thekatsukishiro Theka Tsukishiro

A vida é uma caixinha de surpresas, e nem tudo é como a gente quer! Um jovem e promissor escritor, tem seu coração arrebatado por seu vizinho morador do sobrado em frente, e que está acidentado preso dentro de seu lar. Uma chispa de esperança pode surgir de um pequeno passeio com seu fiel escudeiro.


Fanfiction Anime/Manga For over 21 (adults) only.

#Desafio-tag-da-leitura #Insinuação-a-sexo #nudez #linguagem-imprópria #escritor #Stock-Car #ua #romance #yuri-on-ice
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Convite

Lembretes e explicações no final do capítulo

Fic participante do desafio tag da leitura

Fui desafiada pela fofa da @Kika1286, e bem... assim surgiu essa fanfic!

Fic sem betar, qualquer erro, será corrigido tão logo passe por revisão!

Todos as imagens usadas nesse trabalho, tem seus direitos reservados a seus fanartistas!





O sol já brilhava alto no céu quando o jovem nipônico, com auxílio de muletas, sentou-se confortavelmente – como fazia todos os dias – em sua cadeira. Deixou que o astro rei banhasse seu corpo fragilizado devido ao acidente. Acidente este, o qual poderia ter lhe custado sua vida.

Lembrar-se daquele fatídico dia, não era nem um pouco agradável, e até mesmo por isso, tentava seguir dando um passo de cada vez, ou como lhe era possível, visto que fazia pouco, havia sido liberado para se ver livre da incomoda cadeira de rodas. Sendo assim, não poderia abusar muito!

Para Katsuki Yuuri, um exímio automobilista, ficar longe de seu potente carro, de sentir a adrenalina corre por seu corpo como ele fazia pelas pistas de Stock Car, estava sendo um tormento. Ainda mais quando o fato se dera longe das pistas, querendo o destino pregar-lhe uma peça, e quase ter a vida ceifada por um condutor embriagado no centro de Roma.

Desde que mudara do Japão para a doce Verona-Itália, que Yuuri se apaixonara pela arquitetura das construções, sem contar do povo acolhedor que parecia não se importar por ele ser quem era! O nipônico podia ir e vir com uma tranquilidade que antes nunca imaginara, e agora estando impossibilitado de terminar a temporada, passava os dias lendo, conversando com a família via vídeo chamada, ou com os poucos amigos que possuía, e podia enquadrar seu vizinho da frente nesse grupo. O jovem e promissor escritor havia conseguido garimpar muito mais que apenas o sentimento de amizade, mas Katsuki preferia ignorar a revolução que acontecia dentro de si.

Ajeitando os óculos de aro azul sobre a ponte do nariz, mirou o infinito, deixando que os raios de sol tocassem a perna esquerda sobre o local a qual repousava. Sorriu de lado ao escutar os latidos eufóricos do poodle marrom. Volvendo os olhos para baixo, avistou o mascote do vizinho, que mantinha a língua para fora como se estivesse esbaforido.

- Oi, Yuu-ri! – saudou o platinado ao parar ao lado do cão a porta da construção a frente.

- Bom dia, Viktor! – o piloto respondeu. Podia sentir seu rosto arder, mas preferia imaginar que a sensação era devido ao sol a tostar-lhe a pele, mesmo que este estivesse usando protetor solar fator oitenta. – Madrugou hoje! – Yuuri comentou ao acaso.

- Makka queria passear! – respondeu o platinado ao abrir a porta e deixar o mascote passar primeiro. – Eu meio que estou em débito com ele! – ponderou o russo ao coçar a nuca um tanto envergonhado.

- Entendo! – Yuuri respondeu pensativo. Vários foram os dias que ouvira o cão latir, e o vira pela porta balcão através do vidro, mas nunca conseguira o acalmar. Até pensara em oferecer de ficar com o mascote durante o dia, mas temia que Viktor não quisesse, ou mesmo que achasse que Makkachin pudesse piorar a recuperação do japonês. – Sabe, se quiser, posso ficar com ele quando você precisar sair a trabalho! – resolveu, em uma arroubo de coragem, se oferecer.

- Hmm... – Viktor pareceu pensativo. – Podemos amadurecer essa ideia! – e sorrindo, indicou que iria entrar.

Balançando a mão direita, o nipônico viu quando o vizinho se despediu momentaneamente, e desapareceu porta adentro.

Katsuki se lembrava muito bem de quando ali chegara, e em seu primeiro dia visitando o local para se adaptar, fora derrubado pelo belo animal. Naquele dia, conhecera Nikiforov, o russo escritor de livros de terror e suspense. Dali em diante, apesar da agenda apertada de ambos, a amizade nasceu. E apesar dos pesares, certo interesse surgira, mas o piloto nunca teve coragem de se arriscar avançando o sinal. Um dia, quem sabe teria de se aventurar, mas não naquele momento.

