Twellsuni - Doze Almas Unidas Follow story

ester-nogueira1564024202 Ester Nogueira

Addy faz parte do ciclo de Twellsuni, um ciclo de seis espíritos que vagam em forma humana durantes séculos à procura de seu verdadeiro amor. A missão de cada um é encontrar sua alma gêmea até que as doze almas se unam novamente para assim sair do plano terrestre e voltar a Mônada, o seu lar. Mas Addy vai perceber que a espera excruciante por Twellsuni ao longo de toda a sua existência imortal e cheia de dédalos, revela não ser o desfecho ao encontrar o seu verdadeiro amor e sim o começo de uma profecia. Esta, que o fara entrar em um mundo cruel e obscuro da máfia e uma luta contra seus próprios irmãos, apenas para salvar seu grande amor e conseguir fazer de tudo para que a profecia não se cumpra. A angústia de um amor não encontrado e a luta pelo amor errado aos olhos de todos, é o que move duas almas a uma profecia condenável e que deixa uma única dúvida; se aquele amor puro e espiritual que Deus prometeu a Addy e Eveline é realmente o certo.


Romance Religious or Spiritual All public.

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Prólogo

"Já estou sem forças.
Meus ossos estremecem.
Minha alma se angustia.
Retorna, oh Senhor! E livrai minha alma.
Salvai-me pela tua graça.
Penso em ti na minha cama.
Minha alma se agita por ti.
Tuas destras me sustem.
Protege-me dos que fazem o mal.
Dos que aqui me espreitam, ressurgem a noite e rondam a cidade
enquanto não obtém sua alma, eles rosnam.
Tira-me do abismo tumultuado.
Do vaso de barro.
Eu cantarei a tua força e o teu amor ao amanhecer.
Enaltecerei tua força,
Pois possui minha fortaleza.
O Deus do meu amor!"

Filme, O Monge.




Ano de 2004...

"O amor por uma pessoa te corrói por dentro como uma chama invisível de ardume, em que a dor é real. Está ali. E por mais que seja a vontade de sair e fugir longe daquela sensação que é desconhecida, todos estão presos a uma linha imaginária que liga à nossa alma gêmea, a nossa sêmis descoberta e ao amor que transcendem universos. Isso é algo impossível de se largar, porque o amor que se sente é algo inexplicável e, imaginável se cogitar fugir dessa paixão ardente... No final de tudo, as almas gêmeas estão sempre destinadas a se encontrarem para ficarem juntas."

Aura pronunciou no escuro da sala, sentada em uma cadeira de balanço de madeira com espuma vermelha, em que a cor realçava a pele branca da jovem com cabelos loiros. Não apenas a iluminação de sua pele, mas o seu peculiar vestido florido de primavera em uma época não apropriada; neve, e em um local bastante escuro e fechado, deixavam a jovem alegre e doce deslocada do ambiente.

As palavras proferidas fizeram o jovem Addy que estava sentado ao seu lado, remoer por minutos em seus pensamentos. Ela sempre conseguia isso, fazer momentos ruins ficarem bons quando dizia mensagens positivas. Ele entendia o que sua irmã falava, ou talvez fosse o que pensava, mas não se sentia daquela forma. Ele nunca sentiu essa paixão ardente e um amor inexplicável. Addy nunca a encontrou.

Dessa forma, as palavras que saíam da boca de sua irmã no canto da sala iluminada apenas com a brasa do fogo e o único som do estalo se queimando, era o que deixava o rapaz mais angustiado. Ele se sentia só.

– Você vai encontrar Addy, isso é uma ordem natural das coisas. – A mão de Aura posou na mão gélida de seu irmão que mantinha os olhos baixos para o fogo que crescia na chaminé antiga de madeira. Quando sentiu o calor da pele de Aura que dava um reconforto naquele momento, desviou o olhar para o pequeno pedaço de tatuagem que aparecia no pulso dela.

