kpopperatrevida Diu Cardoso

[JJP] [JJParents] [Halloween!au] Jinyoung e Jaebeom estavam animados com o primeiro Halloween em família, com todos bem juntinhos e enlouquecidos na compra da fantasia perfeita. Jackson queria ser desde o pequeno príncipe até a Malévola; Bambam gritava para ser o Darth Vader, enquanto Mark e Yugyeom disputavam o mundinho dos bruxos e sobrava a Youngjae ser o mais determinado em sua fantasia. E, claro, Jinyoung tinha que lidar com outra criança que queria ser a morte


Fanfiction Bands/Singers All public.

#happy-halloween #Halloweenau #halloween #jjfamily #family #jjparents #jjproject #youngjae #bambam #yugyeom #jackson #mark #got7 #bnyoung #bnior #jjp
0
3.9k VIEWS
Completed
reading time
AA Share

Entre Fantasias e Travessuras

Estavam alvoroçados e Jinyoung tanto Jaebeom se sentiam empolgados com o primeiro Halloween que viveriam juntos, todos juntos.

Após muito sofrimento e dores de cabeças para conseguirem a guarda dos cinco pequenos, ali, diante dos olhinhos brilhantes tudo pareceu valer a pena. Noites em claro, lágrimas que vinham a cada instante que seus pedidos eram negados, nada disso era grande o bastante naquele momento. Valeu a pena cada segundo na luta para ter aquela família.

— Vamos, vamos porque eu também quero comprar minha fantasia. — Jaebeom despertou todos em uma animação que fez Jinyoung sorrir.

— Papai, eu quero ir de Wally! — Youngjae pediu manhoso, pegando na barra da camisa do Im, que logo o pegou no colo.

— Então vamos achar uma fantasia com o Wally!

— Papa, eu quero ir de Darth Vader! — Bambam gritou emocionado.

O pequeno tailandês era fã de Star Wars e em pleno seus sete aninhos já havia decorado boa parte dos filmes.

Jaebeom segurou na mão do pequeno, alegando que também encontrariam a fantasia que ele queria, enquanto adentravam a loja de fantasia.

A família havia decidido se caracterizar naquele Halloween, afinal, era o primeiro de muitos e ambos os pais estavam eufóricos com a ideia. Jaebeom era o mais alegre naquele momento, arrancando risadas de todos e levando Jinyoung a querer esconder o rosto de tanta vergonha alheia que estava sentindo. De fato, Jaebeom era o mais criança de todos e era inegável que em algum momento ele parecia um homem de quase quarenta anos.

— Papai, papai… eu não achei minha fantasia! — Mark, o garotinho de fios negros e o mais velho chegou até Jinyoung, chamando a atenção com seus olhinhos quase que prontos para deixarem as lágrimas.

Poxa, era a primeira vez que tinha a chance de se fantasiar do que realmente queria e até agora não tinha achado sua fantasia tão desejada. Sentia que seu coração iria sair pela boca e o peito já doía de tão apertado.

— Yah, meu amor, qual sua fantasia mesmo, uh? — Jinyoung agachou-se, passando a mão sobre os fios escuros e com a outra segurando Yugyeom que permanecia no seu colo cheio de manha e preguiça que era.

— Eu quero algo do Harry Potter… um sonserino!

— Woah… acho que aqui já esgotaram as fantasias disso. — Evidenciou, notando o biquinho tristonho se formar nos lábios rosados. — Mas não fique triste, vamos em outra loja, uh?!

— O senhor vai comigo? Papai Beom está procurando a fantasia do Jack, Bambam e do Young.

— Claro que vou meu amor. Aproveitamos e procuramos algo para seu irmão, uh?

— Isso! — Mark voltou a se animar.

Jinyoung lhe sorriu derretido, levantando-se e puxando o moreninho pela mão. Parou no corredor que tinha apenas coisinhas de Star Wars, não deixando de segurar uma risada ao ver Jaebeom lutando com sabre de luz junto de três pequenos que riam alto.

— Esse sim é o sonho de consumo de qualquer mulher! — Ouviu, olhando para trás e vendo uma bela ruiva passar com o carrinho junto de um bebê.

Ela olhava para Jaebeom de modo encantado e só aquilo fez Jinyoung fechar a cara. Ela não parava de encarar seu marido.

