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E seu mundo se estabilizou

Um turbilhão assolou o bosque, as árvores balançavam com a catarse, as folhas iam de um lado para o outro, agitadas como um mar tempestuoso. Os negros cabelos voavam desesperados, o rosto branco era molhado por lágrimas contínuas, as quais umedeciam ainda as mãos que tampavam ao mundo o interior da sakura negra. Ela encolheu-se aos joelhos, seu busto doía, contorcia, seus gritos eram ouvidos por tudo, que era nada, nada além dos seres que a observavam por detrás dos troncos, que era ela. As lágrimas correram até secar e, do rosto tampado, floresceu um sorriso belo e puro, portador das mágoas de outrora, da paz de agora, um que sabia por que era o que o é, o que é e será. Levantou-se e se apoiou no parapeito, ainda sorrindo, pôs-se a observar a água e suas nuances, e logo percebeu que lá havia, parada, uma flor branca. O céu estava azulado, as nuvens portavam o brilho do alvo despertar; a alvura do ambiente, contagiante para muitos, mas não para a sakura negra, não para o turbilhão que outrora a assolava, farfalhava gentilmente e abrigava os sentimentos que nele viviam. A garota virou seus olhos ao céu, e seus cabelos encheram-se de espírito e vivacidade; eram brancos, transformada, mas haviam ainda muitas cerejeiras negras. Ela olhou para suas tristes e recurvas irmãs e soube, em seu coração, que irão despertar.

Jan. 1, 2020, 3:43 a.m. 0 Report Embed Follow story
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The End

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Fernando Avendanha Ó Capitão, Meu Capitão

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