Embaraçar Follow story

yuuic Yuui C. Nowill

Alguém disse, em algum momento, que puxar os cabelos era algo bom. Lass queria experimentar. Era algo simples - não era?


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#GrandChase #GrandChaseDimensionalChasers #RonanErudon #LassIsolet #RoLass #ElesisSieghart
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Embaraçar

Notas iniciais

Oi! Quanto tempo. Surgi com conteúdo de qualidade duvidosa dessa vez :)

É bom ter em mente:

embaraçar (verbo) 1. (transitivo direto e pronominal): criar ou sentir embaraço; complicar(-se); atrapalhar(-se). 3. (transitivo direto e pronominal) misturar(-se) desordenadamente.

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Alguém disse que puxar os cabelos era bom.


Quem havia sido mesmo? Talvez a Lin?


Cerrei um pouco os olhos, observando atentamente a forma como as mechas azuis contornavam seu rosto e caíam por seus ombros. No mesmo instante, Ronan moveu os lábios sobre os meus — estavam úmidos e deslizavam com facilidade uns pelos outros; puxei o ar com um pouco mais de força pelo nariz, correspondendo ao seu toque.


As pontas dos dedos formigavam. O cabelo dele reluzia na meia-luz do quarto, convidativo. O eco insistente na minha cabeça, a voz de alguém, comentando que era bom.


Comecei a arrastar a mão por seu braço, subindo os dígitos por seus ombros, começando a enroscá-los em seus fios. Ronan riu baixinho em meio ao beijo, mordiscando meu lábio inferior; cerrei mais ainda os olhos, sentindo as mechas nos nós dos meus dedos.


Respirei fundo um, dois e puxei seu cabelo.


— Ah! — Ronan protestou, afastando o rosto do meu, provavelmente por conta da força do meu puxão. Percebi como ele apertava um dos olhos, o outro mostrando-se para mim, um brilho duvidoso banhando suas íris. — La-Lass? — Fechei mais a mão em seus fios e assisti como ele fincava os dentes nos lábios.


— Isso... é bom? — Perguntei, erguendo uma sobrancelha.


— Ahn... não. — Ele disse com pesar. Arregalei os olhos, tentando relaxar os dígitos. Sua expressão foi suavizando e eu entendi que o estava machucando. — Eu acho que... você usou um pouco mais de força que o necessário.


— Ah... Eu... — Senti um nó estranho na garganta e, no mesmo instante, tentei puxar a mão de seus cabelos, afastar nosso toque.


Mas os dedos não saíram. No lugar, Ronan praticamente veio junto do movimento da minha mão, reclamando — provavelmente de dor.


— Ahn... Lass? — Seus olhos azuis estavam assustados, mas talvez não tão desesperados quanto eu deveria estar. Movi mais os dedos, mas eles pareciam se embrenhar ainda mais nas mechas. — ... Lass?!


— A­–! Na-não sai... — Minha voz soou mais trêmula do que eu gostaria.


Merda. Merda, merda, merda!


— Lass, se acalme e vai puxando os dedos devagar... — Ronan apertou os olhos quando eu fiz outro movimento, os dedos mais enroscados ainda. — Au, Lass, devagar.


Ah.


Merda!


­­­­––––––––––––––––––––––––––––


— Eu sinto muito! — Curvei-me com a testa quase rente ao tapete. O suspiro de Ronan encheu o ar do quarto e eu cerrei os olhos, mordendo o lábio inferior.


— Lass, levanta daí. — Relutante, fiz como ele pediu, sem encarar seu olhar. Ouvi um tapa no colchão e finalmente virei-me para ele.


Ronan tinha um olhar gentil, um sorriso doce adornando os lábios. Foi a minha vez de suspirar e, lento, sentei-me ao seu lado na cama, desviando o olhar dele assim que me ajeitei — não tinha coragem de encará-lo depois de tudo.


— Você não precisa ficar chateado por tão pouco, Lass. Eu disse que não foi nada. — Sua voz era macia; parecia seda. Juntei as sobrancelhas, chateado.


