auraetheral aura etheral

Desejo ou vitória? O significado de um, almeja o significado do outro. O significado do outro, precisou da vontade do primeiro. E ambos se entrelaçam quando o Cinturão do Campeonato está em jogo. Seus corações precisam travar uma batalha pelo o que acreditam valer a pena ganhar. Com tanta tensão no ar, os lutadores Jeon Jungkook e Kim Namjoon são obrigados a expor no ringue a mesma violência que compartilham as escondidas. { NamKook Festival BR 2020 }


Fanfiction Bandas/Cantantes Sólo para mayores de 18.

#oneshot #namjoon #bts #kimnamjoon #jeonjungkook #jungkook #violência #boxe #smut #nsfw #bangtansonyeondan #rm #bangtan-boys #namkook #Namkook-Fest #Strength-Kink #K-O- #pabllovittar
Cuento corto
1
2.5mil VISITAS
Completado
tiempo de lectura
AA Compartir

Knockout; único

Era tarde da noite quando Namjoon atravessou o estacionamento e espiou pela janela se a academia de treino tinha apenas um ser persistente e perfeccionista ainda treinando. Como de costume, entrou pela porta dos fundos se deparando com a figura masculina de regata branca e short preto socando um saco de areia à pouca luz ambiente com suas luvas vermelhas. Ele sempre fica com a responsabilidade de fechar o lugar por "precisar" treinar até que seus músculos gritem. Mas o objetivo de Kim Namjoon é fazer tudo nele gritar.

Se aproximou em silêncio. Jeon Jungkook está tão concentrado em acertar o golpe com precisão no alvo que não nota o espectador admirando-o brilhar de suor, franzir as sobrancelhas, trincar a mandíbula e se movimentar de forma ágil, fazendo as curvas de seu corpo enrijecerem em contração da força exercida. As roupas estão tão ensopadas que delineiam o corpo definido e trabalhado em firmes fibras. Soltou pela boca o ar preso nos pulmões depois do último soco no saco de pancadas.

— Acabou, Pequeno? – indagou Namjoon, apoiado em uma das grossas colunas que sustentam o prédio.

Jungkook se sobressaltou de susto. É comum que Kim o visite dessa forma, mas o outro ainda não se acostumou. Encarou seriamente o intruso encapuzado sorrindo para si. Dessa vez, definitivamente, ele não devia estar ali. Além de não ser sua sede, o destino de ambos está marcado para daqui a três dias. É um erro se verem assim tão perto do confronto. Namjoon continuou a mirá-lo, esperando por alguma resposta. Jeon hesitou pensando na discussão que gerará se pedir que saia do local. O outro nunca fora do tipo que obedece de imediato. Sempre usa a tática da fuzilada de olhar, como agora. Ele sabe o que está passando em sua mente e tentará convencê-lo do contrário.

— Espero que tenha vindo aqui para procurar meu ponto fraco – Jungkook disse de costas para o outro, enquanto tira as luvas.

— Já encontrei há muito tempo, Pequeno – retrucou, capcioso. Jeon involuntariamente concordou em sua mente. Namjoon notou isso ao vê-lo parar por um instante de desenrolar as faixas do punho. — Vim ver com detalhes sua carinha fofa antes de parti-la ao meio e esquecer como um dia foi – riu, afrontoso.

O outro o ignorou. Esses joguinhos não têm mais graça dada a situação em que estão. Depois da final de meio-pesado, tudo mudará. Um deles será o vencedor da temporada e esses encontros descompromissados irão acabar, ambos são orgulhosos demais para olharem para cara um do outro depois da derrota. Qualquer coisa além de estar no mesmo espaço por obrigação será inadmissível. Não sabem perder, por isso chegaram à final. Por isso Kim continua indo atrás dele, quer manter o que conseguiu com muito custo. E Jungkook não recusa para poder dizer que aguenta de tudo. Porém, agora, o fim da aventura dos dois se aproxima.

