Corinto 146 a.C Follow story

catybolton Caty Bolton

Mesmo rezando para os seus deuses, ele viveu o inferno na Terra pela segunda vez na vida. [Cryde - Grécia Antiga AU]


Fanfiction Cartoons Not for children under 13.

#yaoi #Clyde-Donovan #south-park #southpark #Cryde #Craig-Tuckcer
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152 a.C - 146 a.C

Só uma observação
Cleo = Clyde
Crasper = Craig


1.

Haviam uma porção de papiros na mesa de pedra, lisa e polida, quase no meio do jardim e esse era o local mais bonito e colorido da casa, muitas flores desabrocharam naquela época do ano, quando o clima não era nem quente e nem frio demais. O dia estava ensolarado e se olhasse para o céu se veria poucas nuvens, mas apreciar a beleza da natureza não era uma prioridade para Cleo no momento, não enquanto tivesse um problema de matemática para concluir que precisava estar feito até a próxima visita do seu professor particular, ainda nos próximos dois dias.

Não só mostrar a resolução do problema, mas explicar como havia chegado ao resultado e isso era, de longe, o pior. Não conseguia encarar o papiro com muita expectativa, nunca teve muita facilidade em aprender números e parecia muito mais alguma coisa em egípcio do que grego.

— Você ainda tá fazendo isso?

Não tinha visto-o chegar, não com a cabeça abaixada para a mesa e só depois que levantou o rosto pode ver Crasper, que estava com o olhar fixo em algo na mesa. Ele era filho de uma escrava da casa, alguns anos mais velho do que Cleo. Tinha uma aparência óbvia de estrangeiro, a pele dele era escura de comparada ao padrão da pólis, cabelo preto e os olhos lembravam um pouco os de asiáticos, como se ele fosse um descendente oriental em algum nivel, e a cor parecia ser tão escura, preta, quando o cabelo.

Crasper era a companhia constante e pessoal de Cleo, havia cuidado dele quando era mais novo e agora, com doze anos de idade, podia-se dizer que eram amigos.

O garoto suspirou entediado, voltando a encarar o papiro, e responde:

— Sim, mas estou quase terminando.

Logo ele sentou ao seu lado no banco, ainda olhando o papiro, enquanto o garoto encarava-o de canto de olho e ficou assim por vários instantes, até finalmente sentir uma vergonha que não soube dizer de onde vinha e voltar a prestar atenção no cálculo feito pela metade. Tentava se concentrar mais uma vez, chegou a pegar a pena de dentro do pequeno potinho de cerâmica com tinta para começar uma outra linha de raciocínio e realmente se assustou quando recebeu o tapa na parte de trás da cabeça.

Imediatamente cobriu a área com as duas mão e falou alto, um pouco zangado também, para o irmão mais velho:

— Para com isso!

Mas Ercílio lhe ignorou, como sempre. Ele era o seu meio irmão, filho do primeiro casamento do seu pai e havia acabado de completar vinte e cinco anos e era bem gordo para alguém daquela idade. Além de ser particularmente cruel e cínico. Não via a hora dele casar e sair de casa, os dois nunca se deram muito bem.

— Não dá atenção para ele. — Crasper diz depois que o homem tinha saído do jardim e, talvez, de casa também. Olhou na direção do escravo, que ainda estava com o rosto virado naquela direção, mas não por muito mais tempo. Parecia um pouco aborrecido. — Quer ajuda com isso?

— Por favor?

Entregou a pena e ele também tratou de trazer o papiro mais para perto. Olhando para o papel sabia que ele estava terminando o cálculo, mas Cleo não fez um real esforço para tentar entender. Nem mesmo a explicação que ele lhe dava enquanto escrevia estava escutando realmente. Bem, ouvia muito bem, mas não dando a devida atenção e apenas olhando para o rosto dele, enquanto apoiava o cotovelo na mesa e o queixo em na mão. Ele é bonito, não evitou e nem reprimiu esse pensamento, enquanto o jardim era como o cenário ideal. Nunca achou Crasper feio, ele estar fora do padrão não era um problema, mas daquela vez havia alguma coisa diferente.

