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xhasashi Hasashi Rafaela

Os sintomas começaram aos poucos, primeiro os enjoos frequentes, desmaios e mudanças em seu corpo. Preocupado com a saúde da esposa, Minato resolveu tomar uma atitude a respeito disso. Porém, para a surpresa de ambos, teriam uma ótima notícia que marcaria suas vidas dali em diante.


Fanfiction Todo público.

#Naruto #MinaKushi
Cuento corto
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One-Shot

Há quase três semanas os sintomas começaram. Primeiro um cansaço extremo, em seguida o enjôo que parecia não passar nunca. Por Kami, que sensação terrível! Minato ficava cada vez mais preocupado, e confesso que achava engraçado o seu medo de ser o culpado por ter cozinhado algo que não havia me caído bem.

Agora eu me encontrava parada diante do espelho, colocando um sutiã que havia comprado à apenas um mês, e por algum motivo estava apertado. Acabei franzindo o cenho e instintivamente pus as mãos em meus seios. É, estavam inchados.

— Anata. – olhei meu marido por cima dos ombros, que estava terminando de se arrumar. Ele parou o que estava fazendo para me dar atenção. — Vem aqui.

Ele veio em minha direção, parando atrás de mim.

— O que foi, querida? – perguntou da mesma maneira doce de sempre, e logo soube que estava preocupado.

— Meus seios estão maiores? – falei normalmente e vi seu rosto adquirindo uma leve coloração avermelhada. Comecei a rir da vergonha mínima que às vezes ele demonstrava, pois não gostava de ficar comentando sobre esse tipo de coisa.

— Por que você está me perguntando isso? – suspirei, peguei em suas mãos e levei até aonde queria.

— Estão maiores, não estão ‘ttebane? – confesso que acabei rindo outra vez diante da incredulidade dele.

— É... acho que sim. – me olhou pelo espelho preocupado. — Você deveria ir ao médico, Kushina. Esses sintomas que você tem tido, agora me diz que está inchada. Você desmaiou ontem em casa, por sorte eu estava aqui. Como seria se você estivesse em missão? Ou sem ninguém para te socorrer?

— Eu estou bem, deve ser algo que comi. Mas não muda de assunto sobre o que te perguntei, não está mais bonito assim, ‘ttebane? – Minato me abraçou e começou a rir.

— Você é linda de qualquer forma aos meus olhos, amor. – deixou alguns beijos em meu rosto e voltou a se arrumar. — Mas vá ao médico hoje, por favor. Até que a causa desses seus sintomas não seja descoberta, você estará vetada das missões.

— O que você disse, Minato? – Me virei rapidamente, o encarando. Obviamente que fez aquela pose de sempre, levando os braços até a nuca e passando as mãos nos cabelos.

— Não posso arriscar a segurança da vila e principalmente a sua. – se aproximou deixando um beijo em minha têmpora. — Não me olhe com essa cara de brava, Kushina. – soltou-me e passou a caminhar para a porta. — Já marquei médico para você, será às 14:30. Pedi para que fizessem todos os exames necessários. Estarei em casa quando você chegar. — por saber que eu iria contrariar ou dizer algo, saiu rapidamente de casa.

Não havia o que fazer e teimar com Minato não resolveria nada, ainda mais sabendo que provavelmente acabaria sendo vetada de questões importantes se não resolvesse logo essa situação. Era frustrante admitir que, de certa forma, ele tinha razão em se preocupar. Quer dizer, raramente fico doente, e já faz um certo tempo que venho sentido essas coisas estranhas.

Quando chegou a hora de sair de casa, fiquei me questionando o que poderia ser. Tentei recaptular cada um dos meus dias para achar a causa da minha doença. Caminhava pela vila, cumprimentando hora ou outra as pessoas ao meu redor. Às vezes eu ficava um tanto aliviada em ver que esse período de paz estava de certa forma se estendendo um pouco.

Ao Minato ser nomeado Hokage, claro que também fiquei feliz, por saber que nosso sonho estava sendo concretizado; porém o que mais me deixava calma era saber que ele estaria sempre na vila.

Quando cheguei ao hospital senti uma leve tontura, tive que me segurar no balcão e uma enfermeira ficou preocupada. Com sua ajuda me sentei em um dos bancos, tentando me acalmar. Tudo ao redor parecia girar, e então comecei a ficar enjoada.

Que droga estava acontecendo comigo, ‘ttebane?

Por conta do meu estado, fui atendida prontamente. A médica fez alguns exames de sangue e em outros aparelhos que percebi serem novos no hospital.

