byunad Andressa Vieira

Em um dia pode acontecer muitas coisas e a principal delas é ter alguém que te proteja. Uma pessoa na qual te empresta um guarda-chuva mas, sem perceber, acaba te protegendo e ajudando mais que o objeto.


Fanfiction Bandas/Cantantes Todo público.

#twoshot #fluffy #baekhyun #baekyeol #chanyeol #chanbaek #exo
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Guarda-chuva

A água da chuva batia no asfalto, teto dos edifícios, objetos da rua e fazia um barulho agradável. Nada melhor para se ouvir e apreciar depois de ter perdido um dos seus empregos.

Baekhyun vinha se perguntando se aquilo era vida. Se ele merecia ter que passar por todo esse sufoco. Claro, ele sabia que haviam pessoas mais necessitadas e problemáticas do que ele, mas mesmo assim o garoto achava injusto. Na época do colégio, estudou e sempre esteve com as maiores notas e agora, na vida adulta, tem cinco empregos - agora quatro - e mesmo assim não ganha o suficiente para viver uma vida estável.

Seus pais o abandonaram assim que ele terminou o ensino médio e, até hoje, nos seus vinte e cinco anos, ele se pergunta do porquê deles terem o deixado. Essa foi apenas mais uma prova - a prova oficial - de que não se deve confiar em ninguém, a não ser a sua avó. As pessoas nas quais Baekhyun mais confiava, o deixaram. O abandonaram para sofrer.

Com o abandono de seus pais, Baekhyun foi morar com sua avó em uma pequena casa situada no distrito Wonmi-gu, na cidade de Bucheon. A velhinha nunca mencionou o porquê de sua filha e seu genro terem deixado o neto - que agora é como o seu filho -, e ela preferia assim. Não queria magoar ainda mais o pequeno. Ela não possuía mais força para trabalhar fora e isso a deixava mais triste ainda. Se sentia como um fardo para o seu pequeno, que trabalhava manhã, tarde e noite, e andava sempre frustrado. Sua aposentadoria apenas rendia para o pagamento do aluguel da casa e um pouco da energia gasta.

Pela avó de Baekhyun ser religiosa, ela rezava todos os dias, a fim dos dois - principalmente Baekhyun - conseguirem sair dessa vida. Se eles tivessem dinheiro o pequeno poderia comprar o que quisesse e, o melhor, poderia ir para a faculdade de música que ele tanto sonha. A velhinha poderia morrer em paz, sabendo que o seu neto teria um futuro grandioso. Tudo seria ótimo.

Baekhyun piscou e saiu de seu transe, onde viu que ainda estava em frente ao pequeno mercado, no qual foi demitido. A chuva não tinha parado, mas sim aumentado. Não tinha nenhum guarda-chuva consigo e sua blusa não possuía capuz. De maneira alguma ele pode ficar doente. Não possui dinheiro para ir ao hospital, muito menos para comprar remédios. A essa hora, sua avó deve estar esperando preocupada e ansiosa pelo seu neto. Ela nem faz ideia que o seu pequeno foi demitido e agora ganharia menos dinheiro ainda.

Suspirou e olhou a sua volta. A rua estava vazia. Deixou escapar suas lágrimas e soluços, que foram abafados pelo barulho alto da chuva.

— Bobo. Pare de chorar. — Disse secando as lágrimas que cada vez mais insistiam em cair. — Chorar não vai fazer você ter o seu emprego de volta.

Bateu seus pés no chão e ameaçou umas cinco vezes atravessar em meio a chuva. Cerrou os seus punhos e se preparou, pela última vez, para enfrentar a chuva e ir para a sua casa.

Hey! — Ouviu-se uma voz grossa logo atrás de si.

Virou para trás mas a única coisa que viu foi um guarda-chuva azul tapando a sua visão que dava para ver quem era o dono daquela voz. Uma mão se aproximou da sua e o forçou a segurar o guarda-chuva. Baekhyun moveu o objeto para o lado e viu alguém de costas usando roupas pretas, que corria em direção a um carro preto. O desconhecido abriu uma das portas de trás e entrou dentro do veículo, logo passando por ele e respingando algumas gotas de água em seu tênis.

Baekhyun ficou parado enquanto via o carro sumir em meio a chuva.

