Queen of California Follow story

catscantwrite Gabriela Teixeira

Se perguntassem a Annelyne o que a fez deixar Campbell provavelmente teria uma lista de motivos na ponta da língua. Bastava perguntar. Com uma carreira de sucesso no cinema foi forçada pelo tio e sua empresária a entrar de férias e relaxar, afinal o casamento de sua irmã estava próximo, teria que voltar para casa cedo ou tarde. Então dez anos depois de sua partida para Los Angeles, Anne se vê obrigada a voltar para sua cidade natal, Campbell. Um lugarzinho perdido no meio do Texas. Rever a família e os amigos. Encarar o lugar onde cresceu e onde sente que se perdeu. Ter que lidar com o passado não era seu ponto forte, principalmente quando sua partida não foi fácil. Embora Annelyne soubesse todos os motivos que a fez deixar Campbell, o que ela não sabia era que havia uma lista igualmente numerosa de motivos para ficar.


Romance Young Adult Romance Not for children under 13.

#música #férias #comédia-romântica #comedia-romantica
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CAPÍTULO UM

Annelyne?

Ouvir o meu nome me fez lembrar que estava viva. Uma lembrança dolorosa de que eu ainda estava viva. Minha cabeça latejou como se alguém estivesse constantemente martelando meu crânio, enquanto o cérebro parecia expandir-se, esmagando a si mesmo. Meu corpo parecia feito de pedra, cada membro pesava uma tonelada.

— Anne! — Com lentidão e pesar, me obriguei a abrir os olhos, e vi uma parte do corpo do tio Mason ao lado da cama. O resto estava escondido atrás do travesseiro, que sugava minha cabeça. — Por Deus! Você está bem? — Sua expressão estava retorcida numa mistura de preocupação e curiosidade.

Demorei mais de um segundo para me situar, primeiramente como tio Mason estava ali e principalmente onde seria ali.

— Anne? — Senti um cutucão em minhas costas, enquanto o rosto do meu tio mudava de tom, para algo quase entediado. — Annelyne Louise Kelleher, vocês estão atrasados. O voo parte em menos de uma hora.

Voo. A palavra ecoou por alguns instantes em minha mente. Uma única passagem aérea estava junto da bolsa Prada na mesa da cozinha; uma passagem apenas de ida para Campbell, Texas.

Vocês. A mente entorpecida de repente despertou-se em choque e, apoiando os braços sobre o colchão, girei minha cabeça, captando os detalhes do cômodo: a parede magenta, o quadro de um pôr do sol na Califórnia, o cartaz de Cançando na Chuva. Eu estava em meu quarto e em algum lugar daquela cobertura estaria o meu irmão, ou ao menos era o que eu esperava.

— Droga. — Me coloquei de pé em um salto. O quarto girou a minha volta e Mason segurou-me pelo braço, impedindo que por pouco eu não tivesse um encontro desastroso com o chão. — Droga! — o fitei assustada. Meu tio, por sua vez, esforçava-se para conter a risada. — Nicholas!

— Ele está no quarto de hospedes.

— Campbell!

— Isso mesmo. Vocês vão para Campbell. — respondeu, com o mesmo tom que um adulto usava para explicar algo para uma criança. Sua mão ainda estava agarrada com firmeza no meu braço. — Em menos de uma hora o voo para Dallas vai partir.

— Ai. Meu. Deus.

O quarto estava uma zona. Além de todas as almofadas e o edredom estarem jogados pelo chão, ainda somavam-se as roupas espalhadas em qualquer lugar que fosse capaz de pendurar algo, sapatos largados para todos os lados.

— Arrumo alguém para organizar isso depois. Vá se trocar, Annelyne. — Maminhava na direção da saída do quarto. — Saímos em quinze minutos. Talvez em menos.

Ainda estava imersa no meu espírito de choque quando tio Mason me deixou apenas na companhia daquela bagunça. Minhas mãos ainda estavam enterradas ao cabelo, enquanto sentia que minha cabeça se desfazia. Não diria que havia me esquecido completamente que iria para Campbell, ou que meu irmão havia feito uma escala na Califórnia, interrompendo o seu caminho Alaska-Texas, apenas para que fossemos juntos para casa.

Na verdade, Campbell era a última coisa que saíra de minha cabeça desde o momento em que descobri que teria de voltar para lá. Dessa vez não haviam desculpas, não haviam trabalhos. Eu estava de férias e minha irmã iria se casar em algumas semanas, não podia mais adiar a minha volta para a terra natal.

