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Um bilionário russo sequestra uma nativa com o objetivo de descobrir os segredos de seu povo.


#8 en Aventura Sólo para mayores de 18.

#romance #aventura #futurista #lendas #fantasias #lutas #nativos #ilhaperdida
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O Nascimento De Um Líder

Geny


Nunca desejei poder.

Nunca desejei mais do que minha família, apenas estar com meu parceiro. Um menino órfão que cresceu ao meu lado se tornou meu melhor amigo acima de tudo e sempre esteve comigo, ensinando-me a sobreviver. O único a quem pertenço.

Todas as manhãs, quando abro meus olhos, vejo aquele azul escuro me admirar de volta.

Depois sou levada para um banho relaxante em uma cachoeira escondida na floresta, nossa preferida, quase ninguém vem até aqui e por isso se tornou nosso lugar.

— Devagar, Kan! Faz frio pela manhã, e ele costuma se assustar se eu entrar imediatamente. — Protesto enquanto sou carregada por Kan, a água gelada bate em meu corpo, mas o problema não sou eu, o frio não me incômoda, já estou acostumada, mas nosso filhote ainda dentro de mim, sempre fica com medo e não para de se mexer por sentir frio.

— Me desculpe. Você sabe que eu te aqueço. Estou sempre aqui para você, lembra? Minha pequena guerreira. — Kan beija minha testa com todo carinho. Suas mãos grandes acariciam minha barriga. O som forte da cachoeira me deixa relaxada em seus braços, ele apenas continua a nadar comigo para longe.

Posso estar cega pelo amor que sinto por ele, mas o seu sorriso é lindo e sua pele bronzeada é de deixar qualquer outra fêmea com inveja. As mechas negras do seu cabelo, tocam em meu rosto enquanto ele me beija.

Resolvo mergulhar e Kan vem logo atrás, consigo ver vários peixes coloridos nadando entre nós, o sol reflete a suficiente da água cristalina e tudo fica mais lindo de ver. Kan não se afasta de mim, mesmo durante o mergulho.

Volto para a superfície para respirar e sinto uma pequena bola se formar perto do meu estômago. — Seu filhote odeia água fria. — Digo sorrindo, e mostro para meu parceiro as travessuras de seu pequeno guerreiro.

Kan sorri e acaricia o monte na lateral da minha barriga. — Ele se acostuma. Nosso filhote nunca terá medo de nada. E mesmo que tenha, não vai mostrar. Terá a minha força e a sua coragem para nunca desistir.

Encosto minha testa na sua, aproveitando a calmaria daquele pequeno paraíso. — Para mim, ele ser uma cópia sua é o suficiente. Você é a coisa mais importante que tenho neste mundo. Aliás, no universo todo.

E acabei de tocar no assunto preferido de Kan.

— Sempre quis saber como era o nosso mundo, de onde veio o nosso povo. Como diz os anciãos do nosso clã, "somos conquistadores de galáxias". Ou algo assim. — Ri da informação.

— Uau! Isso soa tão intimidador.

Sorrio quando ele me alcança de novo e me traz para junto dele.

— É simplesmente inacreditável saber que viemos das estrelas. Fico imaginando como deve ser qualquer outro lugar fora daqui.

— Dizem que só o líder que possui a pedra de Nakenv tem o conhecimento para saber dos outros mundos.

Kan sussurra em meu ouvido, me abraçando por trás. — Então, vamos roubá-los e descobrir o que tanto escondem. E então iremos descobrir todos os segredos que nos aguardam além desse planeta.

— Você parece uma criança, Kan. Para onde iríamos? Não está feliz aqui? Eu aprecio a vida que temos.

— Eu gostaria de conhecer outros lugares e levaria você comigo. Em todas as nossas conquistas seria importante tê-la ao meu lado, nem que fosse para conquistar esse mundo.

A superfície cristalina brilha com os raios de sol e eu vejo o meu parceiro sorrir, feliz. Não desejo mais nada, sei que já tenho tudo aqui.

— Você é um sonhador e aventureiro. Se fosse possível, eu te seguiria a qualquer lugar, contanto que eu não te perdesse.

— Nunca. Eu sou seu por toda a eternidade.

— Em poucos meses seu pequeno guerreiro chegará e você irá se aventurar com ele por toda a ilha.