— Eu te machuquei. Nada justifica.


— Não foi sua intenção. — Ronan riu baixinho. Encolhi os ombros, encarando minhas mãos, cerrando os punhos.


Foi uma ideia estúpida. Eu agi sem uma conversa prévia e o havia machucado. E se isso se repetisse? E se fosse em outros momentos? E se...


— Lass? — Aquele amontoado de cabelos azuis entrou na minha visão, o rosto de Ronan tão próximo que nossos narizes se roçavam; suas mechas caíam desordenadas por suas costas, seus ombros e seus olhos estavam tão arregalados que era possível eu ver cada detalhe de suas íris. — Oi, Terra chamando! Você está me ouvindo?


— Ah! Desculpe, eu... — Endireitei minha postura, assistindo Ronan fazer o mesmo; seu sorriso era sereno, compreensivo. Ergui as sobrancelhas, desentendido. — Ronan?


— Eu deveria ter avisado que meu cabelo embaraça fácil. — Foi seu comentário, passando os dedos pelos fios. Percebi como eles corriam livremente até pararem em um ponto. Ronan os desprendeu dos dedos com cuidado, demonstrando aparente dificuldade. — Os fios são muito finos. Qualquer toque e eles se embrenham todos. Não é culpa sua ter enroscado.


— Ah... Eu... — Ronan negou com um aceno e eu emudeci.


Era aceitar ou aceitar, supunha.


Percebi como ele foi até a cômoda de cabeceira, puxando de uma das gavetas uma escova; ajeitou-se novamente sobre o colchão, começando a escovar os cabelos — lento, passando as cerdas com delicadeza. Elas enroscavam nas mechas e, nesses momentos, Ronan segurava-as e forçava lentamente, tentando não puxar, mas desfazendo os nós.


Assistir àquela cena só aumentava ainda mais a minha vontade de tocar em seus cabelos — puxá-los de novo, quem sabe? Cerrei os olhos, fazendo um muxoxo. Não deu certo uma vez, a segunda provavelmente também não daria.


Tinha que existir uma maneira. Eu só não sabia como. Mas certamente existia uma.


Quem havia falado isso dos cabelos mesmo?


— Eu realmente espero que você não fique matutando isso. — Voltei à realidade com um supetão, piscando desnorteado para Ronan; sua expressão era gentil, no entanto. — Vamos dormir? Está tarde. Eu preciso acordar cedo de todo modo.


— Ah­–Hm. Sim. — Observei como Ronan prendeu os cabelos usando grampos antes de guardar finalmente a escova na cômoda. — Eu... sinto muito pelo cabelo.


— Lass... — Ele suspirou. — Outrora conversamos sobre isso, pode ser?


Anui no mesmo instante que Ronan alcançou o interruptor e desligou as luzes do quarto outra vez. Suspirei e fui deitar-me ao seu lado, de costas para ele. Pensei que fosse retrucar, mas Ronan nada disse — somente aceitou, encostando-se mais ao meu corpo.


––––––––––––––––––––––––––––


A grama parecia mais verde quando o Sol reluzia sobre ela, o orvalho ainda recente, o odor de mato molhado enchendo minhas narinas. Observava atentamente como cada folhinha movia-se com o balançar da espada de Elesis.


Quando ela veio treinar, eu somente sente-me próximo e deixei que fizesse como ela gostaria — não estava concentrado o suficiente para participar. Ela pareceu entender, porque não insistiu em momento algum.


O som do movimento de sua espada era o suficiente para abafar meus pensamentos — mas eles ainda eram um ruído constante e irritante no fundo da minha cabeça; crispei os lábios, levantando finalmente o rosto. Elesis estava enxugando o suor do rosto, ajeitando os cabelos no prendedor.


Observei como seus dedos passeavam pelas mechas vermelhas — pareciam deslizar com mais facilidade do que os dedos de Ronan nos cabelos azuis. Cerrei as sobrancelhas, tentando entender a diferença; seria a grossura do fio? Ou a forma como ela movia os dedos?