Teria ficado encarando-o por mais tempo se ele não tivesse chamado o seu nome pela segunda ou terceira vez, não conseguiu ter certeza:

— Ei, você tá escutando?

— Oi? — Percebeu que ele também estava lhe olhando e sentiu a vergonha subir, mas tossiu forçadamente tentando disfarçar. — Estou escutando sim… Claro.

Por mais que soasse irônico, não foi de propósito. Crasper lhe encarou por muito tempo, sem demonstrar se importar que estava ficando sem graça, antes de devolver a pena de volta nas suas mãos. Não entendeu a princípio, o mais velho teve que explicar:

— Se você estava mesmo escutando,pode me explicar como eu fiz isso?

Foram mais longos momentos de silêncio, de Cleo olhando para a folha absolutamente quieto e sem saber muito bem o que responder. Como ele tinha duplicado a quantidade de cálculos em tão pouco tempo?

— Eu… — Hesitou por um segundo. — Não sei?

O estrangeiro revira os olhos, com um sorriso pequeno e por muito pouco não soltou um riso. Cleo não se importa, já havia parado de se preocupar com a tarefa há alguns minutos. Mas estava curioso:

— Como você aprendeu a fazer isso de qualquer maneira?

— Eu presto atenção nas aulas, sabe? — Encolhe os ombros despreocupadamente, havia um leve ar de deboche que Cleo fingiu não notar. — Você deveria fazer o mesmo.

— Tá bom, pai.

— Eu já estudei isso de qualquer forma, em casa.

Não sabia direito, Crasper veio de algum lugar entre a Pérsia e a Babilônia quando tinha sete anos de idade. Ele nunca contou sua história direito e Cleo sempre ficava sem saber como perguntar, não parecia um assunto agradável de qualquer forma, por mais que tivesse alguma curiosidade, sim.

E não esperava que ele fosse continuar falando:

— As vezes eu sinto saudades de lá. — Deu alguns tapinhas carinhosos no ombros de Cleo, que se sentiu estranhamente culpado. Quando ele continuou, foi em com um tom um pouco mais descontraído. — Eu morava em uma casa maior que a sua.

Aquilo foi diferente.

— Como era lá?

Foram momentos de silêncio, mas, contrariando as expectativas, ele começou a falar:

— Ficava no meio de um deserto…


Crasper jamais esqueceria daquele dia.

Foi por causa de um ataque à sua antiga cidade, que a defesa não foi suficiente e agora estava em ruínas, que ele juntamente do que sobrou da sua família foram levados como prisioneiros de guerra e, posteriormente, vendidos como escravos. O seu pai morreu lá mesmo, assim que invadiram sua antiga casa, tentando inutilmente defender a esposa e os filhos, e sua irmã, que era apenas um bebê de um ano também foi morta nos braços da mãe por um soldado simplesmente porque chorava alto demais.

Lembrava da cidade destruída, do fogo consumindo as casas e outras construções, do sangue e da morte por qualquer direção que olhasse. O cheiro era insuportável e indescritível.

Parecia como um grande inferno na terra.

Os meses que se passaram também não foram muito bons, compraram ele e sua mãe junto e depois de uma viagem em um navio insalubre chegaram na cidade-estado grega, Corinto, onde ele e a mulher foram vendidos para um nobre. Era o pai de Cleo. Desde o primeiro dia suas ordens eram de fazer companhia para o menino, que na época só tinha três, enquanto a sua mãe deveria conviver com a esposa do nobre. Então após um tempo não tão ruim quanto pensou que seria – apesar de tudo, ainda sentia como se fosse uma posse, e não um ser humano – e mesmo que no começo não tivesse aceitado muito bem, tentou fazer como sua mãe pediu todos os dias, apenas aceitar, porque a situação dos dois poderia ser muito pior em outro cenário.

Com o tempo Crasper apenas se acostumou, conformou-se, como era da natureza humana se adaptar.

