zahir Zahir Fernweh

Calore era apenas mais um. Mais um desempregado. Mais um desvalorizado. Mais um desesperado. Mais um canadense. Tudo mudou por mais uma briga. Ele o conheceu. Ele logo foi para a casa dele. E ele logo teve que cuidar de seus três filhos.


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#gay #lgbt #sadomasoquismo #criança #chefe #dominação #babá
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Prólogo

O homem, aparente jovem, mexia em seu computador, rápido e decidido, parecia angustiado e estressado.

Ele passou as mãos por seus fios castanhos, bagunçando-os ainda mais, fechou os olhos e suspirou.

Uma mulher, que não aparentava maior idade que a do homem, logo entrou na sala, olhou o homem e foi até o ele, claramente irritada.

— Que porra você está fazendo neste computador? Eu realmente espero que esteja procurando um emprego, Calore.— disse a mulher, olhando o homem com indignação.

— Eu estou, Raquel.— disse Calore, abrindo seus olhos, revelando as orbes douradas.

— Acho bom. Eu estou cansada de trabalhar sozinha, sustentar a casa sozinha. De que serve seu diploma de professor se você nem ao menos arranja um emprego? — esbravejou Raquel.

Calore respirou fundo, tentando não ficar ainda mais irritado.

— Raquel, eu já falei que estou tentando. Caramba, eu também não gosto dessa situação. Não está fácil para ninguém achar um emprego, por que para mim seria diferente?

— Você deveria pedir ajuda ao seu irmão, seria muito bom. Ele tem influência e com certeza poria você em um excelente emprego, ao invés de tentar um empreguinho furrepa de professor. — disse Raquel.

Calore levantou-se da cadeira.

— Eu não vou pedir ajuda aquele homem. Você sabe muito bem que eu não aprovo os meios que ele conquistou tudo o que tem. E você deveria ter orgulho e lembrar que você não se tornou quem é sozinha, teve professores para te ajudar, então eu vou continuar tentando ser o que eu quero. Agora, com licença. — disse e pegou seu celular, colocando no bolso e foi saindo da casa.

— Para onde você vai, Calore?— perguntou Raquel.

— Para longe de você. — disse e saiu da casa.

A mulher fez um barulho de irritação e bufou, subindo as escadas para o primeiro andar.

Calore andava pelas ruas de Vancouver tentando acalmar-se. Já haviam se passado meia hora em que ele andava, sem sequer olhar para onde ia.

O homem parou de andar por um tempo, cansado. Ele olhou para onde estava parado em frente e viu um enorme prédio empresarial, suspirou e sentou-se na escadaria, colocando seu rosto entre suas mãos.

Ele não contou quanto tempo ficou ali, mas apenas levantou a cabeça quando sentiu uma mão em seu ombro.

— Com licença, senhor, veio pela vaga de emprego? — perguntou uma mulher, sorrindo para ele.

Calore a olhou, sem entender, quando viu que que havia bastante gente na escadaria, maioria mulher.

“Emprego? Do que será? Tsc… Não importa, já estou aqui, por que não tentar?”

— Sim.— respondeu Calore.

— Ótimo, pode me acompanhar, vi que foi um dos primeiros a chegar, fico surpresa que o senhor queira, não são muitos homens que procuram um emprego desses.— disse e Calore levantou-se.

— Anh… É… — falou sem saber, agora com medo do tipo de trabalho que poderia estar se candidatando a fazer.

— Venha. Qual o seu nome?— perguntou, guiando Calore para dentro do prédio empresarial.

— Calore Barrow.— disse Calore.

— Ótimo, venha, Calore.— disse a mulher, levando ele para o elevador.

Assim que saíram do elevador, ela o guiou para uma grande porta e logo bateu na mesma, recebendo uma resposta positiva, então abriu-a.

— Com licença, senhor. Esse é o Calore Barrow.— disse a mulher para o homem sentado na mesa.

O homem levantou o olhar e viu Calore, olhando-o de cima abaixo, estranhando o fato de um homem estar atrás daquele emprego.

— Sim… Pode sair, Elenor. — disse e a mulher saiu.

Calore entrou então fechou a porta atrás de si.

— Sente-se, por favor.— pediu o homem, apontando para cadeira à sua frente, ajeitando o paletó e cruzando as pernas.

Calore assentiu e sentou-se ali.

— Boa tarde, senhor.— disse Calore.

— Vamos ser diretos? Qual sua experiência nesse ramo? Já cuidou de alguma criança antes?— perguntou o dono dos olhos cinza.

Calore ficou olhando-o, analisando sua postura, a forma como falava, o modo como seus fios negros estavam penteados e o olhar que ele dirigia a si.

— Crianças? Bom, eu sou formado em letras e pedagogia. Quando mais novo cuidava das crianças dos meus vizinhos, vez ou outra. Eu trabalhei por curto tempo em uma escola, ensinava inglês para o fundamental I. — disse, tentando entender qual era o cargo.

— Interessante. Está sem trabalho? Por que veio procurar esse emprego? — perguntou olhando-o, apoiando as mãos na mesa.

— Sim, estou desempregado há cinco meses. — não sabia como responder a outra pergunta e tentou improvisar— Porque eu achei interessante... E que eu poderia realizá-lo muito be...— É interrompido.

— Por favor, saía. — disse o homem, cético.

— O quê?— perguntou Calore, olhando para o homem.

— Eu quero que saia, não me faça perder tempo com você, está mentindo e isso é claro. Já vi muitas mulheres virem aqui e mentir sobre o motivo, muitas só querem o salário ou aproximaram-se de mim. Eu procuro alguém que seja pelo menos honesto ao fazer uma entrevista de emprego. — disse o CEO da empresa.

—Desculpe… Para ser sincero, eu só estava sentado na escada e uma mulher me perguntou se eu estava ali pelo emprego e eu vim saber no que dava… Eu nem sei do que se trata. O senhor perguntou sobre crianças e eu falei o que sei.— disse e suspirou.— Mas tudo bem, eu saio, desculpa pelo incômodo. — foi levantar-se.

— Não, sente-se.— falou, apoiando a cabeça nas mãos. — Eu estou tentando achar uma babá para cuidar de meus filhos.— explicou.

Calore o olhou e voltou a sentar-se.

— Hum… Quantidade? Idade?— perguntou olhando-o.

— Três meninos. 13, 8 e 4 anos.— disse, olhando Calore, calmo, lendo-o.

Calore parou, pensando se continuaria ali, tentando o emprego ou não.

— O emprego é simples, cuidar dos meus filhos. Dar banho no menor e colocar os outros para tomarem banho; dar comida, nada de fast-food; colocá-los para fazer o dever e para dormir. Eles podem assistir, brincar, mas nada passa das 21 horas.

— Mas por que o senhor está me dizendo tudo isso se eu nem fui, e provavelmente não serei, contratado?— perguntou Calore.

— Então é isso.— falou o homem, levantando-se.— Está contratado. Eu acho que você tem algum talento, eu espero não estar enganado, mas acho que devo lhe dar uma chance. Além de que você ser do sexo masculino já ajuda para entender os meus meninos. — disse e suspirou, erguendo a mão para Calore, que levantou-se e a apertou.

— Anh… Obrigado. Eu realmente sou grato.— disse sorrindo.

“Isso foi… Inesperado… Que tipo de pai contrata alguém assim.”

— Posso… Saber o seu nome?— perguntou Calore.

O homem olhou-o nos olhos.

— Maxon Halvor.

— Certo, senhor Halvor. — disse Calore.

— Começa amanhã, certo?— perguntou Maxon.

Calore concordou.

— Mas e…

— Passe seu número para Elenor e ela te passará todas as informações necessárias.

— Sim, senhor.— disse Calore e pediu licença, saindo da sala.

Ele foi até a secretaria, que pareceu animada ao saber que ele havia sido contratado, talvez por não ter que chamar mais pessoas para a entrevista.

