vandacunha Vanda da Cunha

Sara é uma adolescente de dezesseis anos, que ama muito sua irmãzinha Emilly, em uma noite em que as duas estão sozinhas, três homens invadem a casa para violentá-las. Nesse romance de suspense, Sara fará de tudo para proteger Emilly.


Suspenso/Misterio Todo público.

#morte #amor #família #pedofilia #estupro #violência
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Emilly

Eu moro em um pequeno sítio com meus pais e minha irmã, eu tenho dezesseis anos, quase dezessete, o fato de eu ter um corpo bem desenvolvido, confunde as pessoas, muitos acham que eu tenho dezenove ou vinte anos. Minha irmã se chama Emilly, ela é muito, mas muito importante para mim. Amo-a com minha alma. No alto dos seus dez anos, ela já ajuda com os trabalhos domésticos e a cuidar dos animais pequenos, também adora me acompanhar quando vou colher ovos e molhar a horta, eu amo vê-la imitando os bichos ou fingindo que é um avião. Lembro-me que quando ela nasceu eu fiquei muito feliz, eu sempre gostei da companhia de minha mãe, uma mulher doce que contava histórias e me ensinava a fazer os deveres escolares. Sempre com seus cabelos castanhos desalinhados, ela, vez em quando tirava um tempinho para me ensinar alguma coisa, preferencialmente sobre os afazeres da casa.

Meu pai passava o dia trabalhando, ele criava gado e outros animais, e quase não tinha tempo livre. Por isso, quando mamãe disse que seríamos agraciados com um irmão ou uma irmã, eu fiquei muito feliz, enfim, eu teria uma companhia de verdade. Naquela noite antes de dormir, agradeci a Deus e prometi que ajudaria minha mãe a cuidar do novo bebê que nasceria.

Quando Emilly nasceu, eu fui a segunda pessoa a entrar no quarto para conhecê-la, a mulher que fez o parto, ao ver meus olhinhos ansiosos, tentou acalmar-me, passando a mão por sobre minha cabeça, dizendo que, depois que meu pai saísse, eu poderia entrar e conhecer minha irmãzinha. (Sim, apesar de termos condições financeiras, mamãe preferiu ter o bebê em casa, eu também nasci em casa e com Emilly, não foi diferente.)

— Ela é uma bonequinha. — dissera a mulher negra e magra, com o avental branco com respingos de sangue. Com sete anos, eu já sabia que para ter filhos, a mulher perdia sangue, por isso, não me espantei com o sangue que manchava o avental da parteira. Minha mãe sempre falava abertamente sobre o que ela achava necessário que eu soubesse, sem nunca camuflar ou florear o que devia ser ensinado.

Ansiosa, eu fiquei a esperar no corredor, meu pai demorou um pouco a sair. Quando ele finalmente abriu a porta, um riso de satisfação inundava seu rosto, me dando a certeza de que tudo estava bem.

— Ela é linda, Sara! Sua irmãzinha é linda! — Exclamou ele feliz. Meu pai era um homem de cor parda, alto, forte, cabelos escuros e lisos, a barba grossa espetava meu rosto quando ele me beijava.

— Ela é mesmo linda, papai? Então eu ganhei uma irmãzinha perfeita? — Perguntei fazendo uma pequena comemoração. Ele me pegou no colo e me beijou na bochecha, era notável a felicidade que ele sentia.

— Sim, sua irmã é perfeita, é mais uma mulher para alegrar minha vida! Estou feliz por Deus ter me dado outra filha, mas agora tenho que trabalhar dobrado, sabia que vestidos custam caro, mocinha! — Alardeou ele antes de me colocar no chão. — Vá ver sua irmã, ela parece uma bonequinha! Notei que meu pai repetira o mesmo elogio que a parteira dissera, eu não tinha mais dúvidas, minha irmã era uma princesinha.

— Oh, pai, eu estou tão feliz! Será que a mamãe vai deixar eu segurá-la?

— Claro que sim! — Garantiu ele ainda sorrindo — agora entre, sua imã Emilly quer te conhecer.

A parteira concordou com meu pai e abriu a porta para que eu entrasse, os sentimentos que afloraram em meu interior, eram incompreensíveis, um misto de alegria e medo... um pouco de um, um tanto do outro, eu estava feliz com a chegada da minha irmã, queria muito conhece-la, mas tinha medo de que ela não gostasse de mim. Ao me ver parada na entrada do quarto, mamãe pediu que eu entrasse e fechasse a porta, e com um gesto de mão, consentiu que eu me aproximasse.

— Venha, Sara. Venha conhecer nossa pequena, Emilly. — Convidou-me com voz baixa. Aproximei-me da cama, mamãe parecia estar visivelmente cansada, a pele do rosto estava meio pálida, mas um sorriso doce permeava seus lábios. Ela usava uma camisola branca igual aquelas mulheres de filmes americanos.

— Sente-se aqui, meu amor — disse ela apontando a beirada da cama.

Curiosa por ver a nova integrante da família Fernandes Oliveira, sentei-me na beirada da cama, como rosto em direção ao canto da cama, o pacotinho deitado ao lado de minha mãe, prendeu totalmente minha atenção. Eu estava louca de vontade de ver como era minha irmãzinha. Calmamente, mamãe sentou-se na cama e após pega-la nos braços, perguntou-me:

— Quer segurá-la, Sara?

— Eu posso, mãe?

— Venha, sente-se aqui, junto a mim, assim não tem nenhum perigo de você segurá-la.

Em poucos minutos, eu estava sentada no canto da cama e segurando o pequeno serzinho em meus braços.

— Papai tem razão, ela é uma bonequinha! —Exclamei maravilhada.

— Sim nossa Emilly é uma bonequinha, só tenha cuidado ao segurá-la, não pode apertar, ela ainda é muito frágil — orientou mina mãe.

— Eu sei, mãe, prometo não machucá-la.

Passei alguns minutos segurando aquela coisinha macia em meus braços, ela estava enrolada em uma manta amarela com desenhos de flores e borboletas, uma touca branca cobria a cabecinha redonda, deixando de fora somente o rostinho rosado, enquanto esteve em meu colo, Emilly mostrou a língua várias vezes e parece-me que sorriu, emocionada, eu acariciei a mãozinha coberta pela luva branca, era minha irmã, seríamos amigas e eu cuidaria dela para sempre. Amei-a desde o primeiro momento, e faria qualquer coisa para protegê-la.

Lembro-me que quando ela começava a chorar, eu ficava preocupada, imaginava que ela estivesse com alguma dor ou algo a estivesse espetando, descobrimos então, que Emilly, gostava muito do meu colo, em meus braços ela se acalmava, e parava de chorar, sendo assim, toda vez que ela começava a chorar, eu me sentava no sofá e minha mãe a entregava a mim, eu me sentia como uma pequena deusa que tinha o poder de acalenta-la e fazê-la sorrir. Mamãe dizia que confiava em mim, que tinha certeza que sempre protegeria minha irmãzinha.

— Você sempre vai protegê-la, Sara, nunca permitirá que ninguém faça mal a ela. — Pedia minha mãe.

— Sim mãe, eu sempre vou protegê-la e não deixarei que ninguém a machuque.

13 de Junio de 2021 a las 20:33 0 Reporte Insertar Seguir historia
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