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Renata e Bruna eram gêmeas idênticas, mas suas escolhas na vida não poderiam ser mais diferentes. Enquanto Renata valorizava o amor, Bruna era ambiciosa e movida por seus desejos. Talvez por isso, ela nutrisse profundo ódio de Rainen, o escolhido de sua irmã, um simples mecânico, "comedor de graxa", como ela o chamava. Após várias tentativas de separar o casal, a vida acabou pregando uma peça em Bruna, que, relutante, acabou sendo obrigada a observar de perto o cotidiano simples do casal, o fogo que os consumia e a forma que Rainen tratava Renata: os carinhos, o sexo, o domínio e a felicidade. Agora, ciente de suas escolhas e de que pode isso lhe custar o resto de sua integridade, Bruna busca ser amada da mesma forma que a irmã.


Romance Romance adulto joven Sólo para mayores de 18.

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Prólogo + 001

“Hospital… Hospital…”.

A palavra ecoava em sua mente, desde que recebeu a ligação. Por isso um turbilhão de emoções o tomava, mas continha-se. Avisou à secretária que não retornaria, entrou no elevador e logo chegou à garagem. Os faroletes da caminhonete piscaram quando o alarme foi desligado no controle remoto. O rapaz entrou na caminhonete e deu partida, de imediato, o motor rugiu como uma fera faminta, e, em seguida, ronronou, aguardando o próximo comando.

Abaixo do capô, peças artesanalmente confeccionadas e bem reguladas, que geravam 800 cavalos de potência. O rapaz pisou na embreagem e engatou a transmissão, pisou o pedal do acelerador e, sobre o capô, o blower abria e fechava as entradas, acompanhando a aceleração, empurrando o ar para baixo e aumentando a queima de combustível. Abaixou a alavanca do freio-de-mão, enquanto soltava o pedal da embreagem, e a energia era transferida para as rodas, fazendo com que o veículo se movimentasse.

Saiu da cobertura da garagem e ganhou as ruas nubladas e chuvosas, mas de trânsito tranquilo para o horário das 20 horas. Contudo sua preocupação naquele instante era chegar ao seu objetivo.

“Meu Deus, e agora? O que fazer?”

Mesmo que, meses atrás, tivesse se preparado mentalmente para a situação, agora, que o momento chegara, sentia certo temor pelo futuro. Guiava calmo pelas alamedas, com o barulho do motor demonstrando impetuosidade.

“Como chegou a tudo isso?”, pensou ao parar em um semáforo com a luz vermelha.

Ali, como um lampejo, a sua mente voltou alguns verões, mostrando-lhe toda a história, tão cristalina quanto os pingos d’água que caíam sobre o para-brisa…

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ARCO 1: APRENDIZADO

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Anos antes…


Como era final de ano letivo, véspera de provas, a escola estava lotada. Estava na hora do intervalo e, como de costume, os alunos rumavam para a lanchonete. Não diferente, o rapaz serviu-se e sentou-se em uma das mesas, próximo às janelas, onde espaços vazios sobravam.

De um lado, a refeição; do outro, a revista automotiva aberta. Era apaixonado por carros e suas inovações tecnológicas, sendo assim, sempre que possível, mantinha contato com o tema. Lia? Não! Devorava livros e artigos que mencionassem qualquer coisa sobre o assunto. Era o que fazia naquele momento, quando algo rolou no chão ao seu lado. Aquilo, de coloração clara, chamou sua atenção. Ele suspendeu a leitura sentindo o toque em seu tênis. Abaixou-se procurando o que seria, quando a encontrou, amarelada, atrás de seu pé:

— Uma laranja, disse, segurando-a.

Então o pedido:

— Pode me devolver?

O tom de voz era agradável, ele virou-se para a direção de onde vinha. Ali viu a garota em pé, num vestido azulado e com sandálias marrons. O rosto mostrava singela beleza e ela possuía bom porte físico. O cabelo claro, um pouco bagunçado, contrastava com a postura e o olhar firmes. A jovem aguardava que ele a obedecesse.

— Uma fruta que se move sozinha… — Analisou. — Aonde chegaremos com tanta tecnologia?

A garota sorriu e ele também.

— Escapou-me, nada mais — ela disse, com candura.

— É claro. — Sorriu, devolvendo-lhe a laranja.

— Obrigada!

Pensou que talvez fosse esse o contato mais direto que tivera com uma garota durante todo o tempo em que cursou o 2º grau. Bem, ao menos com uma que chamasse sua atenção. Ficou tão impressionado com o acontecido que se esqueceu de se apresentar, e quando se deu conta, ela já lanchava numa mesa um pouco distante. Por isso animou-se.

“Quem sabe será um ano diferente?”

25 de Junio de 2020 a las 22:14 0 Reporte Insertar Seguir historia
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