byunad Andressa Vieira

Depois de dois anos de namoro, Chanyeol não se vê mais apaixonado por Baekhyun e decide terminar. Porém, ele não esperava que o seu coração vacilasse e acaba-se por se sentir mais estranho do que enquanto estava no namoro. Já Baekhyun, diferente do ex-namorado, passou a curtir a sua vida de solteiro, apesar de achar que Chanyeol estava louco por ter terminado com alguém tão lindo como ele.


Fanfiction Bandas/Cantantes Sólo para mayores de 18.

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Por que deixar um garoto lindo como eu?

Tudo estava estranho para Park Chanyeol. Ele parecia não se sentir mais atraído pelo seu namorado, Byun Baekhyun, e todas as vezes que ele parava para pensar sobre o motivo de ele estar se sentindo assim, nenhuma resposta vinha, apenas as dores de cabeça e noites em claro.

Eles já tinham dois anos de relacionamento e os três últimos meses foi um dos piores dias que ele passou. Sua cabeça e o seu coração pareciam estar travando uma guerra e isso o deixava maluco, que acabava por agir estranho com Baekhyun, que não tinha a menor culpa em relação a essa briga interna de Park. Ele queria tomar a coragem e terminar o seu namoro, mas achava que iria machucar muito o Byun, tudo por uma "fase" que ele estava passando.

Depois de muito pensar e de muitos calmantes tomados, ele chegou a uma decisão e acredita que é o melhor que poderá fazer, para finalmente colocar um ponto final nisso e não machucar mais a si mesmo e ao seu namorado, que em breve se tornará apenas um conhecido.

Chanyeol mandou uma mensagem para Baekhyun, dizendo que queria jantar com ele, pois tinha algo importante para lhe contar e o pequeno, animado que é, não deixou de mandar várias mensagens criando possíveis teorias sobre o que Chanyeol iria falar para ele e nenhuma dessas mensagens mencionava o fato dele querer terminar o relacionamento de dois anos de ambos.

Quando Baekhyun entrou pela porta de vidro do restaurante, vestindo suas roupas sociais e ousadas, o coração de Chanyeol disparou. No caminho para o restaurante ele veio repetindo a si mesmo que estava mais do que decidido e que não ficaria com medo ou nervoso, apenas diria o que está sentindo e o que deixa de sentir, terminando logo essa tortura. Porém, não imaginou que Baekhyun iria gostar tanto da ideia de ir a um restaurante, que acabaria por se produzir tanto. A mesa em que Park estava sentado era mais ao fundo e todo o caminho de Baekhyun até a mesa foi seguido por olhares de mulheres e até de alguns homens. Quando o menor se sentou de frente com Chanyeol, ele ficou paralisado e perdido por um tempo no cheiro da sua colônia e na sua beleza.

Não, isso não está certo.

Para Chanyeol, achar Baekhyun bonito e totalmente desejável em sua cama é uma coisa, agora o amar a ponto de imaginar o seu futuro junto a ele é outra. Não podia confundir as coisas e, com essa chegada triunfal do seu futuro ex-namorado, ele teve a certeza de que o primeiro pensamento era mais válido.

[...]

Baekhyun estava se sentindo mais do que confiante naquela noite. Depois de tanto montar teorias, ele chegou a conclusão de que Chanyeol podia ter uma de duas coisas na mente:

Primeiro, o pedir em noivado;

Segundo, chamá-lo para ir morar junto consigo.

Ele ouviu algumas histórias de seus amigos e amigas que já estavam com um relacionamento firme, que significa casamento, e eles disseram que essas podem ser boas opções, já que são adultos e já namoram há dois anos, apesar das crises de insegurança e bipolaridade do Park.

Ele pegou uma das suas melhores roupas no guarda-roupas e as vestiu, depois de passar uma boa quantidade de sua colônia favorita. A roupa era nada mais nada menos que uma calça social preta, uma camisa branca de seda, com mangas compridas até cobrir as suas mãos, e alguns botões abertos apenas para dar uma aura mais sensual com o seu peito a mostra, destacando a sua pele branca e clavícula definida, e um sapato social básico. Para deixar ainda mais bonitos os seus cabelos negros recém tingidos, passou uma boa dose de gel, o deixando com um aspecto molhado e, ao invés de jogá-los para trás, os deixou soltos, praticamente cobrindo os seus olhos. Se olhou no espelho e fez um joinha com o polegar, em seguida saindo do seu seu apartamento.