De repente, a cabeleira vermelha começou a se aproximar até ser substituída por suas íris — presentes, irredutíveis como o fogo. Arregalei os olhos, assustado com sua proximidade.


— Desembucha o que você quer, Lass. — Elesis foi pontual, parecendo irritadiça. Engoli em seco, incerto. — Você está me olhando insistentemente faz um tempo. Se quiser algo, diga. É melhor do que ficar assim.


— Ahn... bom... — Levei os dedos até o pescoço, massageando a região devagar, sentindo os nós dos dígitos suando. — Eu... posso te perguntar algo?


— Pode? — Ela estava surpresa. — Quero dizer, se eu puder responder, é claro.


— Hm. Bom... não vá rir, está bem? — Baixei o rosto para a grama novamente, o verde enchendo minhas íris, o cheiro úmido fazendo meu nariz coçar. — Tem... alguma forma de puxar o cabelo de alguém para ser bom?


Puff. A espada foi ao chão e Elesis estava gargalhando.


Fechei a expressão no mesmo momento, assistindo como ela colocava a mão sobre os lábios para abafar o som da risada, os olhos cheios d’água.


— Eu disse para não rir!


— Desculpa! — Ela bateu com as mãos nas próprias coxas, jogando a cabeça para trás. — Ah! Nossa, esperaria por tudo menos isso. Tá. — Ela voltou a se aproximar, sentando com as pernas cruzadas à minha frente, os olhos cor de granada encarando-me com empatia. — Eu não sei o que aconteceu, tampouco quero detalhes, mas certamente você tentou e deu errado, certo?


— Ahn... — Desviei o olhar um momento, sentindo as bochechas corarem. Suspirei em seguida, desistente. — É.


— Bom... — Ela estalou os dedos, chamando minha atenção. Voltei a encará-la. — Na real, tem um segredinho nisso. Ninguém conta, porque ninguém sabe. Eu não vou fazer em você, mas só prestar atenção, está bem? — Anui, não desgrudando os olhos de sua figura.


Elesis espalmou a mão na frente do meu rosto. Ergui uma sobrancelha, desconfiado; ela sorria — conseguia enxergar pelo vão de seus dedos. Depois, ela levou a mão espalmada até o seu couro, os fios entrando por seus dedos e, por fim, os fechou; tornou a abrir a mão e deixou os fios escorregarem para fora enquanto retirava a mão do emaranhado de mechas vermelhas.


— Você não puxa o fio, mas a base, perto do couro. Espalma a mão, depois fecha e movimenta a cabeça. Não pode ser forte, nem rápido. Tem que ser lento e preciso. Deu pra entender?


— Ah–! — Ela riu, provavelmente pela expressão que eu fiz. — Mas... e se... embaraçar fácil...?


— Hm, bom... você não enrosca os fios nos dedos. Só deixa eles deslizarem pra você encontrar o couro; com a mão espalmada, não tem problema. — Ela fechou os olhos e anuiu, concordando com a própria afirmação. — Se quiser tentar em você mesmo pra testar, é uma boa. Assim você sente o peso da sua mão também.


— Por que... — Ela já se levantava da grama quando parou, olhando-me indagadora. — Você não ia fazer em mim?


— Dois motivos. — Ela tirou as gramas da roupa, ajeitando o cabelo. — Primeiro: eu me sinto incomodada em fazer isso com você e, segundo: não quero você excitado por mim. — Deu uma piscadela e eu torci a expressão; Elesis riu em seguida. — O quê?! Ninguém em quem eu fiz reclamou.


— Ótimo pra você. Eu passo. — Ela gargalhou, estendendo a mão na minha direção. Ergui ambas as sobrancelhas, desconfiado. — Huh?


— Que tal um duelo amistoso? Só para treinar. — Suspirei; era óbvio.


— Como quiser.

––––––––––––––––––––––––––––


Saí do banho para encontrar Ronan sentado à beira da cama, de costas para mim, lendo um livro. A blusa de seu pijama era aberta nos ombros e, por eles, a cascata azul que eram suas mechas caíam graciosamente, desenhando sua pele com delicadeza.