— O que foi isso? — Olhou para o guarda-chuva aberto. — Quem era ele?

Quando chegou em casa, a chuva finalmente parou de cair. Uma pontada de frustração atingiu Baekhyun e ele quase jogou o guarda-chuva no chão, mas ao lembrar que o objeto azul não era seu, logo o sacudiu na pequena varanda e fechou o mesmo, deixando ele encostado em um canto perto da porta.

— Vovó? — Perguntou entrando na sala, vendo que a velhinha não estava no sofá, como de costume.

Baekhyun? — Ouviu uma voz vinda da entrada da casa. Franziu o cenho e foi até a porta, vendo uma de suas vizinhas. — Que bom que já chegou.

— Pois não?

— Sua avó... — Baekhyun trancou a sua garganta, de maneira que ficasse difícil de respirar.

— O que tem ela?

— Ela... está no hospital.

O mundo de Baekhyun caiu.

Agora ele está se culpando mais ainda. Se culpando por ter perdido um dos seus empregos, se culpando por não ter dinheiro o suficiente e, o pior de todos, por não ter ficado ao lado de sua avó quando ela mais precisou.

— E-ela- o que ela tem?

— Ela tinha voltado do mercado, tinha ido comprar um bolinho para você, e quando ia entrar na varanda, acabou caindo no chão e desmaiando.

Um bolinho, claro. Hoje é dia cinco de maio. Aniversário de Baekhyun.

— Quem levou ela para o hospital?

— Um dos nossos vizinhos. Ele ainda está lá com ela.

— Eu preciso me apressar, mas como?

— Você dirige?

— Não...

— Vou ver se a minha irmã te leva. Arrume a mala para vocês dois.

Baekhyun assentiu e foi correndo para dentro do quarto. Pegou uma bolsa grande e colocou dentro algumas roupas suas e da sua avó. Colocou a bolsa no ombro, em seguida fechou todas as janelas e desligou a energia e a água, para prevenir gastos desnecessários. Por último, pegou o guarda-chuva azul e saiu de casa, fechando a porta.

A irmã de sua vizinha estava com o carro estacionado em frente a casa e não demorou muito para Baekhyun já estar a caminho do hospital.

Todo o caminho foi ele pensando na saúde de sua avó. Estava tão perdido em seus trabalhos que não deu muita atenção para a velhinha e, agora, se arrepende profundamente. O seu segundo pensamento era como ele iria pagar a conta hospitalar. Baekhyun não tinha amigos e mesmo que tivesse não podia garantir que eles fossem bem de vida e se sujeitassem a ajudar o pequeno.

O seu cabelo já estava todo arrepiado e torto de tanto ele passar a mão pelo mesmo. Seu nervosismo e estresse era visível. Ele só não queria chorar.

Quando chegaram ao hospital, Baekhyun desceu quase que na velocidade da luz e entrou dentro do estabelecimento, indo a encontro com a recepcionista. Ela se assustou de primeira e Baekhyun duvida que seja pela sua aparência acabada. A mulher deu as informações e disse que a sua avó estava no quarto 126. O menino agradeceu e foi correndo, sem fazer muito barulho, pelos corredores e finalmente achou o quarto. Respirou fundo e abriu a porta, logo desabando no chão ao ver a sua tão querida avó com vários tubos em sua volta.

O seu coração se apertou e lágrimas escorreram pelo o seu rosto. O vizinho o ajudou a se levantar e fechou a porta atrás de si. Baekhyun se aproximou hesitante da velhinha enquanto mais lágrimas escorriam dos seus olhos e soluços saiam de sua garganta. Pegou a mão fria da avó e desabou no chão novamente.

— Vovó... por que já está dormindo? Está muito cansada? — Apertou mais a mão frágil. — O seu neto está aqui. Não vai me dar boas-vindas, como sempre faz?

Suas lágrimas não paravam de cair e agora estavam queimando a sua pele. A sua garganta já doía, mas não como o seu coração. Todo o arrependimento caiu por cima de si. Nunca teve a chance de dizer obrigado a velhinha que veio cuidando de si desde os seus dezessete anos. Nunca se lembrou de elogiar mais a pessoa que cuidou de si.

Seu mundo havia caído. Havia caído em cima de si mesmo.