Todo o caminho foi com ele cantando músicas animadas que tocavam no rádio e sempre que tocava uma melodia triste e não tão animada, a pulava para não perder a vibe de felicidade que estava sentindo. Quando chegou em frente ao restaurante, deu a chave do seu carro para o manobrista que não tirava os olhos de si e foi para dentro do estabelecimento. Assim que entrou, sentiu os olhares de homens e mulheres sobre si e aquilo o fez sorrir com o sucesso do seu plano.

Olhou para onde o seu namorado estava e ele também não tirava os olhos de si. Chanyeol, sempre que podia, tentava manter um visual mais discreto, mas com o belo senso de moda do seu parceiro, isso foi falho, já que acabou chamando a atenção do restaurante inteiro.

Baekhyun se sentou na frente de Chanyeol e o analisou. Os seus cabelos castanhos estavam em um topete e as suas roupas sociais básicas, que seria uma calça azul marinho, uma camisa branca e um blazer na mesma cor que a calça, demonstravam o quão sério ele estava tentando parecer. Porém, Baekhyun não se enganava com aquela aparência, pois ele sabia muito bem o quão infantil o seu parceiro conseguia ser.

— Você está muito bonito. — Baekhyun disse, quebrando o silêncio antes formado entre os dois.

— Não mais que você. — Murmurou olhando para os lados, onde aos poucos as pessoas paravam de encarar a mesa de ambos.

— Não posso fazer nada se eu já tenho uma beleza natural e quando me arrumo um pouco fico parecendo um deus. — Chanyeol sorriu de lado. — Então, me diz, o que queria falar comigo? — Disse com um sorriso esperançoso.

Chanyeol se arrumou na cadeira e respirou fundo. O nervosismo era visível e isso servia como diversão para Baekhyun, que tinha colocado os seus braços na mesa e apoiado o seu queixo nas mãos, observando o Park todo atrapalhado pensando no que iria dizer e como iria dizer. Baekhyun olhou para o seu blazer e não viu nenhum volume, indicando ser uma caixinha de aliança, e os bolsos de sua calça estavam vazios, já que o seu celular e as chaves do carro e de casa estavam em uma bandeja ao lado da mesa de ambos. Baekhyun suspirou e pegou o cardápio, o folheando, aguardando Chanyeol falar alguma coisa.

— Me desculpe. — Ele finalmente disse, fazendo Baekhyun olhar para o mesmo por cima do cardápio.

— Perdão? — Abaixou o cardápio e o olhou confuso. — Eu não entendi.

— Me desculpe. — Chanyeol apertou os seus lábios uns nos outros. — Eu tenho que dizer isso antes que seja tarde demais.

Baekhyun suspirou aliviado e se arrumou na cadeira, novamente olhando esperançoso para o maior a sua frente. O coração acelerado e as mãos suando frio eram as características em comum do casal, exceto por um estar feliz e o outro angustiado.

— Faz uns três meses que eu me sinto assim... e eu não sei explicar a razão, mas... eu sinto que não te amo mais e eu quero terminar.

Baekhyun continuou com o seu sorriso no rosto e aquela era a prova de que ele tinha paralisado. As palavras do Park estavam entrando devagar pelo seu ouvido até chegar no seu cérebro e no coração. Ele queria acordar desse pesadelo, agora. Queria acordar na cama do seu apartamento, abraçado com Chanyeol e ver o seu rosto angelical enquanto dorme e prestar atenção no ritmo de sua respiração e, para quando ele acordar, receber um beijo, igualmente há alguns dias atrás.

Byun tem que admitir que o maior estava estranho esses dias. Algumas vezes, quando ele se aproximava de Chanyeol para beijá-lo, o mesmo suspirava ou o ignorava, sem contar as vezes que o olhou com um olhar frio e tentou ignorar isso, usando a desculpa que estava estressado com o emprego. Porém, devido a esses olhares, Baekhyun se sentia péssimo e já chegou a pensar em ser ele o problema e causa dessas atitudes do maior, mas o seu amor pelo Park o cegou e o fez acreditar que Chanyeol o amava sim e que ele não precisava se preocupar. E agora, com essa confissão, ele percebe que a culpa realmente era dele. Tinha algo - sempre teve - que ele estava fazendo errado, mas ele foi cego o suficiente para não perceber isso.

Desmanchou o seu sorriso e o seu semblante se tornou algo sombrio, e isso recebeu ajuda graças aos cabelos negros que caiam sobre a sua testa até os olhos. Respirou fundo e se arrumou na cadeira, olhando nos olhos de Chanyeol.

— Me diga que isso é uma brincadeira.

— Infelizmente, não é uma brincadeira. — Chanyeol pegou o seu celular e as suas chaves em cima da bandeja e já estava se preparando para sair.

— Você vai me deixar aqui? — Disse quando segurou o braço do maior e ele apenas olhou para o chão. — Você está bem?

— Sim, eu estou.

