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Sobre como leitores temporariamente adentram numa dimensão paralela ao apreciarem criações ficcionais.


Poetry All public.
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Sinto-os no meu mundo

Sinto-os no meu mundo, dispersos

Voam e amam o que também amei

Aquilo que do coração derramei

Que dei cor como a belos versos


Alguns vêm de outros universos

Outros estão aqui porque chamei:

"Precisam conhecê-lo", exclamei

Sinto-os nos meus olhos, imersos


Ninguém no mundo os consegue ver

Nem eu nem eles a si próprios

Já que não estão aqui para ser


Vieram para ver acontecer

Para se relacionar e se cativar

Aqui não têm qualquer dever


Eles são meus destinatários

Aos quais dirijo as mensagens

Através de personagens vários


July 15, 2020, 2:45 p.m. 2 Report Embed Follow story
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The End

Meet the author

tiago líreas Espero que se veja ao ler aquilo que derramo do coração em palavras, ou que, no mínimo, se sinta alterado, como uma criança quando descobre o que é – ou o que significa – uma fruta; a qual entende, com isso, um pouco dos fundamentos da vida, e se sente fascinada, alegre ou emocionalmente impactada de qualquer outra forma, por saber melhor das coisas. Só peço que não leia os meus textos como objetos superficiais cujo único intuito é alimentar o corpo físico, como um ser racional veria uma maçã.

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Karimy Lubarino Karimy Lubarino
Olá! Faço parte do Sistema de Verificação e venho lhe parabenizar pela Verificação da sua história. Olá, autor! Estou com o coração quentinho com esse poema, realmente consegui sentir muito do que tento passar para os leitores quando escrevo e muito do que sinto quando leio. Ao ler uma história que nos marca, a gente sempre quer pedir para que as pessoas próximas a nós a leiam também, ou ao menos queremos que elas nos ouçam falar sobre como foi nossa experiência de leitura. Acho que isso é inerente a todos os leitores! A primeira frase do poema, em especial, (Sinto-os no meu mundo) já marca muito sobre o que o eu lírico quer dizer sobre os personagens, as histórias e também sobre os leitores - porque, se formos parar para pensar, e imaginar, é assim que gostamos de ver os personagens das histórias que amamos: vivos! Assim como os sentimos no nosso mundo, em nossas vidas, também esperamos que eles nos sintam lá no mundo deles, na história deles, no coração deles. Isso parece loucura, não é mesmo, mas a verdade é que, a cada vez que lemos uma história ou escrevemos uma história, damos vida a esses personagens e eles vivem através de nós enquanto nós vivemos através deles. Isso é magnifico! Como disse George R. R. Martin, "Um leitor vive mil vidas antes de morrer, o homem que nunca lê vive apenas uma vida". Parabéns pela obra. Espero que você tenha muito sucesso com seus personagens e mundos, assim como com suas leituras. Abraços!
July 24, 2020, 15:41

  • tiago líreas tiago líreas
    Olá! Antes de mais, muito obrigado por tudo (interpretação, apreciação crítica e verificação do poema :P). Preciso dizer que fiquei deveras impressionado com a sua interpretação. Não porque acertou em cheio sobre qual a mensagem do poema, mas porque Não acertou e, apesar disso, disse algo que, de igual modo, faz quase tanto sentido quanto o que eu próprio pensei ao escrever o poema (se não pensarmos na última estrofe, que explicita a Quem é que me refiro, isso é). O poema é, na verdade, fundamentalmente sobre os leitores e sobre como eles precisam "adentrar" no mundo sobre o qual estão lendo, não fisicamente, mas como mentes e olhos invisíveis – entram nele na sua imaginação. July 26, 2020, 11:53
~

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