Depois de liberar todas e mais um pouco de suas lágrimas, o médico veio falar consigo. A sua avó estava com câncer pulmonar, no estágio quatro, onde não se há cura. Ela já estava entrando para a última etapa, onde tem muito pouco tempo de vida. A causa da doença foi o tabagismo. Desde que sua avó começou a cuidar de Baekhyun, ele pedia para ela parar de fumar, mas apenas quando ele fez vinte e dois anos, ela parou.

Saiu do quarto e agachou no chão do corredor, com as costas na parede fria que separava o corredor do quarto 126. Colocou o seu rosto entre as mãos e chorou silenciosamente.

O que ele faria agora?

Oh... um guarda-chuva igual o meu! — Novamente ouviu aquela voz grossa e rouca.

Fungou e olhou para cima, vendo um homem alto com olhos e orelhas grandes. Ele se encaixava na pessoa que ele antes tinha visto em frente ao mercadinho. Alto e vestia roupas pretas.

— Você que me deu esse guarda-chuva? — Disse com a voz rouca e fraca de tanto chorar.

— Oh, sim... eu acho. — O homem disse desconfortável em ver que o pequeno estava chorando. — O que houve? Por que está chorando?

— Não é nada. — Levantou e entregou o guarda-chuva para o homem alto. — Obrigado por me emprestar. Se não fosse ele, e você, eu teria vindo ao hospital totalmente ensopado.

— Não se preocupe. Pode ficar para você.

— Por que?

— Porque eu estou te dando.

— Não preciso de caridade. — Pegou a mão do maior e fechou a mesma em volta do cabo de metal do objeto azul. — Obrigado por me emprestar.

— Hey... a sua mão está muito gelada. — O homem colocou o guarda-chuva de volta na parede e pegou as mãos de Baekhyun e as levou em direção a sua boca, na tentativa de tentar esquentar as frias mãos, mas no mesmo momento Baekhyun as puxou para si.

— Eu nasci assim.

— Nasceu frio?

— Sim, algum problema?

— Nenhum. — Ele sorriu. — Sou Park Chanyeol, e você?

— Byun Baekhyun. — Sorriu sem forças.

— Prazer, Byun Baekhyun.

O menor assentiu e os dois ficaram se encarando por um tempo. Baekhyun com sua desconfiança tentando saber as reais intenções do homem de orelhas e olhos grandes, e Chanyeol fascinado pela beleza do pequeno a sua frente.

Baekhyun! — A voz do vizinho interrompeu o olhar entre os dois. — Entre ali dentro, eu irei chamar o médico. O aparelho de monitoramento cardíaco está apitando de maneira estranha.

O menino arregalou os olhos e entrou correndo dentro do quarto, sendo seguido por Chanyeol.

— Quem é ela?

— Minha avó. — Disse chorando. — Não... por favor, fique comigo. O que eu serei sem você? Por favor...

O médico chegou e Chanyeol precisou puxar Baekhyun as forças pra longe da cama de hospital. O menino só não caiu no chão porque havia um quase estranho o segurando e, de certa forma, era bom. Nada mais passava em sua mente a não ser o terrível sentimento em ser ontem a última vez que viu a sua avó, sentada em seu sofá e lhe dando boas vindas quando chegou cansado de um dos seus trabalhos.

Talvez essa seria a última vez que sentiria o coração da velhinha bater.

— Por favor... por favor... — Ouviu-se o barulho ensurdecedor do monitor cardíaco e Baekhyun se soltou dos braços de Chanyeol, indo correndo até a sua querida avó.

Gritou, chorou, soluçou e disse palavras que ninguém sequer entendeu. Já era de se esperar, mas aconteceu tudo muito rápido.

Baekhyun estava sozinho.

As enfermeiras, com muita dificuldade, conseguiram tirar Baekhyun de dentro do quarto. O garoto estava em choque e ele poderia acabar tendo que ser hospitalizado se continuasse ali. Chanyeol, o estranho, pegou os pertences de Baekhyun e o levou até uma área mais quieta e não saiu de perto do menino, nem por um instante.

O pequeno tomou uns quatro copos de água e conseguiu se acalmar um pouco. Mas o seu coração ainda doía. Era uma dor que ele nunca tinha sentido antes.

— Me desculpe estar tomando o seu tempo. Você pode ir embora. — Disse para Chanyeol.

