Bonde das Categorias Seguir blog

embaixada-brasileira Inkspired Brasil Fez a correção, a capa é da hora e seus amigos esperam com ansiedade, e talvez preocupação, pelo momento que sua obra será lançada. Até marcou um dia: hoje. Um frio na barriga! Olha mais uma vez aquela belezura, cheio de orgulho, e se prepara para inseri-la no site e compartilhá-la com o mundo. De repente, percebe um buraco na coisa toda: falta a classificação da história. E agora? Ação? Aventura? Drama? Tudo junto? Existem várias categorias e uma narrativa não está restrita a apenas uma, o que torna comum a dúvida na hora de escolher em qual inserir seu livro. É por conta disso que este blog existe: auxiliá-lo nessa tarefa que, muitas vezes, pode ser amedrontadora. Confira o Bonde das Categorias e não fique mais inseguro na hora de lançar sua história.
Historia No Verificada

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Deixa que eu conto

Olá, pessoas, estamos de volta! O bonde está passando mais uma vez por essas bandas para falar sobre mais uma categoria: o Conto!


O conto é um gênero literário iniciado há muito tempo. Sequer é possível precisar em que momento realmente surgiu, pois iniciou-se pela oralidade. E esse aspecto do conto contado é uma imagem à qual todos estamos habituados: alguém sentado ao redor de outras pessoas, seja em uma fogueira, na poltrona ou em um quarto escuro, contando uma curta história que prende a atenção de todos do início ao fim de forma imediata. Porém, a oralidade faz com que apareçam diferentes versões da mesma história, pois não há como memorizar tudo o que ocorre palavra por palavra, ainda mais após elas serem contadas por diferentes pessoas em diferentes épocas, por isso, como sabemos: quem conta um conto, aumenta um ponto.


Mas afinal, quais são as características de um conto? Ele precisa ser engraçado ou dar medo? Na verdade, não há uma limitação a respeito disto. Os contos podem ser fantásticos, realistas, engraçados, misteriosos, agitados ou aterrorizantes. A principal característica de um conto é a narrativa curta. No Inkspired, ao criar um conto, sua história pode ter no máximo 6500 palavras. Caso ele ultrapasse esse limite, tudo o que você precisa fazer é publicá-lo como uma história com capítulos e depois marcá-lo como concluído possuindo apenas um capítulo.


Graças ao seu espaço reduzido, os elementos presentes em uma história geralmente são menores também. Um desses elementos é o personagem. É comum aos contos possuir poucos deles (isso quando não temos apenas um).


O tempo e o espaço da história também é limitado. Muitas vezes acontecem em apenas um ambiente e não se passa mais do que poucas horas entre o início e o término do conto.


Por fim, o conflito também se restringe a apenas uma trama principal. Não há espaço para grandes enredos retratando todos os nove países de um continente ou o detalhamento da vida de todos os quinze personagens sentados na mesa. O conto escapa de todos os detalhes desnecessários e vai direto ao ponto vivenciado por aquele personagem naquele momento, ignorando desdobramentos futuros ou eventos passados. O final do conto “As três perguntas” de Liev Tolstói resume bem com o que devemos nos preocupar ao escrever um conto:


Lembrai-vos que não existe senão um único momento importante, que é agora. Este instante presente é o único momento sobre o qual podemos exercer o nosso magistério. A pessoa mais importante é sempre a pessoa com a qual se está, aquela que está diante de vós, porque quem sabe se vireis a estar ocupado com uma outra no futuro?

(TOLSTÓI, 2010)


Isso não significa que você precisa obrigatoriamente seguir essas limitações. Existem contos que quebram essas regras e talvez você queira ler “Um som de trovão” de Ray Bradbury e o “Jardim das veredas que se bifurcam” de Jorge Luis Borges para ver exemplos de contos que não se prendem a alguns desses elementos. No fim das contas, a sua preocupação ao escrever é fazer com que todos esses elementos consigam ser concluídos rapidamente. Muitos personagens, lugares e conflitos tendem a fazer você estender a história por capítulos e mais capítulos até chegar à resolução, fugindo da proposta dessa categoria.