Jeon guardou suas coisas na mochila em silêncio. Talvez assim o outro entenda que não dará certo hoje. Mas se enganou. Namjoon se agilizou a cercá-lo. Quando Jungkook se virou, enfrentou o olhar castanho perfurando seus orbes de mesma cor. Perdeu um pouco a autonomia da respiração com a aproximação alheia, centímetros de si, ainda carregando consigo o ar frio do lado de fora em seu moletom. Os lábios carnudos de cor pálida entreabriram e fecharam, a mandíbula trincou como o usual quando está insatisfeito, as pálpebras foram semicerrando sem desgrudar de si. Não gosta de ser ignorado ou que o outro mude seu modo de tratá-lo do nada. Jeon permanece suado, com os fios pretos grudados na testa, os olhos quase arregalados e, a meia luz, suas pupilas perceptivelmente dilatadas retribuem a mesma pressão direcionada a ele. Nunca cede, mesmo que sua inspiração e expiração se desregulem. Aprecia bastante essa característica nele.

— Você vai mesmo – Namjoon fitou os pequenos lábios rosados de Jungkook — deixar essa tensão no ar até a final? – voltou para os olhos.

— Vou – retrucou de imediato. — Terei mais motivação para te deixar estirado na lona – deu um encontrão no ombro do mais alto, saindo de sua frente.

Kim estalou a língua tão alto, irritado com a atitude do outro. Antes que a distância aumentasse, agarrou o braço direito dele e o puxou para si com força. Suas cabeças quase se chocam, entretanto, Jungkook levantou o queixo, o que chegou perto de gerar um selar abrupto entre eles. As respirações se misturaram, o calor do pós treino alheio foi sentido por Namjoon nessa proximidade intimidante. Não estão em coletivas de imprensa ou em apresentações para encenar na academia vazia sobre uma única lâmpada.

— Quer esperar três dias para me jogar na lona, podendo fazer isso agora – sussurrou.

— Sim – respondeu Jeon, mas tremeu ao sibilar. Os dedos apertando seu braço estão encaixando perfeitamente nas cavidades de seu bíceps. Ele sabe como enfraquecê-lo nos pequenos toques. Umedeceu os lábios contendo a vontade de encostar nos alheios tentadoramente tão perto. Namjoon sorriu cínico, depois de alguns segundos.

— Pois eu não quero, Pequeno – rosnou, entre os dentes. Colocou a língua lentamente para fora e lambeu a bochecha suada de Jungkook.

Ele ficou alguns instantes sem reação até Kim envolver lhe a cintura, grudando os corpos. Mesmo com a barreira dos panos, sentiu os músculos trincados do abdômen dele roçando no próprio. Teve de admirar a firmeza e ousadia. Não é de hoje que o faz, mas sempre o encanta com as irises marrons o penetrando determinadas a não o largar essa noite. E como resistir a essa posse impetuosa? Namjoon e Jungkook cozinharam rivalidade por anos, no início desse campeonato que houve a ebulição. Permanecem em ponto de fervência até agora quando deviam estar esfriando. Mas nem os olhos de Jeon são a favor disso. A chama neles está crescendo conforme se mantém preso no rosto desejoso de Kim. Está esperando seu agir; que se entregue ao momento; que esqueça o que aparentam ser no dia a dia e se tornem quem são de verdade. Ele quer o Jeon Jungkook que não tolerou sua provocação mais pesada e criou a relação que ambos têm hoje. Kim Namjoon quer o cara que o encurralou no vestiário, o pressionou contra os armários e o beijou loucamente.

Esse Jungkook ainda existe. Está erguendo as mãos para dentro do capuz, pegando no pescoço grosso e trazendo para si os lábios secos de frio de seu rival. Namjoon reagiu de imediato, tomando a língua quente e aflita. O gosto de isotônico ainda nas papilas invadiu seu paladar. Subiu as mãos pelas costelas, sentindo o ondular dos músculos rígidos através da blusa úmida. Jungkook respirou fundo, adentrando mais a boca alheia. Os dois brincam de gato e rato com suas línguas. Estão tão envolvidos no ato que não pensam em sair dele. Não importa quanto tempo estejam nessa relação vazia, os beijos são ferramentas fundamentais de suas batalhas pessoais. A movimentação de lábios mais gulosa determina quem domina no dia. Jeon está vencendo por puxar os lábios com toda vontade. Jamais resistiu as grossuras saborosas que o Kim carrega acima do queixo, seus olhos são facilmente atraídos pelo excesso alheio e as palavras que gosta de proferir ardilosamente.

