chogiyeol_ stephany loise

Chanyeol era um perfeito estereótipo de alfa, com seu corpo alto e musculoso, feição fechada e aroma marcante, para complementar ainda se encaixava com um exímio bad boy. Porém todas essas ideias estereotipadas iam por água abaixo quando Baekhyun, um ômega baixinho e fofinho — que também cumpria aos padrões de ômega —, estava por perto e revelava a verdadeira pose de Chanyeol: um gigante bobão e carente por seu namorado, além de um baita manhoso que sempre queria beijinhos e carinho.


Fanfiction Sólo para mayores de 18.

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Padrões? Nem tanto

Stereotipo

por chogiyeol_


Baekhyun esperava ansiosamente pela chegada de seu namorado, Chanyeol, que havia o mandando uma mensagem não muito tempo atrás dizendo que iria lhe buscar na faculdade. Isso por si só já foi suficiente para animar o pequeno ômega, que estava morrendo de saudades do alfa. Ambos estavam em final de semestre, o que os deixava atolados de seminários e trabalhos, dificultando com que se vissem.


Após serem liberados da última aula, juntou rapidamente suas coisas, mal despedindo-se de Minseok e Kyungsoo, correndo para a frente do prédio, onde estava até agora. Vez ou outra se encolhia nas suas roupas quentinhas e afundava o rosto no cachecol amarelo que usava, deixando apenas o narizinho vermelhinho pelo frio, quando uma corrente de ar fria passava por si, balançando seus fios loiros. O inverno tinha começado há poucos dias, porém estava com tudo, obrigando as pessoas a saírem aquecidas de casa, principalmente os ômegas — como ele — que tinham uma temperatura corporal mais baixa que os alfas e betas.


Balançava o corpo para frente e para trás, inquieto, enquanto prestava atenção na rua, louco para ver a Harley-Davidson do namorado. Sabia que ele estaria com roupas escuras, provavelmente de couro, e riu fracamente, Chanyeol era tão previsível. Mas não podia mentir, amava a — falsa — pose de bad boy que ele possuía; os piercing, em especial o da língua, o qual adorava sugar quando estavam se beijando, as tatuagens bonitas e em lugares estratégicos, o cachos vermelhos bagunçados que adorava puxar. Park Chanyeol era sua perdição.


Saiu de seus devaneios quando ouviu passos atrás de si, juntamente de um aroma que conhecia, e particularmente desgostava demais, até mesmo embrulhando seu estômago. Olhou para trás e viu Bae Eunjun, uma alfa que por algum motivo era cismada consigo e frequentemente vinha com cantadas baratas para cima do Byun, que obviamente não dava a mínima. Bae era uma garota linda e talentosa, certamente poderia se apaixonar por ela em outra situação. Uma pena a mesma ser tão inconveniente e superficial, achando que podia ter tudo apenas por ser de uma boa família.


— Quer uma carona, Baekhyun? — parou em frente ao menor, girando a chave do carro entre os dedos.


— Não, obrigado. Meu alfa já está chegando — ressaltou o pronome “meu”, querendo deixar claro que já estava comprometido.


— Alfa? — fingiu surpresa, afinal todo o campus sabia que estava em um relacionamento. — Ah sim, o Park. Pensei que era um boato de mau gosto, como um ômega como você poderia estar com aquele idiota? Você sabe o que quero dizer — fez uma expressão de escárnio —, ele é todo bruto, com toda uma pose de marginal. Enquanto você é todo fofo e gentil, realmente não combinam — deu de ombros, como se falasse de uma banalidade qualquer.


— Não que eu tenha peço a sua opinião sobre o nosso relacionamento, isso definitivamente não é da sua conta, Bae. Mas quem julga se Chanyeol é bom ou ideal para mim sou eu mesmo, não preciso que ninguém escolha por mim. Tenho capacidade para isso — foi direto, se irritando e deixando isso bem claro em seu aroma de frutas vermelhas, que ficava mais ácido assim como seu humor. Odiava, repito, odiava quando vinham diminuir Chanyeol só por causa de seu estilo, apenas pelo o que viam superficialmente.


Observou Eunjun ficar raivosa, liberando feromônios agressivos que praticamente forçaram uma submissão no Byun.


— Que rude! Você acha que pode falar assim comigo quando não passa de um ômega? — apertou o pulso fino e alvo, que começava a tomar uma tonalidade avermelhada. — Vocês se merecem! Um marginal e uma puta. Deve enganar muitos com essa sua carinha inocente, não é? Agora até sinto pena do Park.


— Me solta, porra! — puxou o braço, falhando em se soltar. Respirou fundo. Não queria recorrer a isso, mas agora iria agradecer Chanyeol por lhe ensinar alguns movimentos básicos de auto defesa. Usou a força da alfa contra ela mesmo, contornando a mesma e conseguindo sair de seu aperto, sorriu orgulhoso de si mesmo por ter feito isso sozinho.


