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inawa Inawa ina

Ten e Yukhei são grandes amigos, daqueles de se apoiarem em tudo como verdadeiros irmãos. Por outro lado, Lucas não aguentava mais ver o amigo preso num amor platônico, então resolveu mexer seus pauzinhos para ver a felicidade do tailandês, pois se Ten estivesse feliz, ele também estaria. Então, já no time de basquete da escola, arrancaria informações precisas sobre Taeyong, só que não contava que era óbvio demais fazendo o cestinha perceber a tempo as suas reais intenções. E onde será que essa história iria dar com um cara altão que mal sabia ser stalker?


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Pelo amor de Deus, Wong Yukhei!

Notas do autor: No começo do enredo, acima do “(...)” significa o presente dos personagens que se completará no terceiro capítulo.




Capítulo 1 - Pelo amor de Deus, Wong Yukhei!



Ten estava cansado, suado e o coração batendo a mil dentro de seu peito. Fazia tempo que não corria desse jeito, olha que não era por causa de ônibus que passou da parada, nada disso, foi apenas uma correria até o supermercado que estava prestes a fechar, então deixou o sedentarismo de lado para conseguir comprar os legumes que sua mãe pediu aos berros e não teve outra escolha a não ser encarnar em um Usain Bolt.

Na volta para casa, percebeu que havia esquecido o seu celular — o objeto que não vivia sem —, então pensou que não tinha problema, já que tinha ido rapidinho no lugar onde sua mãe mandou. Ao chegar em seu lar, sua genitora, pôs-se a mandar o filho ajudá-la na preparação do jantar e sem escolha, Ten o fez.

Com a refeição pronta e já satisfeito de ter comido o guisado de carne de sua mãe, o moreno rumou seus passos para o quarto, já que naquela noite quem iria lavar as louças era sua irmã mais nova. Ao entrar no seu aconchego, se jogou na cama, sentindo todo o aroma de lavanda de seus sedosos lençóis. Pegou o seu celular que estava do lado de si e desbloqueou a tela, viu notificações do YouTube, Twitter e várias mensagens de seu amigo no WhatsApp, então não tardou abrir o aplicativo de mensagens.


Lucas the best
Visto por último às 19:21
Chamada de vídeo perdida às 18:15
Chamada de voz perdida às 18:18
Chamada de voz perdida às 18:20
Chamada de voz perdida às 18:22

Lucas the best: Caramba Ten, se eu dependesse da sua voz pra sobreviver, já estaria morto, enterrado e com um jardim por cima do meu lindo túmulo.
Lucas the best: Eu não sei o porquê de eu ainda não ter desistido de você, sinceramente hein….
Lucas the best: ESTOU PUTO! (vários emojis de faca).
Lucas the best: Ten?
Lucas the best: Eu estava brincando, tá?
Lucas the best: Eu nunca vou desistir de você, tá bom?
Lucas the best: Mas pensando bem, como diz o filósofo contemporâneo Justin Bieber: “Never say never”, vai que você vacila comigo, não é?
Lucas the best: Ah é, você está vacilando comigo nesse EXATO momento, mas tudo bem.
Lucas the best: Fica aí com seu cabeça de fogo, opa, quis dizer, namorado, o tal de Lee que roubaste o meu melhor amigo Taeyong.
Lucas the best: Adeus, Ten...
Lucas the best: Sobre o que eu ia te falar, esquece, não importa mais.
Lucas the best: Adiós, goodbye, sayonara, adeus em todos os idiomas…
Lucas the best: É tão difícil dizer adeus, sabe?
Lucas the best: [Áudio: Estou tendo vários flashbacks nossos, felizes, comendo, é claro, porém, uma ventania está me colocando pra longe de você. Me vejo chorando, sozinho e infeliz. Eu te amo meu amigo, a nossa amizade foi lin-].
Lucas the best: [Áudio: Oi, Ten hyung? Aqui é o Mark, o primo do Lucas. Tomei o celular dele porque ele é dramático demais. Ah, sobre o que ele quer te falar é que tem um novo anime no pedaço, um tal de Banana Fish… É isso, tchau].


E no fundo, podia-se ouvir os gritos do Lucas no áudio, pedindo para que o seu primo abrisse a porta de seu quarto e devolvesse o seu celular.



Chittaphon não sabia se ria ou se revirava os olhos que nem um possuído ao ler as mensagens de seu amigo exagerado. Ele só tinha ido às pressas ao supermercado comprar alguns legumes que não tinha em sua casa, na correria esqueceu o celular em cima da cama, pois sua mãe já estava com guisado no fogo e não poderia esperar.

