Inferno Particular Seguir historia

xhasashi Hasashi Rafaela

Sub Zero orgulhava-se por sua impecável paciência e razão, mas quando se tratava dela perdia completamente a compostura e a odiava por isso; por saber que a ninja estava certa e não adiantava negar nada a si mesmo. Ainda que tentasse. Não havia treinamento ou regra para lidar com aquilo, estava perdido, sentir-se dessa forma quase fez que Kuai Liang perdesse sua sanidade. Ou será que ela já havia sido queimada junto com o fogo daquela mulher? Não sabia ao certo, mas precisava descobrir de uma vez.


Fanfiction Sólo para mayores de 18.

#Lin Kuei #Shirai Ryu #Sub Zero #Personagens Originais #Mortal Kombat
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Congelando o inferno

Ela terminava de colocar a máscara amarela em seu rosto após ter prendido uma kunai em seu braço, assim como seu irmão. Era sempre o mesmo ritual de toda semana.

A roupa era em tons de amarelo e preto e a bandana marcava o símbolo do Shirai Ryu estampado, seu orgulho. De ser uma ninja, por ser irmã de quem era. Sua insubordinação ia completamente contra o que havia aprendido um dia. Honra, disciplina e lealdade. Principalmente lealdade.

Eles eram assassinos, seus similares da China. Jamais cometeria a heresia de chamá-los de ninjas. Porém um deles, apenas um...ousava pronunciar seu nome de outra maneira. Sussurrado do jeito mais proibido possível.

Mas os dois sabiam como se esquivar e não serem descobertos, eram um dos melhores.

Foi terrivelmente arrebatado em uma batalha pelos olhos cor de mel. Pela maneira majestosa que ela lutou, os movimentos sincronizados e impecáveis. Seu aposto, a personalidade que beirava lapsos de extravagância. E Sub Zero via a mordida em seus lábios por baixo do pano cada vez que ela fazia questão de medí-lo de cima a abaixo.

Então um dia se cansaram de lutar. Akemi caminhou em sua direção, abaixando a máscara de gelo que cobria sua boca. Dilineou com o polegar a cicatriz vermelha que marcava metade de sua face e retirou o pano que cobria o próprio rosto.

- Estou de saco cheio dessa situação, Sub Zero. - Falou e ele ficou imóvel. Tanto pela voz, como por sua beleza. - Não por meu clã, mas pelo meu desejo desenfreado de saber até aonde vai o seu gelo.

- Hellfire…- Suspirou dando um passo para trás. - Nossos clãs tem uma história de ódio, nossos irmãos se odeiam. Isso é traição.

- E você está parado em minha frente, sem vontade alguma de me atacar por qual motivo? - Ela andou mais um único passo. Um maldito passo que fez seus corpos ficarem a milésimos de distância. Encarou os olhos azuis, tão claros que beiravam o branco. - Por que negar o desejo que vem de dentro, Kuai Liang?

- Eu sou um assassino, Akemi. - Respondeu se virando de costas.

- E eu uma ninja. - Cruzou os braços. - E mesmo você sendo tão diferente de mim, isso não me impediu de desejar você. A cada luta que travamos e recuamos por não querer continuar com essa baboseira me faz ter certeza que isso é recíproco. E honestamente, Sub Zero, você também acha tolice a briga de nossos clãs e irmãos.

Kuai Liang respirou, uma, duas... na terceira se virou e segurou firmemente na cintura dela. O corpo de Akemi era tão quente. E era tão bom que beirava pecado.

Proibido, excitante.

A maldita insubordinação fez sua razão gritar. Não devia continuar, mas pela primeira vez em sua vida ele não deu ouvidos. Mandou embora os preceitos de ser um Lin Kuei, ignorou qualquer resquício de culpa quando os dedos dela se encaminharam para sua nuca e os lábios quentes se aproximaram dos seus.

- Eu poderia te matar agora. - Akemi sussurrou de olhos fechados.

- E por que não faz? - Kuai Liang respondeu retirando a kunai presa no braço dela, segurando e a congelando em seguida.

- Não sei se tenho forças para isso. - Segurou nas mãos dele e esquentou a peça prateada fazendo o gelo derreter e passar a escorrer por seus braços.

- Então a poderosa Akemi Hasashi está assumindo em minha frente que é fraca? - A apertou ainda mais em seus braços.

- Nunca, Sub Zero. - Deixou uma mordida nos lábios dele. - Só não suportaria o fato de vê-lo indo embora antes de provar o que você pode me oferecer. E se é além de uma batalha.

E eles se cansaram de negarem seus desejos para serem leais. Amavam os clãs com suas vidas, porém aquilo era demais. O sentimento era demasiadamente forte para ser ignorado.

Akemi se agarrou nos cabelos dele ainda mais forte que antes e tomou a iniciativa de terminar por vez com a distância entre os lábios dos dois, o beijando por fim.

As mãos geladas dele a seguravam fortemente pela cintura, enquanto os dedos da ninja estavam preocupados em perder-se nos cabelo do seu rival. O beijo era lento, sensual. Seus corpos se movimentavam quase no mesmo ritmo necessitado de suas bocas, carregava a culpa de estarem traindo seus clãs. Mas pelos deuses, como era bom. O gosto da proibição somada a desobediência fizeram daquele momento mais intenso para ambos.