Sentia falta do pai e gostaria de ter visto a irmã crescer, mas não existia nada que pudesse fazer, que poderia ter feito naquela época sem ser morto por uma espada. Sentia saudades da cidade que não existia mais, do imponente e escaldante deserto, pois não havia nada na cidade-estado que sequer lembrasse, de longe a sua casa. Procurava não pensar muito nisso e, com o tempo começou a lembrar cada vez menos.

Manteve em mente que uma criança não tinha culpa de nada. Com o tempo criou verdadeira afeição por ele. Ocupou-se com o menino, viu ele crescer e se tornar alguém bem diferente, e melhor, que o irmão mais velho.

Manteria algumas partes da sua história apenas para si mesmo, Cleo não precisava saber.


2.

Naquele dia Cleo saiu a pedido da mãe para comprar tecidos feitos de lã que ela usaria para costurar roupas quente, porque o inverno logo chegaria. Como de costume Crasper lhe acompanhou até a feira ele também escolhia os tecidos com bem mais cuidado e atenção, porque a sua mente ainda estava em casa. Pensava no momento que havia passado pelo jardim e visto o seu pai com outro homem, o conhecia e sabia que eles tinham um relacionamento desde antes do seu nascimento e o seu pai era mais carinhoso com ele do que com a própria esposa, em todos os aspectos. Os dois sequer dormiam no mesmo quarto.

Mas não era exatamente esse detalhe que estava nos seus pensamentos, pois a situação era o seu cotidiano e não lembrava de algum dia ser diferente.

Alguns homens mais velhos já haviam ido até o seu pai, falado consigo, para que fosse o eromenos de algum deles, mas Cleo nunca teve esse interesse. Sempre negou todos os pedidos educadamente, afinal, essa era uma honra que com certeza haviam outros garotos pela pólis que ficariam muito mais felizes de aceitarem uma proposta como essa.

A verdade é que não achava homens muito mais velhos particularmente atraentes, mesmo esse não sendo exatamente o propósito de ter um erastes.

Era complicado de explicar, um erastes era como um professor, um tutor e um amigo íntimo que tinha o dever de introduzir o eromenos a vida adulta em diversos aspectos, oferecendo ensinamentos e lições de todas as naturezas. Era uma relação dita como nobre e pura, que Cleo nunca questionou e sempre escutou que só entenderia se vivenciasse, mas não estava particularmente curioso sobre isso.

No final Crasper que teve que escolher a lã e Cleo o ajudou a levar tudo para casa, o que não demorou muito pois eles deveriam voltar antes do anoitecer, enquanto o céu estivesse claro.

Eles estavam no quarto e Cleo não esperava pela pergunta:

— Cleo, você ficou distraído o dia inteiro. — Falou de repente, quebrando o silêncio do quarto, enquanto acendia alguns castiçais. Estava escurecendo. — Aconteceu alguma coisa?

— O que-? N-não, claro que não — Sabia que não havia soado muito convincente, mas continuou mesmo assim. — Eu estou bem. Por que você acha isso?

Ele senta do seu lado, na cama, e havia apenas a seriedade usual no rosto que achava meio charmoso, mas estava lhe deixando ansioso.

— Porque não é o que parece. — Quando Crasper segurou a sua mão sentiu um tipo de nervosismo estranho. De alguma forma era bom. — Tem certeza?

— Bem, eu tava pensando no Sven. — Uma pausa rápida. — Lembra dele?

O mais velho fez uma careta de nojo que durou pouco tempo e apertou um pouco a sua mão, de repente aparentando estar incomodado. Crasper não havia se habituado àqueles costumes de eromenos e erastes, ele tinha uma ideia bastante errada sobre isso mas não podia julgá-lo.

— O cara que gosta de comer garotinhos? — Respondeu com deboche. — Como esquecer. O velho não tentou falar com você de novo, tentou?

— Não, eu só lembrei dele. — Deu os ombros, não entendia qual era a grande preocupação de Crasper. — Ele parou de tentar, a insistência era um pouco inconveniente.