Suspirou e mandou um áudio de três minutos explicando o ocorrido, e era por isso que não atendeu suas chamadas e não ter respondido as suas mensagens. Bobinho como sempre, Yukhei mandou outro áudio pedindo desculpas e logo começou a berrar pela mensagem de voz sobre um novo anime de Shounen com muita cara de Yaoi, super daora que o Ten deveria assistir, senão ia se arrepender pro resto de sua vida.


(...)



Foi engraçado como Wong Yukhei e Ten Chittaphon se conheceram no início do ensino médio. Ambos estrangeiros de nacionalidade diferentes. Eles se conheceram enquanto almoçavam um de frente para o outro na última mesa do canto esquerdo da cantina. Ten estava com muita fome naquele dia, sem querer quando comia afobadamente, acidentalmente bateu a colher nos seus dentes deixando toda a comida cair no seu uniforme sujando-o parcialmente, então isso gerou risadas histéricas do colega desconhecido no momento, o pequeno tailandês ficou morrendo de vergonha e pediu desculpas logo em seguida, já o grandão chinês mal consiga falar de tão engraçado achou aquela cena. Depois daquele dia eles sequer pararam de conversar, de primeira Ten achou Yukhei, mas conhecido como Lucas, um tanto exagerado e meio bobalhão, com o tempo de amizade só teve certeza disso.


*


Em um dia qualquer — ainda no primeiro ano do ensino médio — depois do almoço, Yukhei e Ten estavam lendo mangás tranquilamente, enquanto esqueciam-se que tinham um exercício de física para fazer. O chinês lia Naruto enquanto o tailandês lia Elfen Lied.

— Ten? Tu sabe que sou bi, né? — Yukhei perguntou meio do nada, enquanto cada um lia um mangá diferente, sentados um do lado do outro no chão do corredor na escola.

— Pelo amor de Deus, Wong Yukhei! Por que nunca me falou isso? — em relação a mentir, Chittaphon era terrível, porém Yukhei é pior ainda em não reconhecer quando o amigo estava sendo irônico consigo.

— Eu ‘tô falando sério, Hyung — bateu nas coxas do amigo. — Eu te contei isso faz um tempo e-

— Eu estou brincando, Lucas — interrompeu a fala do amigo e fechou o mangá, se virando para o chinês. — Sei que você dava uns pegas tanto em meninas como em meninos assim que chegou na Coreia — sorriu. — Mas por que tudo isso agora?

— Acho que estou vibradão em uma mina aí sabe. Ela é mó pitél. Mas ela não é pro meu bico, que pena — falou meio tristonho.

— Eu a conheço? — Chittaphon ficou pensativo. — Ela é da nossa turma, Lucas?

— Não, ela é secundarista. É da turma do Taeyong, aquele lindão.

— Taeyong?

— Céus, Ten Chittaphon! Ele é o maior cestinha de basquete da escola, como assim não sabe quem é?

Yukhei ficou indignadíssimo com o amigo avoado e acabou esquecendo da “mina” que estava gostando pra falar do armador principal do time de basquete. Só que ele não sabia que, com toda aquela explicação detalhada sobre o garoto de cabelos platinados e excelente jogador, fez com que o pequeno tailandês se interessasse no secundarista secretamente.

O tempo foi passando e só no primeiro ano letivo do ensino médio, Yukhei se apaixonou umas dez vezes e namorou umas três vezes ou mais, já que não fez questão de contar. E Ten encontrava-se mergulhado num amor platônico pelo coreano popular do colégio, sem que o amigo soubesse, pois sabia que Lucas era péssimo cúpido, todo grandão e atrapalhado, ele não sabia o significado de discreto. Contudo, o baixinho guardou esse sentimento no fundo de seu âmago, mas uma hora ou outra o chinês saberia e poderia acabar, ou não, com sua vida escolar em passar despercebido por aí.


*


No segundo ano do ensino médio, os dois amigos foram separados de turma, Yukhei fez um auê na coordenação e conseguiu ficar na mesma sala que o tailandês, eles se pareciam muito com “Chris e Grag” por não se largarem nunca. Ten chegou a pensar que isso era um carma, conhecido popularmente como Lucas, mas deixou isso pra lá, seja com um carma bobalhão ou não, seguiria a vida com o dilema que o chinês sempre falava pra si: “deixa acontecer naturalmente, eu não quero ver você chorar, mesmo que o amor encontre a gente, nosso caso vai eternizar…” tirada descaradamente de uma música popularmente brasileira.