— Tem certeza que não está louco? Pense nos dois anos que estávamos juntos! Tem certeza que não gosta mais de mim?

Chanyeol fechou os seus olhos por um tempo e soltou o seu braço, em seguida encarando o projeto de modelo à sua frente. Respirou fundo e se reverenciou, murmurando um "desculpe, e fique bem".

Baekhyun ficou parado e quanto mais tentava entender o que tinha acabado de acontecer, mais a raiva subia a sua cabeça e tomava conta da sua mente. Por impulso, deu um soco na mesa, chamando a atenção de todos a sua volta, mas dessa vez foi por um motivo ruim. Se levantou tentando não chutar tudo o que visse pela sua frente e saiu do restaurante, pegando o seu carro e seguindo o caminho para a casa da única pessoa que podia te ajudar nessas horas.


Esse seu olhar frio

está me matando

A chama que queimava no seu coração

porque restam apenas cinzas?

[...]

Por que deixar um garoto lindo como eu?

Você vai me deixar mesmo?

Vai me deixar assim tão facilmente?

Você prometeu que estaríamos juntos

E está me deixando, deixando


Quando Chanyeol chegou no seu carro, deu um chute forte no pneu, como se o automóvel tivesse culpa da sua frustração.

— Por que ele é tão bonito? — Perguntou a si mesmo, suspirando alto enquanto passava a mão pelos seus cabelos, os bagunçando. — Eu não sei se fiz o certo... — Colocou a mão em seu peito. — Por que dói tanto?

Deu um grito de frustração e entrou dentro do seu carro, dirigindo para a sua casa. Sua cabeça estava a mil de perguntas e nada melhor do que beber todas e não se lembrar de nada no outro dia. Não se lembrar de Baekhyun.

Pisou fundo no acelerador e ignorou o fato de alguns carros terem buzinado para ele, enquanto corria sem se importar com nada.

[...]

Sehun ouviu a campainha tocar e murmurou um xingamento por terem estragado a sua maratona de séries. Abriu a porta e viu um Baekhyun com um estilo que realçou a sua beleza, mas que tinha uma expressão nada agradável.

— B-Baekhyun? — Sehun disse com a voz trêmula, fazendo o menor levantar o seu rosto e mostrar os seus olhos marejados.

— Acabou.

— Acabou o que?

— Park Chanyeol, aquele desgraçado, terminou comigo!

Sehun arregalou os seus olhos e deu passagem para o amigo entrar em sua casa. Baekhyun entrou pisando fundo e Sehun poderia jurar que se ele abrisse a boca para falar alguma coisa errada a sua cabeça iria voar. Depois de tirar os seus sapatos, o menor se sentou de cócoras no sofá da sala e ficou encarando a televisão ligada em uma série de ação que Oh estava assistindo.

— Então... — Disse com receio. — quer cerveja?

O amigo apenas assentiu com a cabeça e Sehun o entregou uma garrafa, com uma certa distância do menor. Sem pensar, ele tomou todo o líquido na garrafa e já estava pegando outra.

— Ei! Cuidado para não passar mal.

— Não se preocupe comigo! Apenas venha aqui, — Apontou para o sofá. — e beba junto comigo.

Oh assentiu e se sentou ao lado do menor, vendo que ele estava com vontade de chorar, mas a de querer matar alguém era maior. Sehun voltou a atenção a sua série e Baekhyun também prestou atenção nas cenas a sua frente.

Quando a primeira temporada já tinha acabado, Sehun olhou para Baekhyun e ele parecia muito bêbado, já que estava mexendo o seu tronco de um lado para o outro e fazendo um bico fofo.

— Quer me contar o que realmente aconteceu?

— Ele não me ama mais. — Sehun ficou boquiaberto.

— Só pode estar brincando. Ele parecia te amar tanto, igualmente você.

— Sim... — Riu soprado. — Está tudo bem. Ele se arrependerá de ter terminado com alguém tão atraente, lindo, maravilhoso e gostoso como eu.

— Vingança é um prato que se come frio. Espere a hora certa e ele vai se demonstrar arrependido, por agora... — Colocou a mão em seu joelho. — Pense em si mesmo. Sim, você é atraente, lindo, maravilhoso e gostoso, mas se você focar demais na pessoa errada, essas suas características serão perdidas.

— Sehunnie... — Baekhyun olhou para o seu amigo, com um olhar um tanto malicioso. — você disse que eu sou bonito e gostoso?

— Você disse primeiro e há de concordar. — Sorriu de lado e Baekhyun gargalhou.

— Viu! — Falou bravo, fazendo Sehun se assustar. — Todo mundo me acha atraente, mas porque aquele homem não pensa o mesmo?!