Acabei recebendo um medicamente por causa do enjoou que tive anteriormente. Fiquei deitada por pelo menos uma hora tentando me acalmar e ficar um pouco melhor.

— A senhora quer que eu chame o Hokage-Sama? – uma enfermeira muito gentil veio até mim e perguntou.

— Não, obrigada. Minato deve ter outras coisas para se preocupar. Fique tranquila. – agradeci, um mero mal-estar não era o suficiente para me fazer tirar meu marido do escritório.

Continuei de olhos fechados até acabar adormecendo. Já mencionei que essa doença também me deixava completamente sonolenta, ‘ttebane? Pois então.

Acordei uma hora depois e me sentei na cama, olhando em volta ainda confusa. Por Kami, havia dormindo tanto assim? Comecei a me preocupar com a situação, beirando o deplorável; já havia enfrentado coisas piores, situações bem mais difíceis para ficar doente dessa forma.

— Kushina-Sama, fico feliz que tenha acordado. Está melhor? – a médica estava parado ao meu lado, apenas fiz um aceno afirmando que estava bem. — Por favor, pode me acompanhar até a minha sala?

— Claro. – Me levantei e comecei a seguir a jovem médica pelos corredores. Assim que cheguei em sua sala, ela estendeu as mãos para aonde eu deveria me sentar e assim o fiz.

Ela pegou alguns papéis e passou a ler, confesso que achei estranho o breve sorriso que brotou em seus lábios.

— Parabéns!

— O quê?

— Está previsto para 10 de outubro. – meu coração acelerou, era o que estava pensando?

— Espera...eu estou...? – foi inevitável não colocar as mãos em meu ventre nesse momento.

— Sim, você está grávida e essa é a causa dos seus sintomas.

Abri um imenso sorriso satisfeito, meus olhos se encheram de lágrimas e meu peito parecia mais aquecido. Céus, eu seria mãe!

— Então tá, “ttebane! – me levantei da cadeira agradecendo a médica. Ela me parabenizou mais uma vez e saí de sua sala quase no céu.

Como eu não havia percebido? Todas as coisas que estavam acontecendo comigo de maneira tão óbvia, e mais; como não havia notado meu ciclo tão atrasado daquele jeito? Por Kami, eu seria mãe.

O retorno até minha casa foi pensativo a respeito de como as coisas seriam daqui para a frente. Não fazia ideia em como meu marido iria reagir, porém estava contente. Nós dois sempre falávamos sobre filhos, porém nada nunca passou de um “plano”.

E agora isso era concreto. Nó seríamos três, e eu não podia estar mais feliz por isso.

No momento que entrei em minha casa após aqueles minutos que beiravam o eterno, senti um leve cheiro de bolo sendo preparado e acabei sorrindo. Minato era tão dedicado a me agradar que chegava a me deixar sem palavras.

— Minato! Anata! – retirei meus sapatos, deixando no genkan e adentrando na sala. — Nós vamos ter um bebê, ‘ttebane!

— Hã? Um bebê? – me encarou com os olhos azuis enquanto batia uma massa qualquer em suas mãos.

— Viu, eu vou ser mãe, ‘ttebane! – exclamei eufórica encarando meu marido ainda chocado demais.

— Então... – eu tentava a todo custo não rir do semblante chocado dele, mas me segurei. — Então eu vou ser pai...

— E eu vou ser mãe!

- Eu vou ser pai... – repetiu mais uma vez, já saindo do recém transe que havia entrado. Confesso que achei ainda mais lindo por seus olhos estarem prestes a encher de lágrimas.

— Uma mãe, ‘ttebane! – quando nos aproximamos, tudo pareceu ficar quase que em câmera lenta para mim; principalmente ao ver os olhos tão bonitos como céu me olhando daquela maneira.

— Que coisa, eu vou ser pai! – Não pensei duas vezes em pular praticamente no pescoço do meu querido e amado marido, o abraçando forte.

Nós riamos como bobos daquela situação, tudo que mais queria era estar ali ao lado dele. Era bom saber que nossa família estava crescendo, mesmo que nenhum dos dois tivesse alguma experiência com crianças. Quer dizer, havíamos treinado alguns ninjas... mas era apenas isso. Ter um filho nosso, alguém que fosse a junção do amor que sentíamos um pelo outro era quase surreal. Por Kami, não conseguia explicar o quanto eu estava feliz!

— O cheiro está bom, “ttebane. – me soltei dos braços dele, o olhando nos olhos. Preciso dizer que amava quando meu querido marido cozinhava pra nós.

Consequentemente Minato acabou sorrindo.

— Vou terminar nosso jantar, já volto. – deixou um beijo em minha têmpora e voltou à cozinha.

