zackyuchiha Zacky U.

"O humilde mundo de Ochako vira completamente do avesso quando o segredo sobre sua verdadeira natureza se torna público, a obrigando a viver nas sombras, sempre fugindo das mortais e mercenárias algemas do Governo. Além de precisar se adaptar na sua nova vida, ela se esforça para garantir a saúde e bem estar dos pais, o que inevitavelmente coloca o saldo bancário como uma de suas maiores prioridades na perigosa rotina de uma caçadora de recompensas." [ Kacchako. | OchaBowlProject. | Dinheiro. ]


Fanfiction Anime/Manga Sólo para mayores de 18. © Todos os direitos reservados

#romance #fantasia #hot #drogas #fanfic #sexo #violência #bakugou #katsuki #bnha #fic #bakuraka #kacchako #universo-alternativo #ação #linguagem-imprópria #álcool #dinheiro #boku-no-hero-academy #uraraka #ochako #bakuraraka #ochabowlproject
1
2.8mil VISITAS
En progreso - Nuevo capítulo Todos los lunes
tiempo de lectura
AA Compartir

$00. Prólogo

Notas Iniciais:


• Aviso Legal: A obra "Boku no hero Academy" não me pertence, mas o enredo dessa história sim. Fanfiction feita de fã para fã sem fins lucrativos.

• Notas da História: Leia as notas dos capítulos. Confira gêneros e avisos.

• #OchaBowlProject [Tema #03: Dinheiro]

• Betagem por "NathBee"

• Capa por "OchakoMochi"


***


Como de praxe, aquele cenário se repetia em sua vida. Karui debruçava-se sobre a maca e chorava compulsivamente. Seria esse seu destino? Acabar sozinha? Sua família, o que tinha de mais precioso, parecia se despedaçar aos poucos, matando-a de maneira lenta, da mesma forma que aquele câncer ameaçava cada vez mais levar seu marido.

Há meses, após a instauração de um inquérito e mandado de prisão, sua unigênita havia desaparecido. Mesmo depois de anos escondendo-a tão bem, um pequeno deslize foi mais do que o suficiente para descobrirem a verdade, e então, rápido demais para qualquer tipo de preparo, a rotina pacata e harmônica dos Urarakas se quebrou em um milhão de pedaços, como um telhado de vidro se rompendo sem reservas ou protocolo de segurança.

Karui não tinha notícias, realmente não houve tempo para despedidas, nada. Apenas um sumiço silencioso, assemelhando-se a brisa de uma manhã na primavera, sua estação preferida, mas que na verdade parecia um paredão de fuzilamento a cada dia que se passava, e o pior sempre assombrava seus pensamentos. Não tinha dúvidas de que aquela situação de instabilidade e preocupação na casa havia sido a grande responsável por agravar o estado, já crítico, de Dan.

Não tinham dinheiro para pagar um tratamento adequado, o que Karui recebia na recepção da lanchonete mal dava para compensar as contas, sem a filha que ajudava como garçonete em um restaurante a noite, tudo vinha se atrasando e acumulando-se. Os remédios de Dan eram caros, não comprava nem um terço do que seria necessário para mantê-lo lutando por mais tempo, e os poucos que conseguia em farmácias clandestinas, pelo preço mais acessível, com certeza eram batizados. Tudo isso pesava em seu âmago com um bônus de: sua filha poderia estar morta. Seu marido já beirava a isso. O que ela faria? Não queria recomeçar, não queria viver naquele mundo de merda sem eles, sem nada, talvez devesse considerar que...

— Sra. Uraraka? — Uma das enfermeiras interrompeu seus planos obscuros para um futuro sem esperanças, sem amor ou alegria

— Hm? — Limitou-se a dizer. Em breve precisaria trabalhar, não havia ninguém que pudesse ficar com seu marido ali. Ele não tinha um quarto, a saúde pública era precária e superlotada, teria que apodrecer naquele corredor de hospital sozinho. Não queria soltar a mão dele, mas se Karui perdesse o emprego seriam enxotados da casa e teriam que viver, literalmente, debaixo de uma ponte.

Se havia um fundo do poço, Karui sabia que estavam muito abaixo dele.

— Preciso que a senhora assine aqui para autorização de locomoção.

Os olhos de Karui, já secos de tanto chorar, voltaram a se encher de lágrimas, o que nem sabia ser possível. A droga do seu chefe iria ficar lhe enchendo o saco depois, perguntando se ela não poderia pelo menos ter passado uma maquiagem para disfarçar o rosto abatido, e dizendo que os clientes não são obrigados a serem contaminados com os seus problemas. Respirando fundo, como tantas outras vezes, e tomando as rédeas da situação apertada, tentou resolver um problema de cada vez.

Agora, se nem naquele hospital poderiam mais abrigar Dan, para onde o mandariam? Direto para o necrotério? Tentou conter os soluços. Amava tanto o marido que se pudesse dividiria sua inútil saúde com ele, se Dan abrisse os olhos ali, e falasse com ela por pelo menos dois minutos, recuperaria as forças, só que já tinha dias que o corpo dele precisava brigar em silêncio. O especialista tentou um coma induzido para desacelerar a pressão em outras funções do seu sistema e focar no principal.

