luraywriter Luray Armstrong

Não importava o que ele dizia. Não importava o que ninguém dizia. Nada importava. Porque quando ele chegava em casa cansado era Eijirou quem se deitava ao seu lado e o abraçava. Mesmo que fosse apenas a sombra do que um dia ele foi, nada importava. Pois Katsuki sempre o amaria. aviso: angst, deathfic, morte


Fanfiction Anime/Manga No para niños menores de 13.

#21adele #morte #deathfic #angst
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CAPÍTULO ÚNICO - CRAVOS VERMELHOS

notas:

Esta fic foi inspirada pela Lovage Santoro, num desafio sobre o álbum 21 da Adele. Eu escolhi Lovesong pq combinava muito com um plot de death fic q eu tenho há séculos, tinha até um rascunho bem pequeno escrito com o shipp SasuNaru, mas claro, o personagem não é meu preferido até eu matar ele numa fic né rs, ou no mínimo fazer ele sofrer bastante k.

Espero que gostem! Comentem!





Katsuki abriu os olhos lentamente, observando os fios vermelhos, era tudo o que podia ver. Acordar ao lado de Eijirou era sempre assim, o brilho do sol banhando as mechas vermelhas, era como olhar diretamente para o fogo.

Ele inspirou fundo, o cheiro doce da mistura de cremes que sempre estava no cabelo do marido enchendo seu olfato. Sorriu. Amava o cheiro do cabelo de Kirishima.

Ou melhor, Kirishima-Bakugou.

Uma risada besta escapou de seus lábios. Mal podia evitar de se sentir emocionado ao lembrar que estava casado com aquele idiota. Que um homem como Eijirou poderia realmente tolerá-lo e até amá-lo, casar-se com ele, morar com ele. Se sentia sortudo.

Uma dor apertou seu peito, mas logo ele ignorou quando Eijirou se virou e o olhou nos olhos, o rosto inchado e marcado pelo sono, a preguiça explicita em sua expressão. Ele se agarrou ao corpo de Katsuki, se enfiando no espaço entre a cabeça e o pescoço do loiro.

— Bom dia, amor. — Eijirou falou ainda escondido, e Bakugou pôde sentir o sorriso que se espalhava pelas bochechas dele.

— Bom dia. Eu tenho que levantar, você sabe, né? Assim eu vou me atrasar. — Katsuki respondeu, apesar de estar abraçando Eijirou forte naquele momento, como se não o visse há anos e não há apenas algumas horas.

— Tudo bem, pode ir. Vou estar aqui quando chegar.

Eijirou sempre dizia aquilo quando saía antes dele.

Katsuki seguiu para o banheiro, se vestiu e comeu. Eijirou permaneceu embolado na cama no meio das cobertas, colocando a cabeça pra fora apenas para receber um beijo de Katsuki antes de sair.

O loiro seguiu para o trabalho com cuidado e em segurança, se trocando ao chegar na agência e saindo para a patrulha. Os sorrisos bestas que dava ao lado de Eijirou e o calor que ele sempre o fazia sentir há muito esquecidos. Sabia que só os teria de volta quando estivesse sozinho com ele de novo.

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A noite Katsuki já estava mais satisfeito, chegando em casa e sendo recebido por Eijirou. Juntos, rapidamente fizeram o jantar da noite, a comida quente e gostosa os aquecendo durante uma conversa calma sobre o dia dos dois, os vilões que Katsuki enfrentou hoje, lembranças de tempos passados, a vida na UA, o dia mágico do casamento, os amigos.

E assim, pouco depois Katsuki tomou banho com Eijirou, se deitando ao lado dele para o fim de mais um dia, os cabelos vermelhos mais uma vez cobrindo sua visão.

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Pela manhã Katsuki acordou cedo, logo lembrando que tinha aquele dia de folga e se arrependendo. Seu perfeito relógio biológico era uma maldição, às vezes. Ele apertou mais Eijirou em seus braços, sentindo o cheiro do corpo dele e e logo caindo no sono mais uma vez. Não tinha pressa alguma para viver aquele dia.

Mais tarde Katsuki acordou sentindo Eijirou descer com beijos carinhosos por seu abdômen, o rosto brincalhão como o de uma criança aprontando. Ele logo puxou o rosto sorridente para perto do seu e o beijou, se sentindo puro, livre. Se sentindo amado.

— Vamos assistir "A Princesa e o Sapo"?

— De novo, Eiji? Você não cansa desse filme? A gente assiste ele quase toda semana há anos.

Eijirou não respondeu, só fez beicinho como um filhotinho que caiu do caminhão da mudança e se perdeu dos donos. Katsuki apenas suspirou e levantou, pegando o notebook para colocar em seu colo e assistir o filme.

O ruivo se agarrou ao marido e não tirou os olhos da tela nem por um segundo, atenção completamente voltada para o filme que passava, rindo, chorando e cantando todas as músicas.

Na primeira vez que assistiu o filme, Katsuki o achou uma grande besteira, apesar de algumas músicas ficarem na sua cabeça e definitivamente adorar o espírito trabalhador de Tiana. Era uma das coisas preferidas de Eijirou no filme também.