Os corações de ambos aceleram com o beijo intenso. É quase concreto um sentimento além do desejo crescendo em seus interiores. Namjoon se arrepia com a massagem que o outro lhe dá na nuca e sobe para seus fios castanhos claros, os puxando ocasionalmente. Está enfraquecendo e deixando que ele continue a enroscá-lo a sua boca. Ama essa atitude rude, mas não ficou parado a espera de que faça tudo. Alisou mais as costas musculosas, os dedos escorregaram no calor e umidade até chegarem as nádegas duras. Circulou de leve, sondando a área e a reação de Jungkook, que não foi negativa, então apertou de mão cheia, trazendo a virilha alheia ao encontro da sua. Um gemido saiu entre os lábios pequenos, Kim aproveitou para ofegar por ter sentido uma breve dormência lá embaixo. Os dois abriram os olhos ao mesmo tempo, a pele clara do rosto de Jeon está sombreada, formando uma expressão obscura a sua delicadeza. Abaixou o capuz de Namjoon e abocanhou-lhe o belo pescoço; lambeu, beijou a pele que agora esquenta e provocou o pomo tremulante. Manteve uma mão ali apoiada enquanto a outra foi para a cintura e, consequentemente, entrou no moletom. Dedilhou a barriga trabalhada em bloquinhos e o quadril descendo em forma de "V" para o volume aumentando gradativamente. Gosta tanto dessa área que seu tesão multiplica. Namjoon puxou a camisa de Jungkook, porém, antes de atender ao pedido de tira-la, apertou o volume grande entre as pernas do outro.

— Ah, seu... – murmurou o Kim, desistindo da ideia inicial e rasgando de uma vez a regata branca. — Putinho safado, quer que eu te soque no cu agora? – pegou o queixo dele com brutalidade e foi fitado com repulsa.

— Não, eu vou socar a sua cara agora – e o empurrou. Namjoon cambaleou para trás, no entanto, foi forçado pelos ombros a se ajoelhar.

Jungkook abaixou o short, expondo seu pênis semiereto. Se masturbou olhando bem nos olhos do mais alto. Sua glande se escondia e voltava a aparecer conforme movia o prepúcio para cima e para baixo. Kim observa atentamente as veias saltando do membro, da mão ágil e do braço musculoso enrijecendo. Toda a visão do Jeon com o peitoral grande e barriga malhada brilhando acima de si é quase um oásis. A fonte de água cristalina jorrará assim que colocar sua boca e beber dela. Namjoon se ajeitou, lambeu os lábios e os mordeu em seguida, preparando-se para encher-se daquele pau grosso. Abriu a boca, encarando o olhar perverso do outro, mas o que recebeu foi um murro na bochecha esquerda da cabeça vermelha melada o fazendo girar para o lado. Voltou a mirar Jungkook que se limitou a arquear uma sobrancelha.

— Doido p’ra me chupar, não é? – repetiu o ato, agora na outra bochecha. — Vai ter que merecer – bateu repetidas vezes nas faces dele, deixando rastros de pré-sêmen.

Namjoon queria parecer irritado, porém está adorando. Jeon o provocou um pouco mais, passando a ponta do pênis em sua língua muito rápido. Pode sentir o gosto do fluído transparente e aquilo o atiçou mais no baixo ventre. Segurou os quadros do outro, determinado.

— Eu mereço! Me fode até perder a voz – declarou, praticamente suplicando. — Me sufoca com seu pau, me faz te engolir todo – se aproximou do falo. Jungkook o levantou, pensando, depois o estapeou diversas vezes na testa do mais alto, ponderando a sugestão.

— Se prepara, – agarrou as madeixas de Namjoon — vou arrombar sua garganta. — bateu a cabeça do cacete uma última vez na língua dele, antes de se empurrar para dentro.