— E de certos homens também. Meu marido realmente é o sonho de consumo de qualquer um. — Deixou uma piscadela, notando a cara de surpresa da ruiva.

Ela lhe sorriu amarelo, fingindo não ter sido desestabilizada naquele momento. Jinyoung voltou sua atenção aos quatro, chegando próximo o bastante para ouvir os desesperos do Im que já perdia para os filhos.

— Jaebeomie! — Chamou, ganhando a atenção do amado que não continha o sorriso.

— Sim, baby. — Não importava o tempo, Jaebeom lhe chamando daquela forma sempre lhe causaria um formigamento no estômago.

— Vou levar o Mark e o Gyeom em outra loja. Por favor, não faça nada de estrago. — Avisou, pois já sabia como o outro funcionava em compras como aquela.

O Natal passado era uma prova viva disso, pois Jinyoung lembrava perfeitamente da algazarra que Jaebeom juntamente de Jackson e Bambam fizeram, enquanto ele e Mark compravam comida.

— Eu sou adulto. Sei me comportar!

Jinyoung riu, assim como as crianças que conheciam bem o pai que tinham. Jaebeom olhou para todos, com a mão no peito, em sua típica dramatização que fazia a sua família rir mais ainda de si.

— Papa, posso ir com você?! — Young pediu, arrumando os óculos redondos que lhe deixavam muito fofo.

— Pode sim, meu doce. Segure na mão do seu irmão, okay?

Youngjae fez o que foi pedido, segurando prontamente na mão de Mark que segurava na alça da bolsa que Jinyoung carregava.

Ambos os quatro deixaram para trás, três crianças no corredor que voltaram a brincar com os sabres de luz, fazendo Jinyoung ficar preocupado com aquela ação toda.

Mark e Youngjae caminhavam na frente de mãos dadas, enquanto Jinyoung caminhava calmamente com Yugyeom em seu colo falando das possíveis fantasias que queriam. E eram muitas! O pequeno ia desde príncipe para nada convencional, fazendo Jinyoung rir a cada fala dita.

— Pai! — Mark chamou mais alto, apontando para a vitrine de modo que seus olhos brilhavam.

— Yah, achamos sua fantasia! — Soou animado, olhando para Mark que aos poucos se desanimava outra vez. — Que foi meu amor, não gostou?

— Papai é muito caro. — Os dedos magrinhos tocavam o vidro.

Jinyoung levou os olhos para a etiqueta, notando o preço salgadinho, no entanto, não era um problema para ele e para Jaebeom, que com toda certeza se visse aquilo daria uma leve surtadinha.

— Não tem problema, meu amor. Você sabe que eu e seu pai vamos dar sempre o melhor para vocês, não é?

— Eu sei, mas no orfanato a gente não tinha isso.

— Mas você não está mais no orfanato. Vai lá experimentar. É seu sonho ser um sonserino!

— Ah, posso experimentar?!

— Claro! Vai lá.

Mark se animou, puxando Youngjae junto consigo. Jinyoung entrou na loja logo depois, olhando as inúmeras fantasias enquanto Yugyeom corria pelo corredor principal. Era uma loja de cosplays e tudo encantava os pequenos.

— Papai, eu quero uma capa invisível!

— Gyeomie, você não queria ir de Buzz Lightyear?

— Mas eu quero algo como o Markie-hyung.

— Bom, então vamos atrás da sua capa do invisível! — Yugyeom soltou um gritinho animado, correndo até onde tinha visto sua fantasia.

Jinyoung o ajudou a vestir. O pequeno tinha sete aninhos muito bem agitados e distribuídos pelo corpo. O pequeno ficou empolgado com a capa. Era algo que na visão de Jinyoung era simples, mas para o de fios morenos pareceu ser a coisa mais incrível do mundo.

Ele e Mark estavam lado a lado, sorrindo um para o outro enquanto se abraçavam em frente ao espelho, devidamente caracterizados da maneira que queriam.

Ambos eram irmãos de sangue e apaixonados por Harry Potter.

Diante da cena, Jinyoung lembrou do dia em que ele e Jaebeom foram para o orfanato em busca de um sonho que há tempos queriam realizar.

Queriam apenas uma criança, pois com o tempo e adaptação, voltariam a adotar outra. Todavia, quando chegaram lá, se depararam com um Yugyeom todo espoleta, que logo de cara os pegara de jeito, balançando e derretendo o coração do casal.