— O que você chama de inconveniente eu digo que é perigoso, Cleo. — Apoiou as duas mãos na cama, um pouco atrás das costas, consequentemente soltando a mão de Cleo. Mesmo decepcionado o garoto não reclamou. — Vai dormir agora ou quer que eu traga algo para você comer?

— Não, eu tô bem.

Não tinha mentido, estava mesmo bem e por que não estaria? Apenas não havia falado o que realmente estivera pensando quase o dia todo, era besteira... Mas, se era assim tão sem importância, falar não machucaria ninguém. Chamou pelo nome do outro antes de falar:

— Na verdade eu tô pensando em algo desde cedo.

— E o que seria?

Ele lhe encarou com um pouco de confusão quando chegou mais perto, por enquanto sem entender exatamente o que Cleo queria quando segurou-o pelo braço e inclinou-se na direção dele. E, sentindo o estômago se contorcendo por causa daquele estranho nervosismo, finalmente beijou Crasper. Estava com os olhos fechados, não conseguiu ver a expressão do outro e alguma ansiedade lhe corroeu por dentro durante os segundos que ele não fez nada, mas logo depois alívio quando assim que sentiu as mãos dele na sua cintura, lhe segurando e logo depois se inclinou mais para perto fazendo com que Cleo precisasse se segurar nele para não cair.

O beijo foi profundo enquanto durou, meio desajeitado também e os se separaram um pouco ofegantes, enquanto Cleo ainda sentia o coração batendo forte demais no peito. Levantou as pálpebras e viu Crasper encarando-lhe com uma vergonha no rosto que nunca havia visto antes nele, como se não tivesse reação? Isso fez o garoto dar um pequeno e alegre sorriso, quase rir, ao menos não era o único que estava apreensivo naquela situação.

O rosto, os olhos dele mesmo com pouca luz eram bonitos demais. Quis beija-lo mais uma vez.

— Pensei em te beijar.

Não estava esperando quando Crasper lhe beijou de novo, mas, enquanto colocava os braços por cima dos ombros dele, definitivamente ficou feliz.


3.

Do lado de fora da casa já estava escuro, pois o inverno fazia o Sol se pôr mais cedo, e bastante frio. Flocos de neve já caiam do céu graciosamente na terra, formando uma camada branca que Crasper nunca iria se acostumar. Há onze anos havia deixado suas terras e nunca parou de achar o inverno com neve insuportavelmente gelado.

Ao menos estava protegido por paredes e um teto, perto da lareira e com Cleo. O pai dele havia saído cedo, como de costume, e ainda não tinha voltado, enquanto a mãe estava na outra ala da casa, que ficava do outro lado do jardim. Então os dois estavam praticamente sozinhos.

Sentado no divã perto do fogo estava com os braços ao redor da cintura do jovem grego, sentindo as mãos dele apoiadas em seus ombros, enquanto os beijos superficiais de antes se tornaram mais ousados, longos. A túnica já não cobria mais como deveria as pernas dele e Crasper estava com vontade de desfazer aquele nó que mantinha o tecido preso na cintura.

Eles dois tinham uma espécie de relação que já durava quatro anos e tinha começado realmente quando o grego tomou a iniciativa. Foi muito natural, tranquilo, mas por algum tempo sentiu um tipo de estranheza que não existia nos olhos de Cleo e não levou muito tempo para encarar a situação como ele encarava, com naturalidade. O pai dele havia os pego aos beijos uma vez e, diferente do que Crasper achou que aconteceria, ele não fez nenhum caso da situação.

Os gregos realmente eram liberais em muitos sentidos.

Não se perdeu naqueles pensamentos por muito tempo, sua mão já estava discretamente desfazendo o nó depois que ouviu Cleo gemer abafado contra a sua boca. Chegou a deita-lo e sobrepor-se sobre ele, beijando o rosto e descendo pelo pescoço enquanto as mãos dele puxavam as suas vestes.