Sehun queria dizer que o amor não se baseia apenas na aparência, mas sentia que se dissesse isso, o coração mole do seu amigo iria terminar de se despedaçar, então preferiu guardar para si.

— Também, só de raiva, eu vou pegar o primeiro homem bonito que aparecer na minha frente! — Sehun cerrou os dentes e deu um tapa leve na cabeça do menor.

— Não se rebaixe! — Ele o olhou e logo exibiu novamente o seu olhar e sorriso malicioso.

Sehun franziu o cenho e começou a caminhar para trás pelo sofá, quando percebeu que Baekhyun estava se aproximando muito do mesmo. A sua aparência já não estava igualmente antes, mas ainda assim o seu olhar sedutor se manteve. Nem parecia que era a pessoa brava e triste que antes tinha entrado no seu apartamento e bebido uma garrafa de cerveja em menos de dois minutos.

— Por que está indo para trás? — Disse manhoso. — Eu não sou de descumprir promessas e eu jurei que ia pegar o primeiro homem bonito que aparecesse na minha frente.

— Por acaso, eu sou esse homem bonito? — Baekhyun assentiu e se apressou a subir em cima de Sehun.

Oh estava paralisado enquanto tinha aquela pessoa sexy em cima dele ameaçando tirar a sua camiseta do pijama. Quando ele estava se aproximando demais, pronto para lhe dar um beijo, Sehun segurou o seu braço e o empurrou de leve para trás, ainda o segurando.

— Isso não está certo. Você está bêbado, logo não posso fazer nada com você. — Baekhyun esticou os seus braços para os lados, de maneira que conseguisse se abaixar até o rosto de Sehun. — Baek...

E não disse mais nada, já que a sua boca tinha sido fechada com um beijo. O amigo não queria abrir passagem para a língua de Baekhyun, mas aquilo estava tão tentador que acabou por ceder e aquele, sem dúvidas, foi um dos melhores beijos que já teve. Baekhyun sempre foi o tipo desejado e que quando alguém o conseguia, não se arrependia. Oh Sehun nunca tinha provado de sua essência, mas essa seria a hora de provar o que tantos - especialmente Chanyeol - tinham dito ser bom. Em meio ao beijo afoito, os dois se desfizeram de suas blusas e Baekhyun foi depositando beijos e mordidas no abdomen definido de Sehun e logo parou no cós de sua calça de moletom, passando a mão sobre o seu membro coberto e ambos morderam os seus lábios inferiores. Baekhyun olhou nos olhos de Sehun enquanto tirava a sua calça juntamente com a sua cueca e passava a sua língua sobre a glande do membro rijo a sua frente.

Toda a sua frustração, a respeito do seu término não esperado com quem ficou junto durante dois anos, se foi quando abocanhou o membro de Sehun e começou a ouvi-lo gemer. Oh curvou a sua cabeça para trás e segurou os fios de cabelo de Baekhyun, o forçando a aumentar a velocidade do vai e vem. Com os movimentos apressados, seja com a boca ou com a mão, Sehun se desfez na boca do menor, que engoliu o líquido branco. Sehun respirou ofegante e puxou Baekhyun para um beijo, provando do seu próprio gosto.

Logo ele já estava sobre o menor e o beijava, arranhava e o mordia, enquanto tirava a sua calça social junto com a sua cueca. Ele chupou e massageou os mamilos de Baekhyun, em seguida desceu até a sua pélvis e masturbou com a mão o membro pulsante do amigo, para em seguida colocá-lo em sua boca. Baekhyun gemeu um apelido aleatório de Sehun e ele aumentou a velocidade, fazendo-o se desfazer em sua boca. O maior engoliu o líquido recém posto em sua boca e chupou dois de seus dedos, os inserindo - sem muito pensar - na entrada do amigo a sua frente.

Baekhyun gemeu com a entrada súbita e logo isso passou de ser um incômodo para prazer. Depois de Sehun ter aumentado a velocidade e perceber que o menor a sua frente estava pronto, se aproximou e o beijou, para em seguida olhá-lo nos olhos.

— Você tem certeza disso?

— Toda. — Disse com a voz embriagada. — Me fode logo!

Sehun suspirou e assentiu, fazendo o que Baekhyun tinha pedido. Sem mais delongas, inseriu o seu membro rijo dentro de Baekhyun, que gritou e arranhou as costas do mesmo. Os movimentos rápidos, fazendo os corpos se chocarem e suas bocas emitirem gemidos e palavras sujas, estavam perfeitos demais para ser verdade. Todo esse tempo, Baekhyun nunca pensou em fazer nada com o amigo, mas ele não pode dizer o mesmo por Sehun, que sempre o admirou e por um tempo já teve sonhos eróticos com Byun. Agora, nesse momento, isso estava tudo perfeito e não passava pela cabeça de nenhum dos dois a chance de isso acabar com a amizade deles.