Mas vamos dar uma olhada em um conto que segue todas essas limitações: “O retrato oval” de Edgar Allan Poe. Nele, um homem gravemente ferido é levado por seu servo para um quarto de um castelo recém-abandonado. O servo aparece apenas no primeiro parágrafo do conto para colocá-lo na cama de um dos quartos, antes de sair de cena. Não há nenhuma menção sobre o dono do castelo e sequer a origem do grave ferimento do personagem principal. O grande foco da história é um quadro de uma mulher. O personagem percebe o quadro apenas ao ajeitar o candelabro para iluminar melhor um livro que está lendo:


Porém, esse simples gesto meu produziu um resultado totalmente inesperado. Vindos das inúmeras velas (havia muitas no candelabro), os raios de luz foram bater justamente num dos nichos do quarto que até o momento estivera completamente envolto na sombra projetada por uma das colunas de minha cama. Só assim pude ver à plena luz um quadro que me passara despercebido até então. Era o retrato de uma moça na flor da juventude, prestes a entrar na plenitude de sua feminilidade. Olhei o quadro num relance, fechando os olhos logo em seguida. De imediato, nem eu mesmo pude perceber por que motivo agira assim.

(POE, 2003)


Então após dois parágrafos introdutórios, nos quais o narrador situa quem é, onde está e a razão de estar ali, o conto encontra seu foco (o quadro) no terceiro parágrafo e continua nele até o final, com o narrador, e apenas ele, buscando descobrir mais sobre a pintura e o motivo de ela lhe trazer uma reação tão inquietante. Toda a história se desenvolve em poucas páginas e não se preocupa com eventos anteriores ou futuros que não acrescentem nada àquela narrativa.


É importante entender esses elementos presentes no conto para não acreditar que ele se trata apenas de “um texto pequeno”. Existem outras histórias curtas e é comum confundirmos, por exemplo, o conto com outro tipo de texto narrativo: a crônica. A diferença entre uma e outra é simples: a crônica é um texto que traz um relato do cotidiano, ela tem um pé na realidade. Mesmo que descrito através de um ponto de vista pouco usual, como um objeto inanimado, ele explora o dia a dia de uma pessoa, temas relacionados a algo comum na vida das pessoas ou a acontecimentos gerais da atualidade.


O conto, por sua vez, tem um pé na ficção. Mesmo que não possua elementos fantasiosos, ainda se trata de um texto mais preocupado em criar e imaginar um cenário hipotético não relacionado ao mundo real.


Além disso, há também o microconto que, comparado ao conto, é ainda mais sucinto. Embora ainda não exista uma linha que separe com precisão um do outro, o microconto não se estende mais do que dois ou três parágrafos. Não é muito maior do que um tweet ou dois (e muitas vezes é bem menor que isso).


Dúvidas sanadas? Comente aqui embaixo caso tenha alguma pergunta sobre essa categoria para a gente saber. Sem dúvidas? Pois comente sobre algum conto que você adora ou talvez alguma dica ou sugestão… Estamos esperando sua participação. :D


Beijos, abraços e até a próxima estação!


Texto: Leonardo Aquino

Revisão: JuVick


Referências

POE, Edgar Allan. Contos Universais. São Paulo: Ática, 2003. (Coleção Para Gostar de Ler, Volume 11.)

TOLSTÓI, Liev. Os últimos dias de Tolstói. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.

29 de Noviembre de 2019 a las 00:00 0 Reporte Insertar 1
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Vida longa aos Clássicos!

O Bonde voltou!


Oi, gente, sentiram saudades? Nosso Bonde das Categorias está de volta e hoje para falar sobre Clássicos.


Vocês com certeza já ouviram falar que livro X é um clássico da literatura, nem que tenha sido só através daquele(a) professor(a) que exigiu certa leitura na escola. Mas o que exatamente faz uma obra ser considerada clássica?


De imediato a gente associa clássicos a obras antigas. Isso não está exatamente errado, já que não é comum que livros recentes sejam alocados nessa categoria. Esse é um dos motivos pelos quais obras clássicas costumam ter a fama de serem chatas ou difíceis, justamente por, muitas vezes, serem de uma época em que a linguagem — que é algo que está em constante mudança — era um bocado diferente. Porém, passando essa estranheza inicial, livros clássicos podem ter muito a oferecer, afinal, não é apenas sua data de publicação antiga que determina que um livro seja considerado como clássico. Existem milhares e milhares de livros antigos dos quais sequer ouvimos falar, então aqueles que entram no hall seleto de obras clássicas devem ter algo de especial, não é?


Podemos dizer que para que uma obra seja considerada clássica ela deve atender a três requisitos:


1. Representar bem a época em que foi escrita

Um livro clássico é o tipo de literatura que é capaz de nos transportar para a época em que foi escrita, trazendo-nos características essenciais e marcantes desse período em seu conteúdo. Seria uma obra com marca registrada, através da qual o leitor seria capaz de identificar não só que tipo de literatura era feita no período mas também, com um pouco mais de contemplação, até mesmo em que tipo de contexto social o autor estava inserido.


