zahir Zahir Fernweh

Dois reinos ergueram-se nos extremos dos hemisférios norte e sul do planeta. Arkadia, reino do Norte, governado pela família Aíron, clã dos sangue de prata e manipuladores do som. Titânia, reino do Sul, governado pela família Apemantus, clã do sangue Nightstone e manipuladores de ilusão, ainda mal descoberta pelos de fora. Ambos os reinos buscaram poder e terras, simultâneamente, e uma corrida se instaurou nas duas metades do globo, uma corrida por dominância e poder. Muitas terras foram tomadas, ao ponto em que poucos reinos restaram sem pertencer a um dos lados, norte ou sul. Mas o limite está terminando para os dois reinos e essa rivalidade e competição, que já resultara em batalhas anteriores, pode estar prestes a tornar-se uma guerra fatal, onde dois reinos poderosos, comandados por famílias que possuem magia, se enfrentam em nome da ganância. Porém, pode haver uma reviravolta, quando Edan, príncipe herdeiro do Reino de Arkadia, conhece Cassian, príncipe herdeiro de Titânia. Dois herdeiros destinados a travarem uma guerra e estarem no mesmo campo de batalha, mas não como príncipes, e sim como Reis. Os reinos estão divididos, uma coroa quebrada, mas o relacionamento desses príncipes poderá torná-la inteira.


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Prólogo

Prólogo

Uma excursão de visita aos reinos do Oeste, executada pela rainha do Reino do Norte, também conhecido como Arkadia, contou com acompanhantes de diplomatas escolhidos a dedo pelo seu Rei, que havia permanecido em Arkadia para tratar de assuntos próprios e por não precisar ter de sair de seu castelo. Além de sua corte e guardas, foi acompanhada de seu herdeiro e primogênito do reino de Arkadia, clã do sangue de prata e família Aíron, o grupo mais poderoso de todo o hemisfério norte.

Edan, o herdeiro de apenas sete anos, veio a mando de seu Rei e a conselho da rainha, em busca de experiência para se tornar um futuro governante excepcional. Como a rainha encontra-se, na maior parte do tempo, ocupada com a excursão, o príncipe permanece sob cuidados de um servo característico para o ofício. Tudo foi friamente calculado para que desse tudo certo naquela excursão.

Porém, não contavam que a frota de vigília do Reino do Sul, estivesse fazendo uma excursão oculta a um reino do Oeste, vizinho a onde a rainha do Norte estava e, naquela excursão, estava o príncipe herdeiro do Sul, do clã de sangue Nightstone, da família Apemantus.

Cassian, o herdeiro do Sul de nove anos, estava sendo acompanhado pelo seu guarda pessoal a mando do pai, o Rei do Sul, que possuía o Reino mais forte de todo o hemisfério Sul, Reino de Titânia, tendo como único, e eterno, inimigo à altura, o Reino de Arkadia. Ele estava lá, pelo mesmo motivo que o príncipe de Arkadia: aprender.

Há duas gerações atrás, havia mais reinos, os Reinos do Norte e Sul eram menores, mas, de forma incrivelmente simultânea, dois reis se ergueram em cada ponta do planeta, ambos com um instinto de ganância à flor da pele, e foram tomando, tomando e tomando reinos para si, aumentando seu território. Os filhos destes reis, vem sendo criados com a mesma ideologia de supremacia exacerbada, e foram aumentando seu território, ao ponto que, nos tempos de agora, há poucos reinos independentes do Reino do Sul ou do Norte, tornando todo o planeta uma esfera bipolar.

Edan Aíron desceu da carruagem real, com a ajuda do guarda que era destinado a protegê-lo, observando tudo com seus olhos prata penetrantes, com o semblante neutro. Seus fios platinados estavam presos em um coque frouxo, cada dia crescia mais e o garoto não tinha intenção de cortá-lo.

Ele possuía uma cicatriz, que começava em sua testa, no canto esquerdo, cortava seu olho esquerdo, passando por cima do osso de seu nariz, por baixo de seu olho direito, indo em direção a seu pescoço e o revolvendo. A cicatriz lhe dava um ar mais frio e se destacava em meio a sua pele extremamente pálida.