Com o aumento dos movimentos, ambos chegaram em seus ápices e Sehun saiu de dentro de Baekhyun, o depositando um selinho nos seus lábios bem delineados. O menor sorriu e se arrumou no sofá, logo adormecendo, enquanto Sehun se jogou no chão e encarou o teto a sua frente.

Eu estou fodido...

[...]

Chanyeol já estava na décima garrafa de soju e tudo o que ele mais queria era não parar de beber. Ele acreditava que com essas altas doses a sua mente iria se dispersar o suficiente para esquecer Baekhyun e acabar com essa dor em seu peito, mas mesmo assim ele se sentia estranho. Sentia que algo estava errado.

No outro dia, acordou com uma dor de cabeça péssima, principalmente pelo barulho irritante do seu celular tocando. Com os olhos meio fechados, pegou o seu celular na mesa de centro da sala e o atendeu, sem ver quem o estava ligando.

— Alô? — Disse em meio a dor que estava sentindo.

Ei, Chanyeol!

— Quem está falando?

Não tem o meu número gravado? — Falou com uma voz desapontada. — Sou eu, o Jongdae.

— Ah... me desculpe. É que eu ainda estou com os olhos fechados.

Então os abra, porque hoje nós temos uma festa para ir.

— Festa? De quem?

Alguém rico, obviamente. Eu não sei ao certo quem é, mas eu recebi o convite e parece que vai ser muito bom.

— Não sei...

Pare de ser idiota. Todo mundo já sabe que você terminou com o Baekhyun, então não tente bancar o fiel, achando que ainda o namora.

— Como sabe que eu terminei o meu namoro? — Park disse se sentando apressado no sofá.

Vocês são ricos e influentes. Achou mesmo que se alguém soubesse, não iria espalhar? De qualquer forma, você continua sendo o ingênuo Park. Tenho que desligar agora, até de noite.

Quando Jongdae desligou a chamada, Chanyeol soltou o seu celular devagar e a dor de cabeça voltou para atormentá-lo. Fechou os olhos e torceu os lábios, mostrando total frustração com as pessoas que insistem em invadir a privacidade dos outros.

Voltou a pegar o seu celular e foi nos assuntos mais comentados, encontrando o seu nome e o de Baekhyun, em postagens idiotas do tipo:


"O amor realmente não existe? O casal que mais torcíamos para ter um casamento, terminam o seu relacionamento em um jantar de luxo."


"Park Chanyeol, um dos acionistas da empresa que administra uma das maiores marcas de luxo, terminou o seu relacionamento de dois anos."


"Byun Baekhyun, o filho único de chaebols, termina o seu relacionamento de dois anos."


"Byun Baekhyun termina o seu relacionamento da melhor forma possível. Vestindo roupas caras da mesma marca da empresa que seu ex namorado é acionista."


"Veja aqui, possíveis motivos para o término do relacionamento de Park e Byun."


Chanyeol se jogou no sofá e esperneou, logo se arrependendo por causa da dor de cabeça que estava tendo. Suspirou frustrado e tomou a iniciativa para ir ao banheiro e tomar um banho frio.

Depois de tomar dose dupla do remédio para ressaca, Chanyeol se escorou no balcão da cozinha e ficou deslizando o seu dedo pela tela do celular, a fim de achar o fofoqueiro que revelou o seu término para a internet inteira. Sem resultados. Suspirou e foi para a sala, ligando a televisão em um canal de comédia, onde mesmo que os personagens estejam fazendo coisas idiotas o suficiente para achar engraçado, Park mantinha uma expressão fechada, onde nenhum sorriso ousou transparecer. Na sua cabeça não tinha nada, além do rosto lindo de Baekhyun, sorrindo malicioso para ele, mas que do nada virava um sorriso triste e raivoso, típico da personalidade de Byun.

[...]

A noite tinha chegado, e junto com ela, Park Chanyeol saia do banheiro com seus cabelos úmidos, vestindo apenas uma cueca box. Se olhou no grande espelho dentro do closet e vestiu as suas roupas. Depois de secar o cabelo com o secador, e dar formato a ele, passou a sua colônia favorita e voltou a se olhar no espelho. Estava vestindo uma calça social, uma camisa com uma espécie de babados na vista, um sapato social e um sobretudo, todos na cor preta. Ao se reparar no espelho, até pensou se estaria realmente indo para uma festa de luxo ou se estava indo para um velório, mas achou que era uma mistura dos dois, já que ele estava se sentindo estranho e meio "morto" por causa do seu término.