Já estava esperando por mais alguns gritos histéricos da Bae, no entanto, sentiu uma presença atrás de si e logo uma mão em sua cintura. O maravilhoso cheiro de chocolate e pimenta preencheu seu olfato. Era seu alfa.


— Algum problema? — a voz grave e rouca soou, impotente só como Chanyeol conseguia ser. Os olhos naturalmente arregalados encaravam Eunjun com raiva, tinha conhecido sobre ela e Baekhyun já havia feito algumas reclamações dela.


— Não — suspirou, sabia que se dissesse agora o que tinha acontecido muito provavelmente o Park iria encrencar com a outra, e sinceramente? Ele só queria ir pro apê do namorado e curtir um momento a sós no ninho deles, que tinha sido feito com muito amor e dedicação. — Nada aconteceu, amor.


— Certeza? — insistiu mais um pouquinho, porém conhecia o ômega e ele não iria lhe contar. Viu ele assentir e ir em direção a sua Harley-Davidson então fez o mesmo, mas antes disse: — É melhor que você se afaste dele para o seu próprio bem, Bae. Não costumo ser tão tolerante assim, então se não quiser problemas, fique longe. E você não vai querer saber que tipos de problemas são esses — e deu as costas para a garota, que tentou manter sua postura firme, mas por dentro se revirava de medo da presença assustadora do Park.


— Podemos passar em uma lojinha antes, amor? Quero comprar umas besteirinhas pra gente — Baekhyun perguntou, pegando o seu capacete e o colocando enquanto subia na moto.


— Claro, Baekkie — sorriu para o menor, imitando suas ações e dando partida, tendo como destino o mercadinho próximo do seu apartamento.


[…]


— E então, o que vamos pegar? — indagou ao que pegava uma cestinha azul, deduzindo que iriam comprar poucas coisas.


— Hum… salgadinhos e doces. Quero fazer a nossa maratona de filmes, as provas já acabaram e nós estamos merecendo um mimo, né? — sorriu para o mais novo, não resistindo em ficar na ponta dos pés e roubar um selinhos dos lábios cheinhos, adorando como ele sempre ficava coradinho com demonstrações em público.


— Yeah. Eu vou por aqui — apontou para o corredor dos doces — e você por ali — gesticulou para a parte dos salgados.


— Yah! Por que? — fez um biquinho e cruzou os braços, no fundo, sabendo o motivo.


— Sabemos que certo ômega não tem controle nenhum com doces, não sabemos? — Byun deu de ombros, fingindo não saber. — Enfim, vai pra lá, vai. Xô, xô. — abanou a mão como quem espanta um bicho, rindo quando Baekhyun foi com uma cara emburrada e lhe dando língua.


De qualquer forma, não demoraram cinco minutos pegando os itens, aproveitando e adicionando alguns refrigerantes à compra. Quero uma coquinha gelada, foi o que o menor disse. Agora estavam na fila, pacientemente esperando a vez deles.


— Boa tarde — educadamente, Oh Sehun, como estava em seu crachá, cumprimentou o casal, que retribuíram. Já estava para fechar o valor das compras quando o menor dali pediu:


— Ainda dá tempo de passar isso? — estendeu a mão e pegou um pacote de camisinhas com três unidades, o entregando para o beta ao que ele confirmou sua pergunta.


— Baekkie! — disse em um sussurro meio alto, envergonhado com a ação do namorado e o olhar divertido do caixa. — Por que você fez isso? — ainda num tom baixo, teve vontade de se esconder quando Baekhyun riu de si. Não pôde evitar de sentir as bochechas e orelhas quentes.


— Isso o quê, Channie? — fingiu inocência, gargalhando internamente ao ver seu grandão todo desajeitado. — São camisinhas, oras. Você já cansou de usar, não precisa ficar com vergonha, bebê, todo mundo também usa — teve pena do companheiro quando Sehun tentou esconder um sorriso (não tão) discreto.


— Mas mesmo assim… — teimou, cruzando os braços e se desfazendo da pose de malvado que o acompanhava diariamente.


— Shh, amor. Eu disse que merecíamos uns mimos, não? — sorriu maldoso, pegando algumas sacolas e as dividindo com o maior, saindo do estabelecimento.


— Você me faz passar por cada coisa, Baekhyun. Eu termino esse namoro agora, corta aqui — fez um biquinho fofo e juntou a ponta dos dois indicadores, se aproximando do Byun enquanto segurava uma risada da sua brincadeira.


— Tão fofinho! — apertou as bochechas do mais alto e as beliscou, ignorando os dedos unidos. — Mas você não pode terminar comigo no meio da rua, se não eu corto outra coisinha sua, meu bem. E pelo menos me deixar usar a camisinha, só para não ter sido em vão — gargalhou quando o alfa lhe deu as costas e saiu em direção à moto com passos largos. Porém o ômega ainda podia ver as orelhas grandinhas avermelhadas.