A causa daquela enorme marca em um garoto tão jovem era um mistério para todos, com exceção à casa Aíron, que possuía a intenção de que o povo continuasse sem saber a causa.

Edan observou sua mãe, tão diferente de si. Os fios negros dela pendiam por suas costas em uma bela trança, a coroa reluzia em sua cabeça, o vestido dançava aos seus passos, sendo acompanhada por quatro guardas e duas damas de companhia. Seus olhos eram verdes, como belas esmeraldas, completamente diferente do filho.

Edan suspirou, observando os dois guardas ao seu lados, começando a andar, sendo seguido por eles.

O platinado foi guiado para o palácio do oeste, indo para o jardim, onde havia uma mesa de vidro servida com bastante comidas e bebidas.

Os reis e príncipes do oeste estavam sentados à mesa e, quando a rainha e o príncipe de Arkadia entraram, eles levantaram-se para um cumprimento amistoso.

— Sejam bem-vindos, rainha Elara e príncipe Edan. — disse o rei, sorrindo, na linguagem do Reino do Norte.

— Espero que a viagem tenha sido tranquila.— disse a rainha, com o sotaque um pouco mais aparente.

Ambos os reis tinham a pele mais escura, os fios negros, a rainha tinha o cabelo ondulado e o rei encaracolado, seus olhos eram âmbar e sorriam para a família real Aíron.

— Ocorreu tudo bem, obrigada pela preocupação e hospitalidade. — disse a rainha Elara.

— Ficamos felizes por isso. Ah, deixe-me apresentá-los aos nossos filhos. Esses são Evander e Dante.— disse, indicando os dois garotos, gêmeos, que sorriam para eles.

— Olha, Edan, novos amigos.— disse a rainha Elara.

Edan olhou os garotos e os cumprimentou com um gesto simples.

— É um prazer conhecê-los, altezas.— disse Edan.

— O prazer é nosso.— disse um dos gêmeos, Dante, que tinha um sotaque carregado.

— Gostaria de conhecer nosso palácio?— questionou Evander, com os olhos esmeraldas brilhando e um sotaque um pouco mais suave.

— Temos um jardim com vários pavões, cada um com cores diferentes.— completou Dante, piscando seus olhos dourados, sorrindo, ainda que um pouco cético quanto a visita da outra realeza. Seus pais haviam dito que era uma maneira de treinar o idioma do Norte, que junto com o idioma do Sul, tornou-se uma língua quase que hegemônica, porém, era sempre mais fácil aprender a cultura do Norte, uma vez que o Sul era mais fechado a respeito dos próprios conhecimentos do reino, não permitindo estrangeiros conhecerem muito sobre.

— Interessante. Seria uma honra conhecer seu palácio e seus pavões.— disse Edan para os gêmeos.

— Ótimo, enquanto os príncipes se divertem, vamos tratar dos negócios.— disse o rei do oeste.

As rainhas sorriram concordando. Elara olhou para Edan e então para os guardas, indicando que ficassem com ele e os guardas concordaram.

Evander fez um gesto delicado com a mão, convidando o príncipe visitante a acompanhá-lo junto ao seu irmão.

— Então, príncipe Edan, quantos anos tem?— perguntou Evander, que parecia ser o mais extrovertido dos gêmeos.

— Sete anos, príncipe Evander.— respondeu, olhando-o.

— Ah, somos um ano mais velhos.— sorriu levemente, simpático.— Não precisa nos chamar de príncipes o tempo inteiro, somos iguais.

— Tentamos fazer nossos criados nos chamarem apenas pelo nome, mas eles são teimosos.— adicionou Dante, negando com a cabeça.

— Ah. Entendo.— respondeu Edan, suspirando levemente e continuou cético, observando o caminho.

— Tem irmãos? Vossas majestades planejam ter mais filhos?— questionou Dante.

— Não tenho irmãos. Eu sinto não poder lhe dar uma resposta exata, Dante, pois eu não estou a par deste assunto.

— Ah, nossa mãe está com uma criança, novamente.— comentou.

— Eu espero que seja uma mulher, desta vez.— disse Evander, sorrindo e deu passos rápidos em meio ao corredor de paredes cor de marfim, ornamentados com colunas manualmente esculpidas com pavões, quadros de membros da realeza e paisagens também decoravam o caminho, junto a vasos de cerâmica que, vez ou outra, surgiam para embelezar ainda mais o local com plantas e flores exóticas.

