabeça dele doer ao levantar bruscamente e colar sua boca no ouvido do homem. A eletricidade entre os corpos era tão palpável quanto os fluidos que esbanjavam em cada poro (por maior ou menor que fossem) dos amantes.

Amantes...?

Sim, amantes.

Com os cabelos grudando em suas costas pelo suor, Hashirama soltou os de Madara para firmar as mãos na cintura alvo-rubra; certamente o Uchiha ficaria com marcas que seriam problemáticas para sarar, e isso o deixou mais excitado. Marcar Madara para que ninguém se aproximasse, mesmo com o insano e improvável consentimento do Uchiha, que ninguém tomasse o que pertencia a ele... Deus, ele tem um cheiro tão gostoso...

— H-HASHI... HASH... AAAAH!!

Aquele orgasmo veio tão violento que seu Sharingan despertou involuntariamente. Chegava sentir um formigamento na barriga enquanto os dedos afundavam na pedra de apoio, rachando partes onde se apoiava.

Não gozara junto do seu parceiro, mas o deleite maior de Hashirama foi ouvir Madara praticamente gritar o seu nome, contorcido na medida do possível, atravessando o orgasmo que o Senju orgulhosamente deliciou-se em ajudá-lo a sentir. Aquilo valeu bem mais que o próprio orgasmo, na verdade.

Ainda tonto, Madara sentiu o corpo amolecido se desfazer sob a pedra antes do par de mãos fortes do rival o pousarem no chão. Hashirama deitou ao seu lado.

Eles fitaram as estrelas, sempre brilhantes e dançantes no véu negro dos céus, por vários minutos, tentando acalmar seus corpos. Por um par de minutos Madara cerrou os olhos.

— Aquela parece com um coelho, né?

— Parece um cérebro.

— Você não está nem com os olhos abertos!

— Não preciso abrí-los pra saber que está errado. — O Senju virou de lado aborrecido — E não me olhe com essa cara.

— Maldito. — Madara sorriu de lado, abrindo os olhos agora negros — Agora é a hora que eu devia te amarrar e levar de volta para a vila.

— Não... — Os olhos dele tornaram-se incandescentes novamente e sua voz transforma-se em um rugido rouco de um animal faminto — É a hora que você vira de quatro pra mim.

25 de Febrero de 2018 a las 14:39 1 Reporte Insertar 3
Fin

Conoce al autor

Louise Alves Bióloga de segunda à sexta; Ficwriter, jogadora de videogames e procastinadora profissional aos fins de semana.

Comenta algo

Publica!
A. G. Mars A. G. Mars
Meu Deus to no chão! Náo sei nem coml te mandar um review decente! Eu amei eles... tão dentro da personalidade... tão eles... tão brutos e exasperados! Amo quando o sexo é tratado dentro do contexto. E tu já escreve bem por si só, e ainda contextualiza a cena com quem eles são... velho que foda! E como amo esses bbs g zuis! Amei essa brutalidade, esse arder viril. Amei meu Madara sendo tão ele e o Hashirama sendo tão dele... principalmente o momento brisa do Hashi, falando sobre eles numa cama grande. Sempre sonhador, sempre fofo meu bb! Hashirama é mt amor meo deos como amo ele! Mesmo todo homem, fodendo o Madara, tava ali, apaixonado pelo orgasmo do outro. E Uchiha gosta dessa idolatraçao... eles são sentimentais, afinal, se náo for tudo, não é eles. E que tudo eles tiveram né? Nem creio! Mas sério, você escreve muito bem e eu ia amar achar uma long sua com os dois (sendo AU ou UN). Sério mesmo... se você ainda n tem, fica aí a dica kkkkkk Bjs
20 de Mayo de 2018 a las 13:15
~