Yugyeom ficou muito feliz ao saber que ambos haviam se interessado por ele, no entanto, fora corajoso o bastante para dizer que não podia sair dali sem o irmão mais velho, para surpresa de Jinyoung e Jaebeom.

Os dois sabiam o quão difícil era separar duas crianças. Na infância tinham presenciado inúmeros momentos como aquele e não queriam de forma alguma aquele sentimento sentido pelo pequeno Yug.

Jinyoung decidiu conhecer Mark, enquanto Jaebeom brincava com Yugyeom, ouvindo as histórias de super herói que ele tinha e gostava tanto.

Mark era muito calado, fora difícil chegar perto do garoto que na época tinha oito anos. Porém, ambos dividiam de uma paixão que na adolescência de Jinyoung fora muito bem explorada, mesmo para surpresa de muitos.

Videogames. Jinyoung amava videogames na sua infância e adolescência. Havia ganhado um de natal. Um não tão bom, mas o bastante para lhe deixar envolvido e emocionado. Mark também gostava, amava demais e era viciado nos joguinhos. Ele também não tinha um aparelho muito bom, mas conhecia infinitos jogos e foi por meio deles que conversaram quase que uma tarde toda.

Jinyoung sentia-se nostálgico a cada lembrança trocada. Era bom reviver certos momentos e Mark lhe deu a oportunidade perfeita.

Quando chegou em casa, ouviu de Jaebeom o quanto ele estava encantado por Yugyeom e queria o adotar. Jinyoung também havia se encantado pelo menino, então, deixou no ar o fato de realmente o adotar, fazendo Jaebeom surtar de alegria, no entanto, deu-lhe a ele mais uma alternativa, trazer Mark junto do pequeno.

— Você realmente o adorou, não é?

— Ele é muito fofo e incrivelmente inteligente! — Soou cheio de emoção, quase explodindo de tanta fofura ao lembrar do garotinho.

— Tudo bem, podemos adotar os dois. Yugyeom não vai querer ficar longe do irmão mais velho.

— Não mesmo!

Aquele foi um dos dias mais felizes da vida do Park. Ficou imensamente grato por ter ao lado alguém igual a Jaebeom, que sempre lhe fez feliz e realizado.

E, agora, naquele momento, olhando ambos os irmãos interagindo, Jinyoung sabia que tinha feito a escolha mais certa e sabia ao manter ambos juntos e bem unidos.

— Vocês dois aí, podem trocando as roupas. Vamos passar no caixa. — Ouviu um muxoxo dos dois, mas logo correram para os provadores.

Jinyoung se virou, procurando por Youngjae. Seu coração acelerou ao não achar o garotinho. Caminhou pelos corredores, sentindo-se aliviado ao achá-lo sentadinho no banco, balançando as perninhas enquanto as mãos estavam sobre o colo.

— Ei, pequeno, por que está escondido aí?

— Eu não achei minha fantasia. — Disse choroso, com os olhinhos cheios de lágrimas acumuladas que fizeram o coração de Jinyoung se partir em pedaços.

— Oh, céus! Não fique assim, nós vamos encontrar, uh?! Você quer a fantasia do Wally, não é?

— Uhum… — Murmurou, soltando o ar pela boca e prendendo o choro.

— Vem aqui com o papai, vamos achar sua fantasia.

Jinyoung estendeu as mãos e o pequeno Jae veio para seu colo, agarrando seu pescoço. Enquanto os dois iam em busca da fantasia tão desejada, em outra loja Jaebeom quase enlouquecia com a fantasia do pequeno chinês, que parecia querer coisa demais.

— Papai, eu quero aquela coisa na cabeça da Malévola! — Pediu, recheado de querer na voz, enquanto caminhava na frente, sendo seguido de Bambam que trajava uma vestimenta de um Jedi. Havia desistido de sua fantasia de Darth Vader assim que viu a outra, causando escândalo da parte de Jaebeom que andou toda a loja a procura do "urso preto" como chamava para irritar Bambam.

"Pai, não é urso!" Bambam estufava o peito sempre que chamava um dos personagens favoritos do filho de forma errônea.

— Você tá querendo muita coisa, Jackson. — Falou em um suspiro, segurando tantas coisas que ficava difícil caminhar.

Jackson era muito minimalista. Uma criança muito inteligente que começava a entrar na pré-adolescência. Não deixava de ser amável, tão pouco educado. Era alguém extremamente carinhoso e sempre queria que todos ao seu redor estivessem bem.