Queria ter tido tempo para pelo menos tomar um banho mas, infelizmente, o horário apertado me deixou apenas a opção de vestir a roupa já separava para a viagem: uma camiseta folgada com uma frase qualquer, calça jeans e um All Star surrado, que há muito tempo havia se perdido entre os sapatos de grife no closet.

Mason esperava no hall junto das malas e de Nicholas. Meu irmão estava apoiado na parede e apenas seus olhos, vermelhos e sonolentos, se levantaram com pesar quando apareci diante deles.

— Pelo visto a festa foi boa ontem. — Os olhos do meu tio vagaram de um Nicholas meio vivo, meio acordado, para mim. — Até você que costuma ser forte para bebida está acabada.

Limitei-me a sorrir sem disfarçar o quanto forçado fora o gesto, Mason pouco importou-se, até diria que ele estava se divertindo com a nossa situação.

Encarei as malas empilhadas entre os dois. Era fácil descobrir quais eram as minhas; enquanto meu irmão era completamente básico com malas pretas, as minhas tinham capas do Mickey. Era definitivo, eu estava a caminho de Campbell depois de dez anos sem pisar os meus pés lá.

A sensação de estar voltando após tanto tempo era que um buraco se abrira em meu peito, sugando tudo para dentro de si e deixando apenas uma sensação gelada sob a pele. Eu estava sendo dominada pela ansiedade.

Mason cumpriu a promessa dos quinze-minutos-ou-menos e, uma a uma, arrastamos as malas pelo hall até alcançarmos o elevador privativo. Nick estava no meio, Mason a sua direita e eu a esquerda, uma porção de malas ao nosso redor e entre nós. Meus olhos estavam presos aos números sobre a porta do elevador, que diminuíam gradualmente. Cada um que se apagava parecia levar consigo um pouquinho da minha coragem.

A porta dupla abriu-se exibindo o amplo saguão do condomínio de luxo e o porteiro do período da manhã, Daniel, que nos cumprimentou com o seu corriqueiro sorriso largo e bem alinhado. Acenei com a cabeça e desejei que tivesse um bom dia, e ele me desejou uma boa viagem. Limitei-me a sorrir, nervosa com a declaração, desejando que cada palavra dele no fim das contas se tornassem realidade.

Nossa viagem para o aeroporto estava sendo silencioso, o rádio tocava algum pop da década de oitenta, baixo demais para entender a letra, conseguia distinguir apenas a batida.

A estrada estava com o trafego intenso, embora não fosse de todo lento. Avançamos entre os grandes prédios no centro de Los Angeles, gigantes construções de concreto e vidro. Ainda me lembrava do choque inicial em ver aqueles imensos arranha-céus pela primeira vez, para uma pessoa acostumada aos prédios baixos de Campbell, era estranho ver o quão alto um prédio podia ser.

O celular vibrou sobre a minha perna, terminando por chamar a minha atenção. Se tratava de uma mensagem.

“Estou indo te encontrar no aeroporto. Xx Audrey”

Sorri em resposta, voltando os meus olhos para a janela. Estava animada por ver tia Audrey, apesar de não estar muito certa se aquele encontro acabaria bem. Uma Marylin Monroe acenou e sorriu para nós assim que passamos por ela na esquina.

Tio Mason estacionou o mais próximo que conseguiu da entrada do aeroporto e Nick e eu nos encarregamos de descarregar as malas uma a uma. Um avião passou zunindo acima de nós e, mentalmente, desejei que as pessoas daquele voo tivessem uma boa viagem.

— Tem alguém nos fotografando. — Nick comentou ao levantar a alça de uma das malas com rodas. Os óculos escuros escondiam os seus olhos cansados.

Acenou com a cabeça para uma direção e Mason e eu nos viramos praticamente ao mesmo tempo, sem muita sutileza. Uma cabeça escondida debaixo de um boné azul marinho e um corpo vestido em uma camisa branca com jeans escuros apontava uma teleobjetiva diretamente para nós.

— É só fingir que não está vendo. — comentei sem muito humor. Você fingia que não via eles, enquanto eles trabalhavam para que o mundo inteiro o visse.

— Sempre tem disso?

— Bom, dessa vez pelo menos é um só.

Audrey estava mesmo no aeroporto, mais precisamente logo ao lado da porta de entrada, acompanhada dos gêmeos Jordan e Megan. O trio acenou animadamente em nossa direção, o rosto de tio Mason estava retorcido numa expressão de surpresa e incômodo.