— Eu não vou embora. Eu não te conheço, mas eu quero ajudar e esse é o mínimo que posso fazer.

— Obrigado. — Disse em um sussurro. — Aliás, você mora aqui?

— Não. Vim apenas a passeio.

— Nossa... belo lugar para passear. Um hospital.

— Um idol da minha empresa quis vir aqui, para ver a sua família, mas ele acabou passando mal. Algum tipo de gripe. Por isso estou aqui.

— Idol? Você é um manager?

— Não. Eu sou um CEO.

Baekhyun arregalou os olhos e se ajeitou na cadeira, de forma a parecer mais formal, fazendo Chanyeol rir.

— Não precisa ficar desconfortável. Eu, pessoalmente, não gosto muito de formalidade.

— Sinto muito. Eu fui meio grosso com você...

— Quando?

— Na hora do guarda-chuva.

— Ah! Não se preocupe, eu teria feito o mesmo.

Os dois riram e por um momento Baekhyun parece ter se livrado de um pequeno peso de seu coração, mas ele sempre voltava quando o pequeno lembrava de sua avó.

— Eu tenho uma pergunta... que talvez possa soar estranha. — Baekhyun disse baixo.

— Pode perguntar.

— Você fuma? — O pequeno olhou Chanyeol nos olhos, fazendo-o engolir em seco.

— Não.

Baekhyun suspirou aliviado.

— Nunca fume.

— Não fumarei. Mas, por que está dizendo isso?

— A minha avó se foi devido ao tabagismo e eu não quero que aconteça o mesmo com você. — Ele abaixou a cabeça. — Você parece ser muito legal para morrer.

Chanyeol segurou um riso com o comentário do pequeno e lhe deu um empurrão de leve com o seu próprio ombro.

— Isso foi uma confissão?

— Confissão?

— Não foi?

— Eu nunca disse que gosto de você. Quer dizer, eu nunca disse que gosto de você daquele jeito... entende?

— Sim, eu entendo. Mas a confissão que eu estava dizendo era na parte de amizade mesmo.

— Sim. Pode ser.

— Você gostaria de ser o meu amigo? — Disse com os olhos brilhando.

— Sim... podemos tentar. Desde que você pegue o seu guarda-chuva de volta.

— Sabia que tinha alguma coisa estranha.

— Não vai pegá-lo? Tudo bem. Eu vou doar ele.

Os dois riram e a partir disso novas conversas foram se interligando.

Chanyeol era alegre e escandaloso para um CEO e Baekhyun era mais quieto e direto. Tudo estava em um bom estado até que uma enfermeira chega aonde os dois estão conversando. Era a conta hospitalar.

Baekhyun engoliu em seco e foi até a recepcionista, onde realizaria o pagamento. A mulher lhe imprimiu uma folha onde condizia todos os gastos, que ao todo dava cerca de três mil e seiscentos. O garoto fechou os olhos por alguns segundos, a procura de alguma saída.

Aquilo era muito mais do que o seu salário. A sua renda, raramente, chegava a mil e duzentos. Agora, três mil? Sem chance.

— O que foi? — Chanyeol chegou com um copo de café, perto do garoto que segurava uma folha sulfite em uma das suas mãos.

— Estou perdido.

— Por que?

— A conta hospitalar é muito cara e ainda tem os custos do velório.

— Quanto deu?

— Três mil e seiscentos.

— Nossa... meio caro.

— Meio?

— Tá, é bem caro. Mas, eu posso te ajudar se quiser.

— Não. Nós nos conhecemos hoje, como pode confiar tanto assim em mim?

— Como pode deixar ser abraçado por um estranho? — Baekhyun engoliu em seco.

— Eu estava em choque.

— Eu sei, mas mesmo assim eu estive ao seu lado, te ajudando, te dando apoio, mesmo não o conhecendo.

— Mas...

— Mas nada. Eu vou pagar tudo e com o passar do tempo você me paga de volta.

— Vai demorar muito...

— Ou não.

Baekhyun franziu o cenho e viu Chanyeol pegar a folha de sua mão e ir até a recepcionista. O maior disse algumas coisas para a mulher de branco e logo voltou para perto do outro com um pequeno pedaço de papel.