— Pai, olha! — Falou cheio de sorrisos, completamente maravilhado com o par de asas vermelhas que achou, perdidos em meio as fantasias no final do corredor.

— Jackson, meu filho, você tem que escolher o que vai querer ser. Não dá pra ser astronauta ao mesmo tempo ser pequeno príncipe e ter um chifre da Malevola com asas. — Ouviu a risadinha cômica e perdeu a moral ao tentar ser sério.

Não tinha o pulso firme como Jinyoung que sempre lhe dizia que era ele quem estragava as crianças, fazendo todas as vontades que elas queriam.

— Jackie, porque você não usa as asas e o negócio estranho da Malévola?! — Bambam deu a ideia, fazendo Jaebeom quase chorar de alívio ao ver a carinha contente do chinesinho.

— Woah, isso Bambam! Eu vou ficar lindo! — Gritou, puxando o irmão para um abraço.

Logo, deu as asas para o Im segurar, voltando a correr pelo corredor junto do mais novo. Jaebeom suspirou, pegando as outras fantasias que não seriam usadas e as colocando no devido lugar.

Enquanto as arrumava, não viu a aproximação um tanto sorrateira para perto de si e só quando se virou, deu de cara com uma bela moça que conhecia muito bem.

— Jaebeom-ah?! Meu deus, quanto tempo?

— Jiah… — Murmurou surpreso, logo fingindo um sorriso e sendo surpreendido por um abraço que tentou devolver o mais afastado possível.

Se Jinyoung lhe visse naquele momento junto daquela mulher estaria fritinho e sendo servido no jantar. Jinyoung tinha um gênio forte e um ciúme que lhe dava medo, mesmo que o outro não admitisse e não falasse nada.

— Nossa… que saudade que eu senti de você. — O tom era baixo. Jaebeom procurou se afastar e sorriu envergonhado.

— Faz muito tempo que não nos vemos.

— Muito mesmo! Achei que estava morando fora.

— Ah, eu morei por um tempo no Japão… mas foi só para ter um bom emprego mesmo.

— Entendo… mas me diz, o que está fazendo aqui e fantasiado de… — Olhou dos pés a cabeça. — Sombra?!

— É morte. Estou fantasiado de morte. — Corrigiu-a, só agora entendendo o quanto Bambam ficava revoltado quando errava o nome do personagem dele.

— Ah, claro… — Soltou uma risadinha despretensiosa, chegando próximo e levando os dedos para o tecido, o tocando levemente. — Preto realça sua beleza.

Jaebeom sentiu o rubor em seu rosto, tentou se esquivar. Não queria ser rude com a ex amiga que há muito tempo não via, todavia, ela pareceu não perceber seu incômodo, chegando mais próximo dele.

Jaebeom já nem mais contava os passos que dava para trás e quando sentiu a prateleira colidir em suas costas, soube que a partir dali as coisas começariam a ficar piores.

— Papai! — Jackson e Bambam gritaram, correndo e se colocando no meio dos dois para alívio do Im, que puxou os filhos para si, deixando as mãos em cada ombro dos pequenos.

Eles não gostaram daquela mulher tão próxima do pai.

— Papai?! Você tem filhos.

— Sim! — Não fora ele que se fez ouvido por mais que tivesse confirmado.

Sua voz não poderia ser comparada a pertinência que Jackson e Bambam tinham.

— Cinco filhos. — Bambam mostrou a mão cheia, enquanto Jackson balançava a cabeça e fazia o mesmo.

— Wow… que família grande.

— Papai, vamos atrás do Nyeong. Eu estou com fome.

— Claro, querido.

— Você ainda está com Jinyoung? — Não controlou o tom um tanto acusatório.

— Sim, eu e ele nos casamos.

— Nossa… eu realmente não pus confiança nisso.

— Por que será, né?

— Por que eu nu…

— Jaebeom!

Sentiu que a morte o levaria naquele momento ao ouvir Jinyoung lhe chamar. Olhou para o lado, apertando mais Jackson e Bambam que pareciam dois escudos para si. Colocou o capuz da fantasia, tentando sumir naquele instante enquanto ouvia as risadinhas dos dois baixinhos.

— Já pagou as fantasias?