— Anne, gatinha! — Minha tia e agente pegou-me em um abraço assim que nos aproximamos. Ela usava um vestido curto preto e branco que exibia com louvor o corpo bem cuidado pelo ioga e, como de costume, um par de saltos finos. — Não achou que fosse mesmo embora sem um abraço de boa sorte.

— Mas é claro que não. — foi Mason que respondeu, com um tom de ironia. — Oi, crianças. — Ainda nos braços de minha tia, mesmo com o rosto parcialmente tampado pelo cabelo longo e castanho de Audrey, consegui ver Mason abraçando seus filhos, com um sorriso que ele raramente demonstrava a Audrey ultimamente, especialmente depois da entrada com o divórcio.

— Não vai para o casamento? — Afastei-me de Audrey, apenas para poder olha-la nos olhos. Embora estivesse se separando do meu tio, isso não a tornava menos parte de nossas vidas.

Ela lançou um olhar fuzilante na direção do meu tio, que se distraia com os filhos.

— Depois falamos sobre isso. — Abriu um sorriso. — Oi Nick!

— E aí, tia!

Ambos também se abraçaram.

Desviei minha atenção para a direção de onde viemos, ainda podia ver a lente apontada em nossa direção, especialmente naquele momento: o sol fazia um reflexo nada discreto no metal do broche do boné azul, um erro para alguém que tinha que tentar ser o mais discreto possível.

— Anne!

Voltei os olhos para o grupo, Audrey me encarava como quem esperava uma resposta, enquanto eu não tinha a mínima ideia do que ela pudesse ter me dito. Tio Mason e os gêmeos praticamente já estavam para dentro do aeroporto, Nicholas à meio caminho de entrar pela porta automática, todos igualmente me encarando.

— O quê?

— Só estava te chamando. — Minha tia apontou na direção da porta. — Precisa entrar.

Olhei mais uma vez a minha família já praticamente dentro do aeroporto.

— Ah. Sim. — Assenti, envergonhada pela minha total falta de noção.

Peguei a mala de rodinhas que me restara e entrei, a arrastando pelo saguão do aeroporto.

Tudo o que restava era aguardar a chamada do voo para Dallas. Havia um grande grupo de pessoas a espera e eram pelo menos de três voos diferentes, todos com destinos distintos, cada um para um canto do país. Depois de ser abordada por pelo menos quatro pessoas, decidi que o melhor lugar para aguardar o voo em paz seria em um canto isolado, atrás de uma planta alta, meu irmão e meus primos diante de mim como uma parede.

— A ressaca está acabando com você. — Megan comentou divertida, seus olhos castanhos encravados em mim.

— Está sim. — Não era necessariamente a ressaca que me incomodava, já estive pior.

— Mason avisou que não deveríamos ter ido a festa. — Nicholas sorriu largamente, ainda usava óculos escuros. — E por isso foi ainda mais divertido.

Os gêmeos riram ao mesmo tempo. Eles eram tão diferentes um do oito que, às vezes, até custava acreditar que haviam nascido no mesmo dia. Megan parecia mais velha, as feições duras vindo direto de tio Mason, o maxilar bem marcado. As sobrancelhas escuras e retas, próximas demais dos olhos, lhe davam uma expressão feroz. Enquanto Jordan tinha o rosto fino e bem-humorado de Audrey, embora o cabelo mais claro viera do pai.

— Vão começar a faculdade no próximo semestre, não? — Nicholas cruzou os braços, vagando os olhos de um para o outro.

— Graças a Deus. — Megan rolou os olhos.

— Assim não temos que escolher com quem vamos morar. — completou Jordan.

— Nova Iorque, né?

Ambos assentiram.

— Ver vocês irem para a faculdade faz eu me sentir velho. — Retorceu a boca. — Lembro de quando vocês nasceram.

— Isso é frase de gente velha. Sem ofensas. — A garota o olhou com diversão.

— Vão começar a embarcar. — Mason falou assim que voltou até onde estávamos. Dois segundos depois, o voo foi anunciado no alto falante do aeroporto. Ele movimentou as sobrancelhas, enquanto assoprava o copo de café em mãos.

Nicholas virou-se para mim, apoiando uma mão em meu ombro.

— Então vamos. — Pegou a bagagem de mão separada com pertences que não podiam ir na mala.

— Vão na frente. — Mason piscou sem necessariamente mirar alguém. — Eu vou conversar rapidinho com Anne.

Passou um braço sobre os meus ombros, o fitei com desconfiança, enquanto ele olhava para os outros três. Nick deu de ombros e seguiu com os gêmeos na direção em que Audrey estava parada, distraída com a tela do seu celular.

— O que foi? — questionei com um misto de preocupação e curiosidade.