Tããão adorável.


— Me espera! Eu estava brincando, amor! — foi correndo atrás dele enquanto gritava, pouco ligando para o fato de estar chamando atenção e muito menos para os olhares julgadores daqueles que recriminavam um ômega por estar sendo escandaloso. Que se fodam.


[…]


Já haviam chegado no pequeno, porém confortável, apartamento do Park. As compras tinham sido colocadas no móvel ao lado da cama e ambos estavam de banho tomado, com pijamas confortável (no caso de Chanyeol) e um moletom roubado (obviamente Baekhyun). O catálogo da Netflix estava aberto na TV, e o menor só esperava o outro. Por sinal, o pequeno estava quase explodindo de fofura com seu namorado, até mesmo mordendo o lençol da cama para conter um gritinho agudo.


Como sabia que sua mãe gostava mais do alfa do que de si — dramático não? —, discretamente, tirou uma foto do outro, enviando no chat da Sr.Byun, que havia surtado tanto como o filho.


[Byunnie]

seu filho está passando mal

e a culpa é inteiramente do seu genro

*foto enviada*


[Mãe]

@:@:#:@:#:#&#&&#:#:#&:#:#;#;#

QUE ALFA, SENHOR 🤧

%%%%%%

BYUN BAEKHYUN

Filho, dá esse gatinho pra mamãe

Que homem!


[Byunnie]

MÃE????

onde a senhora aprendeu esse linguajar? ou melhor, desde quando a senhora usa emojis?

depois vamos conversar sobre isso


[Mãe]

A única coisa que vamos conversar é sobre a guarda compartilhada desse teu alfa


[Byunnie]

eu vou contar para o papai

e não vamos dividir ninguém não

você já tem o seu ômega, se contente


[Mãe]

Menino, o seu pai já sabe e concorda

E porque um homem se posso ter dois?


Desligou o celular, jogando no travesseiro e bufando alto, chamando atenção do parceiro. Sua mãe era uma alfa doidinha da cabeça que havia se casado com um ômega mais doidinho ainda, resultando no — não tão — normal Byun Baekhyun. Os amava e sabia que a paixão da mulher era a mesma de quando tinha conhecido Yejun, seu pai; tudo não passava de uma brincadeira (pelo menos ele esperava que sim), e mesmo que fingisse ficar bravo e com ciúmes, seu peito sempre ficava morno ao ver a aceitação que o Park tinha em sua família, que procurou entender o alfa ao invés de simplesmente julgá-lo por suas tatuagens e piercings.


A imagem em questão, era de uma cena deveras fofa e caseira. Chanyeol tinha acabado de sair do banho, vestindo seu conjunto com estampas de cachorrinhos enquanto uma toalha estava envolta de seu pescoço ao que ele secava os cachos molhados, dando um visual juvenil e inocente. Um biquinho se formava nos lábios cheinhos no que ele se irritava por não conseguir secar os fios corretamente, dando-lhe um charme maior. Já poderiam colocar que: Park Fofinho Chanyeol fora o motivo de seu colapso.


— Vem cá, bebê — bateu a mão no colchão, indicando que ele se sentasse ali. Levantou rapidamente e buscou o secador, ligando na tomada próxima à cama e apertando os botões de modo que um ar quentinho começasse a sair. — Tão manhosinho, alfa — riu ao que o grandão praticamente ronronou quando seus dedos fizeram um carinho em seu couro cabeludo, esfregando a ponta dos mesmos ali e desembaraçando alguns fios com a mão. O cafuné junto do calorzinho vindo do aparelho lhe davam sono.


— Suas mãos são mágicas, Baekkie — murmurou meio grogue, entorpecido com o afago. O ômega, percebendo a situação, terminou logo o que fazia, pois ainda pretendia ver alguma séries e curtir o namorado.


— Eu sei — riu soprado, virando o rosto do mais alto e dando um selinho rápido no beicinho meigo do Park —, o que acha de vermos a série, hum? Alguém já está querendo dormir.


Guardou o secador e levou a toalha para o banheiro, arrumando essas coisinhas de forma rápida e se deitando no meio do colchão, se cobrindo e esperando pelo maior, que, também enfiou-se debaixo das cobertas, porém com o torso inclinado na direção do menor, pondo sua cabeça no peito do ômega e chiando como um gatinho ao que ele voltou com as carícias; dessa vez se estendendo até o final da nuca, fazendo com que o mais novo tivesse alguns arrepios.


— O que vamos ver? — perguntou enquanto se encolhia mais, quase tornando-se um só com o menor.