— Ainda não, amor. — Soou baixo, encolhendo-se enquanto via o olhar cortante de Jinyoung sobre a outra.

— Então vá. Já peguei as fantasias dos meninos. Vamos comer antes que eles surtem de uma vez.

Jaebeom concordou rapidamente, puxando os filhos consigo conforme saía apressado dali, despedindo-se de Jiah só quando chegou na dobra do outro corredor.

— Parece que você conseguiu o que queria, Park.

— É, eu consegui. E você não sabe o quão bom é ser realizado na vida. — Devolveu tão ácido quanto a outra.

Nunca entendeu porque aquela mulher lhe detestava tanto. Era nítido nos olhos dela o incômodo que sentia. Sabia da paixão dela por Jaebeom e de todas as coisas que ela tentou para ficar junto do outro. Jaebeom nunca a escolheu e talvez fosse por aquilo toda aquilo sentimento depositado em si.

— Bem, preciso ir. Prazer em lhe ver. — Falou simpático, pegando Mark pela mão e saindo dali sem esperar um comprimento do outro.

Quando chegou no caixa, Jaebeom estava ali, cômico ainda vestindo a fantasia assim como os dois filhos. A atendente segurava o riso enquanto o Im passava o cartão.

Jinyoung se aproximou, com um sorriso divertido nos lábios que pareceu amenizar certo pavor nos olhos do marido.

— Jinyoungie…

— Você está uma gracinha assim. — Soou cômico, arrancando um riso nervoso do outro.

Era a maneira de deixar Jaebeom seguro naquele momento, visto que sempre quando encontravam Jiah ferviam os pensamentos, já que ela sempre foi um incômodo ao casal.

De compras feitas, Jaebeom e Jinyoung saíram com os cinco filhos contentes, falando alto de suas fantasias.

Jinyoung obrigou Jaebeom a tirar a fantasia para entrarem na praça de alimentação, alegando que não se almoçaria com o outro vestido daquela forma. Nem mais as crianças estavam caracterizadas! O Im muito do tristonho foi se livrar da roupa, reclamando que Jinyoung era um chato e que não o deixava se divertir.

O típico drama que todos estavam acostumados

Após se empanturrarem de guloseimas e sentirem que a barriga explodiria a qualquer momento, os sete foram ao mercado, comprar os tão aguardados doces.

Jinyoung sabia que era uma péssima idéia levar a todos no mercado. Era mais fácil ir somente ele e quiçá, levar Mark junto já que era ele quem sempre ia ao mercado consigo e lhe ajudava nas compras. No entanto, a criança mais chorona era o homem de quase quarenta anos na cara, que fez birra no carro querendo comprar os malditos doces e junto com mais cinco pestinhas que gritavam empolgadas para comprarem, Jinyoung não pode lidar contra a onda de pedidos.

Compraram mais doces que o combinado e Jinyoung sentia que a qualquer momento teria diabetes somente de olhar aquele amontoado de doces.

Quando chegaram em casa, já era passado das dez da noite. Passaram o dia inteiro em prol das fantasias e compras e ainda no final da noite deu tempo de levar a todos ao cinema para ver o filme tão aguardado por Jackson.

Malévola pareceu uma boa opção para encerrarem o dia em família.

Os cincos chegaram exaustos. Youngjae e Yugyeom dormiam, sendo carregados por Jinyoung e Jaebeom.

Logo, Jinyoung deu jeito de dar banho em Bambam, enquanto Mark e Jackson já se arrumavam para deitar. O dia tinha valido a pena e Jinyoung estava contente com tudo.

— Eu não sinto minhas pernas. — Ouviu a reclamação, enquanto hidratava a pele sentado em cima da cama.

As crianças já deveriam estar no sexto sono quando finalmente tomaram seus banhos e agora, desfrutavam da cama espaçosa e macia.

— Nem eu. — Se deitou ao lado do marido, logo sentindo a perna do outro ficar sobre as suas, arrancando um riso seu. — Eu amei o dia. Nossa primeira compra de Halloween toda família junta.

— Yah, foi um dia perfeito. — Jaebeom aconchegou o rosto na curva do pescoço alheio, inspirando o cheiro fresco de sabonete que tanto amava.

Jinyoung puxou o outro, abraçando-o enquanto deixava um carinho gostoso nos fios que já estavam de um tamanho que nunca Jaebeom usou. Era charmoso e Jinyoung achava tão sexy.