Os passos de Evander eram silenciados pelo longo tapete carmesim que se estendia pelo corredor e dobrava a esquina, bem adiante de uma ampla abertura de forma oval, que dava caminho a uma área aberta do palácio.

— Chegamos.— anunciou Evander, fazendo uma reverência exagerada e divertida, apresentando o local.

Edan observou o lugar, o centro estranho aberto e gramado, envolto pelo palácio na frente e árvores atrás. Haviam alguns pavões e outros pássaros menores. A luz do sol invadia o ambiente, deixando-o aquecido.

Três servas do palácio apareceram, arrumando cadeiras, mesa e uma sombra para os jovens príncipes.

— Muito bonito.— disse admirando o lugar, olhou para as criadas.— Obrigado.— agradeceu, tentando a língua do reino oeste.

Elas fizeram uma reverência, com as cabeças baixas, e se posicionaram um pouco afastadas, mas não o bastante para que, se precisassem, estivessem ali.

— Nos conte sobre seu reino, príncipe Edan.— pediu Dante, curioso, enquanto sentavam-se à mesa posta pelas criadas.

— É grande, cada vez maior. Diferente daqui, faz bastante frio pela capital. Possui muitas cerejeiras e quando chega o inverno as folhas rosas colorem a neve branca, é muito bonito. — falou com seus olhos prata brilhando.— Os lagos congelam e as pessoas saem para patinar fazem bonecos de neve, guerra de bolas de neve. A primavera deixa tudo colorido, parece que tudo fica mais romântico. Vejo muitas moças recebendo flores, através das janelas do palácio. No verão não fica muito quente, mas é o momento em que as crianças mais saem para brincar, ao que eu pude ver quando fui para algumas cidades. — disse observando um pavão abrir suas penas, exibindo-as.— No outono chove bastante, mas a vegetação fica amarela, laranja e vermelha. Não vejo muitos problemas com o reino, mas isso é de meu ponto de vista. Tenho certeza que há alguém que não está satisfeito com o que acontece por lá. — disse ponderando sobre o dito.

— A mamãe nos diz que se algo está bom para a gente, não quer dizer que esteja para outras pessoas.— disse Dante, observando o pavão azulado voltar a fechar sua cauda.

— Ela diz: “O verdadeiro rei e rainha sabem que seu povo se alimentou antes de se sentar para a refeição. O verdadeiro rei e rainha sabem que seu povo está seguro antes de descansar. É o dever dos reis e rainhas serem realeza e amigos confiáveis…”— disse Evander, fazendo o possível para soar como a mãe, fazendo gestos e expressões próprias dela.— Arkadia parece ser incrível, aqui nunca neva. É bem caloroso para isso… Mas eu vou ver neve um dia! Todos vamos, sim, irmão?— perguntou animado, olhando para Dante.

O irmão sorriu e assentiu, concordando.

— Vossa majestade é muito sábia. Imagino que após a aliança entre nossos reinos ser aceita, vão poder ir para Arkadĭa ver a neve ou o que quiserem, quantas vezes quiser. — disse Edan sorrindo levemente, pela primeira vez.

— Ah, vai ser tão legal!— disse Evander, empolgado, batendo palminhas e balançando seu corpo na cadeira, fazendo com que a longa trança de seu cabelo negro, que pendia em seu ombro, balançasse e fizesse os acessórios de ouro, tais como seu brinco e colar, tilintarem.

Dante riu nasalmente e negou com a cabeça, adorava a animação do irmão cinco minutos mais novo. Olhou para uma das criadas e a chamou.

— Edan, já tomou água de coco?— questionou, o olhando.

— Não, o que é isso? Uma água diferente? Tem magia nela?— perguntou olhando-o.

— Não, não.— disse sorrindo de leve.— É uma água doce vinda de uma fruta. É como se fosse o suco, mas é água… Ah, você precisa experimentar.— respondeu Dante, que pediu para a criada em sua língua original. A criada sorriu e assentiu, caminhando em direção à uma das árvores.— Agora, você verá a arte de pegar o coco, a fruta que tem a água, de sua árvore, conhecida como coqueiro.— explicou.