Por exemplo, o romance contado em “Dom Casmurro”, escrito por Machado de Assis no fim do século XIX, é permeado por particularidades daquela época, tanto na escrita quanto nos seus acontecimentos.


Essa é uma das características de uma obra clássica que faz com que seja difícil que obras recentes entrem na categoria, já que não é possível determinar o que é representativo de um período até que ele tenha passado. Também nos faz voltar na questão da linguagem, pois acaba sendo fiel à maneira como se falava e escrevia na época em que foi criada. Mas isso também abre a porta para que livros publicados hoje em dia venham a ser considerados clássicos da nossa geração no futuro.


2. Ultrapassar gerações

Ítalo Calvino, autor do livro “Por que Ler os Clássicos” define que “Um clássico é um livro que nunca terminou de dizer aquilo que tinha para dizer”. E talvez essa seja a principal característica de uma obra clássica: sua eterna atualidade. Apesar de situados num contexto histórico, livros são clássicos quando conseguem ainda se comunicar e despertar emoções mesmo anos ou séculos depois de sua publicação. São obras que jamais perdem o seu valor ou apelo, geralmente por serem dotadas de altas doses de humanidade, ou seja, por falarem ao íntimo do ser humano, daquilo que nos é comum independentemente do tempo ou espaço em que vivemos.


Por isso obras clássicas tendem a ter bastante apelo emocional, a tratarem de temas que são recorrentes na experiência humana. São livros que instigam questões e reflexões, nem sempre trazendo uma resposta concreta, e que são capazes de ganhar novas interpretações conforme as gerações passam. Afinal, voltando ao exemplo anterior, se você nunca presenciou uma discussão sobre se Capitu traiu ou não Bentinho, um dia irá presenciar!


Outro bom exemplo é “O Pequeno Príncipe”, de Antoine de Saint-Exupéry, que, até hoje, mais de 70 anos após sua publicação, é um dos mais lidos do mundo, e não apenas pelo público ao qual era direcionado — infantil —, mas por pessoas de todas as idades, por ter mensagens consideradas cativantes.


3. Influenciar outros autores

Inevitavelmente, uma obra considerada clássica torna-se uma referência para novos escritores. Seja influenciando-se por sua temática, seu estilo de escrita ou até mesmo criticando e pretendendo fazer diferente — porque ser considerado clássico não significa ser unânime, muito pelo contrário —, escritores terão em uma ou outra medida alguma influência de alguma obra clássica com a qual tiveram contato. Alguns clássicos chegam a ser considerados os pioneiros de toda uma categoria literária, tornando-se cruciais para qualquer pessoa que almeje se aventurar no ramo.


Como acabamos de afirmar, ser um clássico não torna um livro unânime nem imune a críticas. Na verdade, a própria definição do que deve ou não ser colocado nessa categoria é tema de debate e, portanto, para diferentes pessoas, diferentes obras serão dignas desse título. Livros clássicos costumam ser referência tanto de estudos quanto social, já que se espera que escritores ou pessoas em geral envolvidas com certo tema conheçam as principais obras sobre o assunto para que tenham mais legitimidade. Mas mesmo as obras que são mais amplamente aceitas como tal não necessariamente serão tão amplamente apreciadas em determinado momento ou por certo grupo de pessoas.


Porém, gosto é algo pessoal e não devemos nos deixar cegar por ele ao considerar a importância de certas obras para a história da literatura. Cada área/categoria tem seus próprios clássicos, que muito dificilmente podem ser ignorados por aqueles que fazem parte dela. Já demos alguns exemplos de prosa/romances, mas outros gêneros literários também possuem seus autores clássicos. A poesia brasileira, por exemplo, conta com nomes de grande fama como Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector, Vinícius de Moraes, entre muitos outros, que até hoje são citados e inspiram as mais diversas obras — na própria literatura, na música, nas artes em geral e até no dia a dia.


Alguns clássicos têm tamanha força que chegam a virar ditos populares, cuja primeira referência muitas vezes é esquecida. Não é incomum que alguém diga que encontrou “uma pedra no meio do caminho” ao se deparar com um problema, mas nem todo mundo saberá que essa frase permeia todo o poema “No meio do Caminho” de Carlos Drummond de Andrade. Hoje em dia, nomes de poetas e poetisas costumam até ser utilizados nos nossos famosos “memes”, atribuindo a eles frases atuais, em tom de brincadeira, mas que reforça ainda mais a importância de suas contribuições — Clarice Lispector é bastante utillizada nessa situação.