Como de costume, pegou o seu celular e quase tirou uma foto de si mesmo para mandar para Baekhyun e perguntar como estava o seu estilo. Respirou fundo e saiu do aplicativo da câmera, saindo do seu quarto e pegando as chaves para finalmente sair do seu apartamento e ir em direção ao local da festa que Jongdae tinha o convidado.

[...]

Quando Chanyeol entrou no local, algumas pessoas o olharam e ele se sentiu desconfortável, procurando ao máximo o amigo louco que tinha o chamado para esse lugar, quando ele aparece ao seu lado, gritando no seu ouvido.

— Olha só quem veio!

— Estou me perguntando o que diabos eu vim fazer aqui. Quando eu entrei, algumas pessoas me olharam estranho.

— Estranho? Essas pessoas provavelmente estão felizes em te ver, já que por estar solteiro, elas podem ter uma chance de dormir com você. — Chanyeol encarou o amigo. — Tire essa cara de chato e vamos se divertir! Começando pelo... — Disse enquanto o arrastava para um outro lugar no grande salão. — álcool!

— Eu já bebi todas ontem. Se eu beber hoje, eu estarei morto.

— Nem é pra tanto! Aproveite a vida de solteiro.

Chanyeol revirou os olhos e no mesmo momento um cheiro familiar invadiu as suas narinas, o fazendo olhar para trás, já que Jongdae estava boquiaberto.

Quando se virou, parou de respirar. Baekhyun estava na mesma festa que ele. Novamente, a calça social preta e a camisa de seda, dessa vez na cor azul, sempre caia bem no ex-namorado, juntamente com alguns colares grandes e uma gargantilha preta. Dessa vez, percebeu que os seus cabelos estavam mais claros - não muito, mas estavam - e uma pessoa ao seu lado chamou a sua atenção. Oh Sehun.

Assim que Chanyeol pensou no nome do amigo de Baekhyun, Sehun olhou para o lado e ficou encarando Park, como se não o conhecesse, mas achou interessante o encarar, igualmente o que o outro estava fazendo consigo.

— Baekhyun? — Jongdae abriu a sua boca chamando o nome do menor e ele o olhou enquanto ingeria a sua bebida alcoólica.

Quando viu os dois, especialmente Chanyeol, Baekhyun se engasgou com o álcool no copo em sua mão e Sehun bateu em suas costas, o perguntando se estava tudo bem.

— J-Jongdae... que surpresa. Não esperava você... vocês dois aqui.

— Igualmente! Eu achei que o Sehun era uma pessoa caseira, não alguém que gostasse de música alta e luzes coloridas psicodélicas em seu rosto.

— Eu consegui o convencer depois de algumas bajulações... — Disse com um sorriso malicioso, que despertou um formigamento no peito de Chanyeol.

Jongdae sorriu com o comentário enquanto Chanyeol se virou, ficando de costas para os dois, e pegou a sua bebida, saindo de perto dos três. Ignorou qualquer chamado do amigo e apenas foi para o outro lado do salão, se sentando em uma cadeira vazia. Em menos de cinco minutos, uma mulher se sentou à sua frente.

— Olha só quem está aqui... eu achei que não tinha superado o seu término. Que bom que supera as coisas facilmente.

— É o que eu posso fazer quando não se existe mais o amor.

— Sim, mas... ao invés de ficar aqui parado, por que não vem dançar? — Ela sorriu enquanto passava a mão pelo braço do Park, que negou enquanto tomava a sua bebida.

— Não sou muito de dançar. — A mulher a sua frente olhou para os lados e para trás, logo voltando para Chanyeol.

— Você realmente vai deixar o seu ex-namorado superar primeiro? — Chanyeol franziu o cenho e a mulher apontou para onde Baekhyun estava.

Chanyeol se curvou para ver melhor e viu que o menor estava com Jongdae, o beijando. O maior não conseguiu segurar o seu espanto e ficou boquiaberto, soltando com força o copo na mesa, fazendo a mulher a sua frente o encarar com um sorriso malicioso.

— Apenas o esqueça e venha dançar.

Chanyeol fechou os olhos e mordeu o seu lábio inferior, pensando no quão estranho ele estava, mesmo terminado com Baekhyun. Ele se levantou e, quando a mulher ia segui-lo, ele deu sinal para ela não vir. Chanyeol foi até o bar, perto de onde Baekhyun estava com Jongdae e Sehun, e pegou outra bebida. Quando o amigo o viu, quase engasgou com a bebida que tinha na mão e se apressou a ir ao seu lado.

— O Baekhyun é incrível. Ele te superou muito fácil!

— Dúvido. Ele deve estar fazendo isso para me provocar.