— Eu preciso ir agora. Este é o meu número. — Ele entregou o pedaço de papel. — Me ligue se precisar de algo. Está tudo pago, inclusive os custos do velório.

— Sério? — Disse pegando o papel.

— Sim. Meus pêsames e, lembre-se, caso precisar de alg-

— Devo te ligar.

Chanyeol sorriu e assentiu, em seguida indo apressado para fora do hospital.

Um peso a mais havia saído dos ombros de Baekhyun e aquilo era muito bom. Olhou para o pequeno pedaço de papel em suas mãos e tentou achar uma maneira de conseguir ligar para o número escrito. Baekhyun não tinha um telefone, muito menos um celular. Caso ele precisasse, como ele iria ligar?

No outro dia, com poucas forças, vestiu um conjunto de roupas pretas e foi até o lugar que seria velado o velho corpo de sua avó. A única coisa que passava pela sua cabeça era como ele viveria a partir de agora. Seus arrependimentos chocavam contra o seu coração como se fossem uma grande bola de ferro e Baekhyun se via sem saída.

— Bom dia... — Disse ao entrar no pequeno cômodo onde se encontrava alguns vizinhos, todos com semblantes abalados.

Baekhyun se agachou no chão, em frente ao pequeno santuário que no meio mostrava uma foto de sua avó. Ela escondeu a sua situação. Aquele sorriso era totalmente falso.

"Vovó?" Começou a dizer em sua mente, na tentativa de se comunicar. "É muito tarde para dizer que eu te amo? É muito tarde para te pedir desculpas? De qualquer forma, me desculpe e eu te amo. Quando eu mais precisei, você estava lá. Quando aquele casal, que eu me recuso de chamar de pais, me abandonou, você me acolheu como se eu fosse o seu filho. O seu único e eterno filho. Eu me sinto um lixo por nesse último ano não ter te dado tanta atenção. Eu estava tão perdido nos meus cinco trabalhos e aquilo estava me estressando e, na tentativa de não ser grosso com a senhora e acabar te magoando, eu não me comuniquei muito. Me desculpe por não perceber que a senhora estava doente e que precisava de atenção e ajuda. Eu fui um péssimo neto. Não expressei os meus sentimentos e agora estou aqui, morrendo pela culpa. Eu gostaria de voltar no tempo e consertar todos os meus erros referentes a senhora. Gostaria de abraçá-la e encher de beijos, como forma de agradecimento por tudo o que fez por mim. A sua chance de me dar um bolinho e cantar os parabéns para mim, falhou, mas saiba que eu não me importo. Hoje de manhã, antes de vir aqui, eu cantei para mim mesmo e comi metade do bolinho. A outra metade é para a senhora." Tirou um papel toalha enrolado em um pequeno pedaço de bolo e colocou ao lado da foto da velhinha. "Está muito bom. Mais uma vez a senhora acertou no sabor. Morango. Eu... eu te amo muito e eu realmente espero que esteja se sentindo bem no novo lugar em que se encontra. Assim que eu puder, eu virei vê-la. Mais uma vez, eu te amo e me desculpe."

Secou as lágrimas quentes de seu rosto e se levantou do chão. Dois homens vestindo preto vieram e pediram para as pessoas se retirarem por um momento, em seguida eles pegaram um pequeno jarro, onde se encontrava as cinzas, o pequeno quadro onde se tinha a foto da avó de Baekhyun e, por fim, o pedaço de bolo.

Baekhyun e os vizinhos seguiram os dois homens até um grande corredor silencioso que levava a pequenos cômodos. Esses pequenos espaços haviam vários quadrados pregados na parede, onde cada um havia fotos e pertences de falecidos. Baekhyun não se lembrava de ter dito que as cinzas de sua avó ficaria aqui. Até onde ele sabe, precisa pagar mensalmente para se manter o pequeno santuário revestido de vidro e madeira e diga-se que é uma quantia meio cara para alguém como Baekhyun pagar.

Chanyeol que pediu para guardarem as cinzas? Ele vai pagar a quantia mensal?

O menor franziu o cenho e suspirou. Ele está devendo muito para o homem alto e não faz nem um dia que se "conheceram". Ele está encrencado.

14 de Mayo de 2021 a las 14:30 0 Reporte Insertar Seguir historia
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