— Comeu alguma coisa?

— Você viu que não deu muito tempo de comer algo em casa.

— Ok. Não fiquei sem comer, ou vai desmaiar.

— Tudo bem. — respondi em um tom de dúvida, aquela conversa estava esquisita.

— Olha, — respirei fundo. Agora ele diria o que realmente lhe passava na cabeça, estava usando o seu tom de pai. — eu só quero que você relaxe e aproveite, ok?

Franzi o cenho.

— O que está querendo dizer, tio?

— Só estou dizendo para você aproveitar o tempo em Campbell. — Passou a guiar-me com passos lentos na direção da fila que se formava para o embarque. — Descanse, reveja o pessoal, se divirta. Aproveite as férias.

— Ah. Sim! As férias que vocês me obrigaram a tomar. — Embora tenha falado com algum divertimento na voz, aquilo era mais uma acusação, do que brincadeira.

— Prefiro o termo sugerir.

— Não me lembro de ter tido outra opção senão aceitar.

Ele sorriu com simpatia.

— Todo mundo precisa descansar, Annelyne.

— Tudo bem. — Assenti positivamente, estávamos há poucos passos de onde meu irmão estava na fila. — Eu vou fazer todas essas coisas.

— Vai lhe fazer bem. Vai ser divertido!

Limitei-me a balançar a cabeça mais uma vez. Tinha minhas dúvidas a respeito da viagem me fazer bem.

— Só tente manter essa coisa de cigarro longe do seu pai, ou ele vai surtar. De novo.

— Eu não estou fumando!

— O cheiro está impregnado no apartamento. — Ele fez uma careta. — Podia pelo menos fumar na varanda, assim o cheiro não fica no seu sofá.

Rolei os olhos.

— Nos vemos em breve. — Já alcançávamos Nick àquela altura. — Mandem um abraço à todos.

— Até mais tio.

Os dois bateram as mãos com um estalo estridente, se abraçaram em seguida e distribuíram uma porção de tapas nas costas um do outro.

— Tchau, Anne. — Audrey beijou-me no rosto. — Se cuide. Qualquer coisa me liga, ok?

— Pode deixar. — Confirmei assentindo. — Até mais!

Em seguida despedi-me dos gêmeos. Megan fechou-me em um meio abraço, dando mais ênfase em um beijo longo e estalado em meu rosto, enquanto Jordan deu-me um abraço apertado.

E por último foi Mason. Senti seus dedos enterrarem entre os fios do meu cabelo curto, fazendo um rápido e leve carinho na região. Eu não queria me separar dele, ter que dizer tchau. Mesmo que eu soubesse que ainda nos veríamos, não era um adeus.

Dez anos era o intervalo de tempo entre o dia que ele me trouxe de Campbell para Los Angeles. Entramos juntos naquele mesmo aeroporto e agora estávamos nos separando e isso comprimia o meu peito, quase me sufocando.

— Precisa me largar, Anne. — Senti o movimento que seu peito fazia quando ria. — Você tem que ir.

Eu tinha que ir, o que não significava que eu o queria fazer. Afastei-me de Mason sem me preocupar em disfarçar o pesar que me tomava por dentro. Queria me agarrar a sua perna, feito uma criança no meio de uma birra e implorar para que me levasse de volta para casa, o meu apartamento, de onde eu tinha uma vista deslumbrante de Los Angeles – especialmente a noite.

Mason fitava-me de volta com compaixão, ele sabia o que eu estava sentindo, ele sabia que eu não queria partir, que eu estava ansiosa e com medo de voltar para Campbell. E não tinha dúvidas de que se dependesse da vontade ele, estaríamos dentro do seu carro em menos de cinco minutos, porém, acima de tudo, Mason não me deixaria fugir daquilo. Estava na hora de encarar o passado, relaxar um pouco e especialmente estar com minha irmã em um dos dias mais importantes de sua vida.

— Vamos. — murmurei para Nick, que assentiu em compreensão. Acenei uma última vez para Mason, Audrey e os gêmeos, que retribuíram o gesto, eles quase pareciam uma família unida novamente.

Ainda à distância podia ver meus tios, seus olhos estavam em nossa direção e os seus lábios se moviam numa conversa que eu não conseguia ouvir ou ler, mas tinha certeza de que não se tratava de uma discussão, a única forma como ambos vinham se comunicando ultimamente. Na verdade, seus olhos me diziam que, de alguma forma, estavam preocupados.

Sept. 26, 2019, 2:47 a.m. 1 Report Embed 0
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Oct. 18, 2019, 4:13 p.m.
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