A criada tirou a parte da saia de seu vestido e ficou com a calça que ficava por baixo da saia de apresentação. Ela retirou um facão que estava pendurado na árvore e o prendeu na alça da calça, na cintura. Tirou o pano que cobria sua cabeça e o enrolou, envolvendo o tronco do coqueiro, para então começar a subir na árvore.

— Elas não deixam a gente fazer isso, mas deixam a gente treinar com espadas...— resmungou Evander, ainda que entusiasmado vendo a criada chegar ao topo da árvore alta, rapidamente e começar a cortar um ramo com três cocos. Uma segunda criada se aproximou e ficou aos pés da árvore, pegando as três frutas que foram lançadas pela criada que estava no topo da árvore e começou a descer, quando recolheu o suficiente.

— Nossa. Nunca vi algo assim.— disse Edan, impressionado.— As criadas de Arkadĭa não fazem esse tipo de coisa. Elas usam vestidos e cuidam do palácio. As damas de companhia de minha mãe são mais livres, mas ainda assim, não usam calças.— disse sorrindo.

— Aqui elas até usam saias, mas quando precisam fazer algo que precise de mais liberdade, usam calças.— disse Evander sorrindo.— O papai disse que elas fazem esse trabalho de forma menos deselegante, mas não quer dizer que não tenham homens fazendo esse tipo de coisa aqui também.

As duas criadas cortaram a cabeça dos três cocos com o facão, até ser possível retirá-la com as mãos, A terceira criada se aproximou com as outras duas à mesa dos príncipes e colocaram os cocos à frente de cada um na mesa, uma arrancou a cabeça dos cocos, deixando visível a água e o interior branco da fruta, a segunda criada colocou canudos nos três cocos e a terceira envolveu-os com uma espécie de plástico transparente, para que não sujasse nenhum dos príncipes. Fizeram uma reverência e se afastaram.

— Prontinho, essa é a água de coco. Parece água normal, mas cheira e tem um sabor diferente.— disse Dante.

— Aconselho a tomar a água sem encostar na fruta, pode sujar suas mãos, mesmo com esse plástico que elas colocaram, é só uma dica.— disse Evander, sorrindo, aproximando-se da mesa e bebendo a água através do canudo.

Edan olhou o coco e para dentro dele, vendo a água.

— E essa parte branca?— perguntou, colocando a boca no canudo, sujando um pouco.— Bom.— disse sorrindo bebendo mais.

— Ah, é a polpa da fruta, você pode comer isso também, e é muito bom. Pedimos para abrir o coco depois para que você possa provar essa parte também. — disse Evander, sorrindo.— Os doces com coco são muito bons também, o sorvete então...

— Coco é muito bom, resumindo.— disse Dante, também bebendo do líquido.

— Ah, eu certamente irei querer mais.— falou Edan, sorrindo e bebendo a água. — Mas me contem, o que fazem no reino? Como é Mertúria? Pelo pouco que vi, é um reino exuberante e com rica vegetação, imagino que não tenham problemas com escassez de comida. — disse olhando-os e bebeu um pouco mais.— Em Arkadĭa, temos sempre que nos adaptar às mudanças de clima, por isso em cada cidade temos um responsável para indicar o clima e o tempo, para que possam plantar e colher no tempo certo e não haver desperdício. A magia ajuda também, mas não são todos que podem usar para algo assim. A casa silfos cuida para acelerar a vegetação quando necessário, ou a casa nereida impede uma tempestade, mas cada lugar tem uma casa.

— Todo dia, nossos pais leem para nós uma carta de um cidadão ou um grupo daqui do reino, seja de reclamação, pedido ou adoração, para conhecermos o espírito de nosso povo e sempre buscar ajudá-lo. Aqui, plantamos muitas variedades de frutas, folhas, verduras… Nosso clima aceita quase todos os tipos de plantações, menos os que não suportam temperaturas quentes.— Dante fez uma pausa e tomou um gole da água.— Há uma partes que são desérticas, mas levamos água e subsídios para o povo, apesar de eles conseguirem se adaptar bem àquele clima.