Ficaram ali, conversando sobre as crianças e as fantasias, até mesmo, das implicações de Jinyoung ao mencionar o quanto o outro chamou a atenção da mulherada na loja de fantasias.

Jaebeom riu, enchendo o namorado de beijos e eu te amo's que pareceram ser o suficiente para deixar Jinyoung todo derretido. Ele amava o Im e tudo que haviam construído.

[...]

Quando a manhã de sábado chegou, tanto Jaebeom quanto Jinyoung sentiram a cama pesar com os pulinhos dados por cinco serzinhos mais animados que qualquer outra coisa. Resmungaram, tentando voltar ao sono enquanto ouviam as poucas e boas dos pequenos, talvez não tão pequenos, mas para ambos, sempre seriam seus pequenos e eternos bebês.

— Comam, comam! — Jinyoung falou, assim que deixou a travessa cheia das panquecas que o Im fez para alvoroço da meninada.

Comeram entre o falatório. Jackson contava sobre o quanto estava feliz com seus treinos de esgrima e o quão elogiado foi na quinta-feira pelo treinador para orgulho dos pais e de seus irmãos. Youngjae pediu para Jaebeom comprar outro caderno de desenho, enquanto Bambam pediu uma caixa de giz de cera novos, pois os seus já estavam no final.

Mark ajudava Yugyeom a comer, enquanto o mesmo se lambuzava com mel na panqueca.

Era agito, falações e inúmeras histórias cheias de emoção que rondavam a mesa durante o café.

Em dado momento, os dois mais velhos se entre olharam, dividindo de um sorriso genuíno e grato pelo momento dividido e vivido com tanto amor.

Eles tinham uma família, a família que sempre sonharam em ter e que agora, se realizava da melhor forma.

[...]

A noite chegou e junto dela o espírito do Halloween ganhou mais força. Jinyoung ouvia os passos apressados de todos, enquanto ajudava Youngjae a vestir a fantasia do desenho favorito dele. O pequeno chorou emocionado quando finalmente encontraram o tal do macacão que queria.

Ele era o mais sensível de todos. Muito apegado em Jackson e Jaebeom. Um menino muito precioso que Jinyoung só queria proteger do mundo. Ele fora o último a ser adotado e, talvez, o processo que mais havia demorado. E tudo valeu a pena ao ver o olhar satisfeito do pequeno Jae em frente ao espelho.

— Obrigado, papai! — O de fios morenos se virou, abraçando as pernas do mais velho e o pegando desprevenido.

Sorriu derretido, fazendo um carinho singelo.

— Vamos ver o que seus irmãos estão aprontando.

Youngjae segurou sua mão, saindo do quarto e caminhando até o quarto de Jackson e Mark, encontrando todos ali.

Bambam e Mark eram os únicos vestido por completo. Jackson corria atrás de Yugyeom enquanto Jaebeom tentava entender como a capa invisível podia brilhar tanto. Não fazia sentido!

— Yah, vocês não estão prontos ainda? — Todos pararam, olhando para o Park.

Os dois agitados foram para trás de Jaebeom, se escondendo do olhar do pai que era sempre quem dava as broncas.

Jaebeom olhou para trás e para frente, só entendendo que deveria ter ajudado os filhos a se vestir, mas ainda tentava entender a capa do filho e qual lado ela era.

— Papai não sabe colocar minha capa. — Yugyeom disse.

— Esse chifre tá machucando! — Jackson choramingou.

Jinyoung olhou para Jaebeom, notando o desespero que existia nos olhos dele. Sabia o quanto ele dava o melhor de si pelos filhos, mas o jeitinho atrapalhado sempre o ajudava a estar perdido e desesperado.

— Deixa que eu visto eles. Vai colocando as cestas de doces no porta malas. — Falou suave, dando um selinho nos lábios macios e ganhando uma expressão divertida dos filhos. — Mark, ajude seu pai.

— Eu também posso ajudar o papai?!

— Claro, Jaejae. Vai lá.

Os três saíram do quarto, logo sobrou um Jinyoung tentando achar um meio de arrumar a fantasia do Wang e vestir Yugyeom que era ajudado por Bambam.

Devidamente prontos e bem satisfeitos, Jinyoung pediu para que eles não corressem pela casa, enquanto tomava seu banho.