Enquanto Jongdae dizia as suas desculpas por ter beijado Byun, ele voltou a olhar para o ex-namorado e viu que ele já estava beijando Sehun, algo que Chanyeol não esperava. E essa foi a vez do Park se engasgar. Nunca passou pela sua cabeça que Baekhyun iria se envolver com Oh Sehun, o garoto sem graça que não tinha a amizade de Chanyeol. Ele massageou entre as suas sobrancelhas e respirou fundo. Não podia se exaltar e mostrar o quão idiota, confuso e indeciso ele conseguia ser. Tinha que se concentrar.

[...]

A cada beijo molhado que dava em Sehun, o seu membro pulsava e sentia ainda mais vontade de ser fodido de novo por Sehun, que não sabia se aquela atitude era certa ou não. E quanto mais sentia os olhares de Park sobre si, a vontade de beijar cada vez mais o amigo tomava conta de Baekhyun. Ele havia beijado Jongdae e agora o amigo estava se explicando para o maior, como se ele tivesse culpa de algo. O namoro estava terminado e agora a liberdade envolvia Baekhyun e o influenciava a beijar todos que já o quiseram enquanto namorava sério com Chanyeol.

Mesmo com a frustração em saber que Park se separou dele, por algum motivo que ele não tem a mínima ideia, o seu coração mandava ele mostrar a todos o quanto ele não se rebaixa e se fere por coisas do tipo, fazendo com que ninguém o impeça de fazer algo, por exemplo, beijar o melhor amigo em uma festa de elite.

[...]

Depois de dançar muito e beijar, pelo menos, uns cinco caras, sendo o que ele mais beijou foi o melhor amigo, Baekhyun deu uma pausa e foi até o bar, se sentando em uma das cadeiras altas e pegando uma bebida, observando os outros convidados dançando animados. Sorriu quadrado, já sentindo o álcool caminhar pelas suas veias e o fazer se sentir na lua e, no mesmo momento, um homem alto, bonito e orelhudo parou ao seu lado, conversando com o bartender.

— Você não vai parar de me seguir? — Disse com a voz embriagada e Chanyeol o encarou com o cenho franzido.

— Não estou te seguindo. Eu não tenho culpa que fui convidado para a mesma festa que você.

— Foi convidado? Dúvido. — Sorriu se aproximando, ainda sentado, do rosto confuso do maior.

— Está bêbado, então fique quieto.

— Não estou bêbado. A verdade é que essa festa é minha... por isso eu dúvido que você foi convidado pelo dono, que no caso, sou eu.

Chanyeol ficou boquiaberto e logo riu soprado e se aproximou de Baekhyun, fazendo com que os dois se comuniquem com pouca distância.

— Você realmente não aprende. Continua gastando o dinheiro dos seus pais com festas de luxo. Quando vai crescer?

— Olha quem fala. Terminou com alguém lindo como eu, sem dar uma explicação.

— Eu já disse o porquê de eu ter terminado.

— Você tem certeza que não gosta mais de mim? — Se aproximou mais ainda do ex-namorado e mordeu o seu lábio inferior, o puxando de leve, e logo o soltou, deixando Chanyeol paralisado. — Park Chanyeol, me diga. Por que, em meio a tanta gente que quer provar a minha essência, você é o único que se recusa a isso?

— Cala a boca e volte para o seu amigo Sehun. Ele é mais interessante que eu. — Disse, em seguida se afastou de Baekhyun, que o seguiu e puxou o seu braço, o obrigando a parar.

— Ahá! Você está com ciúmes! É por isso que eu acredito que ainda gosta de mim, mas está tentando se enganar apenas porque é um covarde e não sabe expressar o seu amor e qualquer coisinha já acha que não se sente mais atraído por mim. Eu te conheço Park, eu sei que é indeciso e que demora para perceber os seus próprios gostos, paixões, ódios e desejos. Não venha com nenhum papo furado para cima de mim.


Todos querem provar da minha essência

Porque você é o único que

como um idiota, se recusa?

Você realmente deve ter enlouquecido


Chanyeol respirou fundo e puxou Baekhyun para um corredor vazio ao lado do grande salão onde as pessoas bebiam e se divertiam. O maior o jogou na parede fazendo Byun gemer com o impacto e o prensou na parede, olhando diretamente nas suas íris castanhas.

— Não me provoque.

— Ora, ora. Provocar? O que é isso?

— Eu já perdi as contas de quantas vezes perdi a minha paciência nessa festa, tudo por sua causa.

— Então, você admite que ainda gosta de mim e que foi um completo louco e sem coração quando resolveu terminar comigo em um restaurante?

— Sim.