— Aquela série que você tanto quer assistir — parou momentaneamente com o carinho, sorrindo ao ouvir um resmungo do outro por isso, e se esticou a fim de pegar um pacote de marshmallow para eles. Não era fã desses doces, comendo no máximo uns oito antes de enjoar, porém sabia como seu alfa gostava das guloseimas e o abriu primeiro.


— Não vai dar pra ver tudo hoje, Bae. É muuuito longa — fez um biquinho, porque estava na dúvida entre um filme, que terminava relativamente mais rápido, e a tal série que há tanto tempo queria assistir, porém estava cansado demais para vê-la até, pelo menos, o final da primeira temporada, e não conseguiria dormir em paz se ficasse com a curiosidade na cabeça. Era um tiquinho ansioso.


— Eu sei neném. Quer trocar para um filme? — ao que o namorado assentiu, propositalmente colocou em um que julgou ser interessante pela capa, ignorando totalmente a sinopse.


Lentamente o tempo ia passando enquanto o filme se estendia, no início até tentava prestar atenção, porém estava achando horrível o enredo e como tudo acontecia. Era uma história bagunçada sobre stalker, a menina inocente — e em alguns momentos até burrinha — apaixonada pelo falso mocinho, uma onda de assassinatos ocorrendo na cidade, traições por parte de todos os personagens que apareciam, sexo, muito sexo, e sinceramente outras coisas confusas demais que desviaram o foco do ômega para o corpo em cima do seu, que tinha seu rostinho corado e os olhos naturalmente arregalados mais arregalados ainda ao que as cenas adultas apareciam.


Imerso em algumas memórias, começou a lembrar-se de como conheceu Chanyeol. Bem, de certa forma, indiretamente, ele “conhecia” Park Chanyeol, a pergunta seria quem não o conhecia. O alfa enorme, com postura intimidadora, aroma marcante, cheio de tatuagens e piercings pelos corpo, seu cabelo tão vermelho quanto fogo e o inseparável cigarro. Confessava, no primeiro momento que o viu, sentiu medo, muito medo; não somente pelo estilo do mais novo, como também pelo estranho e horripilante hábito dele literalmente lhe seguir até sua casa. Morria de medo.


Vejam bem, era somente um ômega sedentário sem qualquer força nos braços e pernas, mirrado e que com certeza apanharia para os 1.85 do alfa, ninguém poderia lhe julgar pelo medo. Enfim, cansado da perseguição contínua, e intrigado porque todos os dias ele lhe acompanhava a distância, nunca se aproximando e fazendo o que quer que fosse fazer, certo dia, quando ambos coincidentemente foram liberados no período da manhã, o questionou.


Ps: Baekhyun foi esperto o suficiente para fazer isso quando estava próximo de casa, caso tudo desse errado ele juntaria todo o fôlego que tinha e como diria sua mãe, sebo nas canelas.


— Ei, alfa! — gritou do outro lado da rua, atraindo a atenção de alguns pedestres antes de atravessar a rua e parar em frente ao maior, fingindo não se intimidar pela diferença de altura.


— Eu? — apontou para si mesmo, quase como se tivesse medo (o que na visão do Byun era irônico) do menor. Recuou alguns passos e a expressão medrosa e corada até mesmo lhe dava um ar inocente, o que definitivamente não combinava com sua aparência.


— Sim, você! — pôs o indicador no peitoral largo do Park, perdendo o foco por breves segundos ao sentir como era durinho e imaginando o torso descoberto. Pigarreou e continuou: — Por que tem estado me seguindo? — num súbito momento de coragem, indagou.


— H-Hã… é-é p-p-porque… — e fugiu. Literalmente fugiu, com todas as letras. Desviou do pequeno à sua frente e correu com as pernas longas e tortinhas. Baekhyun só pôde ficar estático, incrédulo sobre um ser com praticamente o dobro da sua altura e duas vezes mais forte que si simplesmente ter fugido como um animalzinho assustado.


No dia seguinte, o episódio se repetiu. E no outro, e no outro, e no outro, e no… vocês entenderam, né? Foi assim por uma semana, até que em uma tarde, Baekhyun colocou Chanyeol contra a parede, literalmente. Definitivamente não sabia quando perdeu o medo do alfa, só achava adorável como ele sempre corria de si como se tivesse alguma doença extremamente contagiosa ou a maneira como sempre ficava vermelhinho quando era pego lhe olhando.


— E então? Me diga o motivo — não foi uma pergunta, o Park percebeu. Engolindo em seco, respirou fundo, tentando não gaguejar.


— E-Eu não tinha nenhuma intenção ruim… — a voz saiu baixa, quase murmurando, o que ia ao contrário da maioria dos alfas, que praticamente gritavam por acreditar que isso os empoderava — é-é só que tinha uns alfas te perseguindo.


— Como? Você acha que eu vou acreditar nisso?! — pressionou mais ainda o maior contra a parede de concreto, encarando os olhos verdes em busca de sinceramente, encontrando.