Kim já saliva bastante em ansiedade. Somente a glande inchada foi acolhida de início. Foi-lhe permitido um tratamento calmo na região, onde pode chupar como bala, circular a língua e cutucar a fenda. Arrancou arfares, gemidos contidos e contrações no corpo alheio. Namjoon encarou o rosto sofrido de prazer, com pálpebras cerradas. Está fazendo um bom trabalho, então irá avançar. Abocanhou mais da metade do membro quente, chupou até a cabeça e refez. O pau balançou, tocando a entrada da garganta. Em reflexo, afundou os dedos nos ossos da bacia de Jeon.

— Porra, eu vou te foder tanto – declarou pela dor que sentiu, apertando mais os cabelos castanhos do outro. — Vou te meter com tanta força.

Baba escorreu da boca de Namjoon quando se preparou para o que está por vir. O falo foi enfiado de uma vez, ficou parado, saiu e entrou de novo da mesma forma. Perdeu o fôlego por um momento, depois se acostumou com os movimentos e buscou pressionar mais os lábios contra a ereção latejante. Jungkook que o conduziu, puxando e empurrando a cabeça do Kim, em alguns momentos também mexia sua pélvis. A respiração de Namjoon foi pesando e gerando cócegas nos pelos do Jeon. Ele riu.

— Ah, isso é muito bom – bradou de olhos fechados. Seu ânus está se contraindo e seu interior formiga. Kim desceu as mãos para a bunda do outro, a apertando. — Caralho, Namjoon – gemeu.

O boquete continuou com Namjoon as lágrimas, todo babado, os lábios vermelhos de tanta circulação sanguínea exigida pelo ato. Mal os sente, mas é tão satisfatório chupar o pênis grosso do Jeon, serpentear pelas saliências e sentir que ele está assim, duro e desejando que Kim faça o trabalho que o deleite. Poderia ser qualquer um em seu lugar, mas ele o escolheu. Seu coração chega a bater mais forte por ser a única pessoa de Jungkook no momento. O único a quem ele geme o nome.

— Ah, Nam... – nem conseguiu terminar. Grunhiu com a forte sensação muito perto do orgasmo. Soltou os fios enrolados nos dedos, suas pernas bambearam, Namjoon segurou as coxas torneadas e tirou o pau da boca, mas permaneceu perto para receber os jatos. Parte do líquido branco caiu na língua, outra parte se espalhou pelo rosto e pingou no chão. Namjoon limpou o rosto com os dedos e saboreou o salgado amargo antes de engolir. Jungkook acompanhou tudo, amando ver o Kim tão satisfeito. Pegou o próprio membro e o pressionou na covinha alheia que apareceu ao sorrir.

— Você me serviu bem – zombou.

— Agora é o meu round, Pequeno – Namjoon disse falhado, passou os braços por entre as coxas dele e o derrubou. Jeon caiu de costas no chão, o que doeu. — Minha vez de te foder, perdedor – tirou o moletom, finalmente revelando seu físico de peitoral farto escorrendo como mel para a barriga trincada, braços grandes como montanhas e clavícula marcada com trapézios saltados atrás. Jungkook quer lambê-lo por inteiro e oscilar por cada músculo a sua disposição. Kim arrancou o short das pernas dele. — Vou arrombar seu cuzinho sem dó – abaixou para sussurrar rouco no ouvido do outro, apoiando as mãos ao redor. — Vou te nocautear pelo cu, Jeon Jungkook – Jeon segurou nos braços grossos do outro ao estremecer com suas palavras. — Você não vai sair da cama até a final.