— O-o q-que aconteceu? O médico disse que eu não precisaria me preocupar com isso, que ele poderia ficar aqui até... — Levou os dedos trêmulos a boca, a voz falhava e não queria sair. — Ai meu Deus, o que eu faço? O que faço? Pra onde eu vou agora? — Tampou de uma vez o rosto com ambas as mãos, mais falando para si mesma do que para a moça desconhecida, que deveria ver tanto aquela cena que não se comovia mais.

A capacidade de adaptação do ser humano poderia ser vista tanto como uma bênção quanto uma maldição, a depender do ângulo analisado.

— Na verdade, senhora, pelo que estou vendo aqui, ele será transportado para o Recovery Girl. — Karui ergueu os olhos. Era só o que faltava, um engano para o além zombar da sua patética condição. O hospital citado foi fundado por uma renomada médica e cientista, era simplesmente o ambulatório mais caro do estado, só a nata da elite conseguia reservas lá.

— Isso é algum equívoco — assoou o nariz na barra da sua camiseta -, eu não tenho condições de pagar nem a ambulância que custaria para levá-lo até lá.

— Já está tudo pago, com certo adiantamento, senhora. Doação anônima e customização total dos gastos para o senhor... — a enfermeira olhou mais uma vez no prontuário — Dan Uraraka. Um advogado particular está na recepção agilizando qualquer trâmite legal e a cada segundo que passamos aqui o Estado ganha mais chances de receber multa caso a saúde dele se agrave por imperícia. Licença... — Ela abaixou-se para destravar as rodinhas do leito do paciente.

— C-como isso é possível? Tenho certeza que é um engano, moça, eu não conheço nenhum advogado! Eu não tenho como pagar por...

— Ele falou sobre essa possível reação, então mandou eu lhe entregar esse bilhete. — Tirou um cartãozinho do bolso, tinha muito trabalho a ser feito e aquela mulher parecia quase em estado de choque. Céus, o que não daria para seu turno acabar logo.

— Mas o que... — Ainda perdida naquele ambiente e diálogo, Karui pegou o papel sendo quase jogada de lado enquanto a enfermeira teimava em carregar seu marido dali. Será que estavam todos ficando doidos? Não conhecia ninguém na cidade, era impossível simplesmente aparecer uma quantia daquele tamanho caindo em seu colo de mão beijada e ... O coração falhou algumas batidas, interrompendo seus pensamentos, quando reconheceu a caligrafia na folha surrada em sua mão, para então processar em câmera lenta a frase ali escrita.

No dia que Ochako nasceu um cometa importante e enorme passou pela terra. Muitos acreditavam que seria o fim do mundo, pois os físicos mudavam as coordenadas a cada novo cálculo, e se aquilo passasse raspando demais seria o completo fim do planeta. Entretanto, impotente e impassível, ele seguiu seu curso, lembrando a todos da sua pequenez e insignificância comparada a um universo tão grande.

Mesmo quando ainda era de colo, se Karui quisesse fazer sua menina calar o berreiro e dormir pelo menos um pouquinho, bastava a ninar do lado de fora da casa, na varanda ao ar livre com tudo escuro. As palavras ali desenhadas eram exatamente o que Karui e Dan sempre falavam para Ochako quando a levavam de noite para passear na praia, porque a filha era apaixonada pelo céu desde que se entendia por gente.

"Olhe para as estrelas... veja como elas brilham por você..."

As pernas bambearam e o fôlego escapou por completo dos seus pulmões. A sua garotinha, que havia sumido há algum tempo para não ser capturada... Ela voltou... Melhor que isso, ela estava viva!


***

Notas Finais:


• Projeto OchaBowl
• Tema: "Dinheiro"

Oi gente. Mais um tema pra vocês! ♥
Então, já aviso que o romance está bem Slow Down, mas tentei deixar o universo girando em volta dessa temática o mais divertido possível.

Espero que gostem ;)

P.S: Olhem a lindeza dessa capa, Ocha, você é um talento.

P.S²: NathBee, o que eu faço da minha vida sem você? Você só me ensinou a te querer... haha, melhor beta de todos os tempos, obrigado pelo trabalho maravilhoso como sempre. ♥

30 de Agosto de 2020 a las 05:21 0 Reporte Insertar Seguir historia
0
Leer el siguiente capítulo $01. Capítulo

Comenta algo

Publica!
No hay comentarios aún. ¡Conviértete en el primero en decir algo!
~

¿Estás disfrutando la lectura?

¡Hey! Todavía hay 15 otros capítulos en esta historia.
Para seguir leyendo, por favor regístrate o inicia sesión. ¡Gratis!

Ingresa con Facebook Ingresa con Twitter

o usa la forma tradicional de iniciar sesión