jace_beleren Lucas Vitoriano

Jack Frost nunca encontrou seu lugar no mundo. Um dia, porém, sente uma força puxando-o para o desconhecido, levando-o até uma floresta estranha, cercada por magia. Lá, ele encontrara uma mulher que lhe trará paz ao seu coração.


Fanfiction Películas Todo público.

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Cuento corto
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Capítulo único

Jack Frost nunca encontrou o seu lugar. Era um espirito solitário, um andarilho que trazia o inverno e a solidão por onde quer que passasse. Seu passado era um mistério até para ele, assim como a origem de seus poderes ou o seu lugar no mundo. Ele era o vento do inverno, a neve que caia do céu, o gelo que cobria tudo. Sua aparência era de um adolescente de dezoito anos, cabelos curtos e despenteados, brancos. Voava pelo ar com maestria, sempre acompanhado de seu cajado. Podia controlar o vento e neve o que tornava-o um ser de grande poder, mas também alguém infinitamente solitário.

Por fora, era sempre risonho e brincalhão. Um espirito rebelde que fingia não se importar com nada, em especial com a opinião dos outros. Por dentro, porém, era uma criança solitária em busca de aceitação. Ele tentara fazer amigos, tentara se unir aos guardiões, achando que encontraria na luta deles um objetivo justo e honrado para sua vida.

Estava enganado. Embora gostasse de todos os guardiões, sentia que seu lugar não era com eles. Ajudou-os na luta contra o Breu, um ser que era a pura escuridão, mas após a derrota do vilão, deixou seus aliados para tentar procurar a si mesmo.

Jack Frost viajara sem rumo a décadas, conhecendo pessoas a lugares, mas nunca criando laços fortes com quem quer que fosse. Um dia, enquanto voava pelos céus em seu cajado, sentiu um chamado que atraia seu coração. Não sabia explicar o que, mas era como se uma voz o convocasse para o desconhecido em uma promessa de felicidade e paz.

Com medo, mas decidido que era melhor agir do que continuar fugindo, Jack seguiu o chamado. Essa voz misteriosa que sussurrava em seu coração o levou a uma estranha floresta. Havia algo de diferente ali, como se magia pairasse no ar. Uma neblina sobrenatural, que em nada tinha haver com o frio trazido por Jack, pairava ao redor da floresta.

- Não tenho medo de nada e… se esse chamado que me tira o sono puder me dar a paz que procuro, vale a pena enfrentar essa floresta estranha – disse para si, tentando com isso inflar mais coragem em seu peito.

Cauteloso, e porque não dizer, encantado com a floresta misteriosa com suas árvores antigas e sua paisagem exuberante, Jack caminhou pela floresta. Não via sinal de ninguém, mas não demorou para que uma voz chamasse sua atenção. Era uma bela voz feminina, cantando uma melódia tão linda que enfeitiçou Jack como uma teia de aranha prende um inseto. Ele não conseguiu controlar seu desejo de conhecer a dona daquela voz e, com isso, seguiu correndo a direção do som.

Havia algo naquelas palavras que mexiam diretamente com ele. Como se aquela música tivesse sido feita especialmente para ele. Jack estava desesperado por conhecer a dona daquela voz e, enquanto corria rapidamente, sem se importar com os galhos das árvores que rasgavam suas roupas e cortavam sua pele, sentia o poder daquela música pulsando dentro de si.

Foi então que viu a dona da voz e, paralisado em deslumbramento, parou de correr. Jack estava a admirar a moça mais bela que já vira em toda sua vida. Era uma linda moça de cabelos loiros longos, de um loiro quase brancos. Os olhos eram azuis da cor do mar e ela vestia um vestido branco que parecia feito de neve. Era simplesmente linda! A moça cantava naturalmente, andando entre as árvores como uma rainha. Era como se toda a natureza a reconhecesse e a louvasse. A música que saia de seus lábios delicados falava de amor, de sonhos, de solidão e da importância das pessoas queridas. Mas, embora soasse triste em algumas partes, era uma música alegre, esperançosa.

Jack sentiu lágrimas quentes escorrendo de seus olhos. Aquela mulher era real? Seria alguma ilusão causada por aquela floresta mágica ou algum delírio de seu coração solitário? Ele queria ir até ela, mas tinha medo que, se fizesse qualquer coisa, a moça simplesmente sumisse, como se não passasse de um sonho.

Por muito tempo ficou a fitá-la. Seguiu-a em segredo, não cansando de admirar a beleza daquela mulher desconhecida que havia roubado seu coração e atado sua alma. Jack ansiava por aquela mulher. Queria que ela o olhasse, que ela sorrisse para ele, que ela o tocasse e lhe mostrasse o amor sublime ao qual sua canção falava.

Então, uma rajada repentina de vento derrubou-o no chão. A moça de branco olhou para ele assustada e o vento rodopiou ao seu redor, balançando seus lindos cabelos.

- O que disse, Gale? Ele estava me seguindo? - perguntou a mulher para alguém que Jack não conseguia ver. Embaraçado, ele levantou-se apressadamente, afastando as folhas que haviam caído em seu cabelo.

A moça riu e, caminhando em sua direção, cumprimentou-o com um sorriso, o que fez Jack corar.