O símbolo preto da rosa em pentagrama dentro de um círculo era o que confirmava ao jovem, que ele nunca teria acesso a aquele tipo de amor que Aura falava. Um símbolo que ele sabia muito bem o significado; o encontro das almas gêmeas.

– Isso virou um circo para o Criador, ele brinca com nossas próprias vidas como se só a decisão dele importasse.

Addy disse em seco ao perceber que eram as mesmas palavras que Maxim, seu irmão, pronunciou há anos.

Os seus olhos acompanhavam o vazio da marca do pulso de sua irmã. Ele direcionou o seu olhar encarando os mesmos olhos verdes do seu. A única diferença era que os dela sempre brilhavam. Aura sorriu de lado acompanhando o olhar do seu irmão, ela sabia que mesmo dizendo várias coisas, ele só entenderia quando encontrasse.

– A sua vez está chegando. Você vai encontrar... – Aura disse com um sorriso de piedade.

Ela sentiu que era a última conversa que teria com Addy, e não tinha se enganado naquela noite. Ele havia partido no dia seguinte sem se despedir dela. Mas Addy ainda ruminava em seus pensamentos as palavras de sua irmã quando saiu pela porta.

E uma década depois a voz dela ainda estava em sua cabeça. "Você vai encontrar". O rapaz pensava nas últimas palavras e ele nunca encontrou. Por mais tempo que fosse uma década, era um tempo bastante curto comparado à soma de tudo que tinha esperado. Agora, restava apenas à sombra preta que seguia o corpo do rapaz pela rua mal iluminada. Era sua única companhia naquela noite fria e silenciosa. Addy estava reflexivo fixando o chão enquanto subia à rua de poucas casas até que em um momento inesperado, ele se assustou ouvindo o barulho de um corvo.

O animal caiu de costas no chão, fazendo o seu corpo ficar imóvel no mesmo lugar da batida brusca, a única coisa que se via era o líquido vermelho escorrendo do peito nas plumagens escuras. Addy arrepiou encolhendo se no seu casaco quando o vento forte fez seus cabelos pretos voarem e quando viu aquela cena que fez sua espinha horripilar de algum modo. Os olhos do corvo estavam abertos mostrando as duas bolas de jabuticabas pretas que mirava o nada da rua.

– O que aconteceu? – O ar saiu pela sua boca quando falou se agachando próximo do corvo morto. Ele se sentiu obcecado de alguma forma pelo animal que lhe dava uma sensação estranha. Uma sensação ruim que talvez ele não entendesse muito bem.

Até que o rapaz franziu o cenho ao encarar os olhos do corvo e ver a mesma rosa em pentagrama que estava no pulso de Aura, mas que agora estava desenhada na pupila preta que envolvia todo o olho do corvo. Ele soube naquele momento que o verdadeiro sentimento era de uma premonição, um quase djavú. Addy ainda continuou encarando por alguns segundos rápidos a nítida rosa de pentagrama.

Ele não sabia se aquilo era coisa de sua cabeça, por mais que tentava várias vezes apertar os olhos e acordar da visão surreal. Porém, algo dentro dele o fez ter certeza que ele realmente via aquilo. Todos os seus pensamentos e concentração no animal morto foram barrados quando Addy pulou para trás de susto. O corvo havia se erguido ressuscitando e partindo voo com velocidade das suas asas que batiam na brisa gélida daquela noite.

O jovem levantou olhando a rua vazia em que o animal havia partido pela esquina com o som que ainda era ouvido; o canto grosso e sucinto do corvo. Addy sentiu que fosse um aviso.

A rosa de pentagrama era real, ele tinha visto nos olhos do animal que ele acreditava estar morto, mas o rapaz não esperou alguma noção de lucidez chegar a seus pensamentos, pois havia se deslocado virando a esquina na esperança de encontrar aquele animal. Mas por que o seguia? Seriam as dúvidas que tinha em sua cabeça confusa ou a forte sensação no seu peito para virar naquela rua? Ele não pensava muito bem, mas sentia a necessidade de encontrar aquele pássaro e olhar mais uma vez a rosa em suas pupilas pretas. Addy andava indo contra algumas pessoas na extensa calçada que começava a ficar movimentada e, ao levantar os olhos para o céu escuro e sem nenhuma estrela, ele procurava o pássaro, mas não havia nada.