Namjoon o beijou com violência, sedento, apressado e devorador. Jungkook aproveitou para alisar todo o corpo escultural acima, arranhou o abdômen sarado e escorregadio, apertou os peitos cheios de calor com o coração pulsando desesperado por dentro. Permaneceu com a mão ali, até quando se separaram e fitaram um ao outro. Kim está descabelado, pingando de suor e corado. Continua lindo, como em dias de luta, exalando confiança e rivalidade; quanto em dias comuns que posta fotos nas redes sociais, abstraído do esporte. Namjoon é lindo de qualquer maneira. Personalidade brilhante e jeito sedutor permeiam por suas faces em todas as ocasiões. Antes de entender que sempre é assim, se irritava ao ponto de achar que era ódio o que sentia, mas estava se atraindo mais e mais pelo rival. A cada encontro foi se encantando por ele e seu jeito chato de ser. Não consegue enxergá-lo de outra forma exceto como quem roubou seu coração.

O Kim pegou algo no bolso da calça e a abaixou. O membro duro pulou para fora com a cabeça cintilando de pré-gozo. Rasgou a embalagem da camisinha e, enquanto a coloca, Jungkook ajeitou as pernas para que Namjoon se encaixe melhor. Então, rasgou o sachê do lubrificante, jogou metade no pênis coberto. Com uma das mãos, levantou o quadril de Jeon que começou a reclamar da demora. Seu cu pisca timidamente ainda sobre efeito do orgasmo. O mais alto riu ao imaginar o estrago que fará naquele lugar tão fechado. Derramou o restante do lubrificante ali. Viu os pelos do outro eriçar e os lábios murmurarem xingamentos manhosos com a baixa temperatura do líquido. Um pouco entrou pelo orifício inquieto e formou bolhinhas, um caminho molhado escorreu entre as nádegas abertas.

— Puta... que pariu – Jungkook proferiu, ofegante, agarrando com força os braços musculosos alheios. — Me fode logo, seu vagabundo desgraçado – pressionou os joelhos na lateral das costelas dele.

— Argh, mas eu quero aproveitar esse momento de glória – prensou dois dedos na entrada, Jeon gritou. — Vai, abre p’ra mim, Pequeno – se inclinou para que seu rosto fique próximo do dele. O ânus retraiu mais ao suspirar. — Deixa eu sentir o quanto me quer te fodendo, Jungkookie – mordeu o lábio, vendo o outro revirar os olhos. O caminho está estreito, mas conseguiu alcançar a parede curva, fazendo Jungkook soltar um choramingo e se tremer. — Isso, – cutucou mais — chore muito – o pau alheio balançou, sensível.

Namjoon tirou os dedos, admirando o tórax malhado de Jeon inflar e esvaziar junto com a própria pulsação no baixo ventre. Pegou o seu falo e rodeou o orifício lentamente com a ponta escorregadia. Jungkook socou seu peito de raiva, rebolou tentando ser invadido, mas não conseguiu, Kim levantou o pau e segurou sua bunda.

— Ai, filho da puta – reclamou Jeon com o rosto retorcido, batendo os pés no chão e o apertando mais nos braços.

Só pelo xingamento, Namjoon se colocou por inteiro em um apertado Jungkook. Ele ficou mudo, de boca aberta até bufar. Kim pegou as coxas grossas com seus braços fortes, enquanto o outro voltava a respirar, logo iniciou a socada violenta que balança o corpo inteiro de Jeon. O mais alto teve o tronco tateado sem propósito aparente pelo desnorteado abaixo de si que só gemia entre cortado. Seu rosto voltou a ter cor, seguindo para os tons avermelhados como tomates recém lavados. Os olhos escuros e marejados se abriram mirando Namjoon atento a cada uma de suas expressões. Extasiado, é como Jungkook está. Sua boca foi esboçando um sorriso torto, no canto escorreu uma gota de saliva que o outro se deu ao trabalho de curvar o corpo e a recolher com a língua. Ama o gosto de Jeon Jungkook, ama lhe proporcionar prazer, ama seu jeitinho irritadiço, ama tê-lo para si. O beijou de novo, agora não mais agressivo, entretanto, apaixonado como nunca. Explorando cada lugar com carinho e dedicação, estocando no ritmo das batidas cardíacas de ambos. Está fazendo com amor.