— Essa será uma grande aventura, tanto para ele, como para mim.

— Ainda me recordo da nossa infância. Lembro-me de como tudo era emocionante, por ser novo. Faça ele sentir essa emoção para que tenha boas memórias. Só quero terminar o dia e ter vocês descansando ao meu lado.

Sua risada rouca me pega de surpresa. — E passar o resto da minha vida ouvindo você roncar? Isso será emocionante, com certeza. Eu não perderia por nada.

Faço uma careta fingindo estar brava.

— Por ter dito isso, você irá preparar o jantar hoje. Estou com fome. — Saio da água com o nariz empinado e pisando duro.

— E quando não está, Geny?

Viro-me e não resisto à tentação de admirar meu parceiro saindo do rio. Ele para de caminhar e levanta as sobrancelhas para mim.

— O que é?

— Nada. Faz bem para a minha visão observar sua beleza sempre que possível. — Pisco para ele.

— Posso dizer o mesmo.

Às vezes sinto que não mereço a felicidade que ele me trás. Kan é bom para mim de uma forma que ninguém jamais será. Ele me entende. Isso é o suficiente.

— Vamos para a cabana de Silas. Imagino que você ainda queira comer a fruta que tanto gosta.

— Não diga isso. Eu amo amoras. Minha boca enche d'água só de imaginar.

— Só com as amoras?

— Não fale essas coisas. Eu não deveria ter te deixado assim. Criei um monstro pervertido.

— Tão pervertido que te deixa relaxada o suficiente para adormecer em menos de um minuto. — sussurra, agarrando-me pela cintura.

— Você não acha que somos muito apegados a ele? Acredito que Silas não aguente mais ver nossas caras. — Olho para cima a fim de ver sua reação. Kan sorri novamente.

— Você está certa. Pode ser que estejamos sendo muito invasivos ao visitá-lo a cada 3 dias. Talvez devêssemos demorar mais para ir lá. E parar de comer amoras por um tempo também será bom.

— Isso é golpe baixo. Você sabe que eu amo amoras.

A trilha nos leva de volta para a pequena aldeia. À medida que caminhamos, crianças vêm em nossa direção, correndo e brincando sem se preocuparem com qualquer perigo. fêmeas executam suas tarefas e os machos carregam espadas nas costas enquanto ajudam e treinam os mais jovens. Temos armas de fogo, mas, na situação atual, não há recursos para fabricar mais munições. Temos que usar apenas as lâminas.

Um pouco depois de anoitecer, estou sentada, ouvindo o velho Silas contar suas histórias repetidas pela... Não me lembro, já perdi as contas. Como ele gosta de suas próprias histórias sobre as guerras que nosso povo enfrentava em Nakenv, como éramos fortes e admirados em vários outros planetas. Uma pena ele não poder contar detalhes de como chegamos aqui, quem era meus pais, como Silas me encontrou. Mas acabo me divertindo novamente junto com ele, parece ter sido grandes aventuras que Silas já teve em sua juventude. Kan está sentado ao meu lado, em um tronco que pegamos e colocamos em frente à fogueira que aquece os peixes que ele pescou horas antes do fim da tarde. Mesmo sendo noite, ainda não está tão frio. Como sempre, o clima é temperado. Kan também exigiu que eu comesse algo mais sustentável depois de devorar tantas amoras. Não acho que exagerei, apenas passei mal. Nada sério.

Estou distraída em pensamentos, observando as estrelas acima de nós, enquanto Kan começa a contar uma história para Silas. De repente um dos homens de nosso líder se aproxima. Meu sorriso morre e meu companheiro fica em silêncio no mesmo minuto. Nunca sabemos o que esperar quando se trata de Daryng, o atual líder do clã. Ele não é um macho muito agradável, velho e ranzinza, assim como seu único herdeiro.

— Kan, Ary pediu para ir até ele. Ele deseja falar com você. — Avisa o guerreiro alto e careca, com o rosto sombrio. Seu braço esquerdo é coberto por tatuagens.

É tradição e uma honra ter uma parte do corpo marcada para se destacar do restante dos machos, provando ser um dos melhores do clã. Algo que meu parceiro conseguiu conquistar ainda jovem, seu peito esquerdo é todo marcado com desejos antigos de nosso povo. Eles são como uma elite e Kan é um dos líderes.