Há algum tempo Katsuki se pegava pensando no personagem Ray, o preferido de Eijirou, como ele era apaixonado pela estrela, como morria e como supostamente ele se tornava uma estrela, destinado a brilhar ao lado de sua amada para sempre.

Katsuki não era do tipo poético, romântico, religioso, nem nada disso. Na verdade, era bem cético. Mas hoje, gostava de acreditar que Ray realmente tinha ido brilhar ao lado de Evangeline toda noite. Finalmente junto de quem amava.

Gostava de acreditar que se amasse muito uma pessoa, a morte não ia separá-los para sempre.

Quando o filme acabou, Katsuki e Eijirou prepararam o almoço juntos, comendo o prato preferido de Eijirou. Depois de mais algumas horas, Katsuki finalmente se arrumou para o que estava procrastinando o dia todo.

Ele se vestiu, arrumou o que tinha que levar e só parou para pegar os cravos vermelhos na floricultura, levando o buquê enorme em seus braços.

Após pegar um táxi e andar pelo que parecia um labirinto, Katsuki parou de frente ao túmulo no cemitério. Já era fim de tarde. Ele encarou o nome e a data com pesar.

Eijirou Kirishima-Bakugou. Nascido em 16 de outubro de 1988. Falecido em 19 de junho de 2017.

Três anos da morte dele se passaram e Katsuki ainda via Eijirou em todos os lugares e era capaz de jurar que conversava com ele. Nenhum psiquiatra ou psicólogo ia além de “estresse pós-traumático” ou depressão. Tinha sorte de não ter sido internado ainda.

Sorte e o fato de ter parado com a terapia, dizendo que já podia lidar com seu luto e se sentia muito melhor.

Mentira.

Jamais se sentiria melhor depois de ver Eijirou lentamente morrer em seus braços durante de uma missão, tendo que escolher entre lastimar a morte de seu amado e segurá-lo em seus braços nos últimos momentos e salvar a vida de uma grávida com seu pequeno filho.

Murmurando um ‘Eu te amo’ engasgando e mostrando o seu sorriso pela última vez, Eijirou o deixou. Salvou uma família inteira. Um marido teve sua esposa de volta. Uma mãe não teve que lidar com a morte da filha. A terceira filha do casal não ficou órfã. Tudo porque Katsuki salvou aquela mulher, evitou sua morte.

Mas ele não pôde salvar Eijirou. Não evitou a morte do homem que mais amava no mundo todo. Os filhos que eles planejavam adotar jamais teriam Eijirou como pai, eles nunca pintariam juntos o quarto da criança, nunca iriam juntos às comemorações de escola, nunca o veriam se formar, namorar, sair de casa. Lhes foi tirada a chance de envelhecer juntos, cuidando um do outro.

Katsuki teve que lidar com a morte de marido. As mães de Eijirou tiveram que lidar com a morte do filho. O país viu a queda de um herói. Nenhuma honra ou glória traria Eijirou de volta. Nenhuma cerimônia ou homenagem dos fãs apagaria a dor no coração de Katsuki.

Ele jurava que podia sentir o toque, ver, ouvir a voz de Eijirou. Sempre que estava sozinho. Sempre que estava sozinho com ele.

Se abaixou para colocar o recipiente pequeno com a comida favorita dele e o buquê na frente do túmulo, abrindo espaço entre os outros buquês e presentes de fãs e outros heróis. Era um pouco reconfortante ver que não era o único sofrendo, ver que não era o único que lembrou.

Eijirou ficaria feliz em receber todo aquele amor, todo aquele carinho.

Amanhã é o dia de visitar suas sogras. Ele nunca via ninguém naquele dia, não podia suportar interação humana, os olhares de pena ou qualquer palavra de outra pessoa. Precisava ficar sozinho. Sozinho com Eijirou.

Desviou o olhar do túmulo e suspirou. Eijirou sorria para ele, em pé atrás do próprio túmulo. Katsuki não segurou as lágrimas que escorreram por seu rosto.

— Amor, vai para casa. Não é bom você ficar aqui. Está frio.

Não havia por que ficar ali muito mais tempo. Corria o risco de encontrar outra pessoa indo visitar o túmulo e isso ele não suportaria. Por isso, voltou para casa para ficar sozinho.

Sozinho com Eijirou.

Estava mesmo muito frio.






notas:

“Os cravos vermelhos são usados para representar a ideia de viver para a pessoa amada”

fonte: https://gruposaojudastadeu.com.br/flores-no-velorio-voce-conhece-o-significado/

Espero que tenham gostado e lamento partir o coração de vcs assim kkkk

Vcs sempre podem ir ler Brofriends, só ir no meu perfil, procurar a fic e se encher de comédia, romance e fluffy.

Aqui só tem angst e morte, beijão e até a proxima!

19 de Junio de 2020 a las 21:23 0 Reporte Insertar Seguir historia
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Fin

Conoce al autor

Luray Armstrong Oiii Sou não binário e pansexual. Pronomes masculinos: ele/dele. Obrigado! Viciado em: SasuNaru, KiriBaku, WangXian. No meu perfil você encontra fics de Naruto, BNHA, PJO e em breve MDZS. Sejam bem viad0s! arte do perfil: Nathy Maki

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