Amando-os ou não, livros clássicos são aqueles que não podem ser ignorados e que, mesmo em épocas e/ou lugares completamente diferentes de quando foram pensados, escritos e publicados, não são esquecidos.


Aqui no Inkspired, a categoria Clássicos existe para que sejam publicados livros clássicos que já estejam em domínio público, sem ferir direitos autorais. Nós da embaixada temos o nosso Hora dos Clássicos, um perfil dedicado a publicar diversas obras clássicas, principalmente da literatura brasileira, facilitando ainda mais o acesso a quem tiver interesse ou necessidade. Obras clássicas costumam ser leituras obrigatórias no sistema educacional, mas também podem ser interessantes para leitores e escritores no geral, não só por suas tramas e doses e história, mas até ampliando o nosso vocabulário e conhecimento gramatical.


Deem uma chance aos clássicos, vocês podem se surpreender ;)


Texto: Isis (Xixisss)

Revisão: Anne Liberton


Referências:

O QUE é um livro clássico? Universia, [S. l.], fev. 2014. Disponível em: <http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2014/02/25/1084259/e-um-livro-classico.html>. Acesso em: 28 abril 2019.

MAGALHÃES, Sérgio. O que faz do livro um clássico? Baião de Letras, [S. l.], fev. 2015. Disponível em: <http://www.baiaodeletras.com.br/o-que-faz-do-livro-um-classico/>. Acesso em: 28 abril 2019.

26 de Noviembre de 2019 a las 18:25 0 Reporte Insertar 0
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Que comece a aventura!

Olá, pessoas! Tudo certo?


Hoje estou aqui para falar um pouco sobre mais uma das muitas categorias literárias existentes. Mas antes de qualquer coisa, acredito que seja essencial falar um pouquinho sobre o que são os gêneros Dramático, Lírico e Narrativa.


Os textos Dramáticos são aqueles escritos em forma de roteiro, como Hamlet, por exemplo; é a chamada palavra representada. Já os textos Líricos são poesias marcadas por um eu lírico, como Amor é fogo que arde sem se ver, chamado de palavra cantada. E, claro, a Narrativa, que são textos que possuem um narrador. Se escritos em versos, como Os Lusíadas, por exemplo, são chamados Épicos, mas se escritos em prosa podem ser Conto, Crônica, Novela ou Romance.


Agora que já sabe um pouquinho sobre cada um deles, mostrarei a você um pouco sobre as categorias do gênero. O foco aqui se dará no gênero narrativo, apesar de as categorias se enquadrarem em outros gêneros também.


Você sabe o que compõe uma narrativa de aventura? Não? Então confira:


Um romance de aventura se caracteriza pela sucessão de fatos que inserem os personagens em situações de adrenalina. Se foca em colocar os personagens em ambientes, muita das vezes, ficcionais, diferentes, dificultosos, onde são testados a todo momento, tirando o leitor da realidade vivida e o transportando para essas situações. É importante entender que nessa categoria não se explora muito o lado psicológico dos personagens ou mesmo uma estrutura complexa da gramática, mas o que virá a seguir, o que eles enfrentarão logo depois de ter acabado de passar por uma situação, o enredo.


O público predominante desta categoria é amplo e atrai desde crianças a jovens adultos; isso porque está voltada, em sua grande maioria, a leitores principiantes ou que são fãs de adrenalina e gostam de se colocar na pele ficcional de um aventureiro, o que faz muitos críticos considerarem a aventura como um romance escapista.


O cenário costuma ser bem trabalhado, isso porque ele pode influenciar muito os personagens, pois, muitas vezes, ele será um grande problema para os mocinhos da trama. Pode ser um local completamente desconhecido pelos personagens ou até um local existente, mas há sempre uma pitadinha de algo novo, o que pede uma descrição mais detalhada do cenário e acaba levando muito em conta a ambientação também, já que a verossimilhança pode ser colocada de lado com frequência ou até em todo decorrer da narrativa.


A maior parte das histórias de aventura mostra um herói jovem e com sede de explorar o desconhecido. Ele costuma ter alguém mais experiente como parceiro, um personagem que não só o ajuda a tomar certas decisões, como também o auxilia sem muito questionar ou sem nada questionar. Ou seja, o personagem possui laços afetivos, não é retraído. Além disso, ele costuma ser bastante destemido, expressando características que talvez sequer soubesse que faziam parte dele, como a astúcia, por exemplo. O herói também pode apresentar poderes, como nas histórias de super-heróis.