- Gostei de saber que sua língua é gelada. - Akemi falou o encarando após terem se separado. - Mas eu gostaria de saber se o resto também é. - Mordeu os próprios lábios e ele abriu um sorriso de canto.

- Akemi, devemos ir. Receio que isso deverá ficar para outro dia. - Antes que ela pudesse dizer algo, Kuai Liang a puxou pela cintura e a beijou novamente.

A ninja separou-se, soltando dos braços fortes do grão-mestre. Encarou com um sorriso malicioso antes de colocar novamente sua máscara e sumir em meio suas chamas.

Ele, um homem frio e calculista que jamais se rebelaria contra o Lin Kuei e as vontades de seu irmão morto queria mandar tudo ao inferno por causa dela. Aliás, queria entrar no inferno, afinal Akemi era o próprio. As chamas infernais faziam parte de sua alma o que a tornava praticamente a dona dele...e isso não foi o suficiente pra se convencer que deveria se afastar.

Os dois sabiam que as saídas que faziam durante a noite eram propositais, nenhum tinha a intenção de patrulhar perímetro nenhum. Queriam se encontrar, precisavam e aquilo beirava uma necessidade extrema, nem que fosse para trocar um olhar qualquer.

Dois dias depois, Kuai Liang estava dentro de seu quarto se questionando quando a encontraria novamente. Sabia da verdade, do quanto seu clã havia sido culpado pela morte de Hanzo e de todo o Shirai Ryu, mas descobriu que seu irmão também era inocente.

E isso eram suas amarras que tornavam-se o empecilho para seguir em frente. Não queria odiar Scorpion por saber que ele havia sido apenas uma marionete nas mãos de Quan Chi. Entretanto, também sentia o peso da mágoa em suas costas, o ódio em saber que Bi-Han foi morto injustamente.

A questão é que seu eterno dilema ia além, agora tinha Akemi. Esquecer-se dos lábios quentes era quase impossível. Ao fechar seus olhos, a imagem dela sem máscara povoam seus pensamentos e seu corpo reagia a qualquer mera imaginação do toque de suas mãos.

Pelos Deuses, o que faria?

Foi nesse momento que abriu os olhos ao sentir que estava sendo observado. Ao pé de sua cama, a dona dos seus devaneios parada ali coberta por um traje totalmente preto, exceto pela bandana amarela sutilmente escondida em seu braço.

- Você está em território inimigo, por que veio até aqui, Akemi? - Perguntou se levantando da cama, com seus braços adquirindo uma leve coloração azulada por estar começando a congelar.

- Você acha que tenho medo de você ou de seu clã, Sub Zero? - Andou a passos felinos na direção dele.

- Deveria ter. - Mais um passo, mais perto. - O que quer? Como entrou?

- Você se esquece que posso me transportar para onde quiser. O inferno é grande, ele passa da extensão do Shirai Ryu até embaixo de seus pés. E sabe, Kuai Liang…- Agora ela estava parada em sua frente, abaixou a máscara que cobria o próprio rosto e o olhou. - Eu sei o caminho de cor, tanto do inferno, quanto o que me leva até você.

- E eu posso congelar o teu inferno. Mas você continua a minha procura. - Sua voz era mansa, mas carregava angústia e raiva em seu timbre.

- Digamos que nossos opostos se atraem a ponto de eu ser atraída por você todas as vezes. - Respondeu séria, mas um sorriso debochado se formou em seus lábios. - Meu fogo é suficiente pra descongelar o seu inferno. Principalmente o interno que insiste em me dizer que não me quer. - Tocou na cicatriz vermelha e sorriu. - Seus olhos me mostram ao contrário, não se cansou de mentir para si mesmo? - Um último passo a frente, foi o que faltou para as mãos dele irem para a cintura da ninja quase como um ímã. - Quando você entender que o problema dos nossos irmãos não são nossos, você me procura. - Deixou uma casta mordida nos lábios dele. - Não sou mulher de viver com a dúvida. Coloque essa sua postura de grão-mestre que tanto quero ver nessa situação também. - Passou levemente a língua pela boca dele e sorriu no momento que ouviu um suspiro pesado. - Você sabe aonde estou. - E então ela desapareceu, em meio suas chamas.

Kuai Liang tentou digerir por segundos o que havia acontecido dentro do seu quarto. Se questionou se tudo não passava de um sonho. Entretanto, era impossível. O perfume dela invadiu cada pedaço do ambiente e a mesma bandana amarela que estava em nos braços de Akemi se encontrava jogada em sua cama. Era um convite mudo, ele sabia.

Se orgulhava por sua impecável paciência e razão, mas quando se tratava dela perdia completamente a compostura e a odiava por isso; por saber que a ninja estava certa e não adiantava negar a si mesmo. Ainda que tentasse.

Não havia treinamento ou regra para lidar com aquilo, estava perdido, sentir-se dessa forma quase fez que Kuai Liang perdesse sua sanidade. Ou será que ela já havia sido queimada junto com o fogo daquela mulher? Não sabia ao certo, mas precisava descobrir de uma vez.

Cansado daquela situação, abriu seu guarda roupa e pegou seu traje de combate. Colocou rapidamente e saiu do quarto apressadamente sem se esquecer daquele maldito pedaço de pano amarelo.

Faria algo a respeito e Akemi que aguardasse as consequências. 

24 de Febrero de 2018 a las 19:53 0 Reporte Insertar 0
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