- Gale me disse que estava me seguindo. Entretanto, não me parece uma pessoa com intenções ruins.

- Quem é Gale? - perguntou o jovem confuso. Por mais que olhasse, não via ninguém além da moça. O vento rodopiava ao seu redor, despenteando seus cabelos – de qualquer forma, me desculpe, eu não quis parecer intrometido. Apenas fiquei muito encantado com sua canção. Ela era tão… linda.

A moça sorriu, tocando com carinho nos cabelos de Jack e retirando deles uma folha que estava grudada logo atrás de sua orelha direita. Ele sorriu bobo.

- Gale é o espirito do vento. Acho que ele gostou de você. Quanto a mim, me chamo Elsa, também sou um espirito da natureza. Sou o espirito que une os outros, sou a magia. Mas… bem, acho que estou te confundindo todo com essa conversa, desculpe!

Mas Jack não via motivas para ela pedir desculpas. Se Elsa dissesse que era o papai noel, ele acreditaria com prazer, mesmo conhecendo o verdadeiro papai noe. Havia algo no olhar dela que o encantava, que lhe trazia paz. Era como se ela fosse uma conhecida de muito tempo atrás. Como se uma força antiga e poderosa os unisse.

- A proposito, me chamo Jack Frost – disse apressadamente – e que papo é esse de espirito que me falou? Aonde estamos afinal? Essa floresta é tão… diferente das demais.

Tocando-lhe com carinho na mão, Elsa o guiou pela floresta. O toque dela era morno e acolhedor e sua pele macia. Enquanto andavam juntos pela floresta, Elsa lhe contou sobre os espíritos elementais e sobre sua própria história. Falou que fora rainha de um reino distante, Arendelle, mas que o abandonara ao perceber que ali não era o seu lugar. Dissera que amava aquele reino, mas que seu coração a guiara para aquela floresta, aonde os espíritos viviam. Quanto mais ouvia, mais Jack ficava encantado, Elsa era sua alma gemeá. Via nas palavras dela os medos e inseguranças de seu próprio coração.

- E o que aconteceu de Arendelle? - perguntou curioso. Os dois já estavam a conversar por horas e resolveram sentar-se a grama, lado a lado, aonde observavam o sol no horizonte.

Elsa recostou a cabeça no ombro dele, em um gesto carinhoso. Hesitante, Jack levou a mão ao ombro dela, envolvendo-a em um abraço discreto. Elsa sorriu, seu rosto pálido ficando levemente ruborizado.

- Está tudo bem lá. Minha irmã mais nova é a rainha agora. Eu a visito uma vez por mês.

- Sorte a sua. Eu tinha companheiros também, mas não os visito mais. Eles eram ótimos mas… eu não sou muito bom em me socializar…

- Mesmo?! - perguntou Elsa surpresa, olhando-o com seus cativantes olhos azuis – não acho, me dei tão bem com você logo que o vi, mesmo não sabendo nada sobre você.

Jack sorriu, arriscando-se a fazer um carinho nos cabelos de Elsa. Ela não pareceu se incomodar, então ele continuou com os carinhos.

- É que com você é diferente – disse com sinceridade – sinto que posso me abrir com você.

Fechando os olhos, Elsa repousou mais no ombro do amigo. Jack Frost sentiu seu coração esquentar e uma enorme paz o dominou. Ela falara que tinha o poder de ligar e acalmar os outros espíritos, e Jack sentia que aquelas palavras não poderiam ser mais verdadeiras.

Então, ele começou a contar sua própria história, sem nunca parar de acariciar Elsa. Falou de sua solidão, suas inseguranças, seus medos e, quanto mais falava, era como se tirasse um peso de seu coração. Elsa o ouvia atentamente, perguntando-lhe alguns detalhes de vez em quando. Ela tinha um olhar gentil e, quanto mais Jack falava, mais sentia que ele e Elsa estava próximos, não apenas fisicamente, mas de uma forma muito mais profunda.

Quando terminou seu relato, já era noite. Os dois estavam juntinhos, abraçados de lado enquanto observavam a lua cheia banhando a floresta com seus raios pálidos. Eles trocaram um intenso olhar. Uma magia poderosa os mantinham ligados um ao outro. Como se movidos pelo mesmo pensamento. Aproximaram suas bocas. Seus lábios se encontraram em um beijo delicado, cheio de amor. Jack sentiu todo seu corpo tremer. Abraçou Elsa com mais força, em uma desejo insaciável do amor da moça. Quando os dois afastaram suas bocas, encerrando o beijo, estavam sorrindo.

Pela primeira vez, Jack Frost percebeu que aquele era o seu lugar. Ficaria ao lado de Elsa e assim teria sua paz e o amor dela. O que mais precisaria para ser feliz?

11 de Octubre de 2020 a las 01:36 0 Reporte Insertar Seguir historia
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Fin

Conoce al autor

Lucas Vitoriano Ola, me chamo Lucas, adoro escrever, ver animes, jogar Magic the gathering, ler entre outras coisas mais rs. Sou particularmente fissurado em mitologia grega, meus autores favoritos são Neil Gaiman e Kazuo Ishiguro e, meu livro favorito, é As brumas de Avalon. Também possuo um perfil que fala de literatura no instagram @pensandoescritor deem uma olhada se tiverem interesse!

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