— É-É verdade! — tremeu um pouco, aumentando o tom por conta do nervosismo e falhando a voz, como se estivesse na puberdade. — Eu realmente não queria causar um mal entendido! É que uma vez nós dois fomos liberados de noite, e eu moro perto de você, apenas uma rua antes — suspirou quando o menor se afastou, acalmando e estabilizando a fala. — Estava bastante escuro e você sabe como é perigoso, não pretendia ter dar medo, eu sei que as pessoas me temem — pareceu magoado ao dizer isso —, então eu atravessei a rua e andei alguns passos atrás de você, minha ideia é que assim você ficaria menos apavorado. Me desculpe!


Se curvou, tacando o dane-se para os olhares maldosos que lhe julgavam por se humilhar — no ponto de vista deles — à um ômega.


— T-Tudo bem! Levanta, por favor — sentiu-se envergonhado por condenar o alfa que parecia ser tão gentil e diferente dos outros. — Mas e sobre os outros alfas?


— Ah sim! Por estar mais distante eu percebi umas silhuetas nas sombras, eram alfas que te seguiam. Eu não sabia de você os conhecia, mas deduzi que não, eles pareciam suspeitos. A partir daí eu comecei a te seguir até a esquina da sua casa e esperava que entrasse, onde estaria seguro — coçou a nunca tímido. — Como disse, minha casa também é por aqui, então não tinha muitos problemas para eu voltar depois. Eu não sei o que eles pretendiam fazer, mas tenho certeza de que dois alfas perseguirem um ômega de noite não pode significar algo legal. Depois disso eu instintivamente te acompanhava para saber se chegaria seguro.


E o Byun quis chorar. Ele conseguia sentir a pureza e a boa intenção nos gestos do mais alto, e provavelmente foi nesse momento que seu coração acelerou pela primeira vez pelo — futuramente — seu namorado.


— Olha, você é um anjinho, alfa. Porém tente outras abordagens, sim? Encarar as pessoas a distância não é um método muito legal. Eu pensei que você queria me matar ou algo assim — riu (de nervoso) da sua própria piada (que tinha um pingo de verdade). — Bem, de qualquer forma, obrigado. Sou Baekhyun, Byun Baekhyun, e você?


— Park Chanyeol.


E ali Baekhyun começava a entender que julgar o outro por seu estilo foi seu maior erro, pois diferente do que sua aparência indicava, Chanyeol não passava de um lobinho carente e dengoso.”


Despertou de suas lembranças no que sentia o namorado inquieto, se mexendo debaixo dos lençóis.


— O que foi, neném?


Chanyeol, que estava distraído, assustou-se, dando um pulinho engraçado na cama. Olhou rapidamente para Baekhyun somente para desviar em seguida, novamente sentindo suas bochechas esquentarem.


— N-Nada, Baekkie — respondeu baixinho, tímido, brincando com o fiapo que saía do lençol, puxando-o.


O ômega obviamente desconfiou, principalmente ao ver como o maior estava encolhidinho e parecia querer se esconder. Encarou os cantos do quarto, buscando por algo que talvez o tivesse deixando incomodado. Conteve o suspiro ao não achar nada, pronto para perguntar mais uma vez o que havia acontecido quando sua atenção foi atraída por um gemido feminino.


Oh!


Sorriu maldoso enquanto encarava o filme, que estava — mais uma vez — em uma cena de sexo, rindo baixinho ao olhar do namorado para a TV, começando a entender o que estava ocorrendo.


— Sério? — questionou ironicamente, se afastando do corpo do mais novo. — Então tudo bem se eu sentar aqui, não? — desceu um pouco pela cama até estar na altura do quadril do alfa, colocando cada perna de um lado do mesmo enquanto sentava sobre um lugar um pouco… duro.


— Baekkie… — gaguejou nervoso, sentindo a tez arrepiar quando a língua molhada de Baekhyun deslizou por seu pescoço, onde era extremamente sensível. E ele sabia.


— Hum? Algum problema, Channie? — deixou mais alguns beijos suaves antes de substituí-los por mordidas, sugando a pele branquinha e fazendo-a ficar vermelha. Riu entre os dentes, subindo até o lóbulo, mordiscando e puxando. — Você é tão sensível, bebê… — circulou o quadril, rebolando sobre o cacete abaixo de si.


— Não faz isso — tentou soar firme, falhando ao que teve a cabeça do pau apertada, arrancando um rosnado de si. — Bae…! — choramingou, descontando o prazer nos lençóis macios.


— Shh — levou a canhota até o rosto de bochechas gordinhas, pressionando as mesmas e fazendo um beicinho nos lábios grossinhos, mordendo-o. — O seu ômega vai cuidar de você, alfa.