Houve uma gritaria

O tumulto o fez parar de súbito. Ele olhou para uma janela de vidro ao lado que cobria o restaurante pequeno e elegante de comida italiana, percebendo que as pessoas corriam desesperadas para a porta de entrada. Todos tinham olhares assustados, enquanto alguns já pegavam seus telefones ligando para a polícia relatando sobre um assalto. Addy olhou o rosto das pessoas que corriam para fora e ele ficou agarrado com o seus pés no chão sem conseguir se mover. O seu olhar grudou como um imã no casal que estava dentro do restaurante.

Havia um homem de meia idade de cabelos grisalhos usando ternos elegantes que tinha um sorriso irônico no rosto cheio, enquanto suas mãos estavam levantadas para cima em rendição ao homem magro que apontava a arma na direção de sua cabeça. A mulher de cabelos negros se escondia atrás do homem robusto que estava de mãos levantadas que proporcionalmente protegia o corpo magro dela e a imensa barriga. Foi quando, sem ao menos perceber isso, as pupilas de Addy se dilataram ao ponto que havia chamado sua atenção. Aquela mulher estava...

– Grávida. Ele sussurrou sentido que não havia nenhuma matéria abaixo e acima dele, como se uma pequena tontura fazia as três figuras separadas pelo vidro do restaurante girar no vácuo.

De alguma forma, Addy sentia que aquele momento estava escrito em seu destino, por mais que as pessoas não acreditassem nas energias místicas de suas vidas de algo que sempre esteve ditado desde o nascimento, Addy sabia muito bem que esperava aquilo acontecer desde quando desceu ao plano terrestre. Se o corvo não tivesse caído no chão à sua frente e fascinado o jovem com a rosa em pentagrama que apareceu em seus olhos, Addy viraria para o outro lado esquerdo da rua em direção a um trem da estação Back Street que o esperava às 23h00min, rumo a um destino longe e distante dali. Se o jovem de cabelos negros, não seguisse os sentimentos confusos de seu coração, ele não teria virado o lado certo da rua à procura do animal, no mesmo instante em que Frank Costello segurava a mão de sua esposa, sentado embaixo dos cristais de luzes amareladas do restaurante italiano, e que com um beijo apaixonado dizia o quanto amava Antonella e a filha que ela carregava em seu ventre. Se o homem magro de ternos que se escondia no canto do restaurante, no seu chapéu preto e na fumaça do seu vigésimo cigarro em um dia, não tivesse recebido o serviço de Bugs Moran, o capo da família Desidério, para a realização da execução. Giovanni, nunca teria mirado aquela arma em Frank Costello, assustando as pessoas e funcionários que corriam desesperados para a porta do restaurante que chamou a atenção do jovem Addy com o destino traçado. Fazendo o último e sexto ciclo de Twellsuni se concluir, ou talvez, começar a jornada.

– Esse foi o começo do fim, Costello. – A voz grossa fez Frank erguer da cadeira e levantar suas duas mãos para cima sabendo muito bem quem falava atrás dele, Frank sabia nesse mesmo instante que Bugs havia descoberto a sua traição com a máfia. Sua esposa teve o mesmo instinto se protegendo atrás dele e segurando firme sua barriga.

– Vamos conversar Giovanni, lembre-se que sou seu irmão e faço parte da família Desidério. – Frank sorriu de lado, tentando mostrar acima de tudo superioridade e confiança.

– Estou apenas cumprindo ordens. E como é o seu direito na máfia, saiba que a execução é feita pelo roubo em não ter pagado a Bugs. – Giovanni olhou para o homem e sorriu. – Sabemos muito bem que o dinheiro passou pelas suas mãos. O corpo magro andou mais para perto ainda apontando a arma na mira da cabeça de Frank.