— O que Ary quer desta vez? Todos nós sabemos que ele te odeia. — comento preocupada.

Ary é o herdeiro de Daryng. Não entendo por que ele despreza tanto Kan.

Vejo meu parceiro respirar fundo, de frustração, como se estivesse se preparando para uma batalha.

— Volto para você em breve, Geny. Assim que eu retornar, vou levá-la para descansar. Fique tranquila. — Ele se levanta e se afasta.

Não sei por que, mas sinto uma forte pontada no peito. Encaro Silas e ele me devolve um olhar cauteloso e acolhedor.

— Fique calma, Geny. Ele não pode fazer nada sério contra Kan, que é tão importante quanto qualquer outro membro para a nossa sobrevivência.

Observo o fogo crepitar. Nem sei o que dizer.

— Às vezes, eu penso seriamente em deixar o clã e viver sozinha com ele, no outro lado da ilha. Kan não tem muita paciência para receber ordens e Ary gosta de provocá-lo. Ele está mais agressivo desde o início da minha gravidez.

— Fale com ele com calma quando retornar. Veja se ele está feliz do jeito que está. Às vezes é necessário mudanças em nossas vidas.

Eu não consigo mais sorrir e Silas oferece chá para mim, embora nada tire a minha tensão.

Muito tempo se passa e Kan não volta mais.

— Vou procurá-lo. Não confio naqueles dois sozinhos. Já é tarde. Boa noite, Silas. Até amanhã.

Ando rapidamente atrás do meu parceiro. Minha barriga ainda é pequena, então não tenho problemas para me mover.

Continuo quando ouço gritos perto de uma cabana isolada, desvio-me do caminho e vou verificar a origem do barulho, que mais parece rugidos. Também escuto o som de coisas se quebrando.

Assim que entro no local, meu corpo congela diante da cena.

— Onde está o macho que se dizia ser invencível? Parece que você não é tudo isso.

— Depois que eu acabar com você, irei atrás do seu filhote também. Não aceito nenhum vestígio seu em meu território. Eu serei o líder. — Ary está por cima de Kan, tentando sufocá-lo de qualquer maneira.

Meu parceiro grita e mal tem forças para agir. Ele tenta se levantar. Seu braço está em um ângulo estranho e seu corpo banhado em sangue, mostrando o quanto ele foi espancado. Sinto minha visão ficar turva pelas lágrimas.

— O último descendente do líder que meu pai matou. Sua descendência termina com você. — Ary sorri, passando a lâmina na garganta de Kan com violência. O sangue jorra do seu corpo.

Sinto o oxigênio desaparecer junto com minha força para ficar de pé. Não consigo sair do lugar.

— KAN! — Não sei se gritei seu nome alto o suficiente para todo o clã ouvir, mas, na minha mente, o som da minha voz soou como se eu pedisse ajuda em um lugar escuro e vazio, onde ninguém jamais iria me ajudar ou ouvir meu sofrimento.

É como um castigo eterno. Eu nunca poderia imaginar que iria merecer viver isso.

Quando o macho percebe a minha presença, as feições em seu rosto mudam para surpresa. Ouço o meu parceiro ainda tentando respirar, embora esteja se afogando em seu sangue. É muito sangue. Muito.

Minha visão escurece e eu não tenho mais controle sobre meu corpo. Tudo se apaga e eu não vejo nada. Minha cabeça dói e não sei mais o que faço quando ataco Ary. Nem lhe dou tempo de se recuperar para revidar. Ele tenta se defender e, ao mesmo tempo, tenta golpear minha barriga com socos. Sei que quer matar meu filhote também.

Controlo-me para não deixar meu ódio me levar completamente, lembrando-me do treinamento que Kan me deu ao longo dos anos.

Ary tenta recuperar o fôlego e eu me preparo para outro ataque. Ele volta a me atacar e, no momento em que estende o punho para socar minha face, giro meu corpo, torcendo seu braço e o quebrando. Ataco seu rosto novamente e o sangue começa a tomar conta dele. Ary tenta me rolar para o chão e eu forço seu outro braço no mesmo ângulo que o outro, quebrando-o em segundos.

Nunca imaginei que sentiria uma ira tão profunda dentro de mim.