E Chanyeol deixou lágrimas escaparem quando Baekhyun adentrou a calça de seu pijama com a destra e segurou seu membro pela base, punhetando gostoso antes de descer até as bolas, maltratando-as. Impaciente, jogou a coberta longe, em seguida dando o mesmo fim para o conjunto do maior, deixando-o nú. Admirou como o pau praticamente saltou de dentro da roupa, batendo contra o abdômen com alguns gominhos e sujando-o.


— Olha como você tá molhadinho, amor. Pingando pra mim — esfregou o polegar na glande, espalhando o pré-gozo que já tinha ali e forçando o dedo contra a fenda, fazendo o Park gemer baixo e arrastado com sua voz rouca, num tom bem manhosinho e necessitado. — O que você quer, bebê? — sussurrou próximo ao seu ouvido, levando os lábios para o pescoço e iniciando ali uma trilha de beijos molhados que alternavam entre chupões. Descia até sua virilha, dando uma atenção especial para o interior de suas coxas torneadas graças aos treinos; continuou assim por alguns minutos, até cansar de jogar com o alfa e realmente começar as coisas.


Se acomodou melhor em cima do pau do alfa, soltando um arfar ao sentir a extensão quente e latejante abaixo de si, no meio de suas nádegas ainda cobertas pelo tecido fino do short. Sorriu de canto, e ali Chanyeol soube que Baekhyun estava prestes a de fato tirar sua sanidade e lhe fazer implorar. Levou ambas as mãos geladinhas até os botões amarronzados — causando um choque térmico delicioso por conta da sua temperatura alta —, que combinavam com a tez bronzeada, esta brilhando por conta do suor, e beliscou ambos os mamilos com seus dedos, apertando sem medir a força e torcendo-os para os lados, animando-se ao vê-los durinhos.


— Eu te fiz uma pergunta, Park — continuou ao ver que o mais novo estava imerso demais em seu prazer para dizer algo. — E quero uma resposta — agarrou os cachos entre os dedos e os puxou, erguendo a cabeça de Chanyeol somente para lhe dar um tapa, gostando de ver os olhinhos chorosos se arregalarem e a boca abrir em um “O” perfeito.


— E-Eu quero sua boca aqui, Baekkie — resmungou quando o ômega se afastou, tendo como intenção provocar o maior.


— Aqui aonde, alfa? Seja específico, neném.


— Aqui… — apontou para os mamilos eriçados, choramingando e puxando as mãos do menor de volta para onde queria. — Mama meus peitinhos, Bae — o encarou fixamente, sua vez de dar uma risada ao ver a reação do parceiro.


Porra. Chanyeol também sabia jogar, é claro. Sabia mais que ninguém como o Byun ficava desestabilizado quando lhe implorava algo ou dizia coisas sujas, e como prova disso, Baekhyun apertou o próprio cacete, suspirando pesadamente antes de dar o que ele tanto queria. Você tem sido um bom menino, alfa, era o que ele tinha dito.


Não se fez de rogado, indo primeiro para o direito, sugando e puxando o bico entre os dentes, rodeando a língua e babando os botões sensíveis, vez ou outra soprando seu hálito quente e arrepiando os pelinhos do outro. Com a mão livre, dava atenção ao esquerdo, girando-os e afundando-os em seguida, só para então trocar e começar a chupar o outro, revezando e deixando o peito do namorado todo molhado. Seus quadris ainda trabalhavam para frente e para trás, de vez em quando quicando, estimulando o pau do Park; aproveitando para esfregar seu próprio falo na coxa do mesmo.


Foi interrompido pela voz grossa do parceiro, que ecoou pelo quarto.


— B-Bae… eu quero — corou terrivelmente, não podendo deixar de gaguejar, a vergonha percorrendo todo o seu corpo. Viu a expressão confusa do menor e ficou mais vermelhinho ainda, arrancando um riso soprado do ômega. — V-Você sabe, aquilo… — enrolou os dedos uns nos outros, tímido demais para encarar o namorado.


— Desde quando se tornou tão tímido, neném? Fala pra mim, hum… — sem saber o que de fato o mais novo queria, arriscou seu palpite mais forte. — Você quer meus dedos em você, alfa? Metendo bem fundo, é isso? — choramingando ao que o menor passava o polegar por sua entradinha, acenou positivamente, se remexendo em ansiedade.


— Tsc, espere, Chanyeol. Não queremos te machucar — deu um selinhos nos lábios maltratados pelas tentativas de conter gemidos, querendo acalmar o namorado.


Se levantou de cima do membro do alfa e esticou o corpo, alcançando a mesa de cabeceira e pegando um vidrinho de lubrificante que estava ali justamente para essas ocasiões. Na primeira vez que trocaram as posições, assustou-se, afinal quais eram as chances de um alfa pedir para ficar por baixo? Eles eram conhecidos por sua natureza dominante e orgulhosa, Baekhyun jamais imaginaria que isso aconteceria, mas bem, Chanyeol sempre foi diferente. Não um diferente ruim, claro, e sim um que não agia como um babaca. Park Chanyeol era gentil, carinhoso, manhoso e sempre estava pedindo por beijos e abraços; ele amava seu ômega e queria se entregar por completo, de corpo e alma.


