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Sasori amava criar bonecas. Bonecas humanas, e ela mesma era a sua melhor criação.


Fanfiction Anime/Manga Sólo para mayores de 21 (adultos).

#sobrenatural #violência #Sakura-e-Sasori #bonecas #obcecado
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Você é a minha melhor criação

Sasori estava sentado ao lado da janela a um bom tempo, observando a forte chuva que caía naquela noite particularmente fria. Foi em uma noite como essa que toda sua vida mudou.

As lembranças do passado vinham de forma automática a sua mente, a lembrando de quem um dia já foi. Já havia se passado anos desde aqueles acontecimentos, mais ainda assim, eles pareciam bem vívidos na memória. Era assim, algumas feridas não costumam se curar com o tempo. E talvez a dele fosse eterna: um peso que carregaria até a morte.

Um forte clarão cortou o céu, seguido de um estrondo. Quando era criança tinha medo dos barulho dos trovões, na verdade ele sempre teve medo de muitas coisas, como fantasma, mortos vivos, vampiros e coisas desse tipo, talvez fosse medos normais para uma criança.

Mas não era isso que o fazia diferente dos outros meninos de sua época, e sim o fato de gostar de bonecas. E não era isso sua maiorpeculiaridade e sim o que se fazia com as bonecas. Costumava cortar suas cabeças, olhos, braços e cabelos, tudo o que conseguia, e reconstruí-las a sua própria maneira. Ainda se lembrava claramente de como as bonecas depois de serem reconstruídaspor ele tinham a aparência e forma bizarra. Às vezes achava que elas pudessem até estar vivas, mas sua mãe lhe dizia que era tudo fruto de sua imaginação.

Por causa desse seu hobby peculiar, sofreu bullying durante toda a infância. Foi no começo da adolescência que as coisas tomaram um rumo bizarro. Em sua escola havia um típico valentão chamado Kisame, e por ser um garoto fraco, era alvo constante dele e de sua turminha. Sempre sendo humilhado e julgado na frente dos outros. Lembrava-se que havia ficado farto disso e como um escape, criou um boneco igual a Kisame, até os mínimos detalhes fez questão que fossem iguais. Era como olhar para uma mini versão do valentão, e mais uma vez aquela sensação de como se boneco estivesse vivo o deixou meio atordoado. Mas essa sensação passou rápido pois assim que cortou a cabeça do boneco e cada parte do seu corpo, sentiu-se renovado. No outro dia toda a escola estava de luto pois Kisame havia sido morto por esquartejamento e o assassino nunca foi encontrado.

E isso nunca saiu de sua mente. Seria ele a ter feito aquilo? Se fosse algum outro adolescente em seu lugar naquela época, com certeza teria surtado e em seguida estaria se culpado pela morte do rapaz. Porém, ele não. Ah, não havia sentido nenhum remorso diante da possibilidade de ter matado alguém. Nos outros dias que se seguiram, criou mais bonecos, cada boneco era igual a um membro da antiga turma de Kisame que havia lhe perseguido por anos, e para testar se não havia sido só coincidência, torturou cada um dos bonecos estraçalhando todos os corpos. Nos dias seguidos, sua escola entrou em luto novamente pois vários alunos foram encontrados com os corpos estraçalhados em pedaços.

Não sabia que podermaquiavélicoera aquele que possuía, mas não se importava, era excitante ter a vidas de todos na palma de suas mãos sem que eles saibam. Foram vários anos de mortes horrendas em sua pequena cidade: os jornais chamavam de carnificina em massa,já ele de arte pura e bela. Tudo parou assim que foi cursar faculdade de artes em outra cidade.

Lindas mulheres, foi a primeira coisa que seus olhos captaram quando entrou pela primeira vez na faculdade que cursaria. Todas elas dariam lindas bonecas, que depois poderia jogar aos cães para que asestraçalhassem. Até aquele momento em sua vida ainda não havia descoberto o prazer da verdadeira arte das bonecas, não até conhecê-la.

A jovem se chamava Sakura e cursava a faculdade de medicina. Ela era perfeita aos seus olhos. Cabelo rosa, pele branca, olhos verdes vívidos e lábios finos e vermelhos, uma verdadeira boneca. Sempre a via quase todos os dia no portão da faculdade a espera de sua amiga, aquela que conhecia pois fazia parte de sua turma, Ino.

Vê-lá quase sempre não era o suficiente, queria mais, queria muito mais. Foi pensado nisso que pediu a Ino que o apresentasse a sua amiga de cabelo rosa. E foi assim que conseguiu seu primeiro encontro com Sakura. Ela não só se parecia com uma boneca, como também agia como uma, era lindo a forma como era tão delicada.