Chittaphon amava demais seu amigo, apesar dele ser todo escandaloso, gostava da companhia deste. Eles eram como irmãos travessos sempre dando patadas um no outro. Os dois eram os únicos estrangeiros naquela turma cheia de coreanos. Então, diferente de si, Yukhei conversava com todo mundo e Ten gostava apenas de falar o necessário com os demais, a diferença de ambos os uniam cada vez mais.


*


Em um dia específico, Ten estava escrevendo no seu caderno sobre análises combinatórias que estava escrito no quadro, quando seu amigo virou-se para si subitamente e proferiu bem baixinho apenas para o tailandês que sentava atrás de si ouvisse.

— Ten? Acho que tô apaixonadão, cara, e estou muito triste com isso.

Chittaphon sem tirar os olhos da escrita respondeu:

— Ah, não me diga, meu caro.

— Eu tô falando sério, mano. Ele é lindão, tem um sorriso mais lindo que o meu — sorriu meio abobalhado ao lembrar do rapaz.

— Ah, sério? — sorriu meio irônico. — Quem é o infeliz dessa vez?

— Jimin da turma do Taeyong.

— O quê? Ele é da minha turma de dança Lucas, sério? — Ten perguntou pela primeira vez interessado na vida amorosa do amigo. — Cara, tu sabe que ele tem namorado, né?

— Por isso que estou triste. Mas sabe o que é estranho?! Eu estou me apaixonando pela metade da turma do Taeyong, não é de se estranhar?

Ao ouvir que o amigo tinha acabado de proferir, Chittaphon rolou os olhos já perdendo a paciência, pois o chinês não mudava nunca.

— Você é estranho, Lucas, deve ser por isso. Esquece o Jimin porque ele já tem dono, vá atrás de outro.

— Outro quem? O teu Taeyong? Eu não sou fura olho não, brother — sorriu ao ver a cara de indignação do tailandês. Acertou na mosca o que estava suspeitando algo há algum tempo.

— Teu o quê?! Tá ficando doido? Puff… está com minhoca na cabeça, só pode mesmo — Chittaphon falou exasperadamente.

— Se acalma, mano, o teu segredo está guardado.

— Vai estudar, Yukhei! Você precisa tirar uma boa nota para não ir pra recuperação. — Falou alto e meio nervoso.

— Calados vocês dois! Se você não virar pra frente agora, Wong, vai direto pra diretoria — vociferou o professor de matemática.

Antes de se virar e começar a copiar o exercício, sorriu com que acabou de confirmar: seu amigo estava apaixonado pelo veterano. E no resto do dia, Yukhei foi ignorado pelo tailandês. Mas naquela mesma noite, Ten foi bombardeado por SMS do amigo pedindo desculpas por tudo e dizendo que ia guardar a sete chaves o segredo deles.


*


Havia se passado meses depois da descoberta do amor platônico de Chittaphon, este que ficava na espreita sempre observando o amado, seja na quadra do colégio ou pelos corredores da escola. Yukhei estava vendo toda essa situação e só faltava roer as unhas dos pés, pois das mãos nem tinha mais de tão nervoso que ficava assistindo toda a situação, pois Ten havia o proibido de fazer qualquer coisa. E apesar de muito relutar, respeitou a vontade do amigo. Então no último dia de férias de verão, largados no quarto do mais novo, uma lâmpada se acendeu na mente do mais alto fazendo o chinês sorrir com a ideia que teve.

— Ten?

— Quê? — Ten respondeu sem tirar os olhos do mangá Nana que lia.

— Estamos no final do ano — Yukhei se virou na cama onde estava deitado para fitar o amigo que estava sentado no chão perto dela.

— E daí? — virou uma página do mangá não interessado naquela conversa esquisita.

— E daí que seu querido Taeyong vai para faculdade e você continuará no ensino médio.

— E o que tem? — pela primeira vez naquela conversa, Chittaphon mirou seus olhos no amigo.

— Pelo amor do amor, cara! Você nunca mais vai vê-lo! — Yukhei num pulo se levantou de sua cama. — E isso é muito triste.

— Eu já aceitei o meu destino.

— Quê? Negativo. Temos que bolar um plano para você ficar com ele, ou não me chamo Lucas.

— Mas o teu nome é Yukhei e não Lucas — sorriu ao ver os olhos sonhadores do amigo. — Eu já falei pra você que isso é só uma paixão passageira.

— É tão passageira que está durando um ano e meio — o Wong andou até o amigo que estava sentado no chão e se agachou para ficar da altura do alheio. — Deixa eu tomar as rédeas, por favor, só dessa vez! Ele é o meu capitão, então tudo fica mais fácil.

— Não, Lucas! Eu já disse que não.

— Mas por quê? — tocou nos cabelos negros do mais velho.