— Então... está querendo voltar comigo e fingir que ontem foi apenas uma briga idiota de casal?

— Não. — O olhar de Baekhyun escureceu na hora, se obrigando a olhar para baixo, mesmo tendo o rosto de Chanyeol tão perto do seu.

— Você realmente é louco. — Ele suspirou. — Tudo bem. Vamos nos esquecer. Eu irei continuar com as minhas festas e pegações, seja com desconhecidos ou com amigos, e você irá continuar sentindo ciúmes de mim, mas fará o máximo para ignorar esses pensamentos e se enganar, achando que não me ama mais. — Disse com os olhos marejados. — Está bem. Agora... saia de cima de mim, porque eu tenho mais coisas para fazer.

Chanyeol franziu o cenho e foi empurrado por Baekhyun, que se alongou e jogou os cabelos para trás, indo em direção ao salão, ignorando completamente o que tinha acabado de acontecer.


Você já se furou

Não se sinta mal

O que se feriu de verdade

foi você, não eu


E com isso, a noite terminou com Baekhyun se divertindo ao máximo e Chanyeol frustrado com o quão idiota ele foi a ponto de perder quem ele amava.

[...]

Já se tinha passado dois meses. Dois meses em que o ex-casal não se via. Nesse tempo, Baekhyun começou a trabalhar na empresa dos seus pais, deixando de ser apenas um filho de chaebols, mas sim um herdeiro promissor que aprenderá cada vez mais sobre a realidade dentro da sua futura empresa no ramo da mídia. Já Chanyeol, ele continuou bem o seu trabalho como acionista, mesmo com os rumores o rodeando, e tudo por causa do seu ex-namorado. Depois de um mês, ele soube que quem revelou para a mídia o término do seu relacionamento com Baekhyun, foi o próprio, e isso o deixou frustrado já que ele não se deu o trabalho de guardar o acontecimento apenas para os dois.

No primeiro mês, o tempo parecia passar em slow motion mas logo a vida de ambos voltou ao normal, como se nunca tivessem namorado. Antes de dormir, Chanyeol às vezes se pegava pensando no menor ou até olhando as suas redes sociais, enquanto Baekhyun escrevia relatórios até de madrugada e não tinha tempo para ver como estava a vida do ex-namorado. Porém, um dias desses, ele se pegou lendo as suas mensagens e quase ousou derramar uma lágrima, mas ele era forte o suficiente para saber que chorar seria inútil e que é mil vezes melhor estar sozinho do que junto com alguém que não se importa consigo.

[...]

Baekhyun pegou a sua pasta e saiu correndo da sala enquanto arrumava a sua gravata. Pegou o elevador para o andar da sala de reunião e quando chegou nela, tentou manter a sua expressão neutra, sem mostrar que veio correndo por estar atrasado. Respirou fundo, arrumou os cabelos, com ajuda do reflexo de um espelho ao lado do elevador, e foi para a sala onde todos os acionistas, incluindo o seu pai e sua mãe, estavam. Abriu a porta e se reverenciou, indo se sentar no seu lugar, ao lado de sua mãe. Se ajeitou e olhou para frente, parando de respirar por um tempo.

— C-Chanyeol?

— Ah, Baekhyun! — O seu pai tornou a falar. — Hoje é o dia da reunião para patrocínio e quem nós iremos patrocinar será a empresa em que Chanyeol é acionista. Nós não sabíamos que ele viria até aqui, por isso também estou chocado e feliz, como você, certo, filho? — Seu pai disse com os dentes cerrados, pedindo para o filho apenas concordar.

Ele assentiu e olhou para a sua mãe, que mantinha um sorriso maternal em seu rosto, e forçou um sorriso, mais de súplica. Ela, sem ninguém ver, segurou a mão de Baekhyun e a acariciou, como maneira de dizer que tudo estava bem e que ele não precisava se afobar.

Chanyeol não estava diferente de Baekhyun. Ele tinha o seu coração acelerado e parecia que iria morrer se tivesse que dividir por mais de uma hora o mesmo lugar que o ex-namorado, que mesmo sem usar roupas ousadas, o chamava atenção com a sua beleza única e incomparável.

Seria essa a chance deles voltarem a viver juntos como antes ou esse é apenas o início de um pesadelo, onde um deles, ou ambos, não irão se aceitar e acabarão brigando toda hora ou simplesmente fazendo a vida um do outro um inferno?


Você deve achar que consegue

viver muito bem sem mim

Um pensamento desse

Você enlouqueceu, não é?

[...]

Você murchou, eu floresci

E acabou

Mesmo se você quiser voltar para mim


FIM.

14 de Mayo de 2021 a las 16:52 0 Reporte Insertar Seguir historia
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