Espalhou o líquido viscoso por seus dedos afilados e despejou o restante na entrada do maior, não queria o machucar, já que alfas não produziam lubrificação natural. Lentamente introduziu o primeiro dedo, abrindo espaço na cavidade apertada, rapidamente encarou o namorado, esperando uma aprovação de sua parte, sabia como doía. Esperou o incômodo passar, e com o assentir de Chanyeol, iniciou os movimentos. Saía totalmente para colocar só a pontinha do indicador, torturando o outro ao que fazia uma pressão no anel de músculos, sem adentrar.


— Baekkie… e-entra — pediu arrastado, jogando o quadril de encontro à mão do menor.


— Você quer ser fodido por meus dedos, neném? — provocou, assoprando o cuzinho que piscava ansioso, antes de enfiar o polegar e tirar. — Fica de quatro, alfa.


Deixando lágrimas de prazer caírem, obedeceu o ômega, ficando envergonhado ao olhar seu pau pingando por estar numa posição tão exposta, completamente aberto para o Byun.


— Tão bom pra mim… — arranhou as bandas alvas, deixando-as com riscos vermelhos. Se posicionou atrás do corpo maior e abaixou o rosto, levando a boca até a entradinha, lambendo e chupando, soltando um gemido ao sentir o gosto de morango do lubrificante, sentindo o seu próprio começar a escorrer por suas pernas, molhando o short que usava.


Abusou do outro, alternando seus dedos curtos com a língua quente e molhada, babando toda a entradinha faminta. Girava os dedos e os encolhia dentro de Chanyeol, procurando seu ponto de prazer. Alfas não sentiam tanto prazer ao ter a próstata estimulada, não tanto como os ômegas machos sentiam, porém ainda assim era bom, principalmente para aqueles mais sensíveis, como o Park. Riu orgulhoso ao encontrar, mirando a ponta dos dedos ali e estocando rapidamente com a destra, levando a canhota até membro do namorado, punhetando rapidamente e com pressão, às vezes descendo até as bolas e apertando-as.


— Ô-Ômega…! — encolheu os dedos dos pés, apertando o lençol. De sua boca, sons eróticos escapavam, graves e arrastados. Seu peitoral encostava na cama, e com os solavancos de seu corpo, os mamilos durinhos se esfregavam no tecido, dando um encorajamento maior para que alcançasse o ápice. — Eu tô quase lá!


Visando acabar com a tortura de seu alfa, acelerou ambos os movimentos, surrando três dedos em Chanyeol, sempre acertando seu pontinho doce e o fazendo choramingar por mais, molhando o travesseiro com as lágrimas que escorriam sem parar. Estava tão próximo! Bastou somente mais alguns minutos para que se desfizesse, sujando os lençóis e o próprio abdômen. A respiração estava ofegante, o peito descia e subia de forma irregular, inspirava fundo enquanto tentava se localizar.


— Você fez uma bagunça, hein? — lambeu os dedos sujos de porra e com um gostinho de morango, provando a mistura como se fosse um manjar dos deuses.


Apertou a própria ereção, ficando levemente constrangido ao sentir seu pijama colado em suas nádegas encharcadas de lubrificação natural, que escorria em abundância pelas coxas roliças do Byun. Recuperado do seu estado de torpor, viu a situação de seu namorado, ficando de joelhos e o encarando.


— Agora eu vou cuidar de você, ômega — tentou retirar o short do mesmo, ganhando um tapa na sua mão, ganiu baixinho. Rapidamente abaixou o olhar, reconhecendo sua posição.


— O que pensa que está fazendo Chanyeol, esqueceu os bons modos? — segurou ambas as bochechas entre seus dedos, pressionando-as, formando um bico bonitinho nos lábios do Park.


— N-Não, me desculpe, Baekkie.


— Então o que deve fazer, bebê?


Engolindo em seco e ignorando a timidez súbita, respondeu: — Bae… Deixa eu te chupar, por favor… — desceu lentamente a peça de roupa, dessa vez tendo permissão para isso. Baekhyun aproveitava e também tirava sua camisa.


— Abre essa boquinha gostosa, bebê. Chupa teu homem direitinho, hum? — não conteve o gemido esganiçado quando Chanyeol mamou só a cabecinha inchada, passando a língua na fendinha que escorria gozo para logo pôr tudo em sua boca, se engasgando e deixando saliva escapar pelo canto dos lábios. Uma verdadeira bagunça. — Guloso pra caralho, alfa — tirou o pau da boca, rindo ao ver a expressão brava do maior, que estava sedento por mais. Segurou seu falo pela base e deu batidinhas no rostinho bonito do namorado, sujando as bochechas rosadas com seu líquido. — Um puto como você merece umas roladas na cara, querido — esfregou a glande nos lábios entreabertos enquanto o Park circundava a língua ali, não deixando nenhuma quantidade de porra ser desperdiçada. Baekhyun inclinou a cabeça de Chanyeol para trás, indicando para ele colocar a língua para fora e quando o outro menos esperava, estocou.