Me sentei à mesa à sua espera, meu coração parecia palpitar um pouco mais devagar; meus pensamentos estavam em como tudo mudaria em nossas vidas a partir de agora. Não tinha dúvidas que o meu Hokage seria um pai maravilhoso, e mesmo com as limitações de seu cargo, daríamos um jeito. Naquela noite nós tentamos jantar, porém assim que abri a tampa da primeira panela em minha frente fui tomada por uma forte vontade de vomitar.

Por Kami, bebê... eu também preciso comer. Ou melhor, nós precisamos. Minato decidiu fazer uma sopa leve para mim, não era bem o que queria, mas nesse momento minhas vontades estavam tão alteradas que não sabia muito bem quais seriam as minhas preferências naquele momento.

Lembro vagamente de quando minha querida mãezinha decidiu me contar como havia sido sua gravidez; disse que teve desejos absurdos e inesperados, assim como minha avó. E eu me questionei se deveria contar isso ao meu marido, porém deixei quieto.

Ele iria descobrir de qualquer forma.

Após finalmente conseguir nos alimentar (agora tenho que pensar por dois. Ou três se for levar em consideração a Kurama), tomei um longo banho e me aconcheguei nos braços do amor da minha vida para dormir.

Uma parte de mim se lamentava por nada ter saído conforme o planejado, principalmente por todo cuidado que ele havia tido comigo. Contudo, no fim das contas, era bom saber que mesmo com qualquer empecilho, Minato estaria ao meu lado.

— Me desculpe por nosso jantar ter sido um desastre, ‘ttebane. – suspirei e vi os olhos azuis me encarando.

— Está tudo bem, meu amor. – me beijou levemente nos lábios, e sorriu em seguida. Incrível como o sorriso dele era uma das coisas mais lindas que eu já havia visto na vida. — O motivo é válido, até demais. – passou as mãos em minha barriga e suspirou. — Obrigado, Kushina.

— Pelo que, ‘ttebane? – perguntei confusa, me virando um pouco para nos deixar frente-a-frente.

— Por ter me dado esse presente maravilhoso. – passou os dedos lentamente por meu rosto. – Obrigado, meu amor. Prometo que serei um bom pai, e um marido ainda melhor.

— Você já é. – nós nos aproximamos, e eu o beijei. Da maneira carinhosa de sempre, aproveitando o calor dos seus braços e a proteção que sempre me passa quando ficamos daquela forma. — Eu te amo, ‘ttebane. Boa noite.

— Eu também te amo, querida. Boa noite. – Se abaixou e beijou minha barriga me fazendo rir. – Boa noite, filho.

Confesso que a minha vida nunca foi fácil. Quando me mudei à Konoha para ser uma jinchuuriki, acreditei que seria infeliz. Minha infância seria ceifada por causa da responsabilidade que iria carregar, porém tudo foi diferente. Ficar longe de minha mãe poderia ter sido um desastre, mas Kami colocou Mito em meu caminho.

Aquela mulher me deu estrutura tantas vezes que não conseguia exemplificar, e por vezes me pego pensando no quanto sinto saudades de sua voz doce me acalmando. Com ela aprendi o que era amor, ouvia suas histórias sobre como Hashirama e ela haviam se conhecido, e todas as barreiras que enfrentaram para ficarem juntos. Não em seu relacionamento, mas pela época que viviam.

Conhecer Minato e ter sido salva por ele foi quase um alívio. Ainda sentia que talvez minha vida não estava nos eixos, a solidão era uma fiel companheira mesmo estando cercada de pessoas. E mesmo sabendo que não precisava daquele garoto, tive que admitir o quanto era bom tê-lo ao meu lado.

E agora nós seríamos pais.

Jamais imaginei que teria um destino tão feliz, apesar de tudo. De agora em diante, quero amar meu filho incondicionalmente, e mostrar que jamais estará sozinho, se depender de mim.

Por mais que meus pensamentos estivessem cheios de planos, queria viver um dia de cada vez. E tinha certeza que a felicidade me acompanharia em boa parte deles.

Seja bem-vindo, ‘ttebane.

E obrigada por ter me escolhido como mãe.

24 de Febrero de 2018 a las 20:54 0 Reporte Insertar 0
Fin

Conoce al autor

Hasashi Rafaela Faço estágio de Scorpion nas horas vagas, principalmente quando Plano Terreno precisa de salvação. Tenho sangue Uzumaki e dou aula de como lidar com Senju Cretino, interessados chamar no probleminha. Apaixonada por Mortal Kombat e a mama da igreja HashiMito.

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