– Desde quando um Don manda um homem feito, apenas um soldado para matar um subchefe? Desde quando um soldado qualquer ousa me desafiar? – Costello cuspiu as ofensas a Giovanni que sentia a raiva subir pelo seu corpo. – Cadê a lealdade da máfia pela família?

– Não se precipite não estou aqui para matar você, é apenas um aviso. – Giovanni fez o homem à sua frente ficar confuso. Era exatamente o que queria; fazer um Capi se humilhar. – Infelizmente não temos provas de nada, mas Bugs não quer deixar essa atitude sem uma advertência. Ele sorriu mostrando os dentes pretos pelo uso constantes de cigarros. – Digamos que ele não confia em você. Bom, e eu também não...

Giovanni atirou nas duas pernas de Frank, que desabou no chão gemendo de dor. Por instinto ele levou rapidamente a sua mão para trás de suas calças, onde por ironia do destino a deixou escondida para evitar que sua esposa percebesse a presença da arma. Giovanni não esperou nenhum segundo alguma compaixão e atirou no mesmo instante em Antonella, que caiu de costas no chão frio do restaurante.

O grito de dor de Frank ao olhar sua esposa sangrando, fez sua mão atirar com um movimento rápido sem nenhuma piedade para o assassino dela, deixando dois corpos caídos no chão, quase sem vida. Antonella ainda segurava forte seu bebê enquanto cuspia sangue pela sua boca e com o olhar arregalado. A mulher de cabelos negros encarava o belo cristal amarelado no teto tendo a consciência que sua vida desaparecia pela dor que sentia no buraco aberto do seu peitoral. Frank se arrastou empurrando suas pernas que sangravam e ficou ao lado da esposa. Ela virou a cabeça o encarando, e sem nenhuma palavra ela suplicava com os olhos para salvar a vida de seu bebê.

Addy que ainda estava fixado no mesmo lugar encarando toda a cena, não conseguia explicar o sentimento que sentia, mas sabia o que seu coração estava fazendo...

Batia mais forte.

O jovem acordou de seu estado de vácuo, quando ouviu os gritos do homem coberto de sangue que escorria por toda sua calça. Ele pedia desesperado por alguma ajuda. Addy percebeu que era o único que estava parado naquele restaurante em uma rua vazia. Ele tinha que fazer alguma coisa. O jovem entrou pela porta ouvindo os constantes gritos desesperado de Frank e o som fraco da sirene da polícia. Ele não sabia o que fazia exatamente naquele momento ou porque estava sentido uma energia enigmática pela mulher que cuspia sangue, mas tinha uma única missão em seu pensamento; salvar aquele bebê. Foi então que seu corpo se moveu rápido e correu até o balcão de vidro onde uma faca de tamanho médio estava colocada.

– Por favor, querida. – Frank sussurrava apertando a mão da esposa que ainda mostrava os últimos sinais de vida. – Fique comigo, por favor... – A voz fraca e o choro em seu rosto, mostrava que ele não sentia dor pelas pernas, mas a dor do seu coração.

Addy se agachou ao lado da mulher e puxou a blusa vermelha de lã que ela vestia, a barriga estava roxa com as veias que pulsavam pela pele. O jovem sentiu novamente o vácuo de seu corpo ao olhar aquilo. O olhar assustado de Frank passou para o rapaz ao lado de sua mulher que ele não conseguia ver o rosto. Os fios pretos caíam no rosto do jovem impossibilitando que Frank reconhecesse aquela pessoa.

– O que está fazendo? – A voz grossa e autoritária voltou no lugar da fraca e assustada voz.

– Estou tentando salvar o bebê. – Addy disse sem ao menos tirar o olho da barriga da mulher. Aquilo era muito confuso, mas ele sabia que sua consciência o mandava realizar aquilo. Era como ouvir uma voz de uma pessoa no seu ouvido para que ele não deixasse aquela criança morrer.