Voltando sua atenção para o livro novo que o russo havia lhe presenteado, concentrou-se no que lia, e tão envolvido estava, quase lançou longe o objeto em mãos ao assustar com a aparição intempestiva do outro homem na sacada a frente. Enfezado, mirou o platinado charmoso que lhe sorria travesso.

- Desculpa, Yuu-chan!

- Eu deveria parar de lhe desculpar, pois penso que você faz isso de propósito! – Yuuri ralhou, tentando não rir, mas era uma tarefa difícil visto que o outro o mirava com olhinhos de filhote pidão.

- Não seja cruel, Yuu-ri! – Viktor pediu ao carregar nas vogais do nome alheio. – Por favor, eu prometo ser um escritor bonzinho, e lhe presentear com meu próximo livro! – fazendo beicinho, mirou-o ao se debruçar sobre o umbral da sacada.

- Tentador, mas não! – Yuuri sabia pirraçar quando queria, e ele adorava ver seu vizinho ficar estarrecido.

- Que tal um almoço? – perguntou esperançoso.

- Como? – Yuuri não havia entendido. – Nós já lanchamos juntos!

- Mas isso foi num lugar público, sem podermos conversar direito, agora eu estou lhe chamando para um encontro! – e apressou-se em dizer ao ver o japonês arregalar os olhos. – Eu sei que você não pode se locomover muito, mas nada impede de que eu atravesse a rua, e nos prepare algo gostoso, e seria nosso primeiro encontro – fez uma pausa para sustentar o olhar do moreno -, mas vou entender se não...

- Não, quero dizer, por favor, eu aceito! – Yuuri apressou-se em responder. – Façamos assim, onze horas lhe espero, Viktor! – e sem mais nada dizer, munido das muletas, sumiu lentamente para dentro de seu quarto.

De olhos arregalados, Viktor tentou recapitular tudo o que havia se passado ali, mas não era preciso de muito. Yuuri aceitara seu convite, que finalmente ele havia tido coragem de o fazer. Correndo para sua cozinha, mirou o relógio de parede, teria pouco tempo para idealizar algo, e ter a certeza de que teria todos os ingredientes!

Aquele teria de ser um primeiro encontro memorável, e que valesse muito a pena! Quem sabe até mesmo ele pudesse descobrir o sabor daqueles lábios carnudos que tanto sonhava em beijar. Balançando a cabeça, Viktor folheou seu pequeno caderno de receitas, e tão logo conseguiu o que queria, fez a checagem dos ingrediente, correu se arrumar!

oOoOoOo

Momento Coelha Aquariana no Divã:

Primeiro de tudo, gostaria de pedir mil desculpas, esse tema me abriu uma porta balcão! *risos nervosos* Sim, pois estava aqui a titubear em que escrever em Para Sempre, e mesmo já tendo conversado com a parça @Almaro, parece que as ideias não clareavam, e de repente esse desafio, e acreditem, a Espingardina voltou! ^^ Mas o que eu quero dizer realmente, é que de verdade, eu não consigo mais escrever ficlets! E por mais que eu tente, não consigo mais! E até mesmo por isso peço desculpas por esse primeiro capítulo ter ficado no suspense o que vem a ser o primeiro encontro!

E até mesmo pensando nisso...

Kardia: Pensando nisso não, dona Coelha! Tu é teimosa, e vai fazer a ficlet virar uma ficlet de dois capítulos, não é?

Bem, já que você se intrometeu, vou sim! Se não puder, tudo bem, eu tiro a tag, e até mesmo por isso, vou segurar o jornal em sua publicação, pois verei com a @Kika1286, a fofa que me desafiou, se isso é permitido. Se não for...

Kardia: se não for, azar o seu!

Ora, mas que malcriado! Escuta bem aqui... se não puder, eu retiro a tag, e tudo fica bem! Afinal eu não fugi do que o tema pedia, é o pedido de um primeiro encontro, o que eu acho bem viável! ^^ E quer saber, seu chato, vaza!

Kardia: Depois eu que sou o malcriado! *humph*

Vai tarde, demonho! *mostrando a língua*
Bem *cof cof cof* Desculpem por isso! Kardia tem uma mania de dar pitaco em tudo que eu faço!

Agradeço a quem chegou até aqui, e se gostou, deixe um comentário, a Coelha ficará muito, mas muito feliz!

Beijocas e até o próximo

May 10, 2020, 1:43 a.m. 0 Report Embed Follow story
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