As aventuras mais voltadas para crianças costumam envolver um grupo de amigos que, por exemplo, estão de férias e descobrem algo, extraordinário ou não, capaz de envolvê-los em uma aventura. Essa aventura pode conter mistério, superpoderes, magia, mitologia e até questões sociais.


As aventuras adultas compartilhadas por adolescentes não são tão diferentes, mas possuem temas um pouco mais problemáticos, podendo envolver aventuras sexuais.


O desenlace da história não é muito focado, pois na aventura ele não tem tanta importância. Por quê? Bem, porque assim que a aventura termina, o herói e seus companheiros recebem sua recompensa, que pode ser algo material, como um tesouro em narrativas que contenham piratas, por exemplo, ou a conquista do par romântico, ou até mesmo uma recompensa espiritual, social ou de experiência de vida para seu futuro. Então ele volta para casa, para sua vida normal, e a história termina.


Para que possa se situar e entender melhor, observe bem o começo da aventura de Alice, em Alice no País das Maravilhas, e veja como ela se comporta:


Alice estava começando a ficar muito cansada de estar sentada ao lado de sua irmã e não ter nada para fazer: uma vez ou duas ela dava uma olhadinha no livro que a irmã lia, mas não havia figuras ou diálogos nele e "para que serve um livro", pensou Alice, "sem figuras nem diálogos?"

Então ela pensava consigo mesma (tão bem quanto era possível naquele dia quente que a deixava sonolenta e estúpida) se o prazer de fazer um colar de margaridas era mais forte do que o esforço de ter de levantar e colher as margaridas, quando subitamente um Coelho Branco com olhos cor-de-rosa passou correndo perto dela.

Não havia nada de muito especial nisso, também Alice não achou muito fora do normal ouvir o Coelho dizer para si mesmo "Oh puxa! Oh puxa! Eu devo estar muito atrasado!" (quando ela pensou nisso depois, ocorreu-lhe que deveria ter achado estranho, mas na hora tudo parecia muito natural); mas, quando o Coelho tirou um relógio do bolso do colete e olhou para ele, apressando-se a seguir, Alice pôs-se em pé e lhe passou a ideia pela mente como um relâmpago que ela nunca vira antes um coelho com um bolso no colete e menos ainda com um relógio para tirar dele. Ardendo de curiosidade, ela correu pelo campo atrás dele, a tempo de vê-lo saltar para dentro de uma grande toca de coelho embaixo da cerca.

No mesmo instante, Alice entrou atrás dele, sem pensar como faria para sair dali.

(CARROL, 2002.)


Consegue perceber a aventura intrínseca ao texto? Alice viu o Coelho, percebeu que ele falava e que também usava um colete e tinha um relógio. Isso despertou a curiosidade dela, e Alice e foi atrás dele. Com isso também já vemos que ela é mais de agir primeiro e pensar depois. Ela é corajosa, apesar de vermos, em vários momentos, que ela tem medo. Independente do medo dela, Alice sempre segue, sempre age.


Vale lembrar que uma narrativa não possui apenas uma categoria, caso contrário seria muito fácil determinar a qual delas um livro pertence, não é mesmo? Então, dentro de uma narrativa de aventura, você poderá encontrar elementos de mistério, suspense, comédia, entre outros. O que valerá na hora de classificar um romance como aventura será observar os aspectos gerais da história, como os personagens e, principalmente, o personagem principal que age dentro dela. Caso perceba que a história tem essa característica de sucessão de eventos aventureiros com um personagem que luta para enfrentar os obstáculos com coragem e com o auxílio de seu(s) companheiro(s) como um atributo principal, pode colocá-la na categoria de aventura sem medo!


Espero que o artigo tenha ajudado, mas se ainda restar alguma dúvida sobre a categoria de aventura, não se acanhe, deixe um comentário que faremos o possível para lhe ajudar ou você também pode pesquisar. Como bem já sabe, a internet pode ser muito útil nesses momentos.


Texto: Karimy

Revisão: RitaGomez


Referência:

CARROL, Lewis. Alice no País das Maravilhas. Editora Arara Azul, 2002.

5 de Abril de 2019 a las 00:00 0 Reporte Insertar 0
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Ajudando você

Olá, caro leitor! Tudo bem?