Apaixonado. Foi o que descobriu depois de vários encontros e noites junto dela. Pediu-a em namoro e ela aceitou. Nunca sentiu-se tão feliz, seu vício em matar e criar bonecas parecia ter sumido completamente, Sakura trazia a sensação de que poderia ser normal, de que poderia ser sim, feliz sem precisar matar.

Pensava que naquela época era uma pessoa experiente, que conseguiria levar seu relacionamento a outro nível e por isso noivou com a jovem. Porém, ainda era inocente demais, jovem demais, não havia vivido o suficiente para saber que apenas uma doença podia fazer tudo o que tinha e sonhou virar pó, pó que seria soprado pelo vento.

Dois meses antes de seu casamento, Sakura descobriu que tinha câncer, porém, já havia sido diagnosticado tarde demais,o que lhe tornara fatal,sendo assim ela morreu em seguida. Nunca aceitou isso, insistiu várias vezes para que ela fosse ao hospital se tratar, mas ela não queria isso, ela já havia desistido. Quando ela morreu, todo seu mundo desabou diante de si.

Nunca aceitaria a morte dela, nunca. E foi como em uma noite como essa, com a chuva forte e o vento frio sobre si que foi até uma igreja. Lá iria fazer um pacto com um demônio. Irônico o lugar que havia escolhido? Talvez. Mais havia lido na internet que em igrejas era o melhor lugar para fazer um pacto com demônios fortes pois eles viviam perambulando por lugares sagrados em busca de almas desesperadas que buscassem a salvação.

Com seu sangue, desenhou o pentagrama no piso branco e pronunciou as palavras em uma língua desconhecida. Nem mal havia pronunciado as palavras e uma forte sensação havia o tomado, seus olhos se direcionaram para a bancada de mármore onde uma figura de uma mulher estava sentada. Era linda, mais não era uma simples mulher, atrás de suas costas haviam sombra de asas, porém, olhos vermelhos sangue a entregavam: era um demônio, e pela forte presença, era um dos poderosos.

E foi naquela noite, ao fazer o contrato com aquele demônio que tudo mudou, havia vendido sua alma a ele, mais não havia se importado nem um pouco. Quando perguntou ao demônio seu nome, ele disse que não possuía um, então deu a ele o nome de Konan.

A primeira coisa que fez com a ajuda do demônio foi reviver Sakura. Mas não como uma pessoa mas como a boneca perfeita que ela era. Sua melhor obra de arte, era ela sua melhor boneca, sua obra prima!

Agora Sasori já não olhava mais pela janela e sim para a boneca parada a sua frente, não havia a percebido ali até agora. Mesmo com os anos tendo passado, ainda permanecia impecável, isso só se era possível graças ao demônio, óbvio. Sakura não era muito de falar, pois sua boca havia sido costurada. Não queria ouvir os xingamentos dela por a ter revivido em forma de boneca, ela nunca compreenderia. Sempre foi assim, aquela era sua natureza.

— My lorde, parece que temos visitantes. — A voz de Konan ressoou como um sussurrou em seu ouvido.

O demônio sempre teve a mania de aparecer do nada sempre que queria, mesmo que lhe pedissepara parar(e olha que ele havia pedido muito ) não mudava esse seu hábito. Virou-se para trás, observando Konan. Ela trajava um vestido preto até os pés, seus cabelos roxos soltos e a costumeira flor de papel presa neles, sorria grande, estava trajada como a morte para um banquete.

— Quantos são?

— Três jovem, my lorde. Uma garota e dois garotos. Eles darão lindos bonecos, tenho certeza.

O demônio sorria para si, como se debocha-se, com uma piada que só ele sabia. Sempre foi assim, sempre lhe sorrindo macabro e debochado. Levantou da cadeira, puxando a boneca Sakura pela mão. Assim que entrou no saguão principal, todos seus bonecos se viraram para ele, sabiam que era hora do show, sentiam a vibração que vinha dos jovens que haviam entrado na mansão.

— Minhas criações, que o show comece! — Gritou, e todas as suas criações ali presentes soltaram grunhidos de animação.

Puxou a boneca Sakura pela mão para o meio do salão, deslizando com ela em um valsa perfeita, não havia música nenhuma, somente o silêncio macabro, que não durou muito. Logo gritos de dor e desespero tomaram conta de todo o ambiente, ah, eram como música para os ouvidos de Sasori.

19 de Mayo de 2020 a las 12:06 0 Reporte Insertar Seguir historia
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