Passariam o Halloween longe de onde moravam. Sempre haviam passado com Mark e Yugyeom na rua e quando Jackson e Bambam chegaram em suas vidas, a comemoração se expandiu por alguns parques temáticos e coisas do tipo. No entanto, aquele ano resolveram fazer algo diferente. Ideia vinda de Youngjae, decidiram passar o Halloween e comemorá-lo no orfanato.

Levariam doces e algumas caracterizações.

Jinyoung estava feliz de voltar no lugar em que viveu e levar a alegria e gratidão e apostava tudo que tinha que Jaebeom também sentia o mesmo que ele.

— Céus, Jaebeom! Você não está pronto ainda? — Questionou, assim que saiu do banheiro somente vestindo uma boxer branca.

— Eu tô tentando achar uma camisa branca.

Jinyoung já imaginava a bagunça que o outro deveria ter feito no guarda roupas. Caminhou até o closet que dividiam, constando sua certeza.

— Você sabe onde estão?

— Certamente para lavar e as outras estão todas manchadas.

— Ah… — Murmurou tristonho, virando o corpo e se deparando com o Park do outro lado, mexendo na parte que era dele.

Não dispensou o olhar sobre o corpo que tanto amava, estava hipnotizado pela beleza alheia e não importava o tempo, sempre seria caidinho pelo Park.

— Toma! — Voltou a realidade quando sentiu uma camisa ser jogada em sua direção.

Pegou a camisa branca, agradecendo por Jinyoung sempre salvar sua pele.

— Amor!

— Que foi?

— Você não comprou sua fantasia! Meu deus! — Falou em choque. Segundos depois arrancou uma risadinha do Park.

— Eu já tenho minha fantasia.

— E qual é?

— Essa! — Ergueu uma faca de plástico, sorrindo a Jaebeom que lhe olhou estranhamente. — Só preciso daquele seu macacão horroroso. — Vestiu a blusa em listras vermelhas e branca, sendo observado.

— Não acredito que você vai de Chuck!

— E o que que tem?

— Jinyoung! Um boneco assassino?!

— Amor, você vai fantasiado de morte! — Chegou próximo. — A gente tinha que combinar.

— Combinar no quê?

— Ué, eu faço os furos e você leva os desavisados. — Mostrou a faca novamente, caindo na gargalhada junto do outro.

— Yah, Jinyoungie… você não existe. — Puxou-o para si, abraçando a cintura alheia e depositando um beijo nos lábios grossos.

Fora algo calmo e simples, que logo Jaebeom fez evoluir. O comichão na barriga estava ali, assim como pequenos vacilos das pernas apareciam, mostrando que ainda causavam muitas sensações da adolescência.

— Yah, vamos nos arrumar. — Jinyoung soou por cima da respiração, tentando não se levar pelas garras do marido.

— Ai, você tá tão gostosinho assim e cheirosinho. — Jinyoung riu fraquinho, sentindo os beijinhos em seu pescoço.

— Para, para, para. Vamos nos arrumar! — Se afastou rapidamente, antes que se deixasse levar pelas palavras doces e toda manhã no moreno.

— Chato.

Riu, sentindo-se como se havia voltado a adolescência. Jaebeom sempre tinha aquela mania de lhe fazer se sentir o mais jovem de todos. E enquanto se arrumavam, abaixo de beijinhos e troca de carinhos, as cinco crianças se divertiam olhando o seriado — mais um episódio repetido que tanto amavam — na sala.

— Ajuda a amarrar.

— Pensei que tinha cinco crianças em casa. — Murmurou no último degrau da escada, amarrando as cordinhas da fantasia do Im.

— Você sabe que eu sou a criança mais maravilhosa que existe.

— Ah, pronto… começou!

Sorriram um para o outro, se encaminhando para a sala onde encontraram todos sentadinhos e concentrados na telinha.

Mark foi o primeiro a elogiar a fantasia do Park. Ele era um amante de filmes de terror. Logo veio Yugyeom e um Youngjae um tanto receoso, perguntando se a faca era de verdade.

Jinyoung garantiu que era de brincadeira, dando-a ao outro que até achou legal o objeto.

Abaixo de elogios e planos para a noite, Jaebeom e Jinyoung arrumaram todos em seus devidos lugares na van. O Im deu partida no veículo e pegou o caminho para o orfanato, onde também cresceu e conheceu a pessoa que agora dividia uma vida.