Os gritos de Ary são a única coisa que me conforta por poucos segundos.

Volto meu olhar para Kan. Meu melhor amigo não se move mais. Vou até ele, vendo que seus olhos já estão perdidos no vazio. Deito-me sobre seu corpo e grito entre lágrimas.

A dor é profunda e parece piorar. Eu teria dado qualquer coisa para evitar isso, teria feito qualquer coisa para encontrar outra saída, mas o sangue dele já tinha sido derramado e ele nunca mais me levaria para casa, como havia prometido. Grito de ódio, segurando-o contra o meu peito.

— Me perdoe por não ter chegado a tempo. Eu nunca vou me perdoar por isso.

Volto meu olhar para Ary, que tenta, a todo custo, rastejar-se para longe.

Vou em sua direção e o seguro pela gola de sua roupa. O homem não tem mais o movimento dos braços para me impedir agora.

— Você... vai andar, desgraçado! Ou eu te arrasto até a maldita casa de seu pai! — digo as palavras com ódio. Meu coração parece querer sair do peito.

Ele rosna, mostrando as presas para mim. Não chega nem perto de me assustar.

— De pé!

Ele tenta se soltar o tempo todo ou geme pela dor, só que é inútil.

— Minha revolta não é com você.

Reviro os olhos.

Poucos minutos atrás o desgraçado quase conseguiu matar a mim e ao meu filho, a última parte de Kan.

— A minha é! — rosno as palavras, com raiva.

— Por favor, não faça nada que vá se arrepender mais tarde.

— Outra ameaça? Não bastou ameaçar a minha vida e a do meu filhote? Você procurou por isso.

Ary permanece em silêncio pelo resto do caminho, e assim que chegamos à cabana de seu pai, as pessoas se aproximam e me testemunham arrastando-o.

— Mas, o que isso significa? O que fez com meu filho, Geny? Solte-o agora! — O velho Daryng sai de sua cabana e se aproxima, pálido, vendo seu bem mais precioso gemendo de dor.

— Seu filho... — grito para que todos possam ouvir. — Acabou de matar meu parceiro por ganância, porque ele carregava o mesmo sangue do ex-líder! Eu o vi matar o pai do meu filhote! E cheguei no momento em que ele anunciou que mataria a mim e ao meu herdeiro também. Kan podia ter falhas, mas era orgulhoso. Se quisesse seu lugar, já o teria desafiado há muito tempo! — Caminho de um lado para o outro, encarando a face do pai do meu inimigo com tanta ira que se ele fosse mais esperto pensaria duas vezes no que vai fazer.

— O que você espera que eu faça, Geny? Pelo que vejo, já castigou Ary o suficiente.

— Assim que eu virar as costas, você vai me matar pelo que fiz. — Jogo o macho aos pés do pai, gemendo de dor.

Eles realmente acreditam que sou tão ingênua?

— Vou fazer isso da maneira correta, Daryng. Eu o desafio a uma luta até a morte pela liderança do clã.

Seu rosto se torna pálido, e a raiva toma conta de sua expressão.

— Ficou louca? Você carrega um filhote, fêmea! — Encara-me intrigado.

— Agora se preocupa comigo? Interessante. E se eu virar as costas e voltar para a minha casa como se nada tivesse acontecido? Você vai pensar no herdeiro do seu inimigo também? — Eu poderia sorrir se não estivesse guardando tanto rancor.

Posso sentir que ainda estou em perigo. Kan não está mais aqui para me proteger.

— De qualquer forma, você vai me matar, Daryng. Acabe com isso, então. Vamos! — Berro.

A minha sorte é que sempre carrego minha espada comigo.

Sentindo-se desafiado, ele retira a sua espada, que estava presa em suas costas, e vem até mim. Eu sei que vou morrer. Não quero mais ficar aqui. Não tenho interesse no poder ou em qualquer coisa além disso. Sou egoísta. Sou a pior pessoa do mundo agora, por não permitir que meu filhote viva. O paraíso em que iria crescer e conquistar seu lugar nele.

— Sinto muito por Kan, Geny. Não se preocupe. Vou colocar seu corpo ao lado do dele para que vocês possam descansar juntos. — diz com escárnio.

Neste momento não presto atenção em mais nada ao meu redor. Posso ouvir apenas o som da minha respiração. Ainda não consigo acreditar que perdi tudo em minutos.