Por algum tempo tudo que mais importava no mundo era Cleo, até que um som de fora lhe arrancou da utopia. Vários sons, o trote de diversos cavalos e pode jurar que escutou um grito.

Não foi o único a perceber:

— Você escutou isso? — Não respondeu imediatamente e sem perceber estava empurrando-o contra as almofadas. — Crasper?

Algo estava errado e, ao mesmo tempo, não lhe era estranho.

Não demorou muito para entender do que se tratava.

— Sim.

Notícias haviam chegado à cidade, o Império Romano estava avançando cada vez mais para perto de Corinto. Crasper não tinha grandes informações sobre a situação toda, mas mil soldados da infantaria havia recuado para dentro das muralhas da cidade-estado por não conseguirem lidar com o exército inimigo que também tinha formado um cerco ao redor da pólis.

Provavelmente algo tinha dado errado. Terrivelmente errado.

— A gente precisa sair daqui, Cleo.

Não estava com vontade de viver o inferno pela segunda vez.

O estrondo do lado de fora do quarto foi alto demais, de pedra se quebrando e Crasper temeu que fosse tarde demais. Era tarde demais. Logo depois a senhora da casa gritou e Cleo desesperou-se nos seu braços, afinal era a mãe dele, mas mesmo assim não deixou ele sair.

Precisava protegê-lo. Depois que a sua mãe morreu com uma febre infernal anos atrás, Cleo se tornou a única coisa boa que restou na sua vida.

— Crasper, me solta! O que você-?

Ele acabou se calando quando também escutou os passos se aproximando. Deuses, era tarde demais, não era? Os soldados romanos já estavam dentro da casa, logo chegariam no quarto e já conseguia imaginar com detalhes alguém chutando o prato da lareira e ateando fogo pelo cômodo inteiro. Olhou para Cleo, que estava assustado, não merecia passar por nada disso e quis abraçá-lo.

Crasper também sentiu medo quando o soldado entrou e olhou para os dois. Enquanto se colocava na frente de Cleo não deixou de lembrar do seu pai e sua irmãzinha, estava morrendo de medo, nem mesmo tinha percebido quando suas mãos começaram a tremer.

Isso era pânico?

Quase da mesma forma como imaginou os soldados romanos entraram, havia sangue nas roupas e armas dos homens. Um deles falou alguma coisa em latim, não conseguiu entender.


Escutou Cleo chorando.


4.

O sol sobre sua cabeça estava tão forte que conseguia sentir o couro cabeludo e o cabelo quentes se tocasse. Haviam pessoas ao redor, muitas, era uma grande feira no meio de uma praça maior ainda. O rapaz estava com correntes ao redor dos pulsos, haviam outros homens e mulheres dos seus dois lados, mas como olhava para baixo não poderia saber a quantidade com exatidão. Não importava.

Corinto foi completamente massacrada.

Haviam passado-se alguns meses, ainda sim a sua mente permanecia naquela noite, como se fosse ontem quase o tempo inteiro. Jamais seria capaz de esquecer o rosto de Cleo quando ele foi cortado pela espada quando tentou lhe defender, da agonia de uma morte dolorosa e sangrenta, como jamais esqueceria como seu pai e sua irmã morreram.

Cleo não conseguiu falar nada engasgado com o próprio sangue, mas chorou tanto, tanto e Crasper teria dado o sangue para sentir toda a dor no lugar dele. O grego agonizou até o fim e só pode chorar pela sua morte tempos depois.

Ele não era para ter morrido, não daquele jeito e Crasper, olhando para o chão, sentia como se nada mais importasse.


Aug. 24, 2019, 8:07 p.m. 0 Report Embed 0
The End

Meet the author

Caty Bolton Apaixonada há pelo menos cinco anos por South Park e amo escrever fanfics dos meus meninos favoritos (Damien e Pip), assim como pretendo trazer todas as minhas fics para essa plataforma. Adentrei no fandom de Eddsworld faz apenas um ano, mas escrever sobre esses caras é maravilhoso! Amo fanfics!! ~~~~ Dip é o caminho da salvação

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