— Eu disse que é pra deixar isso quieto, poxa. Eu me contento só de olhá-lo de longe, isso pra mim é suficiente — sorriu, fechando os olhos ao proferir seus sentimentos ao pensar no mais velho.

— Mas eu não! — fez um bico fofo nos lábios, ato que seu hyung achou adorável. — Eu já vejo vocês dois juntinhos, bobinhos e apaixonados. Esse é meu sonho sabia?

Ten negou em silêncio.

— Sério, hyung, deixa eu fazer algo! Você está sempre aqui me ouvindo, mesmo revirando os olhos e me xingando, sempre me deu apoio nas minhas decisões. Por favor, deixa eu ser o seu cúpido! — o chinês juntou as duas mãos num ato de “por favor”.

— Não, você não sabe ser cupido de ninguém.

— Oi? Assim você me ofende. Sou graduado e estou fazendo o mestrado nessa área, não me subestime, seu plebeu!

— Desculpa aí, realeza, mas não importa o que você me diga, a resposta ainda é não! — exclamou.


Na verdade Ten tinha medo. Medo do amigo fazer uma merda grande ao tentar ser cúpido. Primeiro: Lucas era alto e isso não passava despercebido; segundo: era conhecido como galanteador; terceiro: quando vestia uma manta de Eros — o semideus do amor —, afiava suas flechas com exatidão, porém ao mirar, dava errado, por isso que tinha receio do amigo fazer alguma besteira.

Yukhei já juntou muitos casais naquela escola, claro que toda vez que dava-se esse papel de juntá-los, algo sempre dava errado, mas no final eles ficaram juntos. Então, Wong sentia-se ofendido quando seu amigo tailandês não confiava no seu talento para tal. Mas por hora atenderia o pedido do seu Hyung e iria esquecer aquilo por um momento, mas não por completo, não se cansaria até fazer aqueles dois bobões se falarem de uma vez por toda.


*


Em uma linda quarta-feira no intervalo de aula pela manhã, Yukhei tomou um chá de sumiço enquanto Chittaphon fazia seus desenhos de praxes sentado na última carteira que ficava do lado da parede. O tailandês amava desenhar e era muito bom no que fazia, até seus colegas de classe elogiavam-o pelo talento. Enquanto rabiscava o rosto do personagem Itachi, ouviu alguém tossir na sua frente e resolveu olhar quem era o infeliz que estava tirando a sua concentração, porém ao fitar os olhos de quem tanto almejava, seu corpo de imediato começou a dar sinais de nervosismo.

— Ah, me desculpa te incomodar — coçou a nuca — mas me falaram que você é amigo do Lucas. Então queria saber se você sabe onde ele está?

— E-Ele... — Ten estava nervoso a ponto de derrubar o rapaz na sua frente e sair correndo que nem uma donzela em apuros. Com os olhos arregalados, olhando para todos os cantos, avistou um ser alto que o salvaria daquela situação. — Ele está ali, ó. — Apontou para o Yukhei que vinha entrando na sala naquele exato momento.

— Ah, sim — olhou para o chinês que vinha se aproximando e depois voltou a olhar pro tailandês. — Obrigado! — sorriu.

O jovem de cabelos platinados mesmo depois de ter visto a pessoa que estava procurando, ainda continuou parado olhando para o moreno que ficava cada vez mais sem jeito com sua presença. O terceiranista piscava os olhos lentamente e com umas das mãos segurando o queixo parecia pensativo e o tailandês não poderia deixar de notar o quão fofo o mais velho ficava daquele jeito.

— Você se chama Ten Chittaphon, não é? — o de cabelos platinados sorriu ao ouvir a confirmação meio baixa do garoto a sua frente e continuou: — Eu me chamo Lee Taeyong, é um prazer te conhecer. — estendeu a mão direita para o tailandês apertar.

Ten estava com a mente nublada, aquilo não era real e cogitava disso ser um sonho muito surreal, pois a realidade estava longe de ser. Ao fitar a mão estendida para si, seu coração disparou de um jeito descomunal e seu corpo começou a tremer involuntariamente. Então, arranjou forças do além para apertar a mão alheia e quando fez, de longe pode ver Yukhei sorrindo satisfeito, lançou-lhe uma piscadela e este deu uma meia volta se retirando da sala junto com alguns colegas que estavam presente no recinto, deixando apenas os dois sozinhos naquele lugar. O moreno se desesperou ao sacar o que estava acontecendo.




— Yukhei seu filho da mãe, você me paga, sua peste safada! — Chittaphon berrou internamente.




Notas finais: Fanfic posta também no spirit.




Jan. 15, 2020, 3:17 p.m. 0 Report Embed Follow story
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