Parou um pouco para a frustração do sedento Jeon. Passou os braços grossos envolta de sua cintura, o erguendo. Sentindo o latejar do cacete dentro de si e os bíceps o afinando mais, Jungkook ficou mais excitado com a elevação. Prendeu as pernas em volta do mais alto e os braços no pescoço. Namjoon mordiscou o peito do outro, enquanto leva ambos para um canto próximo, atrás do saco de areia onde a luz artificial mal alcança, mas a lua cheia brilha pela janela. As costas desnudas de Jeon encostaram nas barras de ferro horizontais geladas, arrepios percorreram por seu corpo, o arqueando e fazendo gemer por reflexo. Kim o chacoalhou e reiniciou as investidas. Jungkook roçou nas barras, as rolou para cima e para baixo. As mãos de Namjoon saíram da cintura para abrir mais as nádegas, tirando o apoio do outro em seu pescoço, o obrigando a ter de desviar os braços dele e segurar nas barras.

Com mais firmeza, os dois conseguiram retomar a mesma velocidade de antes. Jungkook quicando como se estivesse numa cama elástica, que só aumenta seu impulso, e Kim metendo como se martelasse um prego. Está mais fácil do outro escorregar no pau, seu reto se acostumou com o formato do mais alto. Agora o maior esforço é se manter nessa posição onde usa a força de seus braços grossos para realizar o movimento de sumir e descer. E, é claro, o principal de tudo: Namjoon voltar a golpear sua próstata. Garantiu que o nocautearia. Terá de fazer todo o trabalho? Rebolou para encontrar a direção certa, porém foi parado.

— Já quer acabar com a brincadeira, fofinho? – Kim indagou, cínico. O fodendo como antes.

— Seu escroto do caralho – grunhiu, voltando a sentir um formigamento de novo em seu interior. A raiva aumentou sua excitação. — Eu te odeio.

— Eu te amo – sussurrou Namjoon, tocando a testa no peitoral suado do Jeon.

Ele ficou imóvel. Kim levantou a cabeça, o outro fitou sua única face visível a luz lunar. O costumeiro olhar malicioso não está ali, são centenas de pontinhos brilhantes que o encaram de volta com a expressão óbvia de sinceridade. Completamente inesperado. Não devia ter dito isso quando estão num momento tão carnal e corriqueiro deles; quando estão as portas de competir pelo Cinturão do Campeonato que mudará suas vidas; quando deviam terminar. No entanto, Jungkook reagiu de outra forma, seus olhos marejaram por um sentimento que o invadiu como um oceano turbulento, acelerou seu coração como doses altas de adrenalina, careceu de se soltar e o abraçar forte. E o fez, a retribuição foi imediata. Kim também está chorando, ele finalmente pode externar seus verdadeiros sentimentos. Jeon não é um caso, é uma paixão avassaladora de mais de um ano. Iria explodir caso não se declarasse. Jeon aceitou seu amor, pois, no fundo, é recíproco. Não manteve esse relação por Namjoon ser um gostoso e bom de transa – mesmo sendo verdade –, mas porque eles tem algo diferente.

Se afastou um pouco e limpou as lágrimas do mais alto. Em seguida o beijou como havia sido beijado antes: com paixão. Kim Namjoon é mesmo um lindo homem que escondeu seu coração o irritando por tanto tempo. Está feliz por enfim ver esse lado dele.

— Então, – desfez o beijo — você não disse que ia me nocautear? Deixa que na final dou o troco – provocou.

— Eu vou te destruir, Pequeno – o ergueu mais alto, pressionando a bunda e deixando marca. Seu pênis saiu todo dele para o adentrar com completo.

As quicadas voltaram e as estocadas atingiram o local certo com violência. Jungkook começou a uivar descontrolado para a lua lá fora com Namjoon harmonizando. Mesmo com seus músculos dando sinais de fraquejar, aumentaram a velocidade conforme ambos fervem, pingam e pulsam um pelo outro. Kim começou a tremer e gritar mais alto, seu rosto retorceu, está muito perto. Jeon se apertou mais para facilitar. O orgasmo dele veio, pinicando o baixo ventre, comprimindo o ânus e esquentando o membro com camisinha cheia de sêmen. Ainda assim, Jungkook não parou de pular nele, também está perto. Muito perto. Namjoon o masturbou avidamente, observando os músculos do outro vibrarem. Numa última socada bruta, Jeon também gozou, espirrando líquido branco para todo lado. Entre arfares exaustos, mais uma vez eles se beijam com amor. E a luz da lua, Jungkook também profere:

— Eu te amo, Monstrão.