Hoje venho conversar com você a respeito de outro gênero muito importante que tem aparecido com freqüência nos sites e nas livrarias. Então você me pergunta: Que gênero é esse, Mega? Eu particularmente o conheço bem. E você, caro leitor, conhece o gênero chamado Autoajuda? Não? Então venha comigo, que vou falar um pouco sobre ele.


O gênero autoajuda, como o nome mesmo sugere, é uma narração que apresenta algum tipo de ajuda para o leitor. Pode, por exemplo, responder dúvidas sobre determinado assunto, que pode ser tanto de cunho esotérico, financeiro ou de vida, pois você apresenta uma solução (fundamentada em suas experiências de vida) para o que os leitores tanto procuram.


Essa literatura tem a função de ajudar o leitor. Ela serve como um manual de instrução, mostrando um caminho ou uma solução que acrescentará na sua busca e experiência pessoal.


Um livro muito famoso desse gênero que podemos citar é o Segredo, de autoria de Rhonda Byrne, que fala a respeito da lei da atração: A importância da expectativa positiva, vibrando no que você quer, vai atrair o que tanto almeja. Basicamente, atraímos o que pensamos e nossos atos atraem algo semelhante. Também fala sobre como lidar com suas emoções a fim de trazer o que se deseja.


Outro livro de autoajuda que podemos usar de exemplo O Poder do Agora, de Eckhart Tolle, que, de maneira resumida, nos mostra que perdemos muito tempo pensando no passado ou fazendo planos para o futuro, que nos esquecemos do agora, mas que, para ser feliz, você precisa viver no presente, um momento de cada vez e com muita paciência, aproveitando, dessa maneira, melhor a vida.


Hoje em dia existem textos de autoajuda para todas as faixas etárias, classes sociais e gêneros, que tratam de ansiedade, depressão, problemas escolares, estresse e dramas do nosso cotidiano. Nas narrativas de autoajuda focadas para determinadas idades, os textos abordam os temas de formas diferentes, conforme a compreensão do público para o qual aquele conteúdo será direcionado.


Os assuntos são tratados de forma muito pessoal e simples. Por conta disso, muitos acreditam que a autoajuda é um gênero de “oportunistas”, mas isso não o impede ser o gênero mais vendido e procurado na atualidade, principalmente porque, no mundo de hoje, as pessoas se sentem cada vez mais solitárias e se identificar em algo, mesmo que em um livro, já tem muita importância.


Esse gênero pode tratar a história a partir de metáforas e contos narrativos que retratam o problema, algumas vezes nem sempre de forma literal, mas também pode contar uma experiência vivida pelo autor ou por pessoas conhecidas por ele, ou seja, de uma forma mais direta.


Todo escritor desse gênero deve tomar cuidado com o que escreve também, pois os leitores que consomem textos de autoajuda, na maioria das vezes, seguem ao pé da letra tudo o que é dito pelo escritor, pois confiam nele, em sua experiência. Esse gênero é usado por algumas pessoas como uma tábua de salvação, porque ajuda a diminuir o estresse e a ansiedade diária, além de servir também como guia para achar as respostas que o leitor almeja em determinado assunto. Existe uma grande variedade de assuntos abordados por esse gênero que vão desde psicologia, espiritualidade, motivação até economia.


Bom, era isso o que eu tinha para falar a respeito do gênero autoajuda, espero que você tenha compreendido como ele funciona e a característica principal dele, que é auxiliar o próximo por meio do conhecimento e experiências de vida.


Qualquer dúvida, pode perguntar, que estou à sua disposição.


Beijos e até depois!


Texto: Megawinsone

Revisão: Karimy


Referências

15 LIVROS de autoajuda para deixar sua vida melhor. Pensador, Rede 7Graus, Matosinhos, entre 2007 e 2018. Disponível em: <https://www.pensador.com/livros_de_auto_ajuda/>. Acesso em: 3 set. 2018.

LITERATURA de autoajuda. Resumo escolar, [S.l.], entre 2015 e 2018. Disponível em: <https://www.resumoescolar.com.br/literatura/literatura-de-autoajuda/>. Acesso em: 1 set. 2018.

SANTANA, Ana Lucia. Literatura de Auto-Ajuda. Info Escola, [S.l.], entre 2006 e 2018. Disponível em: <https://www.infoescola.com/livros/literatura-de-auto-ajuda/>. Acesso em: 1 set. 2018.

15 de Marzo de 2019 a las 00:00 0 Reporte Insertar 3
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