Aquele orfanato era importante para ambos. Tinham histórias neles e seus filhos também tinham as suas.

Era uma casa de abrigo a menores abandonados que, agora, contava com dezesseis crianças morando nelas. Todas, também, com suas histórias de vidas, mesmo sendo tão pequenas.

Quando adentraram o local, fora um alvoroço que só. Os cincos ajudavam a carregar as cestas de doces que compraram junto aos pais, deixando as demais crianças eufóricas com tantas guloseimas.

— Meus meninos! — A senhora Kim, quem cuidava da casa abraçou ambos.

Jinyoung devolveu o abraço na mesma intensidade assim como o Im. Eles sentiam muita falta daquela mulher.

— Estava morrendo de saudades! — Jaebeom disse, tendo a voz emocionada ao voltar a sentir aquele abraço carinhoso depois de tanto tempo.

Jinyoung também se pronunciou alegando a falta que sentia da mais velha. Ambos os três ajudaram as crianças a se caracterizarem com as coisinhas que haviam trazido.

O ambiente estava com a temática do Halloween e tudo estava muito assombroso e de arrepiar comicamente.

Todos ganharam seus doces e as travessuras foram deixadas para outro momento.

No instante presente, estava Jaebeom no centro, com seu capuz tapando o rosto, enquanto todos estavam à sua volta.

De violão em mãos, e com uma trilha sonora baixinha e arrepiante, Jaebeom contava histórias que deixavam os pequenos estarrecidos e com os olhos grudados no mais velho.

Jinyoung acompanhava no canto da sala, não tirando o sorriso dos lábios enquanto ouvia o amado.

Jaebeom levava jeito para encantar a todos com seu jeitinho de ser e era mais que grato a tudo por tê-lo ali.

Quando as palmas e os gritinhos se fizeram presentes, Jaebeom tocou as cordas do violão de modo mais alto, encerrando sua história.

— Hora de comer! — Jinyoung anunciou, tendo a atenção de todos e logo podendo ver a correria até a mesa repleta de coisinhas nenhum pouco saudáveis, mas que no momento era permitido.

— Você gostou? — Sentiu um arrepio percorrer o corpo quando sentiu o hálito quente colidir em seu pescoço.

Jaebeom havia chego por trás, lhe pegando desprevenido.

— Quer me matar do coração?

— Sabe que eu posso né?!

— Idiota. — Sorriu, sentindo os braços rodearem sua cintura.

Levou as mãos até as do Im, deixando elas sobre as mesmas, sem deixá-las de acariciar. Aconchegou-se no outro, deixando-se ser abraçado, enquanto olhavam os filhos interagirem com as outras crianças.

— Eu acho que não sei explicar o quanto estou feliz. — Jaebeom murmurou, descansando o queixo no ombro do amado.

— Nem eu… parece um sonho.

— Mas não é, amor. É a nossa realidade. — Beijou a bochecha quentinha.

Jinyoung virou o rosto levemente, deixando um selinho nos lábios rosados.

— Você me faz o homem mais feliz do mundo, sabia?

— Desconfiava… — Falou baixinho, soltando uma risadinha.

— Metido.

— Jinyoungie…

Jaebeom soou manhoso, apertando mais o corpo do outro no seu, enquanto resvalava o nariz pela pele exposta.

— Hum?!

— Doces ou travessuras?

— Com você, sempre travessuras querido.

Jaebeom sorriu, um sorriso que não foi visto pelo Park, mas que com toda certeza perpetuou pela noite inteira.

E, de fato, com Jaebeom sempre seria as travessuras mais doces existentes.

Eram família, um mais maluquinho que o outro. Tinham suas diferenças. Um era mais sério e certinho, enquanto outro mais espoleta e cheio de energia. Tinha os pequenos, um queria ser astronauta, outro músico e o tailandês queria ser tudo e mais um pouco. E Jaebeom e Jinyoung só queriam estar ali para ver tudo acontecer e poderem celebrar ao lado dos filhos muitos outros Halloweens.

Nov. 1, 2019, 7:10 a.m. 1 Report Embed Follow story
2
The End

Meet the author

Diu Cardoso Uma aspirante a escritora que vive oscilando entre as linhas e que se perde fácil no amontoado de palavras quase desconexas. @kpopperatrevida no spirit

Comment something

Post!
autumn night autumn night
cute 🧡🥺
March 02, 2020, 22:42
~