———————————————————



O fatídico dia chegou. No vestiário, mesmo separados, os dois sentem a aflição de ter de enfrentar quem amam. Justo nessa temporada tinham que ter embarcado na montanha russa da paixão? Ambos querem vencer, mas não querem machucar um ao outro. Darão tudo de si e isso custará o que descobriram há pouco. Boxe é um esporte violento, já assistiram de perto competidores que jamais saíram do tablado com vida. E se a vitória lhes custar isso? Ou até firam seus orgulhos e optem por um fim no que criaram juntos? Questões demais para suas mentes que irão à luta.

Nenhum dos dois conseguiu ouvir as orientações do técnico. O barulho da arena não ajudou a organizar os pensamentos nos últimos segundos. Já conseguiram se ver do outro lado do ringue. A tensão não amenizou, pelo contrário, aumentou com o sexo de dias atrás e as declarações. Jungkook ajeitou o cabelo preso num rabo de cavalo, enquanto a equipe discute algo que não deu importância. Em sua cabeça só há Kim Namjoon, o único homem entre ele e o título de campeão da temporada. Do outro lado, Namjoon também mantém Jeon Jungkook em mente, mas tem os olhos no Cinturão dourado no alto do ringue. Lutará de forma justa, os sentimentos não devem interferir em seu desejo de realização pessoal. No entendo, pensar em desferir um soco no rosto delicado do outro, estilhaça seu coração apaixonado.

Hora do confronto. Os dois subiram no tablado. Protetores bucais e luvas ajustadas, o juiz os anunciou:

— De azul, Kim "The Monster" Namjoon, pesando setenta e nove quilos, duzentas e treze gramas – indicou a sua direita. — Contra o de vermelho, Jeon "Lil Bunny" Jungkook, pesando setenta e oito quilos, novecentas e noventa e oito gramas.

Estabelecido o acordo com o juiz do ringue, foi dado o sinal. Nem haviam começado e Namjoon já reluz como caramelo. Cabelos penteados para trás, olhos assassinos afilados e feição ameaçadora, tenta avançar, mas recua testando o oponente. Jungkook não está muito diferente, seus olhos se atentam a cada abertura possível. Mas o Kim é muito habilidoso, as chances de vacilar são maiores para si por buscar falhas demais. A primeira investida veio com o soco cruzado que raspou seu queixo. Tentou revidar com o gancho, mas também errou. Nesses primeiros segundos fica evidente a dificuldade que será conseguir vencê-lo.

O primeiro round terminou com Namjoon tomando a frente, ele conseguiu acertar Jungkook duas vezes. No segundo, aconteceu o mesmo. Seu técnico começou a gritar mais consigo, está distraído. Como pode estar deixando escapar tão fácil algo que sonha obter há anos? Tem de mostrar ao outro que não enfraqueceu após tudo que tiveram. Está aqui para ganhar. No terceiro round, se recuperou e no quarto também, mas Namjoon voltou com tudo no quinto e lhe deu um soco tão bem dado que seu nariz não para de sangrar. Durante o intervalo, viu de soslaio seu olhar preocupado, talvez até arrependido. Ele precisa acreditar que isso foi nada, Jeon já levou pancadas muito piores. Os sexto, sétimo, oitavo e nono rounds foram consecutivamente, Jungkook, Namjoon, Jungkook e Namjoon vencendo. Está bem acirrada a pontuação de dois de diferença e, nesse ritmo, é arriscado se acomodar. Precisa terminar a luta o quanto antes. Precisa do nocaute.

