Afoguei-me em minha dor. Seguir historia

xoxi-kun Xóxi

[...] Eu estava com meus amigos. Eu podia ficar lá fazendo o que chamam de diversão. Eu podia não ter me jogado no fundo do poço. Por que eu preferi sentir aquela dor? Por que eu ainda prefiro sentir essa dor? Por que não me deixo ser feliz quando tenho a devida oportunidade? [...]


Drama Todo público.

#Drama
Cuento corto
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Capítulo único

O ambiente era aconchegante, estava com amigos, havia uma ótima vibração, um som confortável de uma música calma por vezes interrompida por vozes. Porém, era como um chamado que me instigava a ir de encontro a ele. Tentei me segurar, pois sabia que não gostaria do que quer que eu visse, mas, em dado momento, apenas senti minhas pernas tomarem conta da minha localização sem meu controle.

Percorri pelos corredores vazios e silenciosos, exceto pelas poucas pessoas que ainda se pegavam ou simplesmente conversavam por ali. Ainda era possível ouvir a música vindo do local de onde acabara de sair, cada vez ficando mais baixa. Me xinguei por fazer isso, mas meus músculos não queriam me obedecer.

Continuei andando. Sabia onde eles estavam. Sabia onde eu olharia. Sabia que me arrependeria. Mas continuei andando.

Cada vez chegando mais perto, mentindo para mim mesmo sobre o que estava fazendo, olhei de relance aquela cena.

Fiz como sempre faço; fingi que não vi. Aliás, ele não é meu. Aliás, eu que procurei o que não queria ver. Aliás, eu esperava ouvir o estalar de seus lábios contra os dela.

Apenas me conformei; precisava daquilo para montar meu argumento contra meus sentimentos. Abracei a verdade e menti, mais uma vez, para quem percebeu que eu não estava nos meus melhores estados.

Eu estava com meus amigos. Eu podia ficar lá fazendo o que chamam de diversão. Eu podia não ter me jogado no fundo do poço. Por que eu preferi sentir aquela dor? Por que eu ainda prefiro sentir essa dor? Por que não me deixo ser feliz quando tenho a devida oportunidade?

Me senti completamente sem objetivo. Não foi um baque, apenas uma evolução do que já sentia.

Meu corpo ainda queria voltar lá. Ainda era atraído pelo dele. Ainda ouvia o chamado não existente percorrer pelo ar. Ainda precisava dele.

Dei mais algumas voltas por aqueles conhecidos caminhos, como se eu tivesse um destino a me esperar em algum lugar; porém acompanhado por amigos, convencendo-nos, com minhas brincadeiras e sorrisos forçadamente espontâneos, que estava bem. Não queria que se preocupassem com a futilidade que eram meus sentimentos. Me segurei, como sempre e sempre, para não virar meu rosto na direção em que se encontravam novamente; queria me proteger de tudo aquilo.

Aquele garoto... Por que mexe tanto comigo? Por que me controla sem nem mesmo tentar? Por quê?

Eu o sinto a me chamar. Eu sinto sua dor. É como se me passasse energias com o olhar.

Por que tão platônico? Por que tão falso verdadeiro? Por que só eu escuto tudo o que tem a dizer? É tudo tão real... É tudo tão denso. Mas, por mais incrível que possa me parecer, é tudo mentira.

Eu criei esta personagem. Eu cultivei-a dentro de mim. Eu que me envio todos os sinais. É tudo obra minha.

Estou a me ver. Sinto meus próprios sentimentos caírem sobre mim quando encaro aqueles olhos. Sinto tudo que finjo que não existe me detonar de uma vez só ao olhar para seu rosto. É tudo obra minha.

Olho para ele e me vejo, como meu reflexo em um espelho. Apenas enxergo nele tudo que quero ver e tudo o que sinto.

Isso não é sobre ele; é sobre mim.

25 de Febrero de 2018 a las 00:33 0 Reporte Insertar 1
Fin

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