Respirei fundo. Talvez fosse... uma boa hora de experimentar o que Elesis disse?


Se eu controlasse o peso da mão e fosse com cuidado, não teria problemas.


Ele parecia sossegado e concentrado no que estava lendo. Engoli em seco — uma aproximação lenta. Tirei a toalha dos ombros, deixando-a sobre a cômoda de cabeceira e subi no colchão, ouvindo-o ranger pelo desequilíbrio de peso.


Ronan já havia percebido minha presença, mas nada manifestou — estava esperando certamente. Fui aproximando-me, o ranger das molas denunciando meus movimentos; sentia os dedos trêmulos, meio suados.


Lentamente, com a ponta dos dedos, fui afastando seu cabelo, jogando-o para um dos ombros. Em seguida, fui deixando minha mão espalmada subir por sua nuca, permitindo que os fios escorregassem pelo meio dos meus dedos; quando senti firmemente sua nuca em minha palma, fechei a mão, pressionando a base de seus fios, movendo sua cabeça para o lado com morosidade, firmeza.


O suspiro de Ronan foi audível. Aproximei mais o rosto do seu, delineando seu maxilar com a ponta do nariz, descendo por todo o seu pescoço — à mostra para mim devido a posição que deixei sua cabeça; outro suspiro audível conforme eu resvalava os lábios pela curva de seu pescoço e seu ombro.


Pressionei novamente os dedos em seu cabelo e abri a boca, prendendo os lábios contra a pele alva, resvalando os dentes, pressionando e chupando. Ronan gemeu dessa vez, necessitado e pontual; era um som melodioso que desceu um arrepio pela minha espinha.


Soltei meus lábios de sua pele, abrindo minha mão e permitindo que ela escorregasse de seus cabelos — sem enroscar-se em nenhum fio dessa vez. Abri os olhos, percebendo como o rosto dele estava corado e sorri de canto — uma pequena vitória.


— Melhor dessa vez? — Perguntei, sorrateiro. O sorriso nos lábios de Ronan fizeram meus olhos encherem-se de orgulho.


Excelente progresso. — Ele pigarreou, a voz falha. Riu baixinho em seguida. — Ah, fiquei sem jeito.


— É bom ver você sem jeito. — Levei meu rosto até próximo o seu novamente, roçando nariz com nariz, os lábios se tocando. — Uma das minhas visões preferidas.


Ronan riu baixinho quando encostei os lábios contra os seus, o beijo começando já meio afoito — as bocas deslizando, se chupando, o som úmido dos estalos quando se separavam e juntavam de novo. Era bom, era sensual. Senti quando os dedos de Ronan vieram ao meu peito e foram subindo, desenhando meus ombros, meu pescoço, abraçando com delicadeza meu maxilar.


Imitei-o, subindo também por seu pescoço, porém permiti novamente que minha mão fosse de encontro a sua nuca: espalmada, os cabelos deslizando pelos dígitos, fechando-a em seu couro quando senti a base dos fios; puxei-os de leve, porém firme e o som que Ronan produziu ecoou do fundo das suas cordas vocais para as minhas.


Empurrei mais sua cabeça em direção à minha boca, afundando minha língua nela, enroscando-a com a dele; novamente aquele vibrar gostoso, suas mãos descendo do meu pescoço para os ombros e voltando, a pressão cada vez mais forte. Experimentei puxar seus cabelos com um pouquinho mais de força — atento sempre ao peso da minha mão.


Ronan gemeu alto, rompendo nosso beijo.


Tirei minha mão de seus cabelos, receoso que os fios se enroscassem, aproveitando o momento. Mas antes que eu pudesse me afastar muito, suas mãos foram aos meus ombros e ele me jogou contra o colchão, subindo por cima de mim e sentando em minha cintura.


E tudo o que invadiu minha visão foram seus olhos azuis, fervilhando e o amontoado de cabelos tão azuis quanto, ocultando toda a minha visão da luz, caindo em cascata por seus ombros, as pontas tocando meu peito.