Manteve um vai e vem firme, segurando os cachos vermelhos, estes que estavam colados no rosto do maior devido ao suor, e os puxou para trás, pegando apoio para continuar o ritmo com que metia na cavidade úmida e quem. Chanyeol o engolia tão bem, permitindo que fosse até o final, encostando sua cabecinha na garganta dele.


— Porra…! — gemeu esganiçado, contorcendo os dedinhos dos pés e sentindo suas pernas ficarem bambas, seu ápice estava próximo.


Soltou a mão dos fios do Park, pondo ambas nos ombros largos a fim de ter mais apoio. Perdendo o estado do Byun, o mais novo subiu suas mãos habilidosas pelo corpo do ômega, apertando-o nos lugares certos, deixando marcas, principalmente na cintura gordinha que tanto gostava de maltratar. Viu a pose dominante do menor caindo e, querendo se aproveitar do momento, subiu até os botõezinhos rosados, naturalmente inchadinhos, típico dos ômegas. Brincou com o polegar ali, torcendo os mamilos e arrancando gritinhos do namorado.


— C-Channie! M-Mais, mais! — desesperado, se contorceu, querendo de alguma forma o seu alívio.


Deu atenção para as bolas do mais baixo, sugando-as para dentro de sua boca enquanto, de maneira esperta, enfiou o indicador no rabo encharcado de Baekhyun, rindo ao ver como ele a lubrificação desceu mais com a penetração súbita.


Abusou do cuzinho melado ao mesmo tempo que mamava somente a glande, o gosto do pré-sêmen ficando mais presente, até que se espalhou por toda a boca — e um pouco do rosto — de Chanyeol, que grunhiu satisfeito ao sentir o gosto doce. Retirou com cuidado os dedos de dentro do outro, abafando um sorriso ao sentir o líquido transparente escorrer mais. Amaciava o ego do seu lobo saber que havia feito o seu ômega ter um squirting.


Ambos deitaram no colchão macio de casal, a TV e o filme já tinha sido esquecido há muito tempo, tanto que estava na tela de seleção.


— Você fez uma bagunça, bebê — Baekhyun rolou para o seu lado, deitando em cima do seu peito, esfregando a bochecha contra sua pele, ronronando e inalando o aroma de chocolate com um toque apimentado.


— Eu? Quem que molhou tudo? — sorriu faceiro, desmanchando na mesma hora quando recebeu um tapa dolorido no braço. Baekhyun tinha uma mãozinha pesada. — Okay, okay. Fui eu.


— Acho bom — suspirou fundo, sonolento. — Vamos tomar banho?


— Aham. Vem cá, vem — se levantou e abriu os braços, pegando o menor nos braços e os guiando para o banheiro, onde um cuidou do outro e Chanyeol quase dormiu.


Entre provocações aqui e beijinhos inocentes ali, terminaram a ducha e arrumaram lençóis limpos, desligando a televisão e prontos para dormirem. Chanyeol se encolhia todo, se encaixando nos bracinhos gordinhos e curtos do menor.


— Boa noite, Baek.


Ótima noite, Channie — reforçou a primeira palavra, deixando-a com um tom malicioso.


— Bobinho… — puxou a ponta do narizinho arrebitado, arrancando um riso de Baekhyun.


Chanyeol e Baekhyun eram um casal estranho para quem os viam de fora. Chanyeol tinha toda uma pose de alfa superior, daqueles que se achavam e cumpria todos os estereótipos da classificação: alto, musculoso, forte. Baekhyun não ficava para trás, sendo baixinho, fofo e amável. Ambos eram os ideais perfeitos, porém eles eram mais que aparências. O maior não tentava diminuir ninguém por ser um alfa, não era rude e não tentava se fazer de durão; gostava de abraços, dengos, carinhos e de ser cuidado pelo seu ômega, qual era o problema? O Byun não abaixava a cabeça, tinha uma boca muito suja e amava fazer piadinhas maliciosas, novamente, qual era o problema?


— Ei… te amo, alfinha manhoso.


— Eu também te amo, ômega marrento.


Ambos estavam felizes consigo mesmos, se amavam e se aceitavam. No final esses estereótipos não serviam de nada além de tentá-los reprimir; e até podiam conseguir, porém nada abalava a ligação deles, que ia muito além do que meras aparências.


10 de Mayo de 2021 a las 04:26 0 Reporte Insertar Seguir historia
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