O décimo round começou. Ambos tiveram a mesma ideia no final, só o nocaute vai resolver. Se circularam, procurando brechas, tentaram alguns golpes óbvios, se defenderam, e numa dessas Jungkook deu uma abertura absurda de puro descuido que o Kim não perdeu, mas a executou mal por não ter se preparado bem, abrindo também uma brecha tão perfeita. Jeon já estava em posição para o cruzado certeiro. Conseguiu ver a trajetória infalível para o fazer cair e não acordar. No entanto, Kim torceu o pé ao tentar escapar de última hora e sua ação o fez agachar abrupto e cair para trás. Jungkook golpeou o ar e Namjoon ficou no chão, desacreditado com a besteira que fez. O juiz parou a luta, o técnico do Kim gritou enfurecido com sua ação. Com os poucos segundos que faltavam para o fim do round, os dois ainda tentaram desferir golpes mortais, porém em nada surgiu efeito, exceto para a pontuação final. Namjoon cometeu uma falta média e Jungkook teve vantagem de agressividade. O peso da pontuação caiu sobre si e ele foi declarado o vencedor do Campeonato de Meio Pesado.

Jeon não sabia como reagir, estava feliz por ter vencido, contudo, triste pelo outro. Eles lutaram de forma justa, ambos mereciam o cinturão. Com a muvuca se acumulando no tablado não conseguiu mais encontrar o Kim. Queria falar algo para ele, o encorajar ou só dizer para não desistir deles. O restante da noite foi pura comemoração com uma mistura de cuidados médicos dados nos ferimentos feios de Jungkook. Mas não conseguiu dormir, pensando no que será dele e de Namjoon agora. Acabou assim ou tentarão conciliar as duas vidas como antes? Muitas dúvidas e só numa certeza: ele frequenta o hospital da outra cidade para se tratar e certamente, Jungkook irá vê-lo. Kim saía pelas portas automáticas quando avistou um enjaquetado Jeon, apoiado no próprio conversível grafite.

— Já foi atendido? – Namjoon perguntou, sarcástico, encarando o rosto ainda marcado do outro dias após a final.

— Tenho meu próprio médico – respondeu, pomposo.

— Esnobe – deu-lhe uma leve careta.

— Ei, sabe... – tentou começar algo que ensaiou no espelho por horas. Está receoso se deve mesmo perguntar, enquanto põe o cabelo atrás da orelha. — O que a gente tinha conversado. Você...

— Realmente me nocauteou – interrompeu, parando ao lado dele.

Jungkook o encarou imaginando o que quer dizer com isso. Sua pulsação já acelerou sendo qual for a resposta. Afinal, todas as manchas em seu rosto foram causadas por ele. Sente-se envergonhado, mesmo não devendo. Realmente ama esse cara idiota. Não quer abrir mão dele.

— Olha, não vem com ironias. Estou falando sério.

— Eu também – ele deu um passo a frente. — Você me nocauteou – pegou a mão de Jungkook – bem aqui. — a colocou sobre seu peito esquerdo.

Jeon não sabe se o abraça, o soca mais ou chora. Por que ele tem de ser assim? Seu rosto esquentou, tirou a mão dele.

Namjoon riu, contente. Não é mentira, está tonto há muito tempo por ele e continuará por muito mais, só que na próxima temporada, o cinturão será seu.

— Onde vamos, Pequeno? – deu a volta no carro.

— Eu não planejei nada – disse, tímido.

— Pensou que eu fosse te rejeitar por ter me vencido? – riu. Jungkook ligou o carro. — Posso acabar com você de outras formas, Pequeno.

Jeon arrancou muito brusco com o veículo por conta da fala do outro que só continuou a rir. Os dois estão a aprender que acabam um com o outro facilmente. Nocaute entre eles não é tão difícil quanto em uma competição real. Ao anoitecer, já voltarão a se enfrentar, só que entre quatro paredes.

3 de Septiembre de 2020 a las 22:07 0 Reporte Insertar Seguir historia
0
Fin

Conoce al autor

aura etheral ╰╮ ⠀Ficwriter sim, surtada também ⌇ ele - elu - ela ⌇ Também estou no Wattpad, Spirit: @AuraEtheral

Comenta algo

Publica!
No hay comentarios aún. ¡Conviértete en el primero en decir algo!
~