— Você quer muito colocar essas mãos para uso, não é, Lass? — O sorriso em seu rosto tinha o toque de maldade que eu gostava.


— Quero. Muito. — Ronan riu debochado.


E eu não sei o que foi mais rápido: os dedos dele no interruptor ao lado da cama ou sua boca grudando-se à minha.


––––––––––––––––––––––––––––


— Bom dia! — Levantei o rosto do caça-palavras para assistir Ronan bocejar à porta da cozinha, espreguiçando-se. — Caiu da cama?


— Ahn... sim. — Respondi meio sem jeito. Não conseguiria admitir que as marcas de chupões no corpo dele estavam me deixando excitado de novo e que eu precisei urgentemente de um banho frio ou iria querer uma segunda rodada antes das seis da manhã.


Ele ficaria sem graça se ouvisse isso.


Ronan bocejou outra vez enquanto foi aos armários pegar os utensílios que precisaria. Pegou uma frigideira e começou a vasculhar outras coisas — talvez procurando o liquidificador?


— Você quer algo especial pro café?


— Qualquer coisa serve.


— Vou fazer panquecas, então. — Percebi, conforme ele se endireitou, que a blusa deixava à mostra o chupão que eu havia deixado em seu pescoço. Torci a expressão, coçando o queixo.


Será que eu deveria...?


— Bom di­–! — Elesis parou na porta, piscando atentamente quando viu Ronan. Senti meu sangue começar a gelar no instante em que percebi a direção de seu olhar.


— Bom dia, Elesis. Quer algo pro café? — Ronan virou-se para ela e eu percebi como sua expressão se fechou. — O que foi?


Ela se aproximou seriamente dele, analisando-o. Senti Ronan engolir a saliva, inseguro — não estava entendendo nada. Meu sangue ia gelando mais e mais dentro das veias conforme os segundos corriam.


Sem dizer uma palavra, ela levou a mão até o prendedor nos cabelos de Ronan, soltando-os em um movimento fluído, fazendo o azul de suas mechas cair graciosamente por seus ombros. Deixou o prendedor em suas mãos em seguida.


— É melhor você usar solto, vai por mim. — Elesis comentou simplesmente, afastando-se dele.


— Huh? Elesis, eu não posso cozinhar de cabelo solto, você sabe disso! — Ronan virou-se para ela e os dois se encararam por longos segundos. — Por quê? — Questionou e Elesis suspirou; eu estava ansioso.


— Aqui. — Ela apontou para o ombro. — O chupão tá bem roxo. E visível. Se o Ryan ou o Jin verem isso, nunca mais vão calar a boca.


Paft. As panelas foram todas pro chão.


Tudo o que eu vi foi um Ronan desesperado tentando pegá-las e jogá-las dentro da pia. Ele parou um instante, o vermelho dominando seu rosto até a ponta das orelhas. E, antes que eu pensasse em me manifestar, ele saiu em disparada, dizendo:


— Eu vou trocar de roupa!


Elesis começou a rir e eu enfiei a cara na mão, desacreditado. Senti um tapa no meu ombro e olhei-a de soslaio.


— Você é um ogro.


— Não te perguntei nada. — Ela saiu em direção aos fundos. — Obrigado pelas dicas, inclusive.


— Me deve um chocolate!

Sept. 9, 2019, 12:14 a.m. 0 Report Embed 2
The End

Meet the author

Yuui C. Nowill Yuui C. Nowill (ou somente Yuui), 24 anos, designer formada e auxiliar de departamento pessoal. Escrevo desde os sete anos de idade e meu principal foco são contos (oneshots), com temas como romance, drama e erotismo. Eles envolvem, ainda, conteúdo LGBT+, em geral fanfics, algumas originais. O conteúdo aqui postado será compartilhado com as minhas demais redes sociais voltadas ao gênero (Nyah!, SocialSpirit, Ao3). Em todos eles mantenho o mesmo pseudônimo (Yuui C. Nowill ou somente Yuui C.).

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