Foi quando Addy pegou a faca e cortou na linha de biquíni da barriga, primeiro a pele e depois a gordura.

Sangue. Havia sangue demais. Ele passou a mão pela testa sujando de sangue o rosto que tinha algumas gotas de suor. Addy fechou os olhos repetidas vezes para acordar e salvar aquele bebê que ele sentia estar sufocando e pedindo ajuda. Ele ouviu as sirenes ficarem mais altas enquanto passava a faca afiada pela fáscia muscular separando rapidamente do músculo.

Sangue e mais tontura.

Addy não sentia seu corpo s ali presente, por mais que quisesse se convencer que aquilo acontecia, sentia que acordaria no trem das 23h00min que o aguardava. A mulher começou a cuspir mais sangue fazendo o olhar arregalado de Frank virar para o jovem que cortava a membrana serosa e transparente do peritônio parietal.

– Faça isso logo! – Ele gritou desesperado.

Addy o encarou e jogou a faca do lado, suas mãos banhadas de sangue pegaram a carne cortada da barriga e começou a rasgar o útero da mulher até sentir a cabeça do bebê.

Seu coração acelerou mais.

A voz de Aura estava em seus pensamentos no momento que puxou devagar a cabeça do bebê para fora da barriga aberta. "... No final de tudo, as almas gêmeas estão sempre destinadas a se encontrarem para ficarem juntas". Até que tudo se cessou!

E ele não ouvia e não sentia mais nada quando o corpo pequeno do bebê deslizou para os seus braços. O seu primeiro choro fez a sua mãe respirar pela última vez com um leve sorriso no rosto de felicidade ao ouvir que sua última esperança tinha nascido e que para Frank que abaixou deitando sua cabeça no peito de sua mulher, os seus choros baixos evidenciava que sua última esperança tinha partido para sempre.

Addy olhou a pequena menina em seus braços. Ela abriu os olhos pequenos e pretos que brilhavam para ele com o silêncio do choro cessado ao fixar os olhos verdes do rapaz que carregava uma grande história a ser contada por milênios. O jovem mirava os olhos negros sentindo se fora da terra. Ele tinha consciência que tinha voltado à sua casa enquanto ouvia no fundo de sua cabeça o coro dos anjos que entoavam um lindo louvor, mas as batidas forte de seu coração tentavam o deixar lúcido.

Por mais que o raciocínio tivesse sumido com a sensação quente de seu coração que queimava como fogo e ao mesmo tempo sentia a forte sensação térmica fria aliviar o ardor, Addy sabia estar segurando o que procurou há séculos. Era algo místico, porque lá estava sua alma gêmea, lhe concedendo um leve sorriso e a visão de seus olhos brilhantes ao encarar. Nesse instante, Addy teve certeza que Twellsuni chegaria ao fim. Mas por um momento todas as obstinações que ele teve ao longo dos séculos por nunca encontra-la, haviam se concretizado pela perda de toda a esperança e a alegria inexplicável de seu corpo.

As suas mãos sujas de sangue, passou pelo pulso pequeno do bebê, revelando quatro pintas pretas próximas e em forma hexagonal. O seu mundo havia se arruinado. Ele pensou isso ao fechar os olhos e tentar não derramar nenhuma lágrima, porque ele soube naquele instante que o ciclo nunca seria fechado e que todos tirariam ela dele.

E por mais que o propósito havia se cumprido naquela noite em que o corvo voava por cima do restaurante e sob o céu escuro e sem nenhuma estrela, nunca haveria de se cumprir o significado da rosa que o animal carregava em suas pupilas pretas; A união e o encontro do amor verdadeiro. Porque no final de tudo, Aura não estava certa de afirmar que as almas gêmeas estão sempre destinadas a ficarem juntas, não para Addy, que sabia que ele estava destinado a outra coisa; O início da profecia.

***

July 25, 2019, 3:23 a.m. 0 Report Embed 0
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Ester Nogueira Um único sonho: Escrever.

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