Vejo sua espada vir rapidamente em direção à minha e sei que a luta começou devido ao som das lâminas se chocando.

— Vou fazer isso ser rápido para você, fêmea. Mas vai pagar pelo que fez a Ary também. — Pelo menos ele se preocupa com o filhote. É menos monstro do que eu.

Daryng tenta acertar meu pescoço várias vezes e eu bloqueio seus golpes usando o meu tamanho a meu favor. O macho tem dois metros de altura. Quando ele abaixa a espada, eu a bloqueio novamente indo direto para o chão. Sinto-o colocar sua força na arma, pressionando-a para cortar minha garganta.

Grito em fúria enquanto coloco todo o meu esforço na espada, lembrando-me do instante em que Kan teve sua garganta cortada. Me esquivo de seu ataque e o mando para o chão. O velho de cabelos negros cai e eu, rapidamente, rolo o meu corpo, rasgando seu calcanhar quando ele tenta se levantar, fazendo sangue jorrar de sua pele aberta.

Com ódio, Daryng vem até mim e me segura pelo pescoço, erguendo-me no ar. Sinto minha força se esvair ao começar a ficar sem oxigênio. Reúno o restante de energia que tenho e retiro uma adaga cortando sua garganta com violência. Começo a ver manchas pretas quando volto direto para o chão.

— Pai! — ouço a voz de Ary o chamando.

O macho sufoca com seu sangue, tendo o mesmo fim de Kan. Pagou pelas ações de seu filhote em vão. Pois Ary não permanecerá vivo.

— Matem a fêmea! Ela assassinou o líder! Eu quero a cabeça dela! Matem-na! — Os gritos roucos de Ary me mantêm em alerta para precisar lutar de novo.

Mesmo que me matem, ele também não irá longe.

Olho ao meu redor e respiro profundamente, assustada e cansada pelo esforço. Estou quase desmaiando. Se tentarem me matar, não irei reagir, mas ninguém se move.

— Geny desafiou Daryng a lutar até a morte. — a voz de Kevrel me surpreende assim que ele sai das sombras. — A fêmea lutou mesmo estando grávida. Ela não violou nenhuma lei do nosso povo. Quanto a você, cometeu assassinato. — Diz ao se aproximar de Ary.

Kevrel é o braço direito dos líderes do clã.

— Levem ele daqui!

Dois machos o levam para longe da minha visão. Ele grita o tempo todo.

O macho atraente e de aparência calma se aproxima de mim.

— Geny, você se ajoelha hoje como uma simples fêmea, porém deve se levantar agora como a líder que se tornou.

Levanto a cabeça e vejo Kevrel parado na minha frente, com a mão estendida para mim.

— Agora você precisa ser forte. Tem seu herdeiro e um povo para proteger.

Fico de pé, sentindo o meu rosto molhado de lágrimas pela brisa gelada da noite.

Kevrel sorri para mim e eu ouço e observo meu povo gritar em euforia. Não era o que eu queria, entretanto deixei o instinto me dominar, e sou covarde por isso. Fui uma covarde por não ter deixado Daryng me matar.

Eu gostaria de ir, mas algo me fez ficar. Não estava pronta para morrer. Nunca quis ser líder de ninguém, mas tinha Kevrel, que se tornou um grande amigo, e Silas.

Agora não só tenho o meu filho para proteger, como também um povo e um território inteiro.

28 de Enero de 2023 a las 21:55 3 Reporte Insertar Seguir historia
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Sabrina Andrade Sabrina Andrade
Olá, sou a consultora Sabrina. E trabalho para uma plataforma de livros digitais. Gostei bastante da sua história. Se estiver interessada em saber mais. Entre em contato comigo através do WhatsApp: 92984759876
July 15, 2023, 11:39
Jackson Gonçalves Dos Santos Jackson Gonçalves Dos Santos
Esta historia esta incrível.
February 27, 2023, 01:42
Daniel Trindade Daniel Trindade
Saudações! Faço parte da Embaixada Brasileira do Inkspired. Estou aqui para lhe parabenizar pela Verificação de sua história. Espero que ela seja prestigiada por muitos leitores aqui em nossa comunidade. Sucesso e felicidade em sua arte! ♡
February 25, 2023, 16:23
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