lindemberguefirmino Francisco Lindemberg Firmino

Após receber um diagnóstico de AIDS,todos ao redor de Renato se afastam,incluindo sua própria família.E agora,se sentindo completamente abandonado,ele decide viver seus últimos momentos andando pela estrada,passando de cidade em cidade, enfrentando a chuva e a solidão até dar seus últimos suspiros.


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Do Início Ao Fim

Renato era um jovem muito humilde e amado por todos.Havia muito luz naquele rapaz,ele tinha uma energia tão contagiante que chegava até a assustar.Ele gostava muito de festas, baladas e etc.E tanto eu como você sabemos os riscos que existem em uma noite de balada.Não estou dizendo que é errado se divertir,mas existe limite,e Renato ultrapassou ele.Era uma noite comum,noite de balada,bebidas,mulheres, enfim,tudo que ele gostava,e ele estava lá,com suas "amizades",com seu sorriso lindo como sempre,parecia tudo tranquilo,até que Renato conheceu uma mulher,o nome dela era Rosa.Eles passaram algum tempo conversando,mas não durou muito para que eles ficassem.

O que Renato não sabia, é que aquela moça,linda e formosa,era portadora de uma doença que aterroriza qualquer um,a AIDS,e nessa mesma noite (e sem saber da doença de Rosa)Renato passou a noite com ela.Pra ele,estava tudo maravilhoso,uma mulher linda,uma balada agitada,e amigos ao redor.

No dia seguinte,Renato acordou sem roupas,no meio da boate,sem saber o que tinha acontecido devido,logo em seguida,ele apenas se levantou e foi para casa.A família já tava acostumado com o jeito de viver de Renato,ele era um rapaz bom,vivia do jeito dele,mas não trazia problemas para dentro de casa.

Seus pais perguntaram como foi a noite e tudo mais,e ele com um olhar encantado dizia que tinha sido uma das melhores.Tava tudo bacana,tudo maravilhoso,ele continuava trabalhando normalmente,nada de anormal por enquanto.É...Por enquanto.

1 ano depois já notava-se a perca de peso de Renato,seus olhos já estava "afundados" e isso fez com que Renato corresse ao médico.Depois de algumas consultas,foi confirmado a doença,e Renato ficou completamente sem chão,aquela brilho,aquele sorriso,tudo desapareceu num piscar de olhos.E o que não saía da cabeça de Renato,era como ele iria dizer isso para a sua família e para os seus amigos.

Infelizmentea reação deles não foi a que ele esperava,no início não faltava aquelas frases motivacionais,mas aos poucos todos foram deixando ele de lado,e não demorou muito para que ele estivesse dentro do quarto,trancado,sem ninguéma.

Até mesmo seus país deixavam sua refeição na porta,como se ele fosse um animal.

Isso deixou Renato triste,pra baixo,ele se sentia humilhado.-"Viver assim pra quê?"-Se perguntava.Foi então que na madrugada,Ele juntou tudo que pôde,saiu de fininho na madrugada e se mandou no mundo.Sem carta,sem aviso,sem nada,deixou tudo pra trás.Família,amigos,enfim, tudo aquilo que ele acreditava ter ele já não tinha mais.

3 anos se passaram,e Renato já estava muito magro,ele estava decidido a morrer do seu jeito.Passou meses andando de cidade em cidade,se tornou um verdadeiro andarilho.E sua família espalhava panfletos para encontrá-lo,mas ele fazia questão de não voltar,estava convencido que aquele era o seu destino.Quem perguntasse de onde ele vinha,ele simplesmente dizia "-Venho da solidão e é lá que vou morrer-".

Durante meses foi motivo de chacota em várias cidades,trocava serviços para ganhar um banho,pedia almoço nos restaurantes e quando não encontrava tentava achar no lixo.

Até que um dia,já cansado,Renato chegou perto de um cemitério.Ele então deitou-se encima de um túmulo,olhou para o céu e se perguntou...-"Como a felicidade se transforma em tristeza tão rápido assim?Eu que tanto acreditei no amor tive esse fim,como acabará aquele que não acredita?"-

Renato deu seus últimos suspiros e morreu encima de um túmulo,mas viveu tudo como quis viver,do início ao fim.

14 de Mayo de 2022 a las 11:49 0 Reporte Insertar Seguir historia
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Fin

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Francisco Lindemberg Firmino Sem compromisso com nada,apenas gosto de escrever e acho desperdício deixar essas ideia pairarem pela minha cabeça,sendo que eu mesmo poderia escreve-las.

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