— Também tem estações em que chove muito, muito mesmo, e aqui tem vários montes, então fiscalizamos se há alguém muito próximo às bases dos morros, por conta de deslizamentos… Já aconteceu no passado de algumas pessoas terem casas destruídas e perdas… Não foi legal.— disse Evander.

— Temos sistemas de canalização para armazenar essa água que é nos dada pela chuva. Se algo nos é dado, deve ser bem aproveitado.— adicionou o irmão.— Evitamos usar magia, tentamos usar nosso potencial manual, para desenvolvê-lo. apesar de a magia ser de livre utilidade para nós. Também são poucos a ter magia, somente nossa casa e algumas pessoas que acabam por ganhar o dom de nossa magia.

— Ah, nós gostamos de artes, sejam musicais, através de pinturas, escrita, as valorizamos muito. Inclusive, achamos as pessoas obras de arte, vemos beleza em tudo. É tão bonito… Temos histórias e lendas… Eu adoro as lendas dos dragões… Eu queria ver um, mas me dão medo também...

Dante sorriu de leve e afagou o ombro do irmão.

— Dragões são raros… E é melhor ficarmos longe deles.

— Sim, meus pais falam sobre o perigo que eles nos causam.— disse Edan, observando os dois.— E vocês, como é ter um irmão igual a você mesmo?— perguntou sorrindo de leve.

— É incrivelmente chato.— brincou Dante e Evander fez uma expressão indignada dando um soquinho no braço do irmão.— Brincadeira… É divertido. Ainda temos algumas diferenças, então não dá para pregar peças...— lamentou.

— Deve ser mesmo. Eu gostaria de ter um irmão.— disse Edan.

O platinado moveu-se na cadeira e sentiu algo embaixo da mesa, próximo a sua pernas, e gritou. Os guardas se prontificaram e puxaram suas espadas. Um pavão saiu debaixo da mesa, debatendo-se em direção a Edan. Ele levantou-se e começou a correr para longe dele.

Evander começou a rir e Dante negou com a cabeça, se levantando e indo atrás do pavão, que ia atrás de Edan. O cabelo com inúmeras tranças e tiras de ouro de Dande balançavam enquanto ele corria atrás do pavão. Sua vestimenta cor de marfim e detalhes de ouro com desenhos de folhas, assim como a do irmão, ondulava e brilhava com os raios do Sol que o atingia.

— Peguei!— comemorou, Dante, segurando o pavão nos braços. — Quieto!— reclamou com a ave.

O irmão mais velho olhou para frente e não viu Edan, olhou em volta e também não o viu.

Os guardas, que haviam parado para observar o pavão, engoliram em seco, percebendo o sumiço do príncipe herdeiro.

— Há um limite nessa floresta, o limite do palácio para a floresta que liga ao limite do reino vizinho. O príncipe não deve ter ido longe, melhor começar a procurar logo.— disse Dante aos guardas.

Os guardas concordaram e entraram na floresta.

Pouco tempo após o ocorrido, eles encontraram Edan, mas ele não parecia querer voltar, como se houvesse encontrado algo que valesse não voltar para seu reino, algo que pudesse mudar tudo. Algo ou alguém.

March 19, 2020, 11:31 p.m. 1 Report Embed Follow story
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Raquel Terezani Raquel Terezani
Olá! Sou da equipe de verificação e venho lhe parabenizar pela verificação da sua história. Ela me pareceu bastante interessante, envolvendo mistérios — como a cicatriz de Edan — guerra e magia. A temática LGBT deu singularidade à história, já que não é o que vemos normalmente em fantasias. Gostaria de apontar alguns equívocos quanto a gramática, para o caso de você querer corrigir. 1- A colocação de vírgulas merece uma revisão, por exemplo, em alguns momentos sujeito e predicado foram separados, o que é incorreto na norma culta. Como em “Os filhos destes reis, vem sendo criados”. 2- O verbo haver com sentido de existir não deve ser conjugado (sempre permanece na primeira pessoa do singular), como em “Haviam alguns pavões”, o correto seria “havia alguns pavões”. O primeiro capítulo, começando já no meio de uma guerra com bastante ação, chama a atenção do leitor que, quando começa a ler uma história assim, está esperando exatamente isso. Continue assim! Obrigada e até breve
April 30, 2020, 15:13
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