Calore saiu e viu que havia várias chamadas perdidas de sua namorada, vulgo, Raquel.

O castanho suspirou e guardou o celular, já estava indo para casa, explicaria tudo lá.

“Eu ao menos espero que seja fácil… 13, 8 e 4 anos… Onde será que está a mãe deles? Hum… Ele é o CEO daquela empresa… Maxon Halvor… Talvez tenha algo na Internet, vou dar uma olhada.” pensou, caminhando para sua casa.

March 21, 2020, noon 3 Report Embed 2
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Karimy Lubarino Karimy Lubarino
Olá! Escrevo-lhe por causa do Sistema de Verificação do Inkspired. Caso ainda não conheça, o Sistema de Verificação existe para verificar o cumprimento das Regras comunitárias e ajudar os leitores a encontrarem boas histórias no quesito ortografia e gramática; verificar sua história significa colocá-la entre as melhores com relação a isso. A verificação não é necessária caso não tenha interesse em obtê-la, então, se você não quiser verificar sua história, pode ignorar esta mensagem. E se tiver interesse em verificar outra história sua, pode contratar o serviço através de Serviços de Autopublicação. Sua história foi colocada "Em revisão" pelos seguintes apontamentos retirados dela: 1)Pontuação: "dormir; Eles podem" em vez de "dormir. Eles podem". 2)Acentuação: "O que?" em vez de "O quê?"; "Ocupado com o que?" em vez de "Ocupado com o quê?"; "chegou à sua casa" em vez de "chegou a sua casa". 3)Outros: uso de mesmo no lugar de pronome pessoal, como em "foi até o mesmo" em vez de "foi até ele" -- é algo muito recorrente na obra; "mulheres vire aqui" em vez de "mulheres virem aqui"; "você não me apoiar em nada" em vez de "você não me apoia em nada"; "não sei porque você insiste" em vez de "não sei por que você insiste". Observação: os apontamentos acima são apenas exemplos retirados de sua obra, há mais o que ser revisado. Aconselho que procure um beta reader; é sempre bom ter alguém para ler nosso trabalho e apontar o que acertamos e o que podemos melhorar, e os betas do Inkspired, quando contratados, fazem uma análise detalhada da sua história e a enviam através de um comentário. Caso se interesse, esse recurso também é disponibilizado pelo Inkspired através do Serviços de Autopublicação. Além disso, também temos o blog Tecendo Histórias, que dá dicas sobre construção narrativa e poética, e o blog Esquadrão da Revisão, que dá dicas de português. Confira! Bom... Basta responder esta mensagem quando tiver revisado a história, então farei uma nova verificação.
March 23, 2020, 13:16

  • Zahir Fernweh Zahir Fernweh
    Oi, boa noite. Bom, essa era uma história que, no início, era escrita às pressas, logo tem erros que foram cometidos por corretor automático e digitação rápida. Entendo todas as questões abordadas e tentarei corrigir, entretanto a substituição de "mesmo" para "ele" não acho tão válida, visto que é uma alteração a algo que ocorre em livros informais —ainda que publicados fisicamente, ao invés do digital— que é o caso deste. Fiquei bem impressionada pela eficácia do Inkspired nesse momento, devo dizer, e agradeço pelas pontuações. March 26, 2020, 02:47
  • Karimy Lubarino Karimy Lubarino
    Olá, autora. É responsabilidade da Equipe de Verificação apontar problemas ortográficos e gramaticais nas histórias. Independente do uso informal, o uso de "mesmo" e/ou "mesma" como pronome pessoal ainda se enquadra como erro gramatical, segundo a gramática normativa. Procuramos flexibilizar as verificações, porém avisamos sempre que possível e pertinente, ao autor(a), sobre problemas com gramática e ortografia. Por favor, caso resolva revisar sua história, basta avisar, assim que terminar, através deste comentário, então farei